Ex do colega - 2

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Por uns dias fiquei meio bitolado. Paula, a ex do Aldo, foi embora com o ex dela sem se despedir, sem deixar nada pra depois, nem um telefone. O mais louco é que foi o próprio Aldo, o noiado, que sem querer fez com que entrar em contato com ela fosse natural. Às vezes eu comprava pra mim, pouca coisa, num esquema sexual — sim, pra foder, principalmente com as minas, deixa elas doidas. Mas como não tinha nenhum contato, perguntava pro Aldo, ele falava "Passa às 16h (por exemplo), eu compro pra mim e pra você e quando tiver pronto, te aviso por mensagem". Depois descobri que ele me passava a perna, já conto isso. Uns 10 dias depois de conhecer a Paula, saio da garagem do Aldo com meu pedido quando uma mina gostosa vem atravessando a rua e quase batemos. "Oi, tudo bem?" ela pergunta. Olho pra ela, não sei quem é. Peço desculpa "Desculpa, a gente se conhece?" enquanto olho pra ela. Gostosa, gostosíssima. Ela ri "Sim, sou a ex do Aldo, ele me apresentou no dia da jam". Era a Paula! Mas na rua, de dia, não reconheci. Mas era sim. Era mais linda ainda. Ri da minha burrice, cometendo outra: "O que cê tá fazendo por aqui?" perguntei feito um otário. "Vim buscar meus filhos que ficaram com o Aldo umas horas". Eu, todo distraído "Claaaaro! E você? Qual é a boa?" conversamos assim mesmo na calçada e nos despedimos. "Com certeza ela imaginou porque tô saindo da casa do ex dela... puta merda" fiquei noiado "Ela odeia a merda, por isso se separou e me vê saindo do antro do ex dela. O que eu ia estar fazendo?".
A verdade é que vê-la de vez em quando no bar era infinitamente menor do que cruzar com ela na rua, ela me reconhecer e cumprimentar, a gente conversar SOZINHOS... nada tinha acontecido ainda, mas era um avanço.Ex do colega - 2Eram tempos em que o rei da selva cibernética era o Facebook. Tinha putaria, muita, e também usava pra se conectar e trocar ideia. Esse mano, tão consumido pela droga, já tinha enchido o saco de muita gente, mas como nós dois não éramos próximos nem amigos, eu não sacava certas manhas. Às vezes, Aldo me chamava no chat do Face. Sempre de noite. Como naquela noite, umas 23h, em que ele me falou desesperado. A introdução foi tipo "mano, tô falando pra me despedir". Eu, sem entender, perguntei se ele ia viajar. "Não. Hoje é o dia, cara. Não aguento mais. Por essa merda perdi tudo. Amigos, família, meus filhos e minha mulher" e completa "Você já viu ela, certeza que quer comer ela". Eu tava cada vez mais perdido. Mandei "Haha", mas a despedida dele me confundia. "Então, é isso. Essa é minha última noite. Então queria te cumprimentar antes de acabar com tudo". Não sei que palavras usar aqui, mas vocês entendem exatamente o que ele escreveu. "Que isso? Para, porra. O que cê vai fazer? Não pensa que tem filhos, sua ex-mulher que cuida de você, mora com sua mãe. Não faz loucura, Aldo". Repito: meu contato com ele era mínimo, então eu não sacava nem o tom dele, nem a sinceridade, nem as piruetas. O que eu fiz? Procurei a Paula entre os contatos dele no FB e achei. Pedi amizade e ela aceitou na hora. Bom sinal: pros meus planos, e também era óbvio que ela tava acordada. Chamei ela alarmado no privado, com pontos de exclamação e tudo. "Pau. Desculpa incomodar. Acabei de trocar ideia com Aldo. Parece que... ele tá pensando no pior" (sim: pra ela eu falei o que vocês entendem). Ela respondeu calma. "Calma, se acalma. Você não conhece ele muito, né?" e eu respondi na real "Um pouco, do meio, curto o cara" (não ia falar que era ele quem arrumava as minas pra mim). "Claro, por isso ele foi falar com você, porque você ia dar atenção. Ele faz essas coisas, Jere. Gosta de bancar o dramático, se fazer de vítima, e como nunca fez esse teatro com você... você caiu. Ele faz isso direto. Muitas vezes. Talvez porque ele queira saber quem ainda se interessa por ele. Agora vou ligar pra ele e daqui a pouco te aviso." "Ufa, você me deixou tranquilo e confuso. Me agenda aí pra você me ligar", sugeri, sendo rápido. "Ah, beleza. Me passa." Desligamos, espero um pouco e a Paula me liga. "Fica tranquilo. Era como eu te disse. Ele tenta assustar com essas coisas, então da próxima, entra na onda." "Show então", e pedi desculpas de novo por contatar ela sem sermos amigos naquela hora. "Não se preocupa. Tem noites que eu vou até tarde", ela me deu uma abertura. "Por causa do meu trampo, tem dias que às 6 da manhã tô trabalhando, mas duas vezes por semana eu folgo e amanhã é um desses dias, então capaz que daqui a pouco vou no bar onde você tocou da outra vez tomar algo. Se você tiver a fim, a gente se vê lá." Uh, noite magistral. A gente tinha criado laços, trocado números, papos e... pintou um encontro.
Volto pro computador e tinha 400 mensagens do chato do Aldo, em 100 ele mencionava a ex, como se quisesse me sondar pra ver quais eram minhas intenções: "Ah, vi que você adicionou a Paula." Respondi que ele tinha me assustado com o que disse, então procurei ela e pedi ajuda. "Hehe. Certeza que você quer comer ela." ("Quem não quer", pensei). "Olha, mano, eu gosto de você e ainda amo ela, não me faz uma merda." Tentei acalmá-lo enquanto tomava um banho pra encontrar a ex dele daqui a uma hora.infielEla tava num grupo com 4 minas e 2 caras magrelos, mas quando me viu entrar no bar, falou algo com eles e veio comigo. A gente bateu papo — no que a música do Bonner deixou —, bebeu, riu pra caralho e eu perguntei se ela curtia cinema, porque às 2 da manhã tinha uma sessão de madrugada de um filme que eu queria ver. Ela fez a cara de maior surpresa: músico, alto, magro, sério mas doido, curte cinema... "Fechou", respondeu, e saímos correndo igual filme romântico: só nós dois no nosso próprio mambo, chegando atrasados no cinema. Comprei os ingressos e a corrida, as risadas, a cumplicidade, o que rolou com o Aldo, o álcool... esse combo fez o dele. Entramos na sala já nos beijando, enquanto a gente avançava e durante o filme — que por sorte tava cheio de buracos — pudemos conhecer ainda mais os lábios um do outro. A mina tomava fernet e cerveja que nem caminhoneiro, mas a vibe dela, a beleza, o sex appeal matavam qualquer cheiro que em outra mulher seria nojento.

Teve tempo pra uns amassos.
Depois, levantei a blusa dela e conheci os peitos.
Ela não quis ficar por baixo e me chupou.
E a gente terminou nosso primeiro encontro, transando na minha casa.

-continua-

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