— Alguma vez já te amarraram? — perguntou RocĂo, deitada de bruços, balançando os pĂ©s no ar enquanto o olhava com um sorriso malicioso. Lucas ergueu uma sobrancelha da cozinha. — Que tipo de pergunta Ă© essa? — Uma importante — respondeu, levantando-se, caminhando atĂ© ele de calcinha, descalça, deixando o roupĂŁo cair no chĂŁo. — Porque hoje Ă noite quero realizar uma fantasia que tenho há anos. — E que fantasia Ă© essa? RocĂo se aproximou atĂ© ficar bem na frente dele. Beijou-o devagar. Depois sussurrou no seu ouvido: — Quero te amarrar. Quero ter controle total. Te fazer implorar. Te ver se contorcendo. Que vocĂŞ nĂŁo possa me tocar... mas sinta tudo. O coração de Lucas acelerou. — E se eu nĂŁo deixar? — EntĂŁo nĂŁo te dou isso — disse, abaixando lentamente a calcinha fio dental na frente dele. — Nem isso — acrescentou, abrindo as pernas para que ele visse sua buceta. — Nem isso — completou, dando uma palmada suave na prĂłpria bunda. Lucas se rendeu. — Estou pronto. Minutos depois, ele estava amarrado Ă s grades da cama. Punhos presos com gravatas, olhos vendados, nu, tenso. A respiração ofegante.
—Agora vocĂŞ Ă© meu —sussurrou RocĂo—. E vai obedecer.O primeiro toque foi uma pena no peito. Depois, sua lĂngua. Depois, suas unhas. Ela brincava com ele, acendendo cada parte de sua pele sem tocar no pau… atĂ© que ele suplicava por atenção.
—Quer que eu chupe seu pau?
—Sim… por favor…
—Não tão rápido —disse, e montou em seu rosto—. Primeiro, você me dá prazer.
Lucas se entregou. Lambeu sua buceta com fome, com desespero. RocĂo gemeu e se moveu sobre ele, molhando-o completamente, se acariciando enquanto ele fazia todo o trabalho.
—Agora sim —disse, ofegante—. Você ganhou o prêmio.
Enfiou seu pĂŞnis inteiro na boca, Ăşmido, quente, envolvendo-o com os lábios, movendo a lĂngua em cĂrculos. NĂŁo deixou que ele gozasse.
—Ainda não —sussurrou—. Agora vou montar em você. Mas você não vai gozar… até que eu diga.
Enfiou ele na buceta, devagar. Muito devagar. E então começou a cavalgá-lo com força, sem parar. Gemendo alto, suando, os peitos balançando, cravando as unhas em seu peito. Ela o tinha à sua mercê, e adorava isso.
Quando sentiu que ele estava prestes a gozar, tapou sua boca.
—Não —disse, firme—. Aguenta.
Ele se conteve. Uma. Duas. TrĂŞs vezes. AtĂ© que RocĂo nĂŁo aguentou mais.
—Agora sim, Lucas! Me dá tudo!
E ele gozou dentro dela, profundo, intenso, enquanto ela se contorcia sobre seu corpo, gritando seu nome, tremendo.
Depois, soltou suas mãos e o abraçou. —Gostou da minha fantasia?
Lucas nem conseguia falar.
SĂł assentiu. E pensou que estava ferradamente apaixonado.
Alguns dias haviam passado desde a Ăşltima vez que estiveram juntos. RocĂo ainda pensava naquela noite, amarrando ele, cavalgando ele, fazendo ele ser dela. Mas algo em Lucas tinha mudado desde entĂŁo. Mais confiante. Mais decidido.
Naquela tarde, ele a convidou para seu apartamento, com uma proposta.
—Dessa vez, eu que mando —disse assim que fechou a porta.
RocĂo sorriu, intrigada.
—E o que você vai fazer comigo?
Lucas nĂŁo respondeu com palavras. SĂł a beijou. Forte. Segurando seu pescoço, empurrando ela contra a parede, enquanto suas mĂŁos levantavam sua saia. NĂŁo era um beijo suave. Era um beijo carregado de desejo contido. De domĂnio.
—Tira a roupa. Tudo —ordenou, olhando nos olhos dela.
Ela obedeceu, sem falar, excitada como nunca.
—Fica de joelhos —sussurrou.
RocĂo se ajoelhou diante dele, com a respiração ofegante.
Lucas abaixou sua calça, deixando seu pau duro à mostra, roçando seus lábios.
—Adoro como você fica assim —disse—. Mas dessa vez, não é você quem manda. Agora você vai me satisfazer... como eu mandar.
Pegou seu cabelo, guiando ela. Ela o chupou com vontade, fundo, com lĂngua, babando, gemendo contra ele, olhando-o de baixo. Lucas se conteve, segurando ela com força, marcando o ritmo, curtindo o poder.
—Chega —disse de repente, tirando da boca dela—. Vem comigo.
Levou ela para o quarto. Lá, já tinha tudo preparado.
Um lenço de seda. Óleo quente. Um espelho.
—Quero ver você enquanto te pego. Quero que você também se veja.
Deitou ela na cama de frente para o espelho. Amarrou seus pulsos acima da cabeça com o lenço. Depois, derramou Ăłleo quente (sĂł morno) sobre sua barriga, seus peitos, suas coxas. RocĂo estremecia de prazer.
Lucas começou a beijá-la desde os tornozelos, subindo. Devagar. Até sua buceta. E ali parou.
Beijou, lambeu, enfiou dois dedos enquanto ela se contorcia, molhada, gemendo. —Queria saber minha fantasia? —sussurrou no ouvido dela, enquanto a penetrava lentamente—. É essa. Te ter completamente entregue. Te ver gemendo amarrada, sem poder me tocar, sem poder esconder o que está sentindo. E começou a comê-la com força.
Ela o observava pelo espelho. Sentia ele profundo, firme, selvagem. Ele a agarrava pelos quadris, virava ela de costas, erguia sua cintura. A comeu em pĂ©, de joelhos, contra o espelho, contra o vidro da janela. RocĂo nĂŁo parava de gozar. Um. Dois. TrĂŞs orgasmos. O quarto foi chorando, tremendo, dizendo o nome dele como sĂşplica.— Te amo, RocĂo — disse ele, no meio do clĂmax.
— Eu também… Eu também, Lucas…
Os dois caĂram exaustos, suados, abraçados.
E sabiam que aquilo nĂŁo era sĂł desejo.
Era algo mais.
A noite estava tranquila. Lucas e RocĂo estavam num bar de drinks suaves, risadas, carĂcias debaixo da mesa. Tudo ia bem… atĂ© que ela apareceu. —Lucas? —disse uma voz feminina atrás dele.
RocĂo se virou e viu uma mulher alta, de cabelo escuro, olhar felino e um vestido curto demais para ser casual.
—Nossa… não acredito que é você —a garota acrescentou, sorrindo—. Quanto tempo? Um ano?
Lucas se levantou, meio sem graça.
—Ah… Ă©, Sofia. Faz um tempĂŁo. Te apresento a RocĂo, minha… bom, a gente tá saindo.
Sofia estendeu a mĂŁo para RocĂo com um sorriso tĂŁo falso quanto provocador.
—Prazer. Já ouvi coisas… interessantes sobre você.
—Ah Ă©? —respondeu RocĂo, apertando os lábios—. Que curioso. Já sobre vocĂŞ, nĂŁo ouvi absolutamente nada.
Sofia riu com ar de superioridade. Pôs uma mão no braço de Lucas.
—Lembra das nossas escapadas pro sĂtio? Meu Deus, nem sei como a gente terminou, se o sexo era tĂŁo bom…
RocĂo apertou o copo.
—Me desculpa, você tem alguma coisa pra dizer? Porque não precisa usar códigos.
—Ciúmes? —perguntou Sofia, inclinando a cabeça—. Calma… Lucas sempre gostou de variedade.
Foi demais. Minutos depois, RocĂo estava por cima de Lucas no banco de trás do Uber, beijando-o com fome, como se precisasse marcá-lo. Depois, ao chegar no apartamento.
—Você tá bem? —perguntou ele, ofegante.
—Shhh —ela respondeu, abaixando sua calça—. Vou te lembrar por que você tá comigo agora. E vou te deixar tão seco que você não vai conseguir pensar em mais ninguém.
RocĂo o empurrou contra a cama, se despiu lentamente e montou nele, molhada, dominante, pegando seu pau com as duas mĂŁos, olhando-o com intensidade.
—Ela fazia isso com você? —perguntou, enquanto o enfiava devagar, sem parar de olhá-lo. Chupando com intensidade.
—Não… —ele gemeu.
—E isso?
Enfiou o pau na buceta e cavalgou com força, gemendo sem pudor, até fazê-lo gemer também. Depois desceu, enfiou na boca, chupou com raiva, deixou ele completamente encharcado. E quando ele já não aguentava mais, ela o virou.
—Agora… me come como se eu fosse a única mulher no mundo. Porque eu sou. Tá claro?
—Sim… RocĂo…
—Então, prova.
Ele a pegou pelo cabelo, beijou suas costas, penetrou fundo. Ela gozou mais duas vezes antes de senti-lo explodir dentro, com um gemido abafado e os mĂşsculos tensos.
Ficaram abraçados, suados, ofegantes.
—Ciúmes? —perguntou ele, acariciando seu cabelo.
—Um pouco? —respondeu ela—. Mas já cuidei disso.
O Lucas vinha planejando tudo há dias. Queria surpreendĂŞ-la. Queria que a RocĂo entendesse que nĂŁo era sĂł desejo: era necessidade, era conexĂŁo, era algo mais profundo. Algo que ia alĂ©m do sexo.Ele reservou uma mesa num restaurante de luzes baixas e mĂşsica suave. Ela chegou com um vestido preto justo, elegante e provocante, sem sutiĂŁ, com uma abertura na perna que deixava ver sĂł o suficiente para enlouquecĂŞ-lo.
— E isso? — perguntou ela ao ver a mesa, as taças, o vinho caro.
— Só quero jantar com você... e te dizer uma coisa — respondeu ele, sério mas com uma centelha nos olhos.
Durante o jantar, falaram pouco. Se olhavam. Se desejavam. Cada gole de vinho aumentava a tensão. Até que ele tirou uma caixinha pequena do bolso.
Ela o olhou, confusa.
— NĂŁo Ă© um anel — disse Lucas. — NĂŁo sou tĂŁo clássico. Mas Ă© algo Ăntimo. Algo que quero que vocĂŞ use sĂł se disser que sim.
Ela abriu a caixinha. Dentro havia uma chave... e junto dela, uma joia Ăntima, pequena, elegante, metálica: um enfeite para sua zona mais secreta, delicado, erĂłtico.
— O que é isso? — sussurrou, com os olhos brilhando.
— Quero que você more comigo — disse ele. — Que sejamos um casal. Formal, mas do nosso jeito. Que a gente continue brincando, explorando, nos desejando como até agora... mas sem mais separações.
Ela o olhou. Silêncio. O coração batendo forte.
— Sim — disse finalmente, sorrindo, mordendo o lábio. — Mas não vou esperar até amanhã para estrear isso.
Chegaram ao apartamento sem dizer uma palavra. Mal fechou a porta, RocĂo o empurrou contra a parede, ajoelhou-se e começou a chupar seu pau, desesperada, molhada, entregue. Queria deixar claro que era dele. Que tinha dito sim, e agora ele podia fazer o que quisesse.
Lucas a levantou do chão, a carregou com força e a levou até a cama. Lá, a meteu imediatamente, sem tirar o vestido, só levantando-o. A pegou em pé, depois de costas, depois de barriga para cima com as pernas abertas.
— Tá pronta pra ser minha em tudo? sentido? —perguntou ele, com a ponta do pau roçando o cu dela.
—Sim… vai —ela gemeu—. Me come todinha. Ele a penetrou suavemente, sentindo-a tremer, gemendo fundo. Ela o olhava com desejo e entrega total.
Foi selvagem, longo, intenso.
Depois, com seu corpo entregue sobre os lençóis, ele colocou nela o pequeno enfeite Ăntimo. Ela o sentiu frio no inĂcio, depois quente. Seu sĂmbolo. Seu jogo. Sua promessa.
—Agora sim —disse ela, acariciando seu peito—. Sou toda sua.
E ele, beijando seu pescoço, sussurrou:
—Para sempre, RocĂo.

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