Era um dia como qualquer outro, sem mudanças na minha rotina, mas um dia cansativo por causa das obrigações do dia a dia. Os estudos, o trabalho, aquelas coisas típicas que sempre enchem a mente de incerteza enquanto ainda tô tentando descobrir o que quero. Talvez por ser uma mina que mora sozinha e estar longe da minha família ou amigos faça esse sentimento ser ainda maior.
Finalmente, depois de pensar muito, consegui me mudar. Cheguei numa cidade nova, num apartamento cheio de coisas que não são minhas, e mesmo já estando aqui há um tempo, muitas das minhas coisas ainda estão nas caixas de mudança que trouxe. Ainda não consegui tomar conta desse espaço por completo.
Todo dia, lá pelas 4 da tarde, saio com meu moletom, só por putaria. Tenho muito orgulho do meu corpo, cintura fina, uma bunda redonda, tipo um pêssego enorme, e umas pernas torneadas, não muito grossas, mas, quando visto essa calça, dá pra ver os quadríceps se eu quiser. Quase pareço uma ampulheta, porque também tenho uns peitos volumosos, nem grandes demais, nem pequenos demais, acho que são do tamanho perfeito, e, graças aos exercícios, estão bem empinadinhos.
Apesar da minha aparente insegurança, sei que sou muito gostosa, e sinceramente, adoro soltar a imaginação e me deixar levar pelos meus desejos mais intensos. Também não é como se eu sentisse necessidade de amar um homem ou estar num relacionamento pra poder transar, na real, vejo isso só como um desejo, uma necessidade pessoal e quase animal que tenho que satisfazer e pronto. Em parte, esse é um dos motivos pelos quais decidi finalmente ter um espaço só meu.
A história erótica foi naquele dia que saí, decidida, pra caminhar um pouco e clarear a mente. Comecei meu trajeto um pouco mais cedo que o normal pra me livrar das obrigações mais cedo. Acordei naquele dia sem sustos, me arrumei e saí. O sol mal começava a esquentar, mas, mesmo assim, tinha muita gente — coisa normal em cidades grandes como essa. Só que por causa disso, não conseguia me concentrar nos meus pensamentos como queria; tinha um monte de distrações e estímulos. Resolvi pegar outro caminho, mais solitário, mais tranquilo.
O novo caminho tava mais limpo, tirando um senhor que passou correndo, a rua tava vazia. Me deixei curtir as rajadas de vento que tinha, a umidade do dia mal começava a dar as caras, tava aproveitando o canto dos passarinhos, mas aí, ouvi umas vozes...
Foi de repente, senti medo quase que instintivo porque não sabia de onde vinham, mas sou mais curiosa do que cautelosa, então, sem hesitar, quis saber de onde vinham.
Segui as vozes, atravessei uns arbustos, e lá estava: uma barraca improvisada com uma fogueira quase apagada esquentando uma panela de alumínio. Pouco adiante, um homem e uma mulher transando ao ar livre. Não consegui desviar o olhar. Não eram mendigos, as roupas deles deixavam claro. Ele tinha um corpo atlético, cabelo loiro. Ela, por sua vez, tinha um cabelo castanho liso e muito bem cuidado, e, mesmo completamente nua, parecia limpa e higiênica. Estava depilada, sem pelos pubianos e com as pernas lisas. Toda a pele dela era linda, dava a impressão de ser de porcelana.
Tava de joelhos fazendo um boquete no cara, quando de repente senti um calorão na minha buceta, não dava pra segurar o prazer que tava sentindo, e mesmo tentando abafar os gemidos dele, escapavam, e o jeito que a cara dele mostrava o que tava sentindo era, sinceramente, provocante, uma delícia. Ele de vez em quando pegava na cabeça dela, fazia ela engolir o pau dele até o talo, dando pra ouvir os gemidos dela, e o tesão que ela sentia em ser dominada por ele.
Naquele instante, saiu da barraca outro homem, um moreno alto, com os abdominais trincados, estava de cueca, deu uma coberta pra mina não ralar os joelhos e seguiu como se nada, sem interromper eles, todo um cavalheiro.
Ela se aproximou do fogo e começou a coar café, serviu, e com um gesto perguntou se eles queriam. O casal disse que não, sem parar de foder, como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo. Ninguém parecia envergonhado, todos estavam à vontade e curtindo o que rolava. Mas no meu caso, era completamente diferente. Me perguntei: será que é verdade que transar na rua já não é mais ilegal?...... fim da primeira parte...........
1 comentários - Sexo na rua vai deixar de ser crime?