Octavio sempre foi um cara discreto. Aos 25 anos, trabalhava numa loja de ferragens, jogava futebol com os amigos aos domingos e morava com os pais e a irmã mais nova numa casa modesta nos arredores da cidade. Ninguém desconfiava de nada estranho até que, sem aviso nenhum, seu corpo resolveu traí-lo da forma mais radical possível.
Primeiro foi a voz: ficou levemente mais aguda, como se alguém tivesse aumentado o tom sem permissão. Depois, os pelos corporais começaram a desaparecer quase por completo. Em seguida, vieram os seios. Pequenos no início, sensíveis, desconfortáveis sob as camisetas largas que ele sempre usava. Mas o que mais o assustou foi quando percebeu que seu pênis, aos poucos, estava encolhendo. Não era ilusão. A cada semana, perdia comprimento e grossura. A ereção ficava mais fraca, mais breve, até que um dia simplesmente parou de funcionar como antes. No lugar, surgiu uma fenda rosada, úmida, que crescia enquanto o pequeno toco que restava se retraía até virar um clitóris.
Os quadris se alargaram. A bunda ficou redonda de um jeito obsceno. A cintura afinou. Em três meses, Octavio já não cabia em nenhuma de suas calças masculinas. Teve que comprar roupa íntima feminina, sutiãs, blusas. Seus pais o levaram a médicos especialistas que murmuravam palavras como "síndrome de reversão hormonal extrema" e "segunda puberdade induzida". Não havia cura. Apenas aceitação... ou negação. Um dia, ele simplesmente parou de se chamar Octavio. Em casa, começaram a chamá-la de Georgina. E ela, aos poucos, se acostumou ao nome. A família era grande e barulhenta. Entre tios, primos e sobrinhos, sempre tinha alguém organizando churrasco, festas ou passeios. Aquele verão alugaram uma casa enorme de frente para o mar em Puerto Escondido. Georgina chegou com um vestido de praia florido que marcava suas novas curvas, o cabelo já longo preso num rabo-de-cavalo alto, e umas sandálias que deixavam ver as unhas pintadas de vermelho coral que sua irmã tinha feito "pra você se sentir mais você mesma".


Antonio, o tio mais novo do seu pai —apenas 38 anos— não conseguia tirar os olhos dela desde o primeiro dia. No começo eram comentários inocentes: “Você está muito gostosa com esse vestido, sobrinha.” “Olha só como o bronzeado ficou bom em você.” “Você está irreconhecível… no melhor sentido.” Georgina sorria, baixava o olhar, ficava corada. Não entendia direito por que o estômago apertava toda vez que ele chegava muito perto, por que os mamilos ficavam duros quando ele passava o protetor solar nas suas costas “para você não queimar, minha filha”.

No terceiro dia, enquanto todo mundo jogava vôlei na praia, a Georgina sentiu vontade de fazer xixi. Ela voltou sozinha para a casa. Mal entrou no banheiro e baixou o biquíni quando ouviu a porta fechar com chave atrás dela. Era o Antônio. Ele não disse nada no começo. Só ficou olhando para ela com aqueles olhos escuros e famintos. A Georgina tentou falar, mas ele já estava atrás dela, colando o corpo no dela. Ela sentiu a ereção enorme pressionando contra suas nádegas por cima da bermuda de praia. "Tio… não… aqui não…" "Shhh. Ninguém vai vir ainda." Ele a inclinou sobre a pia. Arrancou o biquíni dela de uma vez. A Georgina quis resistir, mas quando ele tirou o pau para fora — grosso, veiudo, muito maior do que ela tinha imaginado — alguma coisa dentro dela derreteu. O calor subiu da virilha até o rosto dela. Ela estava molhada. Muito molhada.


Antonio não esperou por permissão. Penetrou ela com um único empuxo profundo. Georgina soltou um grito abafado que se transformou num gemido. Doía... mas também era a coisa mais intensa que ela já tinha sentido na vida. Ele a segurou pelos quadris, metendo com força, enquanto sussurrava no seu ouvido: "Você tá tão putinha assim... tão gostosa..." Ela já não lutava. Empurrava pra trás, buscando mais. Os gemidos ficaram incontroláveis. O som de carne contra carne enchia o banheiro pequeno. Quando Antonio gozou dentro dela, Georgina tremeu toda, teve um orgasmo tão violento que quase dobrou os joelhos. Saíram separados. Ninguém desconfiou de nada. No dia seguinte, na piscina, as primas a cercaram enquanto se bronzeavam. "E aí, prima, já tão te devorando com o olhar todos os caras" disse Laura rindo.



É que uma bunda daquelas não se vê todo dia", acrescentou Mariana. Georgina ficou corada, mas não se cobriu. Pelo contrário: puxou o biquíni mais para baixo, deixou o fio sumir entre as nádegas. Ela gostou. Gostou muito. Naquela noite, quando todos dormiam, Georgina andou descalça pelo corredor até o quarto de Antônio. Entrou sem bater. Ele a esperava sentado na cama, pelado, com o pau já duro. Não falaram muito. Ela subiu por cima, se encaixou e começou a cavalgá-lo devagar no início, depois com desespero. Antônio agarrava suas nádegas, dava palmadas, chupava seus mamilos enquanto ela gemía sem controle. Gozaram quase ao mesmo tempo. Ele dentro, ela apertando com a buceta até ele tremer. O encontro terminou. Cada um voltou para seu quarto.

Dez dias depois, Georgina começou a vomitar de manhã. Sua irmã, desconfiada, comprou um teste. Duas risquinhas. Quando ela contou aos pais, o clima congelou. Sua mãe chorou. Seu pai ficou vermelho de raiva. "Com quem, Georgina? Me diz com quem!" Ela não respondeu. Naquela mesma noite, seu pai entrou no quarto dela. Cheirava a cerveja. Estava furioso, mas também tinha algo mais nos olhos. Algo sombrio. "Você gosta de ser tratada como uma puta? É isso que você quer?
Ele a empurrou contra a cama. Arrancou o pijama dela. Georgina tentou resistir no começo, mas quando sentiu o membro do pai —duro, quente, entrando sem contemplação— o corpo a traiu de novo. Ela se arqueou. Gemeu. "Toma, gostosa! Isso te acontece por ficar abrindo as pernas!" Colocou-a de quatro. Penetrou-a com violência, agarrando-a pelo cabelo, enquanto gritava insultos. Georgina chorava e gemia ao mesmo tempo. O orgasmo chegou sem aviso, brutal, humilhante. Seu pai gozou dentro com um grunhido animal. Da cozinha, a mãe e a irmã ouviam tudo em silêncio. Ninguém disse nada. Meses depois, Georgina já tinha uma barriguinha notável. Os seios haviam inchado ainda mais. Andava pela casa com vestidos soltos, mas a excitação não passava. Pelo contrário: ela estava mais gostosa que nunca.




Uma noite, quando seus pais já estavam dormindo, ela recebeu uma mensagem do Antônio. "Sinto sua falta, minha rainha. Venha quando quiser." A Georgina sorriu no escuro, levantou-se, vestiu apenas um roupão transparente e caminhou até a casa do tio, que ficava a três ruas de distância. Quando entrou, ele já a esperava nu na sala. Não houve preliminares. Ela se ajoelhou primeiro, chupou ele com fome, até que ele a levantou e a levou até o sofá. Georgina sentou-se de cavalinho e começou a cavalgar naquele pau enorme de novo, com a barriga já redonda roçando no abdômen dele. Antônio agarrava suas nádegas, mordia seus mamilos inchados, sussurrava que ela estava linda assim, grávida, puta, dele. Georgina gozou gritando o nome dele. E continuou se mexendo, porque agora ela sabia exatamente o que queria. E queria isso o tempo todo.

Os meses seguintes foram um turbilhão de contradicções que, para Georgina, se tornaram viciantes. A barriga crescia sem parar. Os seios ficaram pesados, cheios, com veias azuis marcadas e mamilos quase sempre eretos. Cada manhã ela se olhava no espelho nua, acariciava a curva da barriga e sentia um calor líquido entre as pernas. Estava mais sensível do que nunca. Um toque, um olhar prolongado, o simples cheiro de homem na casa… tudo a deixava no limite. Seu pai parou de tocá-la depois daquela noite violenta. Não por se arrepender, mas porque a barriga já era muito evidente e a culpa (ou o medo do que diriam) o freou. Mas Georgina não precisava dele. Ela tinha o Antonio.

Eles se viam quase todas as noites. Às vezes na casa dela, às vezes em motéis baratos nos arredores de Tuxtla. Ele chegava cheirando a sabão barato e suor limpo, tirava a camisa com calma e deixava que ela o despisse devagar. Georgina se ajoelhava com a barriga pendurada, enfiava o pau dele até a garganta até as lágrimas escorrerem por suas bochechas, e depois subia por cima com cuidado para não esmagá-lo. Cavalgava devagar no começo, sentindo como ele a preenchia por completo, como a ponta roçava o fundo a cada descida. Quando estava perto, Antonio colocava as mãos na barriga dela e dizia: “Olha como eu te engravidei, minha rainha… olha o que eu fiz com você.” E ela gozava só com essas palavras, apertando-o tão forte que ele grunhia e se esvaziava dentro dela de novo, mesmo que já não houvesse risco. Quando a menina nasceu —uma bebê morena com os olhos grandes de Antonio—, a família fingiu que o pai era “um rapaz que saiu da cidade”. Ninguém perguntou demais. A mãe de Georgina chorava em silêncio cada vez que a carregava, mas nunca disse uma palavra de reprovação. O pai simplesmente parou de olhá-la nos olhos.
Dois anos se passaram. Georgina não era mais a garota tímida que corava com elogios. Agora ela andava de salto alto na rua, com vestidos justos que marcavam a cintura fina e o bumbum redondo que nunca mais se escondeu. Pintava os lábios de vermelho sangue, usava brincos grandes e deixava o cabelo cair em ondas sobre os ombros. Os homens viravam para olhá-la no mercado, no parque, na loja. Ela sorria com cumplicidade e seguia seu caminho, sabendo exatamente o efeito que causava. Antonio nunca se casou com mais ninguém. Vivia sozinho em sua casa de dois andares, com um quarto que aos poucos foi se enchendo das coisas de Georgina: vestidos no armário, maquiagem no banheiro, brinquedos da menina na sala. Uma tarde de domingo, enquanto a pequena dormia a soneca, ele se ajoelhou diante dela na cozinha. Não houve anel caro. Apenas uma aliança simples de ouro que ele comprou com suas economias de motorista. "Casa comigo, Georgina. Não quero mais me esconder. Quero que você seja minha mulher diante de todos.
Ela ficou em silêncio por um momento. Depois se abaixou, beijou-o devagar e sussurrou no seu ouvido: “Sim… mas quero que me coma como no primeiro dia. Com força. Sem piedade. Que todos saibam que sou sua.” O casamento foi pequeno, no quintal da casa do Antonio. Apenas familia próxima. A menina usava flores no cabelo. Georgina entrou com um vestido branco justo que não disfarçava nada: os quadris largos, os seios fartos, a cintura que ainda mantinha aquela curva impossível. Ela estava de salto alto e com o cabelo solto. Quando chegou ao altar improvisado, Antonio olhou para ela como se fosse a primeira vez. O juiz de paz falou rápido. As alianças foram colocadas. Deram um beijo longo, profundo, que fez vários primos pigarrearem desconfortáveis. Naquela mesma noite, depois que todos foram embora e a menina adormeceu em seu quarto novo, Antonio trancou a porta do quarto principal. Não houve delicadeza. Ele a empurrou contra a parede, arrancou o vestido de noiva de uma só vez (tinha comprado usado justamente porque sabia que não duraria a noite). Georgina ficou só na lingerie branca: calcinha fio-dental minúscula, sutiã de renda que mal continha os seios inchados. Ele puxou a calcinha dela com um movimento brusco, levantou-a pelas nádegas e a enfiou de pé, contra a parede. Ela enrolou as pernas na cintura dele e mordeu o lábio para não gritar muito alto. “Agora você é legalmente minha, putinha” ele sussurrou enquanto a fodia com força. “Minha esposa. Minha mulher. Meu tudo.” Georgina gozou duas vezes antes que ele a colocasse no chão. A pôs de quatro no tapete, agarrou seu cabelo como rédea e a penetrou por trás até o quarto cheirar a sexo e suor. Quando sentiu que ele estava prestes a terminar, ela se virou rápido, ajoelhou-se e abriu a boca. Antonio gozou na sua língua, no seu rosto, no peito. Ela lambeu os lábios, sorriu maliciosa e disse: “Feliz noite de núpcias, marido.”
Na manhã seguinte, Georgina acordou com o corpo dolorido e feliz. Olhou-se no espelho: a maquiagem borrada, as marcas vermelhas nos quadris, o sêmen seco entre as coxas. Sentia-se completa. Desceu para a cozinha descalça, usando apenas a camisa do Antônio. Preparou café. Quando ele entrou, ainda desarrumado, abraçou-a por trás e mordeu seu pescoço. “Pronta para o resto da vida, dona da casa?” Ela se virou, beijou-o devagar e fundo, e respondeu com um sorriso malicioso: “Pronta para você continuar me comendo como se fosse a primeira vez… todo maldito dia.” E assim foi. A menina cresceu chamando-o de pai sem questionar nada. A família aprendeu a calar. E Georgina — antes Octávio — encontrou, no corpo que nunca pediu e no homem que a transformou, o lugar exato onde queria ficar para sempre. Fim.
Primeiro foi a voz: ficou levemente mais aguda, como se alguém tivesse aumentado o tom sem permissão. Depois, os pelos corporais começaram a desaparecer quase por completo. Em seguida, vieram os seios. Pequenos no início, sensíveis, desconfortáveis sob as camisetas largas que ele sempre usava. Mas o que mais o assustou foi quando percebeu que seu pênis, aos poucos, estava encolhendo. Não era ilusão. A cada semana, perdia comprimento e grossura. A ereção ficava mais fraca, mais breve, até que um dia simplesmente parou de funcionar como antes. No lugar, surgiu uma fenda rosada, úmida, que crescia enquanto o pequeno toco que restava se retraía até virar um clitóris.
Os quadris se alargaram. A bunda ficou redonda de um jeito obsceno. A cintura afinou. Em três meses, Octavio já não cabia em nenhuma de suas calças masculinas. Teve que comprar roupa íntima feminina, sutiãs, blusas. Seus pais o levaram a médicos especialistas que murmuravam palavras como "síndrome de reversão hormonal extrema" e "segunda puberdade induzida". Não havia cura. Apenas aceitação... ou negação. Um dia, ele simplesmente parou de se chamar Octavio. Em casa, começaram a chamá-la de Georgina. E ela, aos poucos, se acostumou ao nome. A família era grande e barulhenta. Entre tios, primos e sobrinhos, sempre tinha alguém organizando churrasco, festas ou passeios. Aquele verão alugaram uma casa enorme de frente para o mar em Puerto Escondido. Georgina chegou com um vestido de praia florido que marcava suas novas curvas, o cabelo já longo preso num rabo-de-cavalo alto, e umas sandálias que deixavam ver as unhas pintadas de vermelho coral que sua irmã tinha feito "pra você se sentir mais você mesma".


Antonio, o tio mais novo do seu pai —apenas 38 anos— não conseguia tirar os olhos dela desde o primeiro dia. No começo eram comentários inocentes: “Você está muito gostosa com esse vestido, sobrinha.” “Olha só como o bronzeado ficou bom em você.” “Você está irreconhecível… no melhor sentido.” Georgina sorria, baixava o olhar, ficava corada. Não entendia direito por que o estômago apertava toda vez que ele chegava muito perto, por que os mamilos ficavam duros quando ele passava o protetor solar nas suas costas “para você não queimar, minha filha”.

No terceiro dia, enquanto todo mundo jogava vôlei na praia, a Georgina sentiu vontade de fazer xixi. Ela voltou sozinha para a casa. Mal entrou no banheiro e baixou o biquíni quando ouviu a porta fechar com chave atrás dela. Era o Antônio. Ele não disse nada no começo. Só ficou olhando para ela com aqueles olhos escuros e famintos. A Georgina tentou falar, mas ele já estava atrás dela, colando o corpo no dela. Ela sentiu a ereção enorme pressionando contra suas nádegas por cima da bermuda de praia. "Tio… não… aqui não…" "Shhh. Ninguém vai vir ainda." Ele a inclinou sobre a pia. Arrancou o biquíni dela de uma vez. A Georgina quis resistir, mas quando ele tirou o pau para fora — grosso, veiudo, muito maior do que ela tinha imaginado — alguma coisa dentro dela derreteu. O calor subiu da virilha até o rosto dela. Ela estava molhada. Muito molhada.


Antonio não esperou por permissão. Penetrou ela com um único empuxo profundo. Georgina soltou um grito abafado que se transformou num gemido. Doía... mas também era a coisa mais intensa que ela já tinha sentido na vida. Ele a segurou pelos quadris, metendo com força, enquanto sussurrava no seu ouvido: "Você tá tão putinha assim... tão gostosa..." Ela já não lutava. Empurrava pra trás, buscando mais. Os gemidos ficaram incontroláveis. O som de carne contra carne enchia o banheiro pequeno. Quando Antonio gozou dentro dela, Georgina tremeu toda, teve um orgasmo tão violento que quase dobrou os joelhos. Saíram separados. Ninguém desconfiou de nada. No dia seguinte, na piscina, as primas a cercaram enquanto se bronzeavam. "E aí, prima, já tão te devorando com o olhar todos os caras" disse Laura rindo.



É que uma bunda daquelas não se vê todo dia", acrescentou Mariana. Georgina ficou corada, mas não se cobriu. Pelo contrário: puxou o biquíni mais para baixo, deixou o fio sumir entre as nádegas. Ela gostou. Gostou muito. Naquela noite, quando todos dormiam, Georgina andou descalça pelo corredor até o quarto de Antônio. Entrou sem bater. Ele a esperava sentado na cama, pelado, com o pau já duro. Não falaram muito. Ela subiu por cima, se encaixou e começou a cavalgá-lo devagar no início, depois com desespero. Antônio agarrava suas nádegas, dava palmadas, chupava seus mamilos enquanto ela gemía sem controle. Gozaram quase ao mesmo tempo. Ele dentro, ela apertando com a buceta até ele tremer. O encontro terminou. Cada um voltou para seu quarto.

Dez dias depois, Georgina começou a vomitar de manhã. Sua irmã, desconfiada, comprou um teste. Duas risquinhas. Quando ela contou aos pais, o clima congelou. Sua mãe chorou. Seu pai ficou vermelho de raiva. "Com quem, Georgina? Me diz com quem!" Ela não respondeu. Naquela mesma noite, seu pai entrou no quarto dela. Cheirava a cerveja. Estava furioso, mas também tinha algo mais nos olhos. Algo sombrio. "Você gosta de ser tratada como uma puta? É isso que você quer?
Ele a empurrou contra a cama. Arrancou o pijama dela. Georgina tentou resistir no começo, mas quando sentiu o membro do pai —duro, quente, entrando sem contemplação— o corpo a traiu de novo. Ela se arqueou. Gemeu. "Toma, gostosa! Isso te acontece por ficar abrindo as pernas!" Colocou-a de quatro. Penetrou-a com violência, agarrando-a pelo cabelo, enquanto gritava insultos. Georgina chorava e gemia ao mesmo tempo. O orgasmo chegou sem aviso, brutal, humilhante. Seu pai gozou dentro com um grunhido animal. Da cozinha, a mãe e a irmã ouviam tudo em silêncio. Ninguém disse nada. Meses depois, Georgina já tinha uma barriguinha notável. Os seios haviam inchado ainda mais. Andava pela casa com vestidos soltos, mas a excitação não passava. Pelo contrário: ela estava mais gostosa que nunca.




Uma noite, quando seus pais já estavam dormindo, ela recebeu uma mensagem do Antônio. "Sinto sua falta, minha rainha. Venha quando quiser." A Georgina sorriu no escuro, levantou-se, vestiu apenas um roupão transparente e caminhou até a casa do tio, que ficava a três ruas de distância. Quando entrou, ele já a esperava nu na sala. Não houve preliminares. Ela se ajoelhou primeiro, chupou ele com fome, até que ele a levantou e a levou até o sofá. Georgina sentou-se de cavalinho e começou a cavalgar naquele pau enorme de novo, com a barriga já redonda roçando no abdômen dele. Antônio agarrava suas nádegas, mordia seus mamilos inchados, sussurrava que ela estava linda assim, grávida, puta, dele. Georgina gozou gritando o nome dele. E continuou se mexendo, porque agora ela sabia exatamente o que queria. E queria isso o tempo todo.

Os meses seguintes foram um turbilhão de contradicções que, para Georgina, se tornaram viciantes. A barriga crescia sem parar. Os seios ficaram pesados, cheios, com veias azuis marcadas e mamilos quase sempre eretos. Cada manhã ela se olhava no espelho nua, acariciava a curva da barriga e sentia um calor líquido entre as pernas. Estava mais sensível do que nunca. Um toque, um olhar prolongado, o simples cheiro de homem na casa… tudo a deixava no limite. Seu pai parou de tocá-la depois daquela noite violenta. Não por se arrepender, mas porque a barriga já era muito evidente e a culpa (ou o medo do que diriam) o freou. Mas Georgina não precisava dele. Ela tinha o Antonio.

Eles se viam quase todas as noites. Às vezes na casa dela, às vezes em motéis baratos nos arredores de Tuxtla. Ele chegava cheirando a sabão barato e suor limpo, tirava a camisa com calma e deixava que ela o despisse devagar. Georgina se ajoelhava com a barriga pendurada, enfiava o pau dele até a garganta até as lágrimas escorrerem por suas bochechas, e depois subia por cima com cuidado para não esmagá-lo. Cavalgava devagar no começo, sentindo como ele a preenchia por completo, como a ponta roçava o fundo a cada descida. Quando estava perto, Antonio colocava as mãos na barriga dela e dizia: “Olha como eu te engravidei, minha rainha… olha o que eu fiz com você.” E ela gozava só com essas palavras, apertando-o tão forte que ele grunhia e se esvaziava dentro dela de novo, mesmo que já não houvesse risco. Quando a menina nasceu —uma bebê morena com os olhos grandes de Antonio—, a família fingiu que o pai era “um rapaz que saiu da cidade”. Ninguém perguntou demais. A mãe de Georgina chorava em silêncio cada vez que a carregava, mas nunca disse uma palavra de reprovação. O pai simplesmente parou de olhá-la nos olhos.
Dois anos se passaram. Georgina não era mais a garota tímida que corava com elogios. Agora ela andava de salto alto na rua, com vestidos justos que marcavam a cintura fina e o bumbum redondo que nunca mais se escondeu. Pintava os lábios de vermelho sangue, usava brincos grandes e deixava o cabelo cair em ondas sobre os ombros. Os homens viravam para olhá-la no mercado, no parque, na loja. Ela sorria com cumplicidade e seguia seu caminho, sabendo exatamente o efeito que causava. Antonio nunca se casou com mais ninguém. Vivia sozinho em sua casa de dois andares, com um quarto que aos poucos foi se enchendo das coisas de Georgina: vestidos no armário, maquiagem no banheiro, brinquedos da menina na sala. Uma tarde de domingo, enquanto a pequena dormia a soneca, ele se ajoelhou diante dela na cozinha. Não houve anel caro. Apenas uma aliança simples de ouro que ele comprou com suas economias de motorista. "Casa comigo, Georgina. Não quero mais me esconder. Quero que você seja minha mulher diante de todos.
Ela ficou em silêncio por um momento. Depois se abaixou, beijou-o devagar e sussurrou no seu ouvido: “Sim… mas quero que me coma como no primeiro dia. Com força. Sem piedade. Que todos saibam que sou sua.” O casamento foi pequeno, no quintal da casa do Antonio. Apenas familia próxima. A menina usava flores no cabelo. Georgina entrou com um vestido branco justo que não disfarçava nada: os quadris largos, os seios fartos, a cintura que ainda mantinha aquela curva impossível. Ela estava de salto alto e com o cabelo solto. Quando chegou ao altar improvisado, Antonio olhou para ela como se fosse a primeira vez. O juiz de paz falou rápido. As alianças foram colocadas. Deram um beijo longo, profundo, que fez vários primos pigarrearem desconfortáveis. Naquela mesma noite, depois que todos foram embora e a menina adormeceu em seu quarto novo, Antonio trancou a porta do quarto principal. Não houve delicadeza. Ele a empurrou contra a parede, arrancou o vestido de noiva de uma só vez (tinha comprado usado justamente porque sabia que não duraria a noite). Georgina ficou só na lingerie branca: calcinha fio-dental minúscula, sutiã de renda que mal continha os seios inchados. Ele puxou a calcinha dela com um movimento brusco, levantou-a pelas nádegas e a enfiou de pé, contra a parede. Ela enrolou as pernas na cintura dele e mordeu o lábio para não gritar muito alto. “Agora você é legalmente minha, putinha” ele sussurrou enquanto a fodia com força. “Minha esposa. Minha mulher. Meu tudo.” Georgina gozou duas vezes antes que ele a colocasse no chão. A pôs de quatro no tapete, agarrou seu cabelo como rédea e a penetrou por trás até o quarto cheirar a sexo e suor. Quando sentiu que ele estava prestes a terminar, ela se virou rápido, ajoelhou-se e abriu a boca. Antonio gozou na sua língua, no seu rosto, no peito. Ela lambeu os lábios, sorriu maliciosa e disse: “Feliz noite de núpcias, marido.”
Na manhã seguinte, Georgina acordou com o corpo dolorido e feliz. Olhou-se no espelho: a maquiagem borrada, as marcas vermelhas nos quadris, o sêmen seco entre as coxas. Sentia-se completa. Desceu para a cozinha descalça, usando apenas a camisa do Antônio. Preparou café. Quando ele entrou, ainda desarrumado, abraçou-a por trás e mordeu seu pescoço. “Pronta para o resto da vida, dona da casa?” Ela se virou, beijou-o devagar e fundo, e respondeu com um sorriso malicioso: “Pronta para você continuar me comendo como se fosse a primeira vez… todo maldito dia.” E assim foi. A menina cresceu chamando-o de pai sem questionar nada. A família aprendeu a calar. E Georgina — antes Octávio — encontrou, no corpo que nunca pediu e no homem que a transformou, o lugar exato onde queria ficar para sempre. Fim.
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