Vizinho coroa me esquentou e me comeu

Um encontro simples, um churrasco no quintal dele, com outros vizinhos e alguns amigos dele.
Vesti um vestido de linho cor creme, justinho na cintura, com um decote quadrado que deixava à mostra o começo das minhas clavículas. As mangas caíam suavemente pelos meus ombros, e a barra terminava bem no meio da perna, comprido o suficiente pra ser "correto", mas com o tecido leve o bastante pra deixar a brisa brincar com meus movimentos. Sem sutiã — porque não precisava com aquele corte —, e com umas sandálias de couro de tiras finas que me faziam sentir gostosa sem me esforçar muito.
Pensei que seria mais uma noite. E até que foi... mas também foi o começo de algo que não soube nomear naquele momento. Algo que começou a mudar o jeito que eu olhava pra ele, mesmo sem saber ainda.
A casa do Julián parecia diferente naquela noite. As luzes do pátio pendiam entre as árvores como vagalumes parados, e a música suave preenchia os espaços entre as conversas. Era uma reunião simples, com carne assando na churrasqueira e copos de vinho passando de mão em mão. Andrés estava encantado. Eu, na real, só me deixava levar.
Tinha cumprimentado o Julián assim que chegamos, como sempre: com um sorriso cordial, nada mais. Durante a noite, as conversas entre os homens ficaram evidentes, não tendo outra opção senão procurar algum grupo de senhoras não tão velhas com quem pudesse conversar. Em algum momento da noite, tentei escapar pro banheiro e me dedicar a algo mais empolgante, olhar minhas redes sociais, ou tirar uma foto no espelho. Ao sair, cruzei com o Julián.
—Como é que tá a reunião? — falou com a voz grossa enquanto passava por mim com uma taça de vinho na mão, desviando o corpo pro lado pra me dar passagem e cada um seguir seu rumo. Mas não deu tempo de responder.
—Esse vestido devia vir com aviso —ele disse, sem olhar diretamente pra mim, como se o comentário fosse casual, jogado no ar de qualquer jeito. E aí se afastou, deixando o cheiro dele —de madeira, de algo limpo e masculino— pairando uns segundos atrás.
Ele me pegou de surpresa. Me virei, procurando ele, mas ele já estava batendo papo com outro grupo, como se não tivesse dito nada fora do comum.


De repente, nossos olhares se cruzaram de longe, percebi que ela segurou meus olhos um segundo a mais do que o necessário. Ela não desviou o olhar. Não sorriu. Só me encarou, direto. Como se já soubesse algo que eu só estava começando a entender.
Desde aquele instante, me senti observada. Não assediada nem desconfortável… mas visível. Como se alguém tivesse acendido uma luz sobre mim, e aquela luz viesse dele.
Tentei disfarçar.
Quando a gente foi embora, o Julián chegou perto pra se despedir. Apertou a mão do meu marido Andrés com uma palmada forte e depois se virou pra mim. Não teve contato. Não teve segundas intenções. Só segurou meu olhar enquanto dizia:
—Valeu por ter vindo.




Um dia qualquer ao meio-dia, encontrei ele na frente da casa dele, sozinho, regando as plantas do jardim. Eu tava saindo pra jogar uns sacos de reciclagem. Mal pisei na rua, ele me cumprimentou com aquela mesma voz grave e contida.


Parei por um segundo.
—Você ficou muito gostosa naquele vestido outro dia —disse ele, sem desviar o olhar. Não sorriu, não foi debochado nem ousado. Falou como se fosse um simples fato.
Meu estômago deu um nó.
—Obrigada —murmurei. Era a única coisa que consegui dizer. O olhar dele era tão direto, tão limpo, que me desarmou. Não era o tipo de homem que brincava com duplos sentidos. Ele dizia o que via. O que pensava. E isso, exatamente isso, era o que me desconcertava.


Desde aquela conversa perto do jardim, alguma coisa tinha se desregulado dentro de mim.
Comecei a notar umas coisas. Que ela saía pra correr quando eu tomava sol lá fora.
Eu me arrumava melhor pra ir no mercadinho. Me maquiava, pensando que ele podia estar lá fora. Abria a cortina da sala com mais frequência. E quando ele me olhava do outro lado da rua, eu segurava o olhar. Não fingia mais surpresa. Não baixava mais a vista. Comecei a ver ele como o que era, um homem maduro que fazia minha buceta ficar molhada criando fantasias.
Uma tarde, quando cheguei do trabalho antes do Andrés, me dediquei a ser uma dona de casa dos sonhos. A máquina de lavar tava ligada na cozinha, o sol entrava quentinho pela janela. Me abaixei pra pegar a roupa do cesto, distraída, quando ouvi uma batida leve na porta.
Abre.
Julião.


—Foi mal incomodar —disse ele —. Cê tem um gelo aí? Fiquei sem nada e tô com o ombro meio dolorido.


—Claro, espera um segundo —falei, e me virei pra entrar.
Senti os olhos dele atrás de mim. Senti. Sabia que ele tava me olhando de cima a baixo, no meu uniforme de trabalho já todo amassado, do qual eu mal tinha tirado os saltos.
Fui pra cozinha, peguei um saco de gelo do congelador e voltei. Quando entreguei, nossos dedos se roçaram de leve. Um segundo. Um choque.
—Valeu, vizinha —ele disse, e ficou um segundo a mais do que o necessário. Vi os olhos dele descendo. Não de um jeito vulgar, não como qualquer homem. Desceram pra me olhar. De verdade.
E pela primeira vez, não me cobri. Não me mexi. Só encarei ele de volta.
—Tá bem? —perguntou, como se tivesse notado algo na minha cara.
—Eu tô… —me interrompi—. Sim. Só surpresa.
Talvez excitada fosse a palavra mais adequada pro momento.
—Por quê?
—Porque não esperava visitas.
Sorriu, como se entendesse mais do que eu tava dizendo.
—Eu também não esperava ficar sem gelo.
E com isso, ela se virou. Caminhou pra casa dela sem pressa. Eu fechei a porta com as mãos tremendo e o coração batendo forte no peito.
Nada aconteceu. De novo, nada. Mas aquele “nada” começava a se encher de tudo.
 

Caía a chuva. Não era forte, mas era constante, como se o céu estivesse com calma pra deixar a gente sentir cada gota. A janela tava meio aberta e o barulho da chuva no telhado me hipnotizou a tarde inteira. Ouvi uns latidos bem na hora que tava saindo do banho. Eram insistentes, urgentes. Me enrolei como deu com uma toalha e fui até a janela. Lá tava meu cachorro, Max, todo molhado, se agitando na frente do jardim do Julián, um Yorkshire Terrier latindo como se tivesse defendendo a honra dele contra um pastor alemão que olhava com desprezo por trás do portão.
Não fazia ideia de como ele tinha escapado. Ainda sem terminar de me secar, vesti a calça de um moletom e uma blusa, abri a porta pra sair correndo, mas trombei com uma silhueta na entrada. Era o Julián. Com o Max no colo feito um neném, os dois encharcados.
—Ele enfiou até a entrada e não parava de latir —disse ele, sorrindo, a voz meio abafada pela chuva—. Achei melhor trazer ele de volta antes que começasse uma guerra.


Desculpa" —falei, rindo nervosa—. Não sei como escapou.
—Não se preocupa. Não é a primeira vez que um cachorro me mete em encrenca.
Nós nos olhamos por alguns segundos. O som da chuva lá fora preenchia os silêncios. Julián estava a um passo de mim, a respiração dele mais ofegante que o normal, e eu ainda tinha o cabelo molhado do banho e a roupa grudada no corpo por causa da umidade da pele com que me vesti na pressa de sair correndo.
—Quer uma toalha? — ofereci, virando de lado.
—Ou um guarda-sol, pelo menos — disse ele, me seguindo.
—Melhor uma toalha. Tá ensopado.
Entrou. Tranquei a porta.
Fui na frente pro banheiro e voltei com uma das toalhas grandes, brancas. Estendi pra ela. Ela pegou sem tirar os olhos de mim. Os dedos dela roçaram os meus. O toque foi leve, mas me fez inspirar mais fundo do que queria.
—Valeu —ela disse, mas não se secou na hora. Me olhou de cima a baixo. Não com cara de safada, mas com atenção. Como se tivesse me vendo de verdade pela primeira vez. E eu… eu já não conseguia mais fingir que não tinha reparado antes. Aquele corpo. Aquele jeito devagar de falar. Aquela tensão invisível toda vez que a gente ficava perto e não rolava nada.
—Quer se secar no banheiro? — perguntei. Não reconheci minha voz.
Ele balançou a cabeça. Largou a toalha na mesa e deu um passo. Depois outro. Eu não recuei.
Quando ficou na minha frente, me olhou com uma intensidade contida. A mão dele roçou minha bochecha, de leve. Não foi bruto. Foi um teste. E eu não me afastei.
—Sabe que não devia estar aqui —murmurou, a voz baixa, rouca.
—Eu também não —sussurrei.
Não teve outra permissão. Nem mais dúvidas.
Ele me beijou com força, como se estivesse se segurando há semanas. Minhas costas bateram na parede. O corpo dele, molhado e quente, se apoiou no meu, me impedindo de escapar, senti o volume dele. As mãos dele seguraram minha cintura e meus quadris. Ele apertava o corpo dele contra o meu. Subiu as mãos por baixo da minha blusa molhada, mas não parou pra agarrar meus peitos, puxou ela toda pra cima até tirar, e eu levantei meus braços pra facilitar. Os lábios dele desceram pelo meu pescoço, vi que, sem perceber, tinha posto minha mão na nuca dele, apertando ele contra mim. Eu gemia em silêncio, sem pensar em nada além daquela boca, daquele peito, daquele jeito de me pegar como se não conseguisse parar, mesmo que quisesse.
E eu também não queria.
Com a boca dela, ela largou meu pescoço pra pegar minha clavícula, eu fazia força com a mão guiando ele pros meus peitos. Ele entendeu o recado e passou uns segundos chupando meus bicos e apertando minhas tetas com as mãos grandes. Eu tinha sentado na pia, com as pernas enlaçando ele, senti o pau dele duro, lutando pra sair do cativeiro. Quis ajudar a aliviar a pressão, então soltei a calça dele rápido e puxei o zíper. Sem pensar, num movimento só, peguei a calça e a cueca dele e deixei cair no chão. Como ele não largava meus bicos, comecei a punhetar ele, sentia a pulsação nas minhas mãos daquele pedaço de carne quente, duro… maduro.
Desci do banho, virei de frente pro espelho, e não foi só meu moletom que caiu no chão — minha calcinha fio-dental também foi junto, enquanto ele apertava meus peitos por trás. Não perdeu tempo com masturbação ou procurando meu clitóris, e eu também não queria isso. Encostou o pau dele por trás no meio das minhas pernas, enquanto eu me inclinava pra facilitar as coisas. Começou a roçar em mim com aquela hombridade deliciosa e pulsante. Não sei se ele só queria molhar ela com os fluidos que jorravam de mim ou se não tava acertando minha entrada. Seja qual fosse o motivo, tava me deixando louca. Choques elétricos subiam e desciam pela minha espinha, minhas pernas tremiam, sentia o pau dele brincando com meus lábios da buceta, separando eles a cada roçada. E de repente… Ohhhh, senti meu interior se abrindo pra deixar esse convidado entrar, o Julian deve ter percebido o prazer em mim por aquele gemido.
Facinho ele encheu meu interior com o pau dele, a quantidade de fluidos que eu soltava fazia com que não tivesse resistência nenhuma. Ele começou com as estocadas fortes, sem cuidado, cada uma se sincronizava harmoniosamente com o som da minha bunda batendo no corpo dele. Eu gemi… gemi como não fazia há muito tempo, como não sentia um homem maduro dentro de mim há tempos.
—Desde que te vi, queria essa bunda — ele falou no meio do vai e vem, ou pelo menos foi o que entendi, sem dar muita bola. No ritmo da metida, ele passou dois dedos na minha buceta, ainda sem tirar o pau de dentro. Depois, deslizou eles no meu cu. Na hora, já sacou o que ele queria. Sexo anal não era novidade pra mim, mas, mesmo não sendo meu favorito, tava disposta a deixar o Julián entrar por ali. Ele tirou o pau de dentro, passou os dedos umas vezes da minha xereca até o cu, espalhando meus fluidos. Tentei relaxar os músculos pra facilitar o serviço.
Chegou a hora, ele posicionou a ponta do pau, ainda encharcada com meus sucos de buceta, contra meu cu. Me segurei na pia, levantei a bunda e fechei os olhos. Julián começou a fazer pressão, suave mas constante. Uma dor gostosa e leve começou a acompanhar. Senti milímetro por milímetro meu cu sendo forçado a se abrir. Gritos presos queriam sair da minha boca. A dor aumentava, e cada milímetro que Julián entrava em mim parecia ser o último, porque ele parava, o que eu agradecia, mas um ou dois segundos depois, voltava a fazer pressão em mim.
Colocou a mão nas minhas costas, me apertando contra a pia. Ficou parado por uns segundos. Quis acreditar que tava fazendo isso pra me deixar me acostumar com esse novo invasor. Não era, de repente o celular dele disparou, capturando a cena com uma foto.
—Você tem uma buceta de puta, vadia — foi a frase que ouvi bem antes de sentir aquele pau poderoso saindo de dentro de mim até quase sair por completo. Na mesma velocidade que saiu, voltou a entrar. Uma e outra vez. Roubando gemidos de prazer a cada estocada. Cada uma delas parecia vir com mais força que a anterior. Aos poucos, não só a força aumentava, a velocidade também, então eu já previa que o fim desse sofrimento gostoso logo chegaria.
Julián enfiou os dedos no meu cabelo, fechou o punho e, sem piedade, puxou minha cabeça. Doía, mas não era uma dor que eu não aguentasse, que eu não quisesse sentir de novo.
—Abre os olhos, puta — ouvi a ordem. —Olha sua cara de prazer, olha como essa buceta é minha—
A cena que vi no espelho embaçado foi espetacular, nenhum pornô conseguiria capturar uma atitude tão sexual. Meu rosto refletindo um cansaço evidente, meu cabelo molhado e bagunçado caindo no meu rosto, minha boca sem conseguir controlar a baba que escorria, meus olhos expressando prazer a cada estocada, tentando se fechar cada vez que o pau do Julián tocava o fundo do meu cu, meu corpo harmoniosamente destacando cada uma das suas curvas, prostrado sobre a pia, e ele… lá no fundo ele, que eu via com o corpo tonificado, os braços fortes me segurando pela cabeça e pelo quadril, bem no momento em que os olhos dele começavam a se revirar, as veias do pescoço começavam a saltar e a boca se abria para soltar um gemido de prazer enquanto meu interior começava a sentir o calor do gozo dele. Queria ter gravado aquela cena em algo além da minha mente.

5 comentários - Vizinho coroa me esquentou e me comeu

Guau que historia. Siempre hubo así una vecina para fantasear o pasar a los hechos...van 10 por calentar la pava...