Uma foto da Savanna (quem narra) pra vocês imaginarem ela durante a história.
Era um domingo à tarde, daqueles que dão uma preguiça danada. Eu tava deitada de bruços lendo um livro didático na minha cama, num quarto minúsculo e feio. Tava vestindo um moletom grandão e uma calça jeans azul bem desgastada que abraçava meu corpo um pouco cheinho, mas cheio de curvas. Meu cabelo loiro dourado tava preso num rabo de cavalo. O silêncio foi quebrado na hora quando a Amy entrou no nosso quarto compartilhado, soluçando. A Amy era bem magrinha e tinha cabelo comprido castanho-avermelhado que caía até os ombros. Ela correu direto pra cama dela, onde caiu de cara no travesseiro. "Amy?! O que foi?!" perguntei, em pânico. Eu tava fazia só algumas semanas nessa escola, tinha acabado de me transferir, mas senti uma conexão imediata com a Amy. Éramos duas minas que, mesmo sendo muito gostosas, não se encaixavam no padrão típico das universitárias. As duas éramos jovens cristãs conservadoras. A Amy foi a primeira a me convidar pro grupo de Jovens Cristãos Conservadores da nossa escola, um clube que estudava a Bíblia direto e promovia os valores cristãos conservadores no campus. Ser uma cristã homofóbica tornava difícil fazer amigos no campus, então eu tive sorte de ter a Amy. Éramos melhores amigas, e eu faria qualquer coisa por ela. Levantei da cama e coloquei a mão no ombro dela. A Amy gemeu no travesseiro: "Desculpa, Sav... é... é... é a Grace". Na hora eu soube o que tava rolando. Mesmo não conhecendo a Amy há muito tempo, sabia que ela e a Grace não se bicavam. A Grace era uma valentona de primeira. Sendo uma mulher queer popular no time de luta livre, era o oposto total da Amy. Só tinha visto a Grace algumas vezes, principalmente em eventos LGBTQ onde eu e a Amy fazíamos contramanifestações com nosso grupo cristão. Além disso, a cara dela tava estampada em cartazes esportivos por todo o campus. Pelo visto, ela era muito boa na luta. "Me conta o que aconteceu!", insisti com a Amy, com minha voz de mãe. "Eu tava Na cafeteria..." Amy começou a dizer entre soluços, enquanto olhava pra sua calça de moletom cinza. "Eu tava na Booty pegando pizza e ela veio por trás e... e puxou minha calça pra baixo e minha calcinha pra cima... num wedgie (puxão de calcinha)". A voz de Amy tremia ao lembrar da situação horrível. A calcinha rosa brilhante, bem cobertura total, ficou visível pra todo mundo na cafeteria antes da dor ardente do wedgie. O tecido rosa tinha se enfiado dolorosamente na sua buceta. As nádegas pálidas dela ficaram expostas pras dezenas de alunos que estavam almoçando. "Todo mundo! VIU—TODO MUNDO!! Até o Steven!!" gritou Amy contra o travesseiro. Steven era o cara por quem Amy tinha uma queda enorme. Ela era obcecada por ele. Eu tinha sorte de ter um namorado carinhoso e de longa data que morava fora do estado. As chances da Amy com Steven pareciam zero agora. Ter visto Amy pendurada no ar, segura pelos braços musculosos da Grace, destruiria qualquer atração emocional. Steven teve uma visão completa de Amy soluçando e implorando por ajuda enquanto era levantada do chão pela calcinha. A calça de moletom dela ficou enroscada nos pés enquanto ela chutava de dor. Quando a Grace finalmente soltou, Amy caiu no chão com um baque. A calcinha esticou além do limite. A sala inteira gritou de rir enquanto ela puxava a calça pra cima e saía correndo da cafeteria. "Preciso me transferir de escola—isso foi a coisa mais humilhante que já aconteceu na minha vida", gemeu Amy contra o travesseiro. Fiquei com pena da Amy. Quem faria uma coisa dessas? "Amy! Você tem que contar pra alguém! Pra um professor! Ou algo assim! Chama a polícia—ela te agrediu!", falei sério antes de Amy me interromper. "Não! Nãão! Você não entende. Ela é uma grande atleta! É tipo uma celebridade. A escola nunca vai fazer nada—ela é a única razão da escola ter grana", lamentou Amy antes de enfiar a cara no travesseiro de novo. Eu não acreditava totalmente nisso. Eu amava a Amy, mas sentia que ela era meio fraca e que podia se defender. "Então vamos falar com ela! Que ela te peça desculpas!", já estava de pé, procurando meus sapatos. "O QUÊ?! Não! Por favor, Sav! Você não sabe como ela é. Por favor, deixa pra lá". Amy fez o possível pra secar as lágrimas do rosto, mas ainda estava toda bagunçada. "Amy—se você não enfrentar os valentões, vão te pisar a vida inteira. Agora, você vai comigo ou vou ter que procurar a Grace sozinha?". O que veio depois foi uma longa discussão entre eu e Amy que durou horas. Amy praticamente implorava pra eu não ir. "Por favor, Savanna. Confia em mim. Você não quer se meter com a Grace!". "Eu vou, e não tem nada que você possa fazer pra mudar minha ideia. Vou ser civilizada e falar eu mesma, se você vier comigo", falei com firmeza, com a mão na maçaneta da porta. Amy se levantou devagar. Talvez eu estivesse exagerando. Eu faria qualquer coisa pra parar o bullying. "Ela... provavelmente ainda tá na academia. Já acabou o treino de luta livre", disse Amy, fraca. "Ótimo, vamos", e peguei a Amy, arrastando ela pra fora do quarto. Grace era a única no vestiário. Ela tava usando um sutiã esportivo preto e um short preto justo que abraçava a bunda perfeitamente tonificada dela. O cabelo preto e bagunçado tava preso num coque apertado. As costas dela estavam viradas pra mim e pra Amy quando entramos no vestiário. Dava pra ver que Amy tava apavorada. Dei um cotovelo nela e limpei a garganta bem alto. Grace se virou e então sorriu. "Oi, Calcinha! Voltou pra segunda rodada?". Amy ficou pálida enquanto gaguejava. "G-Grace. O que você fez hoje não foi c-certo. Eu... quero um pedido de desculpas". Grace se inclinou pra frente, dando gargalhadas. "Aww, que fofo, Calcinha. Você devia me agradecer. Deixei todo mundo no refeitório ver quem você realmente é hoje". Não dava mais pra aguentar. O instinto de mãe ursa em me acendi e me joguei pra frente. "Escuta!! Se você não pedir desculpas pra Amy como deve ser agora, então vamos pro decano! Tem um monte de testemunha e—" Ela me interrompeu. Grace se jogou em cima de mim, e teve um "SLAM!!" ensurdecedor quando minha bunda grande bateu nos armários. A mão de Grace tava agarrada no meu pescoço. Ela tinha me imobilizado contra os armários, e a cara dela tava a centímetros da minha. "SAVANNA!!" Amy gritou. Grace rosnou pra mim. "Escuta, puta! Não me fala nada. Calcinha aqui não consegue lutar as próprias brigas, então manda a namorada gorda e sapatão lutar por ela?". Minhas mãos agarraram as de Grace. "ME SOLTA!", gritei, ofegante. Grace era muito mais alta e forte que eu. "NÃO SOU SAPATÃO! SUA—SUA puta!!". Chutei com os pés, tentando escapar. Grace só sorriu. "Calcinha—vem aqui e abaixa a calça dela", Grace rosnou pra Amy. "O quê?!", Amy gritou enquanto recuava pra um canto. "FAZ ISSO! Ou então vou machucar de verdade sua namorada aqui. Vou falar pro pessoal que peguei vocês duas sapatãs me espionando. Tive que me defender. Vocês duas nem deviam estar aqui. É restrito pra quem não é atleta. Podiam ser expulsas se eu contar pras pessoas certas". A ameaça pairou no ar. "Desculpa, Sav... tenho que fazer isso", Amy disse, com lágrimas nos olhos. Ela se aproximou de mim, com a mão de Grace ainda apertada na minha garganta. Amy chegou perto, com os dedos tremendo enquanto alcançava o botão da minha calça jeans. "Amy, para!", falei, afastando as mãos dela. Grace revirou os olhos. Com a mão livre, ela se abaixou e tirou a meia que tava usando. Lutou com meus braços pra trás e usou a meia esticada como corda pra amarrar minhas mãos. "Pronto—Calcinha, abaixa a calça dela. Quero ver o que a senhorita Calcinha usa", Grace riu, recuando. Amy, relutante, tirou minha calça jeans dos meus quadris curvilíneos. Eu tava usando calcinha de vó de algodão verde. Ervilha. "Aww, olha só? As duas combinam", disse Grace, avançando e puxando a calça de Amy pra baixo. "Olha, aww, são tão fofinhas juntas". Grace de repente puxou o celular e tirou uma foto nossa. "EI! Olha—ela fez o que você mandou. Olha, a gente entendeu o recado. Vamos deixar elas em paz", falei, irritada por ter perdido todo o poder naquele momento. "Não-não-não. A gente mal começou. Quero ver a senhora e a senhora Calcinha se beijando". Tanto eu quanto Amy não deixamos Grace terminar a frase antes de protestar. "QUÊ?! NÃO!". Tentei me soltar da meia e quase tropecei na calça que prendia meus tornozelos. "Fiz tudo que você pediu. Por favor! Deixa a gente ir. Juro que vou te deixar em paz pra sempre! Isso tá ficando nojento", soluçou Amy. "Nojento? Ouviu isso, Savanna? Ela acha que te beijar é nojento. Já vi vocês duas, vadias homofóbicas, protestando em cada evento gay do campus. Deixa eu expandir os horizontes de vocês. Se beijem ou saiam daqui de maca", latiu Grace. Minha garganta fechou, mortificada por estar nessa situação. Se meus tornozelos e pulsos não estivessem amarrados, eu saía correndo. Mas era óbvio que Amy era covarde demais pra isso. Amy se virou e me olhou. Os lábios dela tremeram antes dela se inclinar pra frente e pressionar os dela contra os meus. "Você não tá beijando sua avó, Calcinha—bota um pouco de língua aí!", Grace riu e, sem que nenhuma de nós soubesse, puxou o celular e começou a gravar. Eu queria empurrar Amy e sair correndo, mas a meia tava bem amarrada nos meus pulsos. Amy se mexeu. Dava pra ver que o rosto dela se contorcia numa careta enquanto os lábios dela encontravam os meus de novo. Minha respiração prendeu na garganta quando senti Amy enfiar a língua na minha boca sem jeito. Amy era virgem, nunca tinha tido namorado antes e não tinha muita experiência com beijo. Um pensamento horrível me atingiu: esse podia ser o primeiro beijo da Amy. Ela enfiou a língua na minha boca sem jeito. a garganta, e os lábios dela se franziram e me agarraram porque era isso que eu tinha visto nos filmes. Isso era mais que nojento. Meu estômago embrulhou, sentindo a língua molhada dela na minha. Isso era estranho. Eu tava acostumada a beijar meu namorado Jake, mas isso não era tão diferente assim. Dava pra sentir os lábios macios dela e sentir o gosto do gloss de morango. A sensação de borboletas no estômago veio junto com uma raiva ardente. Eu odiava a Grace. Odiava como ela tinha me dominado rápido e me metido numa coisa tão suja e pecaminosa. Fechei os olhos e imaginei que tava beijando o Jake. Minha língua encontrou a da Amy e tentei tomar o controle, fazer ela usar menos língua e mais lábios. Senti que tava no controle da situação quando meus lábios envolveram os dela, agora mais devagar e com cuidado. Dava pra sentir o coração da Amy batendo através dos lábios. "Nossa, isso é quente", disse a Grace, olhando pra gente por trás do celular enquanto gravava.
Era um domingo à tarde, daqueles que dão uma preguiça danada. Eu tava deitada de bruços lendo um livro didático na minha cama, num quarto minúsculo e feio. Tava vestindo um moletom grandão e uma calça jeans azul bem desgastada que abraçava meu corpo um pouco cheinho, mas cheio de curvas. Meu cabelo loiro dourado tava preso num rabo de cavalo. O silêncio foi quebrado na hora quando a Amy entrou no nosso quarto compartilhado, soluçando. A Amy era bem magrinha e tinha cabelo comprido castanho-avermelhado que caía até os ombros. Ela correu direto pra cama dela, onde caiu de cara no travesseiro. "Amy?! O que foi?!" perguntei, em pânico. Eu tava fazia só algumas semanas nessa escola, tinha acabado de me transferir, mas senti uma conexão imediata com a Amy. Éramos duas minas que, mesmo sendo muito gostosas, não se encaixavam no padrão típico das universitárias. As duas éramos jovens cristãs conservadoras. A Amy foi a primeira a me convidar pro grupo de Jovens Cristãos Conservadores da nossa escola, um clube que estudava a Bíblia direto e promovia os valores cristãos conservadores no campus. Ser uma cristã homofóbica tornava difícil fazer amigos no campus, então eu tive sorte de ter a Amy. Éramos melhores amigas, e eu faria qualquer coisa por ela. Levantei da cama e coloquei a mão no ombro dela. A Amy gemeu no travesseiro: "Desculpa, Sav... é... é... é a Grace". Na hora eu soube o que tava rolando. Mesmo não conhecendo a Amy há muito tempo, sabia que ela e a Grace não se bicavam. A Grace era uma valentona de primeira. Sendo uma mulher queer popular no time de luta livre, era o oposto total da Amy. Só tinha visto a Grace algumas vezes, principalmente em eventos LGBTQ onde eu e a Amy fazíamos contramanifestações com nosso grupo cristão. Além disso, a cara dela tava estampada em cartazes esportivos por todo o campus. Pelo visto, ela era muito boa na luta. "Me conta o que aconteceu!", insisti com a Amy, com minha voz de mãe. "Eu tava Na cafeteria..." Amy começou a dizer entre soluços, enquanto olhava pra sua calça de moletom cinza. "Eu tava na Booty pegando pizza e ela veio por trás e... e puxou minha calça pra baixo e minha calcinha pra cima... num wedgie (puxão de calcinha)". A voz de Amy tremia ao lembrar da situação horrível. A calcinha rosa brilhante, bem cobertura total, ficou visível pra todo mundo na cafeteria antes da dor ardente do wedgie. O tecido rosa tinha se enfiado dolorosamente na sua buceta. As nádegas pálidas dela ficaram expostas pras dezenas de alunos que estavam almoçando. "Todo mundo! VIU—TODO MUNDO!! Até o Steven!!" gritou Amy contra o travesseiro. Steven era o cara por quem Amy tinha uma queda enorme. Ela era obcecada por ele. Eu tinha sorte de ter um namorado carinhoso e de longa data que morava fora do estado. As chances da Amy com Steven pareciam zero agora. Ter visto Amy pendurada no ar, segura pelos braços musculosos da Grace, destruiria qualquer atração emocional. Steven teve uma visão completa de Amy soluçando e implorando por ajuda enquanto era levantada do chão pela calcinha. A calça de moletom dela ficou enroscada nos pés enquanto ela chutava de dor. Quando a Grace finalmente soltou, Amy caiu no chão com um baque. A calcinha esticou além do limite. A sala inteira gritou de rir enquanto ela puxava a calça pra cima e saía correndo da cafeteria. "Preciso me transferir de escola—isso foi a coisa mais humilhante que já aconteceu na minha vida", gemeu Amy contra o travesseiro. Fiquei com pena da Amy. Quem faria uma coisa dessas? "Amy! Você tem que contar pra alguém! Pra um professor! Ou algo assim! Chama a polícia—ela te agrediu!", falei sério antes de Amy me interromper. "Não! Nãão! Você não entende. Ela é uma grande atleta! É tipo uma celebridade. A escola nunca vai fazer nada—ela é a única razão da escola ter grana", lamentou Amy antes de enfiar a cara no travesseiro de novo. Eu não acreditava totalmente nisso. Eu amava a Amy, mas sentia que ela era meio fraca e que podia se defender. "Então vamos falar com ela! Que ela te peça desculpas!", já estava de pé, procurando meus sapatos. "O QUÊ?! Não! Por favor, Sav! Você não sabe como ela é. Por favor, deixa pra lá". Amy fez o possível pra secar as lágrimas do rosto, mas ainda estava toda bagunçada. "Amy—se você não enfrentar os valentões, vão te pisar a vida inteira. Agora, você vai comigo ou vou ter que procurar a Grace sozinha?". O que veio depois foi uma longa discussão entre eu e Amy que durou horas. Amy praticamente implorava pra eu não ir. "Por favor, Savanna. Confia em mim. Você não quer se meter com a Grace!". "Eu vou, e não tem nada que você possa fazer pra mudar minha ideia. Vou ser civilizada e falar eu mesma, se você vier comigo", falei com firmeza, com a mão na maçaneta da porta. Amy se levantou devagar. Talvez eu estivesse exagerando. Eu faria qualquer coisa pra parar o bullying. "Ela... provavelmente ainda tá na academia. Já acabou o treino de luta livre", disse Amy, fraca. "Ótimo, vamos", e peguei a Amy, arrastando ela pra fora do quarto. Grace era a única no vestiário. Ela tava usando um sutiã esportivo preto e um short preto justo que abraçava a bunda perfeitamente tonificada dela. O cabelo preto e bagunçado tava preso num coque apertado. As costas dela estavam viradas pra mim e pra Amy quando entramos no vestiário. Dava pra ver que Amy tava apavorada. Dei um cotovelo nela e limpei a garganta bem alto. Grace se virou e então sorriu. "Oi, Calcinha! Voltou pra segunda rodada?". Amy ficou pálida enquanto gaguejava. "G-Grace. O que você fez hoje não foi c-certo. Eu... quero um pedido de desculpas". Grace se inclinou pra frente, dando gargalhadas. "Aww, que fofo, Calcinha. Você devia me agradecer. Deixei todo mundo no refeitório ver quem você realmente é hoje". Não dava mais pra aguentar. O instinto de mãe ursa em me acendi e me joguei pra frente. "Escuta!! Se você não pedir desculpas pra Amy como deve ser agora, então vamos pro decano! Tem um monte de testemunha e—" Ela me interrompeu. Grace se jogou em cima de mim, e teve um "SLAM!!" ensurdecedor quando minha bunda grande bateu nos armários. A mão de Grace tava agarrada no meu pescoço. Ela tinha me imobilizado contra os armários, e a cara dela tava a centímetros da minha. "SAVANNA!!" Amy gritou. Grace rosnou pra mim. "Escuta, puta! Não me fala nada. Calcinha aqui não consegue lutar as próprias brigas, então manda a namorada gorda e sapatão lutar por ela?". Minhas mãos agarraram as de Grace. "ME SOLTA!", gritei, ofegante. Grace era muito mais alta e forte que eu. "NÃO SOU SAPATÃO! SUA—SUA puta!!". Chutei com os pés, tentando escapar. Grace só sorriu. "Calcinha—vem aqui e abaixa a calça dela", Grace rosnou pra Amy. "O quê?!", Amy gritou enquanto recuava pra um canto. "FAZ ISSO! Ou então vou machucar de verdade sua namorada aqui. Vou falar pro pessoal que peguei vocês duas sapatãs me espionando. Tive que me defender. Vocês duas nem deviam estar aqui. É restrito pra quem não é atleta. Podiam ser expulsas se eu contar pras pessoas certas". A ameaça pairou no ar. "Desculpa, Sav... tenho que fazer isso", Amy disse, com lágrimas nos olhos. Ela se aproximou de mim, com a mão de Grace ainda apertada na minha garganta. Amy chegou perto, com os dedos tremendo enquanto alcançava o botão da minha calça jeans. "Amy, para!", falei, afastando as mãos dela. Grace revirou os olhos. Com a mão livre, ela se abaixou e tirou a meia que tava usando. Lutou com meus braços pra trás e usou a meia esticada como corda pra amarrar minhas mãos. "Pronto—Calcinha, abaixa a calça dela. Quero ver o que a senhorita Calcinha usa", Grace riu, recuando. Amy, relutante, tirou minha calça jeans dos meus quadris curvilíneos. Eu tava usando calcinha de vó de algodão verde. Ervilha. "Aww, olha só? As duas combinam", disse Grace, avançando e puxando a calça de Amy pra baixo. "Olha, aww, são tão fofinhas juntas". Grace de repente puxou o celular e tirou uma foto nossa. "EI! Olha—ela fez o que você mandou. Olha, a gente entendeu o recado. Vamos deixar elas em paz", falei, irritada por ter perdido todo o poder naquele momento. "Não-não-não. A gente mal começou. Quero ver a senhora e a senhora Calcinha se beijando". Tanto eu quanto Amy não deixamos Grace terminar a frase antes de protestar. "QUÊ?! NÃO!". Tentei me soltar da meia e quase tropecei na calça que prendia meus tornozelos. "Fiz tudo que você pediu. Por favor! Deixa a gente ir. Juro que vou te deixar em paz pra sempre! Isso tá ficando nojento", soluçou Amy. "Nojento? Ouviu isso, Savanna? Ela acha que te beijar é nojento. Já vi vocês duas, vadias homofóbicas, protestando em cada evento gay do campus. Deixa eu expandir os horizontes de vocês. Se beijem ou saiam daqui de maca", latiu Grace. Minha garganta fechou, mortificada por estar nessa situação. Se meus tornozelos e pulsos não estivessem amarrados, eu saía correndo. Mas era óbvio que Amy era covarde demais pra isso. Amy se virou e me olhou. Os lábios dela tremeram antes dela se inclinar pra frente e pressionar os dela contra os meus. "Você não tá beijando sua avó, Calcinha—bota um pouco de língua aí!", Grace riu e, sem que nenhuma de nós soubesse, puxou o celular e começou a gravar. Eu queria empurrar Amy e sair correndo, mas a meia tava bem amarrada nos meus pulsos. Amy se mexeu. Dava pra ver que o rosto dela se contorcia numa careta enquanto os lábios dela encontravam os meus de novo. Minha respiração prendeu na garganta quando senti Amy enfiar a língua na minha boca sem jeito. Amy era virgem, nunca tinha tido namorado antes e não tinha muita experiência com beijo. Um pensamento horrível me atingiu: esse podia ser o primeiro beijo da Amy. Ela enfiou a língua na minha boca sem jeito. a garganta, e os lábios dela se franziram e me agarraram porque era isso que eu tinha visto nos filmes. Isso era mais que nojento. Meu estômago embrulhou, sentindo a língua molhada dela na minha. Isso era estranho. Eu tava acostumada a beijar meu namorado Jake, mas isso não era tão diferente assim. Dava pra sentir os lábios macios dela e sentir o gosto do gloss de morango. A sensação de borboletas no estômago veio junto com uma raiva ardente. Eu odiava a Grace. Odiava como ela tinha me dominado rápido e me metido numa coisa tão suja e pecaminosa. Fechei os olhos e imaginei que tava beijando o Jake. Minha língua encontrou a da Amy e tentei tomar o controle, fazer ela usar menos língua e mais lábios. Senti que tava no controle da situação quando meus lábios envolveram os dela, agora mais devagar e com cuidado. Dava pra sentir o coração da Amy batendo através dos lábios. "Nossa, isso é quente", disse a Grace, olhando pra gente por trás do celular enquanto gravava.
1 comentários - A sapatão valentona pt.1