Sessão Solo II Saturada do Rock



O quarto em chamas.
O ar pesa. A luz amarela cai sobre a cama bagunçada e me cobre como um aviso.

Posso, mas já não tô atuando.
Estou exposta.


Sessão Solo II Saturada do Rock

Ele não fala muito. Não precisa. Quando abaixa a câmera e se aproxima, o espaço entre nós some de uma vez. Já não é o fotógrafo que observa; é um homem que invade.
A mão dele volta pro meu quadril, dessa vez sem suavidade. Os dedos se cravam na minha pele, firmes, marcando território. Ele me puxa de leve até a beirada da cama. Sinto o roçar do corpo dele contra o meu, o calor atravessando o pano mínimo que nos separa.
Respiro mais fundo.
Clique.



Argentina


Mas o tiro soa longe. O real acontece quando ele larga a câmera pendurada e as mãos dele sobem pelas minhas coxas com decisão. Não é uma exploração tímida. É um avanço direto. Ele abre um pouco mais minhas pernas com os dedos e o olhar dele desce, lento, intenso, me percorre como se estivesse memorizando cada centímetro.
—Assim —ela diz.
Não me mexo.
fotos



Ele se inclina sobre mim. O torso dele roça o meu. Sinto a pressão firme do corpo dele entre minhas pernas. Não é por acaso. É de propósito. Ele me obriga a sentir. A reconhecer.
Minhas costas se arqueiam sozinhas.
Os dedos dele sobem pela minha barriga, mas dessa vez não param com cuidado; apertam, percorrem, reivindicam. Quando chegam no meu peito, não só corrigem a pose: seguram, pressionam, moldam pra foto… e pra ele.
Clique.


argentina



A boca dela não me beija. Para a milímetros da minha pele, o suficiente pra respiração quente arrepiar tudo. O contato é mínimo, mas a tensão é brutal.
Eu seguro o olhar dela.
Deslizo uma perna em volta da cintura dele sem que ele mande.




Sole


Desculpa ficar tenso. Essa reação me acende. Não sou só quem recebe. Também provoco.
Ele responde se aproximando mais, me prendendo entre o corpo dele e o colchão. As mãos dele descem com menos paciência, mais necessidade.




Solidao


Ela só me vira, muda o ângulo da minha pélvis, mas dessa vez não parece pensar na câmera. Parece pensar no impulso.
Clique.






Sessão Solo II Saturada do Rock


A câmera fica pendurada, esquecida.
A mão dele sobe pelo meu pescoço e me segura ali, firme mas sem violência. Meu pulso bate contra os dedos dele. Ele sabe que eu sinto. Ele sabe que eu não me afasto.




Argentina


A sessão deixou de ser uma sessão.
É uma troca crua. Carregada. Física.
E toda vez que ela se aproxima, já não é mais pra ajustar uma pose.
Ele faz isso pra incendiar a buceta dela.




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