Capitulo 3: Mia (Episodio 1)

quando eu era criança, por volta dos 5 anos, conheci uma menina na rua dos meus avós, (Perla) uma menina branca, ruiva, muito bonita, fizemos química, mas não como vocês pensam, nos tornamos melhores amigos… cursamos o primário, o ginásio, o colegial e parte da faculdade, saíamos muito pra festa, ela conhecia meus namorados e eu os dela, sabíamos muitas coisas um do outro, dormíamos juntos, chegamos até a tomar banho juntos sem nos vermos com outros olhos que não fossem de irmãos…

Por outro lado, eu tinha um primo 2 anos mais velho que eu (filho de uma irmã do meu pai) o Juan, a gente se dava super bem, mais que primo dava pra dizer que era meu melhor amigo homem, igual com a Perla, éramos os três mosqueteiros, mas só quando ele vinha pra cidade já que era de outra (a 6 horas daqui)…

Um dia eles decidiram começar um relacionamento, eu me senti feliz pelos dois, esse relacionamento foi ficando mais sério até que decidiram unir as vidas no casamento, tudo era cor de rosa, ela engravidou e tiveram uma linda menina “Mia”, eu ia na casa deles todo dia e ajudava financeiramente, o que não era problema… quando a bebê fez 2 anos ofereceram um trabalho pro meu primo na cidade e ele aceitou, se mudaram, no início a gente se comunicava muito mas por questões da vida fomos nos afastando, até perder toda comunicação por um motivo ou outro…

11 anos depois…

Nesses 11 anos meu pai faleceu, meu avô também e eles nem apareceram, na verdade não sabiam de nada, já estávamos chegando nos 35 anos de idade, um dia do nada apareceu na porta da casa da minha avó, o Juan, eu virei, olhei e corri pra abraçar ele, ele ficou muito feliz, ficamos um tempo lá e depois decidimos ir comer em algum lugar, já estávamos comendo, ele pediu desculpas por não ter estado nos funerais e por ter se afastado, me contou que tem uma doença e que em pouco tempo ele ia falecer, a notícia foi uma bomba pra mim, choramos e buscamos soluções, etc., ao se despedir ele me deu seu endereço e seu novo número de telefone.

JUAN: eu gostaria que você nos visitasse na cidade, a Perla vai… Que bom que vocês estejam de visita, além de poder conhecer as meninas. A Mia já tem 14, quase 15, e a Sami tem 11, você não conhece ela. EU: deixa eu arrumar umas coisas e pode considerar feito.

Resolvi algumas pendências, arrumei tudo e, com apenas uma mala, me joguei na cidade. Cheguei no endereço que ele tinha me dado e toquei. O Juan abriu, sorriu e me abraçou, como se não nos víssemos há anos. De repente, escuto uma voz.

PERLA: Juan, o que foi, amor? Quem é?
JUAN: Ninguém, só um bicho que eu achei.

Ele se afastou e foi aí que minha cabeça voou. A Perla, já transformada numa mulher madura, com um corpão pequeno e muito atraente, tão gostosa quanto a mãe dela, linda, apetitosa, eu diria.

EU: O que eu tenho que fazer pra minha irmã me abraçar? Parece que não sentiu minha falta.

Correndo, ela se jogou em mim e eu a peguei no colo. Demos voltas, as pernas dela prenderam minha cintura e senti o calor do corpo dela (de baixo)...

PERLA: Seu filho da puta, tantos anos e nada? Te odeio, desgraçado.
EU: Juan, não sabia que você tinha casado com um caminhoneiro, com esse vocabulário.

De repente, da escada vem uma menina, moreninha, cabelo preto, pequena, muito parecida com ele.

JUAN: Te apresento a Sami. Sami, ele é seu tio.

Cumprimentei com um aperto de mão e a abracei. Quando virei o olhar, lá estava ela, a Mia, idêntica à mãe na infância. E antes que dissessem qualquer coisa, ela desceu correndo e me abraçou.

MIA: Eu lembro de você, tio.
EU: Achei que já tinham me esquecido.

O tempo passou voando na nossa conversa. Eles ofereceram a casa pra eu dormir, embora eu tivesse dito que iria pra um hotel. E assim foi por um bom tempo. Consegui um trabalho de fotografia rápido, meu trabalho estava ficando conhecido. O Juan e a Perla não sabiam que eu era milionário; na verdade, ninguém sabe. Ajudei muito em casa e no tratamento do Juan. Já estava há 1 ano na cidade. Minha sobrinha sonhava com seus 15 anos, mas por causa do Juan não tinha muito dinheiro. Eu me dava super bem com as meninas; inclusive, contei pra elas sobre uma namorada que eu tinha na... Adolescência, foda, mãe solteira e o pai sou eu, que logo a conheceria. Juan não melhorava de saúde.

EU: Olha, quero oferecer uma coisa. Juan, não quero que aconteça nada com você sem ver sua filha de vestido de 15 anos. Eu pago e não aceito um não como resposta. É minha menina e ela merece o melhor, assim como a Sami.

Os olhos da MIA brilharam, me olhando como o provedor. Eu notei no olhar dela algo que me impactou, acho que foi daí que tudo nasceu.

Estávamos em fevereiro, os 15 anos seriam em julho. Dei a eles um cartão com uma quantia alta de dinheiro para não se preocuparem com a festa. Nessa etapa da doença, o Juan tinha que ir ao hospital do plano e ficar 3 dias por mês, então a Perla ia. Eu me ofereci para ficar com as meninas e tomar conta.

EU: Não se preocupem, eu cuido dela. Vou levá-las para passear e comprar roupa e coisas para se distraírem.

PERLA: Ei, melhor elas irem com o Juan e eu ir às compras.

EU: Hahahaha, vai ter tempo pra vocês, mas eu não gostaria que as meninas fiquem tristes.

JUAN: Cabra, não sei o que faria sem você.

EU: Eu não sei o que faria sem vocês. (E me veio à cabeça a minha MIA)

Levantamos cedo no sábado e levei elas a uma praça de alimentação com lojas para comprarem roupas, para renovarem o guarda-roupa.

MIA: Tio, mas o que eu pego?

EU: O que quiser, mami. Por dinheiro não se preocupa, eu pago.

MIA: É que minha mãe me veste como criança e eu quero algo mais... sexy.

SAMI: Como aquela menina.

EU: Ok, vamos fazer uma coisa, vamos ver se não me meto em problemas. Escolhe seu gosto em roupa: camisas, calças, saia, sutiã, calcinhas, de tudo. Guarde em segredo enquanto eu falo com sua mãe e convenço ela.

Os olhos das duas brilharam e saíram correndo para ver. Ficamos horas e fui pagar. Passou o dia e por volta das 21h a Perla me ligou dizendo que ia dormir com o Juan no hospital, que não chegaria.

EU: Então tenho luz verde para elas ficarem acordadas até tarde, assim posso levá-las ao cinema.

PERLA: Claro que sim, mas com uma condição: que depois você me dê um fim de semana igual, safado. YO: Feito. Conversei com as meninas, Mia ficou feliz, Sami não queria, eu disse pra ela ficar aqui que não demoraríamos, e que emprestaria meu computador se ela fizesse isso, ela aceitou. Mia ficou feliz e foi pro seu quarto.

MIA: Tio, você pode vir?

YO: Manda, mami.

MIA: Para o nosso encontro, posso usar alguma roupa que você me comprou?

YO: Nosso encontro? Você nem sabe o que é isso.

MIA: Hahaha, bom, só vamos nós dois, e pelo visto é um encontro.

YO: Ok, então leva o que quiser, com certeza tudo vai ficar bom em você. Te espero lá embaixo.

Ao vê-la descer as escadas, acho que foi o dia que comecei a vê-la com outros olhos. Ela vestia uma camiseta curta que chegava até o umbigo, de manga longa e com o decote solto, uma minissaia jeans que fazia suas pernas longas e brancas se destacarem, e umas sandálias. Eu olhei e disse o quão linda ela estava. Fomos pra praça pra chegar ao cinema e ver um filme.

Já estando no cinema, percebemos que o filme começaria às 8, sendo 6 horas. Eu disse pra irmos jogar nos fliperamas um pouco enquanto não começava, e ela aceitou. Antes de entrar, dei dinheiro pra ela e disse que iria ao banheiro, que ela fosse pedindo... Não passaram nem 10 minutos quando a encontrei sentada num banco muito triste, e perguntei o que havia acontecido. Acontece que umas amigas a perturbaram e ela preferiu sair. Ela me contou que estava falando pra elas sobre um namorado que comprava coisas pra ela e que pagaria os seus 15 anos. Eu ri e perguntei por que ela disse isso se era eu quem pagava. Ela me respondeu que foi pra se sentir importante e pra que elas soubessem que seu namorado tinha dinheiro.

YO: Vamos dar uma surpresa pra esses garotos, minha menina. Vai e senta enquanto pede alguma coisa, logo chego e você tem que me acompanhar o tempo todo, tá? E não me desminta, esse vai ser nosso segredo.

Imediatamente ela fez isso. Fui a uma loja de presentes, comprei um boneco dos seus favoritos, um kit de maquiagem e uma corrente de ouro que já tinha separado como presente dos seus quinze anos e aproveitei...

Ao entrar no lugar, ela estava de costas, suas amigas me tinham de Na frente e ficaram de boca aberta com tantos presentes, Mia vira e me vê com todos aqueles presentes e sorri.

EU: Oi, meu amor (abre os olhos enormes e sorri)

MIA: Oi, meu amor

Estendi os braços para dar seus presentes, ela veio pegá-los, quando os deixei na mesa me abraçou...

MIA: E agora o que eu faço? (sussurro)

EU: Bom, o que você pensar, você é quem manda, eu te sigo (sussurrando)

MIA: Tá certo, tio? (sussurrando)

EU: Para minha princesa, o que for

MIA: Obrigada, meu amor, adorei meus presentes

Me beijou na bochecha, depois mais perto dos lábios e, fazendo uma pausa de microssegundos, me beijou na boca. Ambos estávamos de olhos abertos e surpresos, eu os fechei deixando rolar e o beijo durou 10 segundos, um beijo terno...

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