Antonia era a sensação do escritório. Não dava muita intimidade, mas adorava ser o centro das atenções, e todos os homens estavam enfeitiçados por ela. Cada um tentava ser mais atencioso e gentil com a bela Antonia, no café. Em pouco tempo, passou de recepcionista a secretária do chefe, mas corria o boato de que nem ele conseguia mais do que alguns sorrisos. Ela tinha um jeito bem sugestivo de falar e olhar quando algo lhe interessava. Mas era só uma promessa eterna de prazer, porque nunca correspondia, até agindo de forma petulante e esnobe, mas como dizem: se pode, pode. E ela podia muito bem.
Apesar da crueldade e de ser inacessível, reinava na imaginação masculina. Quanto mais se fazia de difícil, mais a amavam e idolatravam. Era quase um privilégio admirá-la, pois a maioria dos homens ela simplesmente ignorava, como se fosse uma rainha que escolhia quem podia ou não servi-la. Todos tinham que se contentar em observá-la de longe.
Sempre era a última a chegar e a primeira a ir embora. Tirava pausas de duas horas para almoçar e trabalhava todos os feriados adiantados. No entanto, nunca levou nenhuma bronca. Era como se a simples presença dela bastasse para justificar o salário. E quem poderia dizer o contrário?
Ivana era o completo oposto da linda Antônia. Não se vestia de forma atraente nem chamava atenção; não exalava charme ou sensualidade por onde passava. Na verdade, sua presença mal era notada, exceto quando precisavam de alguém que ficasse até tarde ou trabalhasse nos fins de semana e feriados. Conhecia todas as necessidades do escritório e trabalhava em todas as frentes, dominando todos os detalhes do ofício na perfeição, e por isso mesmo, era como se tivesse a obrigação de resolver todos os problemas. Antônia não era burra, mas Ivana era sem dúvida a mais inteligente. No entanto, num escritório cheio de homens, sua inteligência atraía menos atenção do que as curvas da colega. Elas não se davam mal, mas também não tinham o que se poderia chamar de uma grande amizade. Simplesmente trabalhavam juntas, e como Ivana estava sempre ocupada, suas conversas se limitavam ao básico. Os homens do escritório não paqueravam ela, e sua vida social fora do trabalho também não era muito promissora, já que mal tinha tempo ou vontade. Também não se esforçou muito para mudar isso, com suas roupas simples e sem graça, rodeada de gente que adorava ver e ser vista. Um colega disse uma vez: "Ela não é feia, só não se cuida."
Talvez fosse assim, mas ela já estava acostumada com essa situação e não se considerava capaz de grandes mudanças atrás daqueles óculos de armação grossa, tão repulsivos para os homens. Resumindo, era assim que enfrentava seu dia a dia no escritório: toda a glória e atenção para a linda Antônia, todo o trabalho e indiferença para Ivana.
Uma vez, aconteceu algo impensável. Depois de muita insistência, Álvaro e Sergio, dois dos caras mais decididos e persistentes do escritório, conseguiram que a gostosa da Antônia aceitasse sair pra tomar umas cervejas na sexta depois do trabalho. Era a terceira ou quarta vez que tentavam convencê-la, mas dessa vez ela disse: "Bom, acho que vou estar livre na sexta. Vejo vocês às 20h". Ela deu um sorrisinho de leve por cima do ombro, como sempre fazia, e foi embora, com os olhos dos dois caras seguindo cada um dos seus movimentos elegantes e provocantes. Eles ficaram paralisados, claro. Incrédulos com o que tinham acabado de ouvir, mas ao mesmo tempo com todos os sentidos aguçados, excitados só de pensar nas possibilidades. A gostosa da Antônia não saía com ninguém, embora não faltassem os que tentavam, e agora, ali mesmo, na frente de todo mundo, ela simplesmente cedeu, para espanto geral diante das barreiras defensivas da bela Antônia. Era quinta-feira, o encontro era no dia seguinte.
Os colegas de trabalho se viraram pra eles, também estavam sem palavras; era o evento do ano. Num instante, passaram de ser vistos como "pragas irritantes" — embora com uma certa inveja — a "filhos da puta sortudos". Heróis do escritório.Desde então começou a contagem regressiva pro grande evento, Álvaro e Sergio não conseguiram segurar a empolgação.

Imagina, então, a surpresa deles quando chegou a sexta-feira e, em vez da linda Antônia, encontraram a Ivana esperando por eles no bar onde tinham combinado de se encontrar pra happy hour. E ela parecia tão surpresa quanto os dois:
“O que vocês estão fazendo aqui?”, perguntou ela, com cara de espanto. “O que você tá fazendo aqui?”, perguntaram eles quase ao mesmo tempo.O tempo passou, com a mesma descrença. Como era de se esperar, a situação ficou estranha e ninguém sabia como agir. Um deles achou que o melhor era sentar e conversar pra descobrir o que tava rolando, já que estavam ali. Foi aí que Ivana disse que tava esperando a Antônia. Depois de tanto tempo juntas no escritório, a Antônia tinha sugerido que talvez fosse a hora de se conhecerem melhor, de virarem amigas em vez de só colegas de trabalho, e o bar parecia um lugar bom pra começar. Pra bater um papo e quem sabe dar uma flertada. A Ivana não tava muito convencida com a ideia, mas qual era o mal de tentar? Fazia tempo que não saía com uma amiga. Por insistência da Antônia, ela se vestiu de um jeito bem diferente do normal, e isso ficava bem claro no jeito que os caras olhavam pra ela, com admiração. Mas no fundo, as duas desconfiavam que algo não batia. Será que a gostosa da Antônia tinha pregado uma peça nos dois pretendentes insistentes do escritório?
Os dois decidiram que o melhor era esperar mais um pouco. Talvez a Antonia simplesmente chegasse mais tarde. Quem sabe tudo não passou de um mal-entendido e não fazia sentido ir embora tão cedo, mesmo com um mau pressentimento. Sem dúvida, a Ivana era quem parecia mais perdida. Não estava acostumada a ir em lugares assim, mas tentava se sentir o mais à vontade possível.
Cada um tentava não parecer mais desconfortável do que realmente estava, e assim os minutos iam passando.
Pouco mais de uma hora depois, já não falavam da bela Antonia nem do motivo daquele encontro. A noite tinha um encanto mágico e o clima boêmio transformava todo mundo. Como se assumissem novas identidades ou simplesmente deixassem aflorar sua verdadeira essência, saboreavam o momento. Ivana era, sem dúvida, a mais influenciada pela atmosfera, pois pra ela aquilo era um redespertar.
Os caras estavam mais acostumados com aquelas luzes e sons. Só não conheciam essa nova Ivana. Ela era tão sensual, tão gostosa.
O vestido era curto demais, deixando à mostra aquelas pernas e o decote que nunca podiam ver no escritório.
De vez em quando, os caras trocavam olhares com aquele típico olhar de predador. Ivana percebia tudo, mas fingia que não tinha visto nada e sorria por dentro. Algo estava rolando. De repente, já nem lembravam mais da bela Antonia.
Depois de um tempo e várias apresentações de karaokê bem duvidosas, o clima ficou tão relaxado e animado que, por razões desconhecidas, Ivana e Sergio começaram a se beijar pra comemorar uma nota boa. Em vez de se surpreenderem, levaram numa boa. Não perceberam, ou não acharam importante lembrar que se conheciam há anos e mal tinham trocado algumas palavras no escritório. E agora estavam ali, se beijando no primeiro encontro.
Não dava pra culpar o álcool, já que nenhum dos dois, e muito menos Ivana, tinha o costume de exagerar. Beberam o suficiente pra relaxar, mas sem perder de vista o que estavam fazendo. O mais provável é que simplesmente não tivessem motivo pra parar. Que mal tinha beijar um colega de trabalho? Principalmente num ambiente tão propício, com todas aquelas luzes, os sorrisos, a atmosfera e a sensação de que ninguém tava olhando, podiam fazer o que quisessem sem ter que dar satisfação. Durante o dia no trabalho tinha um monte de regras e códigos de conduta pra seguir, mas ali não. Ali, cada um era dono do seu próprio espaço. Durante o dia, todo mundo tinha deveres e obrigações, mas à noite, todo gato é pardo no escuro, como dizem. É só você querer ser.
Então eles perceberam que não estavam sozinhos. Álvaro os esperava entre o público, sorrindo. De certa forma, já tinha planejado ir embora cedo para dar mais privacidade para Ivana e Sergio. Os dois amigos tinham uma regra quando saíam: se um não arrumasse companhia, deixava o outro livre para curtir a noite. Nada de terceiro atrapalhando. Mas aí, animada pelo clima festivo do karaokê, Ivana escolheu uma música para os três cantarem juntos, e quando Álvaro disse num dado momento que ia embora, ela protestou na hora.
"Nada disso. A noite está linda. Nem lembro a última vez que me diverti tanto. Não quero que nada estrague isso, vamos nos divertir os três juntos."
A ideia de "os três juntos se divertirem" deu um nó na cabeça dos caras, e eles se olharam com malícia sem que Ivana percebesse, ou pelo menos era o que achavam. Quando já estava quase na hora de ir, um deles perguntou:
"Bom, o bar de karaokê vai fechar logo. Pra onde a gente vai agora?"
Ivana então completou, sem pensar duas vezes: "O que vocês costumam fazer depois?
“Normalmente a gente vai pra casa do Sergio”, disse Álvaro com um sorriso safado e divertido, e completou: “Mas claro, só vamos quando a gente é quatro.”
“Olha, não sei o que vocês dois tão pensando, mas eu tava há mó tempão sem me divertir tanto, e não queria ir pra casa agora. Mas também não acho justo a gente se separar se a gente se dá tão bem”, disse Ivana. Os dois se olharam em silêncio, esperando ela terminar de falar, mas disfarçaram bem o nervosismo, embora o sangue tivesse fervendo.
“Não tô dizendo que a gente tem que fazer um menage, por favor, não me interpretem mal.”
“Não, claro que não!”, responderam na hora.
“A gente pode continuar ouvindo música ou batendo papo, tanto faz. Só não quero ir pra casa agora.”
Meia hora depois, os três estavam no apartamento do Sergio, que era perto. A tensão tava no ar, e assim que entraram, os dois caras abraçaram ela ao mesmo tempo.
Ivana, que tava há mó cota sem sair com ninguém, pensou consigo mesma o quão doida era a situação, já que nunca tinha imaginado sair com nenhum colega de trabalho, muito menos com dois ao mesmo tempo. Mas, ao contrário do que se podia esperar, ela se sentia completamente à vontade.
Mais do que confortável, Ivana estava "muito ansiosa". Foi isso que realmente a surpreendeu, já que estava há tanto tempo sem ficar com ninguém que se considerava fora do jogo para qualquer interesse romântico, "uma carta descartada", como costumam dizer. Foi incrivelmente empolgante sentir de novo aquele frio na barriga e o calor entre as pernas, em contato com o corpo de um homem; neste caso, com o de dois.
Eles sentiram aquele momento com mais intensidade do que em qualquer outra ocasião vivida nas muitas noites que passaram naquele apartamento. Já tinham levado outras garotas lá antes, o que era normal para dois amigos solteiros com vontade de curtir a vida. Mas nunca tinham saído os dois com a mesma mulher.
Como era uma situação inédita para os três, a euforia parecia ser a mesma para todos. E a conexão também.
Os dois caras baixaram as mãos simultaneamente até o decote dela. Os peitos dela se ergueram imponentes, se mostrando diante deles em toda a sua glória, prontos para as carícias e toques ansiosos, sem nenhum pudor.
Ivana nem sequer resistiu. Se acomodou melhor entre os dois e se deixou beijar e acariciar intensamente.
Bem quando achavam que nada mais podia surpreendê-los, os dois caras viram Ivana se levantar do nada e tirar a calcinha com toda a segurança do mundo na frente deles, revelando de uma vez por todas sua intimidade e desejo, sem deixar dúvidas sobre o que a noite prometia.
Ela não só tinha um corpo gostoso pra caralho, mas também uma personalidade completamente diferente da que mostrava no trabalho, como se fosse uma pessoa totalmente outra.
Qualquer um que a conhecesse e visse ela naquele momento diria que era outra pessoa, uma mulher muito mais ousada, segura do próprio poder, que agia sem pedir licença nem hesitar.
Álvaro e Sergio estavam acostumados a liderar mulheres em situações parecidas, convencendo e seduzindo elas, e agora se viam numa situação que não era muito familiar. Estavam sendo dominados por uma mulher, de quem jamais esperariam algo assim.
Mas, independente da vergonha ou da surpresa, o que tinham na frente era excitante demais pra se deixar levar pelo orgulho ou qualquer outra consideração. Já não era mais a Ivana tímida que estava diante deles, e sim uma mulher segura de si e dominadora, com a buceta à mostra, convidando qualquer um que tivesse coragem suficiente pra dar o que ela queria.
Sergio foi o primeiro a se voluntariar. Ivana mal tinha se acomodado, debruçada sobre uma mesinha, quando ele se apoiou nela por trás, com uma ereção a todo vapor, louco pra mergulhar em águas frescas. Sem muita cerimônia nem preparação, ela levantou o vestido e se posicionou de forma sedutora, pronta pra recebê-lo com firmeza numa investida direta e profunda. O tesão era tão grande que nem se preocuparam em tirar a roupa.
Álvaro continuou sentado no sofá, observando a cena na sua frente, sem saber muito bem como reagir no começo, mas logo começou a se tocar quase sem querer, sem conseguir se controlar. Ivana, com uma pica dentro e outra esperando, sentiu a pele arrepiar e a safadeza do momento aumentar. A sensação de poder que tinha sobre os dois era um puta afrodisíaco.
Quanto mais se acostumavam com a situação, mais explícita e intensa ficava a performance de todo mundo, com a Ivana se superando em voracidade e desejo a cada gesto. Parecia que ela tinha ansiado por algo assim há muito tempo. Ela transava como se não houvesse amanhã, como se fosse a última vez, exigindo toda a sua força e energia em cada movimento, o suor encharcando o cabelo dela, fazendo a pele brilhar e a roupa grudar no corpo.
Sergio provavelmente não estava preparado pra tanta vitalidade, especialmente da mulher tímida que ele via todo dia no escritório. Ele se sentou, sem tempo nem pra terminar de se despir, porque Ivana mal dava tempo pra ele respirar, e observou quase como um mero espectador enquanto ela descia sobre ele e se encaixava como uma luva no pau vermelho e inchado dele. Ela foi até o fundo e engoliu ele inteiro, até o limite da buceta sedenta, antes de assumir o controle dos movimentos rítmicos e vigorosos. Raramente se via uma cavalgada tão intensa. Ela usou o peso do próprio corpo pra enterrar cada centímetro daquele pau dentro de si, deixando os dois homens extasiados e com todos os sentidos aguçados. Era quase como se estivessem vendo um espetáculo, um filme pornô de uma atriz experiente e totalmente sem vergonha.
Ela, por sua vez, se alimentava da admiração deles, como se estivesse atuando pra um público exclusivo que era inteiramente dela.
Depois de ficar um tempinho naquela posição, a Ivana começou a gemer de um jeito mais longo e intenso, como se tivesse sem ar, prestes a soltar algo que tava guardado dentro dela. Ela colocou as duas mãos no peito e mexeu a bunda mais devagar, mas com mais força ao mesmo tempo. Subia e descia, deixando a vara toda melada de lubrificação, brilhando com um aspecto lustroso e de tirar o fôlego.
Sem que ninguém dissesse mais nada, Álvaro se aproximou dos dois e pressionou o pau contra a boca de Ivana, que hesitou por um instante, como se pensasse consigo mesma que talvez aquilo já fosse longe demais. Transar com os dois no mesmo quarto, um de cada vez, era algo que realmente a excitava, mas... os dois ao mesmo tempo? De qualquer forma, essa indecisão durou pouco, porque logo depois ela abriu a boca e beijou suavemente a ponta do pau duro e inchado dele. E enquanto Álvaro insistia em esfregá-lo contra os lábios dela, ela abriu a boca e passou a língua por cima. Mais que isso, começou a chupar com um desejo renovado. A cada estocada de Sergio, que estava debaixo dela, ela se movia em uníssono, enfiando Álvaro na boca e lambendo todo o comprimento do pau dele, deslizando a língua entre os dedos e alcançando as bolas dele. Quando isso aconteceu, um arrepio percorreu o corpo dela ao ouvir os gemidos do garoto, e esses, por sua vez, a excitaram ainda mais. Tudo se desenrolou num ritmo frenético, sem pressa alguma. Era mais a tensão do momento, como se uma descarga elétrica envolvesse os três.
Os dois garotos se sentiam presos e vidrados nela, como se tudo que vissem fossem buracos quentes e molhados que precisavam ser penetrados, preenchidos, fodidos e explorados sem demora, com todo o vigor e apetite possíveis. Cada um desses buracos.Ela, por sua vez, se sentia o centro do mundo, com tudo girando ao seu redor, toda a atenção voltada só pra ela. Sentia mãos apertando cada parte do seu corpo, nos lugares mais íntimos, coisas que sem dúvida não permitiria em outra situação, ou se não estivesse embriagada pela luxúria. Mas a verdade é que naquele momento não havia motivo pra sentir vergonha, então ela permitiu tudo. Permitiu e desejou.

Quando Álvaro se posicionou atrás dela e começou a esfregar o pau pulsante entre as nádegas dela, Ivana sabia exatamente o que ia rolar, e mesmo sentindo um certo receio, resolveu deixar ele ir mais longe pra ver até onde conseguia chegar. Diferente do que imaginava, a penetração foi gostosa, muito gostosa, sentindo os dois dentro dela ao mesmo tempo. Tinha estímulo pra caralho, e ela fechou os olhos pra absorver melhor o que tava acontecendo. Sergio, que tava embaixo, mantinha ela presa com as duas mãos na cintura dela, com penetrações limitadas. Álvaro, por sua vez, tinha total liberdade e usou isso com tesão e voracidade, com estocadas firmes e momentos que viravam forçados, controlados no começo, mas com umas enfiadas bem profundas.

A impressão era que os três já faziam aquilo há muito tempo, que não era a primeira vez. Tamanha era a facilidade com que se adaptavam ao momento. Ivana pensou nos comentários das amigas sobre sexo anal, como era uma experiência desagradável e temida pela maioria. No entanto, ali estava ela, experimentando a primeira vez, sentindo-se como se sempre tivesse feito aquilo, e só podia atribuir essa sensação ao fato de estar tão excitada e aberta, literalmente, a todas as possibilidades que aquele encontro podia oferecer. Então concluiu corretamente que tudo em termos de sexo podia ser prazeroso, desde que houvesse vontade e desejo. Entre tantas fantasias e conclusões, não perdeu o ritmo e se entregou sem reservas no meio dos dois homens famintos. Todos os seus pontos nervosos estavam sendo estimulados adequadamente, todos os espaços preenchidos.
Foi muito mais do que a penetração em si. A intensidade de tudo também estava no toque dos dedos deles, na umidade do suor, na fricção dos corpos, na textura suave e inebriante da carne e dos músculos, na pressão que cada parte exercia sobre a outra, e também na mistura dos seus aromas. Ela conseguia abraçar os dois homens ao mesmo tempo e ser tocada e apertada por eles, se abrindo por completo, em cada cantinho, sem nenhuma restrição. Se ainda sobrava algum vergonha ou pudor, ficava só nos pensamentos, mas nem chegava perto de competir com o gosto eletrizante do sexo intenso e ritmado dos três corpos.
Quando a colocaram de barriga pra cima, entre os dois caras, e a penetraram com força renovada, ela teve outro orgasmo. Talvez fosse o segundo ou o terceiro... já tinha perdido a conta. O fato é que fazia um tempão que ela não gozava, e agora era como se as comportas tivessem se aberto, liberando tudo que estava reprimido. A cada novo orgasmo, Ivana se sentia mais exausta, menos ativa, sem forças pra corresponder aos carinhos deles. Simplesmente se deixava penetrar e usar pelos dois, que pareciam ficar mais fortes à medida que ela ia fraquejando. Tinha um ar levemente sádico de satisfação nas ações deles, como se competissem pra ver quem era o mais vigoroso, e nessa competição não declarada, Ivana era quem perdia cada vez mais. Com um sorriso sonolento e fraco, ela mordeu os lábios sem querer, e a visão do rosto dela acendeu o apetite dos caras. Ela chegou ao clímax, a voz agora fraca, sem a mesma intensidade do começo, mas mesmo que seus gemidos não fossem tão altos, a eletricidade que percorria seus poros era incomparável.O inesperado foi que, por mais exausta que estivesse, nem passou pela cabeça dela pedir pra parar, como se quisesse ver até onde aguentava. Ela pensava tudo isso pra si mesma, curtindo o momento ao máximo, sem saber quando poderia repetir.
Por alguns minutos, ela simplesmente se deixou penetrar pelos dois, incapaz de reagir, se sentindo usada, mas, ao contrário do que se poderia pensar, isso não a ofendeu nem um pouco. Seu estado de letargia, só de estar ali sem precisar fazer esforço, a excitava de um jeito totalmente diferente. Naquele momento, ela era o objeto do desejo dos parceiros, e em todos os pensamentos dela, sentia cada centímetro entrando e saindo da sua buceta com avidez. Como alguém tão exausta ainda conseguia sentir tanto prazer e tesão, esgotando suas últimas energias?, ela se perguntou.
Não se sabe quem sugeriu, nem importava, mas o fato é que, quando estavam prestes a chegar ao clímax, ela se ajoelhou entre eles e tratou de estimulá-los com a boca e as mãos, sentindo que se aproximava o momento culminante de qualquer encontro sexual. No passado, ela tinha comentado de brincadeira com suas amigas mais próximas que achava simplesmente repulsivo as mulheres deixarem seus parceiros gozarem na boca delas, mas agora estava ali, na frente de dois homens prestes a fazer exatamente o que ela condenava. E não durou mais que uns instantes.
Os dois homens gozaram quase ao mesmo tempo. O líquido quente, grosso e viscoso explodiu no rosto dela e se espalhou pelo cabelo, pescoço, peito e corpo. Sentiu arrepios ao perceber os tremores dos amantes naquele momento extremo. Ela os controlou com as mãos, mantendo-os o mais perto possível, como se o desfecho daquela noite inesperada e fantástica dependesse unicamente dela. Com suas últimas forças, riu para si mesma, percebendo a loucura que acabara de cometer, e só por um instante pensou em como seria o dia seguinte. Como seria viver com seus dois colegas de trabalho a partir dali, com quem jamais tinha considerado a possibilidade de um simples beijo.
Ao contrário do que a Ivana imaginava, no dia seguinte tudo saiu perfeitamente. Os colegas dela cumprimentaram as duas com carinho e se mostraram muito mais atentos nas tarefas. Como que por instinto, outros colegas começaram a interagir e conversar com muito mais cordialidade do que antes. Entre os três surgiu uma espécie de cumplicidade secreta, e eles acabaram saindo juntos várias outras vezes. O mais intrigante era o comportamento da bela Antônia.
Ela continuou usando roupas provocantes, na verdade, cada vez mais ousadas. Os homens continuaram admirando ela, claro, mas não com a mesma intensidade de antes. Por mais que tentasse, ela não conseguia entender por que a Ivana, que mantinha uma aparência mais conservadora, atraía cada vez mais a atenção dos caras.
FIM
Apesar da crueldade e de ser inacessível, reinava na imaginação masculina. Quanto mais se fazia de difícil, mais a amavam e idolatravam. Era quase um privilégio admirá-la, pois a maioria dos homens ela simplesmente ignorava, como se fosse uma rainha que escolhia quem podia ou não servi-la. Todos tinham que se contentar em observá-la de longe.
Sempre era a última a chegar e a primeira a ir embora. Tirava pausas de duas horas para almoçar e trabalhava todos os feriados adiantados. No entanto, nunca levou nenhuma bronca. Era como se a simples presença dela bastasse para justificar o salário. E quem poderia dizer o contrário?
Ivana era o completo oposto da linda Antônia. Não se vestia de forma atraente nem chamava atenção; não exalava charme ou sensualidade por onde passava. Na verdade, sua presença mal era notada, exceto quando precisavam de alguém que ficasse até tarde ou trabalhasse nos fins de semana e feriados. Conhecia todas as necessidades do escritório e trabalhava em todas as frentes, dominando todos os detalhes do ofício na perfeição, e por isso mesmo, era como se tivesse a obrigação de resolver todos os problemas. Antônia não era burra, mas Ivana era sem dúvida a mais inteligente. No entanto, num escritório cheio de homens, sua inteligência atraía menos atenção do que as curvas da colega. Elas não se davam mal, mas também não tinham o que se poderia chamar de uma grande amizade. Simplesmente trabalhavam juntas, e como Ivana estava sempre ocupada, suas conversas se limitavam ao básico. Os homens do escritório não paqueravam ela, e sua vida social fora do trabalho também não era muito promissora, já que mal tinha tempo ou vontade. Também não se esforçou muito para mudar isso, com suas roupas simples e sem graça, rodeada de gente que adorava ver e ser vista. Um colega disse uma vez: "Ela não é feia, só não se cuida."Talvez fosse assim, mas ela já estava acostumada com essa situação e não se considerava capaz de grandes mudanças atrás daqueles óculos de armação grossa, tão repulsivos para os homens. Resumindo, era assim que enfrentava seu dia a dia no escritório: toda a glória e atenção para a linda Antônia, todo o trabalho e indiferença para Ivana.
Uma vez, aconteceu algo impensável. Depois de muita insistência, Álvaro e Sergio, dois dos caras mais decididos e persistentes do escritório, conseguiram que a gostosa da Antônia aceitasse sair pra tomar umas cervejas na sexta depois do trabalho. Era a terceira ou quarta vez que tentavam convencê-la, mas dessa vez ela disse: "Bom, acho que vou estar livre na sexta. Vejo vocês às 20h". Ela deu um sorrisinho de leve por cima do ombro, como sempre fazia, e foi embora, com os olhos dos dois caras seguindo cada um dos seus movimentos elegantes e provocantes. Eles ficaram paralisados, claro. Incrédulos com o que tinham acabado de ouvir, mas ao mesmo tempo com todos os sentidos aguçados, excitados só de pensar nas possibilidades. A gostosa da Antônia não saía com ninguém, embora não faltassem os que tentavam, e agora, ali mesmo, na frente de todo mundo, ela simplesmente cedeu, para espanto geral diante das barreiras defensivas da bela Antônia. Era quinta-feira, o encontro era no dia seguinte.Os colegas de trabalho se viraram pra eles, também estavam sem palavras; era o evento do ano. Num instante, passaram de ser vistos como "pragas irritantes" — embora com uma certa inveja — a "filhos da puta sortudos". Heróis do escritório.Desde então começou a contagem regressiva pro grande evento, Álvaro e Sergio não conseguiram segurar a empolgação.

Imagina, então, a surpresa deles quando chegou a sexta-feira e, em vez da linda Antônia, encontraram a Ivana esperando por eles no bar onde tinham combinado de se encontrar pra happy hour. E ela parecia tão surpresa quanto os dois:
“O que vocês estão fazendo aqui?”, perguntou ela, com cara de espanto. “O que você tá fazendo aqui?”, perguntaram eles quase ao mesmo tempo.O tempo passou, com a mesma descrença. Como era de se esperar, a situação ficou estranha e ninguém sabia como agir. Um deles achou que o melhor era sentar e conversar pra descobrir o que tava rolando, já que estavam ali. Foi aí que Ivana disse que tava esperando a Antônia. Depois de tanto tempo juntas no escritório, a Antônia tinha sugerido que talvez fosse a hora de se conhecerem melhor, de virarem amigas em vez de só colegas de trabalho, e o bar parecia um lugar bom pra começar. Pra bater um papo e quem sabe dar uma flertada. A Ivana não tava muito convencida com a ideia, mas qual era o mal de tentar? Fazia tempo que não saía com uma amiga. Por insistência da Antônia, ela se vestiu de um jeito bem diferente do normal, e isso ficava bem claro no jeito que os caras olhavam pra ela, com admiração. Mas no fundo, as duas desconfiavam que algo não batia. Será que a gostosa da Antônia tinha pregado uma peça nos dois pretendentes insistentes do escritório?
Os dois decidiram que o melhor era esperar mais um pouco. Talvez a Antonia simplesmente chegasse mais tarde. Quem sabe tudo não passou de um mal-entendido e não fazia sentido ir embora tão cedo, mesmo com um mau pressentimento. Sem dúvida, a Ivana era quem parecia mais perdida. Não estava acostumada a ir em lugares assim, mas tentava se sentir o mais à vontade possível.Cada um tentava não parecer mais desconfortável do que realmente estava, e assim os minutos iam passando.
Pouco mais de uma hora depois, já não falavam da bela Antonia nem do motivo daquele encontro. A noite tinha um encanto mágico e o clima boêmio transformava todo mundo. Como se assumissem novas identidades ou simplesmente deixassem aflorar sua verdadeira essência, saboreavam o momento. Ivana era, sem dúvida, a mais influenciada pela atmosfera, pois pra ela aquilo era um redespertar.
Os caras estavam mais acostumados com aquelas luzes e sons. Só não conheciam essa nova Ivana. Ela era tão sensual, tão gostosa.
O vestido era curto demais, deixando à mostra aquelas pernas e o decote que nunca podiam ver no escritório.
De vez em quando, os caras trocavam olhares com aquele típico olhar de predador. Ivana percebia tudo, mas fingia que não tinha visto nada e sorria por dentro. Algo estava rolando. De repente, já nem lembravam mais da bela Antonia.
Depois de um tempo e várias apresentações de karaokê bem duvidosas, o clima ficou tão relaxado e animado que, por razões desconhecidas, Ivana e Sergio começaram a se beijar pra comemorar uma nota boa. Em vez de se surpreenderem, levaram numa boa. Não perceberam, ou não acharam importante lembrar que se conheciam há anos e mal tinham trocado algumas palavras no escritório. E agora estavam ali, se beijando no primeiro encontro.Não dava pra culpar o álcool, já que nenhum dos dois, e muito menos Ivana, tinha o costume de exagerar. Beberam o suficiente pra relaxar, mas sem perder de vista o que estavam fazendo. O mais provável é que simplesmente não tivessem motivo pra parar. Que mal tinha beijar um colega de trabalho? Principalmente num ambiente tão propício, com todas aquelas luzes, os sorrisos, a atmosfera e a sensação de que ninguém tava olhando, podiam fazer o que quisessem sem ter que dar satisfação. Durante o dia no trabalho tinha um monte de regras e códigos de conduta pra seguir, mas ali não. Ali, cada um era dono do seu próprio espaço. Durante o dia, todo mundo tinha deveres e obrigações, mas à noite, todo gato é pardo no escuro, como dizem. É só você querer ser.
Então eles perceberam que não estavam sozinhos. Álvaro os esperava entre o público, sorrindo. De certa forma, já tinha planejado ir embora cedo para dar mais privacidade para Ivana e Sergio. Os dois amigos tinham uma regra quando saíam: se um não arrumasse companhia, deixava o outro livre para curtir a noite. Nada de terceiro atrapalhando. Mas aí, animada pelo clima festivo do karaokê, Ivana escolheu uma música para os três cantarem juntos, e quando Álvaro disse num dado momento que ia embora, ela protestou na hora."Nada disso. A noite está linda. Nem lembro a última vez que me diverti tanto. Não quero que nada estrague isso, vamos nos divertir os três juntos."
A ideia de "os três juntos se divertirem" deu um nó na cabeça dos caras, e eles se olharam com malícia sem que Ivana percebesse, ou pelo menos era o que achavam. Quando já estava quase na hora de ir, um deles perguntou:
"Bom, o bar de karaokê vai fechar logo. Pra onde a gente vai agora?"
Ivana então completou, sem pensar duas vezes: "O que vocês costumam fazer depois?
“Normalmente a gente vai pra casa do Sergio”, disse Álvaro com um sorriso safado e divertido, e completou: “Mas claro, só vamos quando a gente é quatro.”“Olha, não sei o que vocês dois tão pensando, mas eu tava há mó tempão sem me divertir tanto, e não queria ir pra casa agora. Mas também não acho justo a gente se separar se a gente se dá tão bem”, disse Ivana. Os dois se olharam em silêncio, esperando ela terminar de falar, mas disfarçaram bem o nervosismo, embora o sangue tivesse fervendo.
“Não tô dizendo que a gente tem que fazer um menage, por favor, não me interpretem mal.”
“Não, claro que não!”, responderam na hora.
“A gente pode continuar ouvindo música ou batendo papo, tanto faz. Só não quero ir pra casa agora.”
Meia hora depois, os três estavam no apartamento do Sergio, que era perto. A tensão tava no ar, e assim que entraram, os dois caras abraçaram ela ao mesmo tempo.
Ivana, que tava há mó cota sem sair com ninguém, pensou consigo mesma o quão doida era a situação, já que nunca tinha imaginado sair com nenhum colega de trabalho, muito menos com dois ao mesmo tempo. Mas, ao contrário do que se podia esperar, ela se sentia completamente à vontade.
Mais do que confortável, Ivana estava "muito ansiosa". Foi isso que realmente a surpreendeu, já que estava há tanto tempo sem ficar com ninguém que se considerava fora do jogo para qualquer interesse romântico, "uma carta descartada", como costumam dizer. Foi incrivelmente empolgante sentir de novo aquele frio na barriga e o calor entre as pernas, em contato com o corpo de um homem; neste caso, com o de dois.Eles sentiram aquele momento com mais intensidade do que em qualquer outra ocasião vivida nas muitas noites que passaram naquele apartamento. Já tinham levado outras garotas lá antes, o que era normal para dois amigos solteiros com vontade de curtir a vida. Mas nunca tinham saído os dois com a mesma mulher.
Como era uma situação inédita para os três, a euforia parecia ser a mesma para todos. E a conexão também.
Os dois caras baixaram as mãos simultaneamente até o decote dela. Os peitos dela se ergueram imponentes, se mostrando diante deles em toda a sua glória, prontos para as carícias e toques ansiosos, sem nenhum pudor.
Ivana nem sequer resistiu. Se acomodou melhor entre os dois e se deixou beijar e acariciar intensamente.
Bem quando achavam que nada mais podia surpreendê-los, os dois caras viram Ivana se levantar do nada e tirar a calcinha com toda a segurança do mundo na frente deles, revelando de uma vez por todas sua intimidade e desejo, sem deixar dúvidas sobre o que a noite prometia.Ela não só tinha um corpo gostoso pra caralho, mas também uma personalidade completamente diferente da que mostrava no trabalho, como se fosse uma pessoa totalmente outra.
Qualquer um que a conhecesse e visse ela naquele momento diria que era outra pessoa, uma mulher muito mais ousada, segura do próprio poder, que agia sem pedir licença nem hesitar.
Álvaro e Sergio estavam acostumados a liderar mulheres em situações parecidas, convencendo e seduzindo elas, e agora se viam numa situação que não era muito familiar. Estavam sendo dominados por uma mulher, de quem jamais esperariam algo assim.
Mas, independente da vergonha ou da surpresa, o que tinham na frente era excitante demais pra se deixar levar pelo orgulho ou qualquer outra consideração. Já não era mais a Ivana tímida que estava diante deles, e sim uma mulher segura de si e dominadora, com a buceta à mostra, convidando qualquer um que tivesse coragem suficiente pra dar o que ela queria.
Sergio foi o primeiro a se voluntariar. Ivana mal tinha se acomodado, debruçada sobre uma mesinha, quando ele se apoiou nela por trás, com uma ereção a todo vapor, louco pra mergulhar em águas frescas. Sem muita cerimônia nem preparação, ela levantou o vestido e se posicionou de forma sedutora, pronta pra recebê-lo com firmeza numa investida direta e profunda. O tesão era tão grande que nem se preocuparam em tirar a roupa.Álvaro continuou sentado no sofá, observando a cena na sua frente, sem saber muito bem como reagir no começo, mas logo começou a se tocar quase sem querer, sem conseguir se controlar. Ivana, com uma pica dentro e outra esperando, sentiu a pele arrepiar e a safadeza do momento aumentar. A sensação de poder que tinha sobre os dois era um puta afrodisíaco.
Quanto mais se acostumavam com a situação, mais explícita e intensa ficava a performance de todo mundo, com a Ivana se superando em voracidade e desejo a cada gesto. Parecia que ela tinha ansiado por algo assim há muito tempo. Ela transava como se não houvesse amanhã, como se fosse a última vez, exigindo toda a sua força e energia em cada movimento, o suor encharcando o cabelo dela, fazendo a pele brilhar e a roupa grudar no corpo.
Sergio provavelmente não estava preparado pra tanta vitalidade, especialmente da mulher tímida que ele via todo dia no escritório. Ele se sentou, sem tempo nem pra terminar de se despir, porque Ivana mal dava tempo pra ele respirar, e observou quase como um mero espectador enquanto ela descia sobre ele e se encaixava como uma luva no pau vermelho e inchado dele. Ela foi até o fundo e engoliu ele inteiro, até o limite da buceta sedenta, antes de assumir o controle dos movimentos rítmicos e vigorosos. Raramente se via uma cavalgada tão intensa. Ela usou o peso do próprio corpo pra enterrar cada centímetro daquele pau dentro de si, deixando os dois homens extasiados e com todos os sentidos aguçados. Era quase como se estivessem vendo um espetáculo, um filme pornô de uma atriz experiente e totalmente sem vergonha.Ela, por sua vez, se alimentava da admiração deles, como se estivesse atuando pra um público exclusivo que era inteiramente dela.
Depois de ficar um tempinho naquela posição, a Ivana começou a gemer de um jeito mais longo e intenso, como se tivesse sem ar, prestes a soltar algo que tava guardado dentro dela. Ela colocou as duas mãos no peito e mexeu a bunda mais devagar, mas com mais força ao mesmo tempo. Subia e descia, deixando a vara toda melada de lubrificação, brilhando com um aspecto lustroso e de tirar o fôlego.Por um instante ela parou de se mexer e Sérgio sentiu as contrações rápidas da buceta dela. Ela tava tendo um orgasmo com uma intensidade que os dois raramente tinham visto. Um daqueles momentos em que nada mais devia interferir, nada mais importa. Com toda a atenção e sensibilidade do mundo concentradas num único ponto. A única coisa que importava era o contato dos músculos e nervos. A única coisa que importava era a descarga elétrica que tomava conta dela por completo e a fazia perder a noção de tudo o mais. Pernas, braços, lábios e mãos já não existiam. Era uma buceta por inteiro, em pleno orgasmo, sem economizar esforços, gemendo alto e intensamente, liberando todo o prazer guardado lá dentro.
Sem que ninguém dissesse mais nada, Álvaro se aproximou dos dois e pressionou o pau contra a boca de Ivana, que hesitou por um instante, como se pensasse consigo mesma que talvez aquilo já fosse longe demais. Transar com os dois no mesmo quarto, um de cada vez, era algo que realmente a excitava, mas... os dois ao mesmo tempo? De qualquer forma, essa indecisão durou pouco, porque logo depois ela abriu a boca e beijou suavemente a ponta do pau duro e inchado dele. E enquanto Álvaro insistia em esfregá-lo contra os lábios dela, ela abriu a boca e passou a língua por cima. Mais que isso, começou a chupar com um desejo renovado. A cada estocada de Sergio, que estava debaixo dela, ela se movia em uníssono, enfiando Álvaro na boca e lambendo todo o comprimento do pau dele, deslizando a língua entre os dedos e alcançando as bolas dele. Quando isso aconteceu, um arrepio percorreu o corpo dela ao ouvir os gemidos do garoto, e esses, por sua vez, a excitaram ainda mais. Tudo se desenrolou num ritmo frenético, sem pressa alguma. Era mais a tensão do momento, como se uma descarga elétrica envolvesse os três.Os dois garotos se sentiam presos e vidrados nela, como se tudo que vissem fossem buracos quentes e molhados que precisavam ser penetrados, preenchidos, fodidos e explorados sem demora, com todo o vigor e apetite possíveis. Cada um desses buracos.Ela, por sua vez, se sentia o centro do mundo, com tudo girando ao seu redor, toda a atenção voltada só pra ela. Sentia mãos apertando cada parte do seu corpo, nos lugares mais íntimos, coisas que sem dúvida não permitiria em outra situação, ou se não estivesse embriagada pela luxúria. Mas a verdade é que naquele momento não havia motivo pra sentir vergonha, então ela permitiu tudo. Permitiu e desejou.

Quando Álvaro se posicionou atrás dela e começou a esfregar o pau pulsante entre as nádegas dela, Ivana sabia exatamente o que ia rolar, e mesmo sentindo um certo receio, resolveu deixar ele ir mais longe pra ver até onde conseguia chegar. Diferente do que imaginava, a penetração foi gostosa, muito gostosa, sentindo os dois dentro dela ao mesmo tempo. Tinha estímulo pra caralho, e ela fechou os olhos pra absorver melhor o que tava acontecendo. Sergio, que tava embaixo, mantinha ela presa com as duas mãos na cintura dela, com penetrações limitadas. Álvaro, por sua vez, tinha total liberdade e usou isso com tesão e voracidade, com estocadas firmes e momentos que viravam forçados, controlados no começo, mas com umas enfiadas bem profundas.

A impressão era que os três já faziam aquilo há muito tempo, que não era a primeira vez. Tamanha era a facilidade com que se adaptavam ao momento. Ivana pensou nos comentários das amigas sobre sexo anal, como era uma experiência desagradável e temida pela maioria. No entanto, ali estava ela, experimentando a primeira vez, sentindo-se como se sempre tivesse feito aquilo, e só podia atribuir essa sensação ao fato de estar tão excitada e aberta, literalmente, a todas as possibilidades que aquele encontro podia oferecer. Então concluiu corretamente que tudo em termos de sexo podia ser prazeroso, desde que houvesse vontade e desejo. Entre tantas fantasias e conclusões, não perdeu o ritmo e se entregou sem reservas no meio dos dois homens famintos. Todos os seus pontos nervosos estavam sendo estimulados adequadamente, todos os espaços preenchidos.
Foi muito mais do que a penetração em si. A intensidade de tudo também estava no toque dos dedos deles, na umidade do suor, na fricção dos corpos, na textura suave e inebriante da carne e dos músculos, na pressão que cada parte exercia sobre a outra, e também na mistura dos seus aromas. Ela conseguia abraçar os dois homens ao mesmo tempo e ser tocada e apertada por eles, se abrindo por completo, em cada cantinho, sem nenhuma restrição. Se ainda sobrava algum vergonha ou pudor, ficava só nos pensamentos, mas nem chegava perto de competir com o gosto eletrizante do sexo intenso e ritmado dos três corpos.
Quando a colocaram de barriga pra cima, entre os dois caras, e a penetraram com força renovada, ela teve outro orgasmo. Talvez fosse o segundo ou o terceiro... já tinha perdido a conta. O fato é que fazia um tempão que ela não gozava, e agora era como se as comportas tivessem se aberto, liberando tudo que estava reprimido. A cada novo orgasmo, Ivana se sentia mais exausta, menos ativa, sem forças pra corresponder aos carinhos deles. Simplesmente se deixava penetrar e usar pelos dois, que pareciam ficar mais fortes à medida que ela ia fraquejando. Tinha um ar levemente sádico de satisfação nas ações deles, como se competissem pra ver quem era o mais vigoroso, e nessa competição não declarada, Ivana era quem perdia cada vez mais. Com um sorriso sonolento e fraco, ela mordeu os lábios sem querer, e a visão do rosto dela acendeu o apetite dos caras. Ela chegou ao clímax, a voz agora fraca, sem a mesma intensidade do começo, mas mesmo que seus gemidos não fossem tão altos, a eletricidade que percorria seus poros era incomparável.O inesperado foi que, por mais exausta que estivesse, nem passou pela cabeça dela pedir pra parar, como se quisesse ver até onde aguentava. Ela pensava tudo isso pra si mesma, curtindo o momento ao máximo, sem saber quando poderia repetir.
Por alguns minutos, ela simplesmente se deixou penetrar pelos dois, incapaz de reagir, se sentindo usada, mas, ao contrário do que se poderia pensar, isso não a ofendeu nem um pouco. Seu estado de letargia, só de estar ali sem precisar fazer esforço, a excitava de um jeito totalmente diferente. Naquele momento, ela era o objeto do desejo dos parceiros, e em todos os pensamentos dela, sentia cada centímetro entrando e saindo da sua buceta com avidez. Como alguém tão exausta ainda conseguia sentir tanto prazer e tesão, esgotando suas últimas energias?, ela se perguntou.
Não se sabe quem sugeriu, nem importava, mas o fato é que, quando estavam prestes a chegar ao clímax, ela se ajoelhou entre eles e tratou de estimulá-los com a boca e as mãos, sentindo que se aproximava o momento culminante de qualquer encontro sexual. No passado, ela tinha comentado de brincadeira com suas amigas mais próximas que achava simplesmente repulsivo as mulheres deixarem seus parceiros gozarem na boca delas, mas agora estava ali, na frente de dois homens prestes a fazer exatamente o que ela condenava. E não durou mais que uns instantes.Os dois homens gozaram quase ao mesmo tempo. O líquido quente, grosso e viscoso explodiu no rosto dela e se espalhou pelo cabelo, pescoço, peito e corpo. Sentiu arrepios ao perceber os tremores dos amantes naquele momento extremo. Ela os controlou com as mãos, mantendo-os o mais perto possível, como se o desfecho daquela noite inesperada e fantástica dependesse unicamente dela. Com suas últimas forças, riu para si mesma, percebendo a loucura que acabara de cometer, e só por um instante pensou em como seria o dia seguinte. Como seria viver com seus dois colegas de trabalho a partir dali, com quem jamais tinha considerado a possibilidade de um simples beijo.
Ao contrário do que a Ivana imaginava, no dia seguinte tudo saiu perfeitamente. Os colegas dela cumprimentaram as duas com carinho e se mostraram muito mais atentos nas tarefas. Como que por instinto, outros colegas começaram a interagir e conversar com muito mais cordialidade do que antes. Entre os três surgiu uma espécie de cumplicidade secreta, e eles acabaram saindo juntos várias outras vezes. O mais intrigante era o comportamento da bela Antônia.Ela continuou usando roupas provocantes, na verdade, cada vez mais ousadas. Os homens continuaram admirando ela, claro, mas não com a mesma intensidade de antes. Por mais que tentasse, ela não conseguia entender por que a Ivana, que mantinha uma aparência mais conservadora, atraía cada vez mais a atenção dos caras.
FIM
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