Capítulo 1https://www.poringa.net/posts/relatos/6226792/Juguete-de-todos-Amor-mio---Capitulo-1.htmlCapítulo 2 https://www.poringa.net/posts/relatos/6227112/Juguete-de-todos-Amor-mio---Capitulo-2.htmlCapítulo 3 https://www.poringa.net/posts/relatos/6227476/Juguete-de-todos-Amor-mio---Capitulo-3.htmlCapítulo 4 https://www.poringa.net/posts/relatos/6228886/Juguete-de-todos-Amor-mio---Capitulo-4.htmlCapítulo 5https://m.poringa.net/posts/relatos/6229604/Juguete-de-todos-Amor-mio---Capitulo-5.htmlCapítulo 6https://m.poringa.net/posts/relatos/6232310/Juguete-de-todos-Amor-mio---Capitulo-6.htmlCapítulo 7https://m.poringa.net/posts/relatos/6237363/Juguete-de-todos-Amor-mio---Capitulo-7.htmlCapítulo 8https://m.poringa.net/posts/relatos/6244409/Juguete-de-todos-Amor-mio---Capitulo-8.htmlCapítulo 7 - Dormi quente, acordei do mesmo jeito
Depois que me deitei, caí num sono profundo. Meu corpo estava completamente relaxado, pesado, parado… mas minha mente não. Continuava acordada, girando, revivendo tudo que tinha acontecido antes de fechar os olhos. Não sei se foi por causa disso, pela bagunça que eu carregava, mas naquela noite sonhei com algo que gostei. E aceitei sem resistir.
Eu estava no meu quarto. O mesmo de sempre, mas não totalmente. Tinha algo estranho no ar, como se as paredes respirassem devagar, como se o tempo estivesse suspenso. Eu sabia que estava ali… e ao mesmo tempo sabia que não era real.
O guarda-roupa estava entreaberto. Não lembrava de ter deixado assim. A porta se abriu devagar, sem fazer barulho, e de lá saiu a María. Ela não estava vestindo nada, mas no sonho aquilo não era choque nem escândalo. Era natural. Como se sempre tivesse sido assim. Como se o corpo dela não precisasse de explicação.
Ela me olhou com uma calma que me desarmou. —Oi —disse, com um sorriso suave, quase cúmplice. A voz dela não soou como na realidade. Soou mais perto. Mais direta. Como se não entrasse pelos meus ouvidos, mas pela minha cabeça. Ela se aproximou um pouco mais, sem pressa. Não havia vergonha nela. Nem surpresa em mim. Só aquela sensação estranha de estar exatamente onde deveria estar. — Sabe que estou aqui porque você me pensou — continuou. — Porque eu tô na sua cabeça desde antes de você dormir. Ela parou na minha frente. Perto demais pra ser casual. Calma demais pra ser inocente. — E sabe de mais uma coisa — acrescentou, inclinando a cabeça de leve —: nos sonhos não precisa mentir. Fiquei ali olhando pra ela, com a certeza inquietante de que o que vinha depois não ia ser amável… mas ia ser honesto. Ela se aproximou devagar, como se soubesse que eu não podia fugir nem queria. O olhar dela me atravessava com uma segurança quase cruel. — Você gosta do que vê — disse, sem perguntar. — Sempre gostou. Levou as mãos até o peito, não pra se exibir, mas pra me lembrar que ela tava ali. Que era real dentro do sonho. Que eu tava olhando pra ela.
—Mas você não gosta por razões normais —continuou, com um sorriso torto—. Não é só desejo. Eu sei exatamente por que você fica excitado. Ela se inclinou um pouco na minha direção. —Essas tetas... mesmo que às vezes sejam suas na sua cabeça, também foram de outros. E é isso que realmente te excita. Ela riu baixinho. Não com deboche vazio, mas com conhecimento de causa. —Tem gente que me olha e pensa "mulher fácil". Que acha que porque me deixei usar, porque outros me tocaram, porque outros me desejaram... isso me tira valor. Ela negou lentamente com a cabeça. —Mas você não vê assim, né? Ela se aproximou ainda mais, até que sua voz virou quase um sussurro. —Você vê de outro lugar. Do tesão. Da putaria de saber que não foi o único. Que não é o único. Que nunca vai ser. Ela sustentou meu olhar. —E isso... isso é o que mais me excita em você. De repente, algo mudou na cena. O corpo dela já não era mais o mesmo de antes. Tinha gozo sobre ela. Marcas evidentes de algo que não vinha de mim, de algo alheio, recente, impossível de ignorar.
Ela percebeu na hora pra onde meus olhos estavam olhando. Sorriu. — Acho que você gosta mais assim, né? — disse, com uma voz doce, quase debochada. Levantou um pouco o peito, como se estivesse exibindo de propósito. — Marcadas. Usadas. Com marcas que não são suas. Ela riu, uma risada lenta, provocante. — Foi assim que me deixaram… — fez uma pausa, curtindo meu silêncio —. Adrian. Ou Samuel. Tanto faz o nome. Deu de ombros, como se não tivesse importância. — No final, todos fazem a mesma coisa. Deu mais um passo pra perto. — E o que você não sabe — continuou, baixando a voz — é que não foram só eles. Me olhou com intensidade, como se quisesse ter certeza de que eu entendia. — Muitos outros me deixaram assim. O sorriso dela se alargou. — E mesmo assim… aqui está você. Me olhando. Me desejando mais do que nunca. Ela levantou o peito com as duas mãos e balançou devagar, sem vergonha, como se soubesse exatamente o efeito que causava em mim. Não tinha inocência no gesto. Era provocação pura.
—Assim… —disse ela—. Acabadas de usar. Com marcas que não são suas. Me olhou de canto, curtindo meu silêncio. —Pra qualquer um isso seria algo que não quereria —continuou—. Algo que daria vergonha. Mas pra você não, né? Ela riu, uma risada suave, cruel. —Te excita saber que alguém esteve aqui antes? —perguntou—. Eu sei que sim. Ela se inclinou um pouco pra mim, baixando a voz. —Você gosta mais de saber que deixaram o gozo deles… que agora pode me tocar, mas não como se fosse o primeiro. Como se chegasse depois. Ela riu de novo, me olhando de cima a baixo. —Porque pra eles eu fui um brinquedo —completou—. Um corpo que foi usado. E você… Fez uma pausa, observando minha reação. —Você prefere o brinquedo quando já foi usado. Os olhos dela brilhavam enquanto me via me desmontar por dentro, incapaz de negar o óbvio. —Se olha —sussurrou—. É assim que você me quer. É assim que você derrete. Ela me olhou com um sorriso lento, satisfeito, como se já soubesse exatamente o que estava provocando. —Se olha —disse—. Essa cara… essa felicidade. Você sabe o que vai rolar, não sabe? Ela chegou mais perto, invadindo meu espaço. —Vem —sussurrou—. Aproveita as sobras. Não falou com ternura; falou com deboche, com aquela crueldade doce que só existe nos sonhos. Ela me guiou até ela, enfiando meu pau entre os peitos dela, marcando o ritmo e deixando claro que eu não estava tomando nada… só aceitando o que ela me oferecia.
—Nunca tinha te visto aproveitar assim —continuou—. E é isso que eu mais gosto. —Sabe por que é diferente? —perguntou—. Porque já estão quentinhas; por outras rolas já foram usadas. Me observava reagir, completamente consciente de cada gesto. —Ficaram assim —completou—. Por eles. Pelo Adrian. Pelo Samuel. Tanto faz o nome. Fez uma pausa, deixando a ideia se assentar. —E mesmo assim, aqui está você… —disse—, aproveitando o que deixaram, usando o esperma deles como lubrificante pra deslizar melhor sua rola. Se inclinou pra mim, com a voz cheia de ironia. —Você gosta mais quando não é mais limpo. Quando não é mais exclusivo. Quando sabe que está chegando depois. Riu de novo, devagar, curtindo minha entrega. —Admite —sussurrou—. Pra você… sempre funciona melhor assim. E enquanto o sono me envolvia por completo, ela continuava ali, guiando, zoando, lembrando exatamente por que essa fantasia me consumia tanto. Me afastei um pouco, ainda preso naquela tensão que ela controlava como se fosse um jogo. —Para —disse de repente, erguendo uma sobrancelha—. Já? Tão rápido? Sorriu com deboche, adorando me ver no limite. —Se você vai gozar agora, seria uma pena —completou—. Ainda não te mostrei tudo. Se inclinou um pouco pra trás, me avaliando de cima a baixo, como se lesse cada reação no meu corpo.
—Se você gostou delas assim… —disse ela, se apontando com um gesto lento— …isso aqui também vai te agradar. A mão dela me segurou firme, não pra acelerar, mas pra me lembrar que o controle ainda era dela. —Minha boca —sussurrou—. Você sabe que também gosta. Ela riu baixinho, uma risada cheia de intenção. —Se você soubesse quantos já passaram por aqui… —continuou—. E não tô falando só de beijos. Ela fez uma pausa, saboreando o efeito das palavras. —Adoro chupar rola —disse—. E adoro que você saiba disso. Ela se aproximou mais um pouco e, sem dizer nada, me olhou com um olhar perverso, de quem tá prestes a me mostrar algo que vou adorar, e abriu a boca.
—Tá vendo? —disse finalmente, com uma voz suave e cruel ao mesmo tempo—. Percebe quanta utilidade tem? Ela riu, uma risada baixa, quase orgulhosa. —Às vezes sinto que não é só uma boca —continuou—, mas um depósito de porra pública. Ela se inclinou pra mim, sabendo exatamente o que aquelas palavras faziam na minha cabeça. —E o pior… —completou— é que isso não te assusta. Te excita. Ela me olhou como se tivesse me descoberto por completo. —Você adora imaginar quantos passaram antes. Quanto ficou. Quanto já não é só meu. O sorriso dela se alargou, satisfeita ao me ver reagir sem que ela precisasse fazer mais nada. Aproximei meu pau da boca dela, esperando que ela chupasse minha rola, mas ela não fez o que eu queria. Ela sorriu. —Cê achou mesmo que ia ganhar assim tão fácil? —sussurrou—. Primeiro você tem que sentir. Fez um gesto, deixando cair sobre meu pau todo aquele sêmen que ela vinha guardando. Não vi direito o que vinha, mas senti na forma como reagi, em como meu corpo entendeu a mensagem antes da minha mente.
—Aproveita —ela continuou, com um deboche suave—. Toda essa porra… não é sua. Ela se aproximou mais, a voz roçando em mim. —É o que sobrou dos outros. Deles. De tudo que eu fiz antes de você. Ela riu devagar, satisfeita. —Demorei pra ter isso aqui —completou—. E agora tá escorrendo em você. Ela me olhou como se estivesse me marcando. —É isso que te excita, né? Não me tocar limpa… mas me sentir depois. O olhar dela cravou em mim, sabendo que cada palavra era o suficiente pra me levar ao limite sem fazer mais nada. Foi aí que eu parei de resistir e resolvi provar a boca dela.
—Tá quente… —murmurei por fim, com a voz baixa, rendida—. Quente depois de ter sido usada. Ela não se afastou. Pelo contrário. A reação dela foi um sorriso suave, satisfeito, como se aquela confissão fosse exatamente o que ela esperava ouvir. —Eu sei —respondeu—. Por isso que você gosta. O olhar dela se ergueu na minha direção, seguro, dominante, consciente de todo o poder que tinha naquele instante. —Não porque é sua —completou—. Mas porque não é totalmente. E naquele momento, dentro do sonho, me entreguei por completo à fantasia, sem culpa, sem perguntas, deixando aquela sensação —mistura de desejo, humilhação e aceitação— me atravessar inteiro. O sonho começou a se dissolver sem aviso. A imagem da María ficou borrada, como se alguém fosse diminuindo a intensidade da luz devagar. A voz dela se afastava, a risada se esticava no ar… e bem quando meu corpo estava prestes a se perder de vez naquela fantasia, senti algo diferente. Real. Próximo. Abri os olhos pela metade. O quarto era o meu. A luz fraca da manhã mal passava. O peso dos lençóis ainda estava ali… mas a sensação não tinha desaparecido. Pelo contrário. Continuava, constante, deliberada, escondida debaixo do tecido. Levei uns segundos pra entender. Minha prima Valéria.
Minha mente ainda tava presa entre o sonho e a realidade. Por um instante, tudo se misturou: o que eu tinha acabado de imaginar e o que tava rolando de verdade. Não perguntei. Não me mexi. Não quis quebrar nada. Só deixei rolar. Ela não falou uma palavra. Não fez barulho desnecessário. Parecia concentrada, decidida a terminar algo que — da minha perspectiva confusa — já tava rolando desde antes de eu acordar.
Fechei os olhos de novo. Não pensei no porquê. Não pensei se era certo ou errado. Não pensei em nada. Só segui o ritmo, deixei meu corpo reagir, deixei a fantasia se misturar com o momento. Como se a Valéria tivesse assumido exatamente o que a María tinha começado na minha cabeça. Quando gozei, o silêncio voltou a tomar conta do quarto.
Os lençóis se ajeitaram. O colchão rangeu de leve. Senti ela se afastar com naturalidade, como se nada de extraordinário tivesse acontecido, como se aquele gesto tivesse sido só mais uma extensão da noite. Ouvi a porta abrir e fechar suavemente. Passos se afastando em direção à cozinha. O começo de um dia qualquer. Eu fiquei ali, imóvel. Com o coração acelerado. A mente revirada. E uma única certeza incômoda crescendo no fundo: Já não sabia mais onde terminavam meus sonhos… e onde começavam meus desejos. Fiquei sozinho na cama, olhando pro teto, com o corpo ainda sensível e a cabeça toda embolada. Não tentei organizar nada. Não busquei explicações. Só respirei fundo, deixando o eco da noite — o sonho, minha prima, meus pensamentos — se assentar dentro de mim. Aí o celular vibrou. O som foi seco, breve, mas suficiente pra me tensar na hora. Virei a cabeça e vi a tela acender em cima do criado-mudo. Um nome. Maria. Abri a mensagem. — Oi, podemos conversar? Fiquei a noite inteira pensando no que você me disse. E naquele instante entendi que nada tinha se fechado de verdade. Que o que eu acabava de viver não era um final… mas só o começo de algo muito mais profundo.
Depois que me deitei, caí num sono profundo. Meu corpo estava completamente relaxado, pesado, parado… mas minha mente não. Continuava acordada, girando, revivendo tudo que tinha acontecido antes de fechar os olhos. Não sei se foi por causa disso, pela bagunça que eu carregava, mas naquela noite sonhei com algo que gostei. E aceitei sem resistir.
Eu estava no meu quarto. O mesmo de sempre, mas não totalmente. Tinha algo estranho no ar, como se as paredes respirassem devagar, como se o tempo estivesse suspenso. Eu sabia que estava ali… e ao mesmo tempo sabia que não era real.
O guarda-roupa estava entreaberto. Não lembrava de ter deixado assim. A porta se abriu devagar, sem fazer barulho, e de lá saiu a María. Ela não estava vestindo nada, mas no sonho aquilo não era choque nem escândalo. Era natural. Como se sempre tivesse sido assim. Como se o corpo dela não precisasse de explicação.
Ela me olhou com uma calma que me desarmou. —Oi —disse, com um sorriso suave, quase cúmplice. A voz dela não soou como na realidade. Soou mais perto. Mais direta. Como se não entrasse pelos meus ouvidos, mas pela minha cabeça. Ela se aproximou um pouco mais, sem pressa. Não havia vergonha nela. Nem surpresa em mim. Só aquela sensação estranha de estar exatamente onde deveria estar. — Sabe que estou aqui porque você me pensou — continuou. — Porque eu tô na sua cabeça desde antes de você dormir. Ela parou na minha frente. Perto demais pra ser casual. Calma demais pra ser inocente. — E sabe de mais uma coisa — acrescentou, inclinando a cabeça de leve —: nos sonhos não precisa mentir. Fiquei ali olhando pra ela, com a certeza inquietante de que o que vinha depois não ia ser amável… mas ia ser honesto. Ela se aproximou devagar, como se soubesse que eu não podia fugir nem queria. O olhar dela me atravessava com uma segurança quase cruel. — Você gosta do que vê — disse, sem perguntar. — Sempre gostou. Levou as mãos até o peito, não pra se exibir, mas pra me lembrar que ela tava ali. Que era real dentro do sonho. Que eu tava olhando pra ela.
—Mas você não gosta por razões normais —continuou, com um sorriso torto—. Não é só desejo. Eu sei exatamente por que você fica excitado. Ela se inclinou um pouco na minha direção. —Essas tetas... mesmo que às vezes sejam suas na sua cabeça, também foram de outros. E é isso que realmente te excita. Ela riu baixinho. Não com deboche vazio, mas com conhecimento de causa. —Tem gente que me olha e pensa "mulher fácil". Que acha que porque me deixei usar, porque outros me tocaram, porque outros me desejaram... isso me tira valor. Ela negou lentamente com a cabeça. —Mas você não vê assim, né? Ela se aproximou ainda mais, até que sua voz virou quase um sussurro. —Você vê de outro lugar. Do tesão. Da putaria de saber que não foi o único. Que não é o único. Que nunca vai ser. Ela sustentou meu olhar. —E isso... isso é o que mais me excita em você. De repente, algo mudou na cena. O corpo dela já não era mais o mesmo de antes. Tinha gozo sobre ela. Marcas evidentes de algo que não vinha de mim, de algo alheio, recente, impossível de ignorar.
Ela percebeu na hora pra onde meus olhos estavam olhando. Sorriu. — Acho que você gosta mais assim, né? — disse, com uma voz doce, quase debochada. Levantou um pouco o peito, como se estivesse exibindo de propósito. — Marcadas. Usadas. Com marcas que não são suas. Ela riu, uma risada lenta, provocante. — Foi assim que me deixaram… — fez uma pausa, curtindo meu silêncio —. Adrian. Ou Samuel. Tanto faz o nome. Deu de ombros, como se não tivesse importância. — No final, todos fazem a mesma coisa. Deu mais um passo pra perto. — E o que você não sabe — continuou, baixando a voz — é que não foram só eles. Me olhou com intensidade, como se quisesse ter certeza de que eu entendia. — Muitos outros me deixaram assim. O sorriso dela se alargou. — E mesmo assim… aqui está você. Me olhando. Me desejando mais do que nunca. Ela levantou o peito com as duas mãos e balançou devagar, sem vergonha, como se soubesse exatamente o efeito que causava em mim. Não tinha inocência no gesto. Era provocação pura.
—Assim… —disse ela—. Acabadas de usar. Com marcas que não são suas. Me olhou de canto, curtindo meu silêncio. —Pra qualquer um isso seria algo que não quereria —continuou—. Algo que daria vergonha. Mas pra você não, né? Ela riu, uma risada suave, cruel. —Te excita saber que alguém esteve aqui antes? —perguntou—. Eu sei que sim. Ela se inclinou um pouco pra mim, baixando a voz. —Você gosta mais de saber que deixaram o gozo deles… que agora pode me tocar, mas não como se fosse o primeiro. Como se chegasse depois. Ela riu de novo, me olhando de cima a baixo. —Porque pra eles eu fui um brinquedo —completou—. Um corpo que foi usado. E você… Fez uma pausa, observando minha reação. —Você prefere o brinquedo quando já foi usado. Os olhos dela brilhavam enquanto me via me desmontar por dentro, incapaz de negar o óbvio. —Se olha —sussurrou—. É assim que você me quer. É assim que você derrete. Ela me olhou com um sorriso lento, satisfeito, como se já soubesse exatamente o que estava provocando. —Se olha —disse—. Essa cara… essa felicidade. Você sabe o que vai rolar, não sabe? Ela chegou mais perto, invadindo meu espaço. —Vem —sussurrou—. Aproveita as sobras. Não falou com ternura; falou com deboche, com aquela crueldade doce que só existe nos sonhos. Ela me guiou até ela, enfiando meu pau entre os peitos dela, marcando o ritmo e deixando claro que eu não estava tomando nada… só aceitando o que ela me oferecia.
—Nunca tinha te visto aproveitar assim —continuou—. E é isso que eu mais gosto. —Sabe por que é diferente? —perguntou—. Porque já estão quentinhas; por outras rolas já foram usadas. Me observava reagir, completamente consciente de cada gesto. —Ficaram assim —completou—. Por eles. Pelo Adrian. Pelo Samuel. Tanto faz o nome. Fez uma pausa, deixando a ideia se assentar. —E mesmo assim, aqui está você… —disse—, aproveitando o que deixaram, usando o esperma deles como lubrificante pra deslizar melhor sua rola. Se inclinou pra mim, com a voz cheia de ironia. —Você gosta mais quando não é mais limpo. Quando não é mais exclusivo. Quando sabe que está chegando depois. Riu de novo, devagar, curtindo minha entrega. —Admite —sussurrou—. Pra você… sempre funciona melhor assim. E enquanto o sono me envolvia por completo, ela continuava ali, guiando, zoando, lembrando exatamente por que essa fantasia me consumia tanto. Me afastei um pouco, ainda preso naquela tensão que ela controlava como se fosse um jogo. —Para —disse de repente, erguendo uma sobrancelha—. Já? Tão rápido? Sorriu com deboche, adorando me ver no limite. —Se você vai gozar agora, seria uma pena —completou—. Ainda não te mostrei tudo. Se inclinou um pouco pra trás, me avaliando de cima a baixo, como se lesse cada reação no meu corpo.
—Se você gostou delas assim… —disse ela, se apontando com um gesto lento— …isso aqui também vai te agradar. A mão dela me segurou firme, não pra acelerar, mas pra me lembrar que o controle ainda era dela. —Minha boca —sussurrou—. Você sabe que também gosta. Ela riu baixinho, uma risada cheia de intenção. —Se você soubesse quantos já passaram por aqui… —continuou—. E não tô falando só de beijos. Ela fez uma pausa, saboreando o efeito das palavras. —Adoro chupar rola —disse—. E adoro que você saiba disso. Ela se aproximou mais um pouco e, sem dizer nada, me olhou com um olhar perverso, de quem tá prestes a me mostrar algo que vou adorar, e abriu a boca.
—Tá vendo? —disse finalmente, com uma voz suave e cruel ao mesmo tempo—. Percebe quanta utilidade tem? Ela riu, uma risada baixa, quase orgulhosa. —Às vezes sinto que não é só uma boca —continuou—, mas um depósito de porra pública. Ela se inclinou pra mim, sabendo exatamente o que aquelas palavras faziam na minha cabeça. —E o pior… —completou— é que isso não te assusta. Te excita. Ela me olhou como se tivesse me descoberto por completo. —Você adora imaginar quantos passaram antes. Quanto ficou. Quanto já não é só meu. O sorriso dela se alargou, satisfeita ao me ver reagir sem que ela precisasse fazer mais nada. Aproximei meu pau da boca dela, esperando que ela chupasse minha rola, mas ela não fez o que eu queria. Ela sorriu. —Cê achou mesmo que ia ganhar assim tão fácil? —sussurrou—. Primeiro você tem que sentir. Fez um gesto, deixando cair sobre meu pau todo aquele sêmen que ela vinha guardando. Não vi direito o que vinha, mas senti na forma como reagi, em como meu corpo entendeu a mensagem antes da minha mente.
—Aproveita —ela continuou, com um deboche suave—. Toda essa porra… não é sua. Ela se aproximou mais, a voz roçando em mim. —É o que sobrou dos outros. Deles. De tudo que eu fiz antes de você. Ela riu devagar, satisfeita. —Demorei pra ter isso aqui —completou—. E agora tá escorrendo em você. Ela me olhou como se estivesse me marcando. —É isso que te excita, né? Não me tocar limpa… mas me sentir depois. O olhar dela cravou em mim, sabendo que cada palavra era o suficiente pra me levar ao limite sem fazer mais nada. Foi aí que eu parei de resistir e resolvi provar a boca dela.
—Tá quente… —murmurei por fim, com a voz baixa, rendida—. Quente depois de ter sido usada. Ela não se afastou. Pelo contrário. A reação dela foi um sorriso suave, satisfeito, como se aquela confissão fosse exatamente o que ela esperava ouvir. —Eu sei —respondeu—. Por isso que você gosta. O olhar dela se ergueu na minha direção, seguro, dominante, consciente de todo o poder que tinha naquele instante. —Não porque é sua —completou—. Mas porque não é totalmente. E naquele momento, dentro do sonho, me entreguei por completo à fantasia, sem culpa, sem perguntas, deixando aquela sensação —mistura de desejo, humilhação e aceitação— me atravessar inteiro. O sonho começou a se dissolver sem aviso. A imagem da María ficou borrada, como se alguém fosse diminuindo a intensidade da luz devagar. A voz dela se afastava, a risada se esticava no ar… e bem quando meu corpo estava prestes a se perder de vez naquela fantasia, senti algo diferente. Real. Próximo. Abri os olhos pela metade. O quarto era o meu. A luz fraca da manhã mal passava. O peso dos lençóis ainda estava ali… mas a sensação não tinha desaparecido. Pelo contrário. Continuava, constante, deliberada, escondida debaixo do tecido. Levei uns segundos pra entender. Minha prima Valéria.
Minha mente ainda tava presa entre o sonho e a realidade. Por um instante, tudo se misturou: o que eu tinha acabado de imaginar e o que tava rolando de verdade. Não perguntei. Não me mexi. Não quis quebrar nada. Só deixei rolar. Ela não falou uma palavra. Não fez barulho desnecessário. Parecia concentrada, decidida a terminar algo que — da minha perspectiva confusa — já tava rolando desde antes de eu acordar.
Fechei os olhos de novo. Não pensei no porquê. Não pensei se era certo ou errado. Não pensei em nada. Só segui o ritmo, deixei meu corpo reagir, deixei a fantasia se misturar com o momento. Como se a Valéria tivesse assumido exatamente o que a María tinha começado na minha cabeça. Quando gozei, o silêncio voltou a tomar conta do quarto.
Os lençóis se ajeitaram. O colchão rangeu de leve. Senti ela se afastar com naturalidade, como se nada de extraordinário tivesse acontecido, como se aquele gesto tivesse sido só mais uma extensão da noite. Ouvi a porta abrir e fechar suavemente. Passos se afastando em direção à cozinha. O começo de um dia qualquer. Eu fiquei ali, imóvel. Com o coração acelerado. A mente revirada. E uma única certeza incômoda crescendo no fundo: Já não sabia mais onde terminavam meus sonhos… e onde começavam meus desejos. Fiquei sozinho na cama, olhando pro teto, com o corpo ainda sensível e a cabeça toda embolada. Não tentei organizar nada. Não busquei explicações. Só respirei fundo, deixando o eco da noite — o sonho, minha prima, meus pensamentos — se assentar dentro de mim. Aí o celular vibrou. O som foi seco, breve, mas suficiente pra me tensar na hora. Virei a cabeça e vi a tela acender em cima do criado-mudo. Um nome. Maria. Abri a mensagem. — Oi, podemos conversar? Fiquei a noite inteira pensando no que você me disse. E naquele instante entendi que nada tinha se fechado de verdade. Que o que eu acabava de viver não era um final… mas só o começo de algo muito mais profundo.
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