Quando acordei, já estava atrasada pro trabalho. O Marcos não estava em casa, o que foi um alívio. Me vesti rápido, liguei pro meu chefe pra inventar uma desculpa e fui pro carro. Quando entrei, vi o Marcos conversando com o Felipe na entrada da casa dele. Balancei a cabeça, me perguntando que porra eles estariam tramando depois do que aconteceu ontem à noite.
No trabalho, o Marcos me mandou uma mensagem: "Oi, amor, espero que você esteja bem. Falei com meu pai e vai dar tudo certo. Te amo, nos vemos em casa." Que alívio, pensei. Mas minha cabeça não parava. Será que o Felipe contou pra ele o que realmente rolou? Será que o Marcos viu alguma coisa estranha pela janela? Passei o dia inteiro com a cabeça uma bagunça, mas aquela mensagem tirou um peso enorme de mim.
No caminho pra casa, não conseguia parar de pensar em como a gente ia "terminar o projeto". E também, não conseguia parar de pensar na pica do Felipe e como ela ia se sentir dentro de mim. Não! — falei pra mim mesma, me olhando no retrovisor —. Não podia começar a me iludir com isso. Precisava superar essa merda e manter meu casamento seguro.
Quando cheguei, o Marcos me esperava com um martini fresquinho, minha bebida favorita.
— Espero que você tenha tido um bom dia, amor — ele disse, sorrindo —. Vem, vamos tomar um drink e colocar o papo em dia.
Sentei do lado dele no sofá e dei um beijo nele. Ele parecia relaxado, relaxado demais.
— Meu pai me contou tudo — ele disse, com um tom compreensivo —. Sinto muito que tenha sido tão desconfortável e que tenha se prolongado mais do que o necessário. Mas a gente pode resolver e acabar com isso hoje à noite, ok?
Não tinha certeza do que o Felipe tinha dito exatamente, mas concordei com a cabeça e dei um bom gole no martini. O Marcos continuou:
— Acho que meu pai não estava preparado pra o quão estranho seria fazer isso com você. Ele me disse que não conseguia… sabe, agir ou se preparar pra fazer. Então a gente conversou sobre um jeito de ajudá-lo a se preparar com antecedência dessa vez. E eu também poderia me sentir confortável com como essa parte se desenrola. Espero que você também consiga se sentir mais à vontade…
Não fazia ideia onde aquilo ia dar, então enchi outro copo e virei de uma vez. Marcos se levantou rápido, pegou minha taça e foi até a mesa me preparar outra, maior e mais forte.
— Ele até me disse que pediu pra você se ajoelhar e fingir que ia fazer um boquete nele — falou, com uma risadinha sem graça —. Porque achou que ia ajudar. Não acredito que você teve que fingir aquilo, mas sei que só queria terminar esse projeto o mais rápido possível.
Ele fez uma pausa e me entregou a bebida.
— De qualquer forma, como você nunca tirou a roupa, esse pode ter sido o problema dele. Disse que nem conseguia tirar o pau pra fora porque tava tão envergonhado que não conseguia ter uma ereção.
Eu assenti e dei de ombros, sem saber o que dizer. Meu sogro tinha mentido pro próprio filho. Tinha encoberto tudo. Até a parte em que eu me ajoelhei e chupei o pau dele, caso Marcos tivesse visto alguma coisa da janela. Ou talvez Marcos tivesse visto algo, e Felipe tivesse inventado aquilo pra se proteger. Não dava pra perguntar isso pro meu marido naquele momento. Então só bebi. E esperei.
Marcos sentou de novo no sofá e, com calma, tentou me tranquilizar.
— Bom, tá tudo bem — disse, com a voz suave —. Isso já tá quase acabando, amor. A ideia do meu pai é ele se excitar antes de você chegar, pra que só leve alguns segundos e a gente termine de vez. A gente concordou que seria estranho demais você ficar pelada na frente dele, ainda mais no mesmo quarto… então ele sugeriu fazer de um jeito que todo mundo se sentisse confortável. Quando você estiver pronta, posso te mostrar…
Eu já tava na metade do meu segundo martíni quando Marcos se levantou e estendeu a mão pra mim. Peguei, e enquanto andava, percebi que a gente tava indo pro quarto de hóspedes, que ele usa como escritório. Lá dentro, encontrei lingerie e um roupão curto de seda em cima da mesa.
— Isso vai ser fácil, amor — disse Marcos, me entregando a lingerie e o roupão—. Pode vestir. Eu vou ficar aqui com você, enquanto meu pai te observa da janela e se prepara enquanto te vê de longe. Depois, quando você for lá, a gente só vai levar uns segundos. Tudo vai ter acabado e você nunca mais vai precisar pensar nisso.
Não consegui segurar o riso. Talvez tenha sido a vodka, talvez o ridículo que tudo tinha se tornado, ou talvez o fato de Marcos estar agindo como um louco ao permitir que a esposa mostrasse o corpo pro próprio pai através de uma janela.
— Mmm... isso parece meio louco, né? — falei.
Marcos pareceu decepcionado.
— Eu sei, amor... Só quero que isso dê certo e que acabe logo. Meu pai me contou como funcionaria pra ele, e me pareceu a forma mais fácil. Pelo que ele descreveu, pelo menos eu estaria envolvido. Eu garantiria que não fosse estranho ou desagradável pra você, porque eu estaria aqui pra ter certeza de que nada esquisito acontecesse.
Percebi que Marcos estava realmente assustado com toda a situação. Só estava tentando fazer a coisa certa, e de certa forma, era gentil da parte dele.
— Então, como a gente faz isso? — perguntei.
Marcos pareceu aliviado.
— Bom, vou ligar pra ele quando você estiver pronta. Aí ele e eu vamos coordenar pra mostrar certas partes de você... ou não, se você não quiser. E vou ser eu quem vai levantar ou mexer um pouco o roupão. Não ele. Vai ser como se fosse eu e você, amor. Depois você pode ir lá, fechar os olhos, e a gente consegue o que precisa pra esse projeto. Certo?
— Bom, isso me parece uma loucura — falei, enquanto terminava o segundo martíni—. Você me exibindo pra outro homem... mas se você se sente mais confortável assim, acho que tá tudo bem.
Marcos pegou meu copo vazio.
— Quer outro enquanto você se troca? — perguntou, com um sorriso nervoso.
— Ah, acho que não preciso de mais disso — falei, sentindo o calor do álcool nas bochechas—. Mas se puder me trazer uma água, vou me trocar rapidinho.
Em Quando Marcos saiu para a cozinha, tirei a roupa de trabalho e vesti a lingerie. Era um conjunto de sutiã e calcinha de renda amarela com detalhes florais, com um robe de seda que batia logo abaixo da calcinha fio-dental e tinha um cinto pra amarrar. Não consegui evitar me sentir gostosa. O sutiã levantava meus peitos, o fio-dental se enterrava de leve entre minhas nádegas, e o robe de seda era algo que eu não usava há anos. Nem sabia como Marcos tinha encontrado aquilo.
Quando ele voltou, parou de repente. Eu estava com o robe sobre os ombros, mas aberto, deixando à mostra minha barriga lisa e meus peitos apertados pelo sutiã. A calcinha branca de renda mal cobria minha buceta, aquele lugar que só ele tinha acesso há anos. Ele me viu gostosa, sem esforço, e os martinis tinham me dado uma confiança que eu nem sabia que tinha.
Foi nessa hora que o telefone dele tocou. Era o Felipe.
— Oi, pai, você está…? — Marcos começou a dizer, mas o pai interrompeu.
Virei a cabeça e olhei pra janela. Sabia que ele estava ali, olhando.
— É, acho que sim — disse Marcos, e então se virou pra mim —. Tá pronta, amor?
Dei de ombros e concordei.
— Acho que sim? — sussurrei.
Enquanto ouvia o pai no telefone, Marcos se aproximou de mim. Eu já tinha fechado o robe quando ouvi que Felipe estava me observando.
— Ele quer que eu fique atrás de você e tire seu robe — disse Marcos, com a voz tímida, enquanto me rodeava.
Mantive contato visual com ele enquanto me abraçava. Ele teve que largar o telefone pra desatar o cinto, e o robe se abriu alguns centímetros e caiu no chão.
Pegou o telefone de novo.
—Ah, sim, faz sentido —disse, e apertou o viva-voz—. É melhor assim, fico com as mãos livres e controlo o que ele vê.
Eu assenti.
Pelo viva-voz, a voz do Felipe saiu clara:
—Mark, você é de verdade o filho da puta mais sortudo que conheço. Amanda, você tá uma gostosa.
Não soube o que dizer. Me senti muito sem graça. Mas antes que passasse mais um segundo, Felipe continuou:
—Filho, dá pra apalpar um pouco sua esposa em cima? Pra eu ver a área do sutiã.
Marcos me olhou nos olhos enquanto deslizava a mão pelos meus ombros. Ficou acariciando em volta dos meus peitos, que balançaram quando eu respirei fundo.
—Meu Deus, eles tão incríveis! —disse Felipe, com a voz trêmula—. Que lingerie perfeita, galera! Agora, dá pra virar ela e apalpar um pouco a bunda dela?
Não acreditava que isso estava acontecendo. Mas ao mesmo tempo, era surpreendentemente excitante meu marido me exibir. Que eu me virasse pra mostrar minha bunda pra outro homem. Especialmente porque aquele homem era o pai dele.
Imaginei o que Felipe estaria fazendo lá em cima, debaixo do batente da janela. Provavelmente acariciando o pau enorme dele, curtindo tudo, o controle que tinha sobre o filho e sobre mim. A ideia de ele ficar duro e babar por mim daquele jeito acelerou meu coração. Senti cada parte de mim pulsando. Meu coração e minha buceta, ao mesmo tempo.
Felipe continuou com os pedidos dele:
—Isso tá incrível… Marcos, dá pra apertar um pouco? Só pra eu imaginar como seria, já que de qualquer jeito não vou fazer nada parecido mais tarde.
E com isso, Marcos apertou de leve minha nádega direita. Minha bunda era o resultado perfeito das minhas cinco sessões de exercício por semana: lisa e firme. Senti que começava a ficar molhada e esperei que meu marido não percebesse com as mãos em cima de mim.
—Já vai terminar, pai? Tá pronto? —perguntou Marcos, nervoso.
—Tô perto, filho —respondeu Felipe, com voz lenta—. Mas só quero garantir que isso termine sendo o mais fácil possível quando a Amanda vier…
O tom dele me disse que vinha mais coisa.
—Isso foi foda, muito foda mesmo —continuou—. Mas cê acha que dava pra… abaixar o sutiã dela por uns segundos?
O pedido bateu em Marcos como um soco seco. Ele se virou pra janela pela primeira vez e ia dizer pro pai que ele tava passando dos limites. Vendo a reação dele, soltei:
—Querido, tá tudo bem. Vamos acabar logo com isso.
Estendi a mão pra trás e desabotoei o sutiã. Num movimento só, tirei o roupão e o sutiã do braço direito, e segurei os dois no esquerdo. Agora eu tava ali de pé, só de calcinha de renda, olhando pra janela do Felipe.
— Melhor? — perguntei.
— Muito melhor. Bom trabalho, Amanda — disse Felipe, com um tom lento e pesado —. Tô totalmente pronto se você também estiver.
Eu assenti. Coloquei o roupão de novo e me virei pro meu marido.
— Você… você tá bem? E tá… pronta? — ele gaguejou.
Assenti e comecei a sair do quarto. Quando chegamos na sala pra pegar uns sapatos, notei um volume no short do Marcos. Sorri.
— Parece que já estamos prontos depois desse pequeno show, hein? — falei, apontando pra ereção modesta dele.
— Ai, meu Deus, nem sei… — ele começou —. Quer dizer, toda vez que te vejo pelada, você sabe…
Assenti, esperando que fosse só isso pra ele. Quando o assunto era volume na calça, sabia que eu ia ter o dobro em alguns minutos. O do Marcos parecia tão pequeno naquele momento.
— Espera — disse Marcos, preocupado —. Quando você fala que estamos todos prontos… isso significa que você tá, tipo…?
— Não se preocupa, amor — respondi, sabendo que provavelmente tava mais tesuda do que nunca —. Já quero acabar logo com isso. Mas mesmo que eu fique um pouco excitada com os martínis, ou com você me despindo pra outro homem babar por mim, isso só vai fazer o que vem a seguir ser mais fácil e rápido, né?
Marcos assentiu, mas vi que ele começava a pensar demais. Nessa hora, ele recebeu uma notificação de mensagem.
— Ah, é minha mãe — disse, aliviado —. Perguntando se queremos ir jantar. Vou responder que vamos ter um fim de semana tranquilo e que é pra adiar.
— Bom — falei, ajustando o roupão —. Vamos acabar logo com isso e focar no projeto agora.
Marcos assentiu. Calcei umas pantufas, amarrei o roupão e nos abraçamos antes de sair correndo pra casa do Felipe.
— Ei, Amanda! Tudo bem?
Uma voz me assustou enquanto eu subia os três degraus da entrada do Felipe. Era a Liz, a vizinha, passeando com o cachorro dela.
— Ah… oi, Liz — consegui falar —. É, sim, tá tudo bem.
Naquele exato momento, Felipe abriu a porta. A porta. Ele vestia só um moletom esportivo, com a barriga de fora e um sorriso no rosto.
—Espero que… você tenha uma ótima noite — disse Liz, com o olhar fixo em mim.
O pequeno roupão de seda mal cobria minha bunda. Por baixo, o sutiã estava aberto, mostrando parte dos meus peitos até onde estava amarrado na minha cintura. Me virei e entrei rapidamente em casa. Felipe sorriu, acenou para a vizinha curiosa e fechou a porta.
—Ufa, não acredito que ela estava passando bem naquela hora! — exclamei, preocupada com quem ela contaria o que tinha visto.
—Não vamos nos preocupar com isso agora — respondeu Felipe, impassível —. Podemos cuidar disso mais tarde, se precisar.
Ele me pegou pela mão para me guiar escada acima, mas dessa vez me deixou ir na frente. Eu sentia o olhar dele fixo no curto roupão de seda que balançava contra a parte de trás das minhas coxas a cada passo. O tecido fino subia um pouco cada vez que eu levantava o pé, deixando ver a curva inferior das minhas nádegas. Sabia que ele estava me olhando. Sabia que ele percebia o quanto eu já estava molhada, e senti uma contração só de pensar nisso.
No meio do caminho, ele me parou com um puxão suave no pulso. Me virei, com um pé ainda no degrau seguinte, e o roupão se abriu o suficiente para mostrar o interior de um dos meus seios sob a luz fraca do corredor. Felipe subiu para o mesmo degrau, de modo que nossos corpos quase se tocavam.
Ele não perguntou. Simplesmente acariciou minha nuca e me beijou. Devagar no começo, tateando. Quando meus lábios se entreabriram com uma respiração trêmula, ele interpretou como um sinal e aprofundou o beijo. A língua dele roçou a minha, enquanto uma mão grande descia para agarrar minha bunda através da seda. Deixei escapar um pequeno gemido de impotência na boca dele. Minhas mãos pousaram no peito nu dele e, em vez de afastá-lo, me agarrei a ele.
Quando ele rompeu o beijo, eu respirava com dificuldade. Ele estava de pupilas dilatadas e as coxas tremendo.
—Viagra —sussurrou contra minha mandíbula, o hálito quente e rouco—. Tomei há uma hora. Isso significa que não temos pressa. Significa que posso te foder até você não aguentar mais andar… e depois começar de novo.
Ele soltou uma risada que era meio gemido, meio incredulidade.
—Você é horrível.
—Você tá toda molhada —respondeu, e antes que eu pudesse negar, os dedos grossos deslizaram por baixo do roupão, encontrando minha buceta completamente encharcada, escorregadia e vergonhosamente pronta. Ele circulou meu clitóris com um movimento lento e decidido, e eu tremi inteira, agarrando seus ombros com as unhas cravando na pele dele.
—Sobe —ordenou, com a voz grossa—. Agora.
Mal tínhamos cruzado a porta do quarto quando ele me encurralou contra a parede. O roupão se abriu inteiro, caindo dos meus ombros. A boca dele encontrou meu pescoço, mordendo, chupando, enquanto as mãos buscavam meus peitos, apertando os bicos até eles ficarem duros como pedra.
Ele desceu a boca até um deles, chupando com força, enquanto os dedos continuavam trabalhando entre minhas pernas. Dois deles deslizaram fácil pra dentro de mim, se curvando, me esticando, procurando aquele ponto que me fazia ver estrelas.
—Merda… Felipe… —minha voz falhou. Não queria ter dito o nome dele assim, com aquele tom suplicante e quebrado.
Ele se afastou o bastante pra olhar na minha cara, os olhos cinzentos brilhando com uma luz escura e possessiva.
—Diz de novo.
Balancei a cabeça, teimosa até agora, mordendo o lábio. Ele sorriu, com um sorriso torto e perigoso, e então se ajoelhou. Antes que eu pudesse protestar, a boca dele estava em mim. A língua larga e quente achatou meu clitóris, chupando, lambendo com movimentos longos e sujos enquanto as mãos dele agarravam minhas coxas com força, me mantendo aberta, exposta, vulnerável. Minha cabeça bateu na parede. Meus dedos se enroscaram no cabelo grisalho dele, puxando, sem saber se queria trazê-lo mais perto ou afastá-lo. Gozei vergonhosamente rápido, tremendo, ofegante, com os joelhos bambos e um gemido abafado escapando dos meus lábios. Ele bebeu até a última gota como se tivesse passado a vida inteira com fome de mim.
Quando se levantou de novo, a calça dele estava obscenamente estufada. Ele a baixou e chutou pra longe, e lá estava ele de novo. Aquele pau. Grosso, cheio de veias, pesado, com a ponta já escorrendo, brilhante com uma gota de líquido pré-ejaculatório que deslizava devagar pela glande.
—Pra cama! —rosnou, e a voz dele percorreu meu corpo como um choque elétrico.
Subi na cama de quatro, com o roupão caindo totalmente e a bunda no ar, oferecida, trêmula. Felipe me seguiu, ajoelhando atrás de mim. Senti o calor do corpo dele contra minhas costas, a respiração dele na minha nuca, e então a ponta do pau dele deslizando entre meus lábios. Uma, duas vezes, se cobrindo com minha umidade, provocando minha entrada sem entrar de vez.
—Diz que quer —ordenou, com voz baixa e grave.
Mordi o lábio, teimosa de novo. Mas meu corpo entregava minhas intenções, se empurrando pra trás, buscando o calor dele.
Ele me deu um tapa na bunda. Não forte, só o bastante pra arder e Ofeguei. O som ecoou pelo quarto.
— Me diz — ele repetiu.
— Eu quero — sussurrei, quase inaudível.
— Mais alto.
— Quero seu pau — falei, com a voz trêmula —. Me fode… por favor…
Ele empurrou de uma só vez, longa e implacável. Abri a boca num grito silencioso, meus olhos arregalados. Era tão grosso que eu sentia cada dobra, cada veia, a cabeça abrindo minhas paredes da buceta, me esticando até o limite, até chegar no fundo e meu colo do útero tremer contra ele. Por um instante, nenhum dos dois se mexeu; eu só ofegava, com a testa colada no lençol, me sentindo incrivelmente cheia, tão cheia que mal conseguia respirar.
Então ele começou a se mover. Devagar no começo, pra eu me acostumar, pra sentir cada centímetro que saía e voltava com força, roçando minhas paredes, despertando terminações nervosas que eu tinha esquecido que existiam. Cada estocada arrancava um gemido, um suspiro, um "sim" que eu mal reconhecia como meu. Quando ele se posicionou no ângulo certo, tocou algo profundo, algo que me fez ver estrelas atrás das pálpebras.
— Mais forte — eu me ouvi implorar, sem reconhecer minha própria voz.
Felipe atendeu. O ritmo dele ficou brutal, implacável. Ele me comeu como se me odiasse e me adorasse ao mesmo tempo, com estocadas profundas que batiam pele contra pele, as bolas pesadas dele batendo no meu clitóris a cada investida, gerando ondas de prazer que se espalhavam pelo meu corpo inteiro. Uma mão agarrou meu cabelo, puxando minha cabeça pra trás pra eu arquear a coluna, enquanto a outra deslizou pela minha cintura e começou a esfregar meu clitóris em movimentos circulares, precisos, implacáveis. Eu gozei de novo, com mais força dessa vez, gritando o nome dele, meu corpo convulsionando, minha buceta se apertando com tanta força que ele gemeu como se sentisse dor, como se estivesse prestes a se perder.
Ele não parou.
Me virou de barriga pra cima, passou minhas pernas por cima dos ombros dele e me penetrou de novo, dessa vez ainda mais fundo. Nessa posição, a pélvis dele esfregava no meu clitóris a cada estocada, criando uma fricção perfeita, insuportável. Arranhei os braços dele, as costas, enquanto balbuciava incoerências: "por favor, sim, porra, não para", enquanto outro orgasmo se formava dentro de mim com uma rapidez absurda, se acumulando como uma onda prestes a quebrar.
Quando ele veio pela terceira vez, meu corpo inteiro se tensionou, minhas coxas tremeram, minha visão escureceu e um grito rouco escapou da minha garganta.
Felipe gozou logo atrás de mim. Ele grunhiu baixo, os quadris tremendo enquanto se enterrava até o fundo e pulsava dentro de mim, jorros grossos de porra inundando tudo, tanto que escorria em volta do pau dele e pingava nos lençóis, quente e grosso.
Ficamos abraçados por um bom tempo, respirando com dificuldade, nossos corpos pegajosos de suor, até que ele finalmente se retirou com um som molhado que me fez gemer com o vazio repentino.
Felipe pegou o celular na mesa de cabeceira. Achei que fosse ver as horas. Mas vi ele mexer em algo, abaixar o volume e deixar o telefone virado pra cima entre os travesseiros, onde eu não pudesse ver por acidente.
E então eu ouvi, fraquinho. Distante, distorcida. A voz do Marcos.
— Amanda?... Alô?... Pai?
Meu sangue gelou. Meu corpo ficou tenso. Ele estava ouvindo. Tudo. Cada gemido. Cada súplica.
Felipe me virou de lado, me abraçou por trás e entrou de novo, ainda firme, ainda duro por causa do Viagra correndo nas veias dele. Senti o sorriso dele contra minha nuca.
— Fala — ele murmurou no meu ouvido, alto o bastante pro celular captar —. Fala o quanto você quer essa pica enorme.
Eu gemi, rebolando pra trás pra encontrar ele, me esfregando contra a pélvis dele, pedindo mais.
— Eu quero... — falei, com a voz falhando —. Deus, como eu quero...
— Mais alto, gostosa — ele ordenou, com uma estocada funda que me arrancou um grito —. Fala de quem é a pica que você precisa.
— Sua! — gritei, sem conseguir me segurar —. Porra, sua pica enorme, Felipe!
Senti o sorriso dele contra meu pescoço, e então ele acelerou o ritmo. Fundo, deliberado, cruel. Cada batida molhada, cada um dos meus suspiros, cada gemido abafado, tudo era ouvido pela linha do telefone. Marcos continuava perguntando: "Amanda? Você me ouve? O que tá acontecendo?"
Mas Eu já não conseguia responder. Felipe me segurava, me possuía, me comia na frente do meu próprio marido.
O orgasmo seguinte me destruiu. Eu tremi, me contraí, gritei o nome dele enquanto ele me empurrava sem piedade. Vi de relance Felipe estender a mão para o telefone, olhar o cronômetro da chamada, sorrir satisfeito e desligar sem dizer uma palavra.
Ficamos deitados por um minuto, recuperando o fôlego. Meu coração batia forte, minha mente era um turbilhão de culpa e desejo.
Felipe desenhou círculos lentos na minha cintura com o dedo.
— Todos esses anos — disse, com voz suave e perigosa — você me olhava como se eu fosse um velho fracassado. Enquanto se pavoneava com essas saias justas e saltos, ganhando um salário astronômico e se achando superior a mim. Quem manda agora, Amanda?
Engoli seco. Minha voz estava rouca.
— Você — sussurrei.
— Claro que sim — disse, e me virou de bruços. Abriu minhas pernas e me penetrou por trás. Dessa vez devagar, com movimentos profundos e ondulantes que me faziam tremer —. E você vai continuar gozando nessa rola — disse, a cada estocada — até ter a barriga redonda. Certo?
Não respondi com palavras. Apenas me entreguei, empurrando meu quadril para trás pra encontrá-lo, cravando as unhas nos lençóis, gemendo.
Quando me virou de novo, dessa vez de frente, com minhas pernas enroladas na cintura dele, me penetrou com estocadas longas e ondulantes que atingiram cada ponto sensível dentro de mim. Uma mão segurou meus dois pulsos acima da cabeça, me imobilizando, enquanto a outra esfregava meu clitóris em movimentos circulares, implacáveis. Eu gozei com tanta intensidade que soluçava, meu corpo convulsionando sem controle, e ele veio logo atrás, jorrando outra carga grossa lá dentro enquanto grunhia meu nome.
Desabamos juntos, suados, destruídos, trêmulos.
— Descansa um minuto — murmurou, com a voz rouca e satisfeita —. Ainda não terminamos. Preciso ir no banheiro, mas volto.
Do outro lado da rua, Marcos observava a janela iluminada... A mãe de Marcos ligou pra ele naquela noite, insistindo que ainda dava tempo de chegar pro jantar.
— Desculpa, mãe — disse Marcos, com a voz cansada —. Acho que eu e a Amanda vamos passar o fim de semana inteiro juntos. Tem sido uns dias bem estressantes pra gente.
— Ah não, querido — respondeu a mãe, com um tom preocupado —. Espero que esteja tudo bem entre vocês.
— Ai, mãe — ele suspirou —. É toda essa história de fertilidade. Eu nem queria falar disso com você... mas a gente decidiu buscar uma solução possível. No fim deu tudo certo, mas foi muito difícil de lidar, especialmente pra Amanda.
Ele fez uma pausa. Do outro lado, a mãe perguntou:
— Ah, então quer dizer que vocês decidiram tentar a inseminação artificial? Não é muito caro?
Marcos hesitou. Não queria entrar em detalhes, mas também não queria que a mãe ficasse preocupada. Além disso, mais cedo ou mais tarde ela teria que saber a verdade.
— Não, mãe — disse ele, engolindo seco —. No fim a gente decidiu usar outra pessoa pra engravidar a Amanda. Mas não tem problema, é alguém que compartilha metade do meu DNA. Faz sentido, né? E assim foi de graça. Não precisamos recorrer a médicos nem a nada caríssimo.
Ele gaguejou um pouco, mas continuou:
— Na verdade foi ideia do pai. Mas todo mundo concordou que ele transasse com ela uma vez só pra passar o esperma dele...
Ele fez uma pausa. Não tinha certeza de como a mãe aceitaria essa ideia, especialmente depois de se divorciar do pai e mostrar tão publicamente que não gostava dele.
Então a voz da mãe se elevou, aguda e forte:
— Do que você tá falando? — exclamou —. Você não sabe que seu pai fez vasectomia há mais de 20 anos?
Marcos sentiu o chão se abrir debaixo dos pés.
— O quê?
— Marcos! — gritou a mãe —. Onde vocês estão agora? Onde vocês estão agora?!
Ele deixou o telefone cair e correu até a janela do quarto de hóspedes. Ao Olhando para a casa do pai dela, a única coisa que conseguiu ver foi a silhueta brilhante e iluminada do quarto, a apenas nove metros de distância, do outro lado da entrada de carros.
Pegou o celular e começou a ligar pra Amanda desesperadamente. Tentou cinco vezes. Depois apelou pras mensagens de texto. Mas ela não respondia.
Correu pra casa ao lado. A porta do pai dela estava trancada. Bateu, gritou, mas ninguém ouviu.
Lá em cima, Amanda estava exausta depois de vários orgasmos intensos. Percebeu que o celular dela tava acendendo. Pegou e viu todas as chamadas perdidas e as mensagens de texto. Leu uma onde Marcos explicava que o pai dela tinha feito vasectomia. Que não podia engravidar ela. Que ela tinha que sair dali na hora e voltar pra casa.
Enquanto estava deitada ali, o corpo dela esperando impotente o pau induzido por Viagra voltar pra ela, pensou no Marcos. Depois pensou no quão filho da puta o Felipe era por mentir pra eles sobre tudo. Como foi ideia dele desde o começo. Como ele tinha planejado tudo pra foder ela e transformar ela na escrava sexual dele. Tava tão confusa sobre como tudo tinha ficado tão louco tão rápido. Mas aí o Felipe apareceu na porta do banheiro. Obviamente pronto pra mais uma rodada.
Amanda falou pra ele:
— Só um segundo.
E respondeu o marido por mensagem de texto:
"Marcos, vamos conversar sobre isso amanhã. Vou ficar aqui essa noite. A gente resolve as coisas depois."
Marcos olhou pro celular dele, chocado. Entre a última mensagem e a ligação que ele tinha ouvido, a cabeça dele tava a mil. Não conseguia acreditar no que tava rolando entre o pai dele e a esposa que ele amava e adorava. Não devia ter confiado no pai dele.
Naquele exato momento, a vizinha fofoqueira, Liz, tava passando voltando pra casa com o cachorro dela. Viu ele ali, parado na frente da porta trancada do pai dela, com o celular na mão e a cara desfigurada.
— Procurando sua esposa? — disse ela, com um sorriso malicioso —. Vi ela entrar ali antes. E Parecia que ela ia se divertir pra caralho…
Marcos sentiu o mundo desabar ao seu redor.
No quarto, Felipe apareceu na porta do banheiro, com uma toalha pendurada na cintura e um sorriso satisfeito no rosto. O corpo dele não era perfeito — a barriga, os pelos grisalhos no peito — mas o pau dele já começava a se animar de novo, empurrando o pano da toalha.
— Pronta pra mais? — perguntou, com aquela voz grossa que agora me fazia tremer.
Olhei pro meu celular. A mensagem do Marcos ainda estava lá, brilhando na tela: "Amanda, pelo amor de Deus, sai daí. Ele não pode te engravidar. Tudo foi mentira."
Mas meus dedos não se mexeram pra responder. Minha mente estava em outro lugar. No jeito que Felipe tinha me olhado quando eu me ajoelhei na frente dele. Em como ele tinha me possuído uma vez atrás da outra. Em como meu corpo tinha respondido a ele como nunca tinha respondido a ninguém.
— Não acredito que você mentiu pra gente — falei, com a voz baixa.
Felipe deu de ombros, sem perder o sorriso.
— Te dei o que você precisava. Prazer. Algo que seu marido não consegue te dar.
— Mas não posso engravidar de você — respondi, embora minhas palavras soassem fracas, como se eu mesma não estivesse convencida.
— E é só isso que importa? — ele deu um passo na minha direção —. A gravidez? Ou será que o que realmente importa é o que você sentiu quando eu te enfiei contra a parede? Quando você gritou meu nome. Quando você gozou no meu pau, uma vez atrás da outra.
Engoli seco. Não dava pra negar. Meu corpo ainda vibrava com o que a gente tinha feito.
— O que você quer de mim, Felipe? — perguntei, com a voz trêmula.
Ele se aproximou, levantou meu queixo com um dedo e me beijou. Dessa vez não foi brutal. Foi devagar, quase carinhoso. Como se estivesse saboreando a vitória dele.
— Quero que você fique — sussurrou contra meus lábios —. Que pare de fingir que é uma esposa perfeita e uma advogada de sucesso. Quero que aceite o que você é de verdade: uma mulher que precisa ser possuída. Que precisa de uma... Pau de verdade.
Quis negar. Quis dizer que ele era louco, que ia me vestir e sair dali pra sempre.
Mas, em vez disso, minhas mãos encontraram o peito dele. Meus dedos se enroscaram nos pelos dele. E quando ele me empurrou de novo na cama, eu não resisti.
Lá fora, na rua, Marcos continuava batendo na porta. A voz dele saía abafada, desesperada. Mas eu já não conseguia ouvir. Só conseguia sentir as mãos de Felipe percorrendo meu corpo, a boca dele no meu pescoço, o pau duro dele pressionando minha coxa.
— Diz que você fica — ordenou, com a voz rouca.
— Eu fico — sussurrei, antes de perder toda noção de tempo e lugar.
Felipe sorriu, satisfeito. E enquanto ele me penetrava de novo, eu soube que não tinha volta. Não era a gravidez que me mantinha ali. Era o desejo. Era o jeito que ele me fazia sentir viva, suja, desejada. Era a escuridão que sempre carreguei dentro de mim e que ele soube despertar.
Marcos continuava batendo. Mas eu já não escutava mais.
Continua...
No trabalho, o Marcos me mandou uma mensagem: "Oi, amor, espero que você esteja bem. Falei com meu pai e vai dar tudo certo. Te amo, nos vemos em casa." Que alívio, pensei. Mas minha cabeça não parava. Será que o Felipe contou pra ele o que realmente rolou? Será que o Marcos viu alguma coisa estranha pela janela? Passei o dia inteiro com a cabeça uma bagunça, mas aquela mensagem tirou um peso enorme de mim.
No caminho pra casa, não conseguia parar de pensar em como a gente ia "terminar o projeto". E também, não conseguia parar de pensar na pica do Felipe e como ela ia se sentir dentro de mim. Não! — falei pra mim mesma, me olhando no retrovisor —. Não podia começar a me iludir com isso. Precisava superar essa merda e manter meu casamento seguro.
Quando cheguei, o Marcos me esperava com um martini fresquinho, minha bebida favorita.
— Espero que você tenha tido um bom dia, amor — ele disse, sorrindo —. Vem, vamos tomar um drink e colocar o papo em dia.
Sentei do lado dele no sofá e dei um beijo nele. Ele parecia relaxado, relaxado demais.
— Meu pai me contou tudo — ele disse, com um tom compreensivo —. Sinto muito que tenha sido tão desconfortável e que tenha se prolongado mais do que o necessário. Mas a gente pode resolver e acabar com isso hoje à noite, ok?
Não tinha certeza do que o Felipe tinha dito exatamente, mas concordei com a cabeça e dei um bom gole no martini. O Marcos continuou:
— Acho que meu pai não estava preparado pra o quão estranho seria fazer isso com você. Ele me disse que não conseguia… sabe, agir ou se preparar pra fazer. Então a gente conversou sobre um jeito de ajudá-lo a se preparar com antecedência dessa vez. E eu também poderia me sentir confortável com como essa parte se desenrola. Espero que você também consiga se sentir mais à vontade…
Não fazia ideia onde aquilo ia dar, então enchi outro copo e virei de uma vez. Marcos se levantou rápido, pegou minha taça e foi até a mesa me preparar outra, maior e mais forte.
— Ele até me disse que pediu pra você se ajoelhar e fingir que ia fazer um boquete nele — falou, com uma risadinha sem graça —. Porque achou que ia ajudar. Não acredito que você teve que fingir aquilo, mas sei que só queria terminar esse projeto o mais rápido possível.
Ele fez uma pausa e me entregou a bebida.
— De qualquer forma, como você nunca tirou a roupa, esse pode ter sido o problema dele. Disse que nem conseguia tirar o pau pra fora porque tava tão envergonhado que não conseguia ter uma ereção.
Eu assenti e dei de ombros, sem saber o que dizer. Meu sogro tinha mentido pro próprio filho. Tinha encoberto tudo. Até a parte em que eu me ajoelhei e chupei o pau dele, caso Marcos tivesse visto alguma coisa da janela. Ou talvez Marcos tivesse visto algo, e Felipe tivesse inventado aquilo pra se proteger. Não dava pra perguntar isso pro meu marido naquele momento. Então só bebi. E esperei.
Marcos sentou de novo no sofá e, com calma, tentou me tranquilizar.
— Bom, tá tudo bem — disse, com a voz suave —. Isso já tá quase acabando, amor. A ideia do meu pai é ele se excitar antes de você chegar, pra que só leve alguns segundos e a gente termine de vez. A gente concordou que seria estranho demais você ficar pelada na frente dele, ainda mais no mesmo quarto… então ele sugeriu fazer de um jeito que todo mundo se sentisse confortável. Quando você estiver pronta, posso te mostrar…
Eu já tava na metade do meu segundo martíni quando Marcos se levantou e estendeu a mão pra mim. Peguei, e enquanto andava, percebi que a gente tava indo pro quarto de hóspedes, que ele usa como escritório. Lá dentro, encontrei lingerie e um roupão curto de seda em cima da mesa.
— Isso vai ser fácil, amor — disse Marcos, me entregando a lingerie e o roupão—. Pode vestir. Eu vou ficar aqui com você, enquanto meu pai te observa da janela e se prepara enquanto te vê de longe. Depois, quando você for lá, a gente só vai levar uns segundos. Tudo vai ter acabado e você nunca mais vai precisar pensar nisso.Não consegui segurar o riso. Talvez tenha sido a vodka, talvez o ridículo que tudo tinha se tornado, ou talvez o fato de Marcos estar agindo como um louco ao permitir que a esposa mostrasse o corpo pro próprio pai através de uma janela.
— Mmm... isso parece meio louco, né? — falei.
Marcos pareceu decepcionado.
— Eu sei, amor... Só quero que isso dê certo e que acabe logo. Meu pai me contou como funcionaria pra ele, e me pareceu a forma mais fácil. Pelo que ele descreveu, pelo menos eu estaria envolvido. Eu garantiria que não fosse estranho ou desagradável pra você, porque eu estaria aqui pra ter certeza de que nada esquisito acontecesse.
Percebi que Marcos estava realmente assustado com toda a situação. Só estava tentando fazer a coisa certa, e de certa forma, era gentil da parte dele.
— Então, como a gente faz isso? — perguntei.
Marcos pareceu aliviado.
— Bom, vou ligar pra ele quando você estiver pronta. Aí ele e eu vamos coordenar pra mostrar certas partes de você... ou não, se você não quiser. E vou ser eu quem vai levantar ou mexer um pouco o roupão. Não ele. Vai ser como se fosse eu e você, amor. Depois você pode ir lá, fechar os olhos, e a gente consegue o que precisa pra esse projeto. Certo?
— Bom, isso me parece uma loucura — falei, enquanto terminava o segundo martíni—. Você me exibindo pra outro homem... mas se você se sente mais confortável assim, acho que tá tudo bem.
Marcos pegou meu copo vazio.
— Quer outro enquanto você se troca? — perguntou, com um sorriso nervoso.
— Ah, acho que não preciso de mais disso — falei, sentindo o calor do álcool nas bochechas—. Mas se puder me trazer uma água, vou me trocar rapidinho.
Em Quando Marcos saiu para a cozinha, tirei a roupa de trabalho e vesti a lingerie. Era um conjunto de sutiã e calcinha de renda amarela com detalhes florais, com um robe de seda que batia logo abaixo da calcinha fio-dental e tinha um cinto pra amarrar. Não consegui evitar me sentir gostosa. O sutiã levantava meus peitos, o fio-dental se enterrava de leve entre minhas nádegas, e o robe de seda era algo que eu não usava há anos. Nem sabia como Marcos tinha encontrado aquilo.
Quando ele voltou, parou de repente. Eu estava com o robe sobre os ombros, mas aberto, deixando à mostra minha barriga lisa e meus peitos apertados pelo sutiã. A calcinha branca de renda mal cobria minha buceta, aquele lugar que só ele tinha acesso há anos. Ele me viu gostosa, sem esforço, e os martinis tinham me dado uma confiança que eu nem sabia que tinha.
Foi nessa hora que o telefone dele tocou. Era o Felipe.
— Oi, pai, você está…? — Marcos começou a dizer, mas o pai interrompeu.
Virei a cabeça e olhei pra janela. Sabia que ele estava ali, olhando.
— É, acho que sim — disse Marcos, e então se virou pra mim —. Tá pronta, amor?
Dei de ombros e concordei.
— Acho que sim? — sussurrei.
Enquanto ouvia o pai no telefone, Marcos se aproximou de mim. Eu já tinha fechado o robe quando ouvi que Felipe estava me observando.
— Ele quer que eu fique atrás de você e tire seu robe — disse Marcos, com a voz tímida, enquanto me rodeava.
Mantive contato visual com ele enquanto me abraçava. Ele teve que largar o telefone pra desatar o cinto, e o robe se abriu alguns centímetros e caiu no chão.
Pegou o telefone de novo. —Ah, sim, faz sentido —disse, e apertou o viva-voz—. É melhor assim, fico com as mãos livres e controlo o que ele vê.
Eu assenti.
Pelo viva-voz, a voz do Felipe saiu clara:
—Mark, você é de verdade o filho da puta mais sortudo que conheço. Amanda, você tá uma gostosa.
Não soube o que dizer. Me senti muito sem graça. Mas antes que passasse mais um segundo, Felipe continuou:
—Filho, dá pra apalpar um pouco sua esposa em cima? Pra eu ver a área do sutiã.
Marcos me olhou nos olhos enquanto deslizava a mão pelos meus ombros. Ficou acariciando em volta dos meus peitos, que balançaram quando eu respirei fundo.
—Meu Deus, eles tão incríveis! —disse Felipe, com a voz trêmula—. Que lingerie perfeita, galera! Agora, dá pra virar ela e apalpar um pouco a bunda dela?
Não acreditava que isso estava acontecendo. Mas ao mesmo tempo, era surpreendentemente excitante meu marido me exibir. Que eu me virasse pra mostrar minha bunda pra outro homem. Especialmente porque aquele homem era o pai dele.
Imaginei o que Felipe estaria fazendo lá em cima, debaixo do batente da janela. Provavelmente acariciando o pau enorme dele, curtindo tudo, o controle que tinha sobre o filho e sobre mim. A ideia de ele ficar duro e babar por mim daquele jeito acelerou meu coração. Senti cada parte de mim pulsando. Meu coração e minha buceta, ao mesmo tempo.Felipe continuou com os pedidos dele:
—Isso tá incrível… Marcos, dá pra apertar um pouco? Só pra eu imaginar como seria, já que de qualquer jeito não vou fazer nada parecido mais tarde.
E com isso, Marcos apertou de leve minha nádega direita. Minha bunda era o resultado perfeito das minhas cinco sessões de exercício por semana: lisa e firme. Senti que começava a ficar molhada e esperei que meu marido não percebesse com as mãos em cima de mim.
—Já vai terminar, pai? Tá pronto? —perguntou Marcos, nervoso.
—Tô perto, filho —respondeu Felipe, com voz lenta—. Mas só quero garantir que isso termine sendo o mais fácil possível quando a Amanda vier…
O tom dele me disse que vinha mais coisa.
—Isso foi foda, muito foda mesmo —continuou—. Mas cê acha que dava pra… abaixar o sutiã dela por uns segundos?
O pedido bateu em Marcos como um soco seco. Ele se virou pra janela pela primeira vez e ia dizer pro pai que ele tava passando dos limites. Vendo a reação dele, soltei:
—Querido, tá tudo bem. Vamos acabar logo com isso.
Estendi a mão pra trás e desabotoei o sutiã. Num movimento só, tirei o roupão e o sutiã do braço direito, e segurei os dois no esquerdo. Agora eu tava ali de pé, só de calcinha de renda, olhando pra janela do Felipe.
— Melhor? — perguntei.— Muito melhor. Bom trabalho, Amanda — disse Felipe, com um tom lento e pesado —. Tô totalmente pronto se você também estiver.
Eu assenti. Coloquei o roupão de novo e me virei pro meu marido.
— Você… você tá bem? E tá… pronta? — ele gaguejou.
Assenti e comecei a sair do quarto. Quando chegamos na sala pra pegar uns sapatos, notei um volume no short do Marcos. Sorri.
— Parece que já estamos prontos depois desse pequeno show, hein? — falei, apontando pra ereção modesta dele.
— Ai, meu Deus, nem sei… — ele começou —. Quer dizer, toda vez que te vejo pelada, você sabe…
Assenti, esperando que fosse só isso pra ele. Quando o assunto era volume na calça, sabia que eu ia ter o dobro em alguns minutos. O do Marcos parecia tão pequeno naquele momento.
— Espera — disse Marcos, preocupado —. Quando você fala que estamos todos prontos… isso significa que você tá, tipo…?
— Não se preocupa, amor — respondi, sabendo que provavelmente tava mais tesuda do que nunca —. Já quero acabar logo com isso. Mas mesmo que eu fique um pouco excitada com os martínis, ou com você me despindo pra outro homem babar por mim, isso só vai fazer o que vem a seguir ser mais fácil e rápido, né?
Marcos assentiu, mas vi que ele começava a pensar demais. Nessa hora, ele recebeu uma notificação de mensagem.
— Ah, é minha mãe — disse, aliviado —. Perguntando se queremos ir jantar. Vou responder que vamos ter um fim de semana tranquilo e que é pra adiar.
— Bom — falei, ajustando o roupão —. Vamos acabar logo com isso e focar no projeto agora.
Marcos assentiu. Calcei umas pantufas, amarrei o roupão e nos abraçamos antes de sair correndo pra casa do Felipe.
— Ei, Amanda! Tudo bem?
Uma voz me assustou enquanto eu subia os três degraus da entrada do Felipe. Era a Liz, a vizinha, passeando com o cachorro dela.
— Ah… oi, Liz — consegui falar —. É, sim, tá tudo bem.
Naquele exato momento, Felipe abriu a porta. A porta. Ele vestia só um moletom esportivo, com a barriga de fora e um sorriso no rosto.
—Espero que… você tenha uma ótima noite — disse Liz, com o olhar fixo em mim.
O pequeno roupão de seda mal cobria minha bunda. Por baixo, o sutiã estava aberto, mostrando parte dos meus peitos até onde estava amarrado na minha cintura. Me virei e entrei rapidamente em casa. Felipe sorriu, acenou para a vizinha curiosa e fechou a porta.
—Ufa, não acredito que ela estava passando bem naquela hora! — exclamei, preocupada com quem ela contaria o que tinha visto.
—Não vamos nos preocupar com isso agora — respondeu Felipe, impassível —. Podemos cuidar disso mais tarde, se precisar.
Ele me pegou pela mão para me guiar escada acima, mas dessa vez me deixou ir na frente. Eu sentia o olhar dele fixo no curto roupão de seda que balançava contra a parte de trás das minhas coxas a cada passo. O tecido fino subia um pouco cada vez que eu levantava o pé, deixando ver a curva inferior das minhas nádegas. Sabia que ele estava me olhando. Sabia que ele percebia o quanto eu já estava molhada, e senti uma contração só de pensar nisso.
No meio do caminho, ele me parou com um puxão suave no pulso. Me virei, com um pé ainda no degrau seguinte, e o roupão se abriu o suficiente para mostrar o interior de um dos meus seios sob a luz fraca do corredor. Felipe subiu para o mesmo degrau, de modo que nossos corpos quase se tocavam.
Ele não perguntou. Simplesmente acariciou minha nuca e me beijou. Devagar no começo, tateando. Quando meus lábios se entreabriram com uma respiração trêmula, ele interpretou como um sinal e aprofundou o beijo. A língua dele roçou a minha, enquanto uma mão grande descia para agarrar minha bunda através da seda. Deixei escapar um pequeno gemido de impotência na boca dele. Minhas mãos pousaram no peito nu dele e, em vez de afastá-lo, me agarrei a ele.
Quando ele rompeu o beijo, eu respirava com dificuldade. Ele estava de pupilas dilatadas e as coxas tremendo.
—Viagra —sussurrou contra minha mandíbula, o hálito quente e rouco—. Tomei há uma hora. Isso significa que não temos pressa. Significa que posso te foder até você não aguentar mais andar… e depois começar de novo.
Ele soltou uma risada que era meio gemido, meio incredulidade.
—Você é horrível.
—Você tá toda molhada —respondeu, e antes que eu pudesse negar, os dedos grossos deslizaram por baixo do roupão, encontrando minha buceta completamente encharcada, escorregadia e vergonhosamente pronta. Ele circulou meu clitóris com um movimento lento e decidido, e eu tremi inteira, agarrando seus ombros com as unhas cravando na pele dele.
—Sobe —ordenou, com a voz grossa—. Agora.Mal tínhamos cruzado a porta do quarto quando ele me encurralou contra a parede. O roupão se abriu inteiro, caindo dos meus ombros. A boca dele encontrou meu pescoço, mordendo, chupando, enquanto as mãos buscavam meus peitos, apertando os bicos até eles ficarem duros como pedra.
Ele desceu a boca até um deles, chupando com força, enquanto os dedos continuavam trabalhando entre minhas pernas. Dois deles deslizaram fácil pra dentro de mim, se curvando, me esticando, procurando aquele ponto que me fazia ver estrelas.
—Merda… Felipe… —minha voz falhou. Não queria ter dito o nome dele assim, com aquele tom suplicante e quebrado.Ele se afastou o bastante pra olhar na minha cara, os olhos cinzentos brilhando com uma luz escura e possessiva.
—Diz de novo.
Balancei a cabeça, teimosa até agora, mordendo o lábio. Ele sorriu, com um sorriso torto e perigoso, e então se ajoelhou. Antes que eu pudesse protestar, a boca dele estava em mim. A língua larga e quente achatou meu clitóris, chupando, lambendo com movimentos longos e sujos enquanto as mãos dele agarravam minhas coxas com força, me mantendo aberta, exposta, vulnerável. Minha cabeça bateu na parede. Meus dedos se enroscaram no cabelo grisalho dele, puxando, sem saber se queria trazê-lo mais perto ou afastá-lo. Gozei vergonhosamente rápido, tremendo, ofegante, com os joelhos bambos e um gemido abafado escapando dos meus lábios. Ele bebeu até a última gota como se tivesse passado a vida inteira com fome de mim.
Quando se levantou de novo, a calça dele estava obscenamente estufada. Ele a baixou e chutou pra longe, e lá estava ele de novo. Aquele pau. Grosso, cheio de veias, pesado, com a ponta já escorrendo, brilhante com uma gota de líquido pré-ejaculatório que deslizava devagar pela glande.
—Pra cama! —rosnou, e a voz dele percorreu meu corpo como um choque elétrico.
Subi na cama de quatro, com o roupão caindo totalmente e a bunda no ar, oferecida, trêmula. Felipe me seguiu, ajoelhando atrás de mim. Senti o calor do corpo dele contra minhas costas, a respiração dele na minha nuca, e então a ponta do pau dele deslizando entre meus lábios. Uma, duas vezes, se cobrindo com minha umidade, provocando minha entrada sem entrar de vez.
—Diz que quer —ordenou, com voz baixa e grave.
Mordi o lábio, teimosa de novo. Mas meu corpo entregava minhas intenções, se empurrando pra trás, buscando o calor dele.
Ele me deu um tapa na bunda. Não forte, só o bastante pra arder e Ofeguei. O som ecoou pelo quarto.
— Me diz — ele repetiu.
— Eu quero — sussurrei, quase inaudível.
— Mais alto.
— Quero seu pau — falei, com a voz trêmula —. Me fode… por favor…
Ele empurrou de uma só vez, longa e implacável. Abri a boca num grito silencioso, meus olhos arregalados. Era tão grosso que eu sentia cada dobra, cada veia, a cabeça abrindo minhas paredes da buceta, me esticando até o limite, até chegar no fundo e meu colo do útero tremer contra ele. Por um instante, nenhum dos dois se mexeu; eu só ofegava, com a testa colada no lençol, me sentindo incrivelmente cheia, tão cheia que mal conseguia respirar.
Então ele começou a se mover. Devagar no começo, pra eu me acostumar, pra sentir cada centímetro que saía e voltava com força, roçando minhas paredes, despertando terminações nervosas que eu tinha esquecido que existiam. Cada estocada arrancava um gemido, um suspiro, um "sim" que eu mal reconhecia como meu. Quando ele se posicionou no ângulo certo, tocou algo profundo, algo que me fez ver estrelas atrás das pálpebras.— Mais forte — eu me ouvi implorar, sem reconhecer minha própria voz.
Felipe atendeu. O ritmo dele ficou brutal, implacável. Ele me comeu como se me odiasse e me adorasse ao mesmo tempo, com estocadas profundas que batiam pele contra pele, as bolas pesadas dele batendo no meu clitóris a cada investida, gerando ondas de prazer que se espalhavam pelo meu corpo inteiro. Uma mão agarrou meu cabelo, puxando minha cabeça pra trás pra eu arquear a coluna, enquanto a outra deslizou pela minha cintura e começou a esfregar meu clitóris em movimentos circulares, precisos, implacáveis. Eu gozei de novo, com mais força dessa vez, gritando o nome dele, meu corpo convulsionando, minha buceta se apertando com tanta força que ele gemeu como se sentisse dor, como se estivesse prestes a se perder.
Ele não parou. Me virou de barriga pra cima, passou minhas pernas por cima dos ombros dele e me penetrou de novo, dessa vez ainda mais fundo. Nessa posição, a pélvis dele esfregava no meu clitóris a cada estocada, criando uma fricção perfeita, insuportável. Arranhei os braços dele, as costas, enquanto balbuciava incoerências: "por favor, sim, porra, não para", enquanto outro orgasmo se formava dentro de mim com uma rapidez absurda, se acumulando como uma onda prestes a quebrar.
Quando ele veio pela terceira vez, meu corpo inteiro se tensionou, minhas coxas tremeram, minha visão escureceu e um grito rouco escapou da minha garganta.Felipe gozou logo atrás de mim. Ele grunhiu baixo, os quadris tremendo enquanto se enterrava até o fundo e pulsava dentro de mim, jorros grossos de porra inundando tudo, tanto que escorria em volta do pau dele e pingava nos lençóis, quente e grosso.
Ficamos abraçados por um bom tempo, respirando com dificuldade, nossos corpos pegajosos de suor, até que ele finalmente se retirou com um som molhado que me fez gemer com o vazio repentino.
Felipe pegou o celular na mesa de cabeceira. Achei que fosse ver as horas. Mas vi ele mexer em algo, abaixar o volume e deixar o telefone virado pra cima entre os travesseiros, onde eu não pudesse ver por acidente.
E então eu ouvi, fraquinho. Distante, distorcida. A voz do Marcos.
— Amanda?... Alô?... Pai?
Meu sangue gelou. Meu corpo ficou tenso. Ele estava ouvindo. Tudo. Cada gemido. Cada súplica.
Felipe me virou de lado, me abraçou por trás e entrou de novo, ainda firme, ainda duro por causa do Viagra correndo nas veias dele. Senti o sorriso dele contra minha nuca.
— Fala — ele murmurou no meu ouvido, alto o bastante pro celular captar —. Fala o quanto você quer essa pica enorme.
Eu gemi, rebolando pra trás pra encontrar ele, me esfregando contra a pélvis dele, pedindo mais.
— Eu quero... — falei, com a voz falhando —. Deus, como eu quero...
— Mais alto, gostosa — ele ordenou, com uma estocada funda que me arrancou um grito —. Fala de quem é a pica que você precisa.
— Sua! — gritei, sem conseguir me segurar —. Porra, sua pica enorme, Felipe!
Senti o sorriso dele contra meu pescoço, e então ele acelerou o ritmo. Fundo, deliberado, cruel. Cada batida molhada, cada um dos meus suspiros, cada gemido abafado, tudo era ouvido pela linha do telefone. Marcos continuava perguntando: "Amanda? Você me ouve? O que tá acontecendo?"
Mas Eu já não conseguia responder. Felipe me segurava, me possuía, me comia na frente do meu próprio marido.
O orgasmo seguinte me destruiu. Eu tremi, me contraí, gritei o nome dele enquanto ele me empurrava sem piedade. Vi de relance Felipe estender a mão para o telefone, olhar o cronômetro da chamada, sorrir satisfeito e desligar sem dizer uma palavra.
Ficamos deitados por um minuto, recuperando o fôlego. Meu coração batia forte, minha mente era um turbilhão de culpa e desejo.
Felipe desenhou círculos lentos na minha cintura com o dedo.
— Todos esses anos — disse, com voz suave e perigosa — você me olhava como se eu fosse um velho fracassado. Enquanto se pavoneava com essas saias justas e saltos, ganhando um salário astronômico e se achando superior a mim. Quem manda agora, Amanda?
Engoli seco. Minha voz estava rouca.
— Você — sussurrei.
— Claro que sim — disse, e me virou de bruços. Abriu minhas pernas e me penetrou por trás. Dessa vez devagar, com movimentos profundos e ondulantes que me faziam tremer —. E você vai continuar gozando nessa rola — disse, a cada estocada — até ter a barriga redonda. Certo?
Não respondi com palavras. Apenas me entreguei, empurrando meu quadril para trás pra encontrá-lo, cravando as unhas nos lençóis, gemendo.
Quando me virou de novo, dessa vez de frente, com minhas pernas enroladas na cintura dele, me penetrou com estocadas longas e ondulantes que atingiram cada ponto sensível dentro de mim. Uma mão segurou meus dois pulsos acima da cabeça, me imobilizando, enquanto a outra esfregava meu clitóris em movimentos circulares, implacáveis. Eu gozei com tanta intensidade que soluçava, meu corpo convulsionando sem controle, e ele veio logo atrás, jorrando outra carga grossa lá dentro enquanto grunhia meu nome.
Desabamos juntos, suados, destruídos, trêmulos.
— Descansa um minuto — murmurou, com a voz rouca e satisfeita —. Ainda não terminamos. Preciso ir no banheiro, mas volto.
Do outro lado da rua, Marcos observava a janela iluminada... A mãe de Marcos ligou pra ele naquela noite, insistindo que ainda dava tempo de chegar pro jantar.
— Desculpa, mãe — disse Marcos, com a voz cansada —. Acho que eu e a Amanda vamos passar o fim de semana inteiro juntos. Tem sido uns dias bem estressantes pra gente.
— Ah não, querido — respondeu a mãe, com um tom preocupado —. Espero que esteja tudo bem entre vocês.
— Ai, mãe — ele suspirou —. É toda essa história de fertilidade. Eu nem queria falar disso com você... mas a gente decidiu buscar uma solução possível. No fim deu tudo certo, mas foi muito difícil de lidar, especialmente pra Amanda.
Ele fez uma pausa. Do outro lado, a mãe perguntou:
— Ah, então quer dizer que vocês decidiram tentar a inseminação artificial? Não é muito caro?
Marcos hesitou. Não queria entrar em detalhes, mas também não queria que a mãe ficasse preocupada. Além disso, mais cedo ou mais tarde ela teria que saber a verdade.
— Não, mãe — disse ele, engolindo seco —. No fim a gente decidiu usar outra pessoa pra engravidar a Amanda. Mas não tem problema, é alguém que compartilha metade do meu DNA. Faz sentido, né? E assim foi de graça. Não precisamos recorrer a médicos nem a nada caríssimo.
Ele gaguejou um pouco, mas continuou:
— Na verdade foi ideia do pai. Mas todo mundo concordou que ele transasse com ela uma vez só pra passar o esperma dele...
Ele fez uma pausa. Não tinha certeza de como a mãe aceitaria essa ideia, especialmente depois de se divorciar do pai e mostrar tão publicamente que não gostava dele.
Então a voz da mãe se elevou, aguda e forte:
— Do que você tá falando? — exclamou —. Você não sabe que seu pai fez vasectomia há mais de 20 anos?
Marcos sentiu o chão se abrir debaixo dos pés.
— O quê?
— Marcos! — gritou a mãe —. Onde vocês estão agora? Onde vocês estão agora?!
Ele deixou o telefone cair e correu até a janela do quarto de hóspedes. Ao Olhando para a casa do pai dela, a única coisa que conseguiu ver foi a silhueta brilhante e iluminada do quarto, a apenas nove metros de distância, do outro lado da entrada de carros.
Pegou o celular e começou a ligar pra Amanda desesperadamente. Tentou cinco vezes. Depois apelou pras mensagens de texto. Mas ela não respondia.
Correu pra casa ao lado. A porta do pai dela estava trancada. Bateu, gritou, mas ninguém ouviu.
Lá em cima, Amanda estava exausta depois de vários orgasmos intensos. Percebeu que o celular dela tava acendendo. Pegou e viu todas as chamadas perdidas e as mensagens de texto. Leu uma onde Marcos explicava que o pai dela tinha feito vasectomia. Que não podia engravidar ela. Que ela tinha que sair dali na hora e voltar pra casa.
Enquanto estava deitada ali, o corpo dela esperando impotente o pau induzido por Viagra voltar pra ela, pensou no Marcos. Depois pensou no quão filho da puta o Felipe era por mentir pra eles sobre tudo. Como foi ideia dele desde o começo. Como ele tinha planejado tudo pra foder ela e transformar ela na escrava sexual dele. Tava tão confusa sobre como tudo tinha ficado tão louco tão rápido. Mas aí o Felipe apareceu na porta do banheiro. Obviamente pronto pra mais uma rodada.
Amanda falou pra ele:
— Só um segundo.
E respondeu o marido por mensagem de texto:
"Marcos, vamos conversar sobre isso amanhã. Vou ficar aqui essa noite. A gente resolve as coisas depois."
Marcos olhou pro celular dele, chocado. Entre a última mensagem e a ligação que ele tinha ouvido, a cabeça dele tava a mil. Não conseguia acreditar no que tava rolando entre o pai dele e a esposa que ele amava e adorava. Não devia ter confiado no pai dele.
Naquele exato momento, a vizinha fofoqueira, Liz, tava passando voltando pra casa com o cachorro dela. Viu ele ali, parado na frente da porta trancada do pai dela, com o celular na mão e a cara desfigurada.
— Procurando sua esposa? — disse ela, com um sorriso malicioso —. Vi ela entrar ali antes. E Parecia que ela ia se divertir pra caralho…
Marcos sentiu o mundo desabar ao seu redor.
No quarto, Felipe apareceu na porta do banheiro, com uma toalha pendurada na cintura e um sorriso satisfeito no rosto. O corpo dele não era perfeito — a barriga, os pelos grisalhos no peito — mas o pau dele já começava a se animar de novo, empurrando o pano da toalha.
— Pronta pra mais? — perguntou, com aquela voz grossa que agora me fazia tremer.
Olhei pro meu celular. A mensagem do Marcos ainda estava lá, brilhando na tela: "Amanda, pelo amor de Deus, sai daí. Ele não pode te engravidar. Tudo foi mentira."
Mas meus dedos não se mexeram pra responder. Minha mente estava em outro lugar. No jeito que Felipe tinha me olhado quando eu me ajoelhei na frente dele. Em como ele tinha me possuído uma vez atrás da outra. Em como meu corpo tinha respondido a ele como nunca tinha respondido a ninguém.
— Não acredito que você mentiu pra gente — falei, com a voz baixa.
Felipe deu de ombros, sem perder o sorriso.
— Te dei o que você precisava. Prazer. Algo que seu marido não consegue te dar.
— Mas não posso engravidar de você — respondi, embora minhas palavras soassem fracas, como se eu mesma não estivesse convencida.
— E é só isso que importa? — ele deu um passo na minha direção —. A gravidez? Ou será que o que realmente importa é o que você sentiu quando eu te enfiei contra a parede? Quando você gritou meu nome. Quando você gozou no meu pau, uma vez atrás da outra.
Engoli seco. Não dava pra negar. Meu corpo ainda vibrava com o que a gente tinha feito.
— O que você quer de mim, Felipe? — perguntei, com a voz trêmula.
Ele se aproximou, levantou meu queixo com um dedo e me beijou. Dessa vez não foi brutal. Foi devagar, quase carinhoso. Como se estivesse saboreando a vitória dele.
— Quero que você fique — sussurrou contra meus lábios —. Que pare de fingir que é uma esposa perfeita e uma advogada de sucesso. Quero que aceite o que você é de verdade: uma mulher que precisa ser possuída. Que precisa de uma... Pau de verdade.
Quis negar. Quis dizer que ele era louco, que ia me vestir e sair dali pra sempre.
Mas, em vez disso, minhas mãos encontraram o peito dele. Meus dedos se enroscaram nos pelos dele. E quando ele me empurrou de novo na cama, eu não resisti.
Lá fora, na rua, Marcos continuava batendo na porta. A voz dele saía abafada, desesperada. Mas eu já não conseguia ouvir. Só conseguia sentir as mãos de Felipe percorrendo meu corpo, a boca dele no meu pescoço, o pau duro dele pressionando minha coxa.
— Diz que você fica — ordenou, com a voz rouca.
— Eu fico — sussurrei, antes de perder toda noção de tempo e lugar.
Felipe sorriu, satisfeito. E enquanto ele me penetrava de novo, eu soube que não tinha volta. Não era a gravidez que me mantinha ali. Era o desejo. Era o jeito que ele me fazia sentir viva, suja, desejada. Era a escuridão que sempre carreguei dentro de mim e que ele soube despertar.
Marcos continuava batendo. Mas eu já não escutava mais.
Continua...
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