Ficamos um tempo em silêncio na sala, respirando pesado. Anai se levanta e diz com voz rouca: —Vamos pro quarto… A gente segue ela. O quarto tá meio na penumbra, a cama bagunçada, como se tivesse esperando pela gente. Ela se joga de costas, abre os braços e sorri. Eu deito do lado, beijo ela com fome contida. Martín fica em pé primeiro, observando, mas não demora pra se aproximar. Eu me encaixo entre as pernas dela e meto de novo. Dessa vez devagar, olhando na cara dela. Ela crava as unhas em mim, geme, me morde o pescoço. Martín senta na beira da cama, acaricia o cabelo dela, olha pra gente com os olhos brilhando. Quando eu coloco ela por cima de mim, o quarto enche com os gemidos dela. Ela cavalga forte, os peitos quicando na minha cara, eu agarro eles com as duas mãos e me perco naquele corpo. Martín respira pesado, já não tão parado, já mais perto da cama. A cena esquenta de novo até eu gozar outra vez, enterrado dentro dela. Fico estirado, ofegante, enquanto Anai me beija e depois vira pro marido dela. Eles se abraçam forte, e naquele gesto eu entendo que agora é a vez deles. Martín agarra ela, vira ela de lado e começa a meter com desespero. Eu me afasto um pouco, ainda excitado, vendo como eles se mexem, como ela se abre pra ele. Anai grita o nome dele, morde ele, arranha ele. Eu chego perto pra beijar ela quando ela estende a mão, mas cada vez participo menos. O centro é dos dois, e eu sou só testemunha. Eles decidem continuar no chuveiro. A água morna bate forte, a cena fica ainda mais molhada. Martín segura ela contra a parede, mete sem parar. Ela geme, beija ele, se contorce debaixo do corpo dele. Eu chego perto pra beijar o pescoço dela, tocar nela, mas logo sou empurrado de novo. Os dois tão no mundinho deles, fechando a noite entre si. Quando ele goza dentro dela e ela se deixa cair exausta, eu saio do banheiro. Ando até a sala, me jogo no sofá, pelado, suado. Lá fora tá frio, e a garoa Bate de leve contra a sacada. O contraste é brutal: lá dentro, o eco dos gemidos ainda ressoa; lá fora, a cidade tá cinza e molhada. Eles demoram pra sair do banheiro. Quando saem, vão direto pro quarto, sem me olhar muito. Eu continuo no sofá, com a cabeça a mil, olhando a chuva pela janela. Foi meu primeiro menage. Intenso, proibido, excitante. Mas o final me deixa sozinho, com a respiração embaçando o vidro enquanto a madrugada de Resistência se enche de garoa.
2 comentários - Meu primeiro menage – Parte II