Irmandade do berço
Narrado por Mariana:Minha família é composta pelo meu pai, minha mãe e eu. Somos uma família normal, não somos ricos, mas temos uma boa condição financeira e podemos nos dar alguns luxos. Estudei em escolas particulares e tenho uma vida bem completa, não me falta nada. Fisicamente, tenho cabelo preto como a noite e olhos castanhos que sempre chamam atenção pelo meu olhar meigo e inocente. Sou baixinha, mas meu corpo virou meu cartão de visitas; tenho uns peitos médios, 34B, mas é minha cintura fina e, principalmente, minha bunda empinada e redonda que faz os homens grudarem o olhar em mim quando passo. Eu percebo, é impossível não sentir.
Finalmente chegou minha festa mais esperada: meus 18 anos. O momento em que a gente deixa de ser menina e se torna mulher oficialmente. Eu estava eufórica. Meus pais me organizaram uma celebração incrível no salão de um hotel, acompanhada das minhas primas favoritas, Ximena e Susana. Naquela noite, me senti uma verdadeira princesa. Tudo era perfeito. Papai, num ato de celebração que mamãe achou loucura, providenciou um open bar de bebidas alcoólicas. Foi minha primeira vez bebendo de verdade, e junto com minhas primas, nos aventuramos a provar tudo o que nos ofereciam. Eu estava tonta, felizmente tonta, mas consegui aguentar até o fim. Terminamos as três cantando e dançando as músicas do momento aos berros, enquanto nossas mães e tias, exaustas, já tinham ido dormir. Ficamos sob a vigilância distraída dos nossos pais, que bebiam e riam numa mesa não muito longe, mergulhados no próprio mundinho. A festa foi num hotel, e como era de se esperar, alugaram quartos para ninguém precisar dirigir. Noite de celebração, noite de excessos, noite em que tudo podia acontecer.Narrado pelo pai da Mariana:Antes da festa da Mariana, o Sebastián, o Rogelio e eu decidimos ficar no bar, porque alguma coisa não batia. O Rogelio, pai da Ximena e marido da irmã da minha mulher, sempre o mais alegre e falante, estava ausente; tava assim há várias semanas. O sorriso dele era forçado, o olhar se perdia no vazio do copo que segurava.
A gente tem uma excelente relação os três, éramos mais que cunhados, éramos amigos. O Sebastián e eu trocamos um olhar de preocupação. Não precisava falar muito. Depois do terceiro uísque, decidimos fazer uma pequena "intervenção" privada num canto afastado do bar.
"Rogelio, irmão, cê tá bem? Faz um mês que tua cabeça tá em qualquer lugar menos aqui", falou o Sebastián, com aquele tom direto mas fraternal.
O Rogelio balançou a cabeça, evitando nossos olhares. "Não é nada, só cansaço."
"Não vem com essa", intervim eu. "Somos teus amigos. Seja o que for, fica entre nós."
O silêncio se estendeu por um minuto eterno. O Rogelio virou o copo de uma vez, o gelo bateu no vidro como um sino de nervosismo. Finalmente, olhou pra gente, com os olhos vidrados pela bebida e por algo mais… culpa? Medo?
"Jurem que nunca, jamais, vão falar uma palavra disso. Pras suas esposas, pra ninguém", a voz dele era um sussurro rouco.
"A gente jura", falamos em uníssono, nossa curiosidade agora tingida de uma seriedade absoluta.
Ele respirou fundo, como se preparasse pra levantar um peso enorme. "Faz um mês... eu arrebentei a buceta da Ximena. E desde então, tô comendo ela todo santo dia."
O mundo parou. O Sebastián e eu ficamos paralisados, perplexos e chocados. As palavras ecoavam na minha cabeça sem encontrar um lugar onde fazer sentido.Ximena. Sua filha.Tomei um longo gole do meu uísque, sentindo o líquido ardente descer sem realmente sentir nada. Sebastián fez o mesmo. As perguntas, inevitáveis, começaram a fluir num torrente sussurrado. "Por que, Rogelio? Como caralhos aconteceu? Quando? Onde?" E ele, com a barreira quebrada, começou a narrar. A voz dele era monótona, como se estivesse contando um filme que tinha visto e no qual, para seu horror, era o protagonista.
"Foi há um mês, num sábado. Sandra, minha esposa, tinha ido passar o fim de semana com as amigas. Ximena e eu estávamos sozinhos em casa. Ela estava... inquieta. Disse que queria aprender a beber, pra não passar vergonha na festa da Mariana. Que eu ensinasse ela." Fez uma pausa, olhando pro copo vazio. "Foi idiota. Eu sei. Mas na hora, parecia uma ideia divertida, um lance de cumplicidade entre pai e filha."
"Começamos com vinho, depois coquetéis. Ela ficou muito alegre, até provocante. ria muito, tocava no meu braço. Eu também tava bêbado, a linha ficou... meio borrada. De repente, ela tava sentada no meu colo, rindo, e o cheiro dela, Deus, o cheiro de xampu e juventude me deixou tonto. Me aproximei e... ela não se afastou. A gente se beijou. Foi um beijo lento, bêbado, mas cheio de uma curiosidade que eletrizou meu corpo inteiro."
"Uma coisa levou à outra. Não teve força, eu não teria permitido. Foi como se um interruptor tivesse sido ligado nos dois. Levei ela no colo até o quarto dela. O quarto dela, com os pôsteres e os bichinhos de pelúcia... e ali, na própria cama dela, fui despindo ela devagar. Ela tremia, e eu também. Quando enfiei pela primeira vez, ela gemeu e enterrou o rosto no meu pescoço. Foi a sensação mais proibida e excitante da minha vida. E depois, a última vez... foi por trás. Ela ficou de quatro em cima do travesseiro e me olhou por cima do ombro com uns olhos que não eram de menina, mas de mulher. Arrebentei a buceta dela, como ela merecia. E desde então, a gente não conseguiu parar. É viciante. É tipo um veneno doce."
"Sandra não desconfia de nada, mas me viu diferente. Ximena também mudou; não sai mais com os amigos, fica mais em casa, tá mais carinhosa comigo. A mãe dela atribui isso às 'mudanças hormonais' ou que ela finalmente tá amadurecendo."
Sebastián e eu ficamos em silêncio, sem saber o que dizer. O relato do Rogelio tinha pintado um quadro de uma intimidade tão profunda e tão grotesca que o ar ao nosso redor parecia ter ficado pesado e difícil de respirar. A festa de 18 anos da minha filha, a porta de entrada pra vida adulta dela, agora tinha como pano de fundo um segredo de família que ameaçava apodrecer tudo.Narrado por Mariana:Num dado momento, Ximena foi a primeira a se despedir. Ela deu um sinal sutil pro pai dela e, depois de um abraço rápido, foram embora juntos. Eu e minha prima Susana, com o último fôlego de energia, mandamos ver em mais umas duas músicas. Foi aí que nossos pais vieram nos buscar.
"Acabou a festa..." pensei, com uma mistura de nostalgia e cansaço. Bem quando eu ia andar com meu pai e a Susana com o dela pros quartos, meu pai falou com eles. "Vão na frente, eu vou ficar pra ver se ficou mais alguma coisa na conta, pra não ter surpresa amanhã." E eles foram, e eu fiquei esperando ele, afundada numa cadeira, tonta mas feliz.
Umas cinco minutos depois, meu pai chegou e pegou na minha mão. Quando viu que eu tava cambaleando, o braço firme dele passou pela minha cintura, me segurando com uma força que me fez sentir segura. Ele me guiou pros elevadores. Eu fui instintivamente pro da Torre 1, onde sabia que era o quarto dos meus pais, mas a mão dele nas minhas costas me redirecionou suave pra Torre 2.
— "Não é aquele o nosso elevador?" — perguntei, apontando com a cabeça, tonta demais pra fazer muito gesto.
— "Teve mudança de última hora, filha." — explicou ele, apertando o botão de chamada. — "Sua mãe e eu achamos melhor te dar mais privacidade na sua noite especial. Alugamos um quarto separado pra você."
Na hora, me senti lisonjeada e importante. Um gesto tão pensado pro meu primeiro dia como adulta. — "Valeu, pai..." — murmurei, e dei um beijo carinhoso na bochecha dele. Notei que a pele dele tava quente pra caralho, quase queimando, mas no meu estado bêbado, resolvi não ligar.
Entramos no elevador e meu pai apertou o botão do último andar. Era uma viagem longa, porque era uma torre com muitos andares. No caminho, dois casais entraram pra mudar de andar e, quando viram o número do andar aceso no painel, os dois nos deram um sorriso e um "Parabéns". Achei estranho, mas depois entendi que O último andar abrigava as suítes nupciais. Naquele momento, simplesmente atribuí o comentário ao fato de verem papai com o braço possessivo em volta da minha cintura. Ele agradeceu com um orgulho desmedido, e notei como seus dedos apertavam com mais força meu quadril, como se quisesse dizer "é minha". Me deu uma graça, uma sensação de ser o tesouro dele. Não vi nada de errado.
Chegamos ao último andar e papai passou o cartão pra abrir o quarto. Ao entrar, meus olhos se maravilharam. Não era um quarto, era um palácio. Uma suíte enorme com uma sala ampla, móveis elegantes e uma cama redonda gigante num nível superior, dominando o espaço. As cortinas, de um veludo pesado, estavam semiabertas, revelando as luzes da cidade que cintilavam como diamantes espalhados sobre veludo preto. Pétalas de rosas vermelhas formavam um caminho da entrada e se espalhavam sobre os lençóis de cetim branco. Cheirava a luxo, a flores frescas e a algo mais… a intimidade.
Papai caminhou até uma mesinha onde uma garrafa de champanhe descansava num balde de prata. — "É cortesia da casa, pra aniversariante" — disse, pegando-a. Era linda e muito cara. Ele a abriu com umpopSutil e encheu duas taças altas.
—"Brindo por você, Mariana" — começou, se aproximando e me entregando uma taça. O olhar dele já não era mais o de um pai orgulhoso, mas intenso, penetrante. —"Por esses 18 anos maravilhosos, mas, acima de tudo, brindo pela mulher em que você se tornou. Por essa beleza que é um presente para os olhos, por essa cintura que implora para ser abraçada…" — a voz dele era um sussurro rouco que arrepiou minha pele. —"…e por essas curvas que são uma tentação em forma de carne. Que esta noite seja tão especial quanto você merece."
Um arrepio percorreu meu corpo. As palavras dele eram demais, mas a bebida e a atmosfera as envolviam numa névoa de aceitação. Bebemos. Aquele champanhe, borbulhante e doce, subiu à minha cabeça mais rápido que qualquer drink da festa. Não sei se era o ar rarefeito da suíte ou a intensidade do olhar do meu pai, mas eu me sentia flutuando.
Quando já não aguentava mais a bebedeira, minhas pernas fraquejaram. Papai me pegou pelo braço e disse suavemente:
—"Fique à vontade, princesa. Quero que você durma tranquilamente antes de eu ir com sua mãe."
Assenti, desajeitada, e fui para o quarto. A cama redonda enorme, coberta de pétalas, confirmou o que meu subconsciente começava a perceber: aquilo parecia preparado para uma lua de mel. Mas naquele instante, minha mente nublada não quis, ou não conseguiu, ligar os pontos. Como pude, tirei o vestido, que caiu numa poça de tecido aos meus pés. Fiquei diante do espelho do armário, vendo meu reflexo borrado: um corpo jovem envolto na lingerie de renda preta que eu havia escolhido com tanto cuidado para a ocasião. Era um conjunto de corselet curto que valorizava meus seios e se fechava com uma fita, e uma calcinha fio dental que mal cobria o triângulo púbico e se perdia, como um sussurro, entre minhas nádegas.
Não sei a que horas, mas papai já tinha entrado no quarto e estava ao meu lado. Ele trouxe uma caixinha de som portátil e o celular na mão. Para mim, tudo girava. Meus olhos quase não focavam nada e a penumbra, só quebrada pela luz da cidade, não ajudava.
Mas lembro com uma clareza onírica como meu pai ligou a caixa de som, procurou algo no celular e uma música começou a tocar: a melodia sensual e o ritmo lento de "Me siento vivo" do David Bisbal encheram o ar, carregando-o de um dramatismo latino e ardente.
— "Dança comigo, Mariana" — pediu, a voz dele era uma carícia baixa, mas carregada de um desejo que já não conseguia esconder.
— "Não posso… estou sem roupa…" — murmurei, achando que só estava de lingerie, como se isso fosse uma barreira.
— "Pode sim… Anda, vem…" — insistiu, e a mão dele encontrou a minha.
Ele me pôs de pé. Meu corpo, mole e submisso, se deixou guiar. Comecei a balançar com ele, seguindo o ritmo da música sem estar totalmente consciente. Ele colocou as mãos grandes e quentes na minha cintura, marcando o compasso. No começo, os movimentos dele eram discretos, próprios de um pai dançando com a filha. Mas depois, uma das mãos começou a descer, com lentidão deliberada, até pousar na curva do meu quadril. A palma dele era uma brasa através da renda. A música envolvia tudo, a letra falava de um antes do amanhecer… E então, a outra mão dele deslizou mais ousada, amassando com firmeza uma das minhas nádegas, apertando a carne através do fio fino da calcinha que se perdia no meu cóccix. Já não era um gesto carinhoso. Era uma carícia de homem, possessiva e lasciva, e no meu estado de embriaguez e confusão, uma parte de mim, profunda e adormecida, começou a despertar.
Narrado por Mariana:
Poderia se dizer que papai me dançou e me acariciou durante toda essa música. As mãos dele, que no começo só ousavam pousar na minha cintura, agora percorriam minhas costas, desciam até minhas nádegas e me apertavam contra ele, deixando claro o desejo que o percorria. Eu flutuava num limbo de álcool e confusão, onde a linha entre o certo e o proibido se desfocava a cada acorde. Quando tocou a última estrofe, com aquela letra que parecia escrita para nós… "Isso não é sorte, nem é destino, é só o ponto final, de todos os meus caminhos...", ele ergueu meu rosto suavemente com a mão. Os olhos dele, escuros e cheios de uma intensidade que eu nunca tinha visto antes, cravaram nos meus. Então, a boca dele pousou na minha.
Não foi um beijo violento, mas sim terno, porém carregado de uma eletricidade que me atravessou dos pés à cabeça. Um arrepio sacudiu meu corpo inteiro e senti minhas pernas tremerem. Era meu primeiro beijo de verdade, e era meu pai quem estava me dando. Uma parte de mim queria gritar, mas outra, adormecida pelo champanhe e pela estranha fascinação do momento, só conseguia sentir.
-"É hora, meu amor..."- ele sussurrou contra meus lábios, e a voz dele era uma promessa e uma ordem. Não precisei de mais explicações. Eu sabia. Ele queria dizer que era hora de eu deixar de ser uma menina. Hora de ser uma mulher. A mulher dele…
Tentei me afastar, um último e fraco esforço de sanidade. -"Pai, não... já é tarde, preciso dormir..."- mas os braços dele, fortes como anéis de aço, me mantinham presa contra o corpo dele.
-"Ainda não terminamos de dançar" - ele disse, e o tom era doce, mas implacável. -"Ainda é cedo, meu amor... temos a noite inteira pela frente."
Ele disse com uma segurança absoluta, sabendo que minha mãe, em outra torre e alheia a tudo, jamais o encontraria. E assim, com toda a calma do mundo, deu início à próxima música. Dessa vez, não houve mais desculpas. As carícias dele foram mais veementes, mais descaradas, e os beijos não pararam. A língua dele encontrou a minha numa dança molhada e experiente que roubava o pouco ar que me restava. Já não era só me acariciar; ele estava me reivindicando.
Narrado pelo pai da Mariana:
Quando a Xime fez o sinal pro pai dela se retirar, o Sebastião e eu trocamos um olhar cúmplice. Nós sabíamos. O Rogélio e ela estavam indo foder no quarto separado que tinham alugado. Uma pontada de inveja, misturada com minha própria excitação crescente, me percorreu.
-"Saúdo o sortudo do Rogélio..." - falei pro Sebastião, levantando meu copo. -"Verdade, a Xime tá uma gostosa... garota, mas com umas curvas e uma carinha... uma delícia."
—"Por um futuro igualmente brilhante..." — ele me respondeu com um sorriso safado. Brindamos mais algumas vezes, selando nosso pacto de silêncio e luxúria, antes de anunciar às nossas filhas que íamos embora.
Quando estávamos saindo, exatamente como tínhamos ensaiado, falei pro Sebastião e pra filha dele irem na frente, fingindo que ia ficar pra revisar a conta. Assim que sumiram de vista, voltei pra minha filha. Ao vê-la cambaleando, tão jovem e vulnerável, soube que era a hora. Primeiro peguei na mão dela, e depois, sem conseguir resistir, enrolei o braço na cintura dela. Que cintura! Tão fina, tão moldável... pensei no que faria com ela desde o instante em que a segurei. Caminhei com meu tesouro até a Torre 2. Tinha reservado a suíte nupcial mais cara e elegante. O momento, e ela, mereciam. Ela perguntou, com inocência, se não íamos pra Torre 1. Menti, dizendo que foi uma mudança de última hora pra dar "mais privacidade". Ela, lisonjeada, me deu um beijo na bochecha acompanhado de um "obrigada, papai" que me excitou pra caralho. A gratidão dela era o melhor afrodisíaco.
No elevador, dois casais nos "parabenizaram". Os homens me olhavam com inveja disfarçada; as mulheres, com falsa hipocrisia, mas dava pra ver que por dentro me xingavam e me chamavam de "velho depravado". Caguei pra isso. Tava prestes a conseguir meu tesouro mais precioso e nada nem ninguém ia estragar meu momento.
Chegamos na suíte e, enquanto ela olhava deslumbrada o quarto, eu me apressei em servir as taças. Dei de beber pra ela e brindei por ela, pela beleza dela, pelo desejo que ela despertava. Minhas palavras, carregadas de intenção, eram o prelúdio do que viria. Quando vi que ela já não aguentava mais, soube que a hora tinha chegado. Falei pra ela se sentir à vontade, usando a mãe dela como desculpa pra ela se meter na cama. Vi ela cambalear até o quarto, um espetáculo de inocência e sensualidade prestes a ser corrompido.
Aproveitei pra tirar uma pílula potente e engolir. Queria que meu desempenho naquela noite fosse bestial, inesquecível. Dei um tempo e entrei. Lá estava ela, na frente do espelho, naquela lingerie preta de renda que valorizava cada curva dela. O corpete curto empurrava os peitos pequenos e firmes, e a calcinha fio-dental sumia entre as bundinha empinada dela, me convidando a explorar. Me excitou até o limite da sanidade.
Coloquei música. Precisava mexer com ela, sentir ela. Escolhi "Me Siento Vivo" do David Bisbal. A letra era perfeita.
"Antes do amanhecer, quando as ruas parecem papel, olho seus olhos e entendo que o importante está sob a pele..." Chamei ela pra dançar. No começo, ela resistiu, murmurando que tava sem roupa, mas a reclamação era tão fraca... Peguei na mão dela e coloquei ela de pé. O corpo dela, mole por causa do álcool, se deixou levar. Minhas mãos não se contentaram com a cintura dela; desceram, amassando a bunda dela com gosto através da renda fina, marcando o ritmo da música com meus dedos cravados na carne dela. "Me sinto vivo, todo meu mundo se move se você gira comigo..." Quando a música chegou no clímax, "Isso não é sorte, nem é destino, é só o ponto final, de todos os meus caminhos...", não deu mais pra esperar. Levantei o rosto dela e beijei os lábios dela.
Foi o primeiro beijo dela. Senti tímido, inocente, trêmulo. Uma joia virgem que eu era o primeiro a roubar. A eletricidade foi instantânea, um circuito que se fechava entre nós. Ela tentou se afastar, murmurando um "espera, pai... espera, que já é tarde", mas segurei ela com força. Já não pensava em deixar ela ir. Tinha que ser minha.
Outra música tocou e continuei dançando com ela, mas dessa vez já não me limitei a acariciar ela. Com toda a calma e prazer do mundo, comecei a despir ela. Meus dedos encontraram o laço do corpete e desfiz devagar, sem parar de beijar ela na boca, no pescoço, nos ombros. Enquanto isso, eu também tirava minha roupa. Ela só respondia com gemidinhos suaves e as tentativas fracas de protesto. que soavam mais como súplicas do que como recusas. A noite, como eu havia prometido, era só nossa.
Com uma calma que só a certeza do triunfo pode dar, deslizei as alças do corset dela. Ela caiu para frente, liberando seus peitos pequenos e firmes, com mamilos rosados e eretos que pareciam gritar por mim. Ajoelhei-me diante dela, diante da minha deusa, e deslizei aquela calcinha ridícula pelas coxas trêmulas dela até cair aos seus pés. Ali estava ela, completamente nua, sob a luz suave da suíte. O corpo dela era uma obra de arte: pálido, macio, com aquelas curvas de adolescente que me deixavam louco. A respiração ofegante levantava a barriga dela, e o rubor tingia o pescoço e o peito. Era a coisa mais linda e desejável que eu já tinha visto.
Não consegui me segurar mais. Peguei-a pela cintura e sentei-a na beirada da cama, bem na borda. Meus olhos não se desgrudavam dos dela, que me olhavam com uma mistura de medo, tesão e uma curiosidade que me enlouquecia. Minha piroca, pulsando e cheia de veias, estava a centímetros do rosto dela.
— "Chupa, meu amor" — ordenei, com uma voz rouca que já não escondia nada. — "É sua. Toda sua."
Ela não reagiu, paralisada. Então, com suavidade mas firmeza, peguei a cabeça dela com as duas mãos e guiei a boca dela até mim. Os lábios dela, tão delicados, se fecharam timidamente em volta da cabeça da piroca. Senti um arrepio do caralho.
— "Assim, princesa... Assim..." — gemi, enquanto com um leve movimento de quadril enfiava um pouco mais. — "Abre a boca, querida... Engole ela."
Ela, num ato quase reflexo, começou a chupar. Um som molhado e obsceno encheu o quarto. As palavras dela, entrecortadas, eram um hino à minha virilidade.
— "É... muito grossa... e grande, papai..."
Um sorriso de puro poder se formou no meu rosto. Peguei as mãos dela, aquelas mãozinhas, e coloquei sobre minhas bolas, pesadas e cheias de leite.
— "Claro que é grande, meu amor. E essas bolas... Sente elas? Tão cheias de porra pra você." — Apertei os dedos dela no meu saco. — "Tudo isso é teu. pertence.Esse pau que te deu a vida é o único certo pra te fazer mulher."
Quando já chupava mais da metade do meu pau, com uns barulhos que me levavam ao êxtase, soube que era a hora. Joguei ela na cama, entre as pétalas de rosa, de barriga pra cima. As pernas dela se abriram de um jeito quase inocente. Tirei a camisinha do bolso da calça no chão, mas ao ver ela ali, nua, vulnerável, perfeita... um pensamento cruzou minha mente com a força de um raio:Esse momento não pode ser desperdiçado com um maldito pedaço de látex. Quero sentir ela toda. Quero possuir ela por completo.Sem hesitar, joguei o preservativo lacrado num canto do quarto. Ia pelado mesmo pro meu encontro com a natureza.
Me coloquei entre as pernas dela. Os olhos dela se arregalaram quando sentiu a cabeça do meu pau, encharcado na própria saliva e na excitação dela, pressionando a entrada virgem.
— "Relaxa, minha princesa... É pro teu bem..." — murmurei, e com um empurrão firme e possessivo, comecei a entrar.
Um grito abafado e um choro imediato foram a resposta.
— "Aaaai, dói!... É grande demais, piranha!... Tira, pelo amor!... Tá queimando... Sinto que vou rachar no meio... É muito grosso!... Teu pau é muito gordo, piranha!"
As reclamações dela eram música pros meus ouvidos. Cada gemido de dor era um canto de entrega. Não parei. Continuei avançando, centímetro por centímetro, sentindo o corpo virgem dela se abrindo pra mim, me apertando com uma força avassaladora. E aí, senti. Um pequeno, mas definitivo...estrondouma barreira que cedia para sempre sob minha investida. Foi a sensação mais gloriosa e primitiva que já experimentei. Um arrepio percorreu nós dois. Ela gritou, um som agudo que se transformou num soluço profundo. Eu, por minha vez, quase gozei ali mesmo. Era uma pressão, um calor, uma possessão total.
Esperei um minuto, deixando ela se acostumar a ter tudo dentro, sentindo as contrações involuntárias do interior dela em volta do meu pau. Depois, não consegui me segurar mais. Comecei a meter, primeiro com movimentos longos e profundos, depois com uma intensidade crescente, animal. O corpo dela balançava debaixo do meu, os gemidos de dor dela agora se misturavam com ofegos que denunciavam um prazer incipiente e culpado. O som dos nossos corpos se chocando, o choro suave dela, minha respiração ofegante... era a sinfonia da minha conquista.
E então chegou o clímax. Uma onda de calor incontrolável subiu das minhas bolas. Não tinha mais volta.
— "Recebe, Mariana! Recebe todo meu gozo! É teu!" — rosnei, e com um gemido rouco que saiu do fundo do meu ser, me esvaziei dentro dela. Onda após onda de porra quente encheu o útero fértil e jovem dela, possuindo ela da maneira mais absoluta possível.
Pra ela, foi uma sensação nova e avassaladora; um calor intenso e molhado que enchia as entranhas dela, selando o que tinha acabado de acontecer. Pra mim, foi a libertação, a coroação de todos os meus desejos proibidos. Foi um êxtase tão profundo, tão visceral, que por um segundo o mundo inteiro desapareceu. Não existia nada além do corpo convulso da minha filha debaixo do meu e a certeza de que, finalmente, ela era completamente minha.Narrado pelo pai da Mariana:Depois de desvirgar ela, beijei ela na boca até que ela dormiu, exausta. Fiquei admirando ela por um instante, o corpo jovem e perfeito dela nu sobre os lençóis amassados. Era como ver meu troféu, a maior conquista da minha vida. Me sentia triunfante, completo, um deus que tinha reivindicado o que sempre foi dele. Levantei, andei pelado pelo quarto e servi outra taça de champanhe, saboreando o momento. Peguei o celular e mandei uma mensagem pro Sebastião:E aí, como cê tá?Em segundos, ela me respondeu:Não consegui. Só consegui dar uns beijos e várias carícias. Tirei a roupa dela, tirei a minha e fiz ela mamar até eu gozar. Foi aí, quando enchi a garganta dela de porra, que ela caiu em si e saiu correndo. Agora tô aqui com ela no quarto separado do da minha esposa, mas ela não quer falar comigo. Tô com medo dela contar pra minha esposa e tudo ficar uma merda.
Gostoso pra caralho, pensei, e escrevi pra ela:Inventa alguma coisa. Apela pro mais baixo. Se ele não acreditar, me avisa que em 20 minutos tô contigo.Esperei. 10, 15, 20, 30 minutos... não respondia. Uma hora e meia depois, meu celular vibrou.Missão cumprida. Acabei de tirar a virgindade da minha filha. E não só isso, ela tá pronta pra continuar trepando comigo.
O que você disse pra ela?
Amanhã te conto... quero comer ela de novo.Sorri, satisfeito. O mundo se alinhava a meu favor. Pensei em fazer o mesmo: voltei ao meu quarto nupcial, buscar minha nova esposa – já a sentia assim –, e me deslizei na cama junto dela, abraçando seu corpo adormecido, possuindo-a até nos sonhos.Narrado por Mariana:Acordei com a boca pastosa e a cabeça rodando. Uma dor surda e latejante no fundo da minha barriga me lembrou, de forma brusca e nítida, o que tinha acontecido horas antes. Doía... doía pra caralho. Era um lembrete físico daquela violação da minha inocência. Na penumbra, vi uma figura se aproximar da minha cama... era meu pai... mas ele vinha... pelado?
— "Papai! O que você tá fazendo?" — falei, sentando de repente, o coração batendo a mil.
— "Shh, não grita" — ele sussurrou, sentando na beirada da cama. A voz dele soava nervosa, forçadamente calma. — "Mamãe tá dormindo profundamente no nosso quarto e eu... vim cuidar de você. Não é bom beber tanto assim, pensei que você podia estar em perigo, talvez engasgar no próprio vômito, e eu não aguentaria se algo de ruim te acontecesse, meu amor."
Instintivamente, quis gritar, abrir a boca pra pedir socorro, mas ele se jogou e tapou minha boca com a mão grande dele, impedindo que eu soltasse mais que um gemido abafado.
— "Você vai ser uma boa menina pro papai, né?" — ele disse, e com o joelho, num movimento brusco só, abriu minhas pernas, se colocando entre elas.
Ele tirou a mão da minha boca e começou a se acariciar o pau, que já tava duro e ameaçador. Eu continuava incrédula, congelada de medo.
— "O que cê tá fazendo, papai? Por favor, não faz mais nada comigo..."
— "Calma, meu amor" — ele murmurou, se aproximando mais. — "Só vim reafirmar minha propriedade... te lembrar que agora você é minha."
— "PAPAI, NÃÃO, SOLTA...!" — Ele tapou minha boca de novo com força, colou o rosto no meu pescoço e, com um empurrão seco, me penetrou de uma vez. Uma dor aguda, ainda mais forte que da primeira vez, me atravessou. Um grito ficou preso contra a palma da mão dele.
Eu comecei a chorar em silêncio, as lágrimas quentes escorrendo pelas minhas têmporas. Me sentia profundamente arrasada, quebrada. Ele começou a se mover, metendo e tirando o pau sem se importar com a minha dor, pegou minhas pernas e abriu mais, me forçando, enquanto aumentava a velocidade. A cama começou a bater na cabeça contra a parede com um ritmo surdo e constante que me envergonhava. Ele se deitou em cima de mim pra chupar meus peitos, chupava um e apalpava o outro; puxava e mordia meus bicos sem piedade, sem parar as brutais estocadas.
Eu não conseguia parar de chorar e reclamar, meus soluços um fraco contraponto aos grunhidos dele.
— "Shhh, não chora" — ele ofegava perto do meu ouvido. — "Papai tá aqui, não vai te acontecer nada, shhh."
Nisso, papai saiu de dentro de mim de repente. — "Vira!"
— "Papai, não faz isso, por favor!"
— "Você ama seu papai?" — ele perguntou, a voz rouca de tesão. — "Se me ama, vira."
— "Papai, por favor, não!"
— "VIRAAAA, EU FALEI!" — Ele rugiu. Sem dizer mais nada, me pegou pelo braço e me virou sem muito esforço, ficando eu de bruços, com o rosto afundado no travesseiro. Ao me virar, me deu um tapa forte na bunda que ecoou no quarto.
— "Ai, que gostosa você tá, filha!" — ele exclamou, apalpando minha bunda com avidez. — "Você devia me agradecer por ter te feito tão linda, meu amor. Olha que coisa boa que minha pica faz... e agora essa mesma rola que te deu a vida, te reclama." Ele batia na minha bunda com as mãos, separava e apertava de novo. Ficou assim um tempão, curtindo o domínio dele. Eu continuava implorando, mas minhas palavras se perdiam no colchão.
Ele cansou de brincar e voltou a me penetrar por trás, com uma força que me fez gritar.
— "Papai, tá doendo, tá doendo muito" — supliquei, com a voz falhando.
— "Mas se não é a primeira vez" — ele resmungou, sem parar. — "Já faz um tempo que você me deu sua virgindade. Por que você diz que tá doendo?"
— "Papaiii! Nããão!"
— "Papai, o quê?" — ele disse, ofegando. — "Já sou seu marido, meu amor... seu parceiro... seu dono..." — Ele continuava me penetrando com força, cada estocada mais funda.
— "Papai, já chega!" — gritei, desesperada.
Ele se deitou em cima de mim, me esmagando com o peso dele, e colocou um braço ao redor do meu pescoço, fazendo uma leve pressão e me puxando mais pra perto dele. — "Já chega o quê?! Por que você não quer a pica do papai?" — Ele começou a me penetrar bruscamente, depois me puxou pelo cabelo, puxando ele para trás, fazendo minhas costas arquearem de forma forçada. — "Que gostoso suas costas arqueiam!" — Ele se levantou um pouco e segurou meus quadris com as duas mãos. — "Você me excita demais, filha! Quase consigo envolver sua cintura com minhas mãos... assim que gosto, igual você. Magrinhas, bem gostosas e bem putinhas."
As investidas dele ficaram mais rápidas, mais selvagens. Ele se impulsionava nos meus quadris pra me comer cada vez mais forte, gemia igual um bicho. Ficou assim por um bom tempo até que saiu, me virou de novo pra ele. Eu continuava chorando. Chupou um pouco meus peitos e depois aproximou o membro dele, molhado e pulsante, do meu rosto.
— "Papai, não, não faz isso" — implorei, virando o rosto.
— "Você não quer a porra do papai?" — perguntou, com um tom quase de deboche. Começou a balançar o pau na frente do meu rosto, batendo nas minhas bochechas com ele. — "Não quer na boca? Tá bom... então vamos te molhar de novo por dentro."
Ele enfiou de novo na minha buceta e, depois de algumas estocadas profundas, gozou litros, me enchendo toda. Quando terminou, se levantou da cama como se nada tivesse acontecido. Me deu um beijo molhado na boca e disse: — "Vai tomar banho e volta pra cama."
Eu estava destruída. Cansada, confusa, dolorida e com a alma em pedaços. Como pude, arrastei meu corpo até o chuveiro, deixando a água quente correr sobre mim sem conseguir limpar a sensação de sujeira que me invadia. Quando voltei, meu pai já estava me esperando na cama, semi-deitado, com uma taça de champanhe na mão. Tinha a postura de um rei chamando sua rainha, seguro, arrogante.
— "Vem, meu amor... precisamos conversar" — disse, com uma voz surpreendentemente calma.
Me aproximei com medo, enrolada numa toalha, e sentei na beira da cama, longe dele.
— "Olha, Mariana" — começou, com um suspiro que queria parecer compreensivo. — "Sei que você tá confusa, mas precisa entender o que aconteceu. Você... você me provocou desde que a festa começou. Esse seu olhar, esse seu corpo se mexendo... você não é mais uma menina, é uma mulher, e Você age como se fosse uma. Ontem à noite não me 'obrigou', você se entregou. Me beijou, dançou pra mim, me olhava com aqueles olhos que pediam aos berros que eu te fizesse mulher. Cê acha que um homem consegue resistir a isso? A tanta beleza, a tanta entrega... Não consegui. Simplesmente, não consegui resistir.
Você é gostosa demais, e agora... agora é minha. E eu serei tudo pra você. Seu pai, seu protetor, e seu homem. É o que você sempre quis, no fundo, não é verdade?
As lágrimas escorriam pelo meu rosto, um rio silencioso de confusão e dor. Ele, com uma ternura que me desconcertava, as limpava com a ponta do polegar. Os lábios dele, que horas antes tinham me violado, agora me beijavam com uma possessividade que queria passar por carinho. A mão dele, grande e quente, pousou na minha barriga baixa, lisa e dolorida.
"Vamos retomar o relacionamento e não só isso, vamos melhorá-lo..." sussurrou, a voz dele um zumbido hipnótico no meu ouvido. "Pelo nosso futuro filho... que tenho certeza que já vive aqui dentro."
Um arrepio glacial, mais frio que qualquer medo que eu já tivesse sentido, congelou meu sangue até a medula. Anunciava uma sentença. Uma semente da perversão dele plantada nas minhas entranhas. Meu corpo, que já se sentia usurpado, agora era potencialmente um território ocupado. Nem preciso dizer que naquela noite, sob o pretexto de "consolidar" essa nova vida, ele me fez dele mais uma vez, com um capricho que garantisse a semeadura.
Na manhã seguinte, o mundo continuava girando, mas num eixo torto. Meu pai, com um sorriso despreocupado, pediu que eu me vestisse e descesse com ele pra tomar café. "Na companhia dos nossos novos amigos", ele disse. A frase ecoou com um som sinistro. Me arrumei mecanicamente, vestindo o papel da filha obediente, da amante resignada. Descemos pro café da manhã do hotel de mãos dadas, um gesto obsceno que agora era nossa nova normalidade.
Ao chegar na mesa reservada, o último pedaço da minha realidade antiga se despedaçou. Lá, nos esperando, não estavam minhas primas e meus tios, mas sim dois casais a mais. Esta dança macabra. Ximena, radiante e com um sorriso de pura cumplicidade, se levantou pra me receber.
"Bem-vinda, amiga!" disse, me abraçando. Os olhos dela brilhavam com uma emoção que eu não conseguia decifrar. "Vejo que os lua de mel não dormiram nada..." acrescentou com uma risadinha, olhando de soslaio pro meu pai.
Sentei, atordoada, e meu olhar cruzou com o de Susana. Minha outra prima, a mais tímida, estava sentada ao lado do pai dela, meu tio Sebastião. E não estavam simplesmente juntos. Eles se beijavam na boca com uma naturalidade aterrorizante, um beijo rápido mas cheio de uma intimidade que não era de pai e filha. Ela sorria, contente, quase eufórica.
Café da manhã foi como três casais, não como uma família. As conversas giravam em torno da "noite especial", de como era "maravilhoso" ter "aprofundado" as relações. A linguagem era um código perverso que disfarçava o incesto e o estupro como um romance proibido. Mais tarde, Ximena, num momento de confidência, me revelou friamente que tinham se livrado das nossas mães desde cedo com desculpas de trabalho e compromissos falsos. Tudo, absolutamente tudo, tinha sido planejado com uma precisão nojenta. E Ximena, longe de ser vítima, era a cúmplice mais animada.
Quando terminamos, Ximena me pegou pelo braço e me levou pra um canto afastado.
"Mariana, relaxa," ela disse, os olhos brilhando com um fervor quase fanático. "A gente começou uma vida nova. Uma vida sem mentiras, onde o amor verdadeiro, o mais puro, pode florescer." O sorriso dela se alargou. "E imagina... não seria incrível se as três engravidássemos ao mesmo tempo? Seria a confirmação de que isso tá destinado a acontecer."
A ideia revirou meu estômago. Mas antes que eu pudesse protestar, ela completou: "Mas pra isso, a gente tem que continuar tentando. Sem descanso."
Foi a ordem não dita. E naquele dia, assim que meu pai me pegou sozinha na suíte, ele foi fazer o "dever de casa". Com a determinação de um fazendeiro garantindo a colheita. colheita, ele me tomou duas vezes mais, cada estocada uma reafirmação da propriedade dele, cada gozada uma tentativa calculada de encher meu útero com o fruto da nossa nova e distorcida dinâmica.
O que começou como um segredo grotesco se transformou, com o tempo e a manipulação constante, em uma realidade distorcida. A confusão, a dor e o isolamento deram lugar a uma resignação doentia, e depois, a uma aceitação torta. Ximena, com seu entusiasmo corruptor, foi a pedra angular. Ela nos convenceu de que éramos especiais, escolhidas para um amor que transcendia os limites banais da sociedade. Deixamos de ser primas para nos tornar amigas, cúmplices e, finalmente, irmãs em uma irmandade forjada no segredo e no pecado.
O plano de Ximena se cumpriu com uma precisão aterrorizante. Os "esforços" incansáveis dos nossos pais—nossos amantes—deram fruto. No espaço de um mês, as três confirmamos nossas gestações. A notícia foi celebrada por eles como o triunfo supremo. Éramos suas criações perfeitas, suas esposas-filhas, agora mães do legado deles.
Explicar essa nova vida para os outros exigiu uma engenharia social meticulosa. Nossos pais, homens de recursos e conexões, planejaram tudo. Usaram suas influências para conseguir transferências de trabalho para uma cidade distante, em outro país, argumentando uma "oportunidade de negócio conjunta imperdível". Venderam a ideia para nossas mães como um novo começo familiar, um sonho no exterior. Claro que elas relutaram, mas foram deixadas para trás com uma grana gorda e a ameaça velada de ficarem desamparadas. O laço que as unia aos maridos já tinha se rompido há muito tempo, substituído por essa nova e perversa lealdade.
Nos instalamos em uma propriedade espaçosa nos arredores de uma cidade europeia. Uma casa grande com três alas independentes, perfeita para nossas três "famílias". Ali, longe de olhares inquisitivos e julgamentos morais, nossa nova normalidade floresceu. As gestações rolaram em paralelo, três barrigas que cresciam no mesmo ritmo, símbolos de um pacto que tinha reescrito os alicerces da nossa família. Ximena, Susana e eu, unidas por um laço que ninguém mais no mundo poderia entender, nos transformamos por completo. Já não éramos as jovens inocentes da festa de dezoito anos. Éramos o centro desse universo invertido, as rainhas de um reino onde o amor paterno e conjugal eram a mesma coisa, um ciclo fechado e perfeito. E quando nossos filhos — um menino para a Ximena, uma menina para a Susana e outro menino para mim — nasceram na mesma semana, soubemos que o ciclo estava só começando. Éramos uma família, selada por um segredo, sustentada por uma perversão e destinada a se perpetuar na silenciosa e luxuosa escuridão do nosso exílio voluntário. A irmandade do berço estava completa, e o futuro dela estava escrito no sangue e na porra que agora nos definiam.
Narrado por Mariana:Minha família é composta pelo meu pai, minha mãe e eu. Somos uma família normal, não somos ricos, mas temos uma boa condição financeira e podemos nos dar alguns luxos. Estudei em escolas particulares e tenho uma vida bem completa, não me falta nada. Fisicamente, tenho cabelo preto como a noite e olhos castanhos que sempre chamam atenção pelo meu olhar meigo e inocente. Sou baixinha, mas meu corpo virou meu cartão de visitas; tenho uns peitos médios, 34B, mas é minha cintura fina e, principalmente, minha bunda empinada e redonda que faz os homens grudarem o olhar em mim quando passo. Eu percebo, é impossível não sentir.
Finalmente chegou minha festa mais esperada: meus 18 anos. O momento em que a gente deixa de ser menina e se torna mulher oficialmente. Eu estava eufórica. Meus pais me organizaram uma celebração incrível no salão de um hotel, acompanhada das minhas primas favoritas, Ximena e Susana. Naquela noite, me senti uma verdadeira princesa. Tudo era perfeito. Papai, num ato de celebração que mamãe achou loucura, providenciou um open bar de bebidas alcoólicas. Foi minha primeira vez bebendo de verdade, e junto com minhas primas, nos aventuramos a provar tudo o que nos ofereciam. Eu estava tonta, felizmente tonta, mas consegui aguentar até o fim. Terminamos as três cantando e dançando as músicas do momento aos berros, enquanto nossas mães e tias, exaustas, já tinham ido dormir. Ficamos sob a vigilância distraída dos nossos pais, que bebiam e riam numa mesa não muito longe, mergulhados no próprio mundinho. A festa foi num hotel, e como era de se esperar, alugaram quartos para ninguém precisar dirigir. Noite de celebração, noite de excessos, noite em que tudo podia acontecer.Narrado pelo pai da Mariana:Antes da festa da Mariana, o Sebastián, o Rogelio e eu decidimos ficar no bar, porque alguma coisa não batia. O Rogelio, pai da Ximena e marido da irmã da minha mulher, sempre o mais alegre e falante, estava ausente; tava assim há várias semanas. O sorriso dele era forçado, o olhar se perdia no vazio do copo que segurava.A gente tem uma excelente relação os três, éramos mais que cunhados, éramos amigos. O Sebastián e eu trocamos um olhar de preocupação. Não precisava falar muito. Depois do terceiro uísque, decidimos fazer uma pequena "intervenção" privada num canto afastado do bar.
"Rogelio, irmão, cê tá bem? Faz um mês que tua cabeça tá em qualquer lugar menos aqui", falou o Sebastián, com aquele tom direto mas fraternal.
O Rogelio balançou a cabeça, evitando nossos olhares. "Não é nada, só cansaço."
"Não vem com essa", intervim eu. "Somos teus amigos. Seja o que for, fica entre nós."
O silêncio se estendeu por um minuto eterno. O Rogelio virou o copo de uma vez, o gelo bateu no vidro como um sino de nervosismo. Finalmente, olhou pra gente, com os olhos vidrados pela bebida e por algo mais… culpa? Medo?
"Jurem que nunca, jamais, vão falar uma palavra disso. Pras suas esposas, pra ninguém", a voz dele era um sussurro rouco.
"A gente jura", falamos em uníssono, nossa curiosidade agora tingida de uma seriedade absoluta.
Ele respirou fundo, como se preparasse pra levantar um peso enorme. "Faz um mês... eu arrebentei a buceta da Ximena. E desde então, tô comendo ela todo santo dia."
O mundo parou. O Sebastián e eu ficamos paralisados, perplexos e chocados. As palavras ecoavam na minha cabeça sem encontrar um lugar onde fazer sentido.Ximena. Sua filha.Tomei um longo gole do meu uísque, sentindo o líquido ardente descer sem realmente sentir nada. Sebastián fez o mesmo. As perguntas, inevitáveis, começaram a fluir num torrente sussurrado. "Por que, Rogelio? Como caralhos aconteceu? Quando? Onde?" E ele, com a barreira quebrada, começou a narrar. A voz dele era monótona, como se estivesse contando um filme que tinha visto e no qual, para seu horror, era o protagonista.
"Foi há um mês, num sábado. Sandra, minha esposa, tinha ido passar o fim de semana com as amigas. Ximena e eu estávamos sozinhos em casa. Ela estava... inquieta. Disse que queria aprender a beber, pra não passar vergonha na festa da Mariana. Que eu ensinasse ela." Fez uma pausa, olhando pro copo vazio. "Foi idiota. Eu sei. Mas na hora, parecia uma ideia divertida, um lance de cumplicidade entre pai e filha."
"Começamos com vinho, depois coquetéis. Ela ficou muito alegre, até provocante. ria muito, tocava no meu braço. Eu também tava bêbado, a linha ficou... meio borrada. De repente, ela tava sentada no meu colo, rindo, e o cheiro dela, Deus, o cheiro de xampu e juventude me deixou tonto. Me aproximei e... ela não se afastou. A gente se beijou. Foi um beijo lento, bêbado, mas cheio de uma curiosidade que eletrizou meu corpo inteiro."
"Uma coisa levou à outra. Não teve força, eu não teria permitido. Foi como se um interruptor tivesse sido ligado nos dois. Levei ela no colo até o quarto dela. O quarto dela, com os pôsteres e os bichinhos de pelúcia... e ali, na própria cama dela, fui despindo ela devagar. Ela tremia, e eu também. Quando enfiei pela primeira vez, ela gemeu e enterrou o rosto no meu pescoço. Foi a sensação mais proibida e excitante da minha vida. E depois, a última vez... foi por trás. Ela ficou de quatro em cima do travesseiro e me olhou por cima do ombro com uns olhos que não eram de menina, mas de mulher. Arrebentei a buceta dela, como ela merecia. E desde então, a gente não conseguiu parar. É viciante. É tipo um veneno doce."
"Sandra não desconfia de nada, mas me viu diferente. Ximena também mudou; não sai mais com os amigos, fica mais em casa, tá mais carinhosa comigo. A mãe dela atribui isso às 'mudanças hormonais' ou que ela finalmente tá amadurecendo."
Sebastián e eu ficamos em silêncio, sem saber o que dizer. O relato do Rogelio tinha pintado um quadro de uma intimidade tão profunda e tão grotesca que o ar ao nosso redor parecia ter ficado pesado e difícil de respirar. A festa de 18 anos da minha filha, a porta de entrada pra vida adulta dela, agora tinha como pano de fundo um segredo de família que ameaçava apodrecer tudo.Narrado por Mariana:Num dado momento, Ximena foi a primeira a se despedir. Ela deu um sinal sutil pro pai dela e, depois de um abraço rápido, foram embora juntos. Eu e minha prima Susana, com o último fôlego de energia, mandamos ver em mais umas duas músicas. Foi aí que nossos pais vieram nos buscar.
"Acabou a festa..." pensei, com uma mistura de nostalgia e cansaço. Bem quando eu ia andar com meu pai e a Susana com o dela pros quartos, meu pai falou com eles. "Vão na frente, eu vou ficar pra ver se ficou mais alguma coisa na conta, pra não ter surpresa amanhã." E eles foram, e eu fiquei esperando ele, afundada numa cadeira, tonta mas feliz.
Umas cinco minutos depois, meu pai chegou e pegou na minha mão. Quando viu que eu tava cambaleando, o braço firme dele passou pela minha cintura, me segurando com uma força que me fez sentir segura. Ele me guiou pros elevadores. Eu fui instintivamente pro da Torre 1, onde sabia que era o quarto dos meus pais, mas a mão dele nas minhas costas me redirecionou suave pra Torre 2.
— "Não é aquele o nosso elevador?" — perguntei, apontando com a cabeça, tonta demais pra fazer muito gesto.
— "Teve mudança de última hora, filha." — explicou ele, apertando o botão de chamada. — "Sua mãe e eu achamos melhor te dar mais privacidade na sua noite especial. Alugamos um quarto separado pra você."
Na hora, me senti lisonjeada e importante. Um gesto tão pensado pro meu primeiro dia como adulta. — "Valeu, pai..." — murmurei, e dei um beijo carinhoso na bochecha dele. Notei que a pele dele tava quente pra caralho, quase queimando, mas no meu estado bêbado, resolvi não ligar.
Entramos no elevador e meu pai apertou o botão do último andar. Era uma viagem longa, porque era uma torre com muitos andares. No caminho, dois casais entraram pra mudar de andar e, quando viram o número do andar aceso no painel, os dois nos deram um sorriso e um "Parabéns". Achei estranho, mas depois entendi que O último andar abrigava as suítes nupciais. Naquele momento, simplesmente atribuí o comentário ao fato de verem papai com o braço possessivo em volta da minha cintura. Ele agradeceu com um orgulho desmedido, e notei como seus dedos apertavam com mais força meu quadril, como se quisesse dizer "é minha". Me deu uma graça, uma sensação de ser o tesouro dele. Não vi nada de errado.
Chegamos ao último andar e papai passou o cartão pra abrir o quarto. Ao entrar, meus olhos se maravilharam. Não era um quarto, era um palácio. Uma suíte enorme com uma sala ampla, móveis elegantes e uma cama redonda gigante num nível superior, dominando o espaço. As cortinas, de um veludo pesado, estavam semiabertas, revelando as luzes da cidade que cintilavam como diamantes espalhados sobre veludo preto. Pétalas de rosas vermelhas formavam um caminho da entrada e se espalhavam sobre os lençóis de cetim branco. Cheirava a luxo, a flores frescas e a algo mais… a intimidade.
Papai caminhou até uma mesinha onde uma garrafa de champanhe descansava num balde de prata. — "É cortesia da casa, pra aniversariante" — disse, pegando-a. Era linda e muito cara. Ele a abriu com umpopSutil e encheu duas taças altas.
—"Brindo por você, Mariana" — começou, se aproximando e me entregando uma taça. O olhar dele já não era mais o de um pai orgulhoso, mas intenso, penetrante. —"Por esses 18 anos maravilhosos, mas, acima de tudo, brindo pela mulher em que você se tornou. Por essa beleza que é um presente para os olhos, por essa cintura que implora para ser abraçada…" — a voz dele era um sussurro rouco que arrepiou minha pele. —"…e por essas curvas que são uma tentação em forma de carne. Que esta noite seja tão especial quanto você merece."
Um arrepio percorreu meu corpo. As palavras dele eram demais, mas a bebida e a atmosfera as envolviam numa névoa de aceitação. Bebemos. Aquele champanhe, borbulhante e doce, subiu à minha cabeça mais rápido que qualquer drink da festa. Não sei se era o ar rarefeito da suíte ou a intensidade do olhar do meu pai, mas eu me sentia flutuando.
Quando já não aguentava mais a bebedeira, minhas pernas fraquejaram. Papai me pegou pelo braço e disse suavemente:
—"Fique à vontade, princesa. Quero que você durma tranquilamente antes de eu ir com sua mãe."
Assenti, desajeitada, e fui para o quarto. A cama redonda enorme, coberta de pétalas, confirmou o que meu subconsciente começava a perceber: aquilo parecia preparado para uma lua de mel. Mas naquele instante, minha mente nublada não quis, ou não conseguiu, ligar os pontos. Como pude, tirei o vestido, que caiu numa poça de tecido aos meus pés. Fiquei diante do espelho do armário, vendo meu reflexo borrado: um corpo jovem envolto na lingerie de renda preta que eu havia escolhido com tanto cuidado para a ocasião. Era um conjunto de corselet curto que valorizava meus seios e se fechava com uma fita, e uma calcinha fio dental que mal cobria o triângulo púbico e se perdia, como um sussurro, entre minhas nádegas.
Não sei a que horas, mas papai já tinha entrado no quarto e estava ao meu lado. Ele trouxe uma caixinha de som portátil e o celular na mão. Para mim, tudo girava. Meus olhos quase não focavam nada e a penumbra, só quebrada pela luz da cidade, não ajudava.
Mas lembro com uma clareza onírica como meu pai ligou a caixa de som, procurou algo no celular e uma música começou a tocar: a melodia sensual e o ritmo lento de "Me siento vivo" do David Bisbal encheram o ar, carregando-o de um dramatismo latino e ardente.
— "Dança comigo, Mariana" — pediu, a voz dele era uma carícia baixa, mas carregada de um desejo que já não conseguia esconder.
— "Não posso… estou sem roupa…" — murmurei, achando que só estava de lingerie, como se isso fosse uma barreira.
— "Pode sim… Anda, vem…" — insistiu, e a mão dele encontrou a minha.
Ele me pôs de pé. Meu corpo, mole e submisso, se deixou guiar. Comecei a balançar com ele, seguindo o ritmo da música sem estar totalmente consciente. Ele colocou as mãos grandes e quentes na minha cintura, marcando o compasso. No começo, os movimentos dele eram discretos, próprios de um pai dançando com a filha. Mas depois, uma das mãos começou a descer, com lentidão deliberada, até pousar na curva do meu quadril. A palma dele era uma brasa através da renda. A música envolvia tudo, a letra falava de um antes do amanhecer… E então, a outra mão dele deslizou mais ousada, amassando com firmeza uma das minhas nádegas, apertando a carne através do fio fino da calcinha que se perdia no meu cóccix. Já não era um gesto carinhoso. Era uma carícia de homem, possessiva e lasciva, e no meu estado de embriaguez e confusão, uma parte de mim, profunda e adormecida, começou a despertar.
Narrado por Mariana:
Poderia se dizer que papai me dançou e me acariciou durante toda essa música. As mãos dele, que no começo só ousavam pousar na minha cintura, agora percorriam minhas costas, desciam até minhas nádegas e me apertavam contra ele, deixando claro o desejo que o percorria. Eu flutuava num limbo de álcool e confusão, onde a linha entre o certo e o proibido se desfocava a cada acorde. Quando tocou a última estrofe, com aquela letra que parecia escrita para nós… "Isso não é sorte, nem é destino, é só o ponto final, de todos os meus caminhos...", ele ergueu meu rosto suavemente com a mão. Os olhos dele, escuros e cheios de uma intensidade que eu nunca tinha visto antes, cravaram nos meus. Então, a boca dele pousou na minha.
Não foi um beijo violento, mas sim terno, porém carregado de uma eletricidade que me atravessou dos pés à cabeça. Um arrepio sacudiu meu corpo inteiro e senti minhas pernas tremerem. Era meu primeiro beijo de verdade, e era meu pai quem estava me dando. Uma parte de mim queria gritar, mas outra, adormecida pelo champanhe e pela estranha fascinação do momento, só conseguia sentir.
-"É hora, meu amor..."- ele sussurrou contra meus lábios, e a voz dele era uma promessa e uma ordem. Não precisei de mais explicações. Eu sabia. Ele queria dizer que era hora de eu deixar de ser uma menina. Hora de ser uma mulher. A mulher dele…
Tentei me afastar, um último e fraco esforço de sanidade. -"Pai, não... já é tarde, preciso dormir..."- mas os braços dele, fortes como anéis de aço, me mantinham presa contra o corpo dele.
-"Ainda não terminamos de dançar" - ele disse, e o tom era doce, mas implacável. -"Ainda é cedo, meu amor... temos a noite inteira pela frente."
Ele disse com uma segurança absoluta, sabendo que minha mãe, em outra torre e alheia a tudo, jamais o encontraria. E assim, com toda a calma do mundo, deu início à próxima música. Dessa vez, não houve mais desculpas. As carícias dele foram mais veementes, mais descaradas, e os beijos não pararam. A língua dele encontrou a minha numa dança molhada e experiente que roubava o pouco ar que me restava. Já não era só me acariciar; ele estava me reivindicando.
Narrado pelo pai da Mariana:
Quando a Xime fez o sinal pro pai dela se retirar, o Sebastião e eu trocamos um olhar cúmplice. Nós sabíamos. O Rogélio e ela estavam indo foder no quarto separado que tinham alugado. Uma pontada de inveja, misturada com minha própria excitação crescente, me percorreu.
-"Saúdo o sortudo do Rogélio..." - falei pro Sebastião, levantando meu copo. -"Verdade, a Xime tá uma gostosa... garota, mas com umas curvas e uma carinha... uma delícia."
—"Por um futuro igualmente brilhante..." — ele me respondeu com um sorriso safado. Brindamos mais algumas vezes, selando nosso pacto de silêncio e luxúria, antes de anunciar às nossas filhas que íamos embora.
Quando estávamos saindo, exatamente como tínhamos ensaiado, falei pro Sebastião e pra filha dele irem na frente, fingindo que ia ficar pra revisar a conta. Assim que sumiram de vista, voltei pra minha filha. Ao vê-la cambaleando, tão jovem e vulnerável, soube que era a hora. Primeiro peguei na mão dela, e depois, sem conseguir resistir, enrolei o braço na cintura dela. Que cintura! Tão fina, tão moldável... pensei no que faria com ela desde o instante em que a segurei. Caminhei com meu tesouro até a Torre 2. Tinha reservado a suíte nupcial mais cara e elegante. O momento, e ela, mereciam. Ela perguntou, com inocência, se não íamos pra Torre 1. Menti, dizendo que foi uma mudança de última hora pra dar "mais privacidade". Ela, lisonjeada, me deu um beijo na bochecha acompanhado de um "obrigada, papai" que me excitou pra caralho. A gratidão dela era o melhor afrodisíaco.
No elevador, dois casais nos "parabenizaram". Os homens me olhavam com inveja disfarçada; as mulheres, com falsa hipocrisia, mas dava pra ver que por dentro me xingavam e me chamavam de "velho depravado". Caguei pra isso. Tava prestes a conseguir meu tesouro mais precioso e nada nem ninguém ia estragar meu momento.
Chegamos na suíte e, enquanto ela olhava deslumbrada o quarto, eu me apressei em servir as taças. Dei de beber pra ela e brindei por ela, pela beleza dela, pelo desejo que ela despertava. Minhas palavras, carregadas de intenção, eram o prelúdio do que viria. Quando vi que ela já não aguentava mais, soube que a hora tinha chegado. Falei pra ela se sentir à vontade, usando a mãe dela como desculpa pra ela se meter na cama. Vi ela cambalear até o quarto, um espetáculo de inocência e sensualidade prestes a ser corrompido.
Aproveitei pra tirar uma pílula potente e engolir. Queria que meu desempenho naquela noite fosse bestial, inesquecível. Dei um tempo e entrei. Lá estava ela, na frente do espelho, naquela lingerie preta de renda que valorizava cada curva dela. O corpete curto empurrava os peitos pequenos e firmes, e a calcinha fio-dental sumia entre as bundinha empinada dela, me convidando a explorar. Me excitou até o limite da sanidade.
Coloquei música. Precisava mexer com ela, sentir ela. Escolhi "Me Siento Vivo" do David Bisbal. A letra era perfeita.
"Antes do amanhecer, quando as ruas parecem papel, olho seus olhos e entendo que o importante está sob a pele..." Chamei ela pra dançar. No começo, ela resistiu, murmurando que tava sem roupa, mas a reclamação era tão fraca... Peguei na mão dela e coloquei ela de pé. O corpo dela, mole por causa do álcool, se deixou levar. Minhas mãos não se contentaram com a cintura dela; desceram, amassando a bunda dela com gosto através da renda fina, marcando o ritmo da música com meus dedos cravados na carne dela. "Me sinto vivo, todo meu mundo se move se você gira comigo..." Quando a música chegou no clímax, "Isso não é sorte, nem é destino, é só o ponto final, de todos os meus caminhos...", não deu mais pra esperar. Levantei o rosto dela e beijei os lábios dela.
Foi o primeiro beijo dela. Senti tímido, inocente, trêmulo. Uma joia virgem que eu era o primeiro a roubar. A eletricidade foi instantânea, um circuito que se fechava entre nós. Ela tentou se afastar, murmurando um "espera, pai... espera, que já é tarde", mas segurei ela com força. Já não pensava em deixar ela ir. Tinha que ser minha.
Outra música tocou e continuei dançando com ela, mas dessa vez já não me limitei a acariciar ela. Com toda a calma e prazer do mundo, comecei a despir ela. Meus dedos encontraram o laço do corpete e desfiz devagar, sem parar de beijar ela na boca, no pescoço, nos ombros. Enquanto isso, eu também tirava minha roupa. Ela só respondia com gemidinhos suaves e as tentativas fracas de protesto. que soavam mais como súplicas do que como recusas. A noite, como eu havia prometido, era só nossa.
Com uma calma que só a certeza do triunfo pode dar, deslizei as alças do corset dela. Ela caiu para frente, liberando seus peitos pequenos e firmes, com mamilos rosados e eretos que pareciam gritar por mim. Ajoelhei-me diante dela, diante da minha deusa, e deslizei aquela calcinha ridícula pelas coxas trêmulas dela até cair aos seus pés. Ali estava ela, completamente nua, sob a luz suave da suíte. O corpo dela era uma obra de arte: pálido, macio, com aquelas curvas de adolescente que me deixavam louco. A respiração ofegante levantava a barriga dela, e o rubor tingia o pescoço e o peito. Era a coisa mais linda e desejável que eu já tinha visto.
Não consegui me segurar mais. Peguei-a pela cintura e sentei-a na beirada da cama, bem na borda. Meus olhos não se desgrudavam dos dela, que me olhavam com uma mistura de medo, tesão e uma curiosidade que me enlouquecia. Minha piroca, pulsando e cheia de veias, estava a centímetros do rosto dela.
— "Chupa, meu amor" — ordenei, com uma voz rouca que já não escondia nada. — "É sua. Toda sua."
Ela não reagiu, paralisada. Então, com suavidade mas firmeza, peguei a cabeça dela com as duas mãos e guiei a boca dela até mim. Os lábios dela, tão delicados, se fecharam timidamente em volta da cabeça da piroca. Senti um arrepio do caralho.
— "Assim, princesa... Assim..." — gemi, enquanto com um leve movimento de quadril enfiava um pouco mais. — "Abre a boca, querida... Engole ela."
Ela, num ato quase reflexo, começou a chupar. Um som molhado e obsceno encheu o quarto. As palavras dela, entrecortadas, eram um hino à minha virilidade.
— "É... muito grossa... e grande, papai..."
Um sorriso de puro poder se formou no meu rosto. Peguei as mãos dela, aquelas mãozinhas, e coloquei sobre minhas bolas, pesadas e cheias de leite.
— "Claro que é grande, meu amor. E essas bolas... Sente elas? Tão cheias de porra pra você." — Apertei os dedos dela no meu saco. — "Tudo isso é teu. pertence.Esse pau que te deu a vida é o único certo pra te fazer mulher."
Quando já chupava mais da metade do meu pau, com uns barulhos que me levavam ao êxtase, soube que era a hora. Joguei ela na cama, entre as pétalas de rosa, de barriga pra cima. As pernas dela se abriram de um jeito quase inocente. Tirei a camisinha do bolso da calça no chão, mas ao ver ela ali, nua, vulnerável, perfeita... um pensamento cruzou minha mente com a força de um raio:Esse momento não pode ser desperdiçado com um maldito pedaço de látex. Quero sentir ela toda. Quero possuir ela por completo.Sem hesitar, joguei o preservativo lacrado num canto do quarto. Ia pelado mesmo pro meu encontro com a natureza.
Me coloquei entre as pernas dela. Os olhos dela se arregalaram quando sentiu a cabeça do meu pau, encharcado na própria saliva e na excitação dela, pressionando a entrada virgem.
— "Relaxa, minha princesa... É pro teu bem..." — murmurei, e com um empurrão firme e possessivo, comecei a entrar.
Um grito abafado e um choro imediato foram a resposta.
— "Aaaai, dói!... É grande demais, piranha!... Tira, pelo amor!... Tá queimando... Sinto que vou rachar no meio... É muito grosso!... Teu pau é muito gordo, piranha!"
As reclamações dela eram música pros meus ouvidos. Cada gemido de dor era um canto de entrega. Não parei. Continuei avançando, centímetro por centímetro, sentindo o corpo virgem dela se abrindo pra mim, me apertando com uma força avassaladora. E aí, senti. Um pequeno, mas definitivo...estrondouma barreira que cedia para sempre sob minha investida. Foi a sensação mais gloriosa e primitiva que já experimentei. Um arrepio percorreu nós dois. Ela gritou, um som agudo que se transformou num soluço profundo. Eu, por minha vez, quase gozei ali mesmo. Era uma pressão, um calor, uma possessão total.
Esperei um minuto, deixando ela se acostumar a ter tudo dentro, sentindo as contrações involuntárias do interior dela em volta do meu pau. Depois, não consegui me segurar mais. Comecei a meter, primeiro com movimentos longos e profundos, depois com uma intensidade crescente, animal. O corpo dela balançava debaixo do meu, os gemidos de dor dela agora se misturavam com ofegos que denunciavam um prazer incipiente e culpado. O som dos nossos corpos se chocando, o choro suave dela, minha respiração ofegante... era a sinfonia da minha conquista.
E então chegou o clímax. Uma onda de calor incontrolável subiu das minhas bolas. Não tinha mais volta.
— "Recebe, Mariana! Recebe todo meu gozo! É teu!" — rosnei, e com um gemido rouco que saiu do fundo do meu ser, me esvaziei dentro dela. Onda após onda de porra quente encheu o útero fértil e jovem dela, possuindo ela da maneira mais absoluta possível.
Pra ela, foi uma sensação nova e avassaladora; um calor intenso e molhado que enchia as entranhas dela, selando o que tinha acabado de acontecer. Pra mim, foi a libertação, a coroação de todos os meus desejos proibidos. Foi um êxtase tão profundo, tão visceral, que por um segundo o mundo inteiro desapareceu. Não existia nada além do corpo convulso da minha filha debaixo do meu e a certeza de que, finalmente, ela era completamente minha.Narrado pelo pai da Mariana:Depois de desvirgar ela, beijei ela na boca até que ela dormiu, exausta. Fiquei admirando ela por um instante, o corpo jovem e perfeito dela nu sobre os lençóis amassados. Era como ver meu troféu, a maior conquista da minha vida. Me sentia triunfante, completo, um deus que tinha reivindicado o que sempre foi dele. Levantei, andei pelado pelo quarto e servi outra taça de champanhe, saboreando o momento. Peguei o celular e mandei uma mensagem pro Sebastião:E aí, como cê tá?Em segundos, ela me respondeu:Não consegui. Só consegui dar uns beijos e várias carícias. Tirei a roupa dela, tirei a minha e fiz ela mamar até eu gozar. Foi aí, quando enchi a garganta dela de porra, que ela caiu em si e saiu correndo. Agora tô aqui com ela no quarto separado do da minha esposa, mas ela não quer falar comigo. Tô com medo dela contar pra minha esposa e tudo ficar uma merda.
Gostoso pra caralho, pensei, e escrevi pra ela:Inventa alguma coisa. Apela pro mais baixo. Se ele não acreditar, me avisa que em 20 minutos tô contigo.Esperei. 10, 15, 20, 30 minutos... não respondia. Uma hora e meia depois, meu celular vibrou.Missão cumprida. Acabei de tirar a virgindade da minha filha. E não só isso, ela tá pronta pra continuar trepando comigo.
O que você disse pra ela?
Amanhã te conto... quero comer ela de novo.Sorri, satisfeito. O mundo se alinhava a meu favor. Pensei em fazer o mesmo: voltei ao meu quarto nupcial, buscar minha nova esposa – já a sentia assim –, e me deslizei na cama junto dela, abraçando seu corpo adormecido, possuindo-a até nos sonhos.Narrado por Mariana:Acordei com a boca pastosa e a cabeça rodando. Uma dor surda e latejante no fundo da minha barriga me lembrou, de forma brusca e nítida, o que tinha acontecido horas antes. Doía... doía pra caralho. Era um lembrete físico daquela violação da minha inocência. Na penumbra, vi uma figura se aproximar da minha cama... era meu pai... mas ele vinha... pelado?
— "Papai! O que você tá fazendo?" — falei, sentando de repente, o coração batendo a mil.
— "Shh, não grita" — ele sussurrou, sentando na beirada da cama. A voz dele soava nervosa, forçadamente calma. — "Mamãe tá dormindo profundamente no nosso quarto e eu... vim cuidar de você. Não é bom beber tanto assim, pensei que você podia estar em perigo, talvez engasgar no próprio vômito, e eu não aguentaria se algo de ruim te acontecesse, meu amor."
Instintivamente, quis gritar, abrir a boca pra pedir socorro, mas ele se jogou e tapou minha boca com a mão grande dele, impedindo que eu soltasse mais que um gemido abafado.
— "Você vai ser uma boa menina pro papai, né?" — ele disse, e com o joelho, num movimento brusco só, abriu minhas pernas, se colocando entre elas.
Ele tirou a mão da minha boca e começou a se acariciar o pau, que já tava duro e ameaçador. Eu continuava incrédula, congelada de medo.
— "O que cê tá fazendo, papai? Por favor, não faz mais nada comigo..."
— "Calma, meu amor" — ele murmurou, se aproximando mais. — "Só vim reafirmar minha propriedade... te lembrar que agora você é minha."
— "PAPAI, NÃÃO, SOLTA...!" — Ele tapou minha boca de novo com força, colou o rosto no meu pescoço e, com um empurrão seco, me penetrou de uma vez. Uma dor aguda, ainda mais forte que da primeira vez, me atravessou. Um grito ficou preso contra a palma da mão dele.
Eu comecei a chorar em silêncio, as lágrimas quentes escorrendo pelas minhas têmporas. Me sentia profundamente arrasada, quebrada. Ele começou a se mover, metendo e tirando o pau sem se importar com a minha dor, pegou minhas pernas e abriu mais, me forçando, enquanto aumentava a velocidade. A cama começou a bater na cabeça contra a parede com um ritmo surdo e constante que me envergonhava. Ele se deitou em cima de mim pra chupar meus peitos, chupava um e apalpava o outro; puxava e mordia meus bicos sem piedade, sem parar as brutais estocadas.
Eu não conseguia parar de chorar e reclamar, meus soluços um fraco contraponto aos grunhidos dele.
— "Shhh, não chora" — ele ofegava perto do meu ouvido. — "Papai tá aqui, não vai te acontecer nada, shhh."
Nisso, papai saiu de dentro de mim de repente. — "Vira!"
— "Papai, não faz isso, por favor!"
— "Você ama seu papai?" — ele perguntou, a voz rouca de tesão. — "Se me ama, vira."
— "Papai, por favor, não!"
— "VIRAAAA, EU FALEI!" — Ele rugiu. Sem dizer mais nada, me pegou pelo braço e me virou sem muito esforço, ficando eu de bruços, com o rosto afundado no travesseiro. Ao me virar, me deu um tapa forte na bunda que ecoou no quarto.
— "Ai, que gostosa você tá, filha!" — ele exclamou, apalpando minha bunda com avidez. — "Você devia me agradecer por ter te feito tão linda, meu amor. Olha que coisa boa que minha pica faz... e agora essa mesma rola que te deu a vida, te reclama." Ele batia na minha bunda com as mãos, separava e apertava de novo. Ficou assim um tempão, curtindo o domínio dele. Eu continuava implorando, mas minhas palavras se perdiam no colchão.
Ele cansou de brincar e voltou a me penetrar por trás, com uma força que me fez gritar.
— "Papai, tá doendo, tá doendo muito" — supliquei, com a voz falhando.
— "Mas se não é a primeira vez" — ele resmungou, sem parar. — "Já faz um tempo que você me deu sua virgindade. Por que você diz que tá doendo?"
— "Papaiii! Nããão!"
— "Papai, o quê?" — ele disse, ofegando. — "Já sou seu marido, meu amor... seu parceiro... seu dono..." — Ele continuava me penetrando com força, cada estocada mais funda.
— "Papai, já chega!" — gritei, desesperada.
Ele se deitou em cima de mim, me esmagando com o peso dele, e colocou um braço ao redor do meu pescoço, fazendo uma leve pressão e me puxando mais pra perto dele. — "Já chega o quê?! Por que você não quer a pica do papai?" — Ele começou a me penetrar bruscamente, depois me puxou pelo cabelo, puxando ele para trás, fazendo minhas costas arquearem de forma forçada. — "Que gostoso suas costas arqueiam!" — Ele se levantou um pouco e segurou meus quadris com as duas mãos. — "Você me excita demais, filha! Quase consigo envolver sua cintura com minhas mãos... assim que gosto, igual você. Magrinhas, bem gostosas e bem putinhas."
As investidas dele ficaram mais rápidas, mais selvagens. Ele se impulsionava nos meus quadris pra me comer cada vez mais forte, gemia igual um bicho. Ficou assim por um bom tempo até que saiu, me virou de novo pra ele. Eu continuava chorando. Chupou um pouco meus peitos e depois aproximou o membro dele, molhado e pulsante, do meu rosto.
— "Papai, não, não faz isso" — implorei, virando o rosto.
— "Você não quer a porra do papai?" — perguntou, com um tom quase de deboche. Começou a balançar o pau na frente do meu rosto, batendo nas minhas bochechas com ele. — "Não quer na boca? Tá bom... então vamos te molhar de novo por dentro."
Ele enfiou de novo na minha buceta e, depois de algumas estocadas profundas, gozou litros, me enchendo toda. Quando terminou, se levantou da cama como se nada tivesse acontecido. Me deu um beijo molhado na boca e disse: — "Vai tomar banho e volta pra cama."
Eu estava destruída. Cansada, confusa, dolorida e com a alma em pedaços. Como pude, arrastei meu corpo até o chuveiro, deixando a água quente correr sobre mim sem conseguir limpar a sensação de sujeira que me invadia. Quando voltei, meu pai já estava me esperando na cama, semi-deitado, com uma taça de champanhe na mão. Tinha a postura de um rei chamando sua rainha, seguro, arrogante.
— "Vem, meu amor... precisamos conversar" — disse, com uma voz surpreendentemente calma.
Me aproximei com medo, enrolada numa toalha, e sentei na beira da cama, longe dele.
— "Olha, Mariana" — começou, com um suspiro que queria parecer compreensivo. — "Sei que você tá confusa, mas precisa entender o que aconteceu. Você... você me provocou desde que a festa começou. Esse seu olhar, esse seu corpo se mexendo... você não é mais uma menina, é uma mulher, e Você age como se fosse uma. Ontem à noite não me 'obrigou', você se entregou. Me beijou, dançou pra mim, me olhava com aqueles olhos que pediam aos berros que eu te fizesse mulher. Cê acha que um homem consegue resistir a isso? A tanta beleza, a tanta entrega... Não consegui. Simplesmente, não consegui resistir.
Você é gostosa demais, e agora... agora é minha. E eu serei tudo pra você. Seu pai, seu protetor, e seu homem. É o que você sempre quis, no fundo, não é verdade?
As lágrimas escorriam pelo meu rosto, um rio silencioso de confusão e dor. Ele, com uma ternura que me desconcertava, as limpava com a ponta do polegar. Os lábios dele, que horas antes tinham me violado, agora me beijavam com uma possessividade que queria passar por carinho. A mão dele, grande e quente, pousou na minha barriga baixa, lisa e dolorida.
"Vamos retomar o relacionamento e não só isso, vamos melhorá-lo..." sussurrou, a voz dele um zumbido hipnótico no meu ouvido. "Pelo nosso futuro filho... que tenho certeza que já vive aqui dentro."
Um arrepio glacial, mais frio que qualquer medo que eu já tivesse sentido, congelou meu sangue até a medula. Anunciava uma sentença. Uma semente da perversão dele plantada nas minhas entranhas. Meu corpo, que já se sentia usurpado, agora era potencialmente um território ocupado. Nem preciso dizer que naquela noite, sob o pretexto de "consolidar" essa nova vida, ele me fez dele mais uma vez, com um capricho que garantisse a semeadura.
Na manhã seguinte, o mundo continuava girando, mas num eixo torto. Meu pai, com um sorriso despreocupado, pediu que eu me vestisse e descesse com ele pra tomar café. "Na companhia dos nossos novos amigos", ele disse. A frase ecoou com um som sinistro. Me arrumei mecanicamente, vestindo o papel da filha obediente, da amante resignada. Descemos pro café da manhã do hotel de mãos dadas, um gesto obsceno que agora era nossa nova normalidade.
Ao chegar na mesa reservada, o último pedaço da minha realidade antiga se despedaçou. Lá, nos esperando, não estavam minhas primas e meus tios, mas sim dois casais a mais. Esta dança macabra. Ximena, radiante e com um sorriso de pura cumplicidade, se levantou pra me receber.
"Bem-vinda, amiga!" disse, me abraçando. Os olhos dela brilhavam com uma emoção que eu não conseguia decifrar. "Vejo que os lua de mel não dormiram nada..." acrescentou com uma risadinha, olhando de soslaio pro meu pai.
Sentei, atordoada, e meu olhar cruzou com o de Susana. Minha outra prima, a mais tímida, estava sentada ao lado do pai dela, meu tio Sebastião. E não estavam simplesmente juntos. Eles se beijavam na boca com uma naturalidade aterrorizante, um beijo rápido mas cheio de uma intimidade que não era de pai e filha. Ela sorria, contente, quase eufórica.
Café da manhã foi como três casais, não como uma família. As conversas giravam em torno da "noite especial", de como era "maravilhoso" ter "aprofundado" as relações. A linguagem era um código perverso que disfarçava o incesto e o estupro como um romance proibido. Mais tarde, Ximena, num momento de confidência, me revelou friamente que tinham se livrado das nossas mães desde cedo com desculpas de trabalho e compromissos falsos. Tudo, absolutamente tudo, tinha sido planejado com uma precisão nojenta. E Ximena, longe de ser vítima, era a cúmplice mais animada.
Quando terminamos, Ximena me pegou pelo braço e me levou pra um canto afastado.
"Mariana, relaxa," ela disse, os olhos brilhando com um fervor quase fanático. "A gente começou uma vida nova. Uma vida sem mentiras, onde o amor verdadeiro, o mais puro, pode florescer." O sorriso dela se alargou. "E imagina... não seria incrível se as três engravidássemos ao mesmo tempo? Seria a confirmação de que isso tá destinado a acontecer."
A ideia revirou meu estômago. Mas antes que eu pudesse protestar, ela completou: "Mas pra isso, a gente tem que continuar tentando. Sem descanso."
Foi a ordem não dita. E naquele dia, assim que meu pai me pegou sozinha na suíte, ele foi fazer o "dever de casa". Com a determinação de um fazendeiro garantindo a colheita. colheita, ele me tomou duas vezes mais, cada estocada uma reafirmação da propriedade dele, cada gozada uma tentativa calculada de encher meu útero com o fruto da nossa nova e distorcida dinâmica.
O que começou como um segredo grotesco se transformou, com o tempo e a manipulação constante, em uma realidade distorcida. A confusão, a dor e o isolamento deram lugar a uma resignação doentia, e depois, a uma aceitação torta. Ximena, com seu entusiasmo corruptor, foi a pedra angular. Ela nos convenceu de que éramos especiais, escolhidas para um amor que transcendia os limites banais da sociedade. Deixamos de ser primas para nos tornar amigas, cúmplices e, finalmente, irmãs em uma irmandade forjada no segredo e no pecado.
O plano de Ximena se cumpriu com uma precisão aterrorizante. Os "esforços" incansáveis dos nossos pais—nossos amantes—deram fruto. No espaço de um mês, as três confirmamos nossas gestações. A notícia foi celebrada por eles como o triunfo supremo. Éramos suas criações perfeitas, suas esposas-filhas, agora mães do legado deles.
Explicar essa nova vida para os outros exigiu uma engenharia social meticulosa. Nossos pais, homens de recursos e conexões, planejaram tudo. Usaram suas influências para conseguir transferências de trabalho para uma cidade distante, em outro país, argumentando uma "oportunidade de negócio conjunta imperdível". Venderam a ideia para nossas mães como um novo começo familiar, um sonho no exterior. Claro que elas relutaram, mas foram deixadas para trás com uma grana gorda e a ameaça velada de ficarem desamparadas. O laço que as unia aos maridos já tinha se rompido há muito tempo, substituído por essa nova e perversa lealdade.
Nos instalamos em uma propriedade espaçosa nos arredores de uma cidade europeia. Uma casa grande com três alas independentes, perfeita para nossas três "famílias". Ali, longe de olhares inquisitivos e julgamentos morais, nossa nova normalidade floresceu. As gestações rolaram em paralelo, três barrigas que cresciam no mesmo ritmo, símbolos de um pacto que tinha reescrito os alicerces da nossa família. Ximena, Susana e eu, unidas por um laço que ninguém mais no mundo poderia entender, nos transformamos por completo. Já não éramos as jovens inocentes da festa de dezoito anos. Éramos o centro desse universo invertido, as rainhas de um reino onde o amor paterno e conjugal eram a mesma coisa, um ciclo fechado e perfeito. E quando nossos filhos — um menino para a Ximena, uma menina para a Susana e outro menino para mim — nasceram na mesma semana, soubemos que o ciclo estava só começando. Éramos uma família, selada por um segredo, sustentada por uma perversão e destinada a se perpetuar na silenciosa e luxuosa escuridão do nosso exílio voluntário. A irmandade do berço estava completa, e o futuro dela estava escrito no sangue e na porra que agora nos definiam.
0 comentários - Irmandade da Buceta