A casa dos Ramírez tinha aquele cheiro de família, de móveis de madeira bem cuidados e perfumes caros. Diego, de 19 anos, não acreditava que seu melhor amigo, Leo, tivesse uma mãe daquelas. Desde que se entendia por gente, a dona Carolina o deixava desconcertado. Alta, com curvas que desafiavam a lógica, sempre bem arrumada, unhas perfeitas, lábios delineados, decotes generosos e um olhar que parecia enxergar além do que a gente dizia.Naquela noite, Leo o convidou pra dormir na casa dele. Pijamada de sexta, filmes, videogame e pizza. Nada de novo.
— Lembra de Invocação do Mal? Naquela vez você quase mijou — disse Leo rindo enquanto arrumavam os sofás.
— Mentira, foi você que gritou que nem mocinha — respondeu Diego, disfarçando o nervosismo. Não pelo filme, mas pelo simples fato de estar ali... perto dela.
Carolina desceu as escadas com um robe de cetim azul justo, cabelo solto e lábios vermelhos. Vinha descalça, como quem não quer atrapalhar, mas cada passo era uma declaração de presença.
— Vão ver filme de terror de novo? — perguntou, se apoiando no batente da porta.
— Sim, mãe — respondeu Leo sem dar muita atenção.
Diego, por outro lado, não conseguia tirar os olhos dela. O robe deixava entrever demais. O decote parecia um convite pro pecado.
— Quer beber alguma coisa? — ela perguntou diretamente pra Diego.
— Eu...? Ah... não, obrigado, senhora.
— Carolina, me chama de Carolina. Me faz sentir velha esse negócio de "senhora".
Ele concordou, engolindo seco. Se sentia observado, medido... caçado.
Horas depois, quando Leo apagou no sofá com o controle na mão, Diego foi ao banheiro. Passou pelo corredor em silêncio, mas na volta, ouviu um clique suave. Era a porta do quarto principal.
E uma voz baixa, insinuante:
— Diego... vem aqui um segundo, por favor.
Ele congelou.
— Carolina?
— Sim... não faz barulho. É só um segundo.
A porta se abriu de leve. Lá dentro, luzes fracas, o perfume dela, e a figura deitada na cama. Ainda com o jaleco azul, mas com uma abertura que deixava ver parte da coxa dela. — Só queria te agradecer por ser tão bom amigo do Leo — falou com voz lenta. — Mas também queria te perguntar uma coisa… Ele se aproximou, sem saber se estava sonhando. — Tem alguma coisa comigo? Ou tô imaginando? Diego não conseguia mentir. — Sim… tem coisa. Desde sempre. Ela sorriu, saboreando a confissão. — Desconfiava. E sabe o quê? Eu também sinto algo por você. Mas isso é segredo. Um jogo perigoso… só pra corajosos. Ela se levantou devagar, deixou o jaleco cair no chão, e ficou completamente nua na frente dele. — Topa, Diego? Ele assentiu, com o coração quase explodindo. Ela se aproximou, passou a mão por cima da calça dele, e sentiu a ereção pulsando. — Hummm… já tá pronto — murmurou, abaixando a calça dele sem pressa. Ajoelhou na frente dele, pegou o pau dele com as duas mãos e começou a beijar, lamber, adorar como se fosse um tesouro proibido. Diego tremia. Nunca tinha sentido nada igual. Nem nos sonhos. Carolina colocou na boca com cuidado no começo, e depois com uma paixão avassaladora, como se estivesse imaginando aquele momento há meses. — Não aguento mais — ele disse, com voz abafada. — Ainda não — ordenou ela, levantando e subindo na cama. — Quero que termine dentro de mim. Ela abriu as pernas. Guiou ele com o olhar, e quando Diego ficou por cima, ela ajudou ele a entrar na buceta devagar. O calor dela envolveu ele, fez ele gemer, levou ele ao limite. Se moveram devagar no começo, com os corpos colados, suados, se desejando como se fosse a única coisa no mundo. E quando ela sentiu ele gozar, apertou ele com força. — Me dá tudo, Diego. Tudo. É nosso segredo. E ele deu. Inteiro. Como um presente. Como uma porra de uma condenação.
O sol entrava pelas cortinas do quarto onde Diego e Leo tinham dormido. O corpo de Diego ainda tremia com os ecos do que tinha vivido. Sua respiração era diferente. Seu olhar, também. Nada seria igual depois do que aconteceu com Carolina. Leo roncava, profundamente dormido, largado no sofá como se não desconfiasse de nada. Diego se levantou devagar, foi ao banheiro, lavou o rosto, se olhou no espelho. Não conseguia apagar a imagem: Carolina de joelhos, beijando ele, montando nele, gemendo. Então ouviu a voz dela vindo da cozinha: — Diego, já acordou? Ele vestiu o mínimo para não parecer nervoso e foi até lá. Ela estava de costas, com um roupão novo — branco, acetinado, ainda mais curto — e o cabelo preso num coque solto. Preparava café com movimentos lentos, sensuais, como se cada passo fizesse parte de um plano. — Leo saiu pra comprar umas coisas pro café da manhã — disse ela, virando-se com duas xícaras na mão —. Vai demorar um pouco. Queria aproveitar pra conversar com você... a sós. Diego engoliu seco. Sentou. Pegou a xícara que ela oferecia. Olhou pra ela. O roupão estava entreaberto, sem sutiã. Só alguns centímetros de pano separavam os peitos dela do mundo. — Noite passada não consegui dormir — disse ela sem rodeios — não paro de pensar em você. Em como você me beijou, em como você se sentia dentro de mim... No seu corpo tão jovem. Naquilo tão firme que você tem... Ele olhava pra ela de boca aberta, sem saber o que dizer. — Não se assusta, Diego — continuou ela, sentando devagar na cadeira da frente —. Não sou louca. Só... não consigo evitar. Você me atrai demais. Tô obcecada pela sua pica. Não dá pra negar. Pegou a mão dele. Levou até o peito esquerdo, que batia forte. — Sente isso... é culpa sua. Sua juventude... seu cheiro... esse pau duro que me enlouquece... Diego já não conseguia esconder a ereção. Ela viu. Desejou ele ainda mais. — Falei pro Leo demorar. Quero te usar — murmurou, levantando-se e deixando o roupão cair por completo. Caiu ao chão como uma flor rendida. Ela se ajoelhou na frente dele, igual na noite anterior, e puxou a calça dele pra baixo. O sorriso dela cresceu quando viu ele do mesmo jeito, duro, cheio de vontade. —Isso agora é meu… sabia disso? Começou a lamber a rola dele, devagar, olhando pra cima, como se adorasse cada centímetro. Os lábios dela envolveram ele, a língua brincando como se fosse a última vez. Diego gemia baixinho, mordendo os lábios, se sentindo o cara mais sortudo do universo. —Ainda tô com fome de você — ela disse, se levantando e montando nele, sem roupa, sem demora. Sentou na ereção dele, guiando pra dentro da buceta dela com um suspiro fundo, quase animal. —Era disso que eu precisava… — ela ofegou, rebolando em cima dele —. É isso que me vicia. Ele segurou a cintura dela, marcando o ritmo. Via ela quicando em cima dele, os peitos balançando a cada investida, ele chupava eles. Ela gemia como se não tivesse freio. Suavam, se devoravam com o olhar, sabendo que a qualquer momento Leo podia voltar. Mas isso só deixava tudo mais intenso. —Goza dentro de mim — ela sussurrou, cravando as unhas nas costas dele —. Quero sentir você me enchendo… de novo. E ele deu. Fundo. Violento. Incontrolável. Ela abraçou ele, ofegante, ainda montada. —Isso não vai parar, Diego. Tô te avisando. Eu quero você cada vez mais. E vou te ter… sempre que puder.
Desde aquela manhã na cozinha, Diego não parava de pensar na Carolina. E Carolina não dava sossego pra ele. Não passavam nem duas horas sem que ela mandasse mensagem, sem deixar um áudio cheio de tesão… ou uma foto.Primeiro foram selfies provocantes: de roupão, de lingerie, mordendo o lábio na frente do espelho. Depois subiu o nível: mandou uma pelada, deitada na cama, pernas abertas, os dedos entre as coxas molhadas. Outra na frente do espelho do banheiro, onde dava pra ver que tinha acabado de sair do chuveiro: cabelo molhado, bicos duros, corpo brilhando.
— Tá pensando em mim? — escreveu embaixo — Porque eu tô pensando em você… o tempo todo.
Uma tarde, sem rodeios, pediu:
— Manda uma foto do seu. Quero ver ele duro. Quero que ele fique de pé pra mim.
Diego hesitou uns segundos, mas o corpo falou mais alto. Se trancou no banheiro, baixou a calça, se excitou lembrando dos gemidos dela, e quando o pau ficou firme e duro igual pedra, mandou a foto.
Ela respondeu na hora:
— Nossa… tô me molhando toda olhando isso. Quero ele na minha boca. Agora.
Naquela mesma semana, num sábado de manhã, Diego recebeu uma mensagem inesperada:
Carolina: Diego, cê pode vir aqui em casa? O Léo falou que precisa falar com você um minuto. Tá no quarto dele.
Diego não pensou duas vezes. Se vestiu rápido, atravessou a rua e apertou a campainha. Ela abriu com um sorriso safado e um roupão vermelho que não deixava muita coisa pra imaginação.
— Cadê o Léo? — perguntou, meio confuso.
— Não tá — disse ela, fechando a porta atrás dele — Viajou com o pai. Só volta amanhã à noite.
— E então por que você disse que ele queria me ver?
Carolina encarou ele. Deu um passo pra frente, colando o corpo quente no dele.
— Porque sabia que se eu falasse a verdade, você não vinha. E hoje… eu quero o dia inteiro só pra mim.
Beijou ele antes que ele pudesse falar qualquer coisa. Um beijo profundo, cheio de língua, tesão, fome. Empurrou ele contra a parede da sala, enfiou a mão dentro da calça dele e sorriu ao sentir que já tava duro. endurecido.
—Mmm, sentia falta disso —murmurou baixinho—. Hoje não precisamos ter pressa, bebê. Hoje posso te saborear sem ninguém nos atrapalhar.
Ele a levou pela mão até o quarto. Livrou-se do roupão e sentou na cama, completamente nua, abrindo as pernas como um convite irresistível.
—Quero que você me olhe enquanto eu me toco —disse, e começou a se acariciar devagar na frente dele—. Quero que saiba que sou sua, completamente. E que não passa um dia sem eu me masturbar pensando em você.
Diego tirou a roupa enquanto a observava. O pau dele pulsava ao ver aquela cena: Carolina gemendo, se tocando nos peitos e na buceta molhada, com o olhar fixo nele.
—Vem —ordenou, quase ofegante—. Quero sua língua. Agora.
Ele se ajoelhou na frente da cama e afundou o rosto entre as coxas dela. Ela gemeu alto, enlouquecida. Agarrou o cabelo dele, se movia contra a boca dele, tremia.
—Isso… assim! Assim que eu adoro! Sua língua é viciante, Diego…!
Quando não aguentou mais, empurrou ele na cama e montou nele como uma fera. Cavalgou com força, com luxúria. Arranhou, mordeu, beijou com fúria.
—Você não faz ideia do que faz comigo —sussurrou entre ofegos—. Tô doida por você. Você é meu vício. Meu garoto. Meu pecado.
Beijou ele, virou e ficou de quatro na cama.
—Você aguenta mais? —disse, com um sorriso atrevido.
Diego não respondeu. Se posicionou atrás, segurou a cintura dela e a penetrou de novo. Mais fundo. Mais selvagem. Ela gritava, o corpo tremia, e ele sentia que podia enlouquecer de prazer.
—Isso, Diego! Me dá tudo! Goza dentro, me enche…!
E foi o que ele fez. Sem pensar. Sem parar. Agarrado nos quadris dela, derramando-se dentro enquanto os dois se derretiam de prazer.
Quando tudo acabou, ela se deitou ao lado dele, beijando o peito dele, acariciando o pau agora mole, ainda molhado.
—Isso não tem volta —disse no ouvido dele—. E não tô nem aí. Quero você só pra mim. E vou te ter sempre que eu quiser.
Domingo ao meio-dia, Carolina preparou um almoço em família. Nada fora do comum: frango assado com batatas, arroz com queijo e limonada gelada. Leo tinha voltado da viagem com o pai e convidado Diego para comer com eles, como sempre.Diego chegou meio nervoso. Era a primeira vez que via Carolina de novo com o filho presente desde aquele sábado quente em que se rolaram que nem bichos na cama. Mas ela se mostrou serena, natural, até provocante dentro do que era permitido: vestia uma blusa justa que deixava as curvas à mostra, sem exagerar, mas com aquela malícia que ele já conhecia bem.
Durante o almoço, a conversa fluía sem grandes sustos. Risadas, histórias da viagem, fofocas do bairro… até que Leo, sem perceber o estrago que ia causar, soltou:
— Ah, ia esquecendo, Diego… a caixa nova do mercado mandou lembranças — disse enquanto mastigava. — Me perguntou se você era meu amigo, falei que sim, e me deu o número dela. Disse pra passar pra você se quisesse falar com ela.
Silêncio.
Diego sentiu o garfo congelar no ar. Levantou o olhar e deu de cara com os olhos de Carolina. Ela tinha sorrido… mas não com os olhos. Era um sorriso seco. Frio. Falso.
— A caixa do mercado? — disse ela em voz baixa, enquanto bebia a limonada devagar. — E desde quando você é tão popular assim, Diego?
— Sei lá — respondeu ele, nervoso. — Mal cumprimentei ela uma vez…
Leo deu de ombros.
— A mina é gostosa — completou com toda inocência. — Muito bonita. Com certeza você interessou ela.
Diego quis sumir debaixo da mesa.
Carolina se levantou com a desculpa de pegar mais gelo, mas o olhar dela já tinha dito tudo. Ele tentou não olhar demais pelo resto do almoço, mas a tensão tava no ar. Aquela mulher que horas antes tinha dito “você é só meu” agora ardia por dentro, e não de tesão, não.
Quando Leo subiu pro quarto, Carolina aproveitou pra se aproximar enquanto Diego lavava a louça.
— Então a caixa do mercado, hein? — sussurrou. No ouvido dele, apertando-se contra as costas dele—. Tá afim de experimentar algo diferente? —Não é o que você tá pensando… —Não me importa o que você pensa —ela o interrompeu—. Me incomoda o que eu sinto. Ciúmes. Raiva. Cê acha que alguma dessas menininhas vai te dar o que eu fuck you? Enfiou a mão na calça dele, sem cerimônia, tocando ele com firmeza. —Nenhuma vai te chupar a cock igual eu faço. Nenhuma vai abrir as pernas pra você como eu. E se quiser conferir… vai em frente. Mas te aviso uma coisa, bebê: não gosto de dividir meus brinquedos. Diego se virou e beijou ela. Com fome. Com urgência. Na cozinha. À vista de qualquer um, se alguém descesse. Mas não ligaram. Carolina pegou ele pela mão e levou pro lavanderia. Lá, abaixou a calça dele e se ajoelhou sem perder tempo. —Vou te lembrar por que sou sua obsessão —disse com um sorriso safado antes de enfiar ele inteiro na boca. A tesão do risco, de serem pegos, daquele ato tão desesperado e possessivo, fez Diego não aguentar muito. Gozou na boca dela enquanto ela olhava ele com olhos brilhantes, devorando ele como se fosse a única coisa que importasse. —E agora —sussurrou, se lambendo—, que a caixinha do mercado tente superar isso. Carolina empurrou o carrinho de compras com uma mão, enquanto com a outra tentava olhar a lista no celular. Era domingo à tarde, o supermercado não tava tão cheio, mas o que desconcentrou ela não foi a quantidade de gente nem os produtos em promoção… mas uma gargalhada. A risada dela. Levantou a vista. E lá estava ele. Diego, encostado no balcão dos caixas rápidos, rindo com a jovem caixa de sorriso fácil e decote generoso. A mina roçava o braço dele com falsa timidez. Ele parecia encantado. Carolina parou a poucos metros. Observou a cena como se tivessem jogado ácido nas veias dela. Não ouviu o que diziam, mas viu como ela piscou um olho pra ele e passou um bilhetinho dobrado. Diego aceitou, sem saber que tinha fogo a poucos metros. Carolina virou De repente, ela parou o carro e terminou as compras em silêncio, mas por dentro fervia. No caminho todo de volta pra casa, a cabeça dela repetia: então uma qualquer quer brincar com o que já é meu? Naquela noite, Leo ainda não tinha voltado do aniversário de um primo. A casa estava calma, mas Diego não imaginava o que o esperava. Ele tinha acabado de sair do banho, enrolado na toalha, quando uma porta se abriu com firmeza. Carolina apareceu com o rosto sereno, mas os olhos dela contavam outra história. Fechou a porta atrás de si e o examinou de cima a baixo.
—Você se divertiu hoje? — perguntou num tom neutro.
—Hã? Sim, normal — respondeu ele, meio confuso.
Ela se aproximou sem dizer mais nada, andando devagar, como um felino à espreita. Com uma mão, tirou a toalha dele. O pau de Diego já começava a endurecer só de vê-la.
—E a caixa… era simpática? — perguntou agora em voz baixa, ajoelhando-se na frente dele.
—Carolina… — murmurou ele, mas ela não queria respostas.
—Não gosto de menininhas baratas que sorriem pro que é meu — disse com veneno doce na voz.
E sem mais, enfiou o pau dele na boca, fundo, furiosa, molhada de raiva e desejo. Mamava com força, com fome, como se quisesse marcá-lo desde a garganta. Diego segurou a cabeça dela, sem fôlego, ofegante. Ela olhava pra ele de baixo com os olhos brilhando.
Pegou a mão dele e o empurrou pra cama. Subiu em cima dele, sem tirar nem a calcinha. Só puxou a tanga pro lado e encaixou o pau dele dentro da buceta dela de uma só vez. Diego arqueou as costas. Ela tava quente, molhada, apertada como o céu. Se mexia rápido, ritmada, enquanto dava tapinhas nele com as palavras:
—Isso que a sua caixinha te dá? Isso também? Hein?
Diego gemia. Não conseguia resistir. Sentia que Carolina cavalgava como se odiasse ele, mas na verdade tava reivindicando ele. Era dela. Mais ninguém.
Montou ele por trás, com as costas arqueadas como uma gostosa selvagem. Finalmente, olhou pra ele de lado e Ela ordenou:
—Goza na minha boca. Tudo. Quero que você limpe minha alma.
E ele obedeceu. Enfiou o pau entre os lábios dela, ela chupou com fúria até ele explodir na garganta dela. Engoliu tudo. E só aí respirou fundo.
Carolina se deitou ao lado dele, exausta.
—Não gosto de dividir o que eu curto — sussurrou.
Diego olhou pra ela, fascinado. Nunca uma mulher tinha possuído ele com tanta loucura.
E ele... tava começando a viciar.
Os dias depois daquele encontro feroz na cama não foram mais os mesmos. Carolina não parava de pensar nele. Olhava o celular a toda hora, esperava as mensagens dele com ansiedade, se tocava à noite imaginando a pele dele, o cheiro, o pau, a juventude... mas, acima de tudo, naquele jeito tão inocente de olhar pra ela, de obedecer, de se entregar. Era dela. E ponto final.Naquela tarde, ela o esperou na cozinha com o cabelo solto, um vestido leve sem sutiã e uma taça de vinho. Leo tinha saído de novo com os amigos, e ela já tinha deixado claro que não aguentava vê-lo perto da caixinha.
Quando Diego entrou, sorrindo, ela foi direto ao assunto.
— A gente precisa conversar.
Ele sentou em silêncio. Viu ela respirar fundo. Os bicos dos peitos marcavam sob o vestido, mas o olhar dela era sério.
— Isso não pode continuar assim — disse ela.
Diego sentiu um frio no peito.
— Você cansou? — perguntou com a voz fraca.
Carolina se aproximou e segurou o rosto dele com as duas mãos.
— Não, bobinho… tô me apaixonando por você. Quero que você seja meu. Não só de vez em quando. Não escondido. Quero que você me escolha. Que o nosso lance seja de verdade.
Ele ficou calado.
— Vou falar com seus pais — completou ela —. Quero dizer que tô apaixonada pelo filho deles, que você me faz sentir viva, que quero você só pra mim.
Diego se levantou, nervoso. Andou pela cozinha.
— Carolina... não é tão fácil assim. Você é a mãe do meu amigo. Meus pais… seu filho… Isso é uma loucura.
Ela franziu a testa. Cruzou os braços.
— Você tem vergonha de gostar de uma mulher como eu? Uma mulher que te dá tudo, que te deseja mais que ninguém?
— Não! Não é isso — respondeu ele rápido —. É que… eu tenho medo. Medo de que tudo desmorone.
Ela se aproximou, abraçou ele com força, apertando o corpo contra o dele. A voz agora era suave, quase doce:
— Não quero dividir você. Não quero me esconder. Não quero que você me veja como uma aventura. Se você me quer, vai me ter. Mas inteira.
Diego engoliu seco. O desejo consumia ele, mas pela primeira vez ele se sentia encurralado pelo amor.
Será que ele conseguia? retribuir do mesmo jeito? Ele estava disposto a enfrentar o mundo por ela? Carolina beijou ele e sussurrou:
—Pensa nisso. Mas não demora. Porque eu já não consigo viver sem você…
E aquele cheiro na pele dela, aquela promessa de loucura e prazer, deixou ele tremendo.
O silêncio na cozinha ficou pesado. Carolina olhava pra ele com os olhos brilhando, esperando uma resposta, uma promessa, uma loucura. Mas Diego tinha um nó no peito.
Ele envolveu ela com cuidado, como se não quisesse quebrar algo frágil, e segurou as mãos dela com suavidade.
—Carolina… eu te desejo como nunca desejei ninguém —disse ele, olhando nos olhos dela—. Você me enlouquece, me excita, me faz sentir coisas que eu nem sabia que existiam. Mas…
Ela franziu a testa, percebendo a mudança no tom dele.
—Mas o quê?
Diego engoliu em seco.
—Eu não te amo. Não ainda. Não sei se consigo. Não quero prometer algo que não sinto.
O rosto de Carolina endureceu. Ela quis soltar as mãos, mas ele não deixou.
—Não quero te machucar —continuou—. Mas também tem o Léo… Ele é meu melhor amigo. E meus pais… eles nunca aceitariam que eu ficasse com a vizinha deles, a mãe do meu amigo.
Ela desviou o olhar, respirando fundo, segurando aquela mistura de raiva, decepção e orgulho ferido.
—Então era só sexo pra você?
—Não foi só sexo —respondeu ele rápido—. Foi paixão. Intensa, selvagem, viciante. Não me arrependo de nada. Mas também não quero perder tudo que tenho. Não quero deixar de ver o Léo, nem que meus pais achem que eu tirei vantagem de você. Porque não foi assim.
Carolina ficou em silêncio, andou até a bancada e serviu mais um pouco de vinho. Tomou um gole longo.
—Você tem razão —disse ela, sem olhar pra ele—. Eu devia saber. Sempre fui eu que me entreguei mais. Sempre fui eu que me obcequei primeiro.
Diego se aproximou por trás e acariciou a cintura dela.
—Não se arrependa. Tudo que aconteceu… foi real.
Ela virou devagar. Os olhos estavam úmidos, mas sem lágrimas.
—Então, o que a gente é agora?
Ele baixou o olhar.
—Duas pessoas que se desejaram loucamente. Que viveram algo único. Mas que não podem ser mais do que isso. Carolina concordou com a cabeça e, antes que ele fosse embora, deu-lhe um último beijo. Devagar. Fundo. Como quem se despede de um amante que não vai voltar.
— Se um dia você se apaixonar por mim… mesmo que seja tarde… volta. Eu vou estar te esperando — sussurrou ela.
E Diego foi embora, com o coração acelerado, o desejo ainda queimando na pele… e a amarga sensação de ter deixado para trás algo irreparável.

1 comentários - 146/1📑O Amigo do Meu Filho - Parte 1
Si Diego se levantó y Leo roncaba, no puede ir a desayunar y Carolina decirle que Leo salió a hacer unas compras.
Leo roncaba, profundamente dormido, tirado en el sillón como si no sospechara nada. Diego se levantó despacio, fue al baño, se lavó la cara, se miró al espejo. No podía borrar la imagen: Carolina de rodillas, besándolo, cabalgándolo, gimiendo.
Entonces escuchó su voz desde la cocina:
—Diego, ¿te despertaste ya?
Se vistió lo justo para no parecer nervioso y fue hacia allá. Ella estaba de espaldas, con una bata nueva —blanca, satinada, más corta aún— y el cabello recogido en un moño suelto. Preparaba café con movimientos pausados, sensuales, como si cada paso fuera parte de un plan.
—Leo salió a comprar unas cosas para el desayuno —dijo ella, dándose vuelta con dos tazas en la mano—. Va a tardar un rato. Quería aprovechar para charlar con vos... a solas.