Nossos pais se revezavam pra ir nos buscar nas baladas, pra mim era complicado porque meus amigos eram mais velhos. 5 anos mais velhos, mas sempre me virava pra inventar qual pai ia me trazer. Eu sempre tava em casa às 2 da manhã (hoje é o horário que eles tão saindo), nisso meu namorado, hoje meu marido, sempre cumpriu. Numa sexta, tive que ir dançar, meu namorado não ia, tinha que estudar. Desesperada, decidi inventar uma desculpa. Marcelo, o alfa da galera e amigo do meu marido, percebeu que tinha algo errado. Sentiu o cheiro de sangue. Insistiu tanto que eu confessei. Tinha que fazer meu pai acreditar que eu tava voltando, confessei que o pai de alguma amiga nunca deixava elas irem dançar na sexta. "Fica tranquila", ele disse, "fala pro seu velho vir te buscar, somos vizinhos, eu digo que a gente se encontrou de casualidade e te escolto até o carro." Na sexta, saí do colégio e fui direto pra casa. Como sempre, vestida de freira, mas com o kit de guerra na bolsa (imagina o tamanho da minha minissaia que cabia na bolsa, um cinto largo), pronta pra ir pra La Embajada (balada da época). Minutos antes de sair, Marcelo me avisa que a gente ia se encontrar no La France, o rolê da embajada tinha sido cancelado. Ele ia me buscar. Uff, tinha 7 andares e a distância da porta de casa até o térreo pra me trocar no elevador. Naquela época não tinha câmera de segurança!! Entro no elevador a Madre Teresa e saiu a Lety, a putinha. Cabeça baixa pra não ser reconhecida, subi no Fiat Uno do Marcelo. Meu velho vinha me buscar uma e meia, ok, vou tar lá! Relaxei e a gente conversou. Ele não sabia muito de mim, eu era a mina da galera, todo mundo tinha mais de 21/22 anos, no caso dele, 23. O vermelho era a cor do ambiente na época. Procurei um lugar enquanto eu procurava a galera que nunca ia aparecer. Agora, depois de tantos anos e do que vivi, acho que naquela noite foi um revival do direito de pernada (Idade Média), o senhor fez valer esse direito sobre o súdito dele, meu namorado. Não vou prolongar, a gente se pegou. Ele passou as mãos por todo o meu corpo, e eu quase pedi pra ele me comer. Mas o lugar não era adequado pra me desvirgar com um cara de 23 anos, talvez se fosse uns moleques de 17/18. Eu fiquei fria, mas minha buceta tava tão molhada que ele deixou. Ele me arrumou com uma frieza, e eu estava triste porque apareceu pela primeira vez a culpa feminina, aquela que nasce da nossa insegurança. Ele ajeitou meu cabelo, arrumou minha roupa e me instruiu sobre como esperar meu pai, que já estava há alguns minutos me esperando na porta. Deixei a Lety putinha e voltei a ser a irmã Lertícia. Meu coração batia como um tambor porque ninguém nunca me deixou tão excitada a ponto de eu quase pedir pra ele não parar e continuar. Eu não entendia que a história continuaria no domingo depois do almoço, já estava marcado. Trinta e seis horas terríveis: vi meu namorado por três horas no sábado (culpa), meus pais (culpa), e à noite, debaixo dos lençóis, ansiedade. Almocei, a ordem era ir pra casa dele, que ficava na quadra da frente, na rua transversal. As poucas casas que ainda restavam no bairro de Flores. 14h20, não consegui esperar até 14h30, saí sem saber ao certo pra que ia e com dúvidas se eles já tinham terminado o almoço. Era domingo e os vizinhos almoçavam mais tarde que o normal. Minha ansiedade não admitia mais demora. Como a moda mandava: saia jeans mini, botas marrons, regata vermelha, jaqueta curta de imitação de couro. Virei a esquina e comecei a procurar a casa. Com passos trêmulos e atitude suspeita, me aproximei. Por sorte, ele estava na porta fumando. Me recebeu com um beijo e me convidou pra entrar. Procurei pelos pais (que não estavam), depois ele disse que os parentes estranhos estavam visitando a irmã mais velha, casada e grávida. Ele me levou pro quartinho dele, um cômodo entre o primeiro andar da casa enorme e o terraço – hoje chamariam de loft. Cama, escrivaninha, armário e banheiro. Enquanto eu explorava o quarto, ele me explorava, e logo encontrou onde me agarrar. Me abraçou por trás, beijou meu pescoço. Eu insinuei que não era certo falar aquilo pra uma dama. Eu queria uma definição, que relação era essa que tava começando? Era um novo namorado? E o outro namorado, o que rolava? Eu tinha 17 anos, amizade com direitos não existia naquela época. Amante era coisa de mulher casada. Enquanto eu tentava me encaixar em algum rótulo, minhas tetas já estavam amassadas, minha bunda apoiada, minha pele arrepiada com os beijinhos suaves no meu pescoço, os lábios dele suspirando no meu ouvido, a língua roçando a minha orelhinha. Mudei de ideia: será que se eu dissesse que era virgem, isso mudaria alguma coisa? Troquei a frase. "Nunca fiz", afirmei. Era meu jeito de pedir desculpa por não fazer algo que eu nem sabia que devia fazer, ou como fazer. Sutilmente, ele me perguntou: "O gringo nunca te comeu?" E automaticamente senti a mão dele na minha buceta. "Vou te estrear." E eu deixei que me estreasse. Sabia o que vinha, porque o cu já tinha sido estreado. Ele começou a me despir, tirou primeiro a jaqueta e depois a camiseta, me deixando de sutiã preto na minha pele branca. Enfiou a cabeça entre minhas lolas, felizão com o plus que eu tinha. Abaixou minha minissaia, me sentou na cama e se despiu na minha frente. O pau dele, duro, me convidou pra chupar — isso eu sabia fazer. "Me olha enquanto chupa." Escureceu o quarto, ele me guiou pra deitar. Nua, as mãos dele de repente me masturbavam, de repente me ajeitavam. Ele se ajoelhou na minha frente, levantou minhas pernas, colocou nos ombros dele, e eu comecei a sentir a dor da minha virgindade perdida. Foi devagar, eu cravei as unhas, mas no final mexi minha pelve pra ele entrar todo. O pau dele mal se mexia. Ele tirou, meu sangue aparecia em fios no pau dele. Colocou uma camisinha e me deu uma grande fodida. Primeiro de quatro, depois de pé. Minhas pernas tremiam, caí na cama e ele continuava metendo. Eu tava encharcada. Quando me toquei, eram 5h10 da tarde. Ele foi pro banheiro, e eu me aproximei de um espelho. Não me reconhecia. Aquele não era meu cabelo, não achava minha calcinha fio dental. Meu estado de espírito era uma mistura de satisfação e culpa. Eu tinha me... Encantada, mas quando me vi no espelho, tava detonada. Quando ele saiu do banheiro com minha roupa na mão, pedi licença e me tranquei no confessionário que a gente, mulher, tem. Na frente do nosso psicólogo, o espelho, comecei a ver as feridas de guerra. Minha buceta era uma ferida inflamada, vermelha, com fios de sangue. Me arrumei como pude, fiquei uns minutos sentada no vaso pensando em como sair, até que encarei. Ele veio até mim, me abraçou, me beijou e disse: "Esse é o nosso primeiro segredo de muitos que virão. A gente se cuida." Perguntei se ele tinha dito mais alguma coisa, e ele falou: "Minha mãe é médica obstetra." Com o tempo, fui descobrindo que ele tinha ajudado as damas do bairro nas suas desventuras, haha.
3 comentários - Perdi a virgindade