Flagra inesperado, novo trampo

Às 9 da manhã, recebi uma mensagem do meu dono dizendo que já estava lá embaixo. Peguei as malas e desci. Lá estavam Ricardo e Vanessa no carro. Coloquei as malas no porta-malas e sentei atrás. Depois de um cumprimento frio, o carro começou a seguir viagem e, uns 20 minutos depois, ele estacionou num estacionamento. — Chegamos, porra. Suas malas. Saímos para a rua e, a um quarteirão de distância, entramos num prédio. Abriram a porta para nós, subimos até o último andar. Na porta de um apartamento, Priscila nos esperava. — Oi, bem-vindos, entrem. Eles se cumprimentaram primeiro, e depois ela me cumprimentou com dois beijos. Estávamos numa sala pequena com cozinha americana. — Vem comigo, gata, vou te mostrar seu quarto pra você deixar as malas. Um corredor pequeno com duas portas. Ela abriu uma. — Este é seu quarto. Era um quarto amplo com uma cama de casal. Deixei as malas de lado e olhei bem o ambiente: estava limpo e arrumado. — Vem, vou te mostrar o banheiro. Ela abriu a outra porta, e lá tinha um banheiro pequeno com chuveiro. — É só isso, é pequeno, mas aconchegante. Voltamos pra sala, onde meus donos estavam. — Já podemos ir, Ricardo. Saímos do apartamento. Quando chegamos ao térreo, o elevador parou. — Pili, vai com a Priscila. Ela é sua nova dona e chefe. Eles dois saíram do elevador, e eu fiquei com ela lá dentro. Ela colocou a chave, e o elevador desceu até o estacionamento. Entramos no carro dela e saímos. Depois de alguns minutos de silêncio constrangedor: — O que achou do apartamento? — Tá bom, mas qual é o meu trabalho? — Calma, daqui a pouco a gente explica. Ela me levou ao sexshop. Fechava segunda e terça, não abre. Entramos e fomos direto pro quarto onde ela me vestia. Ela mandou eu sentar numa cadeira, saiu e, alguns minutos depois, voltou com Ricardo e Vanessa. Os três sentaram. — Pili, hoje começa uma nova vida pra você. Agora a Priscila vai explicar — disse Ricardo. — Vou direto ao ponto: você vai começar a trabalhar pra mim aqui. Vai ajudar eu e a Inma. Você viu que eu faço um Show pornô com um casal e quero fazer outro com um travesti, e aí entra você e um cara que vai trabalhar pra mim, mas você não tem experiência e vamos ensaiar uns dias pra aprender a atuar e vamos começar hoje. Primeiro quero ver e corrigir seus movimentos, eles têm que ser femininos. Tira a roupa, vou trocar você. Eu ouvi em silêncio, sem ousar dizer nada, obedeci e me despi, ficando só de calcinha. — Tudo fora, a calcinha, o sutiã e os peitos. Tirei tudo. Ela se aproximou, tocou meu peito e os mamilos. — Você já tem uns mamilos de mulher e o peito de uma menina de 13 anos, e o Ricardo já me disse que eles são muito sensíveis. Não vai mais usar as próteses, depois vou te dar os hormônios que a gente te deu escondido pra você tomar todo dia. Ela tocou meus mamilos, apertou, e isso me fez soltar um gemidinho. — Tão sensíveis mesmo, e vejo que te dá prazer. Ela desceu a mão pela minha barriga até enfiar entre minhas pernas e tocar meu clitóris e a racha. — A buceta tá bem lubrificada, como deve ser. Só falta verificar uma última coisa, e pra isso vou tirar sua prótese vaginal. Ela tirou e agarrou meu pintinho murcho, começou a me masturbar. — Isso tá como eu queria, menor do que da primeira vez que vi, não reage às minhas carícias, continua murcho sem ereção, mas solta fluido, e preciso ver como você goza sem ter ereções. Ela começou a me masturbar rápido, eu comecei a sentir prazer, mas o pintinho continuava todo murcho, e de repente o prazer aumentou, eu soltava gemidos. Priscila colocou a outra mão debaixo do pintinho e eu gozei nela. — É viscoso e quase incolor, igual ao fluido vaginal. Os hormônios fizeram efeito rápido, sem ereções, sem sêmen. Agora é hora de se vestir. Roberto e Vanessa não falaram nada o tempo todo, só olhavam sorrindo e cochichando entre si. Priscila pegou a roupa de um armário e deixou em cima da cama, pegou uma tanga rosa de renda e colocou em mim sem colocar minha buceta, escondi a rola entre as pernas. — Ficaram perfeitas em você, e sua virilha está lisinha como a de uma mulher. Depois, ele colocou o sutiã combinando e, por cima, um vestido rosa florido, rodado, que batia no meio da coxa, e, por último, uns saltos rosa de 12 cm abertos, que mostravam minhas unhas pintadas de rosa. — Agora senta aqui que vou retocar a maquiagem. Levo uns 10 minutos. — Pronto, você já está bem gostosa e feminina, do jeito que quero que seja. Levanta e vamos para o próximo passo. Ele abriu a porta e fez um sinal para eu segui-lo. Eu o segui, e atrás saíram eles. Ele abriu uma porta, e ao entrar, tinha um sofá na parede do fundo e um homem sentado. Era de pele morena e, à primeira vista, parecia forte e alto. — Ramiro, te apresento a Pili, sua parceira de pornô. Fiquei parada olhando para ele, vendo como ele se levantou e se aproximou de mim, se abaixou para me dar dois beijos. Minha cabeça chegava na altura do queixo dele. Vermelha e com vergonha, devolvi os beijos. — Baixinha, do jeito que eu gosto. Eu não ousava dizer nada, nem para protestar. Ele se sentou de novo no sofá. — Senta do lado dele que vou explicar tudo. Obedeci submissamente e me sentei, deixando um palmo de distância. — Gruda nele, assim, boa menina. Conheci o Ramiro na Cidade do México, num clube onde ele fazia shows pornô com garotas trans há um ano. Quando o Ricardo te trouxe aqui, lembrei dele e, há umas semanas, liguei oferecendo trabalho aqui. Ele aceitou, chegou ontem, e a partir de hoje vocês serão parceiros de pornô e vão dividir apartamento e cama. De agora em diante, você vai viver totalmente como mulher. Ele é mexicano, têm fama de machos e machistas, e você é a mulher ideal para ele: submissa, obediente e já entendeu o lugar que uma mulher deve ocupar em casa. Eu a ouvia explicando tudo, enquanto Ramiro passava um braço por cima do meu ombro e colocava uma mão numa das minhas pernas, começando a acariciá-la e levantando um pouco a saia. — Como vê, ele não perde tempo. Vira-se para ele, coloca uma mão no peito dele, acaricia, desabotoa... A camisa dela continua roçando no seu peito com movimentos mais femininos, mais delicados. Agora ela busca seus lábios, beija eles por cima. Eu seguia as instruções dela, ele só acariciava minha perna e se deixava fazer. — Ramiro, agora chupa ela, nena, se solta, mostra paixão ao beijar ele, tem que agir com mais delicadeza, mais feminina, mostra desejo ao beijar ele, feminiza suas carícias no peito dele. Com prática você consegue. Tá achando difícil agora? Eu já sabia e tenho preparadas umas pequenas mudanças que vão te ajudar. Vem, vou trocar sua roupa.

Fomos pro outro quarto, ela me fez tirar toda a roupa enquanto procurava as peças. Vi ela pegar um vestido vermelho, uma calcinha e um sutiã de renda vermelhos e uns saltos. Primeiro ela colocou de novo a vagina em mim, depois a calcinha, o sutiã, o vestido que ficava justo no meu corpo e na altura da bunda, e por último os saltos. Era a primeira vez que eu não vestia rosa. — Pronto, vamos embora.

Ela chamou os outros pra ir, saímos de lá. Os outros foram os três juntos e eu fui com a Priscila. Depois de uns 15 minutos de carro, ela estacionou e andamos uns dois minutos até um centro de estética, onde ela me fez entrar. — Oi, Ángeles, já chegamos. — Oi, Priscila. — Pili, ela é uma grande amiga e vou te deixar nas mãos dela. — Prazer, Pili. Ela me deu dois beijos. — Eu vou indo, que horas venho buscar ela? — Jé te aviso um pouco antes. — Valeu.

Priscila foi embora e eu fiquei sozinha com a Ángeles, que trancou a porta. — Hoje é meu dia de folga e tô fechada, mas a Priscila me pediu esse favor e por uma amiga boa como ela, faço qualquer coisa. Senta no lavatório. Sentei, ela lavou meu cabelo, depois me fez sentar numa cadeira e mexeu no meu cabelo. Um bom tempo depois, ela cobriu ele. — Vou te desmaquiar e maquiar de novo.

Ela me desmaquiou, primeiro fez minhas sobrancelhas, colocou cílios postiços e me maquiou de novo. Se já sem retoques eu parecia uma mulher, agora com as sobrancelhas finas e femininas, os cílios e uma maquiagem... Suave, com uns lábios vermelho intenso e brilhante, o espelho refletia uma mulher completa. Quando ele olhou meu cabelo e disse que já estava pronto, tirou tudo que tinha colocado na minha cabeça e lavou meu cabelo de novo. De volta à cadeira, primeiro secou um pouco o cabelo ainda molhado — não notei diferença nenhuma. Depois começou a cortar. Quando terminou, eu tinha um corte ondulado totalmente feminino, e agora, mais seco, meu loiro estava ainda mais intenso, platinado com reflexos. Depois me mandou sentar na frente de uma mesa. — Me dá uma mão, vou tirar o esmalte das suas unhas primeiro e depois vou deixá-las bem bonitas e compridas. Tirou o esmalte das duas mãos e começou a lixar e tirar as cutículas, depois foi unha por unha. Eu, desde que entrei ali, não tinha dito uma palavra — primeiro por vergonha, e porque não sabia o que dizer, e meus pensamentos estavam em como aquilo tinha ido tão longe. Pensei em recusar continuar, mas por outro lado, estava gostando da situação. Já tinha fantasiado em me ver com unhas compridas alguma vez, e estava se realizando. Quando ele terminou, minhas unhas estavam longas e pontudas, só faltava pintar. Mas antes, ele mandou uma mensagem para Priscila dizendo que em menos de uma hora estaria pronto. Pintou minhas unhas de vermelho, e depois foi a vez das dos meus pés. Enquanto isso, eu olhava minhas unhas com curiosidade. Quando ele terminou, Priscila ainda não tinha chegado. Ele mandou uma mensagem para ver se ela demorava muito. — Em 10 minutos sua chefe chega. — Ok. — Só vai dizer isso? Não falou nada desde que chegou. Pelo menos me diz o que achou do que fiz. — Bem, está bom. — Que econômica nas palavras, hein. Então você gostou. — Sim. — Foi o que a Priscila pediu que eu fizesse com você. Nesse momento, bateram na porta e Angeles foi abrir. — Desculpa a demora, me distraí um pouco. — Relaxa, sem problema. A Pili já está pronta, o que achou? — Perfeita, melhor do que eu esperava. Não se vê nenhum traço de homem. Você é uma expert em feminizar. Diz pra Pili quanto te deve e vamos embora. Hora de comer e ainda temos coisas pra fazer. — Você não me deve nada por ser a primeira vez, tô te dando de presente, com a condição de voltar como cliente, o que acha, Pili? — Sim, sim, beleza, obrigada. — Bom, então vamos nessa. — Desculpa, Priscila, preciso ir ao banheiro. — Vai, mas se apressa. Entrei, levantei o vestido, baixei a calcinha e me sentei pra mijar. Quando gozei e peguei o papel pra me limpar, me senti meio atrapalhada com as unhas, não peguei do jeito que tava acostumada. Me limpei e, ao subir a calcinha e ajeitar, também foi diferente, senti um movimento um pouco mais feminino. Saí, nos despedimos e fomos embora. O carro tava na porta, entramos e ela deu a partida. — Então, me diz, tá gostando da mudança de visual? — Sim. — Que bom, isso vai ajudar seus movimentos a serem mais femininos. Primeiro vamos comer alguma coisa, às 4 vamos visitar um amigo na loja dele e depois vamos pro shopping. Como cê viu, hoje não vestiu rosa e, de agora em diante, vai ter cores mais variadas e precisa comprar roupa. Também vamos fazer a compra pro apartamento, não tem nada lá, nem produto de limpeza nem comida. Tá de boa? — Sim. Fizemos o caminho em silêncio. Ela parou num restaurante pra comer. Quando peguei o garfo e a faca, me senti de novo atrapalhada com as unhas tão compridas e, depois de tentar de vários jeitos enquanto a Priscila se divertia me olhando, comecei a cortar o frango com movimentos bem delicados e femininos. — Kkkkk, você demorou, mas tá indo bem. As unhas compridas ajudam a pegar as coisas com feminilidade. — É, mas é estranho. — Normal, mas cê vai aprender rápido. Depois de comer, ela me levou andando umas ruas mais abaixo e entrou numa loja de tatuagem. — Oi, Román. — Oi, Priscila, como cê tá? — Bem, aqui te trouxe minha nova garota, Pili. Román é um cliente fixo da sexshop e fiz uma encomenda pra você. — Oi, Pili. Vem comigo. Seguimos ele até um quarto. — Deita nessa maca. Deitei e ele começou a pegar várias coisas. — Já tenho tudo. Levanta o vestido pra cima. Acima do umbigo. Assim que ouvi, soube que ia colocar um piercing. — Priscila, um piercing no umbigo não, não gosto de agulhas e deve doer pra caramba. — Para de reclamar, não dói tanto assim. — É só uma picadinha e vou anestesiar um pouco a área. — Não quero. — Para de frescura. Priscila se aproximou da maca e levantou meu vestido quase até o peito, fiquei tão vermelha de vergonha quanto a calcinha que eu tava usando, que agora estava à vista do cara. Ela tocou meu umbigo, examinando, fez uma marca e, em menos de 10 minutos, depois de uma picada dolorida, eu tava com um brilho no umbigo. Tive que pagar do meu bolso. A gente se despediu e voltou pro carro, e fomos andando até o shopping. Quando entramos, ela me levou direto pra uma loja de roupas femininas e foi pra um corredor cheio de saias, começando a olhar. — Vai, o que tá esperando? Dá uma olhada se gosta de alguma. Era a primeira vez que eu tava numa loja de roupas femininas, rodeado de outras minas, e tava morrendo de vergonha. Comecei a olhar de leve, meio tímido. Ela pegava algumas, olhava e largava de novo. Parou numa minissaia jeans bem curtinha, virou pra mim e colocou na minha frente. — Essa eu gostei pra você. Umas meia hora depois, eu tava com três minissaias, quatro tops e dois vestidos na mão, que tive que experimentar. Depois de provar tudo, ela escolheu a minissaia jeans curta — ficava justa na bunda e uns cinco dedos abaixo do bumbum, sem apertar as coxas —, uma minissaia preta que era totalmente colada no rabo, os quatro tops e um vestido branco acima do joelho, soltinho. Depois de pagar e sair, passamos por umas lojas e entramos numa de lingerie. — Aqui quero que você mesmo escolha sua roupa íntima. A loja tava cheia de minas e mulheres. — É que tô com vergonha. — Vergonha por quê? É algo que você tem que se acostumar, não vai ser a única vez que vai ter que comprar calcinha, e sozinha é normal uma mina comprar as dela. Então vai. Comecei a olhar com timidez e a tocar por cima. Pega uma olhada neles, bem. Peguei um conjunto preto de renda, examinei por um momento, larguei de novo, e fiz isso com vários. — Não consegue se decidir por nenhum, todos são bonitos, e acho que aquele preto que você pegou primeiro, você devia levar. Ela pegou ele e me entregou. Continuei olhando, escolhi um azul, outro preto, e ela me deu um branco, também um picardia preto com meia e liga, e dois camisolas, um preto e outro vermelho. Ao sair de lá, fomos pra sapataria, de onde saí com dois pares, branco e preto. Daí fomos pro carro deixar tudo pra voltar e fazer as compras pra casa. Depois de feitas, ela me levou pro apartamento, subimos tudo. — Pega as chaves do apê, vou te deixar, você tem muita coisa pra arrumar. Hoje à noite você vai ficar sozinha, o Ramiro vai ficar no hotel que tem mais uma noite paga. Amanhã às 9 passo pra te buscar, fica pronta, veste lingerie preta, a minissaia preta com uma blusa. Ela se despediu e foi embora. Guardei as coisas na geladeira e nos armários, depois fui pro quarto, abri as malas e guardei minha roupa íntima na mesinha do lado direito da cama e a roupa no armário. Fiz um jantar leve e fui dormir. Acordei às 7, tomei banho, me vesti, e faltando 10 minutos pras 9, tocou o interfone lá embaixo. Era a Priscila pra eu descer. Desci, entramos no carro e ela me levou pro sexshop. Na porta estavam esperando: Ricardo, Vanessa e Ramiro. — Bom dia — disseram todos. Entramos, e a Vanessa entrou do meu lado. — Você tá linda, Pili. — Obrigada — respondi, tímida. — Agora você já é como a dos vídeos que você via, seus sonhos se realizaram. Espero que você seja tão feliz quanto eu, nós duas temos um homem bom pra aproveitar. Fiquei vermelha ao ouvir aquilo e não respondi. Entramos no quarto onde estava o sofá, o Ramiro sentou direto. — Pili, senta do lado dele. Sentei. — Agora você já sabe o que fazer, igual ontem. Virei um pouco o corpo e comecei a acariciar o peito dele com uma mão, desabotoei os botões da camisa e continuei acariciando o... Peito nu, ele tirou a camisa enquanto eu passava a mão nele, colocou a mão no meu ombro e começou a me beijar. — Você tá indo muito bem, gata, só precisa botar um pouco mais de paixão nos seus beijos, as unhas fazem suas mãos e carícias parecerem mais femininas, coloca mais delicadeza. — Foi me dizendo Priscila, enquanto Ramiro colocava uma mão numa das minhas pernas e começava a acariciar, subindo em direção à minha entreperna, eu continuava acariciando o peito dele. — Assim tá bom, desce devagar procurando o volume e toca ele por cima da calça. Desci até chegar no volume, agarrei ele por cima, ele já tinha a mão a centímetros da minha calcinha. — Desabotoa a calça, mete a mão dentro, pega a pica, tira ela pra fora e bate uma pra ele. Peguei e comecei a bater uma, ela já tava dura, parecia um pouco mais curta que a do Ricardo, mas mais grossa, ele me tocou por cima da calcinha, parou de me beijar e afastou a cabeça, mexeu a mão entre minhas pernas, olhou pra Priscila. — Você não tinha me falado que ela era operada. — Porra, não é operada, é uma prótese vaginal, esqueci de falar pra ela tirar, para, ela tira e aí a gente continua. — Não precisa, a gente continua, não esperava por isso, é a primeira vez que vou tocar numa dessas. Enfiou a mão dentro da calcinha e começou a passar a mão na racha. — É curioso isso. — É, tá muito bem-feito, continua, depois te explico como funciona. A gente seguiu, a outra mão dele que rodeava meu pescoço desceu pro meu peito e começou a me tocar, primeiro por cima e depois enfiando a mão, e começou a brincar com meus mamilos sensíveis, fazendo eu soltar uns gemidinhos, ele tirou a mão da minha buceta e empurrou minha cabeça pra pica dele, e eu comecei a chupar. Tava uns 10 minutos chupando quando a Priscila falou. — Para, porque a gente tem que ir pro centro clínico. Saímos, Ricardo e Vanessa se despediram, mas antes a Vanessa me deu as chaves do meu carro, que ela tinha trazido, e me falou onde tava estacionado, em Carro da Priscila, o Ramiro foi na frente e eu atrás. Um tempo depois, ele estacionou o carro no estacionamento de uma clínica particular. — Já chegamos, o Ramiro já sabe. Aqui vocês vão fazer um check-up médico pra ver se não têm nenhuma doença venérea. Fizeram exames e vários testes comigo, em menos de uma hora já estávamos fora. Em três dias teríamos os resultados. De lá, ele nos levou pra almoçar num restaurante e depois me levou até meu carro. — Por hoje é só, já podem ir descansar. Quando fui até o carro e abri, me dirigi à porta do motorista. — Me dá as chaves, vou dirigir agora. — Não, eu dirijo. — Vou dirigir eu, não gosto de ir no banco do passageiro enquanto uma mulher dirige. Ele tirou as chaves da minha mão, entrou no carro e eu não tive escolha a não ser sentar no banco do carona. Ele colocou o endereço no GPS do celular e começou a dirigir. Quando chegamos, estacionou quase na porta. Ao descer do carro, abriu o porta-malas e tirou duas malas. Fechou o carro e eu o segui até a entrada do prédio. Abri com minhas chaves e subimos no elevador. Abri a porta e entramos no apartamento. — Onde fica o quarto pra deixar as malas? Fui até o quarto. — Aqui é. — Muito bom. Vou dormir deste lado. — Deste lado eu dormi essa noite, escolhi pra ficar perto da porta. — Então essa noite você dorme no outro. — É que já coloquei minhas coisas na mesinha. Ele se aproximou e abriu a gaveta de cima, cheia de calcinhas. — Então muda suas calcinhas de lugar, entendido? — Sim, tá bom. — Assim que eu gosto, obediente. E de quebra, desfaz minhas malas e arruma minhas roupas. — Sim, claro. Comecei a fazer tudo nervosa e inquieta. Ia dividir apartamento e cama com um homem que mal conhecia. Primeiro, mudei minhas coisas pro outro lado, depois abri as malas dele e coloquei cada coisa no lugar certo. Quando terminei, já eram quase oito da noite e eu precisava preparar o jantar. Ele estava no sofá, sem camisa, peito nu. — Já guardei tudo no armário. — Obrigado. — Vou preparar algo pra jantar. — Vai, porque já tô com fome. Preparei Ainda inquieta com o jantar, ele não disse nada nem se mexeu do sofá. Preparei uns bifes de filé mignon com batatas e salada, arrumei a mesa e comemos em silêncio. Depois de lavar a louça, sentei um pouco na sala com ele pra ver TV em silêncio até faltarem uns minutos pras 10. — Hora de ir pra cama. O jantar foi muito bom, parece que você cozinha bem. Agora vamos ver se você é tão boa abrindo as pernas na cama. Ouvir aquilo me deu medo e fiquei paralisada, sem dizer nada. Ele se levantou do sofá. — Vamos, garota. Me pegou pelo braço, me puxando até o quarto. Assim que entramos, me puxou pra perto dele, me segurou pela cintura, me levantou um pouco e começou a me beijar. Mesmo usando saltos de 12 cm, eu tinha que ficar na ponta dos pés pra alcançar a boca dele. Ele desabotoou minha minissaia e deixou cair no chão, tirou meu top e fiquei só de calcinha e sutiã. Depois de um beijo longo com a língua enfiada quase até minha garganta. — Desabotoa minha calça e ajoelha enquanto eu tiro. Me ajoelhei enquanto abaixava e tirava a calça dele. Ele colocou uma mão na minha cabeça, puxou pra trás fazendo eu olhar pra cima. — Olha nos meus olhos. Você é tudo que todo mexicano deseja: submissa e obediente. Ele encostou meu rosto no pau dele por cima da cueca e esfregou. — Que cheiro tem? Me fez olhar pra cima de novo. — Não sinto cheiro nenhum. Ele esfregou de novo. — Tem certeza? Não tem cheiro de macho? — Sim. Outra esfregada. — Que cheiro tem? — De macho. — Se acostuma, putinha, porque esse cheiro você vai sentir todo dia. Tira minha cueca. Tirei a cueca dele e, sem perder tempo, ele encostou meu rosto no pau dele. — Sente melhor agora, né, putinha? Fala de novo: que cheiro tem? — De macho. — Agora chupa minhas bolas. Ele encostou minha boca nas bolas dele e comecei a chupar e colocar na boca. — Assim, muito bem. Boa raposa que você é. Passa seus lábios e língua devagar pelo meu pau até a ponta. — Muito bem, putinha, assim. Começa a chupar a ponta. Sem pressa, pouco a pouco, se continuar assim um pouco mais pra dentro, bem, mmmmm que gostoso você faz, enfia tudo e fode minha boca, se continuar assim mais rápido, que vontade que eu tava de um boquete bem dado essa manhã, a Priscila me deixou na mão, mmmm continua, não para, faz eu gozar. Eu enfiava e tirava a pica com rapidez, ouvia ele gemer. — Assim, putinha, assim, ahhhhhh, vou gozar. Quando senti que ele ia gozar, segurei com uma mão e fui tirar a boca, mas ele segurou minha cabeça e não deixou, e soltou uma boa porra na minha boca que fez escorrer pelos cantos dos lábios e quase me engasgou, aí ele tirou e começou a se masturbar, levantando minha cabeça na direção do rosto dele. — Abre a boca, putinha, que não acabei. Soltou várias gozadas na minha cara e por último enfiou de novo na minha boca e manteve lá por alguns segundos, me deu um puxão no cabelo, me levantou e me empurrou na cama, se deitou do meu lado e foi passando um dedo no meu rosto e pescoço, recolhendo o sêmen e levando até minha boca, até a última gota. Colocou uma mão na minha barriga e subiu até o peito, tocando os peitos por cima do sutiã, aproximou a boca da minha e começou a me beijar, me virei um pouco e ele tirou meu sutiã, voltou a tocar meus peitos que eram só dois montinhos pequenos, começou a brincar com meus mamilos e eu soltei uns gemidos, desceu os lábios percorrendo meu pescoço até chegar no peito e chupar, sugava meus mamilos sensíveis e eu não conseguia evitar os gemidos, me deu uma mordida num mamilo que fez eu sentir uma mistura de dor e prazer muito gostosa, enquanto eu curtia o que ele tava fazendo, sem perceber eu já tinha ido abrindo as pernas, uma mão dele já descia pra minha buceta, senti a mão por cima da calcinha me acariciando e depois enfiou por dentro e senti no clitóris e ficou brincando com ele. — Minha putinha tá com muito tesão, sua buceta tá bem molhada. Seguiu a fenda pra trás, quando chegou no buraco da buceta pressionou com um dedo mas não entrava, tirou a mão e tirou minha calcinha, pegou uma nécessaire. Peguei o que tinha em cima da mesinha, peguei um pote de lubrificante, passei na mão, levei até minha buceta e enfiei um dedo sem dificuldade até o fundo, meti e tirei várias vezes, e enfiei um segundo dedo, me masturbando por uns minutos. Parei, meti a mão na nécessaire, peguei uma camisinha e coloquei. — Tem que tomar precauções por enquanto, eu sou saudável, mas você ainda não sei, nunca se sabe onde uma puta sentou. Passei lubrificante, me posicionei entre suas pernas e enfiei tudo de uma vez, e comecei a foder enquanto chupava e mordia seus mamilos, e na hora ela gemeu que nem uma louca. Parei de chupar, levantei as pernas bem abertas e fodi com um ritmo constante, fazendo ela gozar como nunca, era melhor que o Ricardo. — Tá gozando pra caralho, cê tá gostando, né, Foxy? — Ahhhhh, tô amaaaando. — Já vi, puta, não vai faltar noite nenhuma, não tem nada melhor que uma boa foda antes de dormir pra ficar de boa. Eu ouvia enquanto continuava gemendo e dando uns gritinhos abafados. Baixei as pernas e deixei dobradas, enquanto ele dava umas metidas secas, começou a me beijar na boca, mas em poucos segundos gozou e ficou deitado em cima de mim, me dando um último beijo. Se afastou e deitou do meu lado, tirou a camisinha. — Foi muito bom, puta. — Sim, agora com sua permissão, preciso ir ao banheiro mijar e lavar um pouco a prótese, tenho que manter ela limpa. — Pode ir, pega a borracha e joga fora. Peguei uma calcinha vermelha limpa, a camisinha cheia de porra e fui me lavar. Quando voltei pro quarto, ele ainda estava pelado no celular. Tirei do armário uma camisola vermelha, vesti, chegava na metade da coxa, deixando transparecer a calcinha de renda sob o olhar atento dele. — Essa camisola é muito bonita. — Obrigada. — Vou no banheiro e dormir já. Quando voltou do banheiro, deitou na cama pelado. Eu estava deitada olhando pro outro lado. Virei um pouco a cabeça e ele me deu um beijo na boca, se encostou em mim e... Me agarrou pela cintura me puxando pra perto dele, senti o pau dele no meu cu e sem perceber acabei dormindo. Acordei com o som do alarme do celular dele na posição de conchinha, sentindo o pau dele meio duro enfiado no meu cu. - Bom dia, gata, dormiu bem? - Bom dia, Ramiro, sim, muito bem. - Hora de levantar, Priscila nos espera às 9, vai preparar o café. Preparei café e torradas, tomamos em silêncio. Quando ele terminou, foi tomar banho. Enquanto isso, lavei o que usei no café da manhã, arrumei a cama e joguei minha calcinha e a cueca dele do dia anterior no cesto de roupa suja. Depois, tomei banho, vesti um conjunto branco de lingerie, saia jeans curta e uma blusa branca, me maquiei e às 8 e meia saímos pra sexshop. Enquanto ele dirigia, foi colocando a mão na minha perna. Quando chegamos, Priscila e Inma já estavam lá dentro. Nos cumprimentamos e ela explicou qual seria meu primeiro trabalho. - Abrimos às 12. Primeiro, você vai ajudar a Inma a varrer, passar pano e tirar o pó. Vai com ela pegar as coisas. Começamos tirando o pó das prateleiras, depois enquanto ela varria, eu ia atrás passando pano no chão. Uma hora e meia depois, terminamos. Fomos encontrar Priscila, que estava sentada na frente de um computador, e Ramiro sentado numa cadeira. - Já terminamos, vamos tomar um café no bar e voltamos pra nos preparar pra abrir. - Sim, beleza. Inma, leva o Ramiro. Pili, preciso de você aqui. - Valeu, vamos. Eles foram embora e ficamos só nós duas. - Em 5 minutos estou com você, senta aí. - Obrigada. Antes de 5 minutos, ela se levantou. - Vamos. Segui ela até o outro quarto, ela fechou a porta e foi até o armário, tirou um conjunto rosa completo: fio dental, sutiã, meia-calça e liga. - Tira tudo. Tirei toda a roupa. - Tira também a prótese vaginal. Ela se aproximou, acariciou minha bochecha e desceu até meus peitos, acariciou e apertou meus mamilos. Não consegui evitar soltar um gemidinho. - hahaha, que sensíveis eles são, isso eu gosto. Desceu. pela minha barriga até pegar no meu pau e começar a acariciar e bater uma sem eu reagir nada. - que lindo que tá, do jeito que tem que ser, flácido e pequeno, as meninas não têm ereções, pronto, vou começar a te vestir. Ela foi colocando as coisas em mim, primeiro o sutiã, as meias, a cinta-liga e por último a calcinha fio dental que ficava apertada e colocada numa virilha lisa sem dar pra notar o pau. - você tá muito gostosa, mas não acabamos. Ela tira um cabide do armário com uma blusa rosa claro e uma saia plissada de colegial em tons claros, predominando o rosa, coloco a saia que ficava na altura da bunda e depois a blusa que deixava o umbigo de fora e uma gravata rosa curta e por último saltos de 12 cm rosa. - Pronto, a colegial tá vestida, agora falta trocar a maquiagem. Ela me fez sentar, primeiro tirou o esmalte das unhas, depois me desmaquiou, pintou minhas unhas de rosa e me maquiou e penteou, enquanto fazia isso me fez algumas perguntas. - como foi seu primeiro dia e noite com o Ramiro. - bem. - eu sei, ele me explicou tudo, e parece que você curtiu muito. - sim. - fico feliz, também não conheço ele muito bem, mas é um cara legal e muito macho como mexicano que é, vou dar uma olhada em algumas coisas no notebook enquanto esperamos eles voltarem, já devem estar chegando. E foi assim, um momento depois eles chegaram, a Inma disse que ia se preparar pra abrir e o Ramiro ficou com a gente. - vamos ao que interessa. Saiu do quarto, a gente seguiu, atravessamos o local, entramos na sala onde faziam os espetáculos pornô, ele trancou a porta com chave e nos levou na frente de uma carteira que tinha na frente de uma mesa. - vamos fazer um primeiro ensaio, Pili, suponho que pela sua roupa e pela carteira você já imagina do que se trata. - acho que sim. - você é uma colegial, senta na carteira e vamos começar a atuar e foda-se a caneta, não é difícil, só se deixar levar pelo Ramiro, seu professor, eu só vou olhar e se precisar corrigir algum erro. Sentei, a saia era tão curta que deixava à mostra minha calcinha fio dental rosa, ainda por cima tinha um papel escrito e uma caneta. Ramiro sentou na mesa, pegou a caneta e começou a tamborilar nela, eu olhava inquieta. — acabou o tempo da prova. Ele se levantou, veio até mim, se posicionou ao meu lado, pegou a folha e colocou uma mão no meu ombro. — vamos ver como foi a prova. Olhou por um momento a folha. — você não foi uma aluna aplicada, não estudou nada e reprovou o curso, mas você é uma garota de sorte e vou te dar uma última chance. Se fizer direitinho a prova oral, vou te aprovar no curso. Tá pronta? — sim, senhor professor. Ele começou a acariciar minha cabeça. — vamos começar. Com a mão dele, mantinha minha cabeça virada pra frente, e eu vi de relance que ele segurava o pau na mão e aproximava ele de mim, na altura do rosto. Parou um instante, virou minha cabeça e colocou ele encostado nos meus lábios. — abre a boca, putinha, começa sua prova oral. Abri a boca e comecei a chupar a ponta com os lábios, junto com a língua, fiquei um tempinho assim até que ele empurrou minha cabeça pra dentro, enfiando tudo na boca. Junto com a mão dele, eu ia enfiando e tirando no ritmo que ele mandava, ele me fazia acelerar e diminuir o ritmo quando queria, até que quase 20 minutos depois ele encheu minha boca de porra. Depois de umas enfiadas até a garganta, ele tirou o pau da minha boca e, segurando meu cabelo, puxou minha cabeça pra trás e cravou os olhos nos meus. — isso foi muito bom, mas só serve pra uma nota de raspão, e você ainda tem que ganhar o dez. Ele me tirou da carteira puxando meu cabelo, me colocou de pé, me levou até a mesa dele. Segurando pelo cabelo e pela cabeça, me inclinou sobre a mesa, deixando a parte de cima apoiada. Sem me soltar, com a outra mão me deu um tapa forte na bunda, começou a passar a mão no meu cu, enfiou entre minhas pernas até chegar no meu pau mole e começou a acariciar por cima da calcinha fio dental. Colocou um pé entre os meus, me dando um peteleco nos dois, fazendo eu abrir mais as pernas. Me soltou a cabeça, afasto a calcinha fio dental pro lado e tiro a mão no momento certo de me lubrificar e enfiar uns dedos, colocar uma camisinha e me foder apoiada na mesa até gozar. — Foi melhor do que eu esperava, parabéns, casal. — disse Priscila. Ramiro agradeceu primeiro e eu depois. — Por hoje tá bom, Pili, vai trocar de roupa e vocês podem ir. Depois de me trocar, Ramiro me esperava no quarto ao lado sentado no sofá. Assim que me vesti, saímos de lá e fomos pro carro. — Que tal se eu te convidar pra comer em algum lugar? — Tá bom. — Mas eu não conheço nada, escolhe onde a gente vai. Falei um restaurante nos arredores da cidade, ele colocou no GPS e fomos pra lá. O caminho foi em silêncio, acho que nenhum de nós sabia do que falar. Como era quarta-feira, não tinha muita gente, e Ramiro pediu uma mesa afastada. Depois de pedir o menu, a gente se olhou por uns segundos em silêncio até ele quebrar o gelo. — Bom, não vamos ficar calados pra sempre, a gente tem que falar de alguma coisa. — É, claro. — Vou começar eu: quando você percebeu que se sentia mulher? — Sei lá, sempre gostei de me vestir de mulher e fantasiar, mas nunca me senti mulher de verdade, só me vestia e fantasiava, nada mais. — Então como você chegou até aqui? Contei a história: que me vestia, gostava de fazer os serviços de casa vestida e ver vídeos de feminização, e que quando fui pega e forçada no começo, percebi que era isso que eu queria — ser tratada como mulher e servir um homem. Quando terminei, ele começou a explicar que começou trabalhando com garotas biológicas, e um dia ofereceram fazer com uma garota transexual, ganhando mais dinheiro. No começo recusou, mas depois de pensar uns dias, aceitou e começou os espetáculos com transexuais, mas só por trabalho, porque por prazer preferia uma mulher biológica. A família dele sabia que ele trabalhava com pornô, mas com mulheres — nunca contou que era com transexuais. E um dia conheceu a Priscila. Num deles, a gente fez uma amizade rápida e uns meses depois ele me ofereceu trabalho aqui por um tempo — eu tava com visto de turista, ia trabalhar ilegalmente e depois voltar pro México. E cá estou eu, comendo com minha colega de quarto e de trampo. Mal te conheço, mas pelo que você me contou, seria exatamente o tipo de mulher que me atrai. Eu sou... como dizer? Resumindo: cada um no seu lugar. Pra mim, a mulher tem que ser submissa e obediente ao homem, do jeito que você gosta. E mesmo que não gostasse, é obrigação de vocês cuidar da casa pra quando o homem chegar, se sentir bem num lar limpo. Ontem à noite vi que na cama você se entrega e curte. Queria um dia encontrar uma mulher assim. Pena que você é trans, senão não deixava escapar. O que acha? — Não sei, mas me vi no que você descreveu. Também adoraria achar um homem com esses pensamentos machistas e dominantes. — Não sou machista, só acho que cada um tem que saber seu lugar. E a mulher precisa ter uma certa liberdade também. A gente continuou se falando, e quando deu a hora, fomos pro apê. Ele sentou no sofá pra ver TV, e eu fui cuidar da casa. Depois tomei banho, sentei um pouco no sofá pra descansar enquanto esperava a hora de fazer o jantar. — Ramiro, o que você quer comer? — O que você fizer, tá bom. Fiz merluza empanada. Depois de jantar e arrumar a cozinha, sentei no sofá de novo. — Não acha que já é hora de ir pra cama, mocinha? — Sim, tô meio cansada. Ele foi primeiro pro banheiro, depois eu. Quando entrei no quarto, ele já tava deitado na cama, pelado, se tocando, com o pau já duro. Desviei o olhar e fui pro meu lado da cama. Tirei primeiro os saltos, a minissaia e o top. Dei dois passos em direção ao armário pra pegar uma camisola. — Onde você vai agora? — Pegar uma camisola. — Vem cá, deita do meu lado assim, só de calcinha, que eu gosto. Deitei. Ele passou a mão por trás de mim. do pescoço e me viro para ele, e começou a me beijar. A outra mão segurava minha bunda. Uma das minhas mãos ficou apoiada no peito dele e comecei a acariciar. Ele desceu a mão um pouco pelas minhas costas e me puxou com força contra ele enquanto as línguas se entrelaçavam. Meu corpo pequeno colado no dele, que dobrava o meu, me fazia sentir frágil e delicada. Ele amassava minha bunda e dava uns tapas, enquanto a língua dele dentro da minha boca, por momentos, não me deixava respirar. Soltou meu sutiã com a mão que estava nas minhas costas e subiu a outra, começando a pegar nos meus peitos, primeiro com suavidade e depois apertando meus mamilos com força, me fazendo sentir um prazer delicioso. A língua dele ocupando minha boca não me deixava gemer, o que me deixava ainda mais cachorra, fazendo eu gozar, molhando a calcinha e abrindo as pernas. Desci a mão até o pau dele, acariciando e segurando com a mão, comecei a masturbar ele. Ele parou de me beijar enquanto continuava apertando meus mamilos, e finalmente livre, pude gemer ansiosa. Olhei pro pau dele e vi ele bem duro na minha mão. Minhas unhas compridas e rosadas destacavam no pau moreno dele, e isso me excitou ainda mais. Dei um beijo nos lábios dele e fui descendo devagar, beijando o peito dele até chegar e beijar a ponta. Fui descendo, passando a língua até chegar nas bolas e chupar elas. O cheiro e o gosto penetravam dentro de mim. Subi chupando ele todo com os lábios até dar uma boa chupada na ponta. — Mmmm, você gosta, hein, putinha. — Sim, adoro. Me excita seu cheiro e gosto de macho. — Então saboreia, minha raposinha. Dediquei uns minutos a chupar e lamber bem a pontinha e, aos poucos, fui enfiando mais na boca, mas devagar, até enfiar tudo pra foder minha própria boca. Ele estava muito excitado e demorou pouco pra encher minha boca de porra. Ele me puxou pelo cabelo pra cima, e eu fiquei deitada de lado. Me virei e ele me colocou de barriga pra cima. Passou um dedo do meu pescoço até os lábios, pegando a porra que tinha escorrido, e levou até minha boca. Começou a chupar meu pescoço descendo até meu peito e chupar minhas tetas e morder meus bicos do peito, coisa que me fazia gemer igual uma louca, o que provocava que eu abrisse as pernas e gritasse. - não não não não. - sim sim sim, você adora que eu morda seus bicos do peito, sua puta. - sim, morro de prazer, ahhh ahhh. - já tô vendo. Continuou uns minutos mordendo cada vez com mais força e chupando enquanto uma mão começava a tocar minha buceta por cima da calcinha, a excitação me levou ao limite, provocando um orgasmo que me fez gozar e molhar a calcinha de fluxo vaginal. - você me encanta, sua putinha, tá toda molhada. Afastei a calcinha pro lado e comecei a brincar com meu clitóris com os dedos, com a outra mão peguei o lubrificante da mesinha e deixei em cima da cama, e desci beijando minha barriga até enfiar a cabeça entre minhas pernas e sentir uma sucção dos lábios dele no clitóris, ele começou a me chupar a buceta, era a primeira vez que alguém fazia isso comigo. De novo, pegou o lubrificante e passou na mão, levou até minha buceta, me lubrificou enfiando um dedo enquanto continuava sugando meu clitóris, a sensação era muito estranha, sentia os lábios e a língua dele e tive uma ereção fraca, mas quase nem percebi a pressão do meu pauzinho na cânula. Ele parou de me chupar e se ajoelhou sem tirar os dedos, me olhou sorrindo enquanto com a outra mão se masturbava até ficar duro de novo, colocou uma camisinha, me pegou pela cintura e me virou. - fica de quatro, sua puta. Fiquei de quatro igual uma putinha obediente, ele afastou a calcinha de novo, me deu um tapa na bunda, colocou a ponta na minha entrada e entrou de uma vez, bem agarrado nas minhas cadeiras, começou a me foder forte desde o início e em menos de 10 minutos ele já tinha gozado. Depois fui me lavar e trocar a calcinha, que tava toda molhada, e voltei pra cama, onde ele já tinha dormido. Naquela semana no sexshop, toda manhã primeiro eu fazia a limpeza e depois ensaiava com o Ramiro os espetáculos que a gente ia fazer, um diferente cada dia. diferente, secretária, empregada, dona de casa etc...., ao meio-dia voltávamos pro apartamento e fazia as tarefas, à noite cumpria meu dever de mulher com meu macho. Na quinta-feira chegaram os resultados dos exames e estávamos os dois saudáveis, e naquela mesma noite minha buceta recebeu a primeira gozada do meu macho. - Tava morrendo de vontade de encher sua buceta de porra, fora do trabalho pra mim você é uma mulher como qualquer outra com uma racha entre as pernas, você sempre vai usar isso. - Sim, claro. - Hora de dormir. Na primeira segunda-feira, como tínhamos feriado, Ramiro me pediu pra levá-lo pra conhecer a cidade, descemos pro centro de táxi perto do meio-dia, ele sentado do meu lado colocou uma mão na minha perna nua, eu tava usando um vestido preto curto, começamos a passear descendo as Ramblas um do lado do outro, paramos num terraço pra tomar algo, mal terminamos e levantamos pra continuar, ele se colocou do meu lado e me agarrou pela cintura. Durante o passeio, a comida do meio-dia que ele pagou e a tarde toda deu tempo pra gente conversar muito, percebi que ele, apesar de deixar claro o lugar que cada um deve ocupar, não era nada machista, era carinhoso e divertido, sempre atento a mim. Jantamos fora também e depois levei ele pra tomar uns drinks num bar musical até meia-noite, quando voltamos pra casa, fui direto pro banheiro e quando saí ele tinha preparado dois cubas-libres e me esperava sentado no sofá. - Sabe, Pili, quando você me contou sua história e que tinha claro qual era seu lugar, pensei que exagerava, que não podia ser, mas esses dias percebi que você realmente assumiu bem isso. - Não tinha por que mentir, e pra tirar qualquer dúvida sua, se ainda tiver alguma, vou te mostrar se tenho certeza. Fica de pé. Eu me levantei primeiro enquanto falava, ele se levantou, fiquei na frente dele fixando meus olhos nos dele e assim fui me ajoelhando devagar, já de joelhos desabotoei a calça dele e abaixei junto com a cueca, peguei com uma mão e sem desviar o olhar do dele. comecei a chupar a pontinha dela, ele me olhava em silêncio, só quebrado pelo som das minhas chupadas. parei de chupar e sem tirar o olhar. — ainda tem alguma dúvida? — nenhuma dúvida. Sem tirar o olhar, peguei a rola com uma mão, levando ela pra cima, e comecei a chupar os ovos dele por um tempo, subindo e percorrendo com meus lábios toda a rola ereta dele até a ponta, e chupando ela bem gostosa até ele gozar na minha boca. ele não disse nada o tempo todo, só me olhava. fiquei ajoelhada com o olhar pra cima, com os cantos da boca cheios de porra. — foi muito bem, putinha, não se mexe, já volto. ele foi pro quarto e voltou em poucos segundos com o lubrificante. — fica de pé. me levantei e fiquei de frente pra ele, ele me olhou sorrindo. — não quero que você fale agora, você tá tão gostosa assim com minha porra grudada em volta da sua boca, com esse olhar de puta safada que pede pra ser comida. ele passou os dedos no meu rosto, levando a porra até minha boca, me olhando fixo. desceu uma mão até meu peito, passando de uma teta pra outra por cima do vestido. eu me sentia excitada e minha respiração tava forte. a outra mão foi direto pra minha bunda, apertou com força, levantou o vestido, me deu um tapa na bunda, esfregou. levou a mão pra frente, enfiou entre minhas pernas, me tocando por cima da calcinha já molhada de tesão, esfregou a mão por cima. de repente, me soltou, me virou, me apoiei na mesa, me apoiei nos cotovelos, abaixou um pouco minha calcinha, me deu um tapa na bunda. pegou o lubrificante, passou na mão e levou direto pra minha buceta, enfiando um dedo por uns segundos. levantei um pouco a cabeça e me vi refletida no vidro do armário que tava na minha frente, e ele atrás. fiquei olhando a gente. ele tirou o dedo, pegou a rola e me penetrou devagar, enfiava e tirava um pouco assim até eu sentir os ovos dele entre minhas pernas. continuou me fodendo com um vai e vem suave mas contínuo. eu olhava nosso reflexo no vidro enquanto ele me comia e eu gemia. ele foi acelerando aos poucos. Pouco depois, desviei o olhar da frente, baixando a cabeça pra olhar pra trás, vi minha rachadinha, a tanguinha preta meio descida nas minhas coxas e os ovos do Ramiro batendo em mim. Agora ele me segurava firme pela cintura e metia forte, com uns tapas na bunda de vez em quando, me fazendo gemer e gritar igual uma louca. Minhas pernas fraquejavam, tremendo, e de repente senti ele esvaziar os ovos dentro de mim. Continuou por mais uns segundos esvaziando tudo, aí tirou e me deu mais um tapa na bunda. — Agora não tenho mais dúvida nenhuma de que você tem total seu lugar como mulher e como puta. Eu continuei deitada na mesa, com medo de levantar porque minhas pernas ainda tremiam e não iam aguentar. Levantei, respirando fundo, subi a tanguinha que ficou grudada na minha buceta por causa do sêmen, baixei meu vestido. No chão tinha resto de sêmen e do fluxo que tinha escorrido da minha buceta. Em silêncio, sem saber o que dizer, fui na cozinha pegar o pano e limpei o chão. Ele estava no sofá bebendo o cuba-libre. — Ramiro, vou me lavar. — Espera, termina o cuba-libre e aí vamos dormir. Fiquei em pé bebendo pra não sujar o sofá ao sentar, minha entreperna estava toda melada e me deixava incomodada, mas ao mesmo tempo excitada. Terminamos a bebida rápido e depois de me lavar, fui pro quarto só de tanguinha vermelha. Ramiro já estava na cama, completamente pelado. Tava muito calor e eu estava suada, então decidi dormir assim. Me deitei na cama. — Boa noite, Ramiro. — Não vai dar um beijo de boa noite pro seu homem? Me pegou de surpresa, era a primeira vez que ele me pedia isso. — Sim, sim, claro. Me virei pra ele e dei um beijo na boca. Adormeci na hora. Terça-feira também tinha feriado, mas eu tinha coisas pra fazer: ir me registrar no apartamento e depois tinha consulta às 12 na clínica onde tinha feito os exames que a Priscila marcou. Acordei às 8, tentando não fazer barulho pra não acordar ele. Coloquei um roupão. Acordei e fui fazer café, ainda estava preparando a cafeteira italiana quando ele entrou na cozinha pelado. — Bom dia, podia ter me acordado. — Bom dia, não queria te incomodar e tenho coisas pra fazer essa manhã. — Eu sei, quero ir com você. — Tá bom. Coloquei a cafeteira no fogo e fiquei em pé esperando. — Não vai me dar um beijo de bom dia? De novo me deixou sem graça, sem dizer nada me aproximei e dei um selinho, mas quando fui me afastar ele me segurou pela cintura, me virou e me colou contra ele. Senti o pau dele no meu cu, ele levou uma mão direto no meu peito, apertou o mamilo por cima do robe. — Não, não, não, para. — Tem certeza? — Sim, hmmm, para. Ele enfiou a mão por dentro e apertou de novo. — Acho que você quer, sim. — Sim, para, hmmmm, ahhh, não quero. Era meu ponto fraco e ele sabia, minhas pernas já estavam bambas e eu sentia o pau dele duro contra meu cu. — Tá bom, vou parar. — Não, continua, não para. — Decide, porra, paro ou não paro? — Não para. Ele continuou brincando com meus mamilos, passando de um pro outro, agora eu já era dele, tinha me entregado. O pau dele bem duro se enterrava no meu cu, eu peguei ele com uma mão pra masturbar. — Hmmmm, já saiu a puta de dentro de você. — Sim, ahhh, hmmm. A cafeteira começou a apitar avisando que o café já estava pronto. — O café já tá... ahhh, deixa eu apagar. Estiquei a mão, apaguei o fogo, ele virou minha cabeça pra me beijar enquanto continuava me dando prazer com meus mamilos e eu esfregava o pau lindo dele. Enquanto nos beijávamos, ele me virou, separou a boca e fez um gesto com a cabeça pra baixo. — O café da manhã tá pronto. Me ajoelhei e comecei a saborear meu delicioso café da manhã, com a mão dele acariciando meu cabelo. — Não tem nada melhor que começar o dia com um bom boquete. Demorei quase 20 minutos pra fazer ele gozar. Quando ele gozou: — Que alívio que fiquei, agora me serve o café. Levantei e servi café pra nós dois, e antes de tomar o meu, limpei o rosto com a mão, juntei o esperma e levei à boca, o gozo. Enquanto eu me maquiava, ele tomou banho, nós Nos vestimos e saímos pra ir no cartório. Depois de esperar um tempão, entreguei o RG pra uma moça pra mudar o endereço. — Oi, é pra mudar meu endereço no cadastro. A filha da puta olha pro documento e levanta a cabeça me encarando. — A senhora me deu o RG errado. — Não, é o meu mesmo, sou transexual. — Sim, mas eu não posso mudar seu endereço aqui. Aqui tá escrito Javier e eu não sei se a senhora é essa pessoa. — Sou eu, sim. — Mas não posso fazer isso. A senhora pode estar me enganando. — Juro que não tô te enganando. — Sinto muito, não posso confirmar. — E então o que eu faço? Preciso me registrar no meu apartamento novo. — Ou o Javier vem pessoalmente, ou a senhora atualiza a situação mudando o nome. Saímos de lá sem conseguir fazer nada. Ainda faltava muito pra hora da consulta na clínica, então sentamos num bar do lado pra tomar um café e matar tempo. Chegamos um pouco antes. Uma mulher de uns 40 anos me chamou uns minutos depois do horário. Entrei sozinha na sala, ela mandou eu sentar. Eu não sabia pra que tinha ido. Começou a explicar que era endócrino e que os hormônios que eu tava tomando, ela tinha dado pra Priscila, e que agora era hora dela assumir meu controle. Disse que os exames tinham dado certo e que precisava fazer uma inspeção. Mandou eu tirar a parte de cima, apalpou meus peitos e me informou que tava tudo certo e que a gente se veria em dois meses. Na saída, já era hora do almoço. Ramiro decidiu comer num restaurante, depois fomos no shopping comprar coisas pra casa. Na quarta-feira, eu tinha que trabalhar no local: limpeza e depois ensaio do número da universitária, que no dia seguinte seria minha primeira apresentação. No começo, fiquei nervosa vendo uns caras ali olhando, mas deu tudo certo. A gente se apresentava quinta e sábado. Naquela semana, fiquei pensando naquela merda do cartório. No fim, como me sentia feliz com o que fazia e agora ninguém me obrigava a nada, decidi mudar meu nome pra Pilar. Na segunda-feira seguinte, comecei os trâmites. Os dias foram passando rápido: o trabalho, a... A convivência com o Ramiro era muito boa e nossa relação era como a de qualquer casal. Nos dias de festa, a gente saía pra comer fora, passear, comprar e dançar. Aos poucos, fui me apegando a ele, ele me tratava muito bem. Depois de um mês, já era a Pilar pra todos os efeitos e consegui me registrar no cadastro municipal. Enquanto isso, meu corpo ia mudando aos poucos: pele mais macia, os peitos crescendo, o quadril um pouco mais largo. Faltava uma semana pra acabar os 3 meses de visto de turista do Ramiro. Naquela segunda-feira, a gente tava almoçando numa cidade da costa. — Preciso te falar uma coisa. — Fala. — Semana que vem meu visto de turista vence e eu teria que ir embora. Mas conversei com a Priscila. Tô muito bem aqui, me sinto à vontade morando e trabalhando com você, e tô ganhando muito mais dinheiro do que no México. Vou ficar mais um tempo, mesmo que ilegal. — Que bom, fico feliz. Eu também me sinto bem dividindo tudo isso com você. — Então já sabe. Amanhã a gente precisa ir no cadastro municipal pra eu me registrar e poder ter médico, caso precise. — Tô muito feliz que você vai ficar. — Eu também. E assim o tempo foi passando. Eu trabalhava de quarta a domingo de manhã, antes de abrir limpando e depois como vendedora, exceto quinta e sábado, que também trabalhava à tarde pros espectábooties. O Ramiro só trabalhava quinta e sábado à tarde, mas me levava todo dia e ajudava em alguma coisa, ou saía pra dar uma volta até vir me buscar. Uns 8 meses depois, teve uma inspeção numa quinta-feira à tarde, uma hora antes do espetáculo. Eu tava com o Ramiro no escritório da Priscila, quando ela entrou com um homem e pediu pra gente sair. Ele pediu os contratos das pessoas que trabalhavam lá. Com contrato, só tínhamos eu e a Inma. O Ramiro não podia ter. Ele perguntou quem era o Ramiro, depois de eu mostrar meu contrato e dizer que eu era a garota que ele tinha visto lá. A Priscila disse que ele era meu namorado. Depois que ele foi embora, ela disse que em duas semanas não teria mais espectábooties. nossos, mas que eu pagaria do mesmo jeito. Uma semana depois, na segunda-feira de manhã, a Priscila apareceu no apartamento. — Oi. — Oi, Priscila, entra, que surpresa. Fiz café e sentamos nós três na mesa. — Vim porque, depois de pensar muito, não quero arriscar que um dia uma fiscalização te pegue no local trabalhando ilegal e fechem meu negócio. Sinto muito, mas você não pode mais ficar aqui, espero que entenda. — Entendo, é normal. E tenho que te agradecer por todos esses meses que trabalhei aqui. Conheci pessoas muito boas: você, a Inma, alguns clientes e a Pili, que se tornou uma mulher muito especial pra mim. Me dá muita pena ter que ir embora. Vou sentir muita falta disso tudo e de todo mundo, mas principalmente da Pili. Eu estava ouvindo e não consegui evitar de começar a chorar. Depois de conversar e ficar um tempo falando de outras coisas, como era feriado, o Ramiro sugeriu irmos almoçar os três juntos para brindar à amizade e agradecer pelo tempo que ele esteve aqui. A Priscila aceitou, mas com a condição de que ela pagava. Então saímos pra almoçar. Eu e o Ramiro sentamos um do lado do outro, e ela na frente. Já na sobremesa, a Priscila tinha reparado na gente, viu como durante a comida trocávamos muito carinho, colocávamos a mão em cima da mesa nos segurando, e já na sobremesa: — Passei a comida e o dia inteiro vendo como vocês se dão, como se tratam, e tive uma ideia pra você poder continuar trabalhando. — Explica. — Há quanto tempo você está registrado no apartamento? — Quase 9 meses. — Então pensei que a gente poderia legalizar sua situação fazendo de vocês um casal de fato, e em poucos dias você teria os documentos. O que acham? — Hummm, não sei, teria que pensar. — E você, Pili, o que acha? Um pouco nervosa, respondi: — Eu topo. — Falei sem pensar. O Ramiro ficou me olhando uns segundos em silêncio, e foi a primeira vez que o vi nervoso. — Sério que você faria isso por mim? — Sim. Outro silêncio, me olhando um pouco mais. Largo, ele levantou a mão, colocou no meu pescoço, me puxou pra perto e me beijou na boca. A Priscila ficou nos olhando em silêncio. Ele parou de me beijar, se virou pra ela. — Então vamos em frente, estou curioso pra saber quanto tempo pode levar. — Fico feliz com essa decisão tão rápida. Não sei, agora vou ligar pro meu advogado, explicar o assunto e pedir pra ele me informar. Ele falou com o advogado e marcaram pra aquela mesma tarde. A gente se encontrou com ele, ele explicou tudo, perguntou há quanto tempo a gente morava junto, se a gente tinha fotos que pudessem comprovar nosso relacionamento, caso perguntassem ou pedissem pra ver que não era golpe pra conseguir os documentos. Por sorte, a gente tem várias das nossas saídas. Ele disse quais documentos a gente precisava e pra levar o mais rápido possível, que ele cuidava de tudo e agilizava as coisas. No fim de semana, o Ramiro já levou toda a documentação e, quase dois meses depois, a gente casou. Uma semana depois, o Ramiro voltou ao trabalho. Agora ele fazia o mesmo horário que eu e cuidava pra que tudo estivesse em ordem e não desse problema. Agora eu tinha virado a senhora Cortes e, com mais motivo, cumpria meu papel de esposa. Fazia com orgulho os serviços de casa e dava conta contente do meu marido na cama. Continua.

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