Capítulo 8: As chaves do paraíso. Naquela noite de sábado, o apartamento parecia um refúgio antes da tempestade. Martina estava largada no sofá com uma das minhas camisetas de basquete que ficava folgada nela e as pernas cruzadas, olhando pro teto enquanto a gente terminava a pizza. A luz da sala estava baixa e o ar zumbia suave, dando ao momento uma paz que me fazia sentir um filho da puta pelo que eu vinha fazendo. Ela me olhou de repente, com aqueles olhos doces que às vezes me davam vontade de confessar tudo: Marti—"Fede, me parte o coração te deixar um mês sozinho, gordo. Meus pais estão insuportáveis com os preparativos e eu sinto que se não aproveitar essa última semana pra ficar com você, vou pra Europa com a cabeça em qualquer lugar." Ela sentou, chegou perto de mim e me abraçou forte. Marti—"Me deixa ficar aqui com você esses dias, vai... vamos fingir que a gente se mudou junto, que somos nós dois sozinhos contra o mundo." Essa semana foi um oásis. Dormir com ela, acordar tarde, cozinhar juntos. Reacendemos a chama de um jeito que me fazia esquecer por momentos o incêndio que eu tinha com a Mariela. No sexo, Martina estava mais solta, mais curiosa, pedia coisas que antes não tinha coragem e eu satisfazia ela com uma ternura que com a mãe dela era impossível. Era amor puro, ou pelo menos eu dizia isso pra mim mesmo pra não enlouquecer. No domingo foi o almoço em família na casa dos meus sogros. Saímos pra lá, com meia hora de viagem pela frente e a Marti estava mais carinhosa do que nunca, então não podia perder a oportunidade, a mão dela no meu joelho e meus pensamentos fizeram eu começar a ficar duro e não dava pra disfarçar tanto com meu short, rapidamente ela percebeu e deu uma risada cúmplice. F—"Desculpa, gorda, tava imaginando coisas haha." Marti—"Ah é? O que você tava imaginando, gordi?" F—"Imaginava dirigindo pra casa dos meus sogros e ter uma namorada morena gostosa me dando uns beijos..." Rapidamente ela entendeu tudo, e a mão dela começou a subir e Acariciar-me Marti—"Olha que terrível que você é, gordo, hein!" Disse ela enquanto abaixava meu short e molhava a palma da mão, pra lubrificar e começar a me tocar com uma suavidade impressionante. Uns metros adiante, ela tira o cinto e se inclina, pra começar a chupar quase com desespero, como se soubesse que um mês sozinho e sem sexo podia ser muito perigoso pra relação. Marti—"Você gosta, love? Vai sentir falta dos meus boquetes?" Enquanto enchia a boca de novo. F—"Adoro, meu love, muito. Se continuar assim, vou encher essa boquinha." Não terminei de falar e ela acelerou o ritmo até me fazer explodir naquela boca doce e engolir até a última gota antes de chegar no condomínio." Ao chegar, Claudio estava eufórico, já se sentindo em Madri. Entre o churrasco e o vinho, ele jogou a chave da casa na toalha da mesa, um barulho metálico que soou como sentença. C—"Fede, você é de confiança. Fica responsável pela casa. Tem as chaves, pode dormir aqui se quiser, usar a piscina, o que for. Se não quiser ficar, dá uma passada todo dia pra ver se não voou nada." Mariela me olhava da ponta da mesa enquanto mastigava um pedaço de carne, com aquele olhar de quem sabe que está me entregando as chaves do paraíso. Na segunda de manhã, enquanto Martina ainda dormia na minha cama, recebi uma mensagem do Claudio: "Fala, Fede, quarta às seis temos dupla no clube de tênis. Meu joelho tá reclamando... se eu não aguentar o ritmo, você topa entrar no meu lugar? De quebra, deixo o freezer cheio de carne e cerveja pro mês que vem. Me confirma." Aceitei na hora e convidei a Marti, mas ela preferiu ir pra academia antes da viagem, já que não ia por um bom tempo, então quarta cheguei sozinho no clube. E me deparei com os adversários: Rodolfo e Gisela. O jogo foi uma guerra. Claudio aguentou o primeiro set, que perderam por 6-4, mas no segundo desabou. 3-0 pra baixo. M—"Chega, love, cê é burro? Vai se quebrar antes de subir no avião! Fede, entra você!"—gritou. Mariela. Entrei na quadra com o sangue fervendo. Viramos um 4-0 abaixo, chegamos a 5-5 e no final ganhamos de 7-5. Tava exausto, encharcado de suor, com a camisa colada no corpo feito uma segunda pele. Comprimentei o Rodolfo na rede, que gritou pro Claudio: "—Se recupera, Claudinho, que esse cara vai te tirar o lugar!" E dispensei o convite pra cantina: "—Não, valeu, Rodo... a Marti tá me esperando pra jantar, tenho que voltar..." Fui pro vestiário masculino tomar um banho. Quando saí, já trocado mas ainda com o cabelo molhado e a mochila no ombro, cruzei com a Mariela no corredor comprido que separa os vestiários do buffet. Ela vinha andando rápido, com a raqueteira no ombro e mexendo no celular. "—Epa, que pontaria!" —ela falou, parando de repente—. "Eu, Fê, me faz uma boa. O Claudio já foi pro buffet com o Rodolfo pedir as cervejas e eu esqueci a nécessaire com os cremes no banco do vestiário feminino... Dá pra segurar minha bolsa aqui no corredor um pouquinho enquanto eu entro? Fico com medo de deixar sozinha." Fiquei parado lá, segurando a bolsa de tênis dela. Num minuto, a Mariela espiou pela porta do vestiário feminino. "—Fê, vem cá... não tô achando, vê se tá atrás do armário onde a gente sentou hoje, capaz que caiu lá pro fundo." Olhei pros dois lados do corredor; não passava ninguém, tava todo mundo no terceiro tempo na cantina. Entrei um metro, só o bastante pra ver o banco de madeira. A Gisela tava lá, sentada no banco, ainda com a saia de tênis mas só de top, com o cabelo solto e uma cara de nervoso que desmontava a expressão de "madame fina". A Mariela bateu a porta com a mão e ficou de costas contra ela, bloqueando qualquer entrada. "—Não olha pra mim assim, Gise... você disse que queria ver se o vídeo era IA" —soltou a Mariela com aquela voz rouca, sem rodeios. O lugar cheirava a talco e spray de cabelo, um clima pesadíssimo. A Gisela me olhou de cima a baixo, fixando o olhar nos meus abdominais que apareciam por baixo da camiseta. F—"Mariela, tu é louca" —falei, mas com um sorriso de quem sabe que já tá no jogo—, "adoro que você esteja tão doida, mas vão mandar todo mundo embora." M—"Shhh, respeita as mais velhas, vai Gise, toca." Gisela esticou a mão, tremendo como se fosse tocar num fio de alta tensão, e começou a me acariciar por cima do short. Meu pau deu um pulo e ela soltou um gemido baixinho, fechando os olhos ao sentir a dureza. G—"Não... não é inteligência artificial" —balbuciou Gisela—, "é... é impressionante, amigaaa..." E sem hesitar, enfiou a mão pra dentro, direto no meu pau bem grosso, cheio de veias e quente do esforço do jogo, ofegando enquanto me acariciava com uma desesperação que misturava medo e a fome que Rodolfo claramente não despertava nela há anos. Foi aí que Mariela me agarrou pela nuca e me deu um beijo apaixonado, reivindicando o território na frente da amiga, enquanto Gisela continuava me punhetando com desespero. M—"Essa é minha despedida, guri" —sussurrou Mariela contra meus lábios—, "porque no fim de semana não vou ter tempo nem de respirar com os preparativos e as malas." E se ajoelhou ali mesmo, no meio do vestiário feminino vazio, com cheiro de talco e perfume caro, esquecendo do Claudio, do Rodolfo, da moral e do clube. Começou a chupar meu pau com uma fome e uma técnica que me deixaram sem fôlego, enquanto Gisela olhava sem acreditar, mordendo o lábio inferior até se machucar. A amiga de toda a vida dela tava chupando o pau do genro dela, na frente dela, no clube de tênis, e o pior é que ela adorava a situação, a perversão de estar presa naquele segredo com a amiga. M—"Amiga, o Fede vai cuidar da nossa casa esse mês todo que a gente vai viajar, se ele precisar de algo, ajuda ele" —decretou Mariela enquanto limpava a boca com as costas da mão e me dava um beijo sujo antes de me fazer sair rápido pela porta lateral. Na segunda seguinte foi uma correria. Ajudei a Martina com a mala, subimos ela no Fui e fomos pra casa dos pais dela. O clima em Ezeiza era aquela mistura densa de adrenalina pela viagem e angústia pela partida. Claudio conferia os passaportes a cada cinco minutos; Martina apertava minha mão com força, como se quisesse levar um pedaço da minha pele grudado na dela. F—"Me liga assim que pousar, por favor" —falei, dando um beijo na testa dela. Marti—"Vou sentir tanto a sua falta, Fede... se cuida, não faz loucura. Te amo" —ela respondeu com os olhos marejados. F—"Tchau, amor, aproveita muito, te amo" Chegou a hora do anúncio do voo. Claudio me deu um abraço daqueles de "homem pra homem", forte, batendo nas minhas costas. C—"Você fica no comando, 'filho'. Aproveita a paz da casa" —ele disse com um sorriso cúmplice que queimou por dentro. Aí foi a vez da Mariela. Ela se aproximou com uma calma que me deu arrepios. Envolveu meu pescoço num abraço quentinho, maternal pra qualquer distraído, mas senti as unhas dela cravarem só um milissegundo na minha nuca. Colou no meu ouvido e, com um fio de voz que era mais uma vibração que um som, falou bem baixinho: M—"Eu te quero, Fe." Congelei na hora. Meu coração deu um pulo. Foi um soco seco na mandíbula. "Te quero, Fe", aquele código que ela sabia que ia me desmontar, que misturava o afeto real com a perversão do que a gente tinha feito dias antes no vestiário. Ela me soltou com um sorriso angelical, acenou e sumiu com Claudio, Martina e os irmãos atrás do portão de embarque. Fiquei parado no saguão central de Ezeiza vendo eles se afastarem. O "te quero" ecoava na minha cabeça como um som sujo. A volta foi interminável. A Riccheri estava deserta e a madrugada parecia um vazio imenso. Quando cheguei na casa deles, às três da manhã, o silêncio era absoluto. Estacionei meu carro na garagem deles, como se já morasse ali. Entrei, coloquei a chave, tranquei com o ferrolho e fiquei parado na sala. A casa cheirava a eles, mas agora era meu território. O silêncio era tão pesado que até os passos no assoalho soavam como tiros. Subi as escadas, entrei no quarto da Martina e vi a cama arrumada, tudo em ordem. Entrei no banheiro dos meus sogros e lá estava o cheiro da Mariela ainda pairando, o mesmo perfume que senti no vestiário. Me servi um uísque do bar do Claudio e saí na sacada que dava pro quintal dos fundos. A piscina brilhava sob a lua, mansa, esperando. E lá, passando a cerca viva, a casa do lado. A casa do Rodolfo e da Gisela. Fiquei ali, apoiado no parapeito da sacada do quarto principal, sentindo como o frio do gelo do uísque batia com o calor que subia pelo meu pescoço. A casa do Claudio e da Mariela agora era meu bunker, meu território liberado. Olhei de canto pra divisa. A silhueta da Gisela na janela do lado não se mexia; era uma sombra estática, uma mancha escura atrás do vidro que parecia estar cronometrando minha chegada. Toquei a nuca, bem onde a Mariela tinha cravado as unhas em Ezeiza, e ainda sentia a vibração da voz dela: “Te quero, Fe”. Filha da puta. Falou isso pra eu não conseguir pregar o olho a noite toda, pra eu saber que mesmo a dez mil metros de altura, ela continuava sendo a dona dos meus desejos. Senti um puxão elétrico lá embaixo. A lembrança do vestiário, da Mariela de joelhos e da Gisela me tocando com aquela desesperação de “madame direita”, deixou minha pica dura como um cacete contra a calça jeans. Tava dura, venosa, exigindo o final que no clube não tivemos por causa do horário do Claudio. Larguei o copo de uísque na mesinha da varanda e, sem tirar os olhos da janela da Gisela, abri o zíper. Tirei ela pro ar frio da madrugada, pulsando, vermelha de tanta tensão acumulada. O contraste do frio com o calor da minha mão me fez soltar um gemido baixo. Comecei a bater uma punheta ali mesmo, na sacada do sogrão, olhando pra casa do vizinho, desafiando aquela silhueta. até que ela parou de se esconder. De repente, a escuridão da janela ao lado se rompeu. Um clarão branco, seco e potente, me acertou em cheio no rosto. *Flash.* Fiquei paralisado com a pica na mão, meu coração deu um pulo. Um segundo de escuridão e de novo: *Flash, flash.* Três rajadas curtas, ritmadas, saindo da penumbra do quarto da Gisela. Não era uma foto, era um código. Era ela, me avisando da trincheira dela que estava me encarando, que não perdia um movimento da minha mão na minha pica. A timidez da "senhora esposa" estava se despedaçando naquele sinal de luzes. Dava pra imaginar ela do outro lado, mordendo o lábio, com o celular na mão e a respiração ofegante, excitada com o espetáculo proibido que eu tava dando pra ela da sacada da melhor amiga. Acelerei o ritmo, cravando o olhar na janela escura que agora tinha voltado ao silêncio. O "Te amo, Fê" da Mariela ainda zumbia no meu ouvido, mas a luz da Gisela tava queimando minha vista. Bem na hora de gozar, vi ela apagar a luz do quintal de casa, deixando tudo numa escuridão total. O recado estava claro: o show de hoje tinha acabado, mas a porta do muro tinha acabado de ficar sem chave. Me limpei, guardei a pica que ainda pulsava com raiva e tomei o último gole de uísque. A fortaleza do Cláudio estava profanada, e eu já sabia quem ia ser a primeira a cruzar o limite amanhã mesmo.
12 comentários - Garcho minha sogra em Pinamar (8)