Por uma encostada...

Sempre pegava o mesmo busão no mesmo horário, todo santo dia da semana. Minha experiência era sempre a mesma: apertado, empurrado, cada um por si, melhor dizendo.
Mas nem tudo é ruim. Atrás de mim vinha sempre a mesma pessoa, um cara de uns quarenta anos. Eu, com 25, olhava ele de canto de olho. Ele impunha respeito, seriedade, e acima de tudo, intriga. O que mais me chamava atenção é que ele ficava atrás de mim e se encostava, de leve no começo, mas mais óbvio com o passar do tempo. Tinha uma confiança muda, sem olhares nem palavras, só o corpo dele se esfregando no meu, e nós dois curtindo o momento.
Aos poucos ele foi ganhando confiança, e as encostadas eram cada vez mais frequentes, mais próximas, mais em cima de mim. A timidez enganou por um bom tempo. Eu só sentia o corpo dele, mas depois comecei a sentir uma ereção, grande, bonita, que me esquentava toda. Não olhava pra ele, mas sentia o pau dele no meu booty, encostado, esperando o tempo congelar e ele me tirar a roupa ali mesmo, me fazer de mulher dele no busão. Eram só fantasias sem chance de se realizar, mas eu adorava imaginar.
Sempre descia pensando como era gostoso o que rolava, mesmo sem palavras ou gestos, só o pau dele me encostando. Como eu fazia pra dar o sinal verde e rolar algo mais? Como conseguir isso?
Um dia eu decidi: tenho que me jogar. E fiz.
Ao subir no busão, vi ele parado perto da janela, esperando eu chegar. Quando fui me aproximando, ele me viu e foi virando o corpo devagar, pausado, esperando eu chegar.
Quando me posicionei, levantei os braços e me segurei, ele se encostou na hora, mais rápido que o normal. Ele se apoiou e meus nervos aumentaram. Tenho que fazer, pensava. É agora. A gente tinha uns quarenta minutos, mas o tempo voa.
Finalmente, abaixei um braço e passei a mão no bolso da minha jaqueta. Quando vi que ninguém tava olhando, cada um no seu mundo, passei a mão pra trás, acariciei o pau dele, masturbei ele com o pensamento e voltei a mão pro bolso. O pau dele tava mais duro, mais Mais gostoso do que nunca, de novo a mão, dessa vez deixei por cinco minutos, masturbei ele mais devagar, coloquei minha mão dentro da calça dele e toquei, a pele dele, o tronco, lindo o que senti.
Antes de descer, deixei um papel pra ele, o endereço e o horário do encontro.
Foi assim, naquela mesma sexta-feira ele apareceu na rua pedida, quase no escuro, olhei pra ele e falei "vem comigo", caminhamos sem nos olhar mas conversando, amamos cada momento que vivemos no ônibus, minha vontade aumentava cada vez mais.
Entramos num quarto que um amigo me emprestou, no escuro servi uma taça pra ele e me preparei pra que acontecesse o que tinha que acontecer.
Ele se aproximou, me beijou suavemente, passou a língua no meu pescoço e me virou, tirou minha camiseta devagar e foi abaixando minha calça, me deixou nu, tímido e excitado, se afastou meio metro e me olhou, me observou e disse "Você é mais lindo do que eu imaginava", eu ali, parado, imóvel, ereto e ansioso.
Ele se despiu lentamente pra que eu pudesse vê-lo, só uma vela nos iluminava e um pouco de música nos acompanhava, enquanto tirava a roupa fui descobrindo a pele dele, os músculos, o pau dele, enorme, lindo, pronto pra mim, pro meu rabo, minha boca e minha alma.
Ele se aproximou e passou a mão no meu rabo, passou o pau enorme dele pelas minhas nádegas, roçou o pau dele no meu, beijou minhas costas, meu pescoço, minha barriga, minhas nádegas, meu buraco, passava a língua e eu gemia, tímido no começo e depois feito uma puta no cio, até que me fez ajoelhar e engolir o pau inteiro dele, tudo na minha boca, um pedaço de carne selvagem que agora era entregue à minha saliva, língua e pensamentos, nunca tinha aproveitado tanto um pau assim, tão gostoso e macio.
Depois de uns minutos eternos e lindos, ele me levantou, me virou e começou a passar a língua no meu rabo, no meu buraco, a língua dele entrava e saía como uma expert, o dedo dele, dois dedos, todos dentro, meus gemidos ficavam mais altos e veio o "me come por favor", "calma" ele disse, continuou me fazendo amor com a boca e de repente um silêncio parou tudo, a música tinha parado e só meus gemidos e súplicas sexuais estavam no ar, "me come por favor" "me come" "sou sua" "olha como você abriu minha buceta" "quero seu pau dentro" ao que ele respondeu pegando na minha cabeça e me abaixando pra chupar de novo, calma bebê, chupa e aproveita, eu fiz, chupei ele todo de novo, me masturbei e gozei como nunca.
Quando terminei, me levantei e ele foi por trás, em silêncio, apagou a vela e se aproximou, me inclinei levemente pra frente e aos poucos ele foi aproximando o pau enorme dele, a cabeça primeiro tocando minha porta e eu me abrindo devagar, como se estivesse esperando por ele há muito tempo, ele começou a entrar, a me abrir, a primeira coisa que fiz foi gemer, dizer "Ai devagar" mas automaticamente me abri mais e o pau dele entrou sem hesitar, ele tava me fodendo, me comendo selvagemente, como no ônibus mas pelados e no escuro, o peito dele contra o meu, o corpo dele contra minha bunda, minha buceta escancarada pro pau monstruoso dele, eu tinha virado uma puta, uma puta pidona e consegui, tava sendo comida como nunca.
A vaselina e a camisinha fizeram a mágica, meu cu e o pau dele deslizavam como se se conhecessem há séculos, meu ponto G explodiu, tanto que gozei de novo, explodi como nunca, meu mel voando pro chão, meus gritos ao vento e ele dentro de mim.
Uma hora assim, saindo e entrando, uma fera indomável, o pau dele firme e duro como nunca, mas chegou a hora, ele parado e dilatado queria que eu gozasse na cara, na minha boca, queria provar tudo dele.
Quando você gozar me avisa, quero engolir tudo, falei.
A hora chegou, as pernas dele anunciaram a chegada de tudo que me esperava, saí da posição e me virei, me ajoelhando esperando o mel dele, que saiu como uma cachoeira, na minha boca, cara, pescoço, peito, tudo banhado na essência dele, eu engolindo e aproveitando com cara de puta bem comida, dizendo obrigada pelo de hoje, gostoso o que você me deu, noite linda.
A gente se termina de engolir tudo, fui no banheiro e cada um foi pra sua casa. Na segunda-feira subi e o encontro foi o mesmo, chegar perto e meu homem me apoiar.

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