O furacão chegou sem aviso. O céu se partiu em dois. O cruzeiro, gigante e luxuoso, não teve nenhuma chance. Horas depois, entre destroços flutuantes, apenas dois sobreviventes alcançaram uma praia desconhecida, arrastados pela correnteza: Elena, uma loira de corpo esculpido pelo pilates e biquínis caríssimos, e Bruno, um técnico de manutenção, moreno, musculoso. Elena tirou os saltos quebrados e a blusa encharcada. Seu sutiã branco, colado à pele molhada, deixava seus mamilos marcados com descaramento. Bruno desviou o olhar com respeito, mas o instinto o traiu: ele a desejou na hora.— Você está bem? — perguntou ele, ofegante.
— Não sei… acho que sim. Tem mais alguém?
— Só nós. Ninguém mais.
Passaram as primeiras horas em silêncio, procurando galhos secos, um pouco de sombra e um lugar para dormir. O sol queimava, a fome apertava, e o instinto de sobrevivência os unia sem palavras.
— Vou procurar frutas ou algo comestível — disse Elena, mais prática do que aparentava.
— Toma cuidado. E se achar água, me avisa.
Ela se internou na vegetação enquanto Bruno construía uma cobertura improvisada com folhas grandes. Não demorou muito para Elena voltar com as mãos cheias de pequenas frutinhas vermelho-escuras.
— Não sei o que são… mas têm um cheiro bom.
— Experimenta só uma primeiro — disse Bruno. — Por via das dúvidas.
Ela experimentou. E depois, sem notar nenhum efeito ruim, comeu um punhado.
—Estão doces. Muito doces… Meia hora depois, o efeito começou. Primeiro foi uma sensação de calor no peito. Depois, os mamilos dela endureceram com força. E a buceta… começou a pulsar como se tivesse um pulso próprio. —Bruno… tô me sentindo estranha… —Como estranha? —Não sei… tipo… —parou, mordendo o lábio—… quente. Muito quente. Bruno olhou pra ela. Ela já estava com a pele avermelhada, os olhos brilhando, as pernas inquietas. Respirava rápido, e de repente, desabotoou o botão do short molhado. —Não sei o que tá acontecendo comigo… mas preciso… preciso me tocar… Ajoelhou-se na frente dele. O corpo tremia. A calcinha estava encharcada, não só por causa do mar. —Bruno… por favor… faz alguma coisa. Ou eu fico louca. Ele engoliu seco. Não estava seguro. Mas a ereção era impossível de disfarçar sob a calça. —Tem certeza…? —Agora! —gemeu ela, se aproximando—. Já! Não me faz esperar! E o beijou com fúria. Com fome. Com desejo selvagem que não conhecia razões. Baixou a calça dele. E libertou o pau. A expressão dela dizia tudo: —Deus… você não tem ideia do que você me faz. Pegou com as duas mãos. Lambeu. Chupou com desespero. Como se o antídoto para a loucura dela estivesse na boca. Bruno segurou o cabelo dela enquanto ela engolia tudo, gemendo, suando. Mas não bastava. Ela se levantou, tirou tudo, e se agachou sobre um tronco seco. —Me come. Agora. Mete. Tudo!
Ele enfiou sua buceta com força, numa única estocada. Ela gritou. Não de dor. De alívio. De desejo.— Isso! Assim! Mais! Me arrebenta!
Bruno a embatia sem parar, agarrando seus quadris, sentindo suas nádegas quicando a cada investida. Ela se tocava na frente, desesperada.
— Tô gozando! Deus... tô gozando!
E gozou. Com espasmos, com tremores, com um gemido tão alto que os pássaros saíram voando das árvores. Bruno a seguiu segundos depois, descarregando dentro dela, rugindo.
Caíram no chão, respirando como animais.
— Que... caralho... eram aquelas frutinhas? — disse ele, ofegante.
Elena sorriu, com o rosto vermelho e a virilha encharcada.
— Não sei... mas amanhã... vou comer mais.
A lua brilhava sobre a ilha, branca e redonda como um olho vigilante. O fogo improvisado crepitava em silêncio, enquanto Bruno descansava junto ao seu catre de folhas, exausto pelo dia e, principalmente, pela sessão desenfreada com Elena horas antes. Ela, por sua vez, não conseguia dormir. O corpo ainda lhe ardia. Sentia os mamilos duros, a buceta encharcada e os pensamentos saturados de sexo. Não conseguia parar. Levantou-se em silêncio. Caminhou nua entre os arbustos até onde tinha visto as frutinhas, e levou um punhado inteiro à boca. O sabor explodiu na sua língua: doce, ácido, embriagador. Voltou com os olhos brilhando. Ajoelhou-se ao lado de Bruno, que dormia de barriga para cima. Seu torso nu subia e descia com lentidão. Elena acariciou seu peito, beijou seu abdômen e o acordou com uma voz baixa, sensual.— Bruno… bebê… Acorda.
— O que foi?
Ela não respondeu. Apenas colocou uma frutinha entre seus lábios e o obrigou a mastigar.
— O que é isso?
— Você vai ver em breve — sussurrou, com um sorriso sombrio.
Comeu outra ela mesma. E mais uma. E o desejo os invadiu como um veneno lento, mas poderoso. Bruno sentiu o sangue correr direto para a virilha. Seu pau começou a inchar e endurecer como se tivesse vida própria. Elena já estava sobre ele, esfregando-se nua, deixando sua buceta encharcá-lo sem vergonha.
— Isso vai sair do controle — murmurou ele, respirando ofegante.
— Então… vamos perder o controle.
Elena o beijou como se não houvesse amanhã, descendo pelo seu peito até chegar ao seu pau, que já estava endurecido com fúria. Ela o pegou com as duas mãos, lambeu, chupou com fome. O devorava como se estivesse se alimentando de sua porra. Bruno gemeu, arqueou-se, suou.
— Deus… Elena!
— Shh… não fala. Só sente.
E ela montou nele, deslizando seu pau completamente dentro de sua buceta, molhada, apertada, tremendo. Cavalgou com loucura, sem ritmo, sem regras. Como uma loba no cio. Bruno a segurava pelos quadris, suas mãos apertando sua bunda firme com força. Ela gemeu, ofegou, riu. —Mais! Mais fundo! Me dá tudo!
Sentaram-se, se abraçaram, se viraram. Ela de quatro. Ele em pé, metendo com força. Puxava seu cabelo. Dava palmadas na sua bunda. Ela gritava, o incentivava: —Vai! Me arrebenta! Me enche de porra! Sou sua putinha nessa ilha! E Bruno explodiu dentro dela. Mas não acabou. Ambos ainda estavam pegando fogo pelo efeito das frutinhas. Beijaram-se com as línguas descontroladas, morderam os lábios, se enroscaram de novo. Dessa vez, Bruno a colocou sobre uma pedra lisa, abriu suas pernas e a lambeu como se sua vida dependesse disso. —Ahhh! Isso! Me come! Me enche de saliva, de você!
Ele gozou na cara dela. Ele a beijou depois, sem se importar com nada. E a penetrou de novo. Por trás. Por frente. Até que, ao amanhecer, desmaiaram exaustos, nus, marcados, cobertos de suor e fluidos. A ilha estava silenciosa. Mas dentro deles, o desejo rugia. —Temos um problema —sussurrou Elena, com a cabeça no peito dele. —Qual? —Amanhã… vou comer mais.
O terceiro dia na ilha amanheceu tranquilo, mas com um céu cinzento que anunciava tempestade. Bruno percebeu na hora: o ar estava pesado, a brisa tinha mudado. — Vem coisa forte por aí — disse, ajustando os galhos que sustentavam seu abrigo improvisado.
Elena, ainda nua, colhia algumas frutinhas. Seus mamilos marcados pelo vento, suas coxas brilhando com o calor do corpo. Ainda com o desejo vibrando na pele.
Mas não deu tempo para brincadeiras.
A chuva chegou como um chicote.
Um aguaceiro selvagem, acompanhado por trovões que ecoavam como rugidos.
O abrigo não aguentou.
Desmoronou em questão de minutos.
A palmeira caída, as folhas voando, tudo encharcado.
— Bruno! Vamos!
Ele pegou sua mão e a guiou correndo, entre lama, galhos e vento, para um canto da mata. Tinha explorado dias antes e encontrado uma pequena entrada entre as pedras.
— Por aqui. Confia em mim.
Atravessaram um corredor úmido e escuro, e chegaram… a uma caverna escondida. Ampla. Profunda.
E no centro, uma piscina natural de água morna, cristalina, alimentada por uma pequena fenda na pedra.
Elena olhou para ele, pasma, encharcada, ofegante.
— Como… como você sabia disso?
— Te falei que explorei… mas não tinha te trazido.
Agora não tem escolha.
O som da tempestade era só um eco. O calor da caverna envolvia sua pele. A água convidava.
E o desejo, de novo… os incendiava.
Bruno se aproximou dela. Tirou a blusa molhada, que já colava como uma segunda pele.
Elena o ajudou a se despir.
Se olharam, respirando acelerados, com as gotas ainda escorrendo pelo corpo.
— Entra comigo — disse ela.
Entraram na água. Estava morna. Bolhas suaves subiam do fundo. Parecia uma piscina termal selvagem. Seus corpos se roçaram…
E o instinto venceu outra vez.
Elena o empurrou contra a parede de pedra, o abraçou com as pernas e o beijou com fome.
Sua buceta o procurava, molhada, sensível, carente.
— Me pega assim… contra a pedra.
Como se a a tempestade meteu o desejo no nosso sangue. Bruno a levantou, a penetrou com força. Ela gemeu alto, o eco amplificava os sons. A água respingava, seus corpos se chocavam a cada investida.
— Mais! Não para! Me dá tudo, Bruno!
A caverna virou um templo de gemidos, pele e prazer. Ele se inclinou, mordeu seus mamilos enquanto a fodia. Ela se agarrou no pescoço dele, gemendo sem controle.
— Tô gozando! Ahhh, isso, isso! Assim!
Ele não parou até sentir o corpo dela tremer de puro prazer. E segundos depois, se esvaziou dentro dela, com uma explosão que tirou o fôlego.
Ficaram flutuando, abraçados, tremendo. —Esse lugar… —sussurrou ela— é perfeito.
—Agora é nosso refúgio —disse ele.
—Nosso ninho. Nosso pecado.
Nossa caverna do desejo.
E naquela noite dormiram na pedra quentinha, cobertos de folhas secas, pelados, exaustos… mas sabendo que no dia seguinte, quando o sol voltasse…
fariam amor de novo, debaixo d'água, sem limites.
Dois dias se passaram desde que a tempestade os obrigou a se refugiar na caverna. O lugar já parecia sua casa. Mas a comida estava escassa. Não restava nada além de recorrer às bagas… as mesmas que despertavam o desejo em seus corpos como fogo na pele. —Só algumas —disse Bruno, sabendo o que provocavam—. Mas precisamos… Elena anuiu e comeu as suas, olhando para ele com aquele sorriso travesso que sempre anunciava uma tempestade… daquelas que se sentiam entre as pernas. E não passaram dez minutos quando já estavam um em cima do outro. —De novo… estou pegando fogo —ofegou ela, tocando-se por baixo do biquíni improvisado. Bruno já estava duro, olhando para ela como se fosse uma deusa no cio. Aproximou-se por trás, segurou-a pelos quadris e lambeu seu pescoço com desespero. —Elena… quero algo mais. —O quê? —Quero te foder pelo cu. Ela virou a cabeça, com um sorriso atrevido e as pupilas dilatadas. —Tão excitado assim? —Você está me deixando louco. Me dá tudo. Quero provar você inteira. Ela não respondeu com palavras. Inclinouse sobre uma pedra lisa, arqueou as costas e separou suas nádegas lentamente, oferecendo tudo, molhada por dentro e ardente por onde ele mais desejava. —É seu… mas faz direito, ou eu te mordo —sussurrou.
Bruno cuspiu nos dedos, preparou-a com cuidado, sabendo que aquela área exigia atenção… e quando sentiu que estava pronta, posicionou-se atrás, devagar, firme, e enfiou o pau na sua bunda. Elena arquejou, arqueando o corpo, apertando as mãos contra a pedra. —Ahhh… isso! Me enche! Me arrebenta se quiser!
Bruno metia com ritmo, com força, puxando seu cabelo, lambendo suas costas. Acariciando sua buceta.
—Sempre quis isso de você…
—E agora é seu, papi… todo seu!
O som dos corpos se batendo era sujo, molhado, brutal.
Ambos tremiam. O prazer era diferente, mais proibido, mais intenso.
Gozaram quase ao mesmo tempo.
Bruno rugiu. Elena gemeu como uma selvagem domada.
E justo quando desabaram abraçados sobre a pedra quente… uma sombra no horizonte. Um navio. Distante, mas real, cortando o mar azul. Bruno apontou, com o peito ofegante.—É um navio! Podemos fazer sinais!
Mas Elena o abraçou por trás, nua, com as pernas ainda trêmulas.
—Não… ainda não. Não quero voltar para a civilização.
—Por quê?
Ela beijou sua nuca.
—Porque lá eu não posso cavalgar você quando quiser. Não posso gritar como uma putinha sem que alguém chame a polícia. E não posso ter você só para mim… nu, selvagem, meu.
Bruno a olhou, surpreso… e completamente excitado de novo.
—Então… ficamos?
—Mais alguns dias — disse ela, acariciando seu pau, despertando-o novamente —. Até você não aguentar mais… ou até esta ilha nos devorar.
E ela o cavalgou de novo, ali mesmo, sobre a pedra, com o navio se afastando lentamente… enquanto eles gemiam como se o mundo os tivesse esquecido completamente.

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