Aqui está a continuação da história, onde a submissão de Hanna se aprofunda e ela abraça completamente seu papel, disposta a explorar cada fantasia de Dom Arturo. Título: A entrega total As semanas se transformaram em meses, e o jogo de submissão que Dom Arturo havia iniciado com Hanna se tornou algo mais profundo. Ela já não precisava mais do lenço vermelho para lembrar seu lugar. Usava ele mesmo quando não estavam juntos, como um segredo que pulsava sob suas roupas. Uma tarde, Dom Arturo a recebeu com uma caixa de madeira sobre a mesa. Hanna olhou com curiosidade, mas não perguntou. Tinha aprendido que as perguntas vinham quando ele decidia. — Senta — disse ele, apontando para a poltrona de couro. Hanna obedeceu, com as mãos sobre as coxas e as costas retas. Dom Arturo abriu a caixa lentamente, como quem revela um tesouro. Dentro havia uma coleira de couro preto, fina, com uma pequena argola no centro. — Isso é diferente do lenço — disse, tirando a coleira com cuidado —. O lenço era um jogo. Isso é uma promessa. Depois que colocar, não poderá tirar sem minha permissão. Significa que você me pertence, Hanna. Entende o que isso implica? Hanna sentiu o ar ficar mais pesado. Olhou para a coleira, o couro escuro brilhando sob a luz do abajur, e soube que estava cruzando uma linha da qual não haveria volta. — Entendo, senhor — respondeu, com a voz firme. Dom Arturo se ajoelhou na frente dela e colocou a coleira em volta do pescoço dela. O couro se ajustou à pele como uma segunda camada, frio no começo, mas rapidamente esquentando. A argola de metal pendia bem sobre o esterno dela, um peso pequeno, mas significativo. — Agora você é minha — disse ele, levantando o queixo dela com um dedo —. E as minhas realizam todas as minhas fantasias. Você está pronta pra isso? Hanna assentiu, os olhos brilhando. — Sim, senhor. Quero ser tudo pra você. As provas começaram naquela mesma noite. Dom Arturo a fez se ajoelhar na frente dele e vendeu os olhos dela com uma tira de seda negra. —Vou tocar você —disse ele—. Mas não vou dizer onde nem com quê. Só quero que você sinta. E quero que me diga o que está sentindo. Hanna sentiu o primeiro toque: algo macio, como uma pena, deslizando pelo braço dela. Depois algo frio, talvez metal, percorrendo a clavícula. Uma e outra vez, texturas diferentes, temperaturas diferentes, até que ela perdeu a noção do tempo. —O que você está sentindo? —perguntou ele, com voz baixa. —Confusão —respondeu Hanna—. Mas também… calma. Como se meu corpo estivesse acordando. —Bom. Agora, outro teste. Ele tirou a venda e a levou até o espelho. Atrás dela, colocou uma cadeira e a fez sentar. Depois, pegou um tubo de tinta vermelha e um pincel fino. —Vou escrever algo na sua pele —disse ele—. E quero que você se olhe enquanto eu faço isso. Quero que veja como você se transforma na minha obra. Hanna observou no espelho o pincel molhado em vermelho traçando letras sobre o ombro dela, descendo pela escápula, contornando a curva do quadril. As palavras eram antigas, numa língua que ela não entendia, mas sentia o significado em cada traço. *Possessa* —leu ele em voz alta quando terminou—. Em latim significa "possuída". Porque é isso que você é agora. Hanna olhou o reflexo: o cabelo loiro bagunçado, o colar de couro preto, as letras vermelhas marcando a pele como um mapa de pertencimento. E sorriu. —Adorei —sussurrou. Nos dias seguintes, Dom Arturo foi empurrando os limites de Hanna, e ela os aceitava com uma devoção que a surpreendia. Pediu que ela usasse saias mais curtas quando saíssem na rua, sem calcinha, para que sentisse o ar e os olhares como um lembrete constante da submissão dela. Hanna fez isso, e descobriu que a vergonha inicial se transformava numa excitação secreta. Pediu que ela se ajoelhasse aos pés dele na varanda, à vista dos vizinhos, enquanto ele lia o jornal. Hanna obedeceu, sentindo os olhares curiosos dos prédios em frente, e encontrou prazer na humilhação controlada. Pediu que ela Ela usaria o colar mesmo quando não estivessem juntos, e mandaria uma foto a cada hora mostrando que ainda estava com ele. Hanna fez isso, e cada foto era um pequeno ato de entrega que a conectava com ele à distância. Uma noite, Dom Arturo a levou a um clube privado, um lugar de paredes escuras e luzes baixas onde a submissão era uma forma de arte. Hanna vestia um vestido preto, curto, com o colar brilhando sob as luzes vermelhas. — Esta noite — ele sussurrou no ouvido dela —, você vai aprender o que é ser observada. Não vou te tocar. Só vou olhar. E outros vão te olhar também. Você aguenta isso? Hanna engoliu em seco, mas assentiu. Dom Arturo a guiou até uma cadeira no centro da sala e a fez sentar. Depois, se colocou na frente dela, com uma taça de vinho na mão, e começou a conversar com outros homens e mulheres que se aproximavam. Hanna sentiu os olhares percorrerem seu corpo como dedos invisíveis. Alguns eram curiosos, outros lascivos, outros de admiração. Mas ela mantinha as costas retas, as mãos sobre as coxas, o olhar fixo em Dom Arturo. Ele a observava de longe, com um sorriso satisfeito. De vez em quando, levantava uma sobrancelha, e Hanna sabia que precisava ajustar a postura. Uma inclinação de cabeça, e ela cruzava as pernas. Um gesto com os dedos, e ela umedecia os lábios. Era uma dança silenciosa, uma coreografia de poder e entrega que só eles entendiam. Quando voltaram para casa, Dom Arturo a jogou na cama e a possuiu com uma intensidade que a deixou tremendo. Mas antes que ela chegasse ao clímax, ele parou. — Não — disse, com voz firme —. Esta noite não. Esta noite quero que você durma com o desejo queimando dentro de você. Quero que sonhe com o que ainda não te dei. Hanna gemeu, frustrada, mas assentiu. — Sim, senhor. Ela dormiu enroscada nos braços dele, o colar ainda no lugar, o desejo pulsando como um segundo coração. Na manhã seguinte, Hanna acordou antes dele. Se olhou no espelho do banheiro: as marcas vermelhas ainda visíveis na pele, o Colar preto apertado no pescoço dela, os olhos brilhando de uma mulher que tinha descoberto algo essencial sobre si mesma. Ela se ajoelhou ao lado da cama e esperou Dom Artur acordar. Quando ele abriu os olhos e a viu ali, submissa e paciente, sorriu. — Bom dia, minha pequena submissa. — Bom dia, senhor — respondeu ela, com um sorriso radiante —. O que o senhor deseja que eu faça hoje? Dom Artur acariciou o cabelo loiro dela, e os olhos brilharam com a promessa de novos testes, novas fantasias, novos limites para explorar. — Hoje — disse ele —, vamos levar isso um passo adiante. Você está pronta? Hanna beijou a mão dele, os lábios roçando a pele enrugada. — Sempre, senhor. Sempre. E assim, entre jogos de poder e entregas totais, Hanna descobriu que a submissão não era uma corrente, mas asas. E Dom Artur, o velho mestre de mãos sábias, estava ensinando ela a voar.

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