Caímos no sono, nem fomos correr no parque. Acordamos os três e olhamos o relógio, eu mal tinha tempo de chegar, e me disseram que iam descontar do salário se eu me atrasasse de novo. As minhas riram disso e falaram pra eu me acalmar, tava com um cheiro de sexo que dava pra trás, e toda a minha parte genital e barriga estavam com fluidos e porra seca, foi uma noite de sexo completa, acho que dormi umas três horas e meia. Quando fui pro chuveiro, senti meu pau ardendo, as minhas entraram comigo e começaram a me ensaboar, segundo elas pra eu sair mais rápido, mas a Vale começou a lavar meu pau como se tivesse me masturbando e a Juli se agachou atrás de mim pra beijar meu cu. Alberto: Juli, já te falei que aí não. — A gente tinha brigado de noite porque ela tentou enfiar um dedo em mim, ela disse que tava acostumada porque sempre fazia isso com o Hernán. Juli: Fica tranquilo, machão, ninguém vai te desvirginar o cu. Vale: Amor, não quer ficar mais um pouquinho? Não dá nada, fala pro pessoal do RH que você tava atendendo as donas. Alberto: Não posso, e além disso a Susana ainda não autorizou a gente revelar o nosso rolo. — falei saindo do chuveiro. As minhas ficaram se beijando, que safadas, bom, embora fosse tentador, não sei se eu aguentaria, até que tava de pau duro, mas doía pra caralho. Acho que vou ter que começar a tomar vitaminas, se esses encontros forem tão frequentes, vão me deixar acabado, ainda bem que as minhas também se pegavam entre si enquanto eu me recuperava. Saíram do banheiro rindo, eu já tinha terminado de me vestir, a Juli me deu um pote de creme pro meu pau, enquanto a Vale foi pra cozinha, quando cheguei lá, ela tinha preparado um copo térmico com café e tava com as chaves do Porsche Cayenne dela, devia ter uns cinco anos mas parecia novo, até cheiro de novo tinha. As duas se despediram de mim com um beijo na boca, a gente ainda tava na garagem e elas nuas ao lado do SUV. Vale: Tchau, querido, se cuida, a gente se vê na empresa. Juli: Tchau, grandalhão, tenha um bom dia. Aquele cumprimento, junto com o carinho que me deram, me deu arrepios no corpo todo, e eu saí com aquele SUV que era grande demais pra mim, tanto o Porsche quanto as duas gatas, mas era o que eu tinha naquele momento e acho que posso dizer que senti felicidade. Cheguei na empresa no limite, verdade que o bicho corria bem, e como eu disse, tava quase novo, tinha 7.000 quilômetros, tava tão focado em chegar na hora que nem lembrei de estacionar fora da empresa, cheguei e estacionei no estacionamento reservado pros administrativos, nem reparei se alguém me viu, acho que esqueci tudo sobre ser cauteloso, entrei e bati o ponto, sobraram 3 segundos. O chefe de pessoal tava um pouco mais adiante vendo tudo, com certeza esperando que eu chegasse atrasado, tavam de olho em mim. Cheguei e cruzei com o ex da Vale, que me deu um daqueles olhares que matam. Simplesmente passei sorrindo, acho que isso fodia mais ele, ter que ficar calado enquanto eu sorria. Ele me seguiu com o olhar até eu entrar na área de administração, que prazer, já tinha várias coisas me dando gosto naquele dia. Continuei no meu trabalho com minha atividade habitual e pouco produtiva de classificar arquivos em papel pra destruir ou guardar. Se esses caras continuassem no poder, eu ia morrer no arquivo sem me destacar em nada, ou iam arrumar uma desculpa pra me mandar embora. No meio da manhã, aproveitei os vinte minutos de descanso pra pegar um café, ia comer uma bolachinha como toda manhã, mas lembrei das brincadeiras das gatas de que eu tinha que emagrecer, peguei uma torrada e uma geleia sem açúcar, ia ter que mudar ou essas iam me matar. No refeitório também estavam Hernán e Clara, o que achei estranho porque sempre levavam as coisas pra cima nos escritórios. Aproximei pra cumprimentá-los, me fizeram sentar com eles, comentaram que eu tinha acabado de chegaram na empresa, que Hernán tinha deixado a Susana com os últimos detalhes da negociação, se tudo desse certo, na sexta-feira estaria tudo resolvido. Tinha pouca gente no refeitório, mas até os funcionários de lá estranharam que eles dois estivessem ali, e mais ainda que eu os acompanhasse. A gente falou de tudo um pouco, até que acabamos falando sobre os ladrões que tínhamos na empresa, e Hernán me respondeu que esses aí tinham pouco tempo, isso seria ótimo pra mim, senão eu morreria de tédio. Antes de ir embora, fiz um comentário.
Alberto: Hernán, quando você tiver tempo, tem uma coisa que quero te mostrar e talvez te interesse.
Hernán: Por que você não vem jantar lá em casa hoje à noite? — lembrei que ele era gay e eu não. — As meninas também vão vir. — ele disse com um sorriso.
Clara: Fica tranquilo, galã, que ele tem que guardar energia pra amanhã à noite, porque vou te espremer até não poder mais. — disse ela passando a língua nos lábios, e eu que pensava que ela era séria e quadrada.
Os dois foram embora rindo, e Hernán reclamando de brincadeira do jeito que ela era. Continuei com meu trabalho por mais três horas, sem nada de interessante, só o tédio mesmo. Na hora do almoço, achei estranho que a Vale não tivesse vindo, embora ela tivesse me escrito bem carinhosamente dizendo que estava ocupada com alguma coisa e tinha pedido pra subirem uma salada, que a gente se via à noite. Meus amigos apareceram e sentaram comigo.
Alberto: Já falei com o Hernán sobre o programa, hoje à noite mostro pra ele.
Lautaro: Eu sabia, você é a putinha do Hernán, assim se explicam várias coisas. — eu balançava a cabeça, já começaram esses dois.
Kevin: Faz todo sentido, agora as peças se encaixam.
Alberto: Querem parar de ser idiotas? Alguém vai ouvir vocês. Ele é casado, o parceiro dele é o advogado que nos atendeu na reunião.
Kevin: Ah, e isso te deixa com ciúmes? — não sabia se ria ou dava uns tapas neles, sabia que era brincadeira, mas não era o lugar. Numa outra mesa estava a María, a menina do RH que tinha nos ajudado com a investigação. Desde que nos encontramos no escritório do advogado, não vi mais ela, e achei estranho. Ela era uma mina de cara bonita, tímida, magrinha, muito inteligente. Passou do nosso lado e cumprimentou, mas não parou, comigo sempre foi muito simpática. Kevin: Relaxa, parceiro, muitos desde que você entrou na lista negra dos diretores não têm coragem de chegar perto de você. Lautaro: Mas nós somos seus irmãos, te amamos com suas preferências sexuais e tudo. Não aguentava eles, então entrei na risada, verdade seja dita, eles eram amigos de ferro. Me despedi e fui pro meu posto. No corredor, esperando o assessor, a Maria me chamou de um escritório ao lado. Maria: Alberto, vem aqui, que ninguém nos veja. — Entrei mais por obrigação. Alberto: O que foi? Maria: Olha, esses caras, não sei se um dia vão sair da empresa, ou talvez a dona Susana não consiga lidar com eles. Eu fiquei longe por causa disso. Hoje de manhã ouvi o Martin, o Diretor de Compras, falando com meu chefe. Ele contratou uns caras, disse que ia te devolver o golpe com juros. Esse homem tá doido, cada vez que falava de você, cuspia ódio. Alberto: Valeu, Maria, eu vou cuidar disso. Maria: Eu te ajudo das sombras, não posso me dar ao luxo de perder esse trampo, mas também não vou deixar te machucarem. A gente se despediu, agradeci de novo e fui pro meu posto. Comecei a olhar em volta e vi os cúmplices dos diretores, não perdiam um detalhe do que eu fazia. Não passava nem uma hora, então foi uma eternidade até a saída. Quando fui embora, lembrei em que carro tinha vindo. Esperei um pouco mais pra todo mundo ir, não queria que me vissem no Porsche da Valentina. Quando vi que só tinham poucos carros, decidi sair. Saí e fui rápido pra SUV, mas quando cheguei, vi que o Martin vinha vindo. Martin: Seu morto de fome, o que tá fazendo com o Porsche da Valentina? Vale: E o que você tem a ver com isso, eunuco? — disse ela aparecendo por trás. Ele ficou vermelho, a gente subiu e vazou de lá, me disse pra levar ela pra casa dela pra se arrumar e daí a gente iria pro jantar. Quando cheguei, vi que um Renault Clio branco estacionou atrás da gente, que vinha nos seguindo desde a empresa. Desci da caminhonete, a Vale não tinha percebido nada, fingi dar as costas pra eles enquanto olhava o reflexo no retrovisor, o motorista desceu com uma barra de ferro na mão e veio direto pra cima de mim, o outro ficou atrás da SUV. Alberto: Vale, fica aí em cima. Consegui ver ele levantar a barra de ferro vindo na direção da minha cabeça, bem antes do impacto eu me movi e deixei passar com meia-volta, com a inércia da virada acertei com meu cotovelo a mandíbula do agressor, que bateu na lateral do Porsche, na sequência dei um chute no peito dele jogando no chão. O segundo sujeito apareceu na hora soltando uma série de golpes. Não eram caras qualquer um, sabiam lutar, esse segundo me mandou uma combinação de golpes muito boa, até dois me acertaram, eu também me defendi e dei dois bons tapas e um chute, mas eram duros, o do chão já tinha levantado, qualquer pessoa que não tá acostumada, aquela cotovelada te manda dormir. Não tinha percebido, mas a Vale enquanto isso tava gritando que queriam nos roubar, e vários vizinhos e transeuntes se aproximaram, junto com dois policiais que estavam no parque vieram correndo. Eles subiram urgentes no Clio deles e saíram em alta velocidade. Acho que eles cometeram um erro, o Martin me marcou no estacionamento pra eles me verem, pensaram que eu iria pro meu apartamento, numa área de classe média baixa, não pra um bairro tão cheio de luxo, câmeras e segurança. A polícia registrou a ocorrência e me mandou ir pra delegacia, falei que iria primeiro pro hospital porque tinha levado uma pancada de ferro, uma mentira, anotaram todos meus dados. Entramos na casa da Valentina. Alberto: Sabe onde o Martin tá agora, ou o endereço dele? Vale: Por quê, cê acha que foi ele? Tava puto da vida, quando você tem Autismo, tua atenção tá super focada, e nesse momento eu queria machucar aquele babaca. Vale me viu e tentou me acalmar. Aí ele falou.
Vale: Agora ele tá no clube Hípico, esse cara não perde chance de se misturar com gente rica. Acho que era pra isso que ele me queria, pra pertencer e não só fingir.
Enquanto isso, eu troquei de roupa, até me troquei de roupa, pedimos um Uber e fomos pra área. Eu levei minha bolsa de academia com a roupa de trabalho. Vale não parava de escrever no celular, enquanto eu tinha um objetivo em mente: sair impune.
Chegamos e paramos em frente ao estacionamento, era tipo um quarteirão inteiro, não tinha cerca nem nada, só uma linha baixa com gradil, de uns 90 cm. Tinha um segurança na entrada. Vale me mostrou o carro do Martín, lá no fundo, num canto. Ela disse que quanto mais perto do prédio principal do clube, mais status você tinha lá. Ele era um dos últimos, claramente. Localizei o máximo de câmeras possível, escolhi o lado pra pular o gradil. Não é que não fossem me ver, é que não fossem me reconhecer. De onde a gente tava, não nos viam, mas assim que eu atravessasse a rua, teria uns 20 segundos só com ele e fugir.
Alberto: Você fica aqui.
Onde a gente tava era um terreno mais alto, o estacionamento e o clube eram mais baixos. O Audi A4 tava a uns 50 metros, mais ou menos. Vale me marcou quando ele saiu do clube, se despediu de dois caras que saíram com ele e foi sozinho pro carro, mexendo no celular. Eu coloquei o boné e um lenço que peguei na casa da Vale, atravessei a rua firme e rápido, pulei o gradil e fui atrás dele. Ele tava falando no telefone.
Martín: Como assim não conseguiram dar uma surra nele? São uns inúteis. — Ele me viu quando virou de lado, a cara dele foi de susto.
O primeiro golpe na cabeça derrubou ele. Subi em cima dele e comecei a socar. No terceiro golpe, dois dentes voaram. No quarto golpe... tava inconsciente, dei mais uns dois por garantia, quando levantei pisei nos testíbulos dele, ele se contorceu como reflexo. Como tava entre dois carros, ninguém viu muito, voltei com a Vale e vazamos de lá, acho que vi o segurança indo pra área, talvez me pegaram nas câmeras. Peguei o celular do Martín do chão e tirei a carteira dele. A uma quadra, tirei a jaqueta que tava usando e guardei na mochila junto com o boné e o lenço, andamos mais uma quadra e pegamos um táxi até a delegacia que me indicaram à tarde. Antes de entrar no táxi, tirei o dinheiro da carteira e joguei ela numa lixeira. Sabia que o celular dava pra rastrear, mas no táxi mandei uma mensagem pro Kevin pedindo um favor. A Vale não parava de digitar no celular dela, eu já tinha me acalmado, a fera tinha voltado pro lugar dela. Quando chegamos na delegacia, o Kevin já tava esperando, veio de moto. Não falou nada, olhou estranho pra Vale, cumprimentou ela e foi embora com o celular. Já lá dentro, nos fizeram esperar, a gente tinha que ter paciência porque ia demorar. Isso mudou dez minutos depois quando o Javier apareceu, o marido do Hernán, se apresentando como nosso advogado. Como ele é um advogado tão respeitado e famoso, o delegado veio nos receber e tomou nosso depoimento na hora. A causa ficou registrada como Tentativa de roubo e Lesões leves. Delegado: Se defendeu como um leão, amigo, disse rindo e mostrando o vídeo pro advogado. Chegamos na casa do Hernán, o Javier levou a gente, todo mundo tava esperando, só faltava a Susana. A Vale se apressava e atropelava pra contar tudo que aconteceu, até me gravou quando eu dei a surra no Martin, porra, mas queria juntar provas contra mim. O Javier conversou com a gente e me disse o que eu tinha que falar e o que não. O jantar foi um momento relaxado depois da tensão do dia. Conversamos sobre a empresa, o negócio que a Susana tava fechando e outros assuntos. As minas mencionaram nosso possível Casamento, o que fez eu e a Valentina corarmos. Decidimos deixar esse assunto pra depois. Depois do jantar, mostrei pro Hernán o projeto dos meus amigos e o programa que eles estavam desenvolvendo. Ele amou e pediu pra eu marcar uma reunião pra quinta à tarde no escritório dele, pra eles explicarem melhor todos os detalhes do programa. Depois do jantar, a Juli se ofereceu pra levar a gente na casa da Valentina. Embora a gente tivesse planejado não ir trabalhar no dia seguinte, eu insisti em ir na empresa. A Juli nos levou e deixou na casa da Valentina, onde a gente tomou banho e caiu na cama exaustos. A verdade é que não estávamos pra muitos agitos, mas quando você vive uma situação de muita adrenalina, ela fica no corpo e tem que ser liberada de algum jeito. A Valentina se aninhou no meu peito, me acariciando, e subiu completamente em cima de mim. Quando desceu do carro, ela tinha dito pra Juli que a gente só ia dormir, mas algo entre nós tava crescendo, e era de carne e dura. A menina tinha se deitado com um pijama quase inexistente, um shortinho curto e top, colocou o rosto no meu pescoço e respirava, me dando todo o hálito ali, e se mexia devagarzinho, já a cueca tava estrangulando meu pau. Ela começou a dar beijinhos suaves no meu pescoço, enquanto a mão dela brincava no meu peito nu. Ela falou baixinho no meu ouvido. Vale: A gente prometeu pra Clara deixar você descansar, pra amanhã você dar tudo pra ela, mas acho que não vou conseguir cumprir essa promessa. – ela falava como se fosse uma bebada. – Sou uma amiga ruim se eu pegar só um pouquinho do meu namorado? Ela esfregava o púbis dela diretamente no meu pau duro, era muito gostoso, mas parecia que a roupa atrapalhava e minha namorada percebeu, se afastou um pouco e desceu a mão com saliva e levou pro meu pau, esfregando, baixou um pouco a cueca e tirou o shortinho do pijama dela. Vale: hoje você se esforçou pra caralho, deixa sua namorada te dar um pouco de carinho. – a verdade é que eu amava essa mulher, ninguém nunca me tratou assim. Ela subiu em cima de mim e começou a se esfregar, nossos órgãos estavam em contato direto, já sem a maldita roupa, o fluxo da minha namorada era uma lubrificação perfeita, somado ao meu líquido pré-seminal, eu acariciava o corpo dela o máximo possível, em dado momento o top dela também me incomodava, eu queria pegar nos peitos dela e ela tirou. Alberto: Amor, quero meter. Vale: Calma, amor, que eu faço todo o trabalho pra você não se cansar. Dito isso, ela se deixou cair e começou a me beijar, uma das mãozinhas dela foi no meu pau e o guiou até a entrada da buceta dela, começou a brincar na entrada, esfregando e fazendo a pontinha entrar e sair, ela bufava e estava muito excitada, tanto quanto eu. Ela cansou de brincar e meteu o pau na buceta dela, que estava quentinha e molhada, que prazer que me deu. Começou a mexer os quadris sem soltar o beijo, só pra pegar ar e continuar me beijando, minhas mãos foram pra bunda dela, agarrei forte e separei, em dado momento ela se afastou de mim pra pegar ar e eu meti um dedo na boca dela, ela chupou muito, tirei e ela voltou a me beijar, eu o guiei até o cu dela, sem penetrar, sabia que ela não ia gostar da ideia de fazer isso antes do casamento. Vale: Ai, amor, não aguento mais, te quero, seu pau me mata. Ela começou a ter um orgasmo forte com contrações, eu deixei ela gozar, quando ela se recuperou meu pau ainda estava duro dentro dela. Ela se abaixou, pegou meu pau e fez um boquete carinhoso, com muita língua, muito mimo, dando muitos beijinhos em toda a área, e sempre lubrificando a cabeça e me masturbando, em alguns segundos meu pau jorrou como uma fonte, expelindo porra pra todo lado. Ela colocou na boca, deixou limpinho, subiu em cima de mim, me deu um beijo de selinho e se aninhou no meu peito, e assim dormimos. Na manhã seguinte acordamos tudo grudado, eu meio cãibrado, minha namorada não tinha saído de cima de mim. Assim que me viu com minha ereção matinal, ela disse: Vale: Não, não, meu grandalhão, não podemos brincar mais, você tem que guardar. forças. Fomos tomar banho e trocamos uns beijinhos e carícias, mas nada além disso. Vale saiu antes e, quando eu estava me trocando, ouvi a campainha. Olhei pela janela e vi Clara e Juli com sacos de uma padaria e quatro cafés. Me inclinei para escutar, quando Vale abriu a porta.
Clara: "Vocês fizeram, essa cara de foxy te denuncia."
Vale ria.
"Te falei, Juli, que era pra levar cada um pra casa. Esses dois estão apaixonados e, depois de tudo que viveram ontem, ia acabar em pegação."
Vale: "Shh, Clara, por favor. Foi algo bem tranquilo, não exigi nada."
Elas começaram a falar baixinho, então eu saí.
Clara: "Oi, como vai, Sr. Selvagem? Espero que hoje à noite possa me atender." — me deu um beijo na bochecha. — "Vamos tomar café que está esfriando."
Juli, de passagem, me cumprimentou com um selinho.
Elas fizeram uma videochamada para Susana. Ela cumprimentou uma por uma, perguntando algo pessoal, até chegar em mim.
Susana: "Bom dia, Sr. Rodríguez. Vejo que já está praticamente morando com a Valentina." — ajustou os óculos. — "E pela cara de felicidade da minha enteada, vejo que cumpre bem como namorado." Um meio sorriso naquela mensagem de duplo sentido foi, acho, o mais perto de uma piada que ela já fez.
Alberto: "Bom dia, Sra. Susana." — protocolo acima de tudo. — "Estamos bem juntos." — falei segurando a mão de Vale.
Mudei de assunto na hora, perguntei sobre minha briga, coisa que ela ouviu atentamente sem dizer nada, e depois conversou um pouco com cada uma. Para finalizar, contou que à tarde fechava o negócio e voltava amanhã de manhã de avião. E sugeriu que eu deveria ir buscá-la. Ninguém disse nada, então aceitei depois de um beliscãozinho de Vale para eu responder. Terminado o café, fui embora antes para o escritório.
O clima na empresa estava tenso, os diretores me olhavam com desconfiança e Martín não tinha aparecido. Aliás, acho que ia demorar pra voltar. Me dediquei ao meu trabalho e, durante o almoço, os caras me mandaram mensagem pra gente se encontrar. Eles conseguiram desbloquear o celular do Martín e encontraram Informação importante. A gente se reuniu no refeitório e a Maria deu um salve antes de ir com as amigas dela do RH, me mandou um sorriso quando tava saindo, talvez tava feliz porque tava tudo certo. O Kevin e o Lautaro tavam na expectativa, esperando eu explicar o que tinha rolado e o que tudo aquilo significava. Kevin: Ontem você tava com a— cortei ele na hora. Alberto: com a minha mina, não importa quem é, não vamos falar nomes aqui, é segredo. Acho que os dois tavam se mordendo de vontade de perguntar. Terminamos de almoçar e pedi pra eles trazerem o notebook pessoal deles, onde tava o programa. Subimos pro décimo andar, sede da Gerência de Operação, eles me olhavam meio desconfiados, mas eu tinha mandado eles ficarem quietos. Assim que a gente se apresentou, a secretária mandou a gente entrar, o Hernán recebeu a gente super afetuoso. O primeiro assunto que a gente tocou com o Hernán foi o celular do Martin, era uma belezinha de ouro, em todo sentido, provas contra os roubos, provas de que ele tava traindo a Vale, provas de que ele mandou os caras pra cima de mim, até crimes que a gente nem sabia. O Hernán ia passar tudo pro marido dele. O segundo assunto foi a apresentação do programa, o Hernán amou, até chamou os chefes dele, todo mundo viu o potencial que o programa tinha, até mandou a gente conseguir a patente o mais rápido possível e já tínhamos nosso primeiro cliente. Saímos de lá vitoriosos. Cada um foi pra sua área e terminou o expediente.
Alberto: Hernán, quando você tiver tempo, tem uma coisa que quero te mostrar e talvez te interesse.
Hernán: Por que você não vem jantar lá em casa hoje à noite? — lembrei que ele era gay e eu não. — As meninas também vão vir. — ele disse com um sorriso.
Clara: Fica tranquilo, galã, que ele tem que guardar energia pra amanhã à noite, porque vou te espremer até não poder mais. — disse ela passando a língua nos lábios, e eu que pensava que ela era séria e quadrada.
Os dois foram embora rindo, e Hernán reclamando de brincadeira do jeito que ela era. Continuei com meu trabalho por mais três horas, sem nada de interessante, só o tédio mesmo. Na hora do almoço, achei estranho que a Vale não tivesse vindo, embora ela tivesse me escrito bem carinhosamente dizendo que estava ocupada com alguma coisa e tinha pedido pra subirem uma salada, que a gente se via à noite. Meus amigos apareceram e sentaram comigo.
Alberto: Já falei com o Hernán sobre o programa, hoje à noite mostro pra ele.
Lautaro: Eu sabia, você é a putinha do Hernán, assim se explicam várias coisas. — eu balançava a cabeça, já começaram esses dois.
Kevin: Faz todo sentido, agora as peças se encaixam.
Alberto: Querem parar de ser idiotas? Alguém vai ouvir vocês. Ele é casado, o parceiro dele é o advogado que nos atendeu na reunião.
Kevin: Ah, e isso te deixa com ciúmes? — não sabia se ria ou dava uns tapas neles, sabia que era brincadeira, mas não era o lugar. Numa outra mesa estava a María, a menina do RH que tinha nos ajudado com a investigação. Desde que nos encontramos no escritório do advogado, não vi mais ela, e achei estranho. Ela era uma mina de cara bonita, tímida, magrinha, muito inteligente. Passou do nosso lado e cumprimentou, mas não parou, comigo sempre foi muito simpática. Kevin: Relaxa, parceiro, muitos desde que você entrou na lista negra dos diretores não têm coragem de chegar perto de você. Lautaro: Mas nós somos seus irmãos, te amamos com suas preferências sexuais e tudo. Não aguentava eles, então entrei na risada, verdade seja dita, eles eram amigos de ferro. Me despedi e fui pro meu posto. No corredor, esperando o assessor, a Maria me chamou de um escritório ao lado. Maria: Alberto, vem aqui, que ninguém nos veja. — Entrei mais por obrigação. Alberto: O que foi? Maria: Olha, esses caras, não sei se um dia vão sair da empresa, ou talvez a dona Susana não consiga lidar com eles. Eu fiquei longe por causa disso. Hoje de manhã ouvi o Martin, o Diretor de Compras, falando com meu chefe. Ele contratou uns caras, disse que ia te devolver o golpe com juros. Esse homem tá doido, cada vez que falava de você, cuspia ódio. Alberto: Valeu, Maria, eu vou cuidar disso. Maria: Eu te ajudo das sombras, não posso me dar ao luxo de perder esse trampo, mas também não vou deixar te machucarem. A gente se despediu, agradeci de novo e fui pro meu posto. Comecei a olhar em volta e vi os cúmplices dos diretores, não perdiam um detalhe do que eu fazia. Não passava nem uma hora, então foi uma eternidade até a saída. Quando fui embora, lembrei em que carro tinha vindo. Esperei um pouco mais pra todo mundo ir, não queria que me vissem no Porsche da Valentina. Quando vi que só tinham poucos carros, decidi sair. Saí e fui rápido pra SUV, mas quando cheguei, vi que o Martin vinha vindo. Martin: Seu morto de fome, o que tá fazendo com o Porsche da Valentina? Vale: E o que você tem a ver com isso, eunuco? — disse ela aparecendo por trás. Ele ficou vermelho, a gente subiu e vazou de lá, me disse pra levar ela pra casa dela pra se arrumar e daí a gente iria pro jantar. Quando cheguei, vi que um Renault Clio branco estacionou atrás da gente, que vinha nos seguindo desde a empresa. Desci da caminhonete, a Vale não tinha percebido nada, fingi dar as costas pra eles enquanto olhava o reflexo no retrovisor, o motorista desceu com uma barra de ferro na mão e veio direto pra cima de mim, o outro ficou atrás da SUV. Alberto: Vale, fica aí em cima. Consegui ver ele levantar a barra de ferro vindo na direção da minha cabeça, bem antes do impacto eu me movi e deixei passar com meia-volta, com a inércia da virada acertei com meu cotovelo a mandíbula do agressor, que bateu na lateral do Porsche, na sequência dei um chute no peito dele jogando no chão. O segundo sujeito apareceu na hora soltando uma série de golpes. Não eram caras qualquer um, sabiam lutar, esse segundo me mandou uma combinação de golpes muito boa, até dois me acertaram, eu também me defendi e dei dois bons tapas e um chute, mas eram duros, o do chão já tinha levantado, qualquer pessoa que não tá acostumada, aquela cotovelada te manda dormir. Não tinha percebido, mas a Vale enquanto isso tava gritando que queriam nos roubar, e vários vizinhos e transeuntes se aproximaram, junto com dois policiais que estavam no parque vieram correndo. Eles subiram urgentes no Clio deles e saíram em alta velocidade. Acho que eles cometeram um erro, o Martin me marcou no estacionamento pra eles me verem, pensaram que eu iria pro meu apartamento, numa área de classe média baixa, não pra um bairro tão cheio de luxo, câmeras e segurança. A polícia registrou a ocorrência e me mandou ir pra delegacia, falei que iria primeiro pro hospital porque tinha levado uma pancada de ferro, uma mentira, anotaram todos meus dados. Entramos na casa da Valentina. Alberto: Sabe onde o Martin tá agora, ou o endereço dele? Vale: Por quê, cê acha que foi ele? Tava puto da vida, quando você tem Autismo, tua atenção tá super focada, e nesse momento eu queria machucar aquele babaca. Vale me viu e tentou me acalmar. Aí ele falou.
Vale: Agora ele tá no clube Hípico, esse cara não perde chance de se misturar com gente rica. Acho que era pra isso que ele me queria, pra pertencer e não só fingir.
Enquanto isso, eu troquei de roupa, até me troquei de roupa, pedimos um Uber e fomos pra área. Eu levei minha bolsa de academia com a roupa de trabalho. Vale não parava de escrever no celular, enquanto eu tinha um objetivo em mente: sair impune.
Chegamos e paramos em frente ao estacionamento, era tipo um quarteirão inteiro, não tinha cerca nem nada, só uma linha baixa com gradil, de uns 90 cm. Tinha um segurança na entrada. Vale me mostrou o carro do Martín, lá no fundo, num canto. Ela disse que quanto mais perto do prédio principal do clube, mais status você tinha lá. Ele era um dos últimos, claramente. Localizei o máximo de câmeras possível, escolhi o lado pra pular o gradil. Não é que não fossem me ver, é que não fossem me reconhecer. De onde a gente tava, não nos viam, mas assim que eu atravessasse a rua, teria uns 20 segundos só com ele e fugir.
Alberto: Você fica aqui.
Onde a gente tava era um terreno mais alto, o estacionamento e o clube eram mais baixos. O Audi A4 tava a uns 50 metros, mais ou menos. Vale me marcou quando ele saiu do clube, se despediu de dois caras que saíram com ele e foi sozinho pro carro, mexendo no celular. Eu coloquei o boné e um lenço que peguei na casa da Vale, atravessei a rua firme e rápido, pulei o gradil e fui atrás dele. Ele tava falando no telefone.
Martín: Como assim não conseguiram dar uma surra nele? São uns inúteis. — Ele me viu quando virou de lado, a cara dele foi de susto.
O primeiro golpe na cabeça derrubou ele. Subi em cima dele e comecei a socar. No terceiro golpe, dois dentes voaram. No quarto golpe... tava inconsciente, dei mais uns dois por garantia, quando levantei pisei nos testíbulos dele, ele se contorceu como reflexo. Como tava entre dois carros, ninguém viu muito, voltei com a Vale e vazamos de lá, acho que vi o segurança indo pra área, talvez me pegaram nas câmeras. Peguei o celular do Martín do chão e tirei a carteira dele. A uma quadra, tirei a jaqueta que tava usando e guardei na mochila junto com o boné e o lenço, andamos mais uma quadra e pegamos um táxi até a delegacia que me indicaram à tarde. Antes de entrar no táxi, tirei o dinheiro da carteira e joguei ela numa lixeira. Sabia que o celular dava pra rastrear, mas no táxi mandei uma mensagem pro Kevin pedindo um favor. A Vale não parava de digitar no celular dela, eu já tinha me acalmado, a fera tinha voltado pro lugar dela. Quando chegamos na delegacia, o Kevin já tava esperando, veio de moto. Não falou nada, olhou estranho pra Vale, cumprimentou ela e foi embora com o celular. Já lá dentro, nos fizeram esperar, a gente tinha que ter paciência porque ia demorar. Isso mudou dez minutos depois quando o Javier apareceu, o marido do Hernán, se apresentando como nosso advogado. Como ele é um advogado tão respeitado e famoso, o delegado veio nos receber e tomou nosso depoimento na hora. A causa ficou registrada como Tentativa de roubo e Lesões leves. Delegado: Se defendeu como um leão, amigo, disse rindo e mostrando o vídeo pro advogado. Chegamos na casa do Hernán, o Javier levou a gente, todo mundo tava esperando, só faltava a Susana. A Vale se apressava e atropelava pra contar tudo que aconteceu, até me gravou quando eu dei a surra no Martin, porra, mas queria juntar provas contra mim. O Javier conversou com a gente e me disse o que eu tinha que falar e o que não. O jantar foi um momento relaxado depois da tensão do dia. Conversamos sobre a empresa, o negócio que a Susana tava fechando e outros assuntos. As minas mencionaram nosso possível Casamento, o que fez eu e a Valentina corarmos. Decidimos deixar esse assunto pra depois. Depois do jantar, mostrei pro Hernán o projeto dos meus amigos e o programa que eles estavam desenvolvendo. Ele amou e pediu pra eu marcar uma reunião pra quinta à tarde no escritório dele, pra eles explicarem melhor todos os detalhes do programa. Depois do jantar, a Juli se ofereceu pra levar a gente na casa da Valentina. Embora a gente tivesse planejado não ir trabalhar no dia seguinte, eu insisti em ir na empresa. A Juli nos levou e deixou na casa da Valentina, onde a gente tomou banho e caiu na cama exaustos. A verdade é que não estávamos pra muitos agitos, mas quando você vive uma situação de muita adrenalina, ela fica no corpo e tem que ser liberada de algum jeito. A Valentina se aninhou no meu peito, me acariciando, e subiu completamente em cima de mim. Quando desceu do carro, ela tinha dito pra Juli que a gente só ia dormir, mas algo entre nós tava crescendo, e era de carne e dura. A menina tinha se deitado com um pijama quase inexistente, um shortinho curto e top, colocou o rosto no meu pescoço e respirava, me dando todo o hálito ali, e se mexia devagarzinho, já a cueca tava estrangulando meu pau. Ela começou a dar beijinhos suaves no meu pescoço, enquanto a mão dela brincava no meu peito nu. Ela falou baixinho no meu ouvido. Vale: A gente prometeu pra Clara deixar você descansar, pra amanhã você dar tudo pra ela, mas acho que não vou conseguir cumprir essa promessa. – ela falava como se fosse uma bebada. – Sou uma amiga ruim se eu pegar só um pouquinho do meu namorado? Ela esfregava o púbis dela diretamente no meu pau duro, era muito gostoso, mas parecia que a roupa atrapalhava e minha namorada percebeu, se afastou um pouco e desceu a mão com saliva e levou pro meu pau, esfregando, baixou um pouco a cueca e tirou o shortinho do pijama dela. Vale: hoje você se esforçou pra caralho, deixa sua namorada te dar um pouco de carinho. – a verdade é que eu amava essa mulher, ninguém nunca me tratou assim. Ela subiu em cima de mim e começou a se esfregar, nossos órgãos estavam em contato direto, já sem a maldita roupa, o fluxo da minha namorada era uma lubrificação perfeita, somado ao meu líquido pré-seminal, eu acariciava o corpo dela o máximo possível, em dado momento o top dela também me incomodava, eu queria pegar nos peitos dela e ela tirou. Alberto: Amor, quero meter. Vale: Calma, amor, que eu faço todo o trabalho pra você não se cansar. Dito isso, ela se deixou cair e começou a me beijar, uma das mãozinhas dela foi no meu pau e o guiou até a entrada da buceta dela, começou a brincar na entrada, esfregando e fazendo a pontinha entrar e sair, ela bufava e estava muito excitada, tanto quanto eu. Ela cansou de brincar e meteu o pau na buceta dela, que estava quentinha e molhada, que prazer que me deu. Começou a mexer os quadris sem soltar o beijo, só pra pegar ar e continuar me beijando, minhas mãos foram pra bunda dela, agarrei forte e separei, em dado momento ela se afastou de mim pra pegar ar e eu meti um dedo na boca dela, ela chupou muito, tirei e ela voltou a me beijar, eu o guiei até o cu dela, sem penetrar, sabia que ela não ia gostar da ideia de fazer isso antes do casamento. Vale: Ai, amor, não aguento mais, te quero, seu pau me mata. Ela começou a ter um orgasmo forte com contrações, eu deixei ela gozar, quando ela se recuperou meu pau ainda estava duro dentro dela. Ela se abaixou, pegou meu pau e fez um boquete carinhoso, com muita língua, muito mimo, dando muitos beijinhos em toda a área, e sempre lubrificando a cabeça e me masturbando, em alguns segundos meu pau jorrou como uma fonte, expelindo porra pra todo lado. Ela colocou na boca, deixou limpinho, subiu em cima de mim, me deu um beijo de selinho e se aninhou no meu peito, e assim dormimos. Na manhã seguinte acordamos tudo grudado, eu meio cãibrado, minha namorada não tinha saído de cima de mim. Assim que me viu com minha ereção matinal, ela disse: Vale: Não, não, meu grandalhão, não podemos brincar mais, você tem que guardar. forças. Fomos tomar banho e trocamos uns beijinhos e carícias, mas nada além disso. Vale saiu antes e, quando eu estava me trocando, ouvi a campainha. Olhei pela janela e vi Clara e Juli com sacos de uma padaria e quatro cafés. Me inclinei para escutar, quando Vale abriu a porta.
Clara: "Vocês fizeram, essa cara de foxy te denuncia."
Vale ria.
"Te falei, Juli, que era pra levar cada um pra casa. Esses dois estão apaixonados e, depois de tudo que viveram ontem, ia acabar em pegação."
Vale: "Shh, Clara, por favor. Foi algo bem tranquilo, não exigi nada."
Elas começaram a falar baixinho, então eu saí.
Clara: "Oi, como vai, Sr. Selvagem? Espero que hoje à noite possa me atender." — me deu um beijo na bochecha. — "Vamos tomar café que está esfriando."
Juli, de passagem, me cumprimentou com um selinho.
Elas fizeram uma videochamada para Susana. Ela cumprimentou uma por uma, perguntando algo pessoal, até chegar em mim.
Susana: "Bom dia, Sr. Rodríguez. Vejo que já está praticamente morando com a Valentina." — ajustou os óculos. — "E pela cara de felicidade da minha enteada, vejo que cumpre bem como namorado." Um meio sorriso naquela mensagem de duplo sentido foi, acho, o mais perto de uma piada que ela já fez.
Alberto: "Bom dia, Sra. Susana." — protocolo acima de tudo. — "Estamos bem juntos." — falei segurando a mão de Vale.
Mudei de assunto na hora, perguntei sobre minha briga, coisa que ela ouviu atentamente sem dizer nada, e depois conversou um pouco com cada uma. Para finalizar, contou que à tarde fechava o negócio e voltava amanhã de manhã de avião. E sugeriu que eu deveria ir buscá-la. Ninguém disse nada, então aceitei depois de um beliscãozinho de Vale para eu responder. Terminado o café, fui embora antes para o escritório.
O clima na empresa estava tenso, os diretores me olhavam com desconfiança e Martín não tinha aparecido. Aliás, acho que ia demorar pra voltar. Me dediquei ao meu trabalho e, durante o almoço, os caras me mandaram mensagem pra gente se encontrar. Eles conseguiram desbloquear o celular do Martín e encontraram Informação importante. A gente se reuniu no refeitório e a Maria deu um salve antes de ir com as amigas dela do RH, me mandou um sorriso quando tava saindo, talvez tava feliz porque tava tudo certo. O Kevin e o Lautaro tavam na expectativa, esperando eu explicar o que tinha rolado e o que tudo aquilo significava. Kevin: Ontem você tava com a— cortei ele na hora. Alberto: com a minha mina, não importa quem é, não vamos falar nomes aqui, é segredo. Acho que os dois tavam se mordendo de vontade de perguntar. Terminamos de almoçar e pedi pra eles trazerem o notebook pessoal deles, onde tava o programa. Subimos pro décimo andar, sede da Gerência de Operação, eles me olhavam meio desconfiados, mas eu tinha mandado eles ficarem quietos. Assim que a gente se apresentou, a secretária mandou a gente entrar, o Hernán recebeu a gente super afetuoso. O primeiro assunto que a gente tocou com o Hernán foi o celular do Martin, era uma belezinha de ouro, em todo sentido, provas contra os roubos, provas de que ele tava traindo a Vale, provas de que ele mandou os caras pra cima de mim, até crimes que a gente nem sabia. O Hernán ia passar tudo pro marido dele. O segundo assunto foi a apresentação do programa, o Hernán amou, até chamou os chefes dele, todo mundo viu o potencial que o programa tinha, até mandou a gente conseguir a patente o mais rápido possível e já tínhamos nosso primeiro cliente. Saímos de lá vitoriosos. Cada um foi pra sua área e terminou o expediente.
4 comentários - Terminei de criar minha patroa, O Garanhão 6
Saludos