Era uma terça-feira à tarde. Javier estava na fábrica, soldando peças, quando o celular vibrou no bolso. Era o José. Atendeu rápido, esperando notícias boas ou dinheiro enviado.
— Mano... aconteceu uma merda. O pai sofreu um acidente no canteiro de obras. Caiu uma viga em cima da perna dele. Fratura exposta na tíbia, dizem que vai precisar de cirurgia e um baita repouso. Vão operar ele amanhã em Monterrey, mas depois... o médico falou que ele não pode ficar sozinho aqui. Precisa de cuidados em casa, pelo menos uns três meses. A mãe e você... vão ter que receber ele.
Javier sentiu o mundo parar. O maçarico caiu da mão dele, soltando faíscas no chão.
— É grave? — perguntou, a voz rouca.
— Não a ponto de morrer, mas é sério. Perna quebrada em dois lugares, infecção possível se não cuidarem direito. José engoliu seco no telefone —. Não posso largar o trampo aqui, mano. Tenho um contrato grande. Você e a mãe... vão ter que dar conta. Mando ele de ônibus assim que tiver alta, daqui a uma semana mais ou menos, enquanto isso seria bom a mãe vir cuidar dele e ficar com ele.
Javier desligou e ficou encarando a parede da fábrica, o barulho das máquinas como um zumbido distante. O pânico subiu pela garganta dele. Ramiro voltando. Pra casa. Pra cama. Pra vida que tinham construído sem ele.
Quando chegou em casa naquela tarde, Karina já sabia. José tinha ligado pra ela também. Ela estava sentada na mesa da cozinha, com as mãos apertadas em volta de uma xícara fria, os olhos vermelhos mas secos.
— Ele vai voltar — disse ela sem rodeios —. Seu pai vai voltar.
Javier sentou na frente dela. Ninguém se tocou. O ar entre eles parecia pesado, carregado do que não era dito.
— O que a gente vai fazer? — ele perguntou, quase num sussurro.
Karina demorou pra responder. Olhou pra xícara como se a resposta estivesse ali.
— Não tem “o que a gente vai fazer”. Ele vai dormir na cama com a gente... comigo. Você vai dormir no sofá. Ou no quartinho se a gente arrumar. Durante o dia, eu cuido dele: troco os curativos, dou comida, ajudo ele a se mover com as muletas. Você vai trabalhar como sempre. De noite... nada. Nada, Javier. Nem um roçar. Nem um olhar demorado. Nada.
Ele concordou devagar, mas os dois sabiam que era mais fácil falar do que fazer.
Karina tinha ido embora naquela mesma noite pra Monterrey. A semana passou numa agonia silenciosa. Javier preparou a casa: arrumou o quarto principal pra Ramiro ter espaço pra perna elevada, comprou muletas e um urinol portátil. Cada tarefa era um lembrete: isso tá acabando. Ou pelo menos, tá se escondendo mais fundo.
Ramiro chegou numa sexta à tarde num ônibus de primeira classe junto com Karina. Desceu com a ajuda dos dois, a perna direita engessada da virilha até o tornozelo, o rosto pálido e abatido pela dor e pelos analgésicos. Karina correu pra pegar um táxi pra levar ele pra casa.
— Meu velho… graças a Deus que você já tá aqui — disse ela, beijando a testa dele.
Ramiro sorriu fraco, cansado.
— Graças a vocês que me recebem, Karina. E a você, meu filho — disse, batendo no ombro de Javier —. Sem vocês, não sei o que faria.
Javier ajudou a carregar ele até a cama. Ajeitaram ele com travesseiros debaixo da perna quebrada. Ramiro suspirou de alívio ao se deitar.
— Que bom estar em casa — murmurou —. Mesmo que seja assim, torto e inútil.
Karina sentou na beira da cama, pegando a mão dele.
— Você não é inútil. Vamos cuidar de você até ficar bom.
Aquela primeira noite foi um suplício. Javier se deitou no sofá, a metros da cama onde os pais dele dormiam. Ele ouvia tudo: o ronco suave de Ramiro, o rangido do colchão quando Karina se mexia, os suspiros de dor do pai ao mudar de posição. Não conseguia dormir. O corpo dele lembrava cada noite anterior: o calor de Karina, o cheiro dela, o jeito que ela se arqueava debaixo dele. Agora tava ali, a poucos passos, mas inalcançável.
Karina também não dormia. Sentia o peso do corpo de Ramiro ao lado dela, o cheiro familiar de suor e remédio. E ao mesmo tempo, sentia a presença de Javier no sofá, a respiração ofegante dele. Queria se levantar, ir até ele, mas não podia. Ficou parada, com os olhos abertos no escuro, lutando contra o desejo que não tinha ido embora, só tinha se enterrado mais fundo.
Os dias seguintes foram uma dança perigosa. Durante o dia, tudo parecia normal: Karina cuidando de Ramiro, Javier chegando do trabalho e ajudando no que podia. Mas os toques inevitáveis — uma mão que passa um prato e demora um segundo a mais, um olhar que se cruza por tempo demais — eram como faíscas em pólvora seca.
Uma tarde, enquanto Ramiro tirava um cochilo com os analgésicos, Karina estava lavando roupa no quintal. Javier saiu para "ajudar". Ficaram lado a lado, pendurando camisas. As mãos deles se roçaram ao pegar um prendedor. Nenhum dos dois se afastou. Se olharam. O desejo estava ali, cru, doloroso.
— Não podemos — sussurrou ela.
— Eu sei — respondeu ele.
Mas nenhum dos dois se mexeu. O silêncio se esticou. Javier deu mais um passo perto. Karina fechou os olhos, tremendo.
— Só um beijo — pediu ele, voz rouca —. Só um.
Ela balançou a cabeça, mas não recuou. Javier se inclinou devagar e roçou os lábios dela. Foi breve, quase casto. Mas o suficiente pra chama acender de novo.
Karina se afastou primeiro, com lágrimas nos olhos.
— Vai pra dentro. Por favor.
Javier obedeceu, mas os dois sabiam que era só questão de tempo. Ramiro estava em casa, mas o segredo não tinha morrido. Só esperava, agachado, nas sombras da casinha alugada.
A volta de Ramiro transformou a casinha num campo minado emocional. Cada dia era uma prova de resistência, cada olhar um risco, cada silêncio um grito engasgado.
De manhã, Karina se levantava primeiro pra preparar o café. Ramiro, ainda grogue com os analgésicos, reclamava de dor ao tentar se mexer. Ela ajudava ele a sentar na cama, ajeitava os travesseiros debaixo da perna quebrada, dava o remédio com uma ternura que Javier observava da porta do quarto como se fosse um estranho. Ver a mãe tocar o pai — arrumar o lençol no peito dele, passar a mão na testa pra limpar o suor — dava uma pontada que não era só ciúme: era raiva de si mesmo. "Aquele é o lugar dela", pensava. "Eu sou o intruso". Mas ao mesmo tempo, quando Karina se inclinava e a blusa abria um pouco, mostrando a borda do sutiã e a curva do peito, Javier sentia o pulso acelerar na virilha. Tinha que se virar rápido, fingir que ia pegar água, pra esconder a ereção que surgia sem permissão.
Karina vivia num estado constante de alerta. Toda vez que Javier entrava no quarto, sentia a presença dele como um calor na nuca. Sabia que ele a olhava: o jeito que os olhos dele paravam nas cadeiras dela quando ela andava, nas mãos dela quando passava a bandeja pro Ramiro. E ela, por sua vez, o traía com pequenos gestos: prendia o cabelo mais devagar do que precisava quando sabia que ele tava perto, deixava o xale cair um pouco mais dos ombros, se abaixava pra pegar alguma coisa do chão sabendo que ele ia ver a curva da bunda dela por baixo da saia. Depois se odiava por isso. "Que tipo de mãe eu sou?", se perguntava enquanto trocava os curativos do Ramiro, sentindo as mãos ásperas e familiares dele contra as dela. "A que cuida do marido e deseja o filho ao mesmo tempo."
As noites eram o pior. Javier no sofá, a metros da cama de casal. Ela ouvia tudo: o ronco irregular do Ramiro, o suspiro de dor quando ele mudava de posição, o rangido do colchão quando Karina se virava inquieta. Ela também não dormia. Ficava olhando a silhueta do Javier no escuro, o jeito que o peito dele subia e descia com a respiração ofegante. Queria se levantar, atravessar o quarto em silêncio, se ajoelhar perto do sofá e tocar ele só pra sentir que ele ainda tava vivo, que ainda era dela. Mas não podia. Em vez disso, apertava as coxas debaixo do lençol, sentindo a umidade traiçoeira entre as pernas, e mordia o lábio até sangrar pra não gemer.
Certa madrugada, lá pelas três, Ramiro acordou com um grito abafado de dor. A perna dele ardia. Karina se levantou na hora, acendeu a luz fraca do criado-mudo e foi pegar o remédio.
Javier se sentou no sofá, alerta.
— Precisa de ajuda, mãe? — perguntou em voz baixa.
Karina balançou a cabeça, mas os olhos dela se encontraram com os dele por um segundo longo demais. Ramiro, meio dormindo, murmurou:
— Valeu, filho… vem aqui, me ajuda a me ajeitar.
Javier se levantou e foi até a cama. Os dois levantaram Ramiro um pouco para ajustar os travesseiros. Naquele momento, ao se inclinar, o braço de Javier roçou o peito de Karina. Foi só um segundo, mas o suficiente. Ela se retesou toda, prendendo a respiração. Javier sentiu o mamilo endurecido contra o antebraço dele através da camisola fina. Nenhum dos dois se afastou na hora. Ramiro, de olhos fechados por causa da dor, não viu nada.
Quando Ramiro dormiu de novo, Karina e Javier ficaram de pé ao lado da cama, respirando ofegantes. Ela olhou pra ele com olhos brilhantes, cheios de lágrimas contidas.
— Vai pro sofá — sussurrou, mas a voz tremia.
Javier não se mexeu. Deu um passo mais perto, até que os corpos quase se tocavam.
— Não aguento mais isso — disse ele, com a voz falhando —. Te vejo com ele e morro por dentro. Te vejo cuidando dele e queria ser eu quem cuidasse de você. Quero te tocar sem me esconder. Quero que você seja minha… mesmo sabendo que não posso te ter.
Karina fechou os olhos, uma lágrima escorreu pela bochecha dela.
— E eu quero que você me toque. Quero sentir você dentro de mim de novo. Mas toda vez que penso no Ramiro sofrendo, no José confiando na gente, no que nós somos… me sinto como se estivesse me afogando. Não sei quanto tempo mais vou aguentar sem quebrar.
Ficaram assim, a centímetros um do outro, sem se tocar, mas o desejo vibrava entre eles como eletricidade. Finalmente, Karina deu um passo pra trás, enxugou a lágrima com as costas da mão e voltou pra cama. Deitou-se ao lado de Ramiro, virando as costas pra Javier.
— Dorme, meu filho — disse, com a voz trêmula —. Amanhã é outro dia.
Javier voltou pro sofá, mas não dormiu. Ficou olhando as costas da mãe, a curva do quadril dela debaixo do lençol, e sentiu o coração se partir. O amor que sentia por ela — filial e carnal ao mesmo tempo — era uma ferida aberta que não cicatrizava. E a culpa, em vez de diminuir com o tempo, crescia como uma sombra que cobria tudo.
Karina, por sua vez, apertou o lençol contra o peito e chorou em silêncio, sem fazer barulho. Sabia que a tensão não ia desaparecer. Só ia se acumular, dia após dia, até que algo — ou alguém — explodisse.
A convivência com Ramiro quebrado transformou cada hora numa tortura lenta e gostosa. O desejo entre Javier e Karina não só sobrevivia; se alimentava do risco, da proximidade forçada, do roçar constante que fingiam ser acidental. Aos poucos, os limites se desfaziam como cera no sol. Cada cedida era mais profunda, mais perigosa, mais viciante.
Era uma manhã qualquer. Ramiro dormia profundamente sob o efeito dos analgésicos. Karina estava de pé na frente do metate, moendo nixtamal com movimentos ritmados que faziam tremer os quadris largos dela debaixo da saia leve. O suor perlava o decote, a blusa grudava na pele morena e marcava os peitos pesados que subiam e desciam a cada pressão no metate.
Javier entrou por trás, supostamente pra pegar um copo. Mas parou a centímetros dela. O hálito quente dele roçou a nuca da Karina quando ele se inclinou pra alcançar a prateleira alta. A virilha dura dele pressionou de propósito contra as nádegas redondas e firmes dela, sentindo a carne macia ceder sob o tecido fino. Não foi um roçar acidental; foi uma pressão lenta, intencional, que durou vários segundos.
Karina congelou. O metate ficou parado. Sentiu a ereção grossa do filho pulsar contra o sulco da bunda dela, separada só por dois panos finos. Um calor líquido se acumulou entre as coxas dela quase na hora; os bicos dos peitos endureceram dolorosamente contra o sutiã. Ela fechou os olhos, mordendo o lábio inferior até sentir o gosto metálico de sangue.
— Javier… — sussurrou ela, mas não era uma ordem pra parar. Era um gemido disfarçado.
Ele não recuou. Em vez disso, colocou as duas mãos na cintura dela, apertando com força suficiente pra marcar a carne. Abaixou a boca até a orelha dela e murmurou:
— Só um segundo, mãe… só sinto como você treme.
Karina empurrou pra trás instintivamente, se esfregando nele num movimento lento e circular. Javier grunhiu baixinho, deslizando uma mão por baixo da blusa, subindo até cobrir um peito inteiro. Apertou com firmeza, beliscando o bico entre o polegar e o indicador até fazer ela gemer. O outro braço desceu pela frente, enfiando por baixo da saia, roçando o tecido encharcado da calcinha dela.
— Você tá escorrendo… — sussurrou ele, esfregando dois dedos sobre o clitóris inchado através do pano.
Karina se arqueou, apoiando as palmas na mesa pra não cair. Um gemido abafado escapou da garganta dela. Mas aí, um ronco forte do Ramiro vindo do quarto separou os dois como um tapa. Javier tirou as mãos na hora, ajustando a calça com dificuldade. Karina se endireitou tremendo, com as bochechas queimando e as pernas bambas. Nenhum dos dois disse mais nada, mas o ar ficou impregnado de O cheiro misturado: suor, desejo e culpa.
Ramiro precisava tomar um banho. A perna engessada impedia ele de fazer isso sozinho. Karina ajudava ele, mas naquela tarde pediu pro Javier entrar “pra segurar ele direito”. O banheiro era pequeno, o vapor da água quente enchia tudo. Ramiro tava sentado numa cadeira de plástico dentro da banheira, com os olhos meio fechados por causa dos remédios.
Javier se colocou atrás do pai, segurando-o pelos ombros. Karina se ajoelhou na frente deles, passando o sabão pelo peito de Ramiro. As mãos dela tremiam. Javier, da posição dele, conseguia ver o decote aberto da mãe: os peitos cheios quase escapando do sutiã, os mamilos escuros marcados contra o tecido molhado.
Enquanto Karina enxaguava o sabão das pernas de Ramiro, Javier estendeu uma mão debaixo d'água e roçou a parte interna da coxa dela. Subiu devagar, sem pressa, até chegar na beirada da calcinha encharcada. Enfiou dois dedos por baixo do tecido e encontrou a buceta dela quente, escorregadia, os lábios inchados e abertos. Pressionou o clitóris com o polegar em círculos lentos enquanto os dedos médio e indicador deslizavam pra dentro dela, se curvando pra tocar aquele ponto sensível que a fazia tremer.
Karina soltou um gemido que disfarçou de tosse. O quadril dela se moveu imperceptivelmente pra frente, buscando mais profundidade. Javier acelerou o ritmo, fodendo ela com os dedos debaixo d'água enquanto a outra mão segurava Ramiro pra ele não perceber. Karina mordeu o lábio até sangrar, segurando os gemidos. As paredes internas dela se contraíram em volta dos dedos do filho, e um orgasmo silencioso a atravessou: as coxas dela tremeram, um jorro quente molhou a mão de Javier, mas ela manteve a compostura, fingindo continuar lavando Ramiro.
Quando terminou, ele tirou os dedos devagar, levando-os à boca por um segundo pra saborear a própria essência dela. Karina olhou pra ele com olhos vidrados, cheios de vergonha e fome. Ramiro murmurou algo incoerente e dormiu na cadeira. Javier saiu do banheiro primeiro, com o pau dolorido e o gosto dela nos dedos.
A tempestade chegou com trovões que faziam as janelas vibrarem. Ramiro dormiu cedo, exausto. Karina se levantou pra fechar uma janela que gotejava. Javier a interceptou no corredor escuro. Agarrou ela pela cintura e empurrou suavemente contra a parede.
—Não aguento mais —rosnou ele.
Beijou ela com violência contida: língua invadindo a boca dela, dentes mordendo o lábio inferior. Karina respondeu com a mesma fome, as mãos descendo pra desabotoar a calça dele. Puxou o pau dele, duro, quente, pulsando, e acariciou com força, pra cima e pra baixo, sentindo as veias inchadas sob os dedos.
Javier levantou ela um pouco, sentando na borda da mesa da sala. Subiu a camisola dela até a cintura, puxou a calcinha pra baixo e se ajoelhou entre as coxas abertas dela. Beijou a parte de dentro das pernas, subindo devagar até chegar na buceta dela. Separou os lábios com os polegares e lambeu de baixo pra cima, parando no clitóris pra chupar com força. Karina tapou a boca com a mão pra não gritar. O quadril dela se movia contra a boca dele, montando na língua enquanto Javier enfiava dois dedos e os curvava dentro dela.
—Você tem um gosto tão gostoso, mamãe… —murmurou contra a carne molhada dela.
Karina gozou em ondas: o corpo dela tensionou, um jorro quente molhou o queixo de Javier, as coxas tremeram em volta da cabeça dele. Ele não parou; continuou lambendo até que ela empurrou ele de leve, sensível demais.
Depois foi a vez dele. Karina se ajoelhou no chão frio e pegou a ereção dele na boca. Chupou fundo, com a garganta relaxada, sentindo a ponta bater no fundo. Javier agarrou o cabelo dela, fodendo a boca dela com movimentos controlados mas urgentes. Gozou com um gemido abafado, derramando na garganta dela enquanto ela engolia tudo, olhando pra ele com olhos marejados de desejo e culpa.
Eles se separaram ofegantes. Karina limpou a boca com as costas da mão e voltou pra cama junto com Ramiro sem dizer nada. Javier ficou no corredor, com o coração batendo igual um tambor.
Ramiro tirava uma soneca depois do almoço. Karina saiu pro quintal pra estender roupa. Javier seguiu ela. Atrás dos lençóis pendurados que davam um pouco de privacidade, ele encurralou ela contra a parede. Parede de bloco. Ele beijou ela com desespero, mordendo o pescoço dela, deixando marcas vermelhas que depois teriam que explicar.
Levantou a saia dela, puxou a calcinha até os tornozelos e meteu com uma estocada brutal. Karina soltou um grito que abafou no ombro dele. Javier comeu ela com força: estocadas profundas, rápidas, o som de pele contra pele misturado com o vento. Os peitos dela balançavam soltos por baixo da blusa aberta; ele agarrou os dois com as mãos, beliscando os bicos até fazer ela chorar de prazer.
— Mais forte… — implorou ela, cravando as unhas nas costas dele.
Javier obedeceu, levantando ela do chão pra que envolvesse as pernas na cintura dele. Meteu até o fundo uma vez atrás da outra, sentindo as paredes internas apertando ele, o clitóris roçando no púbis dele a cada estocada. Karina gozou primeiro: um orgasmo violento que fez ela tremer, molhar as coxas, gemer o nome dele num sussurro quebrado.
Javier veio junto segundos depois, derramando dentro dela com um grunhido de animal, enchendo ela até sentir escorrendo pelas pernas. Ficaram assim um momento, tremendo, abraçados contra a parede.
Depois se separaram rápido, arrumando a roupa. Karina entrou primeiro, com as bochechas vermelhas e o esperma do filho escorrendo pelas coxas. Javier ficou lá fora um tempo, respirando pesado, sabendo que não tinha mais volta.
A entrega era total. O risco, viciante. E o segredo, cada vez mais frágil.
— Mano... aconteceu uma merda. O pai sofreu um acidente no canteiro de obras. Caiu uma viga em cima da perna dele. Fratura exposta na tíbia, dizem que vai precisar de cirurgia e um baita repouso. Vão operar ele amanhã em Monterrey, mas depois... o médico falou que ele não pode ficar sozinho aqui. Precisa de cuidados em casa, pelo menos uns três meses. A mãe e você... vão ter que receber ele.
Javier sentiu o mundo parar. O maçarico caiu da mão dele, soltando faíscas no chão.— É grave? — perguntou, a voz rouca.
— Não a ponto de morrer, mas é sério. Perna quebrada em dois lugares, infecção possível se não cuidarem direito. José engoliu seco no telefone —. Não posso largar o trampo aqui, mano. Tenho um contrato grande. Você e a mãe... vão ter que dar conta. Mando ele de ônibus assim que tiver alta, daqui a uma semana mais ou menos, enquanto isso seria bom a mãe vir cuidar dele e ficar com ele.
Javier desligou e ficou encarando a parede da fábrica, o barulho das máquinas como um zumbido distante. O pânico subiu pela garganta dele. Ramiro voltando. Pra casa. Pra cama. Pra vida que tinham construído sem ele.
Quando chegou em casa naquela tarde, Karina já sabia. José tinha ligado pra ela também. Ela estava sentada na mesa da cozinha, com as mãos apertadas em volta de uma xícara fria, os olhos vermelhos mas secos.
— Ele vai voltar — disse ela sem rodeios —. Seu pai vai voltar.
Javier sentou na frente dela. Ninguém se tocou. O ar entre eles parecia pesado, carregado do que não era dito.— O que a gente vai fazer? — ele perguntou, quase num sussurro.
Karina demorou pra responder. Olhou pra xícara como se a resposta estivesse ali.
— Não tem “o que a gente vai fazer”. Ele vai dormir na cama com a gente... comigo. Você vai dormir no sofá. Ou no quartinho se a gente arrumar. Durante o dia, eu cuido dele: troco os curativos, dou comida, ajudo ele a se mover com as muletas. Você vai trabalhar como sempre. De noite... nada. Nada, Javier. Nem um roçar. Nem um olhar demorado. Nada.
Ele concordou devagar, mas os dois sabiam que era mais fácil falar do que fazer.
Karina tinha ido embora naquela mesma noite pra Monterrey. A semana passou numa agonia silenciosa. Javier preparou a casa: arrumou o quarto principal pra Ramiro ter espaço pra perna elevada, comprou muletas e um urinol portátil. Cada tarefa era um lembrete: isso tá acabando. Ou pelo menos, tá se escondendo mais fundo.
Ramiro chegou numa sexta à tarde num ônibus de primeira classe junto com Karina. Desceu com a ajuda dos dois, a perna direita engessada da virilha até o tornozelo, o rosto pálido e abatido pela dor e pelos analgésicos. Karina correu pra pegar um táxi pra levar ele pra casa.— Meu velho… graças a Deus que você já tá aqui — disse ela, beijando a testa dele.
Ramiro sorriu fraco, cansado.
— Graças a vocês que me recebem, Karina. E a você, meu filho — disse, batendo no ombro de Javier —. Sem vocês, não sei o que faria.
Javier ajudou a carregar ele até a cama. Ajeitaram ele com travesseiros debaixo da perna quebrada. Ramiro suspirou de alívio ao se deitar.
— Que bom estar em casa — murmurou —. Mesmo que seja assim, torto e inútil.
Karina sentou na beira da cama, pegando a mão dele.
— Você não é inútil. Vamos cuidar de você até ficar bom.
Aquela primeira noite foi um suplício. Javier se deitou no sofá, a metros da cama onde os pais dele dormiam. Ele ouvia tudo: o ronco suave de Ramiro, o rangido do colchão quando Karina se mexia, os suspiros de dor do pai ao mudar de posição. Não conseguia dormir. O corpo dele lembrava cada noite anterior: o calor de Karina, o cheiro dela, o jeito que ela se arqueava debaixo dele. Agora tava ali, a poucos passos, mas inalcançável.
Karina também não dormia. Sentia o peso do corpo de Ramiro ao lado dela, o cheiro familiar de suor e remédio. E ao mesmo tempo, sentia a presença de Javier no sofá, a respiração ofegante dele. Queria se levantar, ir até ele, mas não podia. Ficou parada, com os olhos abertos no escuro, lutando contra o desejo que não tinha ido embora, só tinha se enterrado mais fundo.Os dias seguintes foram uma dança perigosa. Durante o dia, tudo parecia normal: Karina cuidando de Ramiro, Javier chegando do trabalho e ajudando no que podia. Mas os toques inevitáveis — uma mão que passa um prato e demora um segundo a mais, um olhar que se cruza por tempo demais — eram como faíscas em pólvora seca.
Uma tarde, enquanto Ramiro tirava um cochilo com os analgésicos, Karina estava lavando roupa no quintal. Javier saiu para "ajudar". Ficaram lado a lado, pendurando camisas. As mãos deles se roçaram ao pegar um prendedor. Nenhum dos dois se afastou. Se olharam. O desejo estava ali, cru, doloroso.
— Não podemos — sussurrou ela. — Eu sei — respondeu ele.
Mas nenhum dos dois se mexeu. O silêncio se esticou. Javier deu mais um passo perto. Karina fechou os olhos, tremendo.
— Só um beijo — pediu ele, voz rouca —. Só um.
Ela balançou a cabeça, mas não recuou. Javier se inclinou devagar e roçou os lábios dela. Foi breve, quase casto. Mas o suficiente pra chama acender de novo.
Karina se afastou primeiro, com lágrimas nos olhos.
— Vai pra dentro. Por favor.
Javier obedeceu, mas os dois sabiam que era só questão de tempo. Ramiro estava em casa, mas o segredo não tinha morrido. Só esperava, agachado, nas sombras da casinha alugada.
A volta de Ramiro transformou a casinha num campo minado emocional. Cada dia era uma prova de resistência, cada olhar um risco, cada silêncio um grito engasgado.
De manhã, Karina se levantava primeiro pra preparar o café. Ramiro, ainda grogue com os analgésicos, reclamava de dor ao tentar se mexer. Ela ajudava ele a sentar na cama, ajeitava os travesseiros debaixo da perna quebrada, dava o remédio com uma ternura que Javier observava da porta do quarto como se fosse um estranho. Ver a mãe tocar o pai — arrumar o lençol no peito dele, passar a mão na testa pra limpar o suor — dava uma pontada que não era só ciúme: era raiva de si mesmo. "Aquele é o lugar dela", pensava. "Eu sou o intruso". Mas ao mesmo tempo, quando Karina se inclinava e a blusa abria um pouco, mostrando a borda do sutiã e a curva do peito, Javier sentia o pulso acelerar na virilha. Tinha que se virar rápido, fingir que ia pegar água, pra esconder a ereção que surgia sem permissão.
Karina vivia num estado constante de alerta. Toda vez que Javier entrava no quarto, sentia a presença dele como um calor na nuca. Sabia que ele a olhava: o jeito que os olhos dele paravam nas cadeiras dela quando ela andava, nas mãos dela quando passava a bandeja pro Ramiro. E ela, por sua vez, o traía com pequenos gestos: prendia o cabelo mais devagar do que precisava quando sabia que ele tava perto, deixava o xale cair um pouco mais dos ombros, se abaixava pra pegar alguma coisa do chão sabendo que ele ia ver a curva da bunda dela por baixo da saia. Depois se odiava por isso. "Que tipo de mãe eu sou?", se perguntava enquanto trocava os curativos do Ramiro, sentindo as mãos ásperas e familiares dele contra as dela. "A que cuida do marido e deseja o filho ao mesmo tempo."As noites eram o pior. Javier no sofá, a metros da cama de casal. Ela ouvia tudo: o ronco irregular do Ramiro, o suspiro de dor quando ele mudava de posição, o rangido do colchão quando Karina se virava inquieta. Ela também não dormia. Ficava olhando a silhueta do Javier no escuro, o jeito que o peito dele subia e descia com a respiração ofegante. Queria se levantar, atravessar o quarto em silêncio, se ajoelhar perto do sofá e tocar ele só pra sentir que ele ainda tava vivo, que ainda era dela. Mas não podia. Em vez disso, apertava as coxas debaixo do lençol, sentindo a umidade traiçoeira entre as pernas, e mordia o lábio até sangrar pra não gemer.
Certa madrugada, lá pelas três, Ramiro acordou com um grito abafado de dor. A perna dele ardia. Karina se levantou na hora, acendeu a luz fraca do criado-mudo e foi pegar o remédio.Javier se sentou no sofá, alerta.
— Precisa de ajuda, mãe? — perguntou em voz baixa.
Karina balançou a cabeça, mas os olhos dela se encontraram com os dele por um segundo longo demais. Ramiro, meio dormindo, murmurou:
— Valeu, filho… vem aqui, me ajuda a me ajeitar.
Javier se levantou e foi até a cama. Os dois levantaram Ramiro um pouco para ajustar os travesseiros. Naquele momento, ao se inclinar, o braço de Javier roçou o peito de Karina. Foi só um segundo, mas o suficiente. Ela se retesou toda, prendendo a respiração. Javier sentiu o mamilo endurecido contra o antebraço dele através da camisola fina. Nenhum dos dois se afastou na hora. Ramiro, de olhos fechados por causa da dor, não viu nada.
Quando Ramiro dormiu de novo, Karina e Javier ficaram de pé ao lado da cama, respirando ofegantes. Ela olhou pra ele com olhos brilhantes, cheios de lágrimas contidas.
— Vai pro sofá — sussurrou, mas a voz tremia.
Javier não se mexeu. Deu um passo mais perto, até que os corpos quase se tocavam.
— Não aguento mais isso — disse ele, com a voz falhando —. Te vejo com ele e morro por dentro. Te vejo cuidando dele e queria ser eu quem cuidasse de você. Quero te tocar sem me esconder. Quero que você seja minha… mesmo sabendo que não posso te ter.
Karina fechou os olhos, uma lágrima escorreu pela bochecha dela.— E eu quero que você me toque. Quero sentir você dentro de mim de novo. Mas toda vez que penso no Ramiro sofrendo, no José confiando na gente, no que nós somos… me sinto como se estivesse me afogando. Não sei quanto tempo mais vou aguentar sem quebrar.
Ficaram assim, a centímetros um do outro, sem se tocar, mas o desejo vibrava entre eles como eletricidade. Finalmente, Karina deu um passo pra trás, enxugou a lágrima com as costas da mão e voltou pra cama. Deitou-se ao lado de Ramiro, virando as costas pra Javier.
— Dorme, meu filho — disse, com a voz trêmula —. Amanhã é outro dia.
Javier voltou pro sofá, mas não dormiu. Ficou olhando as costas da mãe, a curva do quadril dela debaixo do lençol, e sentiu o coração se partir. O amor que sentia por ela — filial e carnal ao mesmo tempo — era uma ferida aberta que não cicatrizava. E a culpa, em vez de diminuir com o tempo, crescia como uma sombra que cobria tudo.
Karina, por sua vez, apertou o lençol contra o peito e chorou em silêncio, sem fazer barulho. Sabia que a tensão não ia desaparecer. Só ia se acumular, dia após dia, até que algo — ou alguém — explodisse.
A convivência com Ramiro quebrado transformou cada hora numa tortura lenta e gostosa. O desejo entre Javier e Karina não só sobrevivia; se alimentava do risco, da proximidade forçada, do roçar constante que fingiam ser acidental. Aos poucos, os limites se desfaziam como cera no sol. Cada cedida era mais profunda, mais perigosa, mais viciante.
Era uma manhã qualquer. Ramiro dormia profundamente sob o efeito dos analgésicos. Karina estava de pé na frente do metate, moendo nixtamal com movimentos ritmados que faziam tremer os quadris largos dela debaixo da saia leve. O suor perlava o decote, a blusa grudava na pele morena e marcava os peitos pesados que subiam e desciam a cada pressão no metate.
Javier entrou por trás, supostamente pra pegar um copo. Mas parou a centímetros dela. O hálito quente dele roçou a nuca da Karina quando ele se inclinou pra alcançar a prateleira alta. A virilha dura dele pressionou de propósito contra as nádegas redondas e firmes dela, sentindo a carne macia ceder sob o tecido fino. Não foi um roçar acidental; foi uma pressão lenta, intencional, que durou vários segundos.Karina congelou. O metate ficou parado. Sentiu a ereção grossa do filho pulsar contra o sulco da bunda dela, separada só por dois panos finos. Um calor líquido se acumulou entre as coxas dela quase na hora; os bicos dos peitos endureceram dolorosamente contra o sutiã. Ela fechou os olhos, mordendo o lábio inferior até sentir o gosto metálico de sangue.
— Javier… — sussurrou ela, mas não era uma ordem pra parar. Era um gemido disfarçado.
Ele não recuou. Em vez disso, colocou as duas mãos na cintura dela, apertando com força suficiente pra marcar a carne. Abaixou a boca até a orelha dela e murmurou:
— Só um segundo, mãe… só sinto como você treme.
Karina empurrou pra trás instintivamente, se esfregando nele num movimento lento e circular. Javier grunhiu baixinho, deslizando uma mão por baixo da blusa, subindo até cobrir um peito inteiro. Apertou com firmeza, beliscando o bico entre o polegar e o indicador até fazer ela gemer. O outro braço desceu pela frente, enfiando por baixo da saia, roçando o tecido encharcado da calcinha dela.
— Você tá escorrendo… — sussurrou ele, esfregando dois dedos sobre o clitóris inchado através do pano.
Karina se arqueou, apoiando as palmas na mesa pra não cair. Um gemido abafado escapou da garganta dela. Mas aí, um ronco forte do Ramiro vindo do quarto separou os dois como um tapa. Javier tirou as mãos na hora, ajustando a calça com dificuldade. Karina se endireitou tremendo, com as bochechas queimando e as pernas bambas. Nenhum dos dois disse mais nada, mas o ar ficou impregnado de O cheiro misturado: suor, desejo e culpa.
Ramiro precisava tomar um banho. A perna engessada impedia ele de fazer isso sozinho. Karina ajudava ele, mas naquela tarde pediu pro Javier entrar “pra segurar ele direito”. O banheiro era pequeno, o vapor da água quente enchia tudo. Ramiro tava sentado numa cadeira de plástico dentro da banheira, com os olhos meio fechados por causa dos remédios.
Javier se colocou atrás do pai, segurando-o pelos ombros. Karina se ajoelhou na frente deles, passando o sabão pelo peito de Ramiro. As mãos dela tremiam. Javier, da posição dele, conseguia ver o decote aberto da mãe: os peitos cheios quase escapando do sutiã, os mamilos escuros marcados contra o tecido molhado.Enquanto Karina enxaguava o sabão das pernas de Ramiro, Javier estendeu uma mão debaixo d'água e roçou a parte interna da coxa dela. Subiu devagar, sem pressa, até chegar na beirada da calcinha encharcada. Enfiou dois dedos por baixo do tecido e encontrou a buceta dela quente, escorregadia, os lábios inchados e abertos. Pressionou o clitóris com o polegar em círculos lentos enquanto os dedos médio e indicador deslizavam pra dentro dela, se curvando pra tocar aquele ponto sensível que a fazia tremer.
Karina soltou um gemido que disfarçou de tosse. O quadril dela se moveu imperceptivelmente pra frente, buscando mais profundidade. Javier acelerou o ritmo, fodendo ela com os dedos debaixo d'água enquanto a outra mão segurava Ramiro pra ele não perceber. Karina mordeu o lábio até sangrar, segurando os gemidos. As paredes internas dela se contraíram em volta dos dedos do filho, e um orgasmo silencioso a atravessou: as coxas dela tremeram, um jorro quente molhou a mão de Javier, mas ela manteve a compostura, fingindo continuar lavando Ramiro.
Quando terminou, ele tirou os dedos devagar, levando-os à boca por um segundo pra saborear a própria essência dela. Karina olhou pra ele com olhos vidrados, cheios de vergonha e fome. Ramiro murmurou algo incoerente e dormiu na cadeira. Javier saiu do banheiro primeiro, com o pau dolorido e o gosto dela nos dedos.
A tempestade chegou com trovões que faziam as janelas vibrarem. Ramiro dormiu cedo, exausto. Karina se levantou pra fechar uma janela que gotejava. Javier a interceptou no corredor escuro. Agarrou ela pela cintura e empurrou suavemente contra a parede.
—Não aguento mais —rosnou ele. Beijou ela com violência contida: língua invadindo a boca dela, dentes mordendo o lábio inferior. Karina respondeu com a mesma fome, as mãos descendo pra desabotoar a calça dele. Puxou o pau dele, duro, quente, pulsando, e acariciou com força, pra cima e pra baixo, sentindo as veias inchadas sob os dedos.
Javier levantou ela um pouco, sentando na borda da mesa da sala. Subiu a camisola dela até a cintura, puxou a calcinha pra baixo e se ajoelhou entre as coxas abertas dela. Beijou a parte de dentro das pernas, subindo devagar até chegar na buceta dela. Separou os lábios com os polegares e lambeu de baixo pra cima, parando no clitóris pra chupar com força. Karina tapou a boca com a mão pra não gritar. O quadril dela se movia contra a boca dele, montando na língua enquanto Javier enfiava dois dedos e os curvava dentro dela.
—Você tem um gosto tão gostoso, mamãe… —murmurou contra a carne molhada dela.
Karina gozou em ondas: o corpo dela tensionou, um jorro quente molhou o queixo de Javier, as coxas tremeram em volta da cabeça dele. Ele não parou; continuou lambendo até que ela empurrou ele de leve, sensível demais.
Depois foi a vez dele. Karina se ajoelhou no chão frio e pegou a ereção dele na boca. Chupou fundo, com a garganta relaxada, sentindo a ponta bater no fundo. Javier agarrou o cabelo dela, fodendo a boca dela com movimentos controlados mas urgentes. Gozou com um gemido abafado, derramando na garganta dela enquanto ela engolia tudo, olhando pra ele com olhos marejados de desejo e culpa.
Eles se separaram ofegantes. Karina limpou a boca com as costas da mão e voltou pra cama junto com Ramiro sem dizer nada. Javier ficou no corredor, com o coração batendo igual um tambor.
Ramiro tirava uma soneca depois do almoço. Karina saiu pro quintal pra estender roupa. Javier seguiu ela. Atrás dos lençóis pendurados que davam um pouco de privacidade, ele encurralou ela contra a parede. Parede de bloco. Ele beijou ela com desespero, mordendo o pescoço dela, deixando marcas vermelhas que depois teriam que explicar.
Levantou a saia dela, puxou a calcinha até os tornozelos e meteu com uma estocada brutal. Karina soltou um grito que abafou no ombro dele. Javier comeu ela com força: estocadas profundas, rápidas, o som de pele contra pele misturado com o vento. Os peitos dela balançavam soltos por baixo da blusa aberta; ele agarrou os dois com as mãos, beliscando os bicos até fazer ela chorar de prazer.— Mais forte… — implorou ela, cravando as unhas nas costas dele.
Javier obedeceu, levantando ela do chão pra que envolvesse as pernas na cintura dele. Meteu até o fundo uma vez atrás da outra, sentindo as paredes internas apertando ele, o clitóris roçando no púbis dele a cada estocada. Karina gozou primeiro: um orgasmo violento que fez ela tremer, molhar as coxas, gemer o nome dele num sussurro quebrado.
Javier veio junto segundos depois, derramando dentro dela com um grunhido de animal, enchendo ela até sentir escorrendo pelas pernas. Ficaram assim um momento, tremendo, abraçados contra a parede.
Depois se separaram rápido, arrumando a roupa. Karina entrou primeiro, com as bochechas vermelhas e o esperma do filho escorrendo pelas coxas. Javier ficou lá fora um tempo, respirando pesado, sabendo que não tinha mais volta.
A entrega era total. O risco, viciante. E o segredo, cada vez mais frágil.
3 comentários - Desejos de serra V