O ar no refeitório estava denso com cheiro de café, licor e sexo. Paula, com o rosto ainda molhado e o calor pegajoso do gozo de Dom Antônio na pele.
O ar no salão, denso e pesado, vibrava com um silêncio cheio de expectativa. A luz alaranjada e trêmula da lareira se projetava nas paredes, desenhando sombras longas e dançantes que pareciam ganhar vida própria. A música tinha parado, e o único som era o crepitar da lenha e o tilintar distante do gelo contra o cristal das taças abandonadas. Paula, ajoelhada no puff de couro preto, era o epicentro dessa quietude. A pele dela brilhava, coberta por uma fina camada de suor e umidade, e a respiração dela era o único pulso rítmico na sala.
A porta se abriu com a lentidão de um suspiro. Não foi um estouro, mas um convite. Raúl entrou, não como um marido, mas como um mestre de cerimônias. Seu sorriso não era de alegria, mas de conhecimento absoluto. Atrás dele vinha um grupo de quatro garotos, não como adolescentes, mas como noviços em um templo secreto. Seus rostos, uma mistura de inocência perdida e ambição nascente, estavam iluminados pela luz do fogo, que lhes dava um aspecto quase divino.
Raúl:(A voz dela, um murmúrio sedoso que preenchia a sala) Cavalheiros… a noite nos presenteia com um novo prazer. O da iniciação. Garotos, entrem. A anfitriã espera por vocês. Ela é a tela, e vocês, os primeiros pincéis.
Os olhos dos caras se fixaram em Paula. Não era um olhar de luxúria vulgar, mas de descoberta, de arte. Ela, por sua vez, sentiu os olhares como um carinho, como uma corrente elétrica percorrendo cada centímetro da sua pele. No canto mais escuro do salão, onde a luz do fogo não alcançava, uma figura permanecia imóvel. Era uma silhueta, uma presença ausente, mas total: o pai de Paula. Um espectador nas sombras, um deus ex machina cujo poder não precisava ser visto para ser sentido.
Raúl se aproximou de Paula, seus sapatos de couro não faziam barulho no carpete. Ele se inclinou, e seu hálito quente roçou a orelha dela.
Raúl:(Sussurrando) Hoje você não é uma mulher, Paula. Você é um ritual. Um passo. Cada um deles vai te marcar, e você vai acolher como se fosse chuva sagrada. Sente isso. Aproveita. Ele tá vendo.
O primeiro garoto, Lautaro, se adiantou. Era loiro, etéreo, com uma rola fina e dura que se adivinhava por baixo do tecido leve da bermuda. Não disse nada. Só parou na frente da Paula, que devagar, como num transe, deslizou do puff pro chão, ajoelhando no tapete persa. A câmera ia focar nas mãos dela, subindo devagar o zíper do Lautaro, no jeito que a rola jovem e lisa saltava pra liberdade, no contraste entre a pele pálida dele e a morena da Paula. Ela pegou, e a boca dela recebeu não com pressa, mas com devoção. A cabeça dela se movia num ritmo lento e hipnótico. Lautaro fechou os olhos, a cabeça jogada pra trás, o pescoço tenso igual o de um cisne. O gozo dele não foi um grito, mas um espasmo silencioso, um tremor que percorreu o corpo dele enquanto a Paula recebia tudo, um pequeno sacrifício em honra ao deus da juventude.
Aí chegou o Santiago, o morenão, o que marcava território. Raúl deu um sinal com a cabeça. Paula, obediente, se levantou e se ajoelhou no puff, oferecendo as nádegas perfeitamente redondas, postas no altar do couro. A câmera focaria no tremor das coxas dela, no jeito que a calcinha de renda se enfiava no meio da bunda. Santiago se aproximou por trás, a mão firme na cintura dela. A câmera não mostraria a penetração, só o rosto de Paula. Os olhos dela se fecharam, a boca se entreabriu num gemido abafado que era pura beleza e dor. As mãos dela se agarraram no couro, as unhas brancas de tanta pressão. O ritmo do Santiago era lento, profundo, quase meditativo. Cada estocada era uma afirmação de poder, e cada gemido da Paula, uma aceitação. Quando gozou, foi com um grunhido baixo e animal, e se retirou devagar, deixando a Paula tremendo, com um fio de porra branca escorrendo lentamente pela coxa dela, um rio de prata na luz do fogo.
Facundo, o safado, o tarado, foi o terceiro. O ritual dele era a porra. Raúl mandou Paula se deitar de costas no tapete. Ela obedeceu, braços abertos em cruz, feito uma mártir. O peito dela subia e descia a cada respiração. Facundo se ajoelhou ao lado dela, e a câmera focou na mão dele, envolvendo o próprio pau, batendo uma com uma rapidez febril. Os olhos dele estavam fixos no rosto de Paula. O clímax foi uma explosão visual. Um jato de porra quente que espirrou na cara dela, nas bochechas, nos lábios entreabertos, nas pálpebras fechadas. Não era humilhante, era uma pintura. Uma obra de arte efêmera. Paula não se mexeu. Deixou a porra secar na pele dela, como um perfume sagrado.
Finalmente, Mateo. O mais velho, o dono. A pica dele era grossa, poderosa, uma ferramenta de dominação. Raúl não disse nada. O olhar de Mateo bastou. Ele pegou Paula, virou ela como se não pesasse nada e meteu na buceta dela, olhando fixo nos olhos dela. A câmera capturaria aquele rosto a rosto, a batalha silenciosa dos olhares deles. Mateo não tava fodendo ela, tava possuindo ela. Cada movimento era uma declaração de propriedade. As pernas de Paula se enroscaram na cintura dele, não por prazer, mas por rendição. Os gemidos dela agora eram mais altos, incontroláveis, a trilha sonora da própria destruição e renascimento dela. Quando Mateo gozou, fez isso com um rugido abafado, se esvaziando dentro dela, e depois ficou parado, o peso dele sobre ela, selando o pacto.
Os garotos, agora iniciados, recuaram. Os homens mais velhos se levantaram, seus rostos iluminados por uma admiração quase filial. Dom Carlos se ajoelhou diante de Lautaro e, com a reverência de um fiel, limpou a pica do garoto com a boca, saboreando o eco de Paula. Dom Pedro fez o mesmo com Santiago, e Dom Ricardo com Facundo. Raúl, o orquestrador, se ajoelhou diante de Mateo e chupou a pica dele com paixão, como se estivesse recebendo um sacramento. Depois, cada um dos homens mais velhos se revezou para servir os garotos, bebendo a segunda gozada deles como um néctar divino.
Paula, jogada no tapete, uma bagunça de membros e fluidos, observava a cena por entre as pálpebras pegajosas. A dor tinha se dissolvido numa euforia beatífica. Era uma obra de arte, e eles, seus admiradores. E nas sombras, sentiu a presença do pai, não como um observador, mas como o artista que tinha assinado sua obra-prima.
A sala, banhada na luz melancólica do fogo, ficou num silêncio vibrante depois que Mateo se afastou de Paula. O ar cheirava a sexo, a juventude e a couro velho. Paula estava deitada no tapete, não como uma derrotada, mas como uma oferenda consumada, seu corpo um quadro manchado pelas cores vivas da iniciação. Os quatro rapazes, Lautaro, Santiago, Facundo e Mateo, continuavam de pé, respirando pesado, seus rostos juvenis agora marcados por uma sombra de conhecimento antigo. Não eram mais crianças. Tinham acabado de ser ungidos.
Foi Dom Carlos, o mais velho, o patriarca daquela irmandade, quem quebrou o feitiço. Levantou-se da sua poltrona de couro com uma lentidão majestosa, o estalar das suas articulações quase inaudível. Não olhou pros garotos com luxúria, mas com uma espécie de orgulho paternal, de respeito.
Dom Carlos:(A voz dele, um murmúro rouco e cheio de autoridade) Bem-vindos. Bem-vindos ao círculo. Vocês pegaram, e agora… é hora de receber.
As palavras dele não eram uma pergunta, mas uma sentença. Ele se aproximou de Lautaro, o mais novo, que ainda tremia levemente por causa do clímax recente. Dom Carlos se ajoelhou na frente dele. O contraste era chocante: os joelhos ossudos e enrugados do velho tocando o chão diante das pernas firmes e musculosas do adolescente. A câmera focaria nesse detalhe, no símbolo de um poder que se curva diante da nova força.
Lautaro, confuso, olhou para Raúl, que assentiu com um sorriso quase imperceptível. O garoto, entendendo, desabotoou a bermuda. O pau dele, embora mole e já usado, ainda tinha um peso, uma história. Dom Carlos pegou nele com mãos de uma delicadeza inesperada, como se segurasse um passarinho recém-nascido. E então, inclinou-se e beijou. Não foi um boquete, foi um ósculo. Um beijo de reverência. Lambeu com a ponta da língua, limpando os restos de saliva e do gosto doce de Paula. Foi um ato de comunhão. Dom Carlos estava absorvendo a essência da juventude, o sabor da vitória.
Enquanto isso, Dom Pedro, o de olhos penetrantes, se aproximou de Santiago. Ele não se ajoelhou. Sentou-se num puff e, com uma autoridade silenciosa, ordenou que Santiago se aproximasse. O garoto, obediente, ficou de pé na frente dele. Dom Pedro, com o olhar fixo nos olhos do rapaz, pegou sua pica, ainda com o cheiro e o calor da buceta da Paula, e a levou à boca. Mas não a chupou. Envolveu-a com os lábios, sentindo seu pulso, e depois a massageou com a língua, lambendo com uma precisão quase cirúrgica, limpando cada vestígio do ato que Santiago havia cometido. Era uma limpeza ritual, uma purificação. Dom Pedro não estava servindo, estava batizando.
Facundo, o safado, foi atendido pelo Dom Ricardo. Esse sim se ajoelhou, mas com um sorriso malicioso. Sabia bem o que Facundo queria.
Dom Ricardo:(Com uma voz baixa e brincalhona) Você gostou de marcar ela, né, mano? Agora vai marcar minha boca.
Facundo, recuperando a arrogância, agarrou a cabeça de Dom Ricardo e enfiou com força. Dom Ricardo não resistiu; pelo contrário, recebeu com um gemido de prazer. A câmera focaria no movimento das bochechas de Dom Ricardo, nas lágrimas que escapavam pelo prazer de ser usado pelo garoto. Facundo fodeu a boca dele com a mesma brutalidade com que tinha gozado na cara da Paula. Era um espelho, uma inversão de papéis. Quando Facundo gozou, Dom Ricardo engoliu tudo, como se fosse o manjar mais precioso.
E finalmente, Raúl. O mestre de cerimônias se aproximou de Mateo, o líder, o dono. Não houve palavras. Apenas um entendimento mútuo. Raúl se ajoelhou na frente dele, seu olhar de submissão total, apesar de ser o anfitrião. Mateo, com uma confiança que já não era juvenil, mas de um homem experiente, pegou seu pau, que estivera na buceta da esposa, e o ofereceu a Raúl.
Raúl:(Sussurrando, quase para si mesmo) É o gosto dela. O gosto do meu poder.
E então, a cena se transformou numa orgia silenciosa e sagrada. Os quatro homens mais velhos, cada um do seu jeito, prestaram homenagem aos quatro garotos. Não era um ato de fraqueza, mas de transferência. Eles estavam bebendo da fonte da juventude, garantindo a própria relevância através do prazer dos novos líderes. Os boquetes ficaram mais profundos, mais molhados. Os gemidos dos garotos encheram a sala, misturados com os dos homens. Uns gozavam pela segunda vez, outros só curtiam o poder de ter aqueles homens de negócios, aqueles lobos de Wall Street, a seus pés.
Paula, do tapete, observava tudo através de uma névoa de êxtase. Via o marido, Raúl, o homem que a tinha "treinado", de joelhos diante de um moleque de 15 anos. Via os sócios do pai, homens de poder e respeito, entregues à luxúria dos adolescentes. E naquele momento, ela entendeu. Não era sobre sexo. Era sobre poder. E ela tinha sido a chave que abriu a porta para essa nova ordem.
Nas sombras, a figura do pai se mexeu levemente, e por um instante, o brilho do fogo refletiu em algo que parecia um copo de cristal. Um brinde silencioso. À sua obra. À sua filha. À perpetuação do seu legado através da arte submissa e espetacular da carne.
Cena: A Festa na Escola
A luz do sol da manhã foi substituída pelo brilho artificial e estridente das luzes da piscina. Não estavam mais na casa de campo. Estavam no jardim de um colégio particular e exclusivo, um prédio de arquitetura moderna e vidros que brilhava como uma fortaleza de cristal sob o sol da tarde. Era o colégio onde a Paula começaria a dar aulas na segunda-feira seguinte. O colégio cujo diretor, cujo dono, era o pai dela.
A festa era pelo aniversário do Mateo. O mesmo Mateo que tinha possuído ela na sala, o mesmo que agora, de camiseta e bermuda, celebrava com os amigos e colegas. A ironia era tão densa que quase dava pra cortar com uma faca.
Paula tava de pé, vestindo a armadura que o Manolo tinha feito pra ela. O vestido de lã preta apertava ela como uma mortalha, e os sapatos de plataforma fincavam ela na grama que nem estacas. O colar de platina no pescoço dela brilhava com uma luz própria, tipo um farol da submissão dela. O Raúl tava do lado dela, com a mão na parte de baixo das costas dela, um gesto de posse que todo mundo via.
Raúl:(Sorrindo para um casal de pais que passava) Festa bonita, né, meu amor? Um clima tão... juvenil.
Paula só conseguiu assentir, com um sorriso falso estampado no rosto. O coração dela era um nó de ansiedade e espanto. Lá estavam eles. Lautaro, Santiago, Facundo… e mais vinte outros garotos, todos entre 14 e 17 anos. Todos os seus futuros alunos. Eles riam às gargalhadas, se jogando na piscina, discutindo sobre um videogame. E cada vez que um deles olhava pra ela, os olhos não eram de um aluno para sua futura professora. Eram os de um iniciado para sua sacerdotisa. Eram olhares de cumplicidade, de poder, de lembrança.
De repente, Mateo chegou perto deles. Tava todo molhado, com o cabelo colado na testa, e sorria com uma arrogância recém-descoberta.
Mateo:(Cara pro Raúl, mas olhando pra Paula) Mano, valeu por ter vindo. Professora… que prazer te ver fora da sala de aula.
A palavra «professora» saiu da boca dela como uma piada particular, uma facada de açúcar. Paula sentiu um arrepio percorrer suas costas.
Raúl:(Rindo) Mateo, não seja tão formal. A Paula tá encantada em conhecer a futura turma dela. Não é mesmo, querida?
Paula se forçou a sorrir. «Claro, Mateo. Vai ser um prazer».
Enquanto conversavam, mais dois caras se aproximaram. Eram maiores, talvez de 16 ou 17 anos. Eram o centro das atenções, os reis não declarados daquele microcosmo.
Mateo:(Se apresentando com orgulho) Tio, te apresento o Franco e o Nicolau. Eles são os seniores. Eles… mandam aqui.
Franco era alto, de corpo atlético, com um olhar calculista e um sorriso que não alcançava os olhos. Nicolau era mais baixo, mais moreno, com uma intensidade quase feroz. Olharam Paula de cima a baixo, não com a curiosidade dos mais novos, mas com a avaliação de dois predadores analisando um novo membro para o bando.
Franco:(Com uma voz profunda e segura) Então você é a nova professora de matemática. Interessante. Sempre disseram que as melhores professoras eram as que sabiam resolver problemas… complexos.
A insinuação foi tão direta que a Paula ficou sem ar. O Raúl parecia encantado.
Raúl:Franco, sempre o poeta. A Paula é muito boa nisso. Em resolver problemas. E em criá-los também, né, meu amor?
Nicolás não disse nada. Simplesmente deu mais um passo, perto demais, e o olhar dele cravou no colar de platina.
Nicolás:(Em voz baixa, só pra ela ouvir) Esse colar… fica bem em você. Mas ficaria melhor sem mais nada.
Paula sentiu os joelhos fraquejarem. O poder desses caras era avassalador. Não eram só adolescentes; eram herdeiros do poder dos pais, do mesmo sistema que tinha prendido ela. Eram a versão mais nova e mais selvagem do Dom Carlos, Dom Pedro e dos outros.
Raúl:(Percebendo o desconforto dela e curtindo) Franco, Nico, por que não mostram a piscina pra Paula? Ela tá meio tensa. Um mergulho cairia bem pra relaxar antes de segunda.
Era uma ordem, não uma sugestão. Franco e Nicolás sorriram, entendendo o convite.
Franco:Excelente ideia. Vem, «profe». A água tá uma delícia.
Pegaram ela pelo braço, não com delicadeza, mas com firmeza. Levaram ela até a piscina, enquanto Raúl observava com um sorriso satisfeito. Paula caminhava entre eles, sentindo o peso dos olhares, o peso do futuro, o peso de um segredo que dividia com os caras que ela deveria comandar na sala de aula.
Enquanto se aproximavam da borda da piscina, Franco se inclinou para o ouvido dela.
Franco:Não se preocupa, profe. Na aula, a gente vai ser os melhores alunos. Prometemos que vamos te dar toda a nossa atenção. Principalmente quando você se inclinar sobre a nossa mesa pra explicar um problema.
Paula fechou os olhos por um instante. A aventura não era só uma festa. Era um teste. Uma introdução ao seu novo inferno. Um paraíso do qual ela seria a rainha prisioneira. E na segunda-feira, quando entrasse naquela sala de aula, não seria a professora Varela. Seria a mulher do colar, a que tinham iniciado, a que pertencia a eles. E todos saberiam disso.
paulalange@outlook.es
O ar no salão, denso e pesado, vibrava com um silêncio cheio de expectativa. A luz alaranjada e trêmula da lareira se projetava nas paredes, desenhando sombras longas e dançantes que pareciam ganhar vida própria. A música tinha parado, e o único som era o crepitar da lenha e o tilintar distante do gelo contra o cristal das taças abandonadas. Paula, ajoelhada no puff de couro preto, era o epicentro dessa quietude. A pele dela brilhava, coberta por uma fina camada de suor e umidade, e a respiração dela era o único pulso rítmico na sala.
A porta se abriu com a lentidão de um suspiro. Não foi um estouro, mas um convite. Raúl entrou, não como um marido, mas como um mestre de cerimônias. Seu sorriso não era de alegria, mas de conhecimento absoluto. Atrás dele vinha um grupo de quatro garotos, não como adolescentes, mas como noviços em um templo secreto. Seus rostos, uma mistura de inocência perdida e ambição nascente, estavam iluminados pela luz do fogo, que lhes dava um aspecto quase divino.
Raúl:(A voz dela, um murmúrio sedoso que preenchia a sala) Cavalheiros… a noite nos presenteia com um novo prazer. O da iniciação. Garotos, entrem. A anfitriã espera por vocês. Ela é a tela, e vocês, os primeiros pincéis.
Os olhos dos caras se fixaram em Paula. Não era um olhar de luxúria vulgar, mas de descoberta, de arte. Ela, por sua vez, sentiu os olhares como um carinho, como uma corrente elétrica percorrendo cada centímetro da sua pele. No canto mais escuro do salão, onde a luz do fogo não alcançava, uma figura permanecia imóvel. Era uma silhueta, uma presença ausente, mas total: o pai de Paula. Um espectador nas sombras, um deus ex machina cujo poder não precisava ser visto para ser sentido.
Raúl se aproximou de Paula, seus sapatos de couro não faziam barulho no carpete. Ele se inclinou, e seu hálito quente roçou a orelha dela.
Raúl:(Sussurrando) Hoje você não é uma mulher, Paula. Você é um ritual. Um passo. Cada um deles vai te marcar, e você vai acolher como se fosse chuva sagrada. Sente isso. Aproveita. Ele tá vendo.
O primeiro garoto, Lautaro, se adiantou. Era loiro, etéreo, com uma rola fina e dura que se adivinhava por baixo do tecido leve da bermuda. Não disse nada. Só parou na frente da Paula, que devagar, como num transe, deslizou do puff pro chão, ajoelhando no tapete persa. A câmera ia focar nas mãos dela, subindo devagar o zíper do Lautaro, no jeito que a rola jovem e lisa saltava pra liberdade, no contraste entre a pele pálida dele e a morena da Paula. Ela pegou, e a boca dela recebeu não com pressa, mas com devoção. A cabeça dela se movia num ritmo lento e hipnótico. Lautaro fechou os olhos, a cabeça jogada pra trás, o pescoço tenso igual o de um cisne. O gozo dele não foi um grito, mas um espasmo silencioso, um tremor que percorreu o corpo dele enquanto a Paula recebia tudo, um pequeno sacrifício em honra ao deus da juventude.
Aí chegou o Santiago, o morenão, o que marcava território. Raúl deu um sinal com a cabeça. Paula, obediente, se levantou e se ajoelhou no puff, oferecendo as nádegas perfeitamente redondas, postas no altar do couro. A câmera focaria no tremor das coxas dela, no jeito que a calcinha de renda se enfiava no meio da bunda. Santiago se aproximou por trás, a mão firme na cintura dela. A câmera não mostraria a penetração, só o rosto de Paula. Os olhos dela se fecharam, a boca se entreabriu num gemido abafado que era pura beleza e dor. As mãos dela se agarraram no couro, as unhas brancas de tanta pressão. O ritmo do Santiago era lento, profundo, quase meditativo. Cada estocada era uma afirmação de poder, e cada gemido da Paula, uma aceitação. Quando gozou, foi com um grunhido baixo e animal, e se retirou devagar, deixando a Paula tremendo, com um fio de porra branca escorrendo lentamente pela coxa dela, um rio de prata na luz do fogo.
Facundo, o safado, o tarado, foi o terceiro. O ritual dele era a porra. Raúl mandou Paula se deitar de costas no tapete. Ela obedeceu, braços abertos em cruz, feito uma mártir. O peito dela subia e descia a cada respiração. Facundo se ajoelhou ao lado dela, e a câmera focou na mão dele, envolvendo o próprio pau, batendo uma com uma rapidez febril. Os olhos dele estavam fixos no rosto de Paula. O clímax foi uma explosão visual. Um jato de porra quente que espirrou na cara dela, nas bochechas, nos lábios entreabertos, nas pálpebras fechadas. Não era humilhante, era uma pintura. Uma obra de arte efêmera. Paula não se mexeu. Deixou a porra secar na pele dela, como um perfume sagrado.
Finalmente, Mateo. O mais velho, o dono. A pica dele era grossa, poderosa, uma ferramenta de dominação. Raúl não disse nada. O olhar de Mateo bastou. Ele pegou Paula, virou ela como se não pesasse nada e meteu na buceta dela, olhando fixo nos olhos dela. A câmera capturaria aquele rosto a rosto, a batalha silenciosa dos olhares deles. Mateo não tava fodendo ela, tava possuindo ela. Cada movimento era uma declaração de propriedade. As pernas de Paula se enroscaram na cintura dele, não por prazer, mas por rendição. Os gemidos dela agora eram mais altos, incontroláveis, a trilha sonora da própria destruição e renascimento dela. Quando Mateo gozou, fez isso com um rugido abafado, se esvaziando dentro dela, e depois ficou parado, o peso dele sobre ela, selando o pacto.
Os garotos, agora iniciados, recuaram. Os homens mais velhos se levantaram, seus rostos iluminados por uma admiração quase filial. Dom Carlos se ajoelhou diante de Lautaro e, com a reverência de um fiel, limpou a pica do garoto com a boca, saboreando o eco de Paula. Dom Pedro fez o mesmo com Santiago, e Dom Ricardo com Facundo. Raúl, o orquestrador, se ajoelhou diante de Mateo e chupou a pica dele com paixão, como se estivesse recebendo um sacramento. Depois, cada um dos homens mais velhos se revezou para servir os garotos, bebendo a segunda gozada deles como um néctar divino.
Paula, jogada no tapete, uma bagunça de membros e fluidos, observava a cena por entre as pálpebras pegajosas. A dor tinha se dissolvido numa euforia beatífica. Era uma obra de arte, e eles, seus admiradores. E nas sombras, sentiu a presença do pai, não como um observador, mas como o artista que tinha assinado sua obra-prima.
A sala, banhada na luz melancólica do fogo, ficou num silêncio vibrante depois que Mateo se afastou de Paula. O ar cheirava a sexo, a juventude e a couro velho. Paula estava deitada no tapete, não como uma derrotada, mas como uma oferenda consumada, seu corpo um quadro manchado pelas cores vivas da iniciação. Os quatro rapazes, Lautaro, Santiago, Facundo e Mateo, continuavam de pé, respirando pesado, seus rostos juvenis agora marcados por uma sombra de conhecimento antigo. Não eram mais crianças. Tinham acabado de ser ungidos.
Foi Dom Carlos, o mais velho, o patriarca daquela irmandade, quem quebrou o feitiço. Levantou-se da sua poltrona de couro com uma lentidão majestosa, o estalar das suas articulações quase inaudível. Não olhou pros garotos com luxúria, mas com uma espécie de orgulho paternal, de respeito.
Dom Carlos:(A voz dele, um murmúro rouco e cheio de autoridade) Bem-vindos. Bem-vindos ao círculo. Vocês pegaram, e agora… é hora de receber.
As palavras dele não eram uma pergunta, mas uma sentença. Ele se aproximou de Lautaro, o mais novo, que ainda tremia levemente por causa do clímax recente. Dom Carlos se ajoelhou na frente dele. O contraste era chocante: os joelhos ossudos e enrugados do velho tocando o chão diante das pernas firmes e musculosas do adolescente. A câmera focaria nesse detalhe, no símbolo de um poder que se curva diante da nova força.
Lautaro, confuso, olhou para Raúl, que assentiu com um sorriso quase imperceptível. O garoto, entendendo, desabotoou a bermuda. O pau dele, embora mole e já usado, ainda tinha um peso, uma história. Dom Carlos pegou nele com mãos de uma delicadeza inesperada, como se segurasse um passarinho recém-nascido. E então, inclinou-se e beijou. Não foi um boquete, foi um ósculo. Um beijo de reverência. Lambeu com a ponta da língua, limpando os restos de saliva e do gosto doce de Paula. Foi um ato de comunhão. Dom Carlos estava absorvendo a essência da juventude, o sabor da vitória.
Enquanto isso, Dom Pedro, o de olhos penetrantes, se aproximou de Santiago. Ele não se ajoelhou. Sentou-se num puff e, com uma autoridade silenciosa, ordenou que Santiago se aproximasse. O garoto, obediente, ficou de pé na frente dele. Dom Pedro, com o olhar fixo nos olhos do rapaz, pegou sua pica, ainda com o cheiro e o calor da buceta da Paula, e a levou à boca. Mas não a chupou. Envolveu-a com os lábios, sentindo seu pulso, e depois a massageou com a língua, lambendo com uma precisão quase cirúrgica, limpando cada vestígio do ato que Santiago havia cometido. Era uma limpeza ritual, uma purificação. Dom Pedro não estava servindo, estava batizando.
Facundo, o safado, foi atendido pelo Dom Ricardo. Esse sim se ajoelhou, mas com um sorriso malicioso. Sabia bem o que Facundo queria.
Dom Ricardo:(Com uma voz baixa e brincalhona) Você gostou de marcar ela, né, mano? Agora vai marcar minha boca.
Facundo, recuperando a arrogância, agarrou a cabeça de Dom Ricardo e enfiou com força. Dom Ricardo não resistiu; pelo contrário, recebeu com um gemido de prazer. A câmera focaria no movimento das bochechas de Dom Ricardo, nas lágrimas que escapavam pelo prazer de ser usado pelo garoto. Facundo fodeu a boca dele com a mesma brutalidade com que tinha gozado na cara da Paula. Era um espelho, uma inversão de papéis. Quando Facundo gozou, Dom Ricardo engoliu tudo, como se fosse o manjar mais precioso.
E finalmente, Raúl. O mestre de cerimônias se aproximou de Mateo, o líder, o dono. Não houve palavras. Apenas um entendimento mútuo. Raúl se ajoelhou na frente dele, seu olhar de submissão total, apesar de ser o anfitrião. Mateo, com uma confiança que já não era juvenil, mas de um homem experiente, pegou seu pau, que estivera na buceta da esposa, e o ofereceu a Raúl.
Raúl:(Sussurrando, quase para si mesmo) É o gosto dela. O gosto do meu poder.
E então, a cena se transformou numa orgia silenciosa e sagrada. Os quatro homens mais velhos, cada um do seu jeito, prestaram homenagem aos quatro garotos. Não era um ato de fraqueza, mas de transferência. Eles estavam bebendo da fonte da juventude, garantindo a própria relevância através do prazer dos novos líderes. Os boquetes ficaram mais profundos, mais molhados. Os gemidos dos garotos encheram a sala, misturados com os dos homens. Uns gozavam pela segunda vez, outros só curtiam o poder de ter aqueles homens de negócios, aqueles lobos de Wall Street, a seus pés.
Paula, do tapete, observava tudo através de uma névoa de êxtase. Via o marido, Raúl, o homem que a tinha "treinado", de joelhos diante de um moleque de 15 anos. Via os sócios do pai, homens de poder e respeito, entregues à luxúria dos adolescentes. E naquele momento, ela entendeu. Não era sobre sexo. Era sobre poder. E ela tinha sido a chave que abriu a porta para essa nova ordem.
Nas sombras, a figura do pai se mexeu levemente, e por um instante, o brilho do fogo refletiu em algo que parecia um copo de cristal. Um brinde silencioso. À sua obra. À sua filha. À perpetuação do seu legado através da arte submissa e espetacular da carne.
Cena: A Festa na Escola
A luz do sol da manhã foi substituída pelo brilho artificial e estridente das luzes da piscina. Não estavam mais na casa de campo. Estavam no jardim de um colégio particular e exclusivo, um prédio de arquitetura moderna e vidros que brilhava como uma fortaleza de cristal sob o sol da tarde. Era o colégio onde a Paula começaria a dar aulas na segunda-feira seguinte. O colégio cujo diretor, cujo dono, era o pai dela.
A festa era pelo aniversário do Mateo. O mesmo Mateo que tinha possuído ela na sala, o mesmo que agora, de camiseta e bermuda, celebrava com os amigos e colegas. A ironia era tão densa que quase dava pra cortar com uma faca.
Paula tava de pé, vestindo a armadura que o Manolo tinha feito pra ela. O vestido de lã preta apertava ela como uma mortalha, e os sapatos de plataforma fincavam ela na grama que nem estacas. O colar de platina no pescoço dela brilhava com uma luz própria, tipo um farol da submissão dela. O Raúl tava do lado dela, com a mão na parte de baixo das costas dela, um gesto de posse que todo mundo via.
Raúl:(Sorrindo para um casal de pais que passava) Festa bonita, né, meu amor? Um clima tão... juvenil.
Paula só conseguiu assentir, com um sorriso falso estampado no rosto. O coração dela era um nó de ansiedade e espanto. Lá estavam eles. Lautaro, Santiago, Facundo… e mais vinte outros garotos, todos entre 14 e 17 anos. Todos os seus futuros alunos. Eles riam às gargalhadas, se jogando na piscina, discutindo sobre um videogame. E cada vez que um deles olhava pra ela, os olhos não eram de um aluno para sua futura professora. Eram os de um iniciado para sua sacerdotisa. Eram olhares de cumplicidade, de poder, de lembrança.
De repente, Mateo chegou perto deles. Tava todo molhado, com o cabelo colado na testa, e sorria com uma arrogância recém-descoberta.
Mateo:(Cara pro Raúl, mas olhando pra Paula) Mano, valeu por ter vindo. Professora… que prazer te ver fora da sala de aula.
A palavra «professora» saiu da boca dela como uma piada particular, uma facada de açúcar. Paula sentiu um arrepio percorrer suas costas.
Raúl:(Rindo) Mateo, não seja tão formal. A Paula tá encantada em conhecer a futura turma dela. Não é mesmo, querida?
Paula se forçou a sorrir. «Claro, Mateo. Vai ser um prazer».
Enquanto conversavam, mais dois caras se aproximaram. Eram maiores, talvez de 16 ou 17 anos. Eram o centro das atenções, os reis não declarados daquele microcosmo.
Mateo:(Se apresentando com orgulho) Tio, te apresento o Franco e o Nicolau. Eles são os seniores. Eles… mandam aqui.
Franco era alto, de corpo atlético, com um olhar calculista e um sorriso que não alcançava os olhos. Nicolau era mais baixo, mais moreno, com uma intensidade quase feroz. Olharam Paula de cima a baixo, não com a curiosidade dos mais novos, mas com a avaliação de dois predadores analisando um novo membro para o bando.
Franco:(Com uma voz profunda e segura) Então você é a nova professora de matemática. Interessante. Sempre disseram que as melhores professoras eram as que sabiam resolver problemas… complexos.
A insinuação foi tão direta que a Paula ficou sem ar. O Raúl parecia encantado.
Raúl:Franco, sempre o poeta. A Paula é muito boa nisso. Em resolver problemas. E em criá-los também, né, meu amor?
Nicolás não disse nada. Simplesmente deu mais um passo, perto demais, e o olhar dele cravou no colar de platina.
Nicolás:(Em voz baixa, só pra ela ouvir) Esse colar… fica bem em você. Mas ficaria melhor sem mais nada.
Paula sentiu os joelhos fraquejarem. O poder desses caras era avassalador. Não eram só adolescentes; eram herdeiros do poder dos pais, do mesmo sistema que tinha prendido ela. Eram a versão mais nova e mais selvagem do Dom Carlos, Dom Pedro e dos outros.
Raúl:(Percebendo o desconforto dela e curtindo) Franco, Nico, por que não mostram a piscina pra Paula? Ela tá meio tensa. Um mergulho cairia bem pra relaxar antes de segunda.
Era uma ordem, não uma sugestão. Franco e Nicolás sorriram, entendendo o convite.
Franco:Excelente ideia. Vem, «profe». A água tá uma delícia.
Pegaram ela pelo braço, não com delicadeza, mas com firmeza. Levaram ela até a piscina, enquanto Raúl observava com um sorriso satisfeito. Paula caminhava entre eles, sentindo o peso dos olhares, o peso do futuro, o peso de um segredo que dividia com os caras que ela deveria comandar na sala de aula.
Enquanto se aproximavam da borda da piscina, Franco se inclinou para o ouvido dela.
Franco:Não se preocupa, profe. Na aula, a gente vai ser os melhores alunos. Prometemos que vamos te dar toda a nossa atenção. Principalmente quando você se inclinar sobre a nossa mesa pra explicar um problema.
Paula fechou os olhos por um instante. A aventura não era só uma festa. Era um teste. Uma introdução ao seu novo inferno. Um paraíso do qual ela seria a rainha prisioneira. E na segunda-feira, quando entrasse naquela sala de aula, não seria a professora Varela. Seria a mulher do colar, a que tinham iniciado, a que pertencia a eles. E todos saberiam disso.
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