Despedida de solteiro (parte 7)

No final, acabei pulando a ida pra Mar de las Pampas, mas ainda tinha mais duas noites em Gesell. O monoambiente tinha saído caro, então queria aproveitar a estadia ao máximo. Até agora, valeu a pena: conheci a Laura na praia, não rolou nada na primeira noite, mas no dia seguinte, em casa, foi uma trepada do caralho, e ficamos com vontade de mais. O marido não voltou de noite, mas era arriscado dormir lá, mesmo tendo ficado a promessa de nos vermos de novo em Buenos Aires. Ela era de Vicente López, zona norte da grande Buenos Aires, e eu tô em Banfield, do outro lado da cidade, na zona sul. Era só a gente se acertar e marcar, mas vai saber se esse encontro ia rolar de verdade...
Por enquanto, acordei com fome. Tinha que recuperar a energia das duas gozadas do dia anterior com a casada entediada. Fui num lugar ali perto da praia, umas putas da mãe sluta apareciam. Enfiei um de três carnes, com alface, tomate, cebola e ovo. E as batatas haha... tava com mais fome que o Chaves. Fui pro lado da mata, queria conhecer as praias daquela região.
Pra onde quer que eu olhasse, tinha algo gostoso pra ver. Tava com um nível de punheteiro que não sentia há um tempão, talvez por causa dos dois anos e pouco de namoro com uma gatinha linda, não precisava olhar muito além da puta da Vanina. Mas tinha despertado em mim um bicho que queria comer tudo que respirasse... não tava nem aí se era loira, morena ou ruiva. Se era magrinha ou gordinha, se tinha mais peito que bunda ou o contrário, olhava pras que tavam com o marido do lado sem vergonha, queria comer todas. Até uns casais de sapatão, que eu via de mãos dadas ou se beijando, imaginava as duas dando uma trepada gostosa na minha cama.
Caindo a tarde, cruzei com um grupo de caras e minas que eu tinha visto em Mar Azul uns dias antes. Parecia que tavam me seguindo, lembrei deles porque dava pra ver que a gente tinha mais ou menos a mesma idade e tinha um par de minas no grupo que eram terrivelmente gostosas, mas além disso tavam do lado do grupo da Luchi na primeira tarde que a gente se viu. A gente se cruzou de frente, eu tava só com uma bolsinha na mão onde levava o mate e umas paradas, eles eram três caras e quatro minas, por acaso.
Um dos caras me cumprimentou, lembrou de mim também. Ele disse: "Você tava com um grupo de minas outro dia, do nosso lado." Concordei, nos cumprimentamos como se nos conhecêssemos há anos. Coisas de verão, suponho... "Meu nome é Fede", ele se apresentou, e eu respondi: "Sou Nacho." Ele me apresentou pro resto do grupo, uma das minas falou: "Ahhh sim, você tava com uma morena outro dia", com um sorrisinho safado. Eu disse que sim, que era uma amiga, sem dar muita explicação. Comprimentei um por um os integrantes do grupo.
Tinha uma ruiva, muito gostosa. Baixinha, traços lindos, mas o mais importante: peitão e rabão bom. Me cumprimentou meio fria, parecia chata a mina. "Karen..." falou quando me deu um beijo no rosto, tinha um sorriso bonito, mas nenhum foi pra mim, só pras amigas que tavam contando algo engraçado, pelo visto.
A que lembrou que estava com o Luchi se chamava Belén. Era a mais esperta, pelo visto, do grupo; as outras três, incluindo a ruiva, estavam na delas. Os três caras também, muito legais. A Belu me disse que naquela noite iam tomar algo num pub, de boa, e perguntou por que eu não me juntava a eles, já que tava sozinho. Curti o convite, aceitei, e o Fede me adicionou. Ele me mandou mensagem e eu também adicionei ele. Combinamos de nos ver tipo umas 12, depois de jantar, tomar banho e tudo mais.
Fui pro apê, tomei um banho, comi alguma coisa e tomei uma cervejinha sozinho. Peguei na TV um jogo de verão entre Boca e Talleres, em Córdoba. Fiquei vendo um tempo pra não ficar sozinho com o silêncio e me lembrei do jogo do River e do corno do marido da Laura... fiquei pensando quantos chifrudos devem ter na arquibancada enquanto vão ver um jogo bosta.
Dei uma relaxada pra matar o tempo, até chegar a hora, e fui pro pub. Encontro só os três caras, e eles falam: "Agora as minas tão chegando, a gente tá parado aqui na esquina". Fer, outro dos caras, diz: "Viu como elas são, começam com a chapinha, depois a unha pintada... não terminam nunca", e todo mundo riu porque já vivemos isso. Passam uns minutos, já tínhamos pedido algo pra beber, e as gurias chegam. Não olhei pra mais ninguém, a Karen eu queria comer. Naquela noite mesmo, se desse.
A mina negra tava marcando uma bunda do caralho. O top deixava ver a quantidade certa de pele, e a boca pintada de vermelho intenso, um vermelho que queria que ficasse marcado nos meus lábios, e na pica... não vou mentir pra vocês a essa altura. Ela tava mais relaxada, já me cumprimentou de um jeito mais amigável, com a mão no ombro e tudo. Conversava mais comigo, as outras duas minas mantinham a mesma atitude da tarde. A Belu continuava tão gente boa quanto na praia, mas dava pra ver que tinha algo rolando com a Fer. Tinha uma química, uma tensão sexual ali entre eles. O Fede e o outro cara falavam com as outras duas minas, mas nada além disso, não tinha casais formados além do que eu percebi entre a Fer e a Belén. A Karen puxou papo comigo, me fez sentir um pouco mais parte do grupo. Aproveitei e falei: "Cê tava de mal humor à tarde, né?". Ela sorriu e respondeu: "Não... era outra coisa", com um certo mistério. Me contou que, na real, ela tinha me visto com a Luchi em Mar Azul, tanto naquela tarde na praia quanto no dia seguinte, que a gente não parou no mesmo lugar. E pensou que era minha namorada, e que eu tava traindo ela. Contei sobre minha situação com a Vanina, e falei que a Luchi era uma amiga que eu tinha conhecido lá, mas que foi só uma onda daquele dia.
K: "Então tua intenção é comer toda mina que cruzar teu caminho?", perguntou com certa maldade.
Y: "Não, não..." — respondi mentindo descaradamente. "Minha intenção é só passar as férias, aconteceu que conheci ela e pronto...", tentando dar uma desculpa da menos crível possível.
K: "Tranquilo... tô na mesma também, hein", ele me disse enquanto dava um gole no daiquiri que tinha pedido pra começar a noite.
Y: "Como assim, a mesma?", perguntei com certa ingenuidade.
K: "É... eu também vim de férias recém-separada, faz um mês que briguei com aquele filho da puta
Se até aquele momento eu não acreditava em Deus, nos sinais do universo ou no destino, naquela hora comecei a acreditar em tudo junto. Qual era a chance de trombar com um grupo de caras em Mar Azul e a gente se ignorar, pra depois se encontrar de novo em outro lugar, e ainda ter uma mina que tava no mesmo esquema que eu?
A gente conversou e ficou se pegando a noite toda, os drinks iam e vinham... Preciso contar o que rolou depois?

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