Minha madrasta e as filhas gêmeas

Meus pais me colocaram Jesus quando nasci, agora tenho 22 anos. Quando eu tinha 12, minha mãe nos abandonou e foi embora com outro homem. Ficamos só eu e meu pai. Meu pai tinha uma oficina de carros e a gente vivia bem. Morávamos numa casa grande de dois andares, e vinha uma moça fazer a limpeza duas vezes por semana. Pouco depois de eu fazer 14 anos, meu pai conheceu uma mulher que tinha duas filhas gêmeas, alguns meses mais velhas que eu e também uns 3 cm mais altas — eu tenho 1,62. A mulher se chama Amparo, é alta, cabelo moreno, séria e rigorosa. Ela é diretora de um colégio de meninas. As filhas dela, Raquel e Marina, são insuportáveis e desde o primeiro dia a gente não se deu bem. Nove meses depois, elas vieram morar com a gente. Aí acabou minha paz. Eu sou tranquilo, não falo muito e vivo enfiado no meu quarto. Elas são o oposto: agitadas, não param de falar. No começo, Amparo era muito educada e boa comigo. Com as filhas dela, minha relação era zero — eu não as aguentava e elas também não me aturavam. Elas implicavam comigo e riam da minha voz, que é muito fina, parecendo voz de menina. Com o passar dos meses, Amparo foi ficando cada vez mais rígida comigo e já não era tão gentil. Na frente do meu pai, ela era boa comigo, mas quando ele não estava, me tratava mal. Ela e as filhas implicavam comigo, com meu cabelo loiro que eu tinha deixado crescer até os ombros, dizendo que eu precisava cortar porque por trás parecia uma menina. A convivência com elas era um inferno pra mim. Pensei em falar com meu pai, mas ele estava tão feliz depois de tudo que passou quando minha mãe nos abandonou que eu não tive coragem. Faltava um mês pro meu aniversário de 16 anos e dois meses pras férias de verão. Era meu último ano do ensino geral e no ano seguinte eu começaria a estudar mecânica de carros pra poder trabalhar com meu pai no futuro. Eu estava no meu quarto jogando PlayStation quando minha madrasta abriu a porta de repente, sem bater, chorando. — Jesus, corre, vamos pro hospital. — O que foi? Acabaram de me ligar que seu pai sofreu um acidente de moto. - Quêêê, como é que meu pai tá? - Vamos, se apressa, ele tá grave, não me falaram mais nada. Saímos correndo de carro pro hospital nós quatro, eu tava chorando no banco de trás com a Marina. No caminho e no hospital foi a primeira vez que minhas meias-irmãs foram carinhosas comigo. Uma hora de espera até que um médico saiu e nos chamou. Amparo foi até ele e perguntou: - Como tá meu marido? Ele não disse nada, só fez um gesto com a mão pra gente entrar numa sala e sentar. - Ele chegou com uma pancada forte na cabeça e não conseguimos fazer nada, sinto muito. Quando ouvi isso, fiquei em choque, nem conseguia chorar. Minha madrasta tava chorando com um ataque de ansiedade. Fizeram uma cerimônia simples e cremamos o corpo. Uma semana depois, nos reunimos com o administrador que cuidava das contas do meu pai e o advogado dele pra tratar da herança. A casa e o dinheiro que meu pai economizou ficaram metade pra mim e metade pra minha madrasta. A oficina, os dois mecânicos que ele tinha terminaram os carros que estavam pendentes e fechou. O ponto da oficina não era do meu pai, era alugado. Nos primeiros dias, a convivência foi boa, mas aos poucos voltou a ser um inferno pra mim. Meu aniversário passou sem graça nem glória. Faltava pouco menos de duas semanas pras férias quando fui tomar um banho e no chão tinham duas calcinhas das minhas meias-irmãs. Era normal, todo dia elas deixavam depois de tomar banho e a mãe delas, mesmo reclamando, recolhia e não dava em nada. Se eu deixasse meus boxers largados, além de me xingar, me fazia pegar e levar pro cesto de roupa suja. Peguei as calcinhas do chão e me masturbei com uma delas na mão. Deixei elas de volta onde estavam, tomei banho e esqueci. Nos dois dias seguintes, me masturbei do mesmo jeito. No terceiro dia, tinham umas calcinhas vermelhas e outras rosas. Quando peguei elas, me deu vontade de vestir e gostei de como ficaram em mim e como... Confortáveis que eram, e eu me masturbava com elas vestidas. Comecei a fazer isso todo dia: ia tomar banho, fechava a porta com o trinco e vestia elas. Tava de férias há uma semana, quarta-feira à tarde. Minha madrasta tava na escola fechando o ano letivo, sexta-feira começavam as férias dela. Eu no meu quarto jogando videogame, e minhas meias-irmãs falaram que iam dar uma volta. Esperei uns minutos e entrei no banheiro. Me despi, primeiro vesti uma calcinha branca e depois outra azul clarinha. Tava me olhando no espelho quando a porta do banheiro abriu de repente e elas duas apareceram. Vinham ensopadas, pegaram uma tempestade e voltaram pra casa. O banheiro é em cima, e eu não ouvi a porta da entrada. Como tava sozinho, não tinha colocado o trinco. Elas ficaram me encarando, paradas, e eu paralisado.

— O que cê tá fazendo com a minha calcinha vestida? — disse a Raquel.

Eu fiquei travado, sem saber o que falar, e comecei a chorar.

— Seu degenerado, seu pervertido. Já vai ver quando a gente contar pra mãe.

Enquanto isso, a Marina com o celular na mão tava tirando foto.

— Desculpa, não sei por que fiz isso. Não contem pra sua mãe, por favor, ela vai me castigar.

Fui tirar as calcinhas sem pensar que ia ficar pelado na frente delas.

— Não tira. Vai deixar vestida, e não vou contar pra mãe. Porque quando ela chegar, você vai estar usando elas pra ela te ver.

— Não, por favor. Não vou fazer de novo, me perdoa. Vou tirar e faço o que vocês quiserem.

— Se tirar, a gente publica a foto nas nossas redes sociais pra todos os nossos amigos te verem.

— Não faz isso, por favor.

— Já que você disse que vai fazer o que a gente quiser, você vai usar elas pra mãe te ver, senão a gente publica as fotos.

— Tá bom, tá bom.

Eu preferia o castigo que me esperava do que elas publicarem a foto.

— Bom garoto, ou melhor, boa garota. Não sai daí que a gente vai secar um pouco o cabelo.

Elas secaram o cabelo enquanto eu, parado de lado, de calcinha.

— Vem com a gente pro nosso quarto. Seguiram, fecharam a porta e começaram a se despir na minha frente sem nenhuma vergonha, ficando as duas de calcinha e sutiã. Raquel me olhou rindo. "É engraçado isso, estamos as três de calcinha, ficaram muito bem em você hahaha." Elas se vestiram e descemos pra sala, mais ou menos na hora da mãe delas chegar. Uns 10 minutos depois, ouvi a porta e estávamos de pé esperando, eu no meio das duas. "Oi, já che..." Ela parou no meio da frase me olhando. "O que você está fazendo com essas calcinhas vestidas?" Raquel começou a falar. "Marina e eu saímos pra dar uma volta e fomos pegas pela chuva, voltamos pra casa e pegamos ele com minhas calcinhas no banheiro. Ele disse pra não contarmos pra você não castigar ele, mas eu falei que não ia contar porque você mesma ia ver quando chegasse, já que proibi ele de tirar." Ela ficou me encarando com cara bem séria. "Agora explica por que você vestiu as calcinhas da Raquel." "Não sei, vi elas no banheiro e fiquei curioso pra saber qual era a sensação, mas juro que não vou fazer de novo." "Curioso pra saber a sensação, não é? Claro que não vai fazer de novo. Já que você tem curiosidade, seu castigo vai ser usar calcinha o verão inteiro. E também vai saber como é vestir saias e vestidos, você vai passar o verão como uma menina." "Não, por favor, sou um garoto, não faz isso comigo." "Garotos não usam calcinha, quem usa são as garotas, e você está de calcinha, pra nós você é uma garota." "Não, por favor." "Já está decidido. Agora, pra não passar pela sua cabeça vestir cueca, sobe pro seu quarto com suas irmãs e entrega todas que você tem. E vocês, procurem roupas pra ele e vistam ele, não vai ficar de calcinha o dia todo em casa. E deem algumas calcinhas de vocês pra ele até comprarmos as dele." Subimos pro meu quarto, entreguei todas as minhas cuecas, elas colocaram numa sacola e deixaram no quarto da mãe. Fomos pro quarto delas, começaram a procurar no armário, pegaram várias saias e vestidos e colocaram em cima. A cama, elas estavam vendo o que escolher de tudo aquilo quando a mãe entrou no quarto. — Mãe, o que a gente podia colocar nela? — Deixa eu ver. Ela olhou o que tinha em cima da cama, pegou primeiro um vestido, colocou na minha frente e fez isso com tudo, ficou pensativa olhando as roupas. — Essa saia rosa plissada vai ficar perfeita nela, o que vocês acham, meninas? — Achamos perfeito. — Então tá decidido, e pra combinar, procura uma calcinha e um sutiã rosa pra ela. Elas procuraram numa gaveta e tiraram um conjunto de renda. — Tira essa calcinha e coloca essa. Eu fiquei paralisado, queria que eu ficasse pelado na frente delas. — Anda, acorda. Vermelho que nem um tomate, tirei a calcinha e fiquei nu na frente delas, a mãe caiu na risada e se aproximou de mim, pegou meu pau com dois dedos. — É, querido, não é à toa que você tinha curiosidade de ver como ficava numa calcinha com essa coisinha tão linda que você tem, um recém-nascido tem uma maior, com certeza se você nascesse uma semana antes nascia com uma bucetinha, hahaha. Toma, coloca. Eu coloquei, depois ela me deu o sutiã, que eu não sabia como vestir. — Meninas, ajudem ela a colocar. Entre as duas, me vestiram, pegaram a saia e colocaram em mim, ficou na metade da coxa. A mãe procurou umas meias e colocou dentro do sutiã, e por cima uma camiseta rosa que escrito Barbie com letras brilhantes. — Agora falta uns sapatos, por sorte você tem o mesmo pé que a Marina, procura um pra ela. Ela pegou uns sapatos rosas com um salto baixinho e colocaram em mim. — Pronto, a menina tá vestida, você tá muito gostosa, vamos descer. — Mãe, deixa a gente maquiar ela? — Claro, não tinha pensado nisso. Vou tomar um banho e espero vocês lá embaixo. Elas me sentaram na frente do espelho e começaram a me maquiar, rosto, olhos, lábios e por último pintaram minhas unhas de rosa. Eu tava aterrorizado, mas não ousava reclamar. Quando terminaram, me deram várias calcinhas e uns sutiãs e me... Fizeram ele levar e guardar na gaveta onde antes ficavam as cuecas. Depois descemos e a Amparo estava preparando o jantar, ela me olhou. — Você está divina, vem pra cá e me ajuda com o jantar. Nunca tinha ajudado ela nem ela tinha me pedido, sempre pedia pras filhas dela. — Já descascou batata alguma vez? — Não. — Hoje vou te ensinar como se faz, e você vai começar a aprender a cozinhar, uma moça tem que saber fazer isso, mas primeiro pega, veste esse avental pra não sujar essa roupa bonita. Ela me deu um avental branco com flores, me explicou como fazer, comecei a descascar uma. — Você tá fazendo errado, Jesus, desperdiça muita batata. Agora que eu penso, Jesus não me parece o nome adequado, meninas, a gente tinha que arrumar um nome pra ele, pensem em alguns. Entre as três, falaram vários: Patrícia, Laura, Paula, Daniela, Ingrid, Maria, Martina, Sônia. — Sônia é perfeito, é um dos nomes que considerei pra uma de vocês. — Beleza, mãe, gostei. — O que você acha do seu novo nome, Sônia? — Tá bom. Falei bem baixinho. — Agora, Sônia, foca e descasca a batata tirando só a casca fina. Continuei descascando as batatas devagar e com cuidado, depois ela me fez cortar alface, tomates, cenoura, cebola pra uma salada, por último me fez preparar uns peitos de frango, acabei fazendo tudo enquanto ela ia me orientando. — Agora você tem que pôr a mesa. Isso eu já tinha feito muitas vezes. Depois do jantar, mesmo tendo lava-louças, ela me fez lavar tudo à mão. — Essas são as tarefas do dia a dia de toda mulher, e mais coisas que você vai aprender. Depois vimos TV um pouco e fomos dormir. — Meninas, deem uma camisola pra sua irmã dormir. Sentei na minha cama pensando em tudo que aconteceu, e logo as duas entraram e me deram uma camisola rosa. — Veste pra gente ver como fica em você. Com muita vergonha e de cabeça baixa, tirei a camiseta e a saia e vesti a camisola, que batia na altura do joelho. — Ficou muito bem em você, Sônia, descansa. Custou pra eu dormir e fiquei desconfortável. Com a camisola, pensei em tirar, mas não fiz com medo de ser pego. De manhã, acordei, fui ao banheiro e ouvi a Marta, a moça que vinha limpar. Me tranquei no quarto pra ela não me ver e jogar videogame. Comecei a jogar, mas não tava motivado. Parei de jogar e, quando levantei da cadeira, me vi no espelho e fiquei me olhando ali, com uma camisola rosa, pensando na vida. De repente, a porta abriu e minhas irmãs entraram. — Bom dia, Sonia, dormiu bem? — Sim. — Vem no nosso quarto ver o que você vai vestir hoje. Abriram o armário, começaram a olhar e pegaram um vestido branco florido. — Esse tá bom, tira a camisola. Tirei a camisola e elas iam me dar o vestido. — Pera aí, um momento, você também tem que trocar a calcinha. Já volto. Saiu e em um minuto voltou com uma calcinha e um sutiã brancos. — Toma, troca. Envergonhado, troquei a calcinha e elas me ajudaram com o sutiã, me ensinando como colocar: primeiro prender na frente e depois virar. Depois o vestido e uns sapatos brancos rasos. — Vamos tomar café. — Não posso descer assim, a Marta tá aí. — E vai ficar o dia todo escondida? Quando ela subir pra arrumar os quartos, vai te ver do mesmo jeito. Me pegaram pelas mãos e me puxaram pra fora do quarto, descendo as escadas. A Marta tava tirando o pó na sala de jantar e olhou pra gente. — Bom dia, meninas, como vocês estão? Virou a cabeça de volta pro armário pra continuar limpando, mas logo virou de novo e ficou nos olhando por uns segundos. — Jesus, o que você tá fazendo vestido assim? Fiquei calado, envergonhado, e a Marina falou. — Ele decidiu passar o verão assim, quer ser uma menina. — É verdade isso, Jesus? — Agora o nome é Sonia. — Que surpresa, não esperava por isso. Então você quer ser uma garota? — Sim — respondi timidamente. — Se é o que você quer, fico feliz por você. Tomamos café na cozinha. — Sonia, vamos pro seu quarto que temos trabalho que nos foi passado. Mamãe. Já abriram o armário lá e começaram a tirar a roupa. — O que vocês estão fazendo? — Mamãe mandou a gente tirar toda a sua roupa de menino e trocar por roupa de menina. — Mas eu preciso dessa roupa, e se eu tiver que sair? — Esqueceu que você vai passar o verão inteiro como menina? Esse é o seu castigo. — Não posso ficar o verão inteiro sem sair. — Você não vai ficar o verão inteiro sem sair, mas vai sair vestida de menina. — Não vou sair assim. — Isso a gente vai ver. Esvaziaram o armário inteiro, colocaram a roupa em sacos e levaram para um quarto que usavam como depósito. Depois fomos para o quarto delas, e elas pegaram várias saias, vestidos, camisolas e um par de sapatos. — Essa é roupa que a gente não usa mais, e é pra você. Vamos, guarda no seu armário. Eu coloquei no armário. — Agora você já tem sua primeira roupinha, vamos nos divertir um pouco no nosso quarto. Me fizeram sentar na frente do espelho, tiraram a maquiagem do dia anterior e me maquiaram de novo. Pintaram as unhas dos pés de rosa, igual as das mãos, e depois começaram a me pentear. Fizeram um coque primeiro, depois dois rabinhos, uma trança, brincaram com meu cabelo e, por último, fizeram dois rabinhos de novo com um laço rosa e me deixaram assim. Ao meio-dia, mamãe voltou. — Oi, meninas. Que linda você está hoje, Sônia. Cadê a Marta? — Lá em cima, mãe — respondeu Raquel. Ela subiu e deu pra ouvir as duas conversando um bom tempo. Depois se calaram e as duas desceram. — Meninas, venham aqui um momento. Amanhã é o último dia que a Marta vem. Eu começo as férias e, comigo em casa, a gente pode fazer isso nós mesmas. Marta não falou, não disse nada. Parecia triste. Se despediu e foi embora. — Sônia, põe a mesa pro almoço. Eu pus a mesa e depois ela me mandou servir a comida enquanto todas já estavam sentadas. Depois de servir, eu sentei. — Vocês fizeram o que eu pedi? — Sim, mãe. Já tiramos a roupa dele e demos a nossa. — Bom. Marquei horário no sábado no centro de estética da Juani, pra todo mundo. A Sônia precisa de uma mudança de visual: corte de cabelo mais feminino, arrumar Essas sobrancelhas... E já que estamos de férias, vocês três podem fazer as unhas. Fiquei paralisado com o garfo, espaguete enrolado no meio do prato e na boca. — Eu não quero fazer isso não, já é castigo suficiente ter que passar o verão vestida de menina. — Nina, tem um ditado que diz: a curiosidade matou a puta. E você, por ser curiosa pra saber como é vestir uma calcinha, vai saber como é viver, se vestir, se pentear, se maquiar e fazer coisas de menina. — Não, pelo amor. — Você vai fazer o que eu mandar. E agora, seja uma boa menina e come. Calei a boca e não protestei mais. No fim do jantar, ela me fez recolher a mesa e limpar a cozinha sob supervisão dela, enquanto minhas irmãs viam TV. — Agora que tá tudo em ordem, pode ir ver TV um pouco. — Vale, mas vou no banheiro primeiro. Fui no banheiro de baixo e ela me seguiu. Quando entrei e fui fechar a porta, ela parou e entrou atrás de mim. Fiquei de pé esperando, achando que ela ia pegar alguma coisa, mas ela ficou plantada na minha frente. — Você veio aqui pra fazer o quê, Sônia? — Fazer xixi. — Tá esperando o quê? — Você sair. — Não, quero ver você fazer. — Por quê? — Anda, faz logo. Fiquei na frente do vaso, levantei o vestido e fui tirar ele. — O que você tá fazendo? — Ué, xixi. — Não é assim que se faz. Meninas sentam pra fazer xixi. — Eu não sou... — Agora você é uma menina. Senta e faz. Levantei o vestido de novo, abaixei a calcinha e sentei pra fazer. — Assim que você vai fazer sempre a partir de hoje. — Vale. — Aliás, não tinha reparado porque o pouco pelo que você tem é loiro e quase não aparece, mas amanhã suas irmãs vão te ajudar a depilar. Levantei sem responder, subi a calcinha enquanto ela olhava e começava a rir. — Kkkkk, vamos nos divertir muito esse verão. Saímos e fui sentar pra ver TV. Um tempo depois, fui pra cama. De manhã, acordei de camisola, fui no banheiro e, como não tinha ninguém, fiz xixi em pé. Marta já tinha chegado; ouvi barulho lá embaixo. Voltei pro quarto e me deitei na cama um tempo depois. minhas irmãs entraram. - Vamos, Sonia, se veste e desce pra tomar café. Tirei a camisola e peguei o mesmo vestido do dia anterior pra vestir. - Como é que vai vestir o de ontem? Pega outra coisa, agora você tem roupa no armário. Abri o armário, olhei e não sabia o que escolher. Depois de olhar um pouco, peguei uma saia preta e uma camiseta da mesma cor, fui vestir. - E não vai trocar a calcinha? Tem que fazer isso todo dia. - Sim, claro, depois de vestir a saia. - Acha que a gente é besta? Você ficava até dois dias com a mesma cueca. Troca logo antes que seja engraçado te ver, hahaha. Peguei uma preta e troquei na frente delas, que estavam rindo. Depois de vestida, descemos pra tomar café, cumprimentamos a Marta, e então elas me levaram lá pra cima, pro banheiro. - Tira a roupa pra tomar banho, mas passa esse creme onde tem pelo e espera uns 10 minutos. Fiquei esperando elas saírem. - Vai, o que tá esperando? Começa. - Saiam. - A gente vai ficar aqui te vendo. - Sai, que eu fico com vergonha. - Para de besteira, é normal a gente se pelar na frente uma da outra. - Eu não sou uma garota. - É sim, você é uma garota. Me despi e passei o creme nas pernas, nos braços, no peito não tem pelo e parei. - Falta passar na buceta também. - Aí não. - Aí sim, tem que deixar a buceta bem depilada. Passei. - Agora é esperar um pouco. Depois de quase 10 minutos, a Raquel chegou com uma luva áspera e esfregou no meu braço. - Pronto, pega a luva e passa pelo corpo pra sair o pelo. Passei onde tinha creme e depois tomei banho. Quando me sequei, o pouco pelo que tinha tinha sumido. Me vesti de novo e elas me levaram pro quarto delas, onde me maquiaram e pentearam. A Marta subiu um tempo depois pra se despedir pra sempre. Deu dois beijos nelas e em mim dois beijos e um abraço bem forte — fazia 4 anos que me conhecia — e foi embora. Daí a pouco a mamãe chegou, cumprimentou a gente, passou a mão no meu braço e depois na minha perna. - Que macias que tão. Trouxe Comida pronta, Sônia, põe a mesa. Só falava comigo, comemos, depois eu tive que lavar os pratos. No fim de semana fui com elas e ia sentar no sofá pra ver TV. — Não, senta na cadeira que eu trouxe um presente pra você. Procura na bolsa e tira alguma coisa. — Comprei duas pistolas pra colocar brincos nas tuas orelhas. — Eu não quero usar brincos. — Uma mocinha tem que usar brincos. — Não, vai doer. — É só uma picadinha de nada. Ela chegou perto de mim, pegou no meu lóbulo, colocou a pistola e eu senti uma picada que me fez soltar um grito, depois na outra orelha a mesma coisa. — Viu como não foi tão ruim? Ficaram muito bons em você, olha neste espelho. Me olhei e em cada orelha tinha dois brilhantes. Comecei a ver TV e um tempo depois me levantei pra ir ao banheiro, ninguém me seguiu e eu tranquei a porta com o ferrolho. Ia fazer xixi em pé quando tentaram abrir a porta. — Abre a porta, Sônia, aposto que você fechou pra fazer em pé e eu não pegar. — Não, eu sempre fecho. — Abre, e a partir de agora você está proibida de usar o ferrolho. Tirei o ferrolho e ela entrou. — Ficou claro? — Sim. Ela ficou na minha frente e sem dizer nada, eu levantei a saia, abaixei a calcinha até a metade da coxa e me sentei sob o olhar dela. A tarde passou rápida vendo filmes até a hora de começar a fazer o jantar, que sob as ordens dela eu preparei. Fomos dormir cedo e no sábado de manhã minhas irmãs me acordaram às 9. — Vamos, acorda que a gente vai pro salão. Depois do café da manhã, me levaram pro quarto das minhas irmãs e a mamãe preparou minha roupa: calcinha rosa, um vestido rosa clarinho e os sapatos rosa. Ela me maquiou e às 10 fiz minha primeira saída na rua como menina. Fomos de carro até o centro estético da Juani, a amiga da mamãe, que era onde elas sempre iam. Ao entrar, tinha uma mulher que devia ter mais ou menos a idade da Amparo e outra moça mais nova. — Oi, Juani, chegamos. — Oi, Amparo. Ela deu dois beijos nas três e depois olhou pra mim. — E essa moça tão gostosa, quem é? es. — Era o filho do meu falecido marido, que como já te contei, decidiu ser uma menina. — Que legal, e como você se chama, gostosa? Com um tom de voz baixo. — Sônia. Ela se aproximou e me deu dois beijos. — Por quem eu começo com o corte? — Começa por ela que tem mais trabalho, minhas filhas é só pontas e dar um jeitinho. — Vem, senta aqui no lavatório. Eu ia protestar e recusar, mas sabia que não adiantaria nada. Ela lavou minha cabeça e depois começou a cortar meu cabelo, modelando. Quando olhei no espelho, a imagem que voltava era de uma garota. Depois, pegou uma pinça e começou a tirar pelos das minhas sobrancelhas. Olhei de novo no espelho e me levantei; se antes restava pouco do Jesus, agora já tinha sumido de vez. No espelho, se refletia uma garota loira, com sobrancelhas finas e um vestido rosa acima dos joelhos. — O que achou, Sônia? Você está muito gostosa. — Tá bom. — Agora espera um pouco que a Silvia termine com a Marina e depois cuida de você. Silvia era a outra moça que estava fazendo as unhas da Marina. Depois de um tempinho esperando, ela me fez sentar na frente dela numa mesinha, pediu pra ver minhas mãos, olhou e começou a tirar o esmalte das unhas. Removeu as cutículas e começou a trabalhar nelas. Uma hora depois, eu tinha unhas compridas pintadas de rosa. Fiquei esperando sentado mais de uma hora até terminarem com minhas irmãs. Enquanto isso, peguei o celular pra jogar, mas foi difícil usar a tela sensível com as unhas compridas. Quando terminaram com as três, Amparo pagou com meu dinheiro, que ela administrava do que meu pai me deixou, e nos despedimos saindo do salão. — Já é quase hora do almoço, onde vocês querem comer, meninas? — No Straciatella, mãe. — disse Raquel. — Tá bom pra mim. Levamos uns 20 minutos pra chegar. Depois de sentarmos na mesa que nos deram, minhas irmãs disseram que iam ao banheiro. — Sônia, não quer acompanhar suas irmãs ao banheiro? Mesmo com vontade de ir, preferi segurar. Ia ter que entrar pela primeira vez num banheiro feminino e não me sentia preparado pra isso. Já tinha ido ao salão de beleza antes, mas foi diferente. Só tinha uma pia e estávamos só nós duas. Lá, eu podia encontrar outras garotas. Pedi um spaghetti à carbonara e uma Coca Booty. Ao pegar o copo pela primeira vez com as unhas mais compridas, não foi difícil, mas era diferente do jeito que eu fazia antes. E o garfo pra comer foi um pouco mais complicado de segurar entre os dedos. Esperamos a sobremesa, mas eu já não aguentava mais e tinha que ir pro banheiro, sem falta. — Vou ao banheiro. — Tá bom. — disse a mãe. Levantei, fui até lá, parei na frente da porta das mulheres, do lado estava a dos homens. Respirei fundo e entrei. Por sorte, não tinha ninguém. Entrei num box e tranquei o ferrolho. Mijei em pé, sem me preocupar se minha madrasta viesse. Lá, era normal fechar a porta, e se ela viesse e batesse, era só sentar e abrir, porque dava pra alcançar o ferrolho sentada. Ninguém veio. Quando saí, tinha uma mulher na frente do espelho. Saí rapidinho e voltei pra mesa. Comemos a sobremesa e de lá fomos pra um shopping. Ao chegar e me ver rodeada de tanta gente, fiquei nervosa. A primeira loja foi uma de perfumes, onde compraram um pra mim. Depois, uma de lingerie, onde elas, além de escolherem calcinhas pra mim, me fizeram escolher algumas também. E aí vieram os sapatos, e depois várias lojas de roupa feminina, onde elas escolheram vários vestidos e saias pra mim e pra elas. Raquel e Marina pegaram um par de calças pra elas, e eu fiquei olhando, peguei uma que gostei, mesmo sendo de mulher, só pra ter uma calça no meio de tanta saia. — Essa aqui eu gostei. — Deixa aí, você não pode comprar uma calça. — disse Amparo. — Por que eu não posso e elas podem? — Simples, Sônia. Você usou calças por muitos anos, e agora só te permito usar saias. Quase reclamei, mas mordi a língua porque sabia que não tinha escolha. Depois, me levaram pra comprar roupa de dormir, claro que foram camisolas. Perdemos a tarde toda lá. Depois das roupas, fizemos a compra semanal. Jantamos no McDonald's e voltamos pra casa, onde me fizeram guardar e organizar as roupas que eu tinha comprado e pago com meu próprio dinheiro. Um tempinho de descanso e já dormir. No domingo de manhã, saímos pra dar uma volta, comprei um frango assado, umas batatas e uma salada. Quando cheguei em casa, foi a minha vez de pôr a mesa, recolher tudo e lavar a louça. De tarde, fiquei na sala vendo TV e à noite foi pizza pro jantar. Na segunda-feira, minha madrasta me acordou às 9, mandou eu preparar o café da manhã pra nós duas e, assim que sentamos, ela disse: "Sônia, escuta o que vou te falar. Você sabe que eu demiti a Marta, e se fiz isso foi por um motivo. A casa precisa de alguém pra cuidar da limpeza. A partir de hoje, você vai cuidar disso, assim eu economizo de ter que pagar alguém. Esses primeiros dias, vou te ensinar tudo que você precisa fazer e como fazer. São tarefas que toda mulher deve saber fazer." Terminamos de tomar café, ela mandou eu me vestir, porque eu estava de camisola, e já vestida começamos. Depois de lavar a louça do café, fomos pro quarto onde ficam os produtos de limpeza, a máquina de lavar e a secadora. Ela me ensinou a colocar roupa dela pra lavar — cada uma tem seu próprio cesto. Me entregou um pano e líquido: "Vamos começar tirando o pó." Ela me ensinou como fazer. Enquanto eu tirava o pó do jeito que ela mandava, minhas irmãs desceram, foram pra cozinha e prepararam o café delas. Depois de tirar o pó, ela me ensinou a limpar os vidros das janelas, depois passar o aspirador. A máquina de lavar já tinha terminado, então coloquei a roupa na secadora e pus outra lavagem de uma das filhas dela. Depois, passar pano no chão. Com isso, a manhã foi embora. Era hora de preparar o almoço. Ela foi me ensinando como fazer uns grão-de-bico com chouriço, preparar os ingredientes pro refogado, como cortar as batatas. Enquanto fervia, ela me levou pra limpar o banheiro e arrumar as camas. Com a comida pronta, pus a mesa e comemos. Depois, limpar os talheres e a cozinha, tirar a roupa da secadora, pendurar a outra pra secar e colocar mais uma pra lavar. Lavadora da outra filha, subir as roupas dela pro quarto e dobrar, me deixou descansar um pouco e mais tarde repetir com as outras roupas. Quando tudo tava pronto, me mandou tomar banho, depois me levou pro quarto dela e começou a me ensinar a me maquiar. Durante a primeira semana, a rotina foi se repetindo: limpeza, arrumar as camas, comida — essas eram as tarefas diárias. Ela me controlava e me corrigia se eu fizesse algo errado, enquanto as filhas dela passavam o dia sem fazer nada, vendo TV e brincando. Toda tarde tinha aula de maquiagem. No fim de semana, ela me deixava descansar, mas no sábado à tarde a gente ia pro shopping fazer compras e, de quebra, ela comprava mais roupas pra mim. Quando eu ia no banheiro, não fechava a porta e fazia sentado. Naquela semana, ela não veio ver como eu fazia. Uma noite, de madrugada, depois de umas duas semanas, bateu vontade de ir ao banheiro e, confiante de que ela tava dormindo naquela hora, comecei a fazer de pé. De repente, a porta abriu. — Posso saber por que você tá mijando de pé, mocinha? — É que eu não aguentava mais. — Isso não é desculpa. Eu confiava em você, por isso não tinha voltado pra ver como fazia. Você me decepcionou, e vou ter que dar um jeito pra isso não se repetir. — Desculpa, não vou fazer de novo. — Sua desculpa não vale nada. Uma semana depois. — Vamos pro seu quarto. Ela tava com uma sacola na mão. — Tira a roupa enquanto vou explicando. Falei que ia dar um jeito de evitar que você mijasse de pé. Pesquisei na internet e já tenho a solução. Tirei a roupa e fiquei de calcinha e sutiã. — A calcinha e a parte de cima também. Fiquei pelada na frente dela. — Depois de muito procurar, achei uma coisa que me deu muita graça. Você vai ter uma bela surpresa quando ver, mas não vai ver até o final, porque vou vendar seus olhos. Ela tapou meus olhos. — Tá vendo alguma coisa? — Não. — Vou começar. Levanta um pé, agora o outro. Ela subiu alguma coisa pelas minhas pernas. Quando chegou em cima, segurou meu pau, e eu senti que roçava em alguma coisa. Puxei aquilo pra cima e senti uma pressão na virilha. — Na verdade, é bem curioso e você tá divina agora. Depois ela tocou meu peito e senti como se algo grudasse primeiro de um lado e depois do outro. — Perfeito, agora sim você é toda uma mocinha. Ela me segurou pelo ombro e me fez dar uns passos. — Vou tirar a venda pra você se ver. Me vi refletida no espelho, a primeira coisa que vi foram dois peitos colados no meu peito, do tamanho parecido com os das filhas dela. E quando olhei pra baixo, meu pequeno pau tinha desaparecido, no lugar tinha uma rachinha que se enfiava entre minhas pernas. — Gostou da surpresa? Agora você tem uma bucetinha bonita que te obriga, sim ou sim, a sentar pra fazer xixi igual uma menina. E claro, dois peitos lindos como deve ser. Não vai falar nada? — Não. — Meninas, subam um momento, a irmã de vocês quer mostrar uma coisa. As duas subiram e, ao entrar no quarto e me ver, ficaram olhando com surpresa. — O que acharam da bucetinha da irmã de vocês e desses peitos lindos? — Não sei o que dizer, fiquei de cara. — Marina. — E eu também tô de cara, eu gostei, mas do que é feito? — Raquel. — É de silicone macio, e o pênis fica enfiado num tubinho com um buraco por onde a ponta aparece pra ela fazer xixi sentada. — Que curioso, posso tocar pra ver a textura? — Claro que sim, a Sonia não se importa, né? As duas se aproximaram, primeiro olharam de perto e depois tocaram. — Que macio e molinho, hahaha. — Sim, muito parecido com uma bucetinha de verdade. Agora tô doida pra ver como funciona. Vamos pro banheiro pra ela fazer xixi. — Não tô com vontade. — Certeza que sai alguma coisa, vamos. Ela me levou pro banheiro assim nua. — Entra no chuveiro e se agacha pra fazer xixi. Entrei no chuveiro, me agachei sem vontade, mas a vergonha que eu sentia naquele momento me deu vontade e comecei a urinar. Olhei por curiosidade e, entre minhas pernas, saía um jorro. — Hahaha, é autêntico, sai xixi igual ao nosso. — Mãe. — Sim, hahaha, que coisas a mamãe inventa. — Bom, já deu, toma. Uma toalhinha e você seca bem a sua bucetinha. Passei a toalhinha na rachadura e senti o toque, nunca tinha tocado numa buceta e não sabia como era. — Bom, já tá bom, agora é hora de se vestir. As três entraram no quarto comigo, primeiro coloquei a calcinha. — Viu como agora a calcinha fica bem em você? Antes só marcava um volumezinho, e agora fica mais lisinha, marcando uma rachadinha. Depois o sutiã cobrindo os peitos, uma saia jeans e uma camiseta que se ajustava bem nos peitos. — Agora sim, você é toda uma menina, e uma boa experiência pra saber como é a sensação.

Um mês e meio depois, eu já fazia sozinha todas as tarefas de casa. Nesse ponto, eu estava ficando cada vez mais submissa e obediente. Estava dobrando roupa da Amparo no quarto dela, quando ela entrou. — O advogado ligou, temos que ir ao escritório dele. Você precisa assinar algo. — O que eu tenho que assinar? — Ele não me disse, falei que a gente vai esta tarde. — Não posso ir assim. Mesmo que eu coloque minha roupa, não consigo esconder as unhas, o cabelo. — Não se preocupa, já expliquei pra ele não levar um susto. — O que você disse? — Que agora você é uma menina e se chama Sonia. Às 6 horas ele nos espera. Ela saiu do quarto. Lá pelas 5, saímos pro escritório dele. Esperamos um pouco e ele nos chamou pra sala, pegou uns papéis. — Sonia, esses documentos são os que você precisa assinar. — Pra que são os documentos que a menina tem que assinar? — São uns trâmites pequenos que faltam assinar. Ele colocou os papéis na minha frente e, sem ler, eu assinei. Voltamos pra casa. No dia seguinte, à tarde, depois do almoço. — Sonia, senta aqui que preciso falar com você. — O que foi? — Cancelei sua matrícula no instituto pra estudar mecânica. — Por que você fez isso? — Esse não é um ofício adequado pra uma garota. — Mas eu não sou uma garota, e quero estudar mecânica. — Você não vai estudar mecânica. Te matriculei no instituto que eu dirijo, e você vai fazer cabelereiro e estética, que é mais adequado pra uma menina. — Eu não quero. Estudar isso e você, inst6es só pra meninas, me recuso. - Você vai estudar o que eu mandar ou vou te botar pra fora de casa. - Você não pode me expulsar, essa é minha casa. - Não é mais, ontem quando você assinou os documentos, me cedeu sua parte e agora é só minha, por isso posso te expulsar, e não só isso, você também assinou uma mudança de nome, não é mais Jesus, é Sônia. - Por que você tá fazendo isso comigo? - Porque sou sua madrasta e gosto mais de meninas, e como menina sua atitude melhorou muito. - Eu não quero ser uma menina. - Então vai tomar no cu, bate a porta e cresce, mas pra onde você vai? Não tem pra onde ir, e o que uma menina sozinha e indefesa vai fazer na rua? Porque você não tem outra roupa, doei todas as suas roupas. Então decide: vai embora ou fica, mas nas minhas condições. Depois de um tempo em silêncio, pensando mil vezes, o medo venceu. - Eu fico. - Boa, uma menina esperta, mas tem outra condição: vamos visitar uma amiga minha que é médica pra fazer uma revisão e começar a tomar hormônios. Uma garota não pode andar com peitos de borracha, tem que ter os próprios peitos, tá claro? Outro momento de silêncio pensando, mas não tinha escolha: a rua ou isso. - Sim. - Então tá tudo resolvido. Fiquei sentada, deprimida, remoendo tudo. Em pouco mais de um mês, passei de um garoto normal que não fazia nada pra uma garota que cuidava das tarefas de casa, e em dois meses ia começar numa escola só de meninas pra estudar cabeleireiro e estética. No dia seguinte, ela me levou pra ver a médica amiga dela numa clínica particular. Ela fez exames, examinou meu corpo e me receitou uns comprimidos pra tomar todo dia, e quando tivesse os resultados, continuava com os mesmos ou me dava outros. Os dias foram passando. As primeiras mudanças foram na minha pele, ficou mais macia. No primeiro mês, comecei a sentir sensibilidade nos mamilos e eles ficaram maiores. No segundo mês, meu peito tinha dois caroços. Esse mês eu sofri muitas mudanças de personalidade, uma hora tava eufórica, outra deprimida, e dava vontade de chorar. Chegou o primeiro Dia de escola, Amparo escolheu minha roupa: calcinha branca, uma saia branca rodada na metade da coxa e uma regata preta. Saí de casa muito nervosa, e foi assim o trajeto todo de carro. Minhas irmãs postiças ficavam zoando e rindo de mim. Ao chegar na escola, Amparo foi pra dentro e me deixou com minhas irmãs, que logo começaram a cumprimentar outras garotas. — Meninas, apresento minha irmã postiça, Sônia. Ela vai começar este ano aqui, fazendo cabeleireiro. É transexual. Todas me cumprimentaram, e até entrar, teve mais apresentações. Duas das amigas disseram que seriam minhas colegas de classe. Ao entrar, minhas irmãs postiças tinham que ir pra outra área; elas estavam começando o ensino médio pra se preparar pra faculdade. Raquel queria estudar medicina, e Marina queria ser professora. Fiquei sozinha por um momento, mas atrás de mim chegaram as duas garotas com quem eu dividiria a aula: Verônica e Martina. — Sônia, vem com a gente. Fui com elas até uma sala onde já tinha algumas garotas. Elas se sentaram juntas, e eu fiquei sozinha na carteira ao lado. Mais garotas foram chegando, e uma sentou do meu lado. — Oi, sou Maria. — Oi, eu sou Sônia. — Você é irmã da Raquel e da Marina, né? — Sim. — Me falaram. Elas estavam falando de você lá fora. Aí entrou uma professora. — Bom dia, meninas. Todas respondemos. — Bem-vindas a mais um ano letivo, onde vocês vão começar a aprender o ofício de cabeleireiro e estética. Vou fazer a chamada. Ela foi chamando, e a gente tinha que responder "presente". Depois, foi explicando tudo que a gente ia aprender nos dois anos de duração do curso. No primeiro ano, só cabeleireiro: cortes, penteados, higiene capilar, tinturas, atendimento ao cliente. No segundo ano, cabeleireiro e estética: cuidados faciais, pedicure, manicure, depilação, maquiagem, etc. Uma hora de ginástica por semana. Depois da primeira hora, ela nos levou até a sala de cabeleireiro, onde mostrou os lavatórios, vários tipos de tesoura, pentes e produtos que eram usados. Finalmente nos entregaram duas jaquetas pretas pra usar nos treinos. Passou essa hora e chegou a hora do recreio, fomos pegar o almoço. Maria ficou do meu lado no caminho pro pátio, mas eu primeiro tinha que ir no banheiro. — Maria, onde fica o banheiro? — No final do corredor, eu também vou. Chegamos na porta, tava cheio de meninas, fiquei nervosa por ter que entrar pela primeira vez num banheiro lotado de garotas da minha idade. Depois de esperar mais de 10 minutos, fiz xixi e saí pro pátio com Maria, que me levou até um grupo de amigas e me apresentou. Sentei com elas e começaram a me fazer perguntas, algumas bem desconfortáveis. Na volta pra sala, mandaram a gente vestir a jaqueta pra aprender a lavar cabeças de manequim, secar e pentear. Acabou a última aula, esperamos a mãe na porta, ela saiu com umas sacolas e deu uma pra cada uma. — A roupa de ginástica de vocês. Quando cheguei em casa, deixei a sacola na cama e depois de comer subi e olhei a roupa. A parte de baixo era igual a uma calcinha, mas o tecido mais grosso, e em cima uma camiseta preta. Guardei no armário sem experimentar. Quarta-feira era meu primeiro dia de ginástica. Às 12 horas, tava no vestiário rodeada de meninas vendo como elas tiravam a roupa, ficando só de calcinha pra vestir o uniforme de ginástica. Todas nós tínhamos o mesmo uniforme. Com muita vergonha, tirei a saia mostrando minha calcinha rosa e vesti o calção de ginástica por cima. Ficou totalmente justo, marcando a rachinha. Tentei ajeitar pra não marcar, mas não consegui, e tive que sair assim. Os meses foram passando enquanto meu corpo mudava. No final do ano, eu tinha emagrecido um pouco, o quadril tava mais largo, as saias já não caíam retas por trás — antes eu tinha a bunda chata, agora era mais redondinha. O peito tinha crescido, eu tinha dois peitos não muito grandes, mas redondinhos. O segundo ano começou, e tinha dois dias de cabelereiro e três de estética. No segundo trimestre começavam as práticas. Tínhamos duas opções: ou Escolher salões de beleza ou centros de estética que o instituto deixava a gente escolher, ou a gente mesma escolhia. Eu não pude escolher, a Amparo falou que eu ia fazer no centro de estética da Juani. Comecei o estágio no começo só lavando cabeça e varrendo quando terminavam de cortar. Aos poucos fui começando a fazer tintura, cortar, depilar, fazer sobrancelha e manicure. Continua.

2 comentários - Minha madrasta e as filhas gêmeas

Me ha encantado, excelente como siempre, no decepcionas