Uma mudança inesperada (capítulo 4)

O som suave do ventilador foi a primeira coisa que Daniel ouviu ao acordar. Abriu os olhos devagar, esperando ver o quarto dele, o corpo dele… a vida dele. Mas assim que se sentou, sentiu tudo de novo: o peso no peito, a maciez dos lençóis contra a pele, o jeito que o tecido da camisola preta ainda roçava nas coxas dela. — Não… — murmurou, levando a mão ao rosto —. Ainda tô no corpo da minha mãe. Sentou na beira da cama, suspirando fundo. Ainda tinha uma sensação estranha no corpo, como se a noite anterior tivesse deixado uma marca além do sonho. Levantou-se sem vontade e saiu do quarto. Caminhou até o quarto que costumava ser dele, agora ocupado pela mãe no corpo dele. Empurrou a porta devagar. A luz suave da manhã entrava pela janela e o corpo dele — o de Daniel — ainda dormia, enrolado nas cobertas. — Mãe? — sussurrou, se aproximando. Não teve resposta. Agachou um pouco e mexeu nela de leve pelo ombro. — Ei… acorda. A mãe dele abriu os olhos devagar. Piscou várias vezes, desorientada. Ao ver o rosto do próprio corpo na frente dela, fez uma careta de confusão e se sentou. Daniel observou ela por uns segundos a mais. Era estranho ver o próprio corpo se mexer, piscar, bocejar… E quando viu ela sentar, o olhar dele desceu um pouco, reparando como a camiseta largona que ela usava deixava ver parte do torso. Ele se assustou e desviou o olhar. — Você ainda tá… no meu corpo? — perguntou Lúcia, passando a mão no cabelo. — Sério! Nem me diga… — respondeu Daniel com sarcasmo, colocando as mãos na cintura enquanto começava a andar de um lado pro outro no quarto. — Calma — disse ela com voz serena, tentando acalmá-lo —. Isso não pode ser permanente. Com certeza hoje ou amanhã tudo volta ao normal. Só temos que continuar fingindo ser o outro, como ontem. — Eu não consigo continuar fazendo isso! — respondeu Daniel, sem parar. — E que outra opção a gente tem? — insistiu Lúcia —. Cê acha que alguém acreditaria na gente se Diz que a gente trocou de corpo? A gente não sabe como aconteceu nem por quê. Só… fica calmo. Daniel parou na frente da janela. Não queria admitir, mas ele tinha razão. Ninguém ia acreditar neles. E além disso… já tinha passado um dia inteiro. Lúcia se levantou da cama e espreguiçou um pouco. — Além disso… você já fez isso ontem. E não aconteceu nada, né? Daniel se virou devagar e cruzou os braços. — É… não aconteceu nada — falou, mas por dentro se arrepiou ao lembrar do que realmente tinha acontecido. Lúcia suspirou enquanto se espreguiçava, ainda no corpo de Daniel, e cruzou os braços. — Anda, vai vestir a roupa pro trabalho. E quando terminar, me chama pra arrumar teu cabelo e passar a maquiagem. Daniel concordou sem vontade. — Tá, tá… Voltou pro quarto principal e pegou a roupa do dia. Já estava pronta, pendurada na porta do armário: outra saia justa, uma blusa branca colada e meia-calça. Enquanto tirava a camisola preta com movimentos lentos, não conseguia parar de pensar no dia anterior… e no que tinha sentido. Ainda tinha uma certa tensão no peito. Vestiu a calcinha, depois o sutiã, que deu um trabalhinho pra fechar. Bem na hora que estava puxando a saia pra cima dos quadris, ouviu um barulho atrás dele. Era a porta do banheiro. O pai dele. — Bom dia, princesa — falou, entrando ainda de roupão e com o cabelo bagunçado. Daniel congelou, virando só um pouco. — Ah… bom dia — respondeu com um sorriso nervoso. O pai dele se aproximou cheio de confiança e deu um abraço na cintura dele. Daniel engoliu seco, ainda de meia-calça e sem terminar de se vestir. Aí ele sentiu: a mão do pai apertou a bunda dele de leve, enquanto dava um beijo no pescoço. — O de ontem à noite foi… fantástico — sussurrou, antes de soltar ele e caminhar pro banheiro como se nada tivesse acontecido. Daniel ficou parado, de olhos arregalados, o corpo tenso, o coração batendo forte. Não… não acredito que ele fez isso de novo. A pele dele ainda reagia de jeitos que ele não entendia. Tinha sido estranho… Mas o corpo dele tinha se arrepiado levemente. Por que tô sentindo isso? Ele tentou ignorar. Terminou de subir a saia, abotoou a blusa e ajustou o sutiã. O decote não era tão pronunciado quanto o do dia anterior, mas ainda assim chamava atenção. Se olhou no espelho com frustração e foi chamar a mãe: — Mãe… terminei. Pode vir. Uns segundos depois, Lúcia entrou no quarto. — Certo, senta. Vamos arrumar esse cabelo e passar uma maquiagem. Daniel sentou na cadeira da penteadeira, enquanto a mãe — no corpo dele — pegou a escova e começou a pentear com cuidado. — Se isso continuar — disse Lúcia enquanto trabalhava no cabelo dele —, você vai ter que aprender a fazer isso sozinho. Não dá pra ficarmos nos maquiando um ao outro todo dia. Além disso… se seu pai nos ver fazendo isso, vai pensar um monte de besteira. E a gente não quer isso, né? — Sim, sim… — respondeu Daniel, irritado —. Mas mesmo assim, por que eu tenho que aprender isso? É um saco. — Porque é necessário — disse Lúcia, começando a passar corretivo no rosto dele —. Não podemos levantar suspeitas. Ninguém pode perceber que tem algo errado. E muito menos seu pai. Ficou um silêncio. Lúcia baixou o pincel e olhou nos olhos dele pelo espelho. — Daniel… me fala a verdade. Seu pai não desconfia de nada, né? Não rolou nada estranho com ele? Daniel engoliu seco e desviou o olhar. — Não… não, nada. Ele jantou e apagou na hora. Lúcia observou ele por mais um instante, depois assentiu e continuou maquiando com movimentos suaves. Daniel, enquanto isso, só conseguia pensar: Tomara que isso acabe logo… Lúcia terminou de passar o último toque de batom e cruzou os braços enquanto olhava pra Daniel, ainda desconfortável com a própria aparência. — Pronto, já tá pronta — disse com um suspiro —. Só lembra: nada de falar com o chefe. Evita ele, ignora, finge que tá ocupada. Qualquer coisa, mas fica longe dele. Daniel assentiu, mas não conseguia parar de pensar no que tinha acontecido. E se ele me chamar de novo? E se… Acontece mais alguma coisa? Lúcia saiu do quarto para se arrumar e ir pra escola. Daniel pegou a mochila e foi ao banheiro antes de sair. Bateu na porta com os nós dos dedos. — Já vou — falou em voz alta. De dentro, a voz do pai respondeu com familiaridade: — Entra, tá aberto. Daniel abriu devagar. O vapor embaçava o espelho e saía por cima da cortina do chuveiro. O pai dele se inclinou um pouco, ainda ensaboando o cabelo. — Já vai, love? Daniel engoliu seco. — É… já tô saindo. Aí, o pai dele deu uns passos pra frente e, sem mais nem menos, se inclinou e deu um beijo direto na boca dele. — Vai bem no trabalho, meu love — falou com um sorriso, antes de voltar pro chuveiro. Daniel ficou paralisado. O contato gelou o sangue dele… mas o corpo respondeu com um pequeno arrepio involuntário. O gosto, o calor do gesto, a intimidade… desmontou ele por completo. Por que o corpo reage assim? É meu pai! Não falou mais nada. Saiu do banheiro como deu, com o coração batendo forte por causa da mistura de nojo, desconforto… e uma confusão morna que ele não queria aceitar. O caminho pro trabalho foi um turbilhão de pensamentos. Ele ia sentado no carro com o olhar fixo na estrada, mas não parava de pensar no que aconteceu. Aquele beijo não foi normal. Meu corpo… reagiu. E o pior… foi que não me desagradou completamente… o que tá acontecendo comigo? Ao chegar no escritório, desceu com passo nervoso. Entrou no prédio olhando pra todo lado, rezando pro chefe não aparecer. Foi até a mesa e, ao ver que tava tudo tranquilo, soltou um suspiro de alívio e se jogou na cadeira. — Bom dia — falou de repente Yair, aparecendo do lado. Daniel deu um pequeno pulo. — Ah… oi. Bom dia. Yair se inclinou um pouco e baixou a voz. — Ficou sabendo do chefe? — O que… aconteceu? — Ele viajou pra fora da cidade. Chamaram ele de última hora. Negócios importantes. Não volta por uns dias. A notícia caiu como um alívio. Daniel sorriu de forma mais genuína. — Que Alívio… digo, que surpresa. Yair riu. —É, você se salvou. Mas pode se preparar, porque hoje o trampo vai ser pesado. —Ótimo… —respondeu Daniel, resignado. Ligou o computador e viu a quantidade de e-mails acumulados. Suspirou. Isso vai ser cansativo… mas pelo menos não vai ser como outro dia. (Algumas horas depois…) O dia passou mais rápido do que ele esperava. Daniel, ainda no corpo da mãe, tinha respondido e-mails, revisado documentos, impresso relatórios, arquivado papéis, servido café pra uns colegas e até ajudado numa videochamada importante, tudo com o medo constante de errar ou chamar atenção demais. Faltava só uma hora pra ir embora, e finalmente conseguiu sentar sossegado na mesa pra descansar um pouco. Se acomodou na cadeira, esticando os ombros com um suspiro fundo. A camisa ainda apertava os peitos, a saia continuava subindo um pouco quando ele se mexia, e os saltos deixavam os pés doloridos. Isso é exaustivo… como minha mãe aguenta isso todo dia? pensou, passando a mão no cabelo perfeitamente penteado. E ainda por cima, aquele corpo continuava estranho. Não só pelas curvas, mas pelo peso constante dos peitos, a tensão da roupa, os comentários sutis que recebia e os olhares que seguiam ele desde que entrava no prédio. Com certeza é mais difícil que ir pra escola… muito mais. Foi aí que, olhando pra entrada do corredor, viu passar duas colegas da mãe — uma loira de cabelo curto e outra morena de óculos — conversando animadas. —…e te juro que a massagem da “Deusa” é a melhor coisa que já fizeram na minha vida — dizia a loira —. No Spa Vênus. Saí de lá flutuando, parecia que não tinha ossos. —Foi tão bom assim? — perguntou a outra. —Uma loucura! Relaxam o corpo todo, colocam óleos quentes, e depois… bom, tem uma parte final que é especial. Quase gritei. Você devia experimentar, sério. Daniel engoliu seco ao ouvir aquilo. Sentiu um leve Arrepio na espinha. Spa Vênus? Massagem da deusa? Olhou o relógio. Faltavam poucos brincos pra terminar… e se se apressasse, podia sair mais cedo. A curiosidade picou feito espinho na nuca. Como será que é isso? Será que eu posso ir? E se aproveitar pra entender mais sobre esse corpo? Levantou da cadeira, já com a ideia rodando na cabeça. Terminou as tarefas rapidinho, desligou o computador, arrumou a mesa e pegou a bolsa. Uma massagem não faz mal… e depois desses dois dias, acho que mereço. Com passos decididos mas os saltos tremendo, saiu do escritório rumo ao misterioso Spa Vênus. Daniel saiu do escritório com passo rápido, bolsa no ombro. Já no carro, ligou o GPS e digitou “Spa Vênus”. Pra surpresa dele, a rota mostrava que tava a só quinze minutos. —Perfeito… não é longe —murmurou, ligando o motor. No caminho, sentia uma mistura de nervoso e curiosidade. Não sei bem o que é essa massagem “Deusa”, mas depois desses dias… acho que tô precisando. Ao chegar no spa, estacionou e entrou no prédio. A recepção era chique, iluminada com luzes quentes e música relaxante de fundo. Uma mulher de uniforme branco, uns trinta anos, recebeu ele com um sorriso profissional. —Bem-vinda ao Spa Vênus. Qual serviço deseja? —A massagem da deusa —falou Daniel na hora, cortando a apresentação da recepcionista. A mulher piscou umas duas vezes, surpresa. —Tem certeza que quer esse… serviço? —perguntou, como se quisesse confirmar algo. —Sim, tenho certeza —respondeu Daniel, tentando soar convincente. A recepcionista assentiu, ainda meio desconcertada. —Tá bem. Vai por aquele corredor, até a porta no fundo, sala cinco. Lá vai achar um vestiário pequeno pra tirar a roupa e um roupão pra vestir. Daniel assentiu e foi pra porta indicada. Enquanto isso, a recepcionista pegou o telefone interno e chamou o massagista responsável. —Leonardo, temos uma cliente que Pediu a massagem da deusa" —disse em voz baixa—. "Antes de começar, lembra ele do que se trata... acho que ele não sabe o que tá pedindo." Do outro lado da linha, Leonardo respondeu calmo, como se não ligasse muito. — "Sim, sim, já aviso ele" —disse com um tom distraído. Desligou e se preparou pra ir até a sala cinco. --- Enquanto isso, Daniel entrou no vestiário da sala. Era pequeno, com um banco, um espelho e um cabideiro onde pendia um roupão branco impecável. Fechou a porta e começou a tirar a roupa devagar. Cada peça que tirava aumentava o desconforto dele. Isso é estranho... mas vai me fazer bem. Com certeza me relaxa. Deixou a roupa dobrada de lado e vestiu o roupão, que mal cobria até a metade das coxas. Se olhou no espelho e respirou fundo, tentando se convencer.Uma mudança inesperada (capítulo 4)—Tudo vai ficar bem… Foi então que a porta da frente se abriu devagar. Entrou Leonardo, um homem alto, de corpo atlético, uns trinta anos. Ao ver o corpo de Daniel — o corpo de Lúcia —, não conseguiu evitar uma pontada de desejo. Que mulher… pensou, embora por dentro tenha decidido não contar o que o tal “massagem da deusa” realmente significava. —Boa tarde — disse com um sorriso profissional. — Sou o Leonardo, mas pode me chamar de Leo. Serei seu massagista hoje.oficinaDaniel engoliu saliva e assentiu, ainda sem saber bem o que dizer. —Por favor, tire o roupão e deite-se de bruços na mesa de massagem —indicou Leonardo, apontando para a maca no centro da sala. **"Daniel não esperava que fosse um homem quem lhe desse a massagem. Nervoso, tira o roupão e se deita na mesa de massagem."** *"Leonardo, ao se deparar com uma mulher tão gostosa e ver seu corpo completamente pelado, lambeu os lábios sem conseguir evitar. *Hoje vai ser um bom dia de trabalho*, pensou com um sorriso interno."* As mãos de Leonardo, grandes e experientes, pousaram nas costas de Daniel — no corpo da mãe dele — com uma firmeza que prometia alívio e algo mais. O óleo morno de coco e jasmim escorreu pela pele, e os polegares do massagista traçaram círculos lentos desde a base do pescoço até a coluna, afundando nos músculos tensos. —*Caralho, isso é… muito melhor do que eu imaginava*—, pensou Daniel, enterrando o rosto no buraco da maca. O calor daquelas palmas fazia ele esquecer por momentos que estava num corpo que não era o dele. Leonardo trabalhou cada vértebra com precisão, mas ao chegar na cintura, seus dedos se abriram como leques, roçando os lados. Uma e outra vez, quase tocando a borda inferior dos peitos, sempre parando *bem* antes de cruzar o limite. Daniel prendeu a respiração quando um dedo acidental (ou não?) toca de leve aquela zona sensível. —Dói aqui?— murmurou Leonardo, a voz um sussurro rouco perto da orelha dele. —N-não…— conseguiu responder Daniel, sentindo um arrepio. O massagista sorriu. *Que sensível…*. As mãos de Leonardo pararam na cintura de "Lucia", os dedos afundando de leve na carne macia antes de descer. Ao chegar nas nádegas, ficou um momento parado, admirando. *—Meu Deus… que raba mais perfeita—* pensou, mordendo o lábio. *—Redonda, firme… parece feita pra ser apalpada—.* Sem pressa, começou a amassar as bundas com Ambas mãos apertando e soltando, curtindo como a pele ficava vermelhinha debaixo dos dedos. Ele se inclinou um pouco, como se estivesse "ajustando a técnica", mas na real só queria sentir mais. —Mmm... você tem uns glúteos *incríveis*— murmurou, roçando os polegares na beirada das nádegas. Daniel segurou um gemido. Não dava pra negar que era gostoso, mas... era normal uma massagem incluir *isso*? —Por favor, vira— disse Leonardo, ajudando ele a virar.

Agora de barriga pra cima, Daniel sentiu uma mistura de vulnerabilidade e ansiedade. Leonardo começou pelas coxas, deslizando as mãos dos joelhos pra cima, cada vez mais perto da virilha. —Aqui acumula muita tensão— mentiu, acariciando a parte interna das coxas com os polegares. Daniel engoliu seco. Um calor estranho se espalhava pelo corpo dele, e mesmo sem entender direito, a respiração acelerou. Leonardo percebeu. *—Ela tá ficando nervosa... e molhada—.*

Sem pressa, levou as mãos pro peito. No começo foi sutil, só roçando os lados, mas depois os dedos deslizaram por baixo dos seios, levantando eles de leve como se estivesse pesando. —*Perfeitos*— sussurrou, sem conseguir segurar. Foi aí que Leonardo viu uma coisa curiosa: como ela tava molhada. Um sorriso lento se formou no rosto dele. —Parece que... *você tá curtindo* essa massagem— falou, arrastando um dedo pela coxa interna, *quase* chegando no lugar proibido. Daniel tremeu. Algo dentro dele ardia, mas ainda não entendia por quê. O óleo de lavanda ainda brilhava na pele quando **Leonardo deslizou as mãos da barriga dele pros lados, roçando de leve a beirada dos peitões enormes.** *—Vou trabalhar a tensão nessa área...— murmurou ele, com a voz grossa.* Daniel prendeu a respiração. **Os peitos dele eram tão grandes que mal cabiam nas mãos**, e Leonardo não conseguiu evitar de admirá-los. *Deus, são perfeitos... firmes, pesados. Nunca tinha visto uns assim no spa.* **Os dedos dele se fecharam** com suavidade ao redor de um, amassando-o com movimentos circulares.**
*—Mmm…— escapou dos lábios dela sem querer. Era normal uma massagem incluir isso?*
Leonardo percebeu a dúvida dela. **Ela não tinha certeza, mas não reclamava.** Isso o excitou ainda mais.
*—Tá doendo aqui?— perguntou, acariciando o mamilo com o polegar, sentindo ele endurecer sob o toque.*
Daniel engoliu saliva. **Não era dor… era algo muito mais intenso.**
*—N-não…— gaguejou, envergonhada demais pra admitir que tava gostando.*
Ele sorriu. *—Bom… porque ainda falta a gente liberar toda a tensão.—*
**As mãos dele continuaram explorando, cada vez mais ousadas.** *—Vira.— disse Leonardo com voz suave, acariciando o ombro dela—. Essa é a última parte.*
**Daniel suspirou aliviada.**
*Finalmente essa situação tão desconfortável ia acabar… embora o corpo dela ainda formigasse com o toque anterior.*
Ela virou de bruços, sentindo o ar fresco do spa na pele sensível. **Os peitos dela, agora esmagados contra a maca, lembravam o quanto ela tava vulnerável.**
*—Fecha os olhos… relaxa…— murmurou Leonardo, enquanto as mãos dele, quentes e experientes, começavam a deslizar dos **tornozelos** dela.*
**Daniel obedeceu, prendendo a respiração.** *Era só uma massagem nas pernas. Nada demais.*
Mas aí…
*—Abre um pouco as pernas…— sussurrou Leonardo—. Assim consigo trabalhar melhor os músculos.*
**Um arrepio percorreu a espinha dela.** *Precisava mesmo?* Mas, sem reclamar, ela afastou levemente as coxas.
As mãos do massagista subiram **pelas panturrilhas, pelos joelhos, até a parte interna das coxas**, onde a pressão ficou mais lenta, mais deliberada.
*—Muito bem…— Leonardo respirou fundo—. Agora, os glúteos.*
**Daniel apertou os dentes.** *Era só uma massagem. Só uma porra de uma massagem.*
Mas aí…
**Uma mão deslizou entre as nádegas dela, roçando a entrada com o polegar.**
*—Ei!— protestou Daniel, mas a voz saiu mais como um gemido.*
*—Shh… relaxa…— Leonardo não parou—. A deusa exige que *tudo* se libere.* E então… **seus dedos encontraram o clitóris dela, já inchado pela excitação acumulada.** *—Não!— pensou Daniel, mas seu corpo **arquear as costas por vontade própria**.* **Leonardo era um expert.** Um movimento circular aqui, uma pressão firme ali… e logo Daniel sentiu **um calor ardente crescendo na barriga.** *—Não… não posso…— tentou resistir, mas as mãos do massagista eram implacáveis.* Até que… **Um espasmo. Um gemido abafado. E uma onda de prazer que o fez tremer contra a maca.** *—Isso aí…— Leonardo sorriu, sentindo como o corpo sob suas mãos **tremia em orgasmo**—. Parece que está satisfeita.* **Daniel ofegou, envergonhado, furioso… e estranhamente satisfeito.** Daniel ofegando, **fraco pelo orgasmo recente**, suas pernas trêmulas tentaram descer da maca. —*Ahhh… isso foi… suficiente*— pensou, mas ao virar, **viu Leonardo, já completamente pelado, com uma camisinha colocada.** —*O-que…? *— conseguiu balbuciar, mas antes que pudesse reagir, **Leonardo o empurrou contra a maca, colocando ele de *quatro*.** —*É isso que você pediu, —* rosnou o massagista, agarrando ele pelas mãos e puxando para trás. **Daniel sentiu a ponta quente pressionando sua entrada.** —*Não posso fazer isso!*— protestou, mas sua voz soou **fraca, quebrada… e seu corpo, traiçoeiro, se arqueou para trás.** Leonardo não esperou. **Uma estocada brutal, e Daniel gritou.** —*Deus! É demais!*— —*Relaxa… só aproveita*— murmurou Leonardo, enfiando mais fundo enquanto **puxava ele pelas mãos, fazendo ele arquear as costas.** **Era um estupro… mas seu corpo não via assim.** Cada investida o enchia de um **prazer doentio, mais intenso que tudo que já sentira como homem.** —*Não… não deveria…*— gemia, mas seus quadris **se moviam sozinhos, empurrando contra ele.** Leonardo bufou, **dando um tapa forte na bunda dele.** —*Olha como você ama isso*— E então… **outro orgasmo o atingiu, mais forte** que o primeiro.** —*Ahhh! Não aguento!*— Leonardo não parou. Com um movimento firme, **virou ela de barriga pra cima**, as mãos percorrendo os lados de Lucia (Daniel) antes de encaixá-lo na posição de missionário. **A maca rangeu levemente sob o peso dele**, o ar carregado com o cheiro de óleo morno e suor. Lucia (Daniel), exausto, parou de resistir, **os músculos relaxando numa entrega trêmula**, como se o corpo dele finalmente aceitasse o que a mente já tinha admitido: *precisava daquilo*. —*Assim… isso aí*— murmurou Leonardo, **a voz rouca e cheia de aprovação**, enquanto os quadris dele batiam nos de Lucia (Daniel) num ritmo que já não era de exploração, mas de posse. **Cada estocada era mais funda, mais calculada**, fazendo os peitos de Lucia (Daniel) balançarem num movimento que oscilava entre o sensual e o obsceno. **A pele dos dois brilhava sob a luz fraca do consultório**, grudenta de esforço, **e cada gemido de Lucia (Daniel) virava eco entre as paredes**. Daniel fechou os olhos, **os cílios molhados de prazer que o inundava**. As mãos dele, antes agarradas nas bordas da maca, **caíram abertas dos lados**, os dedos **convulsos** procurando algo pra se agarrar. **O som dos corpos se encontrando, molhado e sincronizado, preenchia o espaço**, acompanhado pelos gemidos entrecortados que ele já não conseguia segurar. —*Porra… Leo…*— conseguiu murmurar, **a voz quebrada por uma onda de sensações**. Leonardo respondeu com um grunhido baixo, **os dedos cravando nas coxas de Lucia (Daniel) pra mantê-lo no lugar**, como se temesse que ele escapasse bem na hora crucial. **O calor entre eles ficou insuportável, elétrico**, e Daniel sentiu o orgasmo se enroscar na barriga dele, **um calor que nunca tinha sentido**. Até que, **com um último empurrão que deixou os dois sem fôlego**, chegaram ao limite. **Daniel gritou, no corpo da mãe dele** arqueando-se como uma ponte**, enquanto Leonardo o seguia, **seus músculos tensos como cordas de violino prestes a arrebentar**. Leonardo se retirou devagar, **deixando Lucia (Daniel) tremendo, suada e absurdamente satisfeita na maca**. **A respiração dela ainda era irregular**, os peitos subindo e descendo rápido, **e a pele da barriga grudenta por causa da mistura de suor e outras coisas**. —*Foi incrível*— disse o massagista, **a voz satisfeita enquanto se vestia com movimentos preguiçosos**. **Os olhos de Lucia (Daniel) o seguiram, pesados de cansaço mas brilhando pelo prazer recém-sentido**. —*Isso é por conta da casa…*— Leonardo completou com um sorriso safado, **ajeitando o uniforme com um gesto casual**—. *Porque espero te ver logo.* Daniel ficou imóvel na maca, **as pernas tremendo como gelatina**, o eco do próprio gemido zumbindo nos ouvidos. O ar frio do spa percorria a pele nua dele, **lembrando o quão exposto estava**—não só fisicamente. Sentou-se com esforço, **sentindo cada músculo dolorido** (será que *era normal se sentir assim depois daquilo?*). Ao caminhar pro vestiário, **os joelhos quase cederam**—uma mistura de exaustão e aquela *fraqueza estranha* que ainda ardia entre as pernas. Vestiu-se às pressas, **como se as paredes pudessem entregá-lo**: — O sutiã **queimava** os peitos sensíveis. Ao sair, **evitou contato visual** com a recepcionista. O carro foi seu refúgio. **Ao fechar a porta, finalmente deixou escapar um tremor profundo**. —*Que porra foi essa?*— sussurrou, **olhando pro nada**. **As perguntas martelavam:** *Por que eu gritei **assim**?* *Por que **não parei** o Leonardo quando pude?* *Os orgasmos de mulher… **são sempre assim**? Tão longos, tão… completos.* Um arrepio percorreu ele. **Tinha odiado cada segundo. Ou pelo menos repetia isso pra si mesmo.** Até que **o relógio do painel o tirou do transe**: —*Merda! Já é tarde!*— Ligou o carro com um movimento brusco. **Não podia chegar tarde, não queria preocupar a mãe dele.** Não depois de… *usar o corpo dela daquele jeito*. Ao dar a partida, **uma última imagem o perseguiu**: *Leonardo mordendo o lábio enquanto segurava os quadris dela.* **Pisou fundo no acelerador como se pudesse fugir da própria pele.**

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