De dia doce, de noite viciada

Era especial, pequenininha, corpo gostoso e rostinho de menina, precisa voltar pra casa da mãe. Mas nem tudo é o que parece, os segredos dela também viajam junto.De dia doce, de noite viciadaAcabava de completar 35 anos e ninguém entendia como ela ainda mantinha aquele ar infantil e inocente. O narizinho redondo dava um toque cômico que, junto com o olhar safado, fazia ela parecer 15 anos mais nova. Tava claro que ela guardava um segredo. Certas sombras do passado, talvez algum abandono paterno, pairavam contaminando a vida social dela. Talvez por isso fosse tão obcecada por controle. Controlava a mãe, os poucos amigos, apagava todas as mensagens do WhatsApp, e até quando compartilhava fotos, mandava pra ver só uma vez. O melhor amigo dela era um papagaio verde simpático, uma calopsita com quem se sentia segura. Viajavam juntos pra todo canto. Em casa, porém, e na casa de alguns amigos, ela andava pelada. Excitava ela ser observada sem roupa, provocar desejos incontroláveis nos homens — isso facilitava entender a mania dela de ficar com caras muito mais velhos. Como já falei, ela precisava ter tudo bem amarrado. Misteriosa, sexual, tímida, escorregadia e com uma vida cheia de segredos. Mas quando a escuridão ameaçava a luz guardada dela, a raiva tomava conta sem controle. Abandonava a inocência e virava uma ameaça pra quem tava perto e pra ela mesma. No dia seguinte, depois que o furacão interno dela tinha ido embora, voltava a ternura, o ar infantil e a sensualidade contagiante que gerava um vício doentio nos homens. Pra onde ela ia todas as tardes e noites quando sumia se escondendo atrás da ansiedade? Só uns poucos sabiam, e te garanto que tiravam proveito das fraquezas viciantes dela. De manhã, um trabalho comum; de tarde e de noite, uma princesa sombria desejada e possuída uma vez atrás da outra entre os jogos e os segredos frios dela que, por enquanto, ninguém — e digo quase ninguém — ia conhecer. Ainda lembro daquela tarde de janeiro, chovia pra caralho. Minha missão era seguir ela a tarde toda. Não era um trabalho ruim, 2 milão em troca de 8 horas de olho bem aberto. Tinha acabado de acender o primeiro cigarro quando vi ela sair. Do portal, com um olhar preocupado. Claro, nas costas dela o simpático papagaio. Tirei umas fotos enquanto colocava o bicho no banco de trás e ela saía em direção à M-40. Mantive uma certa distância. Duvido que ela pudesse suspeitar que eu estava virando a sombra dela, mas já sou um cachorro velho e, se tem uma coisa que sei nesse trampo, é que tem que ser muito cuidadoso com os detalhes pequenos. Como de costume, ela foi pra um parque a 5 minutos de casa. Ninguém se aproximou, e ninguém ligou pro celular dela durante a hora que passou lá. Finalmente, ela se mandou. Dava pra ver que ela tava muito alterada, possivelmente tendo um ataque de ansiedade, porque ela resfolegava como uma louca... cheguei a duvidar se não era algo orgásmico, mas ainda não tenho a mente tão torcida. 20 minutos depois, ela estacionou na frente de uma casa geminada. Com o pássaro nas costas, ela se aproximou de um apartamento luxuoso; depois de tocar duas vezes, a porta se abriu e, atrás dela, uma mulher latina de uniforme sorria pra ela. Tava claro que elas se conheciam. Esperei uns minutos e entrei em ação, forçando a fechadura, mas não sem antes garantir que naquela entrada não tinha muitas câmeras. Tentei segui-la. Depois de abrir a porta devagar, vi três caras de uns 70 anos cumprimentando ela exageradamente felizes. — Estranho — pensei —, isso tá com cara de coisa errada, Raúl. Mesmo assim, entrei sem fazer barulho e, aproveitando que eles subiam pra um andar de cima, me enfiei nas sombras. O coração tremia enquanto uma excitação estranha me tomava. Lá em cima, entendi tudo. Numa sala grande com janelões enormes, de onde se via uma paisagem magnífica de Madri, a garota começou a se despir. Dava pra ver que ela tava nervosa, embora aqueles caras, duros pra caralho, abraçassem ela com ternura enquanto beijavam o corpo todo dela. Os peitinhos dela, a barriga lisa, a buceta depilada ou a bunda redonda... Um deles, porém, acariciava o cabelo loiro com mechas escuras enquanto se masturbava, sem tirar os olhos sérios dela. Ela respirava ofegante. Se era um golpe... De uma escort como meu cliente temia, ela não levava o trabalho a sério. Mas, ao mesmo tempo, aquela atitude excitava pra caralho aqueles velhos. Algo me fez pensar que não estava sendo prudente, então me arrastei até um canto debaixo de uma mesa e comecei a tirar fotos. Bem na hora em que a garota estava de joelhos com um dos membros entre os lábios, a mulher latina de uniforme apareceu com uma bandeja e 3 copos de rum, ou pelo menos era o que parecia pela cor. Os três brindaram, a latina sorriu enquanto a outra se concentrava no trabalho bucal com um capricho digno de alguém muito focada no serviço. Depois, colocaram ela no chão de quatro, e o mais gordo deles a penetrou com força por trás. Ela gritou forçando o gesto enquanto fazia aspas com a mão direita. Tava claro, doeu nela tanto quanto em mim ver aquilo. Mas logo começou a gemer de prazer. Uns gemidos doces, cheios de inocência, uma inocência que transformava eles a cada segundo em mais animais, mais instintivos, mais viciados no sexo daquela gostosa. Fiquei tão excitado que comecei a me masturbar vendo aquela cena brutal. O que eu não pagaria pra penetrar ela também, mas o prazer era deles e dela, eu sou só um maldito observador pago. Se quiser puta, pago. Bestial, um atrás do outro fodendo ela como touros no cio. 2 horas depois, decidi ir pro carro e esperar o próximo ato. Exatamente às 10 da noite, ela saiu sorrindo com o pássaro nas costas, entrou no carrinho dela e voltou pra casa. Segui ela até o portão. Parecia outra pessoa. Por que ela fez isso? Por dinheiro? Nem ideia, só posso dizer que faz dois anos que sigo ela 3 dias por semana e ela sempre repete o mesmo padrão, mas com protagonistas diferentes. Embora tenha algo estranho por trás de tudo isso, eu sei, sei porra. Algo que não consigo descobrir, mas posso garantir que existe... Viciada em sexo, necessidade de ser desejada, ou só um jogo perverso... Pode ser, o fato é que Fode mais que qualquer um que eu conheça e, mesmo assim, não tem um dia que eu não veja ela sair puta ou triste.

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