Éyummy, minha irmã postiça
CAPÍTULO 1
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Buenos Aires, pleno verão. Meu pai vinha morar um tempo com a outra parceira dele e a filha dela, num bairro nobre da Cidade. Fazia um tempão que ele tinha se separado da minha mãe e formou outra família, em Córdoba. Não era afastado dele, mas não via ele com tanta frequência desde que casou de novo. Aliás, nunca tive chance nem de conhecer a nova filha dele, ou seja, minha irmã postiça.
Erica... Esse é o nome dela. Tem a minha idade. 20 anos. É inacreditável que eu nunca tenha conhecido ela, ainda mais considerando que a mãe dela já tava com meu pai, Carlos, há quase 10 anos. Nem nos seguíamos no Instagram ou Facebook. Parece que ela nunca se envolveu comigo, nem eu com ela.
Enfim, por questões de trabalho, uma oportunidade profissional muito foda do meu pai, eles vinham pra cá. Quem sabe por quanto tempo. A mãe dela, Sandra, eu conhecia e gostava bastante. As duas ou três vezes que vi ela, foi muito atenciosa comigo. Verdade seja dita, não tenho nada de ruim pra falar dela.
Minha mãe, Laura, também tinha refeito a vida dela, então a relação com meu pai continuava nos melhores termos. Tanto que ele comentou com ela que a enteada dele não tava muito feliz em voltar pra Buenos Aires. E é compreensível, porque voltar pra San Isidro, onde nasceu, depois de ter construído a vida em outra província, não era lá muito agradável...
Uma tarde, a gente tava tomando uns mates com minha mãe. Eu tava de férias da faculdade e tinha bastante tempo livre.
MAE: Então Julián, você vai conhecer sua irmã!
EU: Parece que sim, depois de quase 10 anos... Mas ela não é minha irmã.
MAE: Não seja chato, filho... É filha do seu pai.
EU: Política...
MAE: Por que você tá tão resistente? — Ela perguntou, surpresa.
EU: Não, só tô dizendo... Não conheço ela... Ela nunca quis me conhecer também... Por que eu ia ficar animado?
MAE: Coisas da vida. Acontece... Além do mais, segundo seu pai, ela é uma pessoa excelente.
EU: A gente vê, haha.
MAE: Ele me manda fotos, às vezes. Ela é uma gostosa. Bonequinha... Era verdade. De vez em quando, a curiosidade me levava a bisbilhotar as redes dela. Não tinha muita coisa, já que eu não seguia ela nem tinha ela como amiga, mas dava pra ver que era gostosa. Olhos verdes... Parecia alta nas fotos. Tinha cara de ser bem na dela. Daquelas minas que passam do teu lado e nem te notam. Nas imagens que vi, o cabelo era castanho, meio avermelhado. Usava franja. No fim das contas, era como minha mãe dizia... Uma bonequinha. Mentiria se dissesse que não tava nervoso pra conhecê-la. Imaginava ela com uma personalidade forte. Não sei por quê. Tanto que, dias depois, quando minha mãe ia recebê-los em casa, acordei com uma dorzinha no estômago. Tomei banho e me arrumei pra ocasião. Minha velha me olhava e ria. Mas não queria causar uma má impressão logo de cara. Principalmente porque eu sempre andava muito largado em casa. Mas, como não conseguia controlar meu gênio, fiquei horas pra me decidir. Finalmente, coloquei uma camiseta preta com o desenho de "DE VOLTA PARA O FUTURO" e o DeLorean com fogo. Embaixo, uma jeans. Que fosse o que Deus quisesse... Imaginava ela chegando toda produzida, foda. Mas fazer o quê, também não ia me fantasiar de algo que não sou, hehe... Quando a campainha tocou, senti como se fosse um sino do inferno. O nervosismo que veio era mais forte do que aquele que senti quando perdi a virgindade. Mas por quê? Minha mãe foi recebê-los. Como eu disse, tinha uma relação muito boa com eles. Quando ela abriu a porta, entrou uma luz parecida com a da entrada do paraíso. Como um clarão que inundou a casa. Nem vi meu pai, nem a esposa dele. Vi ela. Parecia um anjo. Fiquei parado, imóvel. Era alta, como eu imaginava, com um olhar de dar calafrios. Muito gostosa. A verdade é que chamava a atenção de qualquer um que a visse. Até a minha. Engoli seco... Por que eu tava sentindo aquilo? MA: "Ei! Você não vai cumprimentar?" — Ela disse. Eu tava completamente besta. Erica ficou parada na entrada do hall, com as mãos... juntas na frente. EU: "Ei... Sim... Oi!" — falei saindo do transe. Fazia um tempão que não via meu velho e quase nem reconheci ele. Que otário! Não conseguia parar de olhar pra ela feito um idiota. Era minha meia-irmã, Erica. Mas, como um ímã, minha atenção não largava ela. Comprimentei meu pai e a Sandra. Depois, virei o olhar pra ela. Acho que ela percebeu que eu tava encarando que nem um retardado, porque ela me olhou de cima a baixo com uma cara estranha. Cheguei perto e comprimentei ela com um beijo na bochecha. "Oi", ela disse. Um sorriso saiu do fundo da alma quando cumprimentei ela. O que tava acontecendo comigo? Ela deu uma risadinha por causa disso. Deve ter pensado: "Meu Deus, que otário esse cara". EU: "Tudo bem?" — falei, tentando não gaguejar. ERI: "Gostei da sua camiseta..." — ela disse e continuou andando, olhando a casa. Claro que fiquei parado ali feito uma estátua. Pelo menos não tinha cagado na camiseta. Nunca tinha ficado tão nervoso. Na real... Até minha mãe percebeu. A atitude dela, meio rebelde, pelo menos de primeira, parecia ser como eu imaginava. Ela não me deu muita bola. Ela também tava vestida normal, tanto problema que eu criei. Uma calça jeans com um vestidinho curto por cima. O cabelo dela era bem vermelho. Mais do que na foto que vi. Tinha umas sardas no rosto. Sim, eu reparei nela. Completamente. Um estilo Bella Thorne ou Jennifer Lawrence com a franjinha, mas mais gostosa, hehe. Com certeza, ela me impactou. MA: "Você vai ficar aí?" — ela disse, rindo. Eu ainda tava parado na porta de entrada que nem um otário. EU: "Sim, sim..." — me adiantei com eles. Minha mãe conversava com a Sandra e meu velho comigo. Erica ia na frente. Tinha cara de "O que eu tô fazendo aqui?". Mais ou menos eu atualizava ele, mesmo a gente falando por telefone. Enquanto eu escutava ele, olhava pra ela e a calça jeans apertada. Parecia ter umas pernas muito gostosas. Eu sabia que tinha que parar de olhar. Mas fazia automático. Era filha do meu velho e eu não podia ter esse tipo de pensamento. Bem, por afinidade, mas filha dele. Finalmente, né? Num instante, ela tava falando com a minha mãe e quase me pegou olhando pra bunda dela. Se eu não sou um imbecil... Escapei por um microssegundo. Foi por pouco... Parecia ter uma rabeta boa. É inacreditável, continuo falando dela desse jeito. Caralho... O que tava rolando comigo? Será que eu fiquei maluco? A gente andou pela casa como se fosse um museu. Não era uma mansão, mas era bem grande. Além disso, a cada dois metros eles paravam pra contar coisa da vida e não acabavam mais. A cara da Erica dizia tudo. Ela não ia ser mal-educada, mas dava pra ver que tava de cara feia. Não tinha a menor vontade de estar ali socializando. Quando eu olhava pra ela pra incluir na conversa com meu pai, ela desviava o olhar e continuava na dela. Uff... Isso ia ser difícil... Fiquei me perguntando se ela tinha namorado. Com certeza sim, porque ela era muito gostosa. Aliás, era provável que parte da frustração dela de estar em Buenos Aires fosse por causa disso. Mas eu tava viajando. Não sabia se era verdade. Só tentava entender ela. Outra parte que me chamava muita atenção era os peitos dela. Parece muito punheta, mas o corpo dela era um imã de verdade. O perfume que eu sentia perto dela... Eu me sentia o pior. Tentava me consolar da minha tarada convicção de que ela não era minha irmã de sangue. Mas não deixava de ser errado. Sei lá... Também não ia ficar me julgando. Era uma mina que chamava muita atenção, e quem nunca pecou... Lá no fundo (a gente tem uma casa grande), ela se aproximou de mim. Acho que depois de tudo, ela ia falar comigo. Finalmente! Juro que ver ela andando na minha direção me intimidava. E eu não era uma pessoa fácil de assustar... Ela devia ter 1,70m com certeza. Me olhou com uma cara de quem tinha cometido um homicídio e disse: ERI: Você gosta muito do meu jeans, né? - E levantou uma sobrancelha. A puta... Ela percebeu que eu tava olhando. E agora, o que eu faço? Do que eu me disfarço? Senti que tudo podia ir pro Que merda. Ia me acusar e a vergonha que ia dar. ERI: Cê acha certo ficar olhando a bunda da sua meia-irmã? – Falou com veemência, mas baixinho. Minha pressão foi pro chão. Pro subsolo, diria... EU: Ei! Não! Que isso? Tá maluco! – Soltei, desesperado. Fiquei a mil graus de temperatura. Tinha que me livrar daquela de qualquer jeito. ERI: Que sem noção, cara! EU: Juro que não foi nada disso... Já tava ferrado. Ela ficou uns cinco segundos em silêncio, me olhando com cara de incredulidade. Que jeito de me apresentar pra ela... Aí, finalmente falou. ERI: É brincadeira, muleque... Que cara que a gente fez, hein! – Exclamou dando um sorrisinho e saindo satisfeita com a maldade dela. Como assim? Era uma brincadeira o que ela tava fazendo? Já tava me sentindo um suadão... Que maldita! Entrei feito um cavalo... Comi feio. Já me via saindo de casa, igual ao Chaves quando chamaram ele de ladrão. Filha da mãe... Como ela me zuou! Mas bom, isso quer dizer que ela não percebeu quando eu olhei pra ela, hehe. Respirei aliviado pra caralho. Meu Deus... Caminhei até onde todo mundo tava. Quando cheguei, a Erica me olhou com cara de "que baita que te preguei" e tava rindo baixinho. Claro que eu também. Além do mais, depois de tudo, ela tinha gastado um tempinho dela pra me fazer uma brincadeira. Me senti importante por um segundo. Que linda ela tava sorrindo, por sinal... Conversamos todos juntos por um tempo. Ela não tava me dando muita bola. De vez em quando me olhava e ria do que tinha feito. Eu tentava puxar assunto, mas ela se fazia de difícil. O personagem de rebelde, desligada do mundo, caía perfeitamente nela... Mas alguém resolveu quebrar esse gelo. MA: Gente, por que vocês não vão ali na padaria comprar uns pães doces? Aproveita e mostra um pouco do bairro pra ela. A Erica respondeu na hora. ERI: Também não faz tanto tempo que fui embora pra não conhecer, haha. – Respondeu sincera e educada. Parecia que não queria de jeito nenhum me acompanhar. Que sensação horrível... Foi aí que a Sandra. SAN: Vai, filha! De quebra você conhece um pouco mais o Julián... — Exclamou, sendo uma espécie de mediadora. Ela se virou e olhou com cara de “é necessário?”. Meu velho fez sinal pra ela ir. Nunca me senti tão rejeitado na vida. Horrível, né. Mas no fim, ela cedeu. ERI: Tá bom... — Limitou-se a dizer. Eu, bem desconfortável com a situação, me levantei e comecei a andar. Ela, com cara de certo desgosto, ou pelo menos parecia, veio atrás de mim. Não estava mais nervoso, mas sim meio irritado. Senti como se ela fosse obrigada a me dar trela... Ao cruzar a porta da entrada, comentei: EU: Não precisa vir se não quiser. Vou sozinho comprar. — Olhei nos olhos dela diretamente. Além disso, deixei claro que tinha percebido perfeitamente o desgosto dela com a situação. ERI: Também não tenho nada melhor pra fazer... Vamos! — Falou. E começou a andar em direção à rua. Bom, obrigado!, pensei ironicamente. Isso me deixa mais tranquilo... Aquela tarde foi um compêndio de momentos constrangedores. Sério, não lembrava de ter tido tantos na vida... E tão seguidos um do outro. Não sabia se falava com ela ou não. Pensei em tentar só uma vez. Também não ia ficar aturando as esnobadas dela. EU: Você tá chateada por ter voltado de Córdoba, né? Ela me olhou meio de lado. Ela também não tinha muitos pudores em encarar fixamente... ERI: Um pouco, mas fazer o quê... A gente ia andando. Ela um pouco na frente de mim. EU: Eu estaria igual, tendo toda a sua vida num lugar só... ERI: É, tá, quem tá com fome? — Disse, me mostrando que não tava a fim de falar daquele assunto. Apesar de ter gostado da frase cinéfila dela, fiquei em silêncio. Porra, como era difícil acompanhar o raciocínio dela desse jeito. Além disso, eu me irritava rápido, então preferi me calar e aguentar o momento desconfortável. Acho que ela percebeu. E decidiu, finalmente, ceder um pouco na atitude. ERI: E você, tem namorada ou algo assim? — Perguntou sem filtro. Primeiro, me surpreendeu ela querer conversar. E segundo, essa pergunta. EU: Não, e você? ERI: Não, não tenho namorada, haha. Pelo menos soltei uma piada. EU: Kkk... e namorado? ERI: Isso te importa? – Disse ela, erguendo uma sobrancelha. EU: É só uma pergunta... – Respondi sério, olhando pra frente. Se ela ia ter essa atitude de desinteresse comigo, então eu ia fazer o mesmo. Não ia deixar isso me afetar. ERI: Não... – Ela se limitou a dizer. EU: E por aqui você tem amigos? ERI: Você é do FBI, é? Kkk EU: Bom, se quiser, posso falar de futebol, sei lá... – Falei com um certo incômodo. ERI: Você é esquentadinho... Gostei... – Disse ela, com um tom de satisfação. Sim, tenho amigas que não vejo há mil anos... Acho que seria mais fácil se ela respondesse direito toda vez que eu perguntasse algo, em vez de me fazer sofrer em cada resposta... Chegamos na padaria. Entrei pra comprar e ela ficou na porta com o celular. Parece que não gostava muito de socializar e, menos ainda, sendo a novata. Era uma pessoa difícil de lidar. Ia me dar muito trabalho. Disso não tinha dúvida. E agora que íamos ser vizinhos de bairro, ia ter que me acostumar de um jeito ou de outro. Depois de comprar, no caminho de volta, ela quase não falou comigo. Ficou no celular, viajando. Fazia tempo que não sentia essa estranheza com alguém. De certa forma, era compreensível. Não me conhecia e não tinha por que falar da vida dela. Além de que praticamente a obrigaram a sair comigo. Só esperava que isso mudasse. Porque queria me dar bem com ela. O resto da tarde passou mais ou menos normal, dadas as circunstâncias. De vez em quando ela falava comigo e eu respondia direito. Talvez, aos poucos, ela fosse se soltando mais. Mas sempre mantinha aquela espécie de distância. Talvez fizesse isso por obrigação, já que dava pra ver o enorme respeito que sentia pelo meu velho. E era lógico, ele a tinha adotado como filha. Durante o jantar, em alguns momentos, sentia que meu olhar escapava pra ela. Não sei o que era, em todos os atributos dela, tanto pessoais quanto físicos, que me atraía tanto. interessantes. Mas ela tinha algo. Claramente. Pra começar, tinha uma beleza natural que funcionava como um ímã pros meus sentidos. Muito gostosa... Além disso, se tinha uma coisa que eu curtia em mulher, era franja. Mas, o que eu tô falando isso? Não devia ser assim. Antes dela ir embora, a Erica falou comigo uma última vez. Meio que me olhou de cima a baixo. ERI: Ei! Tem alguma academia por aqui perto? EU: Sim, descendo essa rua, umas 3 quadras pra lá, tem uma... Não sabia que você malhava (embora desse pra perceber) ERI: Cê vai lá, né? EU: Como cê sabe? haha Ela me olhou como quem não queria responder. Fez um gesto meio estranho que eu interpretei como se desse pra ver que eu ia pra academia. Mas ela não queria falar. Gostei disso... E a real é que ela tava bem em forma. "Bom, a gente se vê...", falou sem conseguir lembrar meu nome. Será que ela realmente não sabia meu nome? Nunca contaram pra ela? EU: Juliano... — Completei Ela deu um sorriso de lado e se virou pra sair com a mãe e meu pai. Sorriso? Aquele olhar que ela deu, de alguma forma, me fez corar. Senti isso. O que significava? Não parecia aquele olhar que você dá pra um primo ou irmão. Tinha um outro tipo de intenção, embora eu ache que fui o único que percebeu. Como se fosse um primeiro e pequeno sinal de cumplicidade comigo. Não sei por quê, mas aquela careta ficaria gravada na minha mente. Tanto que não pararia de pensar nela. E a última vez que lembro de me sentir assim, foi quando queria que uma mina me desse bola. Estranho pra caralho... Será que eu podia ter esse sentimento? Acho que não. Mas era assim. Ou talvez eu esteja exagerando e talvez tenha visto algo que não era, já que uma irmã nova é algo atípico pra mim. Quando finalmente se despediram e eu entrei em casa, fiquei tipo no piloto automático pelo resto do dia. Na real, fiquei impactado por ter conhecido ela pessoalmente. Era uma mistura de fascinação e intriga que nunca tinha sentido. Não sabia o que pensar. Embora, claro, também tinha a circunstância que obviamente seria difícil ganhar a confiança dela, dada a personalidade dura dela... Naquela mesma noite, já quase de madrugada, eu tava enrolando no face. Fiquei tentado a bisbilhotar o perfil dela, mas com certeza ia aparecer pra ela em "sugestões", que é um dedo-duro danado. E decidi não fazer. Por que ela me despertava tanta curiosidade? Claramente eu tinha depositado minha atenção nela... Apareceu uma notificação. Olhei no sininho e não tinha nada. Alguém comentou algo e apagou arrependido, pensei. Mas não era isso. Era um pedido de amizade. Eu tinha alguns pendentes, mas qual não foi minha surpresa quando vi que quem tinha mandado era "Erica Herrera". Sim, aquela Erica... Fiquei tipo "What?" Era só um pedido de amizade numa rede social. Não era um pedido de compromisso. Mas, mesmo assim, me pegou de surpresa. E pra melhor. Não tava nos meus planos naquele momento. Pensei em aceitar na hora, mas não queria parecer um desesperado. Então resolvi esperar. Continuei na minha por ali, enquanto pensava no louco que tinha sido aquele dia. Depois de um tempo, enquanto via vídeos de chinesinhos fazendo casinhas de barro, chegou uma mensagem no inbox. "Você aparece online, neném... Tá se fazendo de difícil pra aceitar??? Vou cancelar, hein" Quase caí da cama. Que young lady! E eu nem tinha reparado nisso, que ela podia me ver. Respondi me fazendo de besta. "Haha desculpa!! Não tinha visto". Imediatamente parei o que tava fazendo e fui aceitar. Não queria dar motivo pra uma briga besta, já que a gente mal se conhecia. "Confirmar". Feito. Agora sim, já aparecia todo o conteúdo dela online. EU: Prontoo haha ERI: Ainda bem... Já ia cancelar EU: Kkkk ERI: Queria te perguntar uma coisa Mmmm... EU: Fala, pode dizer. O que ela poderia me dizer? E a essa hora? Tava me deixando curioso. ERI: Como é aquela academia que você vai? É boa? Aahh. Era isso. Já tava achando estranho. EU: Aah... Sim, é grande, máquinas boas, espaçosa... por quê? ERI: O que você achou que era E aí? Sempre tão afiada nas suas expressões. EU: Nada, kkkk ERI: Ok, e vai muita gente?? EU: Mais ou menos... não cabe a galera, kkkk ERI: Mmmm, sei lá, que que eu sei... Bom, valeu! EU: De nada! ERI: Beijos. Era só isso? Sem mais? Assim, cortante, ela se despediu. Me despedi e segui minha vida. Percebi na hora que aquilo ia ser rotina. Então decidi não dar muita importância. O que me dava curiosidade era ver o perfil dela. Fui dar uma olhada. Como esperava, tinha um monte de fotos. Mas uma em especial me pegou. Ela estava na praia, de biquíni. Fiquei vermelho na hora. Tanto que resolvi não olhar mais. Estava com quem parecia ser uma amiga. Com um conjunto azul turquesa. Um corpo divino. Fiquei alucinado, sério. O cabelo igual agora, comprido e com franja. Mas o que mais me perturbava, de algum jeito, eram os peitos dela. Era errado ficar olhando. Eu sabia. Mas não conseguia parar. Tinha um bom par. Pra caralho. Era isso ou um push-up. Mas eu tava mais pra primeira opção. Ou queria estar, kkk. Se já não tirava da cabeça aquele sorriso lindo, agora as tetas dela, menos ainda. E ainda me sentia culpado por causa disso. Sentia o pau subindo e não tinha controle. Como foi parar nisso? Deus ia me castigar, com certeza. E eu merecia. Mas o que fazer agora? Normalmente, quando fico excitado, eu bato uma, com certeza. Posso admitir, fazia isso direto. O problema é que a ereção que eu tava era por causa da minha meia-irmã. E isso soava horrível. Eu não era um tarado, muito menos um punheteiro. E agora me sentia assim... Desliguei tudo e tentei pensar em outra coisa. Rolei na cama pra lá e pra cá, mas não conseguia focar em nada. Que punheteiro!, pensei. Só por causa de umas tetas fiquei assim. Mas era mais que isso, no fim das contas. Não eram só os peitos dela, eu também achava ela muito gostosa. No fundo, era o tipo de mulher que eu mais olhava sempre. Com todas as características. Alta, com rabo, Peitos, cabelo ruivo e olhos claros. Parecia de propósito. Quanto mais eu pensava nisso, pior ficava. Tava durasso. Puxei um pouco pra fora da cueca. Quem sabe assim passava um pouco. Tava grossa, toda esticada pela pressão... Lembro que uma vez uma mina falou que eu tinha uma rola "muito bonita", ha. É. Ela usou essas palavras. Mas, enfim, naquele dia foi difícil me concentrar em outra coisa pra conseguir dormir. Mas beleza, no final consegui, sem me masturbar. Nos dias seguintes, não tive notícias da Erica. Ela não falou comigo de novo nem nada do tipo. Vi meu velho duas vezes quase de passagem, mas dela, nada. Morávamos a duas quadras de distância, mas nem na rua eu tinha esbarrado com ela. Minha mãe também perguntava se eu tava falando com ela. Tinha esperança de que a gente se desse bem. Pensei em escrever pra ela e chamar pra dar um rolê por aí, pra mostrar o bairro e tal. Tinha vários lugares legais que podiam agradar ela. Mas como falar isso sem parecer um chato? Ficava olhando os contatos do face e ela, online. Ficava pensando na minha cabeça como dizer "Oi, quer ir caminhar pelo bairro? Assim você conhece", "Oi, tá afim de sair por aí?". Nenhuma me convencia. Até que tive uma boa ideia. EU: Oi! Só precisava me responder e pronto. E depois de dois minutos, foi o que aconteceu. ERI: Oi, como cê tá?? Já comecei a ficar nervoso de novo. EU: Bem e você?? ERI: Bem, em casa 😒 E sim, onde mais ia estar... EU: No fim, foi ver como é a academia??.- Essa era minha arma secreta. Quack. ERI: Nops... EU: Se quiser, te acompanho pra dar uma olhada 😂 ERI: Kkkkk Parece que ela achou graça. Não sei por quê, hehe. EU: O quê? kkk ERI: Vai me apresentar pra galera?? Nem louca 😜 EU: Nada... Só tô falando, talvez você esteja entediada ERI: E você sabe se eu tô entediada kkkkkk EU: Sei lá, como você é nova aqui... ERI: Quer me integrar?? Não dava pra lidar com o jeito dela, hein. Que mina, pensei. EU: Bom... Só tô falando, quando quiser sair um pouco me avisa... Já tinha me irritado um Pouco. ERI: Kkkk lá vem o taradão... Beleza, vou levar em conta! Me tirava do sério ela responder assim. A gente tenta socializar. Deus... EU: Nada... Não tô afim não... Mas beleza, qualquer coisa... ERI: Ok, valeu mesmo assim. EU: 👍 Me senti um otário. Óbvio que aquela ia ser a última vez que eu mandava mensagem pra ela. Não podia ser tão antissocial. Se já me travava assim estando normal, imagina se descobrisse que eu fiquei de pau duro com uma foto dela de biquíni... Com certeza seria minha morte. Que bom que ela nunca ia saber. É. Fim de papo, eu já tinha oferecido pra gente se ver, ficava por conta dela aceitar ou não. Mas admito que aquela atitude, mesmo me irritando, de certa forma me parecia interessante. Mais tarde, naquele dia, joguei futebol com os amigos. Tive a má ideia de contar sobre a situação atual. A única coisa que consegui deles foi “Ela é gostosa? Como ela é? Tem namorado?” Não vale a pena contar detalhes. Só que praticamente mandei todo mundo tomar no cu pra me livrar. Enquanto tomava uma coca na quadra e mexendo no celular, vi que a Erica tinha postado uma foto. Tava com umas amigas e a legenda dizia "Sinto falta de vocês 😢". Era compreensível. Eu, por mais que às vezes quisesse matar meus amigos, não conseguiria viver sem eles. E ela agora tava a quilômetros e quilômetros de distância deles. Isso queria dizer que eu tinha que ser mais compreensivo com ela? Talvez. Mas também não curtia a rejeição constante. Fim de papo, se surgisse uma chance de ser gentil com ela, eu ia ser. E só. O que dava pra pensar era que, desde que conheci ela naquele dia na minha casa, por um motivo ou outro, não conseguia tirá-la da cabeça. Às vezes tentava me convencer de que era algo proibido, ter pensamentos sobre ela. Pelo menos, os pensamentos que eu tinha. Tipo o rosto dela sorrindo, as sardas, os... peitos. Meu Deus! Só de falar isso sinto uma vergonha danada. Não podia ver ela como uma mulher comum. Tinha que fazer meu cérebro entender isso, que a toda hora me aquela foto de biquíni fazia reviver, a que eu tinha visto no Facebook. Já sabia ela de cor. Admito. Várias vezes tinha voltado no perfil dela pra ver. Como agora, que todos meus amigos estavam esperando pra jogar o segundo tempo e eu, feito um otário com o celular. Que desgraça! Me pergunto o que diriam se soubessem em quem eu tava pensando. Iam cair de bunda. "Olhando pra irmã dele". Na real, meia-irmã. Tem uma diferença enorme... Assim sendo, ia pintar outra chance de interagir com a Erica. Meu velho tinha organizado o primeiro churrasco dele desde que voltou e queria unir as duas famílias dele. Talvez pudesse ser uma oportunidade foda pra confraternizar um pouco. Mas claro, dessa vez, eu ia estabelecer os limites. Não ia deixar ela me tratar como um nada de novo. Aliás, talvez fosse isso que, de algum jeito, me atraía nela. O desinteresse dela. Embora isso não explicasse minha excitação ao vê-la ou imaginá-la de pouca roupa. Enfim, aquele dia ia ser, no mínimo, interessante. E o tempo ia me dar razão... Chegamos na casa nova dela, perto do meio-dia. Naquele bairro, todas as casas eram uns casarões. Quem nos recebeu, eu e minha mãe, foi a mulher do meu pai. Sempre atenciosa, ofereceu uns aperitivos no jardim dos fundos. Meu pai tava na churrasqueira, montando tudo. Quem não tava era a Erica, que segundo a Sandra, tava fazendo umas coisas no quarto dela. Tinham um fundo bonito, com piscina e tudo. Muito da hora pra fazer festas. Principalmente com o quincho ou zoom, como chamam agora. Bati um papo com meu pai, que me contou o grande sacrifício que tinham feito com a família dele pra vir pra Buenos Aires. Embora se justificasse, com o trampo que tinha arrumado. Era uma oportunidade econômica foda. Me entediou um pouco com os detalhes, mas deixou claro que foi uma daquelas chances que raramente aparecem na vida. E decidiram agarrar. Depois me disse pra ter paciência com a Erica, fazer ela se sentir em casa e blá blá blá. Coisa de pai. Adotivo nesse caso, mas pai no fim das contas. Com o sermão do meu pai, tinha bebido tanto líquido que deu uma vontade louca de ir ao banheiro. Pedi licença pra Sandra e fui pra lá. Que casa foda que eles tinham. Imensa. Tive que andar um tempão até achar o corredor que levava ao banheiro. Que por sorte estava vazio. A porta estava entreaberta e a luz, apagada. Tava com tanta vontade que comecei a tirar o pau antes de entrar. Tinha esse vício de puta. Mas ia acontecer algo que mudaria totalmente meus planos. E minha vida! Nunca vou esquecer aquele momento. O banheiro não estava vazio. Por deus que não... Era a Erica, enrolada numa toalha. Tinha acabado de sair do chuveiro. Abri os olhos igual um otário. Ela estava toda molhada e os cabelos ruivos caíam na frente do corpo, por cima dos peitos e da toalha. Não dava pra ver nada. Mas, bem ali. E ainda por cima, um idiota eu. Em vez de me virar e sair na hora, fiquei olhando pra ela, estupefato. Claro que foi reflexo, mas pude ver a pele branca dos peitos dela. A lisura das pernas. O que cê tá fazendo, cara! – Ela gritou furiosa. A cara que ela fez... Quando consegui reagir, queria morrer. Ela tinha uma expressão de puta raiva. EU: Me desculpa! A luz tava apagada... ERI: Não tomo banho com a luz acesa, não vê a luz que entra de fora? – Ela reclamou, segurando a toalha com força pra não cair. EU: Mil desculpas... É que tava aberto e eu entrei. – Falei, todo nervoso. ERI: Para de dar desculpa e sai logo do banheiro... cara! – Ela disse, muito puta. E ainda por cima, eu ainda tava parado ali. Agora sim, era minha morte. Saí antes que ela me matasse. Lembro da frustração que senti. Se antes eu já tinha que ralar, agora precisava da força de um foguete pra conseguir avançar com ela. Que azar do caralho! E ainda por cima, os gestos dela... Não queria nem imaginar o que viria agora... Quando eu tava saindo e andando pelo corredor, ela saiu também. ERI: Usa agora... Seu tarado! Falou como se quisesse me enforcar num galho, e foi pro quarto dela. Andou de costas, descalça. A toalha mal cobria a raba dela. Dava pra ver a curva perfeita que formava naquela parte. Uma puta bagunça na minha cabeça e eu pensando naquilo... Inacreditável. Eu tinha suado pra caralho, a testa escorrendo. A real é que a culpa não era minha. Mas, sem dúvida, já tava num baita sufoco. Depois de fazer minhas necessidades, voltei pra mesa. Já imaginava a Erica armando um barraco ali, na frente de todo mundo. Tava preocupado. Com muita resignação. Queria vazar daquele lugar pra merda. Aí, ela saiu com cara de poucos amigos. Já esperava que ela fosse contar o que tinha rolado. Que não foi nada, mas ela podia muito bem distorcer tudo. Me cumprimentou com uma cara de bunda terrível, mas não falou nada. Sentou e só ficou me olhando feio. Saí bem barato dessa. Mas, mesmo assim, tava na mão dela. Ela veio vestida com uma blusa branca. Era solta embaixo, mas em cima parecia apertada por causa do sutiã azul que tava por baixo. E também tava usando um short jeans bem curto, com umas sandálias pretas. Pra completar, o cabelo molhado e os olhos delineados... O que eu posso dizer? Muito gostosa. Mas claro, não tava falando comigo e de vez em quando me olhava feio. Eu respondia com um gesto de "o que eu vou fazer?". Como já disse, não vou me deixar intimidar por ela. Tanto que, se ela me tratasse com indiferença, eu ia fazer exatamente o mesmo. E foi assim pelo resto do dia. Ela deve ter se surpreendido com isso. Já que não falei nem "a" e também me fiz de importante. A única coisa que podia foder comigo era se ela armasse um barraco por causa do banheiro, mas não fez, e nem ia fazer. Então, já tinha relaxado. Quando comecei a levantar o que sobrou na mesa pra ajudar, ela veio suspeitamente atrás de mim. ERI: Fica tranquilo que não vou falar nada... — Falou se fazendo de controladora. a situação. EU: Do quê? - respondi indiferente. ERI: De como você entrou no banheiro enquanto eu me trocava, pelada... - exclamou séria. EU: Desculpa, mas não te vi pelada... Além disso, você é a única pessoa que toma banho com a luz apagada e a porta aberta. A culpa não é minha. - respondi e continuei. Apoiava as coisas na pia, sob o olhar dela. ERI: Ah, não?... - falou num tom safado. EU: Nope. - disse convicto. ERI: E que você ficou me encarando também não? - exclamou desafiadora. E pra me complicar mais, ela estava divina fazendo aquilo... EU: Não tava te encarando... O que você tá dizendo? ERI: Sim... Burra me chamam... Vi como você olhava pros meus peitos... Ela tinha razão. Mas será que foi tão na cara? De qualquer jeito, tinha que me livrar. EU: Nada a ver... Só tava explicando que foi sem querer. - respondi com uma tentativa de maturidade. ERI: É, claro, você fazia isso olhando nos meus olhos. - e agarrou os próprios peitos, apertando eles. Como as tetas se enfiavam entre os dedos dela. Não... Me surpreendeu ela fazer isso. Me chamou a atenção pela forma. Como se provocasse, mordendo os lábios. Mas também me deixou desconfortável. Alguém podia ver. EU: O que você tá fazendo?? Tá maluca??? - falei meio paranóico, olhando pra todo lado. Parecia que ela curtia fazer aquilo. ERI: Nervoso? haha EU: E você, o que acha... ERI: Mas se você entrou pra isso, né? - falou com um sorriso diabólico. EU: Pra quê? - respondi sem jeito. ERI: Pra me ver... Né, tarado? - e mordia o lábio inferior fazendo "fff" enquanto erguia o olhar. Fiquei pasmo. Nunca imaginei que ela teria uma atitude dessas comigo. Me deixou encurralado. Tava vermelho. E se alguém visse? ERI: Você fica vermelho... Viu? Eu tava certa... EU: Eh... Não... Nada a ver. A balança tinha virado claramente. Me sentia acuado. Inacreditável como meu plano tinha funcionado tão pouco. Tinha se despedaçado todo. E ela estava longe de desistir. ERI: Se você me pedisse, talvez eu mostrasse, pra que me espiar à toa... - exclamou de forma muito provocante, quase sem noção, eu diria. Senti que me afundava no pântano dela. O jeito que ela me encarou. Senti que ela me deixou pelado só de me olhar. Assustador. Mas o que ela tinha dito? Será que era maluca? Por que ela soltava essas coisas? EU: O quê? — respondi gaguejando. ERI: E eu sei... Era uma situação totalmente inesperada. Mas alguma coisa tava começando a rolar. Por baixo daquela vergonha que ela me fazia sentir, eu tava começando a ficar excitado. Dentro da calça jeans, comecei a sentir o pau subindo. Não podia ser. De novo não! E ainda na presença dela... Ela quase me encurralou contra a pia, só com gestos e palavras. Tinha que dar um jeito de escapar. Depois eu teria tempo pra pensar. EU: Você é louca... — falei e me preparei pra vazar dali. ERI: Haha, que alívio... — Ela soltou uma gargalhada. Ela não me impediu e ficou rindo da maldade que tinha feito. Queria fazer parecer que eu tava delirando. Mas eu sabia que não era bem assim. Algo no olhar dela me dizia isso. Percebi ela, digamos, com uma certa perversidade. Uma perversidade que me prendeu. Não consegui pensar em outra coisa pelo resto do tempo que fiquei lá. Comi a sobremesa a duras penas. Ela falou duas ou três palavras na frente dos velhos. Mas era pra se fazer de sonsa. Dava pra ver nos olhos dela como ela me desafiava o tempo todo. Será que esse era o jeito dela de fraternizar? Seria muito estranho se fosse. Tem limites. Ficar passando a mão nos peitos na minha frente? Daquele jeito? Impossível. Impossível não pensar em outra coisa. Quando fui embora, ela me cumprimentou como se nada tivesse acontecido. Mas os olhares dela falavam por si. Fiquei inquieto pelo resto do dia. E sim. Excitado também. Pra caralho. Se antes eu não conseguia parar de pensar no inanimado de uma fotografia, agora eu nunca mais tiraria da cabeça a Erica me provocando daquele jeito. Passando a mão nos peitos assim, tão vulgar. Falando comigo de um jeito inadequado. Acho que cheguei a notar o relevo dos mamilos dela quando ela se tocou. Meu Deus! O que eu tô dizendo? Será que eu piro? Outra coisa. importante. Será que ela era capaz de se mostrar nua pra mim? Com certeza tava falando isso só pra me provocar. Ou será que não? Como isso mexia com minha cabeça. Repito de novo, não é certo pensar nisso. Mas qual seria o pior que podia acontecer? Afinal, ela não era filha biológica nem do meu pai nem da minha mãe. Mesmo assim, é muito estranho. Não preciso ficar arrumando desculpas esfarrapadas. Talvez seja meu jeito de lidar com a culpa. Mas naquele dia eu não ia conseguir segurar a vontade de bater uma. Sério. Tanto que, já de noite, tava no meu quarto prestes a fazer isso. Tranquei a porta e tava de cueca na cama, com o notebook. Por mais que eu tentasse me controlar, ia ser impossível. Tirei o pau pra fora, baixando um pouco a cueca, enquanto via uma atriz pornô, uma das mais gostosas da história, a Traci Lords. Tava pronto pra meter bronca. Até seria antinatural se não fizesse... Quando ia começar a punhetar meu tronco grosso e cheio de veias, pipocou uma notificação do Messenger do face. E agora, quem é? Deus... Mais uma vez, era a Erica. Que estranho ela me chamar nesse horário. ERI: Como você ficou hoje 😜 Ela ainda tava a fim de continuar me provocando. Inacreditável... EU: Nada a ver... Fingi indiferença, mas tinha ficado bolado, sim. ERI: Você não viu sua cara 😂 EU: Não é todo dia que me acusam de tarado... ERI: É... e meio que você é EU: Ah é? E por quê? ERI: Mesmo que não admita, vi que você me olhou com cara de safado EU: Desculpa, mas eu não comecei a me esfregar na sua frente... ERI: Faltava mais, haha EU: Bua... Tava meio puto com a atitude dela, mas de algum jeito, já tava interagindo com ela. ERI: Tenho que admitir que você é minha única diversão 😂 EU: É... Percebi 😒 ERI: Só cheguei um pouquinho perto e você já começou a chorar, hehe EU: Você é sempre tão terrível assim? ERI: Não. Posso ser pior 😎 EU: Nem quero saber, haha ERI: Hmm, te achava mais corajoso... De novo me provocando? Qual era o problema dela? EU: Mais corajoso?? Haha ERI: Sim. Não tão mansinho EU: Hahaha vai se catar ERI: E é... haha mas beleza, vou te deixar pra você não chorar Mais. EU: Haha, você é maluca... ERI: Me adiciona no WhatsApp. Ela me passou o número. EU: Beleza. ERI: Já pode continuar se tocando. Beijos 😘 Mas que tipo de bruxaria é essa? Como ela sabia que... Deus, haha. EU: Hahaha, não parei... beijos!! Ela se desconectou do nada. Com certeza falou isso pra me provocar. Não era vidente. Ou será que era? Haha. Ela tinha uma foto de perfil muito gostosa. Que olhão. Mandei uma mensagem pra ficar registrado. Ficou como recebida por um tempo, mas não visualizada. Desliguei o computador e fiquei com o celular. Ainda estava muito excitado, com o pau pra fora da cueca, durasso. Por que eu não conseguia tirar a Erica, minha meia-irmã, da cabeça? Não queria bater uma pensando nela. Isso era terrível. Inaceitável. Mas, mesmo assim, eu passava a mão na cabecinha por reflexo. Tinha um lugar reservado no inferno, com certeza. Parece que em algum momento eu apaguei. Do jeito que tava. E dormi que nem um bebê. Que relax... De manhã, comecei a acordar. Ainda sentia aquele prazer. Não lembro o que sonhava, mas com certeza era divino, porque tava com uma ereção daquelas, igual toda manhã, haha. Talvez sonhasse que tava com alguém, já que sentia uma sensação gostosa descendo pela perna. Que delícia! Enquanto voltava a mim, abrindo os olhos, quase pulei da cama. Do lado, estava sentada a Erica, com um sorriso malvado no rosto e a mão na minha perna. Eu, mal coberto pelo lençol e com uma puta excitação. ERI: Bom dia, tarado! – Falou irônica... Me segue no instagram HIPHOP911 OK e fica por dentro das novidades. Essas são algumas das histórias.
CAPÍTULO 1 Me segue no instagram hiphop911ok
Buenos Aires, pleno verão. Meu pai vinha morar um tempo com a outra parceira dele e a filha dela, num bairro nobre da Cidade. Fazia um tempão que ele tinha se separado da minha mãe e formou outra família, em Córdoba. Não era afastado dele, mas não via ele com tanta frequência desde que casou de novo. Aliás, nunca tive chance nem de conhecer a nova filha dele, ou seja, minha irmã postiça.
Erica... Esse é o nome dela. Tem a minha idade. 20 anos. É inacreditável que eu nunca tenha conhecido ela, ainda mais considerando que a mãe dela já tava com meu pai, Carlos, há quase 10 anos. Nem nos seguíamos no Instagram ou Facebook. Parece que ela nunca se envolveu comigo, nem eu com ela.
Enfim, por questões de trabalho, uma oportunidade profissional muito foda do meu pai, eles vinham pra cá. Quem sabe por quanto tempo. A mãe dela, Sandra, eu conhecia e gostava bastante. As duas ou três vezes que vi ela, foi muito atenciosa comigo. Verdade seja dita, não tenho nada de ruim pra falar dela.
Minha mãe, Laura, também tinha refeito a vida dela, então a relação com meu pai continuava nos melhores termos. Tanto que ele comentou com ela que a enteada dele não tava muito feliz em voltar pra Buenos Aires. E é compreensível, porque voltar pra San Isidro, onde nasceu, depois de ter construído a vida em outra província, não era lá muito agradável...
Uma tarde, a gente tava tomando uns mates com minha mãe. Eu tava de férias da faculdade e tinha bastante tempo livre.
MAE: Então Julián, você vai conhecer sua irmã!
EU: Parece que sim, depois de quase 10 anos... Mas ela não é minha irmã.
MAE: Não seja chato, filho... É filha do seu pai.
EU: Política...
MAE: Por que você tá tão resistente? — Ela perguntou, surpresa.
EU: Não, só tô dizendo... Não conheço ela... Ela nunca quis me conhecer também... Por que eu ia ficar animado?
MAE: Coisas da vida. Acontece... Além do mais, segundo seu pai, ela é uma pessoa excelente.
EU: A gente vê, haha.
MAE: Ele me manda fotos, às vezes. Ela é uma gostosa. Bonequinha... Era verdade. De vez em quando, a curiosidade me levava a bisbilhotar as redes dela. Não tinha muita coisa, já que eu não seguia ela nem tinha ela como amiga, mas dava pra ver que era gostosa. Olhos verdes... Parecia alta nas fotos. Tinha cara de ser bem na dela. Daquelas minas que passam do teu lado e nem te notam. Nas imagens que vi, o cabelo era castanho, meio avermelhado. Usava franja. No fim das contas, era como minha mãe dizia... Uma bonequinha. Mentiria se dissesse que não tava nervoso pra conhecê-la. Imaginava ela com uma personalidade forte. Não sei por quê. Tanto que, dias depois, quando minha mãe ia recebê-los em casa, acordei com uma dorzinha no estômago. Tomei banho e me arrumei pra ocasião. Minha velha me olhava e ria. Mas não queria causar uma má impressão logo de cara. Principalmente porque eu sempre andava muito largado em casa. Mas, como não conseguia controlar meu gênio, fiquei horas pra me decidir. Finalmente, coloquei uma camiseta preta com o desenho de "DE VOLTA PARA O FUTURO" e o DeLorean com fogo. Embaixo, uma jeans. Que fosse o que Deus quisesse... Imaginava ela chegando toda produzida, foda. Mas fazer o quê, também não ia me fantasiar de algo que não sou, hehe... Quando a campainha tocou, senti como se fosse um sino do inferno. O nervosismo que veio era mais forte do que aquele que senti quando perdi a virgindade. Mas por quê? Minha mãe foi recebê-los. Como eu disse, tinha uma relação muito boa com eles. Quando ela abriu a porta, entrou uma luz parecida com a da entrada do paraíso. Como um clarão que inundou a casa. Nem vi meu pai, nem a esposa dele. Vi ela. Parecia um anjo. Fiquei parado, imóvel. Era alta, como eu imaginava, com um olhar de dar calafrios. Muito gostosa. A verdade é que chamava a atenção de qualquer um que a visse. Até a minha. Engoli seco... Por que eu tava sentindo aquilo? MA: "Ei! Você não vai cumprimentar?" — Ela disse. Eu tava completamente besta. Erica ficou parada na entrada do hall, com as mãos... juntas na frente. EU: "Ei... Sim... Oi!" — falei saindo do transe. Fazia um tempão que não via meu velho e quase nem reconheci ele. Que otário! Não conseguia parar de olhar pra ela feito um idiota. Era minha meia-irmã, Erica. Mas, como um ímã, minha atenção não largava ela. Comprimentei meu pai e a Sandra. Depois, virei o olhar pra ela. Acho que ela percebeu que eu tava encarando que nem um retardado, porque ela me olhou de cima a baixo com uma cara estranha. Cheguei perto e comprimentei ela com um beijo na bochecha. "Oi", ela disse. Um sorriso saiu do fundo da alma quando cumprimentei ela. O que tava acontecendo comigo? Ela deu uma risadinha por causa disso. Deve ter pensado: "Meu Deus, que otário esse cara". EU: "Tudo bem?" — falei, tentando não gaguejar. ERI: "Gostei da sua camiseta..." — ela disse e continuou andando, olhando a casa. Claro que fiquei parado ali feito uma estátua. Pelo menos não tinha cagado na camiseta. Nunca tinha ficado tão nervoso. Na real... Até minha mãe percebeu. A atitude dela, meio rebelde, pelo menos de primeira, parecia ser como eu imaginava. Ela não me deu muita bola. Ela também tava vestida normal, tanto problema que eu criei. Uma calça jeans com um vestidinho curto por cima. O cabelo dela era bem vermelho. Mais do que na foto que vi. Tinha umas sardas no rosto. Sim, eu reparei nela. Completamente. Um estilo Bella Thorne ou Jennifer Lawrence com a franjinha, mas mais gostosa, hehe. Com certeza, ela me impactou. MA: "Você vai ficar aí?" — ela disse, rindo. Eu ainda tava parado na porta de entrada que nem um otário. EU: "Sim, sim..." — me adiantei com eles. Minha mãe conversava com a Sandra e meu velho comigo. Erica ia na frente. Tinha cara de "O que eu tô fazendo aqui?". Mais ou menos eu atualizava ele, mesmo a gente falando por telefone. Enquanto eu escutava ele, olhava pra ela e a calça jeans apertada. Parecia ter umas pernas muito gostosas. Eu sabia que tinha que parar de olhar. Mas fazia automático. Era filha do meu velho e eu não podia ter esse tipo de pensamento. Bem, por afinidade, mas filha dele. Finalmente, né? Num instante, ela tava falando com a minha mãe e quase me pegou olhando pra bunda dela. Se eu não sou um imbecil... Escapei por um microssegundo. Foi por pouco... Parecia ter uma rabeta boa. É inacreditável, continuo falando dela desse jeito. Caralho... O que tava rolando comigo? Será que eu fiquei maluco? A gente andou pela casa como se fosse um museu. Não era uma mansão, mas era bem grande. Além disso, a cada dois metros eles paravam pra contar coisa da vida e não acabavam mais. A cara da Erica dizia tudo. Ela não ia ser mal-educada, mas dava pra ver que tava de cara feia. Não tinha a menor vontade de estar ali socializando. Quando eu olhava pra ela pra incluir na conversa com meu pai, ela desviava o olhar e continuava na dela. Uff... Isso ia ser difícil... Fiquei me perguntando se ela tinha namorado. Com certeza sim, porque ela era muito gostosa. Aliás, era provável que parte da frustração dela de estar em Buenos Aires fosse por causa disso. Mas eu tava viajando. Não sabia se era verdade. Só tentava entender ela. Outra parte que me chamava muita atenção era os peitos dela. Parece muito punheta, mas o corpo dela era um imã de verdade. O perfume que eu sentia perto dela... Eu me sentia o pior. Tentava me consolar da minha tarada convicção de que ela não era minha irmã de sangue. Mas não deixava de ser errado. Sei lá... Também não ia ficar me julgando. Era uma mina que chamava muita atenção, e quem nunca pecou... Lá no fundo (a gente tem uma casa grande), ela se aproximou de mim. Acho que depois de tudo, ela ia falar comigo. Finalmente! Juro que ver ela andando na minha direção me intimidava. E eu não era uma pessoa fácil de assustar... Ela devia ter 1,70m com certeza. Me olhou com uma cara de quem tinha cometido um homicídio e disse: ERI: Você gosta muito do meu jeans, né? - E levantou uma sobrancelha. A puta... Ela percebeu que eu tava olhando. E agora, o que eu faço? Do que eu me disfarço? Senti que tudo podia ir pro Que merda. Ia me acusar e a vergonha que ia dar. ERI: Cê acha certo ficar olhando a bunda da sua meia-irmã? – Falou com veemência, mas baixinho. Minha pressão foi pro chão. Pro subsolo, diria... EU: Ei! Não! Que isso? Tá maluco! – Soltei, desesperado. Fiquei a mil graus de temperatura. Tinha que me livrar daquela de qualquer jeito. ERI: Que sem noção, cara! EU: Juro que não foi nada disso... Já tava ferrado. Ela ficou uns cinco segundos em silêncio, me olhando com cara de incredulidade. Que jeito de me apresentar pra ela... Aí, finalmente falou. ERI: É brincadeira, muleque... Que cara que a gente fez, hein! – Exclamou dando um sorrisinho e saindo satisfeita com a maldade dela. Como assim? Era uma brincadeira o que ela tava fazendo? Já tava me sentindo um suadão... Que maldita! Entrei feito um cavalo... Comi feio. Já me via saindo de casa, igual ao Chaves quando chamaram ele de ladrão. Filha da mãe... Como ela me zuou! Mas bom, isso quer dizer que ela não percebeu quando eu olhei pra ela, hehe. Respirei aliviado pra caralho. Meu Deus... Caminhei até onde todo mundo tava. Quando cheguei, a Erica me olhou com cara de "que baita que te preguei" e tava rindo baixinho. Claro que eu também. Além do mais, depois de tudo, ela tinha gastado um tempinho dela pra me fazer uma brincadeira. Me senti importante por um segundo. Que linda ela tava sorrindo, por sinal... Conversamos todos juntos por um tempo. Ela não tava me dando muita bola. De vez em quando me olhava e ria do que tinha feito. Eu tentava puxar assunto, mas ela se fazia de difícil. O personagem de rebelde, desligada do mundo, caía perfeitamente nela... Mas alguém resolveu quebrar esse gelo. MA: Gente, por que vocês não vão ali na padaria comprar uns pães doces? Aproveita e mostra um pouco do bairro pra ela. A Erica respondeu na hora. ERI: Também não faz tanto tempo que fui embora pra não conhecer, haha. – Respondeu sincera e educada. Parecia que não queria de jeito nenhum me acompanhar. Que sensação horrível... Foi aí que a Sandra. SAN: Vai, filha! De quebra você conhece um pouco mais o Julián... — Exclamou, sendo uma espécie de mediadora. Ela se virou e olhou com cara de “é necessário?”. Meu velho fez sinal pra ela ir. Nunca me senti tão rejeitado na vida. Horrível, né. Mas no fim, ela cedeu. ERI: Tá bom... — Limitou-se a dizer. Eu, bem desconfortável com a situação, me levantei e comecei a andar. Ela, com cara de certo desgosto, ou pelo menos parecia, veio atrás de mim. Não estava mais nervoso, mas sim meio irritado. Senti como se ela fosse obrigada a me dar trela... Ao cruzar a porta da entrada, comentei: EU: Não precisa vir se não quiser. Vou sozinho comprar. — Olhei nos olhos dela diretamente. Além disso, deixei claro que tinha percebido perfeitamente o desgosto dela com a situação. ERI: Também não tenho nada melhor pra fazer... Vamos! — Falou. E começou a andar em direção à rua. Bom, obrigado!, pensei ironicamente. Isso me deixa mais tranquilo... Aquela tarde foi um compêndio de momentos constrangedores. Sério, não lembrava de ter tido tantos na vida... E tão seguidos um do outro. Não sabia se falava com ela ou não. Pensei em tentar só uma vez. Também não ia ficar aturando as esnobadas dela. EU: Você tá chateada por ter voltado de Córdoba, né? Ela me olhou meio de lado. Ela também não tinha muitos pudores em encarar fixamente... ERI: Um pouco, mas fazer o quê... A gente ia andando. Ela um pouco na frente de mim. EU: Eu estaria igual, tendo toda a sua vida num lugar só... ERI: É, tá, quem tá com fome? — Disse, me mostrando que não tava a fim de falar daquele assunto. Apesar de ter gostado da frase cinéfila dela, fiquei em silêncio. Porra, como era difícil acompanhar o raciocínio dela desse jeito. Além disso, eu me irritava rápido, então preferi me calar e aguentar o momento desconfortável. Acho que ela percebeu. E decidiu, finalmente, ceder um pouco na atitude. ERI: E você, tem namorada ou algo assim? — Perguntou sem filtro. Primeiro, me surpreendeu ela querer conversar. E segundo, essa pergunta. EU: Não, e você? ERI: Não, não tenho namorada, haha. Pelo menos soltei uma piada. EU: Kkk... e namorado? ERI: Isso te importa? – Disse ela, erguendo uma sobrancelha. EU: É só uma pergunta... – Respondi sério, olhando pra frente. Se ela ia ter essa atitude de desinteresse comigo, então eu ia fazer o mesmo. Não ia deixar isso me afetar. ERI: Não... – Ela se limitou a dizer. EU: E por aqui você tem amigos? ERI: Você é do FBI, é? Kkk EU: Bom, se quiser, posso falar de futebol, sei lá... – Falei com um certo incômodo. ERI: Você é esquentadinho... Gostei... – Disse ela, com um tom de satisfação. Sim, tenho amigas que não vejo há mil anos... Acho que seria mais fácil se ela respondesse direito toda vez que eu perguntasse algo, em vez de me fazer sofrer em cada resposta... Chegamos na padaria. Entrei pra comprar e ela ficou na porta com o celular. Parece que não gostava muito de socializar e, menos ainda, sendo a novata. Era uma pessoa difícil de lidar. Ia me dar muito trabalho. Disso não tinha dúvida. E agora que íamos ser vizinhos de bairro, ia ter que me acostumar de um jeito ou de outro. Depois de comprar, no caminho de volta, ela quase não falou comigo. Ficou no celular, viajando. Fazia tempo que não sentia essa estranheza com alguém. De certa forma, era compreensível. Não me conhecia e não tinha por que falar da vida dela. Além de que praticamente a obrigaram a sair comigo. Só esperava que isso mudasse. Porque queria me dar bem com ela. O resto da tarde passou mais ou menos normal, dadas as circunstâncias. De vez em quando ela falava comigo e eu respondia direito. Talvez, aos poucos, ela fosse se soltando mais. Mas sempre mantinha aquela espécie de distância. Talvez fizesse isso por obrigação, já que dava pra ver o enorme respeito que sentia pelo meu velho. E era lógico, ele a tinha adotado como filha. Durante o jantar, em alguns momentos, sentia que meu olhar escapava pra ela. Não sei o que era, em todos os atributos dela, tanto pessoais quanto físicos, que me atraía tanto. interessantes. Mas ela tinha algo. Claramente. Pra começar, tinha uma beleza natural que funcionava como um ímã pros meus sentidos. Muito gostosa... Além disso, se tinha uma coisa que eu curtia em mulher, era franja. Mas, o que eu tô falando isso? Não devia ser assim. Antes dela ir embora, a Erica falou comigo uma última vez. Meio que me olhou de cima a baixo. ERI: Ei! Tem alguma academia por aqui perto? EU: Sim, descendo essa rua, umas 3 quadras pra lá, tem uma... Não sabia que você malhava (embora desse pra perceber) ERI: Cê vai lá, né? EU: Como cê sabe? haha Ela me olhou como quem não queria responder. Fez um gesto meio estranho que eu interpretei como se desse pra ver que eu ia pra academia. Mas ela não queria falar. Gostei disso... E a real é que ela tava bem em forma. "Bom, a gente se vê...", falou sem conseguir lembrar meu nome. Será que ela realmente não sabia meu nome? Nunca contaram pra ela? EU: Juliano... — Completei Ela deu um sorriso de lado e se virou pra sair com a mãe e meu pai. Sorriso? Aquele olhar que ela deu, de alguma forma, me fez corar. Senti isso. O que significava? Não parecia aquele olhar que você dá pra um primo ou irmão. Tinha um outro tipo de intenção, embora eu ache que fui o único que percebeu. Como se fosse um primeiro e pequeno sinal de cumplicidade comigo. Não sei por quê, mas aquela careta ficaria gravada na minha mente. Tanto que não pararia de pensar nela. E a última vez que lembro de me sentir assim, foi quando queria que uma mina me desse bola. Estranho pra caralho... Será que eu podia ter esse sentimento? Acho que não. Mas era assim. Ou talvez eu esteja exagerando e talvez tenha visto algo que não era, já que uma irmã nova é algo atípico pra mim. Quando finalmente se despediram e eu entrei em casa, fiquei tipo no piloto automático pelo resto do dia. Na real, fiquei impactado por ter conhecido ela pessoalmente. Era uma mistura de fascinação e intriga que nunca tinha sentido. Não sabia o que pensar. Embora, claro, também tinha a circunstância que obviamente seria difícil ganhar a confiança dela, dada a personalidade dura dela... Naquela mesma noite, já quase de madrugada, eu tava enrolando no face. Fiquei tentado a bisbilhotar o perfil dela, mas com certeza ia aparecer pra ela em "sugestões", que é um dedo-duro danado. E decidi não fazer. Por que ela me despertava tanta curiosidade? Claramente eu tinha depositado minha atenção nela... Apareceu uma notificação. Olhei no sininho e não tinha nada. Alguém comentou algo e apagou arrependido, pensei. Mas não era isso. Era um pedido de amizade. Eu tinha alguns pendentes, mas qual não foi minha surpresa quando vi que quem tinha mandado era "Erica Herrera". Sim, aquela Erica... Fiquei tipo "What?" Era só um pedido de amizade numa rede social. Não era um pedido de compromisso. Mas, mesmo assim, me pegou de surpresa. E pra melhor. Não tava nos meus planos naquele momento. Pensei em aceitar na hora, mas não queria parecer um desesperado. Então resolvi esperar. Continuei na minha por ali, enquanto pensava no louco que tinha sido aquele dia. Depois de um tempo, enquanto via vídeos de chinesinhos fazendo casinhas de barro, chegou uma mensagem no inbox. "Você aparece online, neném... Tá se fazendo de difícil pra aceitar??? Vou cancelar, hein" Quase caí da cama. Que young lady! E eu nem tinha reparado nisso, que ela podia me ver. Respondi me fazendo de besta. "Haha desculpa!! Não tinha visto". Imediatamente parei o que tava fazendo e fui aceitar. Não queria dar motivo pra uma briga besta, já que a gente mal se conhecia. "Confirmar". Feito. Agora sim, já aparecia todo o conteúdo dela online. EU: Prontoo haha ERI: Ainda bem... Já ia cancelar EU: Kkkk ERI: Queria te perguntar uma coisa Mmmm... EU: Fala, pode dizer. O que ela poderia me dizer? E a essa hora? Tava me deixando curioso. ERI: Como é aquela academia que você vai? É boa? Aahh. Era isso. Já tava achando estranho. EU: Aah... Sim, é grande, máquinas boas, espaçosa... por quê? ERI: O que você achou que era E aí? Sempre tão afiada nas suas expressões. EU: Nada, kkkk ERI: Ok, e vai muita gente?? EU: Mais ou menos... não cabe a galera, kkkk ERI: Mmmm, sei lá, que que eu sei... Bom, valeu! EU: De nada! ERI: Beijos. Era só isso? Sem mais? Assim, cortante, ela se despediu. Me despedi e segui minha vida. Percebi na hora que aquilo ia ser rotina. Então decidi não dar muita importância. O que me dava curiosidade era ver o perfil dela. Fui dar uma olhada. Como esperava, tinha um monte de fotos. Mas uma em especial me pegou. Ela estava na praia, de biquíni. Fiquei vermelho na hora. Tanto que resolvi não olhar mais. Estava com quem parecia ser uma amiga. Com um conjunto azul turquesa. Um corpo divino. Fiquei alucinado, sério. O cabelo igual agora, comprido e com franja. Mas o que mais me perturbava, de algum jeito, eram os peitos dela. Era errado ficar olhando. Eu sabia. Mas não conseguia parar. Tinha um bom par. Pra caralho. Era isso ou um push-up. Mas eu tava mais pra primeira opção. Ou queria estar, kkk. Se já não tirava da cabeça aquele sorriso lindo, agora as tetas dela, menos ainda. E ainda me sentia culpado por causa disso. Sentia o pau subindo e não tinha controle. Como foi parar nisso? Deus ia me castigar, com certeza. E eu merecia. Mas o que fazer agora? Normalmente, quando fico excitado, eu bato uma, com certeza. Posso admitir, fazia isso direto. O problema é que a ereção que eu tava era por causa da minha meia-irmã. E isso soava horrível. Eu não era um tarado, muito menos um punheteiro. E agora me sentia assim... Desliguei tudo e tentei pensar em outra coisa. Rolei na cama pra lá e pra cá, mas não conseguia focar em nada. Que punheteiro!, pensei. Só por causa de umas tetas fiquei assim. Mas era mais que isso, no fim das contas. Não eram só os peitos dela, eu também achava ela muito gostosa. No fundo, era o tipo de mulher que eu mais olhava sempre. Com todas as características. Alta, com rabo, Peitos, cabelo ruivo e olhos claros. Parecia de propósito. Quanto mais eu pensava nisso, pior ficava. Tava durasso. Puxei um pouco pra fora da cueca. Quem sabe assim passava um pouco. Tava grossa, toda esticada pela pressão... Lembro que uma vez uma mina falou que eu tinha uma rola "muito bonita", ha. É. Ela usou essas palavras. Mas, enfim, naquele dia foi difícil me concentrar em outra coisa pra conseguir dormir. Mas beleza, no final consegui, sem me masturbar. Nos dias seguintes, não tive notícias da Erica. Ela não falou comigo de novo nem nada do tipo. Vi meu velho duas vezes quase de passagem, mas dela, nada. Morávamos a duas quadras de distância, mas nem na rua eu tinha esbarrado com ela. Minha mãe também perguntava se eu tava falando com ela. Tinha esperança de que a gente se desse bem. Pensei em escrever pra ela e chamar pra dar um rolê por aí, pra mostrar o bairro e tal. Tinha vários lugares legais que podiam agradar ela. Mas como falar isso sem parecer um chato? Ficava olhando os contatos do face e ela, online. Ficava pensando na minha cabeça como dizer "Oi, quer ir caminhar pelo bairro? Assim você conhece", "Oi, tá afim de sair por aí?". Nenhuma me convencia. Até que tive uma boa ideia. EU: Oi! Só precisava me responder e pronto. E depois de dois minutos, foi o que aconteceu. ERI: Oi, como cê tá?? Já comecei a ficar nervoso de novo. EU: Bem e você?? ERI: Bem, em casa 😒 E sim, onde mais ia estar... EU: No fim, foi ver como é a academia??.- Essa era minha arma secreta. Quack. ERI: Nops... EU: Se quiser, te acompanho pra dar uma olhada 😂 ERI: Kkkkk Parece que ela achou graça. Não sei por quê, hehe. EU: O quê? kkk ERI: Vai me apresentar pra galera?? Nem louca 😜 EU: Nada... Só tô falando, talvez você esteja entediada ERI: E você sabe se eu tô entediada kkkkkk EU: Sei lá, como você é nova aqui... ERI: Quer me integrar?? Não dava pra lidar com o jeito dela, hein. Que mina, pensei. EU: Bom... Só tô falando, quando quiser sair um pouco me avisa... Já tinha me irritado um Pouco. ERI: Kkkk lá vem o taradão... Beleza, vou levar em conta! Me tirava do sério ela responder assim. A gente tenta socializar. Deus... EU: Nada... Não tô afim não... Mas beleza, qualquer coisa... ERI: Ok, valeu mesmo assim. EU: 👍 Me senti um otário. Óbvio que aquela ia ser a última vez que eu mandava mensagem pra ela. Não podia ser tão antissocial. Se já me travava assim estando normal, imagina se descobrisse que eu fiquei de pau duro com uma foto dela de biquíni... Com certeza seria minha morte. Que bom que ela nunca ia saber. É. Fim de papo, eu já tinha oferecido pra gente se ver, ficava por conta dela aceitar ou não. Mas admito que aquela atitude, mesmo me irritando, de certa forma me parecia interessante. Mais tarde, naquele dia, joguei futebol com os amigos. Tive a má ideia de contar sobre a situação atual. A única coisa que consegui deles foi “Ela é gostosa? Como ela é? Tem namorado?” Não vale a pena contar detalhes. Só que praticamente mandei todo mundo tomar no cu pra me livrar. Enquanto tomava uma coca na quadra e mexendo no celular, vi que a Erica tinha postado uma foto. Tava com umas amigas e a legenda dizia "Sinto falta de vocês 😢". Era compreensível. Eu, por mais que às vezes quisesse matar meus amigos, não conseguiria viver sem eles. E ela agora tava a quilômetros e quilômetros de distância deles. Isso queria dizer que eu tinha que ser mais compreensivo com ela? Talvez. Mas também não curtia a rejeição constante. Fim de papo, se surgisse uma chance de ser gentil com ela, eu ia ser. E só. O que dava pra pensar era que, desde que conheci ela naquele dia na minha casa, por um motivo ou outro, não conseguia tirá-la da cabeça. Às vezes tentava me convencer de que era algo proibido, ter pensamentos sobre ela. Pelo menos, os pensamentos que eu tinha. Tipo o rosto dela sorrindo, as sardas, os... peitos. Meu Deus! Só de falar isso sinto uma vergonha danada. Não podia ver ela como uma mulher comum. Tinha que fazer meu cérebro entender isso, que a toda hora me aquela foto de biquíni fazia reviver, a que eu tinha visto no Facebook. Já sabia ela de cor. Admito. Várias vezes tinha voltado no perfil dela pra ver. Como agora, que todos meus amigos estavam esperando pra jogar o segundo tempo e eu, feito um otário com o celular. Que desgraça! Me pergunto o que diriam se soubessem em quem eu tava pensando. Iam cair de bunda. "Olhando pra irmã dele". Na real, meia-irmã. Tem uma diferença enorme... Assim sendo, ia pintar outra chance de interagir com a Erica. Meu velho tinha organizado o primeiro churrasco dele desde que voltou e queria unir as duas famílias dele. Talvez pudesse ser uma oportunidade foda pra confraternizar um pouco. Mas claro, dessa vez, eu ia estabelecer os limites. Não ia deixar ela me tratar como um nada de novo. Aliás, talvez fosse isso que, de algum jeito, me atraía nela. O desinteresse dela. Embora isso não explicasse minha excitação ao vê-la ou imaginá-la de pouca roupa. Enfim, aquele dia ia ser, no mínimo, interessante. E o tempo ia me dar razão... Chegamos na casa nova dela, perto do meio-dia. Naquele bairro, todas as casas eram uns casarões. Quem nos recebeu, eu e minha mãe, foi a mulher do meu pai. Sempre atenciosa, ofereceu uns aperitivos no jardim dos fundos. Meu pai tava na churrasqueira, montando tudo. Quem não tava era a Erica, que segundo a Sandra, tava fazendo umas coisas no quarto dela. Tinham um fundo bonito, com piscina e tudo. Muito da hora pra fazer festas. Principalmente com o quincho ou zoom, como chamam agora. Bati um papo com meu pai, que me contou o grande sacrifício que tinham feito com a família dele pra vir pra Buenos Aires. Embora se justificasse, com o trampo que tinha arrumado. Era uma oportunidade econômica foda. Me entediou um pouco com os detalhes, mas deixou claro que foi uma daquelas chances que raramente aparecem na vida. E decidiram agarrar. Depois me disse pra ter paciência com a Erica, fazer ela se sentir em casa e blá blá blá. Coisa de pai. Adotivo nesse caso, mas pai no fim das contas. Com o sermão do meu pai, tinha bebido tanto líquido que deu uma vontade louca de ir ao banheiro. Pedi licença pra Sandra e fui pra lá. Que casa foda que eles tinham. Imensa. Tive que andar um tempão até achar o corredor que levava ao banheiro. Que por sorte estava vazio. A porta estava entreaberta e a luz, apagada. Tava com tanta vontade que comecei a tirar o pau antes de entrar. Tinha esse vício de puta. Mas ia acontecer algo que mudaria totalmente meus planos. E minha vida! Nunca vou esquecer aquele momento. O banheiro não estava vazio. Por deus que não... Era a Erica, enrolada numa toalha. Tinha acabado de sair do chuveiro. Abri os olhos igual um otário. Ela estava toda molhada e os cabelos ruivos caíam na frente do corpo, por cima dos peitos e da toalha. Não dava pra ver nada. Mas, bem ali. E ainda por cima, um idiota eu. Em vez de me virar e sair na hora, fiquei olhando pra ela, estupefato. Claro que foi reflexo, mas pude ver a pele branca dos peitos dela. A lisura das pernas. O que cê tá fazendo, cara! – Ela gritou furiosa. A cara que ela fez... Quando consegui reagir, queria morrer. Ela tinha uma expressão de puta raiva. EU: Me desculpa! A luz tava apagada... ERI: Não tomo banho com a luz acesa, não vê a luz que entra de fora? – Ela reclamou, segurando a toalha com força pra não cair. EU: Mil desculpas... É que tava aberto e eu entrei. – Falei, todo nervoso. ERI: Para de dar desculpa e sai logo do banheiro... cara! – Ela disse, muito puta. E ainda por cima, eu ainda tava parado ali. Agora sim, era minha morte. Saí antes que ela me matasse. Lembro da frustração que senti. Se antes eu já tinha que ralar, agora precisava da força de um foguete pra conseguir avançar com ela. Que azar do caralho! E ainda por cima, os gestos dela... Não queria nem imaginar o que viria agora... Quando eu tava saindo e andando pelo corredor, ela saiu também. ERI: Usa agora... Seu tarado! Falou como se quisesse me enforcar num galho, e foi pro quarto dela. Andou de costas, descalça. A toalha mal cobria a raba dela. Dava pra ver a curva perfeita que formava naquela parte. Uma puta bagunça na minha cabeça e eu pensando naquilo... Inacreditável. Eu tinha suado pra caralho, a testa escorrendo. A real é que a culpa não era minha. Mas, sem dúvida, já tava num baita sufoco. Depois de fazer minhas necessidades, voltei pra mesa. Já imaginava a Erica armando um barraco ali, na frente de todo mundo. Tava preocupado. Com muita resignação. Queria vazar daquele lugar pra merda. Aí, ela saiu com cara de poucos amigos. Já esperava que ela fosse contar o que tinha rolado. Que não foi nada, mas ela podia muito bem distorcer tudo. Me cumprimentou com uma cara de bunda terrível, mas não falou nada. Sentou e só ficou me olhando feio. Saí bem barato dessa. Mas, mesmo assim, tava na mão dela. Ela veio vestida com uma blusa branca. Era solta embaixo, mas em cima parecia apertada por causa do sutiã azul que tava por baixo. E também tava usando um short jeans bem curto, com umas sandálias pretas. Pra completar, o cabelo molhado e os olhos delineados... O que eu posso dizer? Muito gostosa. Mas claro, não tava falando comigo e de vez em quando me olhava feio. Eu respondia com um gesto de "o que eu vou fazer?". Como já disse, não vou me deixar intimidar por ela. Tanto que, se ela me tratasse com indiferença, eu ia fazer exatamente o mesmo. E foi assim pelo resto do dia. Ela deve ter se surpreendido com isso. Já que não falei nem "a" e também me fiz de importante. A única coisa que podia foder comigo era se ela armasse um barraco por causa do banheiro, mas não fez, e nem ia fazer. Então, já tinha relaxado. Quando comecei a levantar o que sobrou na mesa pra ajudar, ela veio suspeitamente atrás de mim. ERI: Fica tranquilo que não vou falar nada... — Falou se fazendo de controladora. a situação. EU: Do quê? - respondi indiferente. ERI: De como você entrou no banheiro enquanto eu me trocava, pelada... - exclamou séria. EU: Desculpa, mas não te vi pelada... Além disso, você é a única pessoa que toma banho com a luz apagada e a porta aberta. A culpa não é minha. - respondi e continuei. Apoiava as coisas na pia, sob o olhar dela. ERI: Ah, não?... - falou num tom safado. EU: Nope. - disse convicto. ERI: E que você ficou me encarando também não? - exclamou desafiadora. E pra me complicar mais, ela estava divina fazendo aquilo... EU: Não tava te encarando... O que você tá dizendo? ERI: Sim... Burra me chamam... Vi como você olhava pros meus peitos... Ela tinha razão. Mas será que foi tão na cara? De qualquer jeito, tinha que me livrar. EU: Nada a ver... Só tava explicando que foi sem querer. - respondi com uma tentativa de maturidade. ERI: É, claro, você fazia isso olhando nos meus olhos. - e agarrou os próprios peitos, apertando eles. Como as tetas se enfiavam entre os dedos dela. Não... Me surpreendeu ela fazer isso. Me chamou a atenção pela forma. Como se provocasse, mordendo os lábios. Mas também me deixou desconfortável. Alguém podia ver. EU: O que você tá fazendo?? Tá maluca??? - falei meio paranóico, olhando pra todo lado. Parecia que ela curtia fazer aquilo. ERI: Nervoso? haha EU: E você, o que acha... ERI: Mas se você entrou pra isso, né? - falou com um sorriso diabólico. EU: Pra quê? - respondi sem jeito. ERI: Pra me ver... Né, tarado? - e mordia o lábio inferior fazendo "fff" enquanto erguia o olhar. Fiquei pasmo. Nunca imaginei que ela teria uma atitude dessas comigo. Me deixou encurralado. Tava vermelho. E se alguém visse? ERI: Você fica vermelho... Viu? Eu tava certa... EU: Eh... Não... Nada a ver. A balança tinha virado claramente. Me sentia acuado. Inacreditável como meu plano tinha funcionado tão pouco. Tinha se despedaçado todo. E ela estava longe de desistir. ERI: Se você me pedisse, talvez eu mostrasse, pra que me espiar à toa... - exclamou de forma muito provocante, quase sem noção, eu diria. Senti que me afundava no pântano dela. O jeito que ela me encarou. Senti que ela me deixou pelado só de me olhar. Assustador. Mas o que ela tinha dito? Será que era maluca? Por que ela soltava essas coisas? EU: O quê? — respondi gaguejando. ERI: E eu sei... Era uma situação totalmente inesperada. Mas alguma coisa tava começando a rolar. Por baixo daquela vergonha que ela me fazia sentir, eu tava começando a ficar excitado. Dentro da calça jeans, comecei a sentir o pau subindo. Não podia ser. De novo não! E ainda na presença dela... Ela quase me encurralou contra a pia, só com gestos e palavras. Tinha que dar um jeito de escapar. Depois eu teria tempo pra pensar. EU: Você é louca... — falei e me preparei pra vazar dali. ERI: Haha, que alívio... — Ela soltou uma gargalhada. Ela não me impediu e ficou rindo da maldade que tinha feito. Queria fazer parecer que eu tava delirando. Mas eu sabia que não era bem assim. Algo no olhar dela me dizia isso. Percebi ela, digamos, com uma certa perversidade. Uma perversidade que me prendeu. Não consegui pensar em outra coisa pelo resto do tempo que fiquei lá. Comi a sobremesa a duras penas. Ela falou duas ou três palavras na frente dos velhos. Mas era pra se fazer de sonsa. Dava pra ver nos olhos dela como ela me desafiava o tempo todo. Será que esse era o jeito dela de fraternizar? Seria muito estranho se fosse. Tem limites. Ficar passando a mão nos peitos na minha frente? Daquele jeito? Impossível. Impossível não pensar em outra coisa. Quando fui embora, ela me cumprimentou como se nada tivesse acontecido. Mas os olhares dela falavam por si. Fiquei inquieto pelo resto do dia. E sim. Excitado também. Pra caralho. Se antes eu não conseguia parar de pensar no inanimado de uma fotografia, agora eu nunca mais tiraria da cabeça a Erica me provocando daquele jeito. Passando a mão nos peitos assim, tão vulgar. Falando comigo de um jeito inadequado. Acho que cheguei a notar o relevo dos mamilos dela quando ela se tocou. Meu Deus! O que eu tô dizendo? Será que eu piro? Outra coisa. importante. Será que ela era capaz de se mostrar nua pra mim? Com certeza tava falando isso só pra me provocar. Ou será que não? Como isso mexia com minha cabeça. Repito de novo, não é certo pensar nisso. Mas qual seria o pior que podia acontecer? Afinal, ela não era filha biológica nem do meu pai nem da minha mãe. Mesmo assim, é muito estranho. Não preciso ficar arrumando desculpas esfarrapadas. Talvez seja meu jeito de lidar com a culpa. Mas naquele dia eu não ia conseguir segurar a vontade de bater uma. Sério. Tanto que, já de noite, tava no meu quarto prestes a fazer isso. Tranquei a porta e tava de cueca na cama, com o notebook. Por mais que eu tentasse me controlar, ia ser impossível. Tirei o pau pra fora, baixando um pouco a cueca, enquanto via uma atriz pornô, uma das mais gostosas da história, a Traci Lords. Tava pronto pra meter bronca. Até seria antinatural se não fizesse... Quando ia começar a punhetar meu tronco grosso e cheio de veias, pipocou uma notificação do Messenger do face. E agora, quem é? Deus... Mais uma vez, era a Erica. Que estranho ela me chamar nesse horário. ERI: Como você ficou hoje 😜 Ela ainda tava a fim de continuar me provocando. Inacreditável... EU: Nada a ver... Fingi indiferença, mas tinha ficado bolado, sim. ERI: Você não viu sua cara 😂 EU: Não é todo dia que me acusam de tarado... ERI: É... e meio que você é EU: Ah é? E por quê? ERI: Mesmo que não admita, vi que você me olhou com cara de safado EU: Desculpa, mas eu não comecei a me esfregar na sua frente... ERI: Faltava mais, haha EU: Bua... Tava meio puto com a atitude dela, mas de algum jeito, já tava interagindo com ela. ERI: Tenho que admitir que você é minha única diversão 😂 EU: É... Percebi 😒 ERI: Só cheguei um pouquinho perto e você já começou a chorar, hehe EU: Você é sempre tão terrível assim? ERI: Não. Posso ser pior 😎 EU: Nem quero saber, haha ERI: Hmm, te achava mais corajoso... De novo me provocando? Qual era o problema dela? EU: Mais corajoso?? Haha ERI: Sim. Não tão mansinho EU: Hahaha vai se catar ERI: E é... haha mas beleza, vou te deixar pra você não chorar Mais. EU: Haha, você é maluca... ERI: Me adiciona no WhatsApp. Ela me passou o número. EU: Beleza. ERI: Já pode continuar se tocando. Beijos 😘 Mas que tipo de bruxaria é essa? Como ela sabia que... Deus, haha. EU: Hahaha, não parei... beijos!! Ela se desconectou do nada. Com certeza falou isso pra me provocar. Não era vidente. Ou será que era? Haha. Ela tinha uma foto de perfil muito gostosa. Que olhão. Mandei uma mensagem pra ficar registrado. Ficou como recebida por um tempo, mas não visualizada. Desliguei o computador e fiquei com o celular. Ainda estava muito excitado, com o pau pra fora da cueca, durasso. Por que eu não conseguia tirar a Erica, minha meia-irmã, da cabeça? Não queria bater uma pensando nela. Isso era terrível. Inaceitável. Mas, mesmo assim, eu passava a mão na cabecinha por reflexo. Tinha um lugar reservado no inferno, com certeza. Parece que em algum momento eu apaguei. Do jeito que tava. E dormi que nem um bebê. Que relax... De manhã, comecei a acordar. Ainda sentia aquele prazer. Não lembro o que sonhava, mas com certeza era divino, porque tava com uma ereção daquelas, igual toda manhã, haha. Talvez sonhasse que tava com alguém, já que sentia uma sensação gostosa descendo pela perna. Que delícia! Enquanto voltava a mim, abrindo os olhos, quase pulei da cama. Do lado, estava sentada a Erica, com um sorriso malvado no rosto e a mão na minha perna. Eu, mal coberto pelo lençol e com uma puta excitação. ERI: Bom dia, tarado! – Falou irônica... Me segue no instagram HIPHOP911 OK e fica por dentro das novidades. Essas são algumas das histórias.

1 comentários - Erica, minha irmã gostosa 1