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Compêndio III51: AJUSTE ESTRATÉGICO (Final)
Ele olhou por cima do meu ombro, conferindo se não tinha ninguém ouvindo, as bochechas dele queimando.
Olhei pra ela com os olhos arregalados, o barulho do ambiente sumindo de repente como se tivessem tapado meus ouvidos. O vapor do chá de camomila dela se enroscou entre a gente, intacto e esquecido.• Olha! – Ela se inclinou pra frente, a voz descendo pra um sussurro afiado. As sílabas em espanhol soavam pesadas agora. – Te falei que eu e Henderson meio que ficamos... (Os dedos dela afastaram a colherinha com um clique metálico.) Mas é porque nenhum dos dois tem tempo pra coisa séria. (A bota dela bateu na perna da mesa com força. Impaciente.) Uma mulher tem necessidades. E quando eu tenho tempo...
Carolina deixou a frase no ar, lábios entreabertos, a ponta da língua molhando eles. Meu pulso batia forte no pescoço. Graças a Deus a gente tava falando em espanhol (e que a Lena, a barista, não tava de plantão naquele dia): se fosse em inglês, o café inteiro teria ouvido a proposta dela, e minhas orelhas iam pegar fogo. Mas aí, ela inclinou a cabeça, me encarando com os olhos semicerrados, os dedos tamborilando um ritmo sem nexo na mesa.
• Você não é o tipo musculoso que eu costumo pegar... – exclamou quase com nojo, olhando pros meus ombros como se avaliasse equipamento. – Mas você é... meio bonitinho. (O polegar dela roçou o lábio inferior, parando na pele rachada.) E sua proposta soou doce. Sincera. (A bota dela roçou minha perna debaixo da mesa... de propósito.) Então? Quer transar?
Ela falou como se perguntasse as horas: direta e sem rodeios.
• Sem marcas. E não pergunta sobre o Henderson.
Eu assenti, boca meio aberta: Carolina era inegavelmente gostosa, novinha, e agora tava me oferecendo sexo com uma crueza que fez o sangue descer pro sul.
• E tipomeio que eu saiocom o Henderson...Só dou a buceta.- Os dedos dele tamborilaram na borda da mesa, como se medissem meu pulso através da madeira.
A luz da tarde iluminou o cacho rebelde que escapou do rabo de cavalo dela, moldando a mandíbula enquanto ela inclinava a cabeça. • Essas são as minhas condições.
Meu cérebro deu um curto-circuito antes de pousar numa ideia clara:Loteria!Chamei o garçom com um gesto brusco demais pra um café tão chique. A conta demorou uma eternidade: Carolina sorria enquanto meus dedos martelavam a coxa, meu joelho pulando embaixo da mesa. A diversão dela era nítida, os olhos pulando entre minha impaciência e o garçom distraído contando troco.
Tínhamos que voltar pro escritório corporativo, mas fomos direto pro subsolo pegar minha caminhonete. Carolina amou na hora. Os dedos dela percorreram a porta traseira amassada com a reverência que outras mulheres guardam pra bolsas de grife.
• Pensei que executivos como você não dirigiam essas porras! - provocou, acariciando o painel empoeirado como se fosse ouro maciço e não plástico arranhado.
— Continuo sendo mineiro de coração. — respondi, as chaves quase rangendo ao sair do porão.A risada da Carolina (quente e sem vergonha) encheu a cabine enquanto ela baixava o vidro sem pedir licença, deixando o ar da tarde entrar de uma vez. Os dedos dela tamborilavam no painel no ritmo de uma melodia interna, a bota batendo impaciente no chão.
Fiz as contas de cabeça: o problema de trabalhar no centro de Melbourne é que os hotéis disponíveis são absurdamente caros e sempre tem o risco de alguém do trampo te reconhecer. Então minha única opção real (e a que mais me agradava) era ir pro local do Grayson.
Como sempre, o velho administrador esperava atrás do balcão, lendo um jornal.
— Grayson, tô com pressa. Tem quartos? — perguntei ao entrar, meus sapatos raspando nos azulejos gastos do lobby.
Os dedos da Carolina roçaram meu cotovelo enquanto ela observava a decoração antiquada com curiosidade descarada.
Grayson nem levantou a vista. Só deslizou o cartão de acesso pelo balcão como se já estivesse me esperando.
• Atendimento nota dez! — exclamou Carolina ao entrar no elevador, com os dedos já desabotoando o primeiro botão da blusa antes das portas se fecharem de vez.
No entanto, enquanto subíamos, Carolina estabeleceu as regras básicas.• Só vamos foder. — ordenou Carolina, corando levemente.
A luz fluorescente do elevador iluminou o suor que começava a brotar na linha do cabelo dela; não eram nervos, mas a concentração clínica de uma médica se preparando para um procedimento. Os dedos dela tamborilaram contra a coxa seguindo um ritmo.
• Nada de beijos. Nada de abraços. Só vai me comer de quatro e pronto.
As portas do elevador se fecharam com um chiado suave, nos selando no recinto de espelhos. Carolina se apoiou contra a parede traseira, de braços cruzados, estudando o próprio reflexo tanto quanto o meu. O ar cheirava vagamente a desinfetante de limão e ao aroma metálico do mecanismo do elevador.
• Tô falando sério! — insistiu, com a voz mais baixa agora, os dedos batendo no cotovelo. — Nada de frescuras românticas. Só mecânica.
O reflexo da Carolina me encarava de volta das paredes espelhadas; o rabo de cavalo levemente torto, os lábios apertados como se estivesse segurando um sorriso. A iluminação fluorescente destacava o brilho leve do suor nas têmporas dela, e a pulsação pulsava visivelmente na garganta, apesar da sua marra.O elevador zumbia enquanto subia. Eu observava os números dos andares piscando: 2... 3... 4… cada um acompanhado de um som abafado. A postura da Carolina era tensa, mas os olhos dela não paravam de me procurar no reflexo, com olhares rápidos e avaliadores.
• Você não é o que eu esperava. — admitiu de repente.
Levantei uma sobrancelha.
— O que você esperava?
Ela deu de ombros.
• Alguém... mais fluido. Mais polido. Você é mais bruto. — Os dedos dela roçaram a parede espelhada do elevador (sem tocar meu reflexo) antes de cair de volta ao lado do corpo.
O elevador diminuiu a velocidade com um zumbido surdo. Carolina se impulsionou da parede bem na hora em que as portas se abriram, saindo antes de mim com a eficiência brusca de uma médica entrando numa sala de emergência. O corredor se estendia à nossa frente, com o carpete estampado engolindo nossos passos por completo. Em algum lugar atrás de uma porta fechada, o zumbido distante de um aspirador de pó sublinhava o silêncio. Último andar, o quarto ficava no final, o cartão já esquentando na minha palma.
Lá dentro, o quarto era padrão, mas refinado: uma sala com um sofá de couro que tinha envelhecido com elegância, uma cozinha americana pequena com bancada de mármore e (através de um arco) o quarto logo depois. Carolina parou bem na entrada, o rabo de cavalo balançando enquanto analisava o espaço. Os dedos dela pairaram perto do pescoço desabotoado, hesitando. Provavelmente achou que eu ia levá-la pra algum motel de beira de estrada com papel de parede descascando e cama vibratória. O lugar do Grayson tem estilo: aquele tipo de luxo discreto que Não grita, só sussurra.
Mesmo assim, Carolina não se deu ao trabalho de inspecionar o lugar. Foi direto pra cama, sentou na beirada e tirou os sapatos. As botas bateram no carpete com um som surdo enquanto ela as arrancava, uma depois da outra, como se estivesse se livrando do equipamento de proteção depois de um plantão longo.• Regras. — repetiu, com os dedos parando na cintura da calça. A luz fluorescente destacou o leve tremor nos nós dos dedos; não era nervosismo, mas o desapego clínico de alguém descrevendo um procedimento. — Sem marcas. Nada de beijos. E sem perguntas sobre o Henderson.
Assenti, deixando as chaves em cima da escrivaninha com um tilintar proposital: alto demais no silêncio do quarto. O ar-condicionado ligou, mandando uma corrente fria pela minha nuca como o sopro de um fantasma. Carolina já estava desabotoando a blusa com movimentos rápidos e eficientes, os dedos se mexendo com a mesma precisão clínica que eu tinha visto na ambulância. O tecido se abriu pra revelar um sutiã preto simples, com as alças cravando levemente nos ombros dela. Ela não me olhou enquanto fazia isso, com o olhar fixo na parede na frente dela, como se estivesse revisando uma checklist.- Cê tá nervosa! - observei, vendo como os dedos dela titubeavam no fecho do sutiã.
O metal escorregou na pele úmida dela: escorregadio demais pela adrenalina ou pelo vapor da camomila do café que ainda grudava nos poros dela.
Ela me lançou um olhar afiado, franzindo a testa como se estivesse diagnosticando um batimento cardíaco irregular.
- Não faço isso com frequência.
A mentira foi quebradiça, se partindo sob o peso da própria respiração acelerada dela.
- Eu também não. - respondi com cinismo. Afinal, Grayson já me conhece bem.
O brilho suave capturou o jeito que as pupilas dela se dilataram; não por excitação, mas com o foco afiado de alguém que detecta uma discrepância nos sinais vitais.
Isso fez ela parar. Os dedos dela ficaram imóveis no último botão da calça, pairando perto do zíper como se estivesse armado pra explodir.
- Sério? - a palavra saiu metade sopro, metade desafio, enquanto a língua dela aparecia pra umedecer os lábios de novo: um tique nervoso, não um flerte.
Dei de ombros, tirando a jaqueta com uma lentidão. O tecido sussurrou contra meus ombros enquanto eu pendurava ela na cadeira.
- Não assim. - sorri. A verdade, remodelada.
As narinas de Carolina se dilataram ligeiramente; ela sentiu o cheiro de sangue na água. O O colchão rangeu enquanto ela mudava o peso do corpo, os dedos descalços se curvando no pelo do carpete.
Ela soltou o ar pelo nariz e terminou de se desabotoar. A blusa escorregou dos ombros, amontoando-se ao redor dos cotovelos. O sutiã dela era simples, prático… daqueles com alças grossas e sem renda, a escolha utilitária de alguém que passa mais tempo entre uniformes cirúrgicos do que entre sedas. Ela não olhou nos meus olhos enquanto soltava o fecho, os dedos se movendo com a mesma eficiência que usara para ajustar o soro da Edith na ambulância.
— Cê tá me olhando! — comentou ela, com as palavras cortantes. Um rubor subiu pelo pescoço dela, sumindo na linha do cabelo.
— Desculpa!
Não sentia, na real. Ela era gostosa de um jeito que não era só estético; tinha algo cinético nela, como se estivesse sempre a meio passo de sair correndo. O tipo de beleza que vem de estar permanentemente tensa, toda energia enrolada e pontas afiadas. Os ombros dela tinham umas sardas leves da exposição ao sol, a pele ali um pouco mais pálida que nos braços. O bronzeado de uma médica: manga curta no campo, horas intermináveis sob luz fluorescente.
Ela se levantou de repente, puxando a calça pra baixo pelos quadris.
— Camisinha?
Seus dedos estalaram com impaciência; não era sedução, era eficiência de triagem. A calça se amontoou ao redor dos tornozelos como um uniforme descartado, revelando uma calcinha preta de algodão com o elástico desfiado. Prática. Sem arrependimentos.- Ah, claro! - falei, enquanto ela me encarava por não ter começado a me despir.
Tomei meu tempo com a camisa e a gravata, desatando cuidadosamente a seda com dedos deliberados antes de pendurá-las na cadeira ao lado do paletó. O mesmo com o cinto: lento, metódico, o couro deslizando pelas presilhas como um mecanismo bem lubrificado. A respiração de Carolina ficou presa quando finalmente desabotoei minha calça, o olhar dela desviando e voltando como uma médica lutando contra a curiosidade profissional. O tecido se amontoou nos meus tornozelos, e os olhos dela se arregalaram (de verdade se arregalaram) fixando bem abaixo da minha cintura, onde a barraca na minha cueca esticava o algodão.
- O quê? - perguntei, dobrando a calça sobre o encosto da cadeira com precisão militar.
• Uhm... nada...
A voz dela falhou um pouco, a garganta lutando contra a mentira enquanto as pupilas dilatavam. O rubor se espalhou do pescoço até as clavículas, escurecendo as sardas espalhadas ali.
• É que nunca esperei... - ela fez um gesto vago, os dedos se agitando como se estivesse contando compressões. - Você tinha umagrande surpresa... lá embaixo.
As palavras dela caíram como um balde de água fria. Não porque fossem ofensivas (muito pelo contrário), mas porque carregavam aquela avaliação clínica e direta que eu já tinha começado a associar a ela. Carolina não estava flertando; estava medindo, com a mesma precisão distante que usou para checar os sinais vitais da Edith. Mas, por outro lado, eu tenho noção do meu tamanho e não sou particularmente orgulhoso da atenção que isso me atrai entre as mulheres.- Sim! - falei, sentindo um frio na barriga, metade orgulho, metade apreensão. - Minha urologista disse que estou um pouco acima da média.
- Só um pouco? - ela perguntou, coçando o pescoço; não com um flerte, mas como quem diagnostica uma coceira. A luz fluorescente pegou o suor se formando ao longo da clavícula dela. - Porque eu tenho quase certeza de que você tem mais carne que o Henderson.
O tom dela foi pragmático, quase analítico, como se estivesse comparando especificações de equipamento.
Procurei uma camisinha dentro do criado-mudo. A gaveta travou um pouco (o lugar do Grayson é chique, mas ainda é econômico) antes de ceder com um rangido relutante. Carolina pegou da minha palma, inspecionou o plástico com os olhos semicerrados e depois me jogou de volta com um movimento de pulso. O pacote de alumínio aterrissou bem no meu peito, grudando brevemente na minha pele molhada de suor antes de escorregar para a minha mão.
- É... tenho quase certeza de que o Henderson só usaMédio... — disse ele enquanto eu abria o pacote do meu tamanhoGrandeO barulho do plástico parecia ensurdecedor naquele silêncio carregado. O olhar dela seguia o movimento das minhas mãos; não com fome, mas avaliando, como se estivesse calculando a logística de uma intervenção de trauma.
Sempre pensei que os tamanhos das camisinhas de alguma forma se correlacionavam com as lacunas geracionais (pequenas para os precoces, médias para adolescentes, grandes para adultos e extragrandes para os dotados). O absurdo do meu raciocínio me atingiu enquanto eu deslizava o látex ao longo do meu comprimento, enquanto a respiração impaciente da Carolina ecoava no quarto. A embalagem estalou entre meus dedos como o invólucro de um equipamento médico.
• Anda logo!
Ela se virou bruscamente, me mostrando a curva das costas; não era um convite, mas uma retirada. As vértebras se destacavam nítidas sob a pele, a tensão cavando vales entre cada osso. O edredom do hotel escorregou mais um pouco, revelando as duas covinhas gêmeas sobre os quadris, bem onde o uniforme de paramédica descansava durante os plantões.Eu me despi rápido, enquanto o ar-condicionado do motel me arrepiou os braços. Carolina já estava deitada no colchão, o corpo uma linha dura sobre os lençóis. Uma mão apertava a fronha do travesseiro com os nós dos dedos brancos; a outra ficava esticada ao lado, como se esperasse o início das compressões.
— Só pra deixar claro… — murmurou contra o travesseiro, com o sotaque costarriquenho engrossando as vogais. — Isso não significa nada… (O calcanhar afundou no colchão, ajustando o ângulo com precisão clínica.) Só mecânica.
Coloquei a camisinha. - Entendido.
Ela não relaxou quando eu toquei nela. Os músculos dela continuaram tensos, a respiração superficial; igual um paciente se preparando pra colocar um soro. O abajur da mesinha projetava sombras marcadas entre as omoplatas dela, cada vértebra se destacando como uma cordilheira sob ataque. Só quando eu pressionei contra ela, devagar e com cuidado, que finalmente soltou uma exalação trêmula: do tipo que eu já tinha ouvido de novatos depois da primeira vez dentro de uma gostosa.
• Ok! – sussurrou, se preparando mentalmente, suspirando e controlando a respiração. – Ok!
Seus dedos cravaram nos lençóis, os nós dos dedos ficaram brancos.— Não se preocupa! Vou devagar! — garanti, segurando o quadril dela com uma mão enquanto me guiava com a outra.
A camisinha esticou, e a lubrificação não dava conta daquela apertura impossível.
Mas, pra minha surpresa, a ponta nem encaixava. Carolina gemeu (não de prazer, mas de um choque genuíno), e o corpo dela recuou como se tivesse levado uma descarga de desfibrilador.
— O que foi? — A voz de Carolina falhou no meio da frase enquanto o quadril dela dava um tranco involuntário; não era excitação, era o recuo brusco de quem acabou de encostar num fio elétrico.
Os músculos da bunda dela se contraíram visivelmente sob a luz fraca do abajur, tremendo como criaturas independentes debaixo da pele dela.— Não tenho certeza! — Meus dedos se curvaram contra o osso do quadril dela, sentindo o pulsar rápido do coração dela sob a pele.
A camisinha esticava dolorosamente, resistindo à entrada como um elástico no limite da tensão. O cheiro clínico do látex se misturava com o suor da Carolina (forte e salgado) enquanto eu me afastava um pouco, observando os ombros dela se encolherem a cada movimento abortado.
— Você dá o cu com frequência?
Ela se remexeu debaixo de mim, arqueando as costas como uma puta tentando escapar de uma prisão. Os lençóis chiaram violentamente enquanto ela virava a cabeça para me encarar com irritação por cima do ombro, a rabuda dela batendo na própria bochecha corada.
• Pelo menos uma ou duas vezes por mês. Por quê? — As narinas dela se dilataram; não por desejo, mas pela irritação crescente de uma profissional sendo questionada sobre a própria expertise. — Qual é o problema?
O abajur da mesinha pegou o vale encharcado de suor entre as omoplatas dela enquanto eu soltava o ar entre os dentes cerrados.
— Bom... — Meu polegar roçou o músculo tenso na dobra da coxa dela, sentindo os tremores ali. — Você ainda continua apertada demais pra mim.
A confissão saiu mais brusca do que eu pretendia, com minha própria frustração vazando na voz.— O quê? — O tom dela estava cheio de indignação, a palavra estalando como um chicote contra as paredes finas do motel.
Os dedos dela se cravaram mais fundo nos lençóis; não por excitação, mas pelo aperto reflexivo de alguém que se prepara para o impacto.
Respirei fundo, e o látex da camisinha rangeu desconfortavelmente enquanto eu me retirava por completo. O abajur da mesinha piscou brevemente, projetando sombras tortas nas costas rígidas da Carolina.
— Olha! — falei, com a voz agora mais baixa, medida. — Sei que a gente não fala sobre isso... (Meu polegar roçou o músculo tenso na base da coluna dela, sentindo o tremor.) Mas será que posso te preparar primeiro? Com os dedos?
Ela ficou tensa; não era uma rejeição, mas a quietude repentina de uma médica reavaliando as prioridades do triagem. O silêncio se estendeu entre nós, quebrado apenas pelo zumbido distante do poço do elevador e pela respiração controlada da Carolina.
— Tá bom! — concordou finalmente, com as palavras apertadas mas condescendentes. Os ombros dela baixaram meio centímetro; não foi um relaxamento, mas a liberação controlada de uma profissional que aceita uma solução pouco ortodoxa. — Mas faz rápido.
Meus dedos trabalharam em círculos lentos e deliberados; não no ritmo frenético que Carolina provavelmente esperava, mas na cadência medida de alguém que sabe exatamente quanta pressão um músculo aguenta antes de se romper. A lâmpada piscou de novo, projetando nossas sombras grotescamente contra o papel de parede do motel enquanto os quadris dela davam um solavanco involuntário. Com efeito, o cu dela estava apertadíssimo; meus dois dedos mal tinham espaço pra se mexer.• Filho da puta...! - O xingamento dela se dissolveu num gemido entrecortado quando eu curvei os dedos exatamente do jeito certo.
A coluna dela se arqueou bruscamente, os lençóis se torcendo nos punhos dela como se ela tentasse estrangular o tecido.
• Não para! - exigiu, embora eu não tivesse parado.
A ordem saiu meio abafada, com o sotaque costarriquenho engrossando as vogais até elas se fundirem.
O cheiro de xampu de jasmim se intensificou enquanto a rabeta de cavalo dela se jogava pra um lado, grudando no pescoço suado dela. Os ombros dela tremiam; já não de medo, mas com aquela tremedeira no corpo que antecede a rendição.
• Mais! - rugiu, com a voz cheia de prazer. O gemido abafado de Carolina soou quase surpreso, como se o corpo dela tivesse traído o profissionalismo dela.
O terceiro dedo encontrou resistência: o corpo dela se fechou como uma prensa hidráulica em volta de uma viga de aço. A respiração de Carolina parou de repente, as costas se arqueando numa curva tensa sob minhas mãos. Por três segundos agonizantes, nada se mexeu. Depois, com um estremecimento que percorreu o corpo inteiro dela, dos ombros às coxas, cedeu de uma vez; os músculos dela afrouxaram de um jeito que pareceu menos uma rendição e mais o deslocamento de placas tectônicas quando eu curvei os dedos mais uma vez, abrindo ela.
• Filho da puta! - sibilou de novo, enquanto os dedos dela se enroscavam nos lençóis.
Os tendões do pescoço dela saltavam como cabos. enquanto ela se arqueava pra trás contra minha mão, com a respiração saindo em gemidos curtos e bruscos.
Eu podia sentir o pulso agitado dela em volta dos meus dedos, cada batida como um coraçãozinho contra minha pele. A respiração da Carolina vinha agora em rajadas irregulares, as costelas se expandindo bruscamente a cada inspiração. As coxas dela tremiam violentamente, os músculos saltando nítidos sob a pele bronzeada enquanto os dedos se cravavam nos lençóis duros do hotel com tanta força que os nós dos dedos ficavam brancos.
- Já já a gente chega lá. - avisei, com a voz rouca, meio consolo, meio determinação contida.
A resposta da Carolina foi um grunhido sem palavras, cravando mais os dedos nos lençóis enquanto os quadris balançavam em movimentos erráticos e desesperados. O abajur da mesinha piscou de novo, destacando a coluna vertebral dela; cada vértebra era um pico nodoso na paisagem da tensão dela. O suor se acumulava no fundo das costas dela, brilhando por um instante antes do meu polegar espalhar pela pele. Meus dedos deslizavam dentro dela, mas continuavam apertadíssimos.
Ela soltou um som, entre frustração e rendição, e alcançou pra trás pra agarrar meu pulso.
- Chega! Só... tenta logo.
Tirei os dedos, limpando-os distraidamente no lençol. A camisinha estalou enquanto eu a colocava direitinho, um som absurdamente alto no silêncio do quarto. Carolina se apoiou nos cotovelos, apertando os joelhos contra o colchão como se estivesse implorando, com as costas formando uma curva tensa e elegante.A primeira polegada entrou com um deslize lubrificado e hesitante, como forçar uma fechadura enferrujada que não era oleada há anos. A respiração de Carolina falhou e seus quadris se impulsionaram pra frente por instinto antes que ela mesma se obrigasse a ficar parada. Uma gota de suor percorreu a linha da sua coluna antes de sumir sob a cintura da calça descartada.
• Filho da puta! - sibilou, a palavra afiada como um bisturi. Seus dedos torceram os lençóis até virarem torniquetes.Fiquei paralisado, observando a ondulação de tensão que percorria seus ombros.
- Tá bem? - A pergunta saiu rouca, com meus próprios músculos travados pelo autocontrole.
• Devagar! - resmungou, apertando as mãos em punhos.
A palavra saiu estrangulada; não era excitação, mas a ordem seca de um médico comandando uma equipe de trauma. Suas costas se arquearam bruscamente, cada músculo tenso como cabos de uma ponte sob a pele. O abajur da mesinha piscou de novo, projetando sombras tortas sobre o vale encharcado de suor entre suas omoplatas.
Obedeci, avançando centímetro por centímetro com cuidado deliberado. A pressão era forte (quase forte demais), mas então, com uma exalação trêmula, ela relaxou um pouco. Não foi muito, mas foi o suficiente.
O deslize final foi agonicamente lento, pontuado por suas respirações curtas e ofegantes. Suas costas se arquearam, os ombros se contraíram e, por um instante, ela ficou perfeitamente imóvel.
Então…
• Me come!
Eu fiz. Primeiro com estocadas curtas e leves, deixando o corpo dela se acostumar. A cama gemeu suavemente debaixo da gente e a cabeceira batia na parede num ritmo abafado. A respiração da Carolina se estabilizou e ficou mais profunda, e os músculos dela foram relaxando aos poucos a cada empurrão cuidadoso.As mãos dela, que apertavam os lençóis, se soltaram.
• Mais rápido!
A ordem ecoou no quarto como um chicote, aguda e impaciente. Obedeci, deslocando meu peso pra frente pra penetrar mais fundo. O choque de pele contra pele se misturou ao rangido das molas da cama, criando um ritmo lascivo e sincopado, como uma máquina forçada além dos limites seguros de operação. O rabo de cavalo da Carolina tinha se desfeito em algum ponto entre a terceira estocada e o primeiro xingamento dela a plenos pulmões; agora, os cachos escuros estavam grudados na curva suada do pescoço dela. O cheiro de sexo e esforço engrossou o ar: nada floral ou doce, só almíscar, sal e aquele toque metálico sutil de músculos sobrecarregados.Os quadris dela se jogaram pra trás pra encontrar os meus com uma força surpreendente, e as omoplatas dela se flexionaram como asas por baixo da pele.
• Mais forte! – ela exigiu, a palavra quebrada nas bordas, com o sotaque costarriquenho endurecendo as vogais.
Apertei a cintura dela com mais força, cravando os dedos na carne macia sobre os quadris. Carolina ofegou; não foi dor, mas aquele som brusco e ofegante de alguém que acabou de redescobrir a capacidade pulmonar. A coluna dela se arqueou violentamente, com as omoplatas se flexionando como asas por baixo da pele encharcada de suor. O ritmo vacilou por meio segundo antes de recuperar a cadência, agora mais profundo, cada estocada pontuada pelo choque molhado da pele e pelas exalações ofegantes da Carolina.
A cabeceira batia na parede com força agora, cada colisão sincronizada com o solavanco brusco da respiração da Carolina. Os gemidos dela ficavam abafados contra o travesseiro, os dentes cravados no tecido enquanto os dedos arranhavam os lençóis amassados procurando onde se agarrar. O suor brilhava ao longo das costas dela como mercúrio líquido, captando a luz fraca do abajur da mesinha em lampejos erráticos (brilhante, depois escuro, brilhante, depois escuro) enquanto a lâmpada piscava a cada estocada. castigadora.
• Quase!... Que pica enorme!.. - ela gemeu, as palavras partidas entre prazer e luxúria.
Os músculos das costas dela saltavam como cabos de aço sob a pele, cada tendão esticado até o limite da ruptura.
Não respondi, concentrado demais no calor apertado e envolvente lá dentro, no jeito que o corpo dela tremia à beira do clímax como uma falha geológica segundos antes de se romper. A respiração dela ficou ofegante, depois hesitou…
Empurrei até o fundo.
• Ai, meu Deus! É tão grandona! - O grito saiu da garganta dela, metade dor, metade êxtase, com o sotaque costarriquenho se intensificando até as palavras se misturarem.
Os dedos dela arranharam pra trás, as unhas cravando na minha coxa como se ela tentasse se ancorar contra a pura física do momento. A cabeceira bateu na parede com tanta força que sacudiu a arte barata do motel: uma paisagem de deserto genérica que agora vibrava num ângulo de quarenta e cinco graus.A essa altura, eu tava metendo nela igual uma britadeira, cada estocada mandando ondas de choque pelo colchão. As cadeiras da Carolina se empurravam pra trás pra me encontrar com uma força bruta, o corpo inteiro tremendo pelo esforço de manter o ritmo. A cabeceira vagabunda martelava na parede num ritmo desenfreado — bum-bum-¡BUM! — igual um monitor cardíaco falhando na contagem regressiva pra uma linha reta.
• ¡Ai, sim, Papi! Arrebenta minha buceta! Arrebenta minha raba, assim gostoso, meu amor!
Os gritos dela não eram fingidos; eram crus, guturais, arrancados de algum lugar primitivo por baixo daquela fachada clínica. As palavras se enrolavam com saliva e suor, e o sotaque dela engrossava até as vogais se derreterem uma nas outras. Os dedos dela largaram os lençóis pra arranhar os próprios peitos, cravando unhas em forma de lua crescente na carne macia por cima do sutiã esportivo.
O som da pele se chocando já era obscenamente alto: molhado, rítmico, implacável. Cada estocada forçava um gemido ofegante dos pulmões dela, e as costas dela se arqueavam a ponto de eu conseguir contar cada costela por baixo da pele encharcada de suor. O rabo de cavalo dela tinha se soltado completamente, e os cachos escuros grudavam no pescoço dela igual algas agarradas a um naufrágio. O abajur da mesa de cabeceira piscava violentamente a cada impacto, projetando nossas sombras de forma grotesca no teto: uma paródia monstruosa do ato em si.
• ¡Forte, papi... forte, porra, isso! - ela ofegou, alternando entre espanhol e inglês, a voz se quebrando no meio de cada sílaba.
A garganta dela se mexia inutilmente, tremendo enquanto ela engolia a sensação. Os músculos da bunda dela se contraíam violentamente, e uma onda de tensão percorria a coluna dela como peças de dominó caindo ao contrário.
Segurei os quadris dela com tanta força que deixei hematomas (foda-se as regras), sentindo como os abdominais dela tensionavam e relaxavam a cada estocada. Ela era mais apertada que qualquer outra mulher com quem eu já tinha estado; o corpo dela resistia e cedia ao mesmo tempo, como se a anatomia dela ainda não tivesse decidido se aquilo era prazer ou castigo. As coxas dela tremiam violentamente, com os músculos marcados como cabos sob a pele, e as panturrilhas dela tensionavam enquanto os dedos dos pés se agarravam aos lençóis.
• Mais forte... por favor...!
O pedido da Carolina se quebrou no meio da sílaba, e o sotaque dela ficou mais forte enquanto os quadris dela se empurravam pra trás pra encontrar minhas estocadas com uma força bruta. Agarrei a cintura dela com força suficiente pra deixar marcas na pele, com os polegares pressionando as duas covinhas acima da bunda dela enquanto eu entrava nela como um pistão. A cabeceira bateu no drywall da parede com força suficiente pra derrubar o quadro da paisagem do deserto; ele caiu no carpete de bruços com um baque surdo, sem que nenhum de nós dois percebesse. A respiração da Carolina vinha em arfadas bruscas e entrecortadas, e as costas dela se arqueavam a ponto de eu conseguir traçar cada costela individual através da pele encharcada de suor.
• Deus...! - A palavra se dissolveu num gemido gutural enquanto o corpo inteiro dela se contorcia; já não era mais o distanciamento clínico de antes, mas algo cru e selvagem.
As paredes dela pulsavam violentamente ao meu redor, com os músculos ondulando em rajadas erráticas enquanto os dedos dela rasgavam os lençóis. O orgasmo atravessou ela em tremores visíveis, começando na mandíbula tensa e descendo pelas coxas trêmulas.
Não parei. Não conseguia. A A contração rítmica do corpo dela me sugava mais fundo, e meu próprio autocontrole se desfiava. Carolina gemeu (metade protesto, metade incentivo) enquanto eu mantinha o ritmo punitivo, buscando minha própria libertação contra as sequelas da dela. O suor escorria da minha testa para os relevos da coluna dela, traçando um caminho brilhante entre as omoplatas antes de sumir na dobra das nádegas.
- Carolina...
O nome dela saiu rouco, meio abafado pelas ondas que ainda percorriam meu corpo. Ela gemeu (não como protesto, nem como alívio, mas como algo cru e sem palavras), enquanto os quadris dela se esfregavam pra trás em círculos pequenos e abortados, como se o corpo dela não tivesse decidido se afastava ou implorava por mais. Os lençóis debaixo dela estavam encharcados, torcidos em nós molhados onde os dedos dela tinham se cravado procurando onde se segurar.
O orgasmo me atingiu igual um choque elétrico descendo pela minha espinha: branco, ardente e implacável; meus músculos se contraíram tanto que eu vi estrelas. Minha visão ficou cinza nas bordas enquanto eu afundava até o talo, com o coração batendo no ritmo do fluxo frenético do corpo dela ao meu redor. A camisinha esticou, amplificando cada espasmo em algo obscenamente íntimo.Silêncio.
Não um silêncio de verdade (tinha a respiração ofegante deles, o suor escorrendo da minha têmpora no ombro dela, o ar-condicionado chiando igual um velho asmático), mas uma quietude, daquele tipo que baixa depois que uma equipe de demolição sai de um prédio desabando. As costas da Carolina continuaram arqueadas, com o peso dela equilibrado precariamente nos antebraços trêmulos e a bunda ainda pressionada contra meu quadril, como se ela tivesse esquecido como se separar.
Carolina desabou pra frente, sem forças, com a testa apoiada nos lençóis amassados. Como de costume, meu pau inchou dentro dela, mantendo a gente grudado igual cachorros. O colchão afundou quando eu sentei ao lado dela e o silêncio se estendeu entre nós; não era um silêncio estranho, mas pesado, carregado de algo que nenhum dos dois sabia nomear. O ar-condicionado zunia como um médico exausto depois de um plantão duplo, sendo o único som além das nossas respirações irregulares.
Ela virou a cabeça só o suficiente pra me olhar, com as bochechas coradas e os lábios entreabertos. Uma mecha de cabelo escurecida pelo suor grudava na têmpora dela.
• Bom... – murmurou com a voz rouca, ofegante. – isso foi...Inesperado. Necessário. Perfeito.As palavras em silêncio ficaram suspensas entre nós, tão densas quanto o cheiro de sexo e suor. Em vez de terminar a frase, ela pegou a garrafa de água pela metade que estava no criado-mudo, com os dedos tremendo levemente ao segurar o plástico. Deu um gole longo, com a garganta se movendo, e depois me ofereceu sem olhar pra mim. A condensação pingou no lençol entre nós, se espalhando como uma estrela escura.
Aceitei, e o líquido frio foi um contraste brusco com o calor que ainda ardia nas minhas veias. A água tinha um gosto leve de cloro e plástico barato, mas naquele momento podia ser ambrosia. Carolina me observou beber com os olhos semicerrados, enquanto os dedos dela traçavam padrões distraídos no lençol molhado entre nós.
— Tá bem? — perguntei depois de engolir, limpando a boca com as costas da mão.
Ela sorriu com ironia e jogou a garrafa vazia pro lado, que rolou pra fora da cama com um baque seco.
— Amanhã vou andar torta!
A confissão veio acompanhada de uma careta pesarosa nos lábios dela, mas os olhos (ainda escuros de prazer residual) não mostravam arrependimento.
Soltou uma risada minha, mais alta do que eu pretendia no silêncio do quarto. Pra minha surpresa, ela se juntou a mim; a risada dela saiu rouca de cansaço e de algo mais: alívio, talvez. A tensão entre nós se dissolveu em algo mais leve, quase confortável, como camaradas dividindo um cigarro depois de sobreviver a um desastre.
O ventilador de teto gemeu na potência mais baixa, mexendo o cheiro de almíscar, suor e sexo até deixar suportável. Por dez minutos não falamos; só éramos dois corpos existindo nas consequências, a respiração de Carolina se acalmando do meu lado, meu pulso desacelerando pra igualar o dela. O ar-condicionado chacoalhava como um helicóptero distante, o único lembrete de que o tempo, na real, não tinha parado.
Ela Foi a primeira a se mexer, virando de lado com um chiado. Os lençóis grudavam na pele úmida enquanto ela se sentava, e a coluna estalou audivelmente.
• Então… — disse ela, pegando a calça amassada com a eficiência clínica de quem já se vestiu em ambulâncias umas cem vezes antes. — Sobre aquela oferta de emprego…
A voz dela saiu mais rouca que antes, gasta pelo uso.
Eu também me sentei. O tom de gerente voltou pra mim tão fácil quanto vestir um paletó.
— Não tá escrito em pedra! — admiti, sendo sincero. — O conselho ainda tá instável. O CEO interino tá mais a fim de ouvir os chefes de departamento do que a gente, o povão.
Carolina soltou uma risada meio dolorida, fazendo careta enquanto passava os braços pelo sutiã.
— Não, idiota! — disse ela, com os olhos vidrados e a voz bêbada de prazer. — Vem com um incentivo de sexo anal?
Meu pau deu um espasmo. Ela viu: um pulso quase imperceptível que fez minha respiração falhar. Carolina queria mais. Dava pra ver pelo jeito que os dedos dela se cravavam na borda da calça, pelo modo como os quadris dela se mexiam levemente, apesar do protesto dos músculos exaustos.- Entre as vantagens, sim. - admiti, observando os dedos dela pararem no meio do caminho de abotoar a calça. O ar-condicionado do hotel ligou com um suspiro rangente, balançando os cachos molhados nas têmporas dela. - Desde que eu arrume tempo pra isso.
A risada de Carolina foi mais aguda que o clique da fivela do cinto dela.
• Beleza! Então vou esperar sua ligação! - Ela pegou a blusa branca largada no chão e tirou um cartão de visita levemente amassado do bolso interno.
O movimento esticou o hematoma que começava a sumir bem abaixo da cintura dela, um detalhe que eu não tinha notado até agora.
- Vou tentar ficar disponível pra você 24 horas por dia, 7 dias por semana. - completou, com uma ênfase deliberada nas últimas palavras que fez meu pau, meio duro, pulsar de novo contra minha coxa.
A gente se encarou no meio do estrago dos lençóis, com o silêncio se esticando entre nós. Só quando me levantei da cama, com a ereção já mais mole mas ainda latejando, ela piscou, como se voltasse a si. Joguei a camisinha fora com um movimento experiente; o látex pendia obscenamente na lixeira, uma bolsa translúcida inchada com a prova da nossa sacanagem. Carolina engoliu seco ao ver aquilo.
Como Bogart disse uma vez:Acho que esse é o começo de uma amizade linda.”Próximo post
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