Ele e eu (Conto gay)

Ele e eu



Meu amigo e eu nos conhecemos há mais de 20 anos. Desde novos, começamos a trabalhar na mesma empresa. Antes disso, a gente não se conhecia, mas depois de ficar em contato lá dentro, fomos criando uma amizade. Ele me chamou pra casa dele, conheci a família dele (esposa e filhos). Eu chamei ele pra minha casa, sozinho ou com a família (eu sempre solteiro até hoje, inclusive).

E com isso já vão perceber quem é quem nessa relação. A verdade é que sempre teve um joguinho de sedução entre nós dois. Ele me contava que, quando era solteiro e também depois de casado, transou com gays passivos da nossa cidade. Alguns enrustidos e outros assumidamente gays, meu amigo metia fundo neles sem nenhum preconceito.

Flutuava no ar que eu era gay. Nunca me viram com uma namorada, nunca casei, nada de ficar amigado com filhos. Nada de nada. Também não me viam com homens. Mas o boato sempre tava lá.

Acho que meu amigo, hétero flexível, gostava da minha parte feminina. Porque tenho uns trejeitos, e também um jeito de pensar e de me virar na vida, parecido com o jeito de uma mulher.

Isso atrai alguns héteros, ver sua parte feminina.

Depois de 18 anos, a empresa onde a gente trabalhava fechou. Eu e meu amigo paramos de trabalhar juntos, mas continuamos sendo amigos e mantendo contato.

E aí, meu amigo tava mal com a mulher por causa de grana, quando ficou desempregado, os problemas começaram. E, depois de 20 anos de casamento, descobriu que a esposa tava dando pra outro. Claro que explodiu tudo. Ele fez um escândalo do caralho, não aguentaram nem um mês e se separaram. Depois disso, meu amigo andava cabisbaixo, chorando pelos cantos. Sozinho, triste e entediado. Tentei animar ele, mas não adiantou muito. Isso durou um tempo até que, sozinho, depois de passar pelo luto, ele começou a se ver como o mesmo cara animado, conversador e sorridente de antes.

Uma tarde recebi uma mensagem do meu amigo dizendo que tava procurando uma gostosa pra transar, pra ele gozar. Já fazia 3 meses que ele tinha se separado e desde então não tinha transado. Ele me perguntou se eu conhecia alguma. Respondi que não. Eu costumava ter o número de uma mina que trabalhava na casa dela, mas depois ela trocou de número e perdi o contato. Meu amigo pediu que, se eu soubesse de alguma, avisasse ele. Respondi que avisaria, e o assunto ficou por isso mesmo.

Dois ou três dias depois, ele me escreveu de novo, perguntando se eu conhecia alguma gostosa pra transar. "Não quero nada, só que me chupe a pica", ele disse. "Não é pra namorar, nem pra foder. Só me chupar a pica já basta", insistiu. Respondi que não conhecia nenhuma. "Não importa", disse. "Uma hora aparece... Hahaha!

Depois disso, ele me disse que, no pior dos casos, ia mandar um tal de "Daniel" chupar a pistola dele.



EU: Não sei quem é o Daniel. Acho que não conheço ele.

MEU AMIGO: É um vizinho que tenho aqui na esquina. É viado e sempre me enche o saco pra ter algo comigo. Sempre falei que não, que sejamos amigos como sempre. - E aí continuou - Se eu não falar pra ele e pronto. A única coisa que quero é que me chupem a pistola, nada mais. Hahaha!



Claro, minha mente viajava pra todos os lados. Achava estranho meu amigo estar me dizendo aquilo, logo pra mim! Pra mim, que sempre pairou no ar que eu sou gay! Que sempre teve esse vai-e-vem entre nós dois! E, sabendo do histórico do meu amigo de ser ativo com caras gays passivos, não tinha dúvida de que ele tava afim de um cara chupar a pistola dele. Não sei vocês, mas na hora me pareceu uma proposta indireta. Senti que, nas entrelinhas, ele tava me propondo ou perguntando se eu ia chupar a pistola dele.

A real é que eu sempre gostei do meu amigo. Ele é um homem másculo, de pele branca meio bronzeada igual ator de cinema, com o cabelo castanho ficando grisalho com o tempo, tem uns olhos verdes lindos e enormes, corpo gordinho, fortão do jeito que eu gosto. Eu não ia desperdiçar essa chance, não ia deixar o lugar pra uma doida qualquer que eu nem conheço, podendo fazer eu mesmo.

O ar dava pra cortar com uma faca. Nós dois estávamos na fila, mas ninguém falava nada. Depois de uns minutos, criei coragem e falei pra ela:



EU: Se quiser, eu posso fazer.

MEU AMIGO: Sério mesmo,        você faria isso por mim?



Ele deixava espaços cortados e escrevia com erros de ortografia. Era sinal de que estava nervoso ou ansioso. Uns minutos depois, continuei:



EU: Sim. Eu faria. É questão de experimentar...

MEU AMIGO: Você não sabe como me salvou com isso! Te agradeço demais!



EU: Não tem nada pra agradecer. Um dia que tu tiver livre, a gente se acerta e tu vem na minha casa.

MEU AMIGO: Fechou! Vou cobrar sua palavra...
e valeu pela promessa!



Uns dias depois, meu amigo me manda uma mensagem perguntando se eu tava livre. Respondi que sim. Aí ele perguntou se podia vir na minha casa. Meu coração começou a bater de emoção, mas também de nervoso. Depois de tantos anos vendo e desejando meu amigo, finalmente ia rolar. Combinamos pra daqui a umas duas horas, e na hora certa ele apareceu na moto. Totalmente preparado, recém-banhado, perfumado, bem vestido, cabelo bem arrumado. Meu amigo veio todo preparado pro encontro, como quem vai visitar uma namorada.

Isso me encantou. Era meu sonho realizado. Um cara hétero vir me visitar pra transar comigo, se preparar e se vestir especialmente pra mim. Eu me sentia como uma princesa num conto de fadas.



Fiz ele entrar, me pediu pra colocar a chaleira no fogo pra fazer chimarrão. Sentamos na mesa vendo alguma merda aleatória na TV, e quando a água esquentou pro mate, fui na cozinha pegar a chaleira. Quando voltei, meu amigo tava parado do lado da cadeira. Larguei a chaleira na mesa, e ele pegou minha mão e levou até o volume dele. Enquanto segurava minha mão ali, com a outra mão ele passou a mão na minha bunda e apertou forte.

Aquela situação me pegou de surpresa porque foi sem esperar muito, sem trocar uma palavra. Foi direto e sem rodeios, com aquele olhar safado que eu conhecia há anos. Na malandragem, do jeito dos homens antigos.



O pau dele já tava duro, dava pra sentir pelo jeans. Dava pra sentir ele grosso e apertado dentro da cueca. As bolas grandes e redondas também se insinuavam pela calça. Aí, ele tirou a mão da minha bunda e colocou na minha nuca. E com um empurrãozinho leve, levou minha cabeça na direção do volume dele. Me fez ajoelhar, e eu enfiei a cara toda na virilha dele. Senti o cheiro de homem, misturado com perfume e roupa lavada. Ele suspirou, soltando um gemido baixinho e másculo.

Começou a desafivelar o cinto e eu continuei com o botão da calça, descobrindo o pau dele, tirando da cueca slip.

O pau dele é grosso, branco, meio torto pra esquerda. Já tava quase todo duro. Eu descobri a cabeça dele, e aí ele suspirou de novo, ofegou, dessa vez com mais força.

Comecei a chupar ela com suavidade, mas com vontade. Eu tava vivendo meu sonho, então queria aproveitar cada momento.

Meu amigo me levantou do chão e me guiou até a cama, até a minha cama. Ele conhecia bem a casa porque já tinha vindo várias vezes.

Ela se deitou na beirada da cama, de barriga pra cima, com o pau dela bem à mostra pra eu continuar chupando.

Sentei do lado dele, baixei a calça e a cueca pra ter mais liberdade de chupar tudo direitinho, e me preparei pra minha tarefa. A tarefa mais gloriosa do mundo. Pronto pra satisfazer meu homem, meu amigo, aquele macho hétero que tava deitado na minha cama totalmente relaxado, entregue pra receber e dar prazer.

Chupei do jeito que eu sabia fazer. Primeiro com mais suavidade na cabeça. Tentando passar a linguinha por todo o contorno da cabeça, excitando ele desse jeito.

Meu amigo suspirava. Mas também, ao ver minhas habilidades sexuais, abria os olhos meio surpreso.

Ela se deixava fazer, mas também dava pra ver que tava ansioso. Muito tesudo. De vez em quando me pegava na cabeça e enfiava o pau até a garganta. Não me deixava fazer, se entregava à ansiedade e queria foder minha boca.

Assim que comecei a tocar nela,

As bolas dele já estavam durinhas. Ele veio bem depilado na virilha, isso me deixa louca. Quando um homem se prepara assim, capricha nos detalhes, isso me excita demais. O pau dele tava macio e bem limpinho. Dá nojo quando os caras não querem tomar banho e ainda querem que a gente chupe a rola suja e cabeluda. Uma coisa que aprendi nos meus anos de experiência é que,
Quando um homem tá muito tarado porque curte a situação, já tá transando faz um tempão, ou porque faz muito tempo que não come ninguém, as bolas ficam duras. Em vez de ficarem balançando, os ovos ficam colados no corpo, na virilha. Tem que puxar eles pra baixo, pra não subirem tanto, porque no fim acabam doendo no cara.

Meu amigo tava nessa situação quase desde o começo. Com a pica bem dura, grossa, escorrendo meladinha e os ovos bem duros subidos na virilha, colados no tronco da pica.

Minha tentação era fazer ele gozar, mas não quis ser tão otário e preferi prolongar um pouco o momento.

Meu amigo se levantou, já dava pra ver que ele tava muito excitado, fez um sinal pra eu me virar. Mas antes, com minha cabeça de lado olhando pra ele, quase na altura da cama, ele enfiou o pau na minha boca e empurrou duas vezes, metendo a cabeça do pau dele até minha garganta. Isso me surpreendeu porque eu não esperava. E aquele movimento fez o pau dele ficar totalmente duro, rijo como a mais dura das pedras. Aí sim, comecei a tirar a calça e fiquei de quatro na beirada da cama. Meu amigo passou um pouco de saliva na cabeça do pau dele e cuspiu um pouco no furinho da minha bunda. Eu tava sem transar há meses, então minha buceta tava totalmente fechada.

Ele começou a empurrar e eu comecei a gemer. Sentia ele me penetrando, aquele pau duro, grosso e viril, cravando na minha buceta sem pressa, mas sem piedade. Meu amigo sabia o que estava fazendo. Me metia com vontade, mas sem me machucar. Dava pra ver que ele tinha muita experiência. Tava me enfiando uma e outra vez, enquanto gemia com a voz rouca de safado e se movendo com movimentos ritmados.

É muito claro quando um homem sabe foder. Ele pode te comer sem te fazer doer. Te faz dilatar bem, te coloca na melhor posição e consegue que os dois sintam prazer.

Meu amigo não durou muito. Em questão de minutos, começou a gemer mais forte, quase gritando, grunhindo como um urso furioso. Começou a me agarrar firme pelos quadris e a meter com mais força, bem fundo. A pica dele tava dura, penetrante, pulsando dentro de mim. Jorrou grandes gozadas, entre gemidos, ofegos e respiração pesada. Foi um momento muito quente, gostoso e fatal.

Fatal porque naquele exato momento eu me apaixonei por ele.

Meu amigo me engravidou. Fui comido pelo meu melhor amigo. Ele me comeu no cu, chupei ele e ele gozou dentro de mim.

Nós dois estávamos meio surpresos com o que a gente tinha feito. Com o que a gente tinha vivido.

Da minha parte fiquei super feliz. Ele tava aliviado e contente. Mas depois de uns minutos, simplesmente se despediu e foi embora, com a desculpa de que tinha que voltar pra casa porque ninguém sabia que ele tinha saído.

Isso me fez sentir meio desolado, despojado. O que pra mim era um sonho, pra ele era uma "aliviada" com um puto. Partiu meu coração...



Claro que nossa relação continuou e segue até hoje, já passado um ano daquela primeira vez. Uma relação meio turva, por causa dos interesses e sentimentos confusos.

Da minha parte, eu me apaixonei por ele. Ele me fez de namorado por meses. Me escrevia todo dia, várias mensagens de manhã, à tarde e antes de dormir à noite. Vinha me visitar uma, duas e até quatro vezes por semana. Sempre pra transar. A gente comia alguma coisa, via TV, transava, ele tirava um cochilo comigo, e depois ia embora. Era exatamente igual a um namoro.

Pra mim, como eu disse várias vezes, era o sonho de toda princesa: ter um homem hétero, totalmente dedicado a você, que chega banhadinho, trocado, perfumado, com a maior disposição pra te ver e te satisfazer sexualmente enquanto, de quebra, se satisfaz ele mesmo. Mas, no fundo da mente dele, sempre ficou bem claro que eu não passava de um passatempo até ele conseguir o que realmente queria: uma mulher.

E quando ele conseguiu, quando voltou a namorar uma mulher, me deixou de lado. Falou na minha cara, com frieza e dureza. A nossa parada nunca ia dar certo porque ele "gosta de mulher", segundo ele disse.

¡¿Como assim?! E todas as vezes que você veio e ficou de pau duro? Todas as vezes que me escrevia a qualquer hora do dia e da noite, dizendo que adorava como eu te chupava, como você gostava da minha bunda, me falando o quanto foi bom comigo e como você amou o que a gente fez? Todas aquelas mensagens falando pra eu me cuidar porque tava muito calor, pra beber bastante água, que mais tarde você ia vir me ver?

Me senti usado, descartado, deprimido e abandonado. Porque eu me apaixonei, e pra mim, as coisas nunca estiveram claras. Ela me ligava e me visitava como se eu fosse namorado dela, e do nada, descobre que eu não agrado ela porque sou homem. VAI TOMAR NO CU!



É assim que são os héteros flexíveis. Meu conselho é, para todas vocês, garotas trans e garotos gays: nunca se envolvam com um hétero. É perda de tempo. É gastar energia à toa. Vocês nunca vão conquistar eles. Eles nunca vão ficar com vocês de verdade. Vocês vão ter eles só enquanto eles quiserem reafirmar a masculinidade deles. Eles querem experimentar com outro homem, pra depois voltar pras mulheres e assim confirmar que são homens. Porque experimentaram, não gostaram, supostamente... e voltam pra vida normal deles com mulheres.

Embora, como eu disse, a gente ainda transe de vez em quando. Porque nossa amizade continua, apesar do desencontro amoroso. Eu vejo ele e sinto algo por ele, além de tesão, ainda tô apaixonado. E o pau dele continua endurecendo, sobe toda vez que me vê, lembrando do que a gente fez e pensando no que a gente pode fazer.



Se vocês quiserem, posso contar um pouco mais sobre as fodas que a gente teve. Algumas são bem quentes. Até transamos em lugares públicos, quase no limite do exibicionismo. Se quiserem que eu conte mais, é só deixar nos comentários.

Beijos e nunca se apaixonem por um hétero!

5 comentários - Ele e eu (Conto gay)

99% de las veces hay alguien que ama y otro que se deja amar. A disfrutar lo que hay, que es mejor que nada.
Como vos lo dijiste. El consuelo que tengo es que las parejas, por más buenas que sean, van y vienen. Los amigos quedan para siempre.
Y como amigo, voy a tener acceso a él de por vida. Aun pudiendo ser su manto de lágrimas cuando se pelee con su novia actual o alguna futura. Y volver a ser su depósito de leche como lo fui en algún momento, sabiendo que algo de amor y atención puedo recibir de su parte como lo hice antes.
Gracias por comentar y por dar tu opinión que es valiosa para mí.