Cornudo em Casa... A Surpresa de Segunda... (parte 3)

Segunda-feira amanheceu com um céu cinzento que parecia carregar o peso do que tinha rolado na noite anterior. Levantei cedo, como sempre, mas o corpo se movia no automático: banho frio pra despertar, café preto que não tinha gosto de nada, beijo na testa da Mariana enquanto ela ainda dormia, enrolada nos lençóis que ainda cheiravam a suor e a ele. Saí de casa com o estômago embrulhado, não de enjoo, mas daquela mistura estranha de vergonha, tesão e medo que já tinha virado meu novo normal. No escritório foi pior. A baia, o monitor, os e-mails infinitos… tudo parecia irreal, como se eu tivesse vendo minha vida de fora. Abria um arquivo Excel e do nada voltava a imagem: Mariana de quatro, com a bunda vermelha de tanto levar palmada, gemendo “sou sua putinha” enquanto Rodrigo metia nela que nem bicho. Fechava os olhos e lá estava o plaf plaf constante, o gozo escorrendo pelas coxas dela, a risada dela mandando eu ir pra cozinha. E aí aquele silêncio no fim da noite, com o olhar dela dizendo que aquilo não tinha acabado. O que podia vir agora? Um desconhecido comendo ela gostoso na nossa cama? Outro amigo que já tinha olhado pra buceta dela com vontade e agora ia meter de verdade? Alguém com uma piroca monstruosa que faria ela gritar de um jeito que eu nunca consegui? Ficava imaginando cenários absurdos, cada um mais humilhante que o outro, mas nenhum me preparava pro que realmente ia rolar. O amor tinha ficado confortável, previsível, e eu sabia disso. E se a próxima surpresa fosse exatamente isso: algo que me fizesse questionar o que ainda existia entre a gente? Tentei trabalhar. Respondi um e-mail, revisei um relatório, mas a cada cinco minutos a piroca ficava dura debaixo da mesa ao lembrar do olhar sádico dela. Imaginava um cara qualquer chegando em casa, Mariana abrindo a porta de lingerie, levando ele direto pro quarto enquanto eu ainda tava no trampo. Ou pior: alguém que ela tivesse conhecido em segredo, alguém que fizesse ela se sentir viva de novo. A dor não era só física; era a ideia de que eu tinha deixado de ser suficiente em algum momento. Às onze recebi a mensagem dela: “chega cedo, love. Tenho uma surpresa pra você que vai doer gostoso”. Sem coração, sem beijo. Só aquelas palavras que me fizeram apertar o telefone até os nós dos dedos ficarem brancos. Respondi “ok, saio às 3”. Ela colocou “perfeito”. Nada mais. O trajeto de volta foi eterno. O metrô cheio de gente anônima, o ar viciado, e eu ali, sentado com a mente em chamas. Lembrava das nossas primeiras vezes: beijos de horas no sofá, carícias sem pressa, sussurros de “te amo” que pareciam eternos. Quando é que tinha virado rotina? Quando é que parei de olhar pra ela como se fosse a única mulher do mundo? A dor não era só por imaginá-la com outro; era por perceber que eu também tinha deixado de dar isso a ela. Cheguei em casa às quatro e meia. Abri a porta com a chave trêmula. O cheiro me envolveu na hora: baunilha suave, o perfume que ela usava nos nossos encontros, misturado com uma colônia masculina elegante – madeira, cítricos, algo quente e másculo – e o aroma sutil de velas de cera de abelha acesas. A sala estava na penumbra, só iluminada pela luz âmbar de várias velas espalhadas na mesinha, no aparador, no chão. Música saía do quarto: uma balada antiga, daquelas que ela colocava quando éramos namorados, quando nos beijávamos até amanhecer. O coração batia nos meus ouvidos. Avancei pelo corredor como se cada piso pudesse quebrar sob meus pés. Da porta entreaberta do quarto, vazavam sons: beijos lentos, respirações ofegantes, sussurros que não eram de raiva nem de dominação, mas de entrega total, de carinho acumulado. Empurrei a porta só um pouco. E lá estava ela. Mariana recostada nos travesseiros, com uma lingerie preta de renda delicada que eu nunca tinha visto: sutiã que levantava os peitos dela como uma oferenda macia, calcinha fio-dental sutil que deixava ver o contorno da buceta dela, meia até a coxa. que lhe davam um ar de vulnerabilidade elegante. Na frente dela, sentado na beira da cama, Eduardo. Alto, moreno, olhos profundos. Levei um segundo para processar. Eduardo. O ex da separação de anos atrás. Aquele que ela mencionava às vezes com um sorriso nostálgico, como se fosse um capítulo encerrado, mas bonito. Meu estômago se contraiu na hora. Não esperava por isso. De todos os cenários que imaginei no metrô, esse não estava. Não um amigo, não um desconhecido, não um macho dominante. Mas ele. Aquele que a fez se sentir viva antes de mim. Mariana abriu os olhos e me viu na porta. Sorriu com doçura, mas havia um fio nessa doçura, algo que me fez tremer de antecipação e medo. — Vem, Alfredo… entra. E olha o espetáculo. Mas fica aí, no canto. Só olha, corno. Isso é por nós. Obedeci. Me aproximei devagar e sentei na cadeira do canto, a mesma onde às vezes deixava a roupa suja. Meu pau já estava duro, pulsando contra a calça. Eduardo nem me olhou; continuou beijando ela, descendo pelo pescoço até os peitos, lambendo os mamilos com devoção lenta, como se cada lambida fosse uma promessa. Ela arqueou as costas, enroscou os dedos no cabelo dele e soltou um gemido suave, quase um suspiro. — Você sempre soube como me fazer sentir desejada… como se o mundo parasse só pra gente — murmurou ela. Ele levantou o olhar por um segundo, só pra beijar ela nos lábios: um beijo longo, profundo, com língua que se procurava sem pressa, sem urgência animal, mas com a calma de quem sabe que tem todo o tempo do mundo. Depois desceu mais, beijando a barriga lisa, as coxas internas, até chegar na buceta. Lambeu devagar, com adoração, a língua percorrendo cada dobra, parando no clitóris com círculos suaves. Mariana gemia baixinho, acariciava a cabeça dele, e de vez em quando virava a cabeça pra mim, com os olhos brilhando. — Tá vendo, corno? Isso é o que eu sentia falta. Sempre senti… o carinho. O amor em cada toque, em Cada olhar. Eduardo me fazia sentir viva assim, antes. E com você… com você ficou confortável. Mas agora a gente reviveu. Pra você. Pra sentir o que eu sinto quando te vejo sofrer. As lágrimas arderam nos meus olhos. Não de raiva cega, mas de uma dor doce, profunda, que se cravava no peito. Ver ela assim com ele – entregue, vulnerável, gostosa – doía porque era exatamente o que eu dava no começo: beijos de horas, carícias sem fim, sussurros de amor que pareciam eternos. Quando foi que eu parei? Quando foi que a rotina roubou isso da gente? Eduardo levantou ela com cuidado, se posicionou por cima de missionário, e entrou devagar, olhando nos olhos dela o tempo todo. Ela soltou um suspiro longo, abraçou o pescoço dele com as duas mãos, e começaram a se mover juntos: lentos, sincronizados, como se os corpos lembrassem cada ritmo de anos atrás. Cada estocada era suave, medida, acompanhada de beijos na boca, na testa, no pescoço. — Te amo… nunca parei de te amar — ele sussurrou. — E eu você… — ela respondeu, e virou a cabeça pra mim—. Olha pra gente, cuck. Olha e aprende. Eu vi os dois se movendo por horas, parecia. Beijos intermináveis, carícias que percorriam cada centímetro de pele, orgasmos que vinham em ondas suaves, com abraços fortes e lágrimas compartilhadas. Quando Eduardo gozou dentro dela, fundo, ficaram abraçados, respirando juntos, ele beijando a testa dela, ela acariciando as costas dele com uma ternura infinita. O leite ficou lá dentro, quente, como um segredo compartilhado que não precisava de palavras. Depois, Eduardo se levantou calmo. Se vestiu sem pressa, beijou Mariana uma última vez nos lábios – suave, grato. — Obrigado por isso — ele disse—. Você sempre vai ser especial pra mim. Ela sorriu, com os olhos marejados. — Se cuida, love. Ele saiu do quarto, atravessou a sala e fechou a porta da frente com cuidado. O clique da fechadura ecoou no silêncio. E de repente, só sobramos nós. Mariana se levantou da cama, nua, com o corpo ainda brilhando de suor Porra. Ela caminhou até mim com passos lentos, ajoelhou-se na frente da cadeira e segurou meu rosto entre as mãos, quentes, macias. —Vem aqui, meu corno… agora é nosso momento. Só eu e você. Ela me levantou com ternura, me levou pra cama que ainda guardava o calor dos corpos deles. Me beijou devagar, com os mesmos lábios que tinham beijado outro minutos antes, mas agora só pra mim, com uma intensidade que me fez tremer. Tirou minha roupa com carícias suaves, dedo por dedo, beijando cada centímetro que descobria. Me deitou sobre os lençóis mornos, subiu em cima de mim, me olhando nos olhos com aquela mistura de amor e safadeza. —Te amo, Alfredo — sussurrou enquanto descia devagar no meu pau, me envolvendo no calor dela misturado com o dele—. Isso não muda nada. Você é meu lar. Você é o que fica. Você é quem me abraça depois de tudo. Entrei nela, sentindo a porra alheia como uma camada escorregadia e quente, e foi doloroso e lindo ao mesmo tempo. A gente se moveu devagar, se beijando fundo, minhas mãos na lombar dela, as dela no meu rosto, me segurando como se tivesse medo de eu quebrar. Ela gemia baixinho na minha boca, me dizia “te amo” entre cada estocada suave, “isso nos fortalece”, “nos excita mais”, até que gozamos juntos, tremendo, abraçados como se o mundo fosse acabar naquele instante. Depois ficamos assim, pele contra pele, respirações calmas se sincronizando. Ela me beijou a testa, acariciou meu cabelo com os dedos, e sussurrou no meu ouvido: —Nunca vou te perder, corno. Eduardo foi uma lembrança doce que eu precisava reviver… mas você é meu presente, meu futuro, meu tudo. Te ver sofrer assim, excitado e dolorido, me faz te amar ainda mais fundo. Porque eu sei que você adora. Porque eu sei que no final você sempre volta pros meus braços. Adormeci abraçado nela, sentindo o perfume dela misturado com tudo que tinha rolado naquela noite. A dor continuava ali, deliciosa, profunda, pulsando como um segundo coração. Mas também o amor. Forte. Inquebrável. E naquele silêncio, eu soube que o que viesse depois seria uma surpresa… pros dois.

5 comentários - Cornudo em Casa... A Surpresa de Segunda... (parte 3)

Qué rico eso nunca me ha pasado hasta el momento Ojalá pronto un día de estos