A babá gostosa (parte 4)

Agradeço pelos pontos e pela paciência, mas escrever algo que se lê em minutos leva horas e nem sempre dá tempo. Como mencionei no capítulo anterior, o meu lance com a Valéria não ia dar em nada, até que o Agustín apareceu... Vou contextualizar. A Lore e eu nos conhecemos há anos e já estamos juntos há um bom tempo, nos conhecemos bem. O Agustín é um colega de trabalho sobre quem ela começou a falar bastante, que o Agustín isso, que o Agustín aquilo, tudo que ele fazia e/ou dizia era genial ou engraçado. Como eu disse, nos conhecemos e eu sentia que ela tava a fim do cara, não achava que ela me trairia, mas que no mínimo tava interessada ou jogando um jogo parecido com o que eu tinha com a Vale. Nisso, eu não aguentava mais, era chegar em casa e ficar de pau duro desde que cruzava a porta. Depois que a Valéria ia embora, a rotina era bater uma e dormir até a Lore chegar do trabalho e, quem sabe, transar com ela. Sempre tivemos relações sexuais boas e frequentes, mas esse tempero de ficar de putaria com outras pessoas deixava nós dois muito tarados. Uma tarde, depois de um mate, chegou o resumo diário da vida do Agustín e eu, já meio cansado de ser feito de otário, parti pra cima.
Eu: — Esse cara é tão divertido assim?
Lore: — Que?
Eu: — Não acha que você fala demais com ele ou sobre ele?
Lore: — Não, nada a ver, não!! Não seja idiota.
Eu: — Idiota eu? Para de se fazer de sonsa e pelo menos admite que o cara te dá tesão.
Obviamente veio a parte em que ela negou tudo e se ofendeu, mas eu, longe de estar puto, já tinha algo planejado.
Eu: — Lore, não leva a mal, tô te falando: não me faça de otário. Segundo, é normal você se interessar por alguém no trabalho (comigo não rola porque 95% da minha área de trabalho são homens).
Lore: — Não é bem assim, mas é gostoso saber que o cara tá afim de mim, mas fica tranquilo que não vai rolar nada, hein...
Eu: — E por que não?
Lore: — Que? O que cê tá dizendo?
Eu: — Olha, Lore, estamos juntos há muito tempo e preciso confessar que isso de chegar e Valéria tá aqui, também gosto muito dela.
L- Ah, já sei, não sou burra não.
Y- Por isso mesmo!! E se rolar algo? E se a gente se der um permitido?
L- Do que você tá falando?
Y- Disso mesmo, do que você tá entendendo, você com o Agustín e eu com a Valéria... Seria uma brincadeira, isso sim, com regras claras.
L- Tipo qual?
Y- Contar tudo um pro outro, ninguém pode ficar bravo com o que o outro fizer e, obviamente, nada de se confundir nem nada.

Depois de uma conversa mais séria e alinhando os pontos, decidimos tocar a brincadeira pra frente. Ela se ofereceu pra falar com a Valéria, pra ela saber da própria boca dela que tava tudo bem. E que eu não fizesse nada até saber se o Agustín (A, de agora em diante) ia aceitar. Eu me caguei de rir e garanti que sim, o foda é que era fim de semana, então teria que esperar até segunda. O sábado e o domingo inteiros minha cabeça voava pensando no que ia rolar na segunda... Finalmente, depois do que pareceram semanas, a segunda chegou.

Eu tinha dito pra Lore que não ia falar nada pra não assustar a Vale, mas o destino quis diferente. Cheguei em casa e ela tava dormindo de novo, com pouca roupa, a pica já tava estourando... Acordei ela de leve e dei tempo pra ela reagir, a gente falou umas besteiras.

Y- Fala sério, V, cê acha certo me esperar assim??
V- Ha ha, assim como?
Y- Fala sério, cê tá quase pelada.
V- Não, moleque, você que é um tarado, isso é outra história, eu tô de pijama.
Y- Ah, fala sério, se faz de sonsa ha ha. Aliás, tenho uma coisa pra você!
V- Não sei se quero saber ha ha.
Y- Não seja mal pensada, mas é isso mesmo (e faço o sinal clássico de uma pica, separando as mãos).

Ela se aproxima e faz aquela voz de putinha que eu adoro.
V- Então quero ver (pega no elástico da minha calça de novo).
Y- Aqui está (e tirei da mochila um saco com pão, coloquei um entre as mãos e parecia o mesmo sinal que eu tinha feito).
V- Ha ha, você é um idiota, eu pensei em qualquer coisa. E, aliás, você nunca me disse que sonha comigo.
Y- Não vou te contar ha, mas posso te mostrar (e avancei).

Eu sabia que tinha o ok da Lore, e achei melhor assim. Pedir desculpa que esperar... E- falei com a Lore, tá tudo certo, mas ela vai falar com você mais tarde. V- que??? Não acredito em você haha. Dei uma encurralada nela e mandei um beijo. Ela me afastou. V- tá falando sério?? E- claro, te falei que não ia sacanear a Lore, tá tudo certo, ela mesma vai te contar. V- bom, prefiro esperar, não é que não acredite, mas me entende, quero ouvir dela. E- dale, te entendo, vou esperar mais um pouco. E assim ele foi embora naquele dia, tive que me aliviar na mão de novo haha. Naquela tarde, a Lore e a Valéria foram fazer compras, depois a Lore me disse que a Vale aceitou entrar no jogo, desde que a gente esteja seguro. A Lore não viu o A porque ele trabalha dia sim, dia não, então ia vê-lo na terça, mas que iria fora do horário de trabalho pra conversar mais tranquilos (ela fazia 6 horas todo dia e o A 12 horas dia sim, dia não). Então na terça eu ia ficar sozinho de manhã, com o pedido da Lore pra não passar dos limites, ir na calma, mas com luz verde pra no final rolar algo com a Vale. Valeu por ler, se chegou até aqui, agradeceria muito uns pontos e um comentário, se achar que tem coisas que posso melhorar na minha narrativa, me avisa, conselhos são bem-vindos. Se me sentir acompanhado, continuo o relato, que na próxima parte esquenta muito, muito mesmo!!!!

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