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Antes daquela tarde, María era simples. Depois, deixou de ser. Ela se duplicou na minha mente, e o mais perturbador foi descobrir que as duas me chamavam com a mesma força. O lado meigo dela ainda estava ali, intacto. Aquele jeito doce de falar, o olhar limpo, a sensação de proximidade genuína que ela transmitia sem esforço. Era a María que eu conheci primeiro, a que parecia simples, quase frágil. Mas, ao mesmo tempo, existia a outra. A mulher que Adrián tinha me mostrado sem pudor. A versão mais crua, mais exposta, mais consciente do próprio corpo e do que provocava. E contra toda lógica, aquela imagem também me atraía.
O estranho é que não me incomodava totalmente saber que ela já tinha feito tantas coisas com ele. Que existiam fotos, vídeos, lembranças que não eram minhas. Eu sabia que algo ali estava errado, que não deveria sentir aquilo… e ainda assim havia uma parte de mim que curtia. Uma curiosidade escura, silenciosa, que não pedia permissão nem buscava explicação.
No meio de todos esses pensamentos, acabei decidindo escrever pra ela. Tinha um monte de coisa bagunçada na minha cabeça: se María realmente me atraía, se o que eu tinha visto dela através de Adrián tinha despertado algo que eu não sabia nomear, se o jeito que ele mostrava ela como se fosse um brinquedo dele tinha me deixado desconfortável ou, pior ainda, me excitado de um jeito mórbido.
Pensei também em como foi fácil pra ele mostrar aquele conteúdo. Em que eu não fui o único. Em que até o primo dele tinha recebido aqueles vídeos, os mesmos que eu tinha visto minutos antes. E aí a pergunta apareceu sozinha, inevitável: será que María sabe que ele faz isso? Será que ela sabe até onde vai tudo o que ela deixa pra trás?
Não tinha respostas. Só uma vontade estranha de me aproximar dela, de ver por mim mesmo quem ela era de verdade. Então, sem resolver nada, abri o chat e escrevi a coisa mais simples que me veio à mente: Oi.
Ela respondeu quase na hora. Oi, tava esperando sua mensagem. Perguntei o que ela tava fazendo e ela disse Que nada, tava entediada. Depois, quase rindo, falou que se no terraço da minha casa eu não tinha notado o quanto ela gostava de conversar. Respondi que sim, que tinha percebido. Teve um silêncio curto e aí ela escreveu: Quer conversar? Falei que sim, sem pensar muito. Não passou nem um segundo e o celular vibrou de novo. Era uma videochamada dela. Hesitei antes de atender, confuso, sem entender por que ela tinha resolvido me ligar assim, do nada. Mesmo assim, aceitei. Todos os pensamentos sumiram assim que ela apareceu na tela. Tava sentada, com uma camisa branca colada no corpo, tão justa que dava pra ver os bicos dos peitos. A imagem me deixou parado por uns segundos, olhando pra ela sem reação, como se o tempo tivesse parado.
Não falei nada. Ela franziu um pouco a testa e sorriu, divertida. — Alô? — disse. — Caiu sua conexão? Respondi com um alô meio nervoso e perguntei como tinha sido o dia dela. Ela começou a falar na hora, sem pausas, contando tudo: desde a hora que acordou até aquele exato momento. Falava com naturalidade, como se me conhecesse há anos. Eu balançava a cabeça, soltava um "ahã" de vez em quando, mas a verdade é que não tava prestando atenção. Meu olhar tinha ficado preso na tela, vidrado no peito dela. Era como se minha mente tentasse ir além do que se via, completando o que faltava com pura imaginação. E o fato de já saber, pelo Adrián, como era o corpo dela, fazia tudo parecer diferente, mais intenso, mais real. Não era uma lembrança nem um vídeo. Era ela, ao vivo, falando comigo como se nada, enquanto eu lutava pra não me perder de vez nos meus próprios pensamentos. Quando finalmente reagi e voltei à realidade, percebi que ela já tinha contado o dia inteiro. Não sabia o que responder. Então a primeira coisa que me veio à cabeça foi dizer: — Hoje estive com o Adrián… ele veio me visitar com o primo dele. — Ah, é? — disse ela. — E o que ele falou de mim? — Bem… — comecei a responder, mas a palavra ficou presa. Na minha cabeça, tudo se amontoou ao mesmo tempo. O que eu tinha visto. O que eu tinha ouvido. As risadas, os olhares, o jeito que falaram dela como se ela fosse a atriz pornô particular deles. Hesitei. Pensei em mentir, em falar algo leve, algo que não abrisse nada. Mas também senti como aquela lembrança me sacudia por dentro de novo, como se me arrastasse pra fora da conversa. Fiquei calado mais tempo do que devia, perdido naquele barulho interno, até que a voz dela me trouxe de volta de repente pra tela. — Ahã… — disse ela, arrastando a palavra. — E então? — Bem… — falei por fim. — Nada demais. Ele disse que você era gente boa, que falava bastante… o normal. Enquanto falava, nem eu mesmo acreditei no tom calmo que tentei usar. Soou ensaiado, como se Uma frase aprendida pela metade. Ela me encarou fixo pela tela. Não franziu a testa nem mudou a expressão, mas teve um segundo de silêncio que pesou mais que qualquer pergunta. — Ah… — respondeu por fim, alongando só um pouco a palavra —. Tá. Sorriu depois, como se tivesse decidido virar a página sem ler. Não insistiu, não pediu detalhes, não me encurralou. Só continuou falando de outra coisa, como se minha resposta tivesse sido suficiente. Mas eu soube que não. Naquela pausa rápida, entendi que ela tinha percebido a mentira… e que, por algum motivo, preferiu ignorar. Percebeu meu silêncio e levantou uma sobrancelha. — Ei… — disse —. Tá me olhando estranho? Fez uma pausa curta e completou, quase rindo: — Você sempre olha assim quando fala com alguém? Senti o calor subir na hora. Baixei o olhar por um segundo, como se adiantasse de algo, e neguei com a cabeça. — Não… é que — comecei, sem terminar a frase. A conversa perdeu o ritmo. Ela bocejou sem cobrir a boca e sorriu, meio sem graça. — Acho que tô com sono — disse —. Não sei se já vou deitar. Deixou o celular apoiado e se deitou na cama com toda naturalidade, como quem já tá se ajeitando pra dormir. Naquele gesto simples, ao se esticar e arrumar o corpo, a camisa subiu, deixando eu ver quase inteira as tetas dela por um segundo. Não foi nada forçado nem consciente, só o resultado do movimento.
Fiquei paralisado, sem reação. Ela também ficou imóvel por um instante, como se tivesse percebido a mesma coisa ao ver meu rosto na tela. Baixou o tecido com um movimento nervoso e soltou uma risadinha curta, sem graça. — Uai… — murmurou —. Desculpa. Não soube o que dizer. Nem tinha certeza se devia falar alguma coisa. Só sabia que aquele segundo tinha mudado a forma como a gente estava ali, se olhando. — Ah… que vergonha, vou me trocar — disse, afastando o celular por um momento. Achei que ela tinha ficado constrangida de verdade e quase me levantei da cadeira pra olhar pra outro lado, tentando não parecer muito interessado. Meu coração batia mais rápido do que nunca. Quando ela voltou, veio com um olhar safado. A câmera mostrava o peito dela de novo, mas agora a camisa era de alcinha. Tinha um decote que deixava ver boa parte das tetas dela; parecia que a qualquer momento as alças iam cair e ela ia ficar totalmente nua.
Minha mente explodiu. Tudo o que eu tinha sentido antes, o que tinha visto por acaso, voltou multiplicado pelo jeito que ela parecia brincar comigo. Não tinha vergonha real nos olhos dela; tinha controle, provocação, e uma mensagem silenciosa que dizia: "Sei que você tá me olhando e não tô nem aí". Fiquei parado, hipnotizado, sem saber se devia olhar, desviar o olhar ou falar alguma coisa. Cada segundo que passava aumentava a mistura de tesão e confusão. Ela, com um sorrisinho safado, deixou o momento durar, falando como se nada tivesse acontecido, mas eu não conseguia parar de reparar como o movimento dela tinha mudado a percepção da chamada. O acidental tinha virado proposital. Cúmplice, ela inclinou a cabeça, sorrindo, como se tivesse percebido minha sem-vergonhice. — Tô te achando estranho — disse. — Você sempre fica esse caladão quando me olha? Meu coração deu um pulo. Não dava pra negar nada, mas também não sabia como reagir. — É… não… é que — gaguejei, desviando o olhar um segundo da tela —. Só… tô ouvindo. Ela soltou uma risadinha, aquela risada que parecia saber de tudo. — Ahã… claro — disse. — Ouvindo ou olhando? Fiquei congelado. Não tinha como mentir pra ela. Cada palavra dela me fazia sentir mais exposto, mais consciente de como eu a via. E, claro, não conseguia tirar os olhos dos peitos dela, mesmo tentando fingir normalidade. Ela se aproximou da câmera, ajeitando a camisa com um olhar que parecia intencionalmente sensual. As alças caíram levemente dos ombros dela por um instante, como se ela estivesse prestes a se revelar por completo e me mostrar as tetas… mas não fez. O gesto durou só um segundo, o suficiente pra minha respiração acelerar e minha mente se encher de imagens que eu não conseguia apagar.
Bem quando achei que não podia mais me surpreender, ela se inclinou um pouquinho pra câmera, com o olhar fixo em mim, e sussurrou: — Sabe… eu gosto do jeito que você me olha. Minha respiração acelerou e meu olhar ficou grudado nela. Cada movimento dela, cada gesto na frente da câmera, me deixava com um tesão que eu não conseguia controlar. Os olhos dela brilhavam enquanto ela ajeitava a roupa, insinuando sem dizer nada, e eu… eu só conseguia pensar no efeito que ela tinha em mim, completamente preso pelo corpo dela e pela provocação. Aí, com um sorriso quase imperceptível, ela desligou a câmera. A tela ficou preta. Fiquei ali, parado, com a respiração ofegante e um pau duro impossível de ignorar. Cada centímetro do corpo dela na frente da câmera queimava minha pele, e eu ainda conseguia imaginar a maciez dos peitos dela por baixo da camisa. Aquele último sorriso e o gesto casual de deixar as alças caírem me deixaram com um desejo que ardia em cada fibra do meu corpo. Aí, bem quando pensei que tinha acabado, a tela acendeu de novo por alguns segundos. Com um movimento rápido e quase casual, a Maria levantou a camisa pra me mostrar os peitos. Mal deu tempo de reagir antes dela desligar a chamada.
Fiquei paralisado, com o coração acelerado e o pau no limite. Só de ver os peitos dela, não consegui evitar gozar dentro da calça, a imagem ficou gravada na minha mente sem chance de apagar. Minutos depois, recebi a mensagem dela: “Até amanhã, vou dormir agora. Aproveita a imagem mental… amanhã a gente se vê. Não conta isso pro Adrián.” Sorri e me deitei, completamente preso entre desejo e ansiedade. Bati uma punheta pensando no que acabara de ver, imaginando cada centímetro do corpo dela e todas as coisas que poderia fazer com ela amanhã. Não via a hora de ter ela pessoalmente e poder aproveitar aqueles peitos gostosos.
Antes daquela tarde, María era simples. Depois, deixou de ser. Ela se duplicou na minha mente, e o mais perturbador foi descobrir que as duas me chamavam com a mesma força. O lado meigo dela ainda estava ali, intacto. Aquele jeito doce de falar, o olhar limpo, a sensação de proximidade genuína que ela transmitia sem esforço. Era a María que eu conheci primeiro, a que parecia simples, quase frágil. Mas, ao mesmo tempo, existia a outra. A mulher que Adrián tinha me mostrado sem pudor. A versão mais crua, mais exposta, mais consciente do próprio corpo e do que provocava. E contra toda lógica, aquela imagem também me atraía.
O estranho é que não me incomodava totalmente saber que ela já tinha feito tantas coisas com ele. Que existiam fotos, vídeos, lembranças que não eram minhas. Eu sabia que algo ali estava errado, que não deveria sentir aquilo… e ainda assim havia uma parte de mim que curtia. Uma curiosidade escura, silenciosa, que não pedia permissão nem buscava explicação.
No meio de todos esses pensamentos, acabei decidindo escrever pra ela. Tinha um monte de coisa bagunçada na minha cabeça: se María realmente me atraía, se o que eu tinha visto dela através de Adrián tinha despertado algo que eu não sabia nomear, se o jeito que ele mostrava ela como se fosse um brinquedo dele tinha me deixado desconfortável ou, pior ainda, me excitado de um jeito mórbido.
Pensei também em como foi fácil pra ele mostrar aquele conteúdo. Em que eu não fui o único. Em que até o primo dele tinha recebido aqueles vídeos, os mesmos que eu tinha visto minutos antes. E aí a pergunta apareceu sozinha, inevitável: será que María sabe que ele faz isso? Será que ela sabe até onde vai tudo o que ela deixa pra trás?
Não tinha respostas. Só uma vontade estranha de me aproximar dela, de ver por mim mesmo quem ela era de verdade. Então, sem resolver nada, abri o chat e escrevi a coisa mais simples que me veio à mente: Oi.
Ela respondeu quase na hora. Oi, tava esperando sua mensagem. Perguntei o que ela tava fazendo e ela disse Que nada, tava entediada. Depois, quase rindo, falou que se no terraço da minha casa eu não tinha notado o quanto ela gostava de conversar. Respondi que sim, que tinha percebido. Teve um silêncio curto e aí ela escreveu: Quer conversar? Falei que sim, sem pensar muito. Não passou nem um segundo e o celular vibrou de novo. Era uma videochamada dela. Hesitei antes de atender, confuso, sem entender por que ela tinha resolvido me ligar assim, do nada. Mesmo assim, aceitei. Todos os pensamentos sumiram assim que ela apareceu na tela. Tava sentada, com uma camisa branca colada no corpo, tão justa que dava pra ver os bicos dos peitos. A imagem me deixou parado por uns segundos, olhando pra ela sem reação, como se o tempo tivesse parado.
Não falei nada. Ela franziu um pouco a testa e sorriu, divertida. — Alô? — disse. — Caiu sua conexão? Respondi com um alô meio nervoso e perguntei como tinha sido o dia dela. Ela começou a falar na hora, sem pausas, contando tudo: desde a hora que acordou até aquele exato momento. Falava com naturalidade, como se me conhecesse há anos. Eu balançava a cabeça, soltava um "ahã" de vez em quando, mas a verdade é que não tava prestando atenção. Meu olhar tinha ficado preso na tela, vidrado no peito dela. Era como se minha mente tentasse ir além do que se via, completando o que faltava com pura imaginação. E o fato de já saber, pelo Adrián, como era o corpo dela, fazia tudo parecer diferente, mais intenso, mais real. Não era uma lembrança nem um vídeo. Era ela, ao vivo, falando comigo como se nada, enquanto eu lutava pra não me perder de vez nos meus próprios pensamentos. Quando finalmente reagi e voltei à realidade, percebi que ela já tinha contado o dia inteiro. Não sabia o que responder. Então a primeira coisa que me veio à cabeça foi dizer: — Hoje estive com o Adrián… ele veio me visitar com o primo dele. — Ah, é? — disse ela. — E o que ele falou de mim? — Bem… — comecei a responder, mas a palavra ficou presa. Na minha cabeça, tudo se amontoou ao mesmo tempo. O que eu tinha visto. O que eu tinha ouvido. As risadas, os olhares, o jeito que falaram dela como se ela fosse a atriz pornô particular deles. Hesitei. Pensei em mentir, em falar algo leve, algo que não abrisse nada. Mas também senti como aquela lembrança me sacudia por dentro de novo, como se me arrastasse pra fora da conversa. Fiquei calado mais tempo do que devia, perdido naquele barulho interno, até que a voz dela me trouxe de volta de repente pra tela. — Ahã… — disse ela, arrastando a palavra. — E então? — Bem… — falei por fim. — Nada demais. Ele disse que você era gente boa, que falava bastante… o normal. Enquanto falava, nem eu mesmo acreditei no tom calmo que tentei usar. Soou ensaiado, como se Uma frase aprendida pela metade. Ela me encarou fixo pela tela. Não franziu a testa nem mudou a expressão, mas teve um segundo de silêncio que pesou mais que qualquer pergunta. — Ah… — respondeu por fim, alongando só um pouco a palavra —. Tá. Sorriu depois, como se tivesse decidido virar a página sem ler. Não insistiu, não pediu detalhes, não me encurralou. Só continuou falando de outra coisa, como se minha resposta tivesse sido suficiente. Mas eu soube que não. Naquela pausa rápida, entendi que ela tinha percebido a mentira… e que, por algum motivo, preferiu ignorar. Percebeu meu silêncio e levantou uma sobrancelha. — Ei… — disse —. Tá me olhando estranho? Fez uma pausa curta e completou, quase rindo: — Você sempre olha assim quando fala com alguém? Senti o calor subir na hora. Baixei o olhar por um segundo, como se adiantasse de algo, e neguei com a cabeça. — Não… é que — comecei, sem terminar a frase. A conversa perdeu o ritmo. Ela bocejou sem cobrir a boca e sorriu, meio sem graça. — Acho que tô com sono — disse —. Não sei se já vou deitar. Deixou o celular apoiado e se deitou na cama com toda naturalidade, como quem já tá se ajeitando pra dormir. Naquele gesto simples, ao se esticar e arrumar o corpo, a camisa subiu, deixando eu ver quase inteira as tetas dela por um segundo. Não foi nada forçado nem consciente, só o resultado do movimento.
Fiquei paralisado, sem reação. Ela também ficou imóvel por um instante, como se tivesse percebido a mesma coisa ao ver meu rosto na tela. Baixou o tecido com um movimento nervoso e soltou uma risadinha curta, sem graça. — Uai… — murmurou —. Desculpa. Não soube o que dizer. Nem tinha certeza se devia falar alguma coisa. Só sabia que aquele segundo tinha mudado a forma como a gente estava ali, se olhando. — Ah… que vergonha, vou me trocar — disse, afastando o celular por um momento. Achei que ela tinha ficado constrangida de verdade e quase me levantei da cadeira pra olhar pra outro lado, tentando não parecer muito interessado. Meu coração batia mais rápido do que nunca. Quando ela voltou, veio com um olhar safado. A câmera mostrava o peito dela de novo, mas agora a camisa era de alcinha. Tinha um decote que deixava ver boa parte das tetas dela; parecia que a qualquer momento as alças iam cair e ela ia ficar totalmente nua.
Minha mente explodiu. Tudo o que eu tinha sentido antes, o que tinha visto por acaso, voltou multiplicado pelo jeito que ela parecia brincar comigo. Não tinha vergonha real nos olhos dela; tinha controle, provocação, e uma mensagem silenciosa que dizia: "Sei que você tá me olhando e não tô nem aí". Fiquei parado, hipnotizado, sem saber se devia olhar, desviar o olhar ou falar alguma coisa. Cada segundo que passava aumentava a mistura de tesão e confusão. Ela, com um sorrisinho safado, deixou o momento durar, falando como se nada tivesse acontecido, mas eu não conseguia parar de reparar como o movimento dela tinha mudado a percepção da chamada. O acidental tinha virado proposital. Cúmplice, ela inclinou a cabeça, sorrindo, como se tivesse percebido minha sem-vergonhice. — Tô te achando estranho — disse. — Você sempre fica esse caladão quando me olha? Meu coração deu um pulo. Não dava pra negar nada, mas também não sabia como reagir. — É… não… é que — gaguejei, desviando o olhar um segundo da tela —. Só… tô ouvindo. Ela soltou uma risadinha, aquela risada que parecia saber de tudo. — Ahã… claro — disse. — Ouvindo ou olhando? Fiquei congelado. Não tinha como mentir pra ela. Cada palavra dela me fazia sentir mais exposto, mais consciente de como eu a via. E, claro, não conseguia tirar os olhos dos peitos dela, mesmo tentando fingir normalidade. Ela se aproximou da câmera, ajeitando a camisa com um olhar que parecia intencionalmente sensual. As alças caíram levemente dos ombros dela por um instante, como se ela estivesse prestes a se revelar por completo e me mostrar as tetas… mas não fez. O gesto durou só um segundo, o suficiente pra minha respiração acelerar e minha mente se encher de imagens que eu não conseguia apagar.
Bem quando achei que não podia mais me surpreender, ela se inclinou um pouquinho pra câmera, com o olhar fixo em mim, e sussurrou: — Sabe… eu gosto do jeito que você me olha. Minha respiração acelerou e meu olhar ficou grudado nela. Cada movimento dela, cada gesto na frente da câmera, me deixava com um tesão que eu não conseguia controlar. Os olhos dela brilhavam enquanto ela ajeitava a roupa, insinuando sem dizer nada, e eu… eu só conseguia pensar no efeito que ela tinha em mim, completamente preso pelo corpo dela e pela provocação. Aí, com um sorriso quase imperceptível, ela desligou a câmera. A tela ficou preta. Fiquei ali, parado, com a respiração ofegante e um pau duro impossível de ignorar. Cada centímetro do corpo dela na frente da câmera queimava minha pele, e eu ainda conseguia imaginar a maciez dos peitos dela por baixo da camisa. Aquele último sorriso e o gesto casual de deixar as alças caírem me deixaram com um desejo que ardia em cada fibra do meu corpo. Aí, bem quando pensei que tinha acabado, a tela acendeu de novo por alguns segundos. Com um movimento rápido e quase casual, a Maria levantou a camisa pra me mostrar os peitos. Mal deu tempo de reagir antes dela desligar a chamada.
Fiquei paralisado, com o coração acelerado e o pau no limite. Só de ver os peitos dela, não consegui evitar gozar dentro da calça, a imagem ficou gravada na minha mente sem chance de apagar. Minutos depois, recebi a mensagem dela: “Até amanhã, vou dormir agora. Aproveita a imagem mental… amanhã a gente se vê. Não conta isso pro Adrián.” Sorri e me deitei, completamente preso entre desejo e ansiedade. Bati uma punheta pensando no que acabara de ver, imaginando cada centímetro do corpo dela e todas as coisas que poderia fazer com ela amanhã. Não via a hora de ter ela pessoalmente e poder aproveitar aqueles peitos gostosos.
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