Já estamos há vinte dias convivendo, e estávamos nos dando super bem. Além das nossas rotinas diárias, tínhamos incluído saídas para jantar, ir a bares, e nesse fim de semana específico fizemos uma escapada para a praia por dois dias. Sério, eu não conseguia acreditar, a Ana não conhecia o mar.
Ela estava radiante e feliz, tentamos fazer tudo que podíamos, ela queria ver e ir a todos os lugares. No sábado, assim que chegamos, fomos passear pela cidade, pela calçadão, pelo porto, e terminamos caminhando pela praia. O sorriso no rosto dela era resplandecente, nunca a vi assim. Ela tirou os tênis e andou descalça na areia, entrou no mar para molhar os pés e me pediu para fazer o mesmo. Nos molhamos um ao outro por um tempo e não parávamos de rir. As mudanças no jeito dela em tão poucos dias eram notáveis; antes ela nunca teria tido coragem de me pedir algo assim ou de me molhar. Também não se incomodou quando, caminhando pela praia, peguei a mão dela. Ela me olhou surpresa, mas não disse nada, apenas sorriu e seguimos. Fomos fazer compras, comprei alguns biquínis e roupas adequadas para a praia. E terminamos jantando na calçadão, com vista para o mar e os barcos que iam e vinham.
Voltamos caminhando para o hotel, passeando. Vendo as barraquinhas de rua, comprei mais algumas coisas que vi que ela gostou, mas não teve coragem de me pedir. Assim que chegamos ao hotel, ela ficou pelada como veio ao mundo e experimentou os biquínis, pedindo minha opinião. Um era azul claro e o outro vermelho. Escolhi o azul claro porque destacava mais o corpo dela, e meu amigo já estava ficando animado. Pensei que era hora de dar uma boa trepada. Mas ela saiu do banheiro com uma bolsa, toalhas, protetor solar e outras coisas, e me arrastou para a piscina do hotel. Não disse nada, porque, como falei, ela parecia uma criança aproveitando tudo.
O hotel era bom, eu podia pagar e queria curtir. A piscina ficava de frente para a praia, com vista completa do mar, palmeiras, lugares à Na sombra e ao sol, um bar instalado numa espécie de ilha com uma ponte e um balcão. Começamos a pegar sol, enquanto ela falava sobre tudo que tinha vivido, e tirava fotos que enviava para a prima. Depois de um tempo fomos nadar na piscina. Passamos a tarde toda lá, pegando sol, conversando, nadando e tomando sucos de fruta.
À noite fomos passear pelo centro noturno da cidade, jantamos num bom restaurante que tinha música ao vivo, o que foi muito agradável porque na verdade faziam um show, tocando grandes covers. Depois fomos a um bar onde tomamos um pouco de álcool, eu pedi drinks que não fossem muito fortes já que não estou acostumado a beber, Ana também não está acostumada, mesmo assim saímos um pouco alterados, voltamos alegres para o hotel. Íamos fazendo piadas bobas, abraçados ou de mãos dadas e ríamos o tempo todo. Já no quarto Ana me diz.Ana:Amor, por favor, deixa sua putinha te satisfazer.
Apenas acenei com a cabeça, ela desabotoou minha calça e a tirou, enquanto eu tirava a camisa. Ela deixou o vestido cair e estava usando um conjunto de lingerie de renda preta, que eu tinha comprado para ela, mas ela nunca tinha usado. Ela estava magnífica, era minúsculo, muito transparente, com renda em lugares estratégicos, o preto destacava ainda mais sua pele branca, e o sutiã levantava seus seios, exibindo-os. Eu já estava babando com toda aquela cena. Ela me empurrou levemente até que me sentei na cama, ela se ajoelhou e começou a beijar meu peito, colocando meus mamilos na boca e dando beijos suaves por todo o peito, sua mão encontrou meu pau e começou um jogo de toques e arranhões com as unhas, eram carícias que me davam um formigamento, a verdade é que eu gostava muito. Em um certo momento, peguei seu rosto e dei um beijo de língua. Enquanto isso, ela continuava me acariciando e massageando os próprios seios, que estavam com os mamilos duros.Ana:Sua putinha vai dar os mimos que você merece - me disse com os olhos vidrados.
Ela se agachou e começou a percorrer com a língua todo o comprimento do meu pau, uma e outra vez. Ao chegar na cabeça, dava uma sugadinha e voltava a começar, enquanto as mãos dela brincavam com as minhas bolas. Depois de um tempo nesse exercício, segurou meu falo firmemente com a mão e cuspiu para lubrificar. Começou a me masturbar devagar, mas com força, levou à boca e meteu uma das minhas bolas inteira nela, brincando com a língua, chupando e trocando para a outra. Era uma tortura muito gostosa. Quando percebeu que o pau não podia ficar mais duro e babado, ela me disse.Ana:Amo pude ir em cima, por favor.
Não coloquei objeção, apenas me deitei na cama, era a primeira vez que fazíamos algo assim. Na verdade, era algo que meu psicólogo tinha me falado, a forma dela demonstrar emoções era através do sexo, por isso eu tinha que saber interpretar suas ações. Ela tirou a calcinha e montou em mim, literalmente, se empalou. Ela estava muito molhada, seus quadris desenhavam um círculo, os dois estávamos muito excitados. Peguei seu cabelo e fiquei cara a cara, nos olhamos nos olhos, e ela continuava com aquele olhar vidrado, não conseguimos sustentar o olhar um do outro e nos beijamos, na verdade nos comemos de beijo, enquanto ela aumentava o ritmo. E o orgasmo nos arrasou aos dois, foi demolidor, ela apoiou o rosto no meu ombro enquanto gemía e tinha contrações na pélvis, enquanto meu pau buscava a profundidade da sua buceta para descarregar.
E dormimos assim, ela sobre mim, e eu com meu pau dentro dela, mesmo depois que perdeu a ereção. Acordei no meio da noite porque estava desconfortável, e ela continuava na mesma posição, sobre mim, abraçada, com a cabeça no meu peito e dormindo como um bebê. A única coisa é que meu pau já não dormia, tinha acordado. Então comecei a dar beijos suaves, acariciar seu corpo, me virei e fiquei eu em cima na posição papai e mamãe, comecei a me mexer e ela foi acordando, e também esquentando, me beijou e acariciava minhas costas já quando a coisa ficou quente, levei suas pernas aos meus ombros para aprofundar a penetração, gozamos em um momento foram menos de dez minutos, nos acomodamos assim como estávamos e dormimos de conchinha.
No outro dia eu estava acabado, entre a viagem, os passeios, o álcool e sexo. Mas Ana estava radiante, com um sorriso que iluminava tudo. Tomamos café rápido e fomos ao parque aquático, lá eu tinha preparado uma surpresa para ela. E era mergulhar com peixes, em um ambiente controlado, a verdade é que foi incrível para nós. Almoçamos no mesmo parque, e até fomos a uma peça de teatro, onde apresentavam a Pequena Sereia e Peter Pan, tudo aquático, fomos ao show dos golfinhos e mais. Já à tarde voltamos ao hotel e não tínhamos mais tempo, tínhamos que voltar, só demos uma rapidinha no chuveiro e pronto.
Já em casa ela foi para os quartos arrumar tudo que estava nas malas, e eu fui para o escritório ver o que tanto ela tinha escrito no celular. Na verdade ela mostrava tudo que tinha feito para a prima dela, e contava como estava feliz, era a primeira vez que ela expressava essa palavra.Maite:Prima, fico feliz que pelo menos uma esteja feliz, tenho uma invejinha saudável de você, mas tenho que te lembrar que essa felicidade tem data de validade.Ana:Eu sei, mas isso é um sonho pra mim, e eu vou aproveitar cada minuto que tiver. O Esteban é meu dono temporário, mas é a primeira vez na vida que vejo alguém se preocupar comigo, que toma decisões pensando em mim. Não lembro quando foi a última vez que me senti tão bem, talvez quando era criança e meus pais estavam vivos, essa foi a vez mais próxima.Maite:Ah, meu bem, acho que você se apaixonou e tenho medo que você sofra muito. Nós já estamos acostumadas com desilusões, mas essa pode ser bem pesada.Ana:Não sei, mas vou aproveitar cada minuto e não vou decepcionar, serei uma boa escrava.Maite:Confirmado, chegou até os ossos. Você nunca disse isso por causa do Juan Carlos. - Ana não respondeu mais.
Começamos a segunda-feira muito esmagados, carregando o peso de todo o fim de semana na praia. A manhã começou muito tranquila e monótona. Olhei o calendário e comecei a pensar em quanto pouco faltava para o prazo final, já eram 22 dias, também estava confuso com os sentimentos que a Ana tinha expressado pela prima dela. Não imaginei que ela tivesse sentimentos por mim tão rápido. Estava pensando em falar com ela, e perguntar se queria morar comigo definitivamente, se queria ser algo mais que minha escrava. A outra opção era me apegar ao plano e contar tudo quando o Juan Carlos caísse de vez.
Um pouco depois, fui interrompido por uma ligação do meu amigo Raúl.Raúl:E aí, mano, tenho novidades. Seu problema vai ser resolvido antes de você entregar a Ana. E não se assusta, o promotor designou um casal de policiais pra sua proteção. Eles vão te seguir de longe pra todo lado. Tô te avisando porque você é meio doido e se perceber, talvez puxe sua pistola e comece a distribuir chumbo. Ele me ajudou a escolher minha pistola, até íamos ao estande praticar às vezes, o que me pegou foi o tom.Eu:Que que foi, solta tudo, a gente se conhece há tempos. - Solto um suspiroRaúl:tem uma conversa entre Juan Carlos e o Gordo, e outras entre Juan Carlos e Miguel. Eles têm planos para você e Ana. Ela vai ser entregue como parte do pagamento para o Gordo Tony, e você vai sofrer um acidente fatal quando entregar a Ana. Vão roubar tudo que puderem da sua casa.Eu:É algo que a gente imaginava que meu amigo podia fazer.RaúlA Ana não está envolvida nesse plano, ela não sabe de nada. O promotor, ao ouvir a gravação, adiantou todos os planos. Diante do risco à sua vida e à segurança da Ana, vamos agir antes disso.Eu:De boa, isso é coisa da Ana. O que me surpreende é o nível de incompetência deles, acham que tenho a Ana trancada e ninguém me viu com ela, se me matassem o rastro iria direto pra eles. - Isso é algo que eu também já tinha previsto. Continuamos conversando um pouco, ele mais que nada me dava recomendações e conselhos. Também decidiu falar com a Ana. Faria isso na saída do trabalho sem falta. Quando fui pegar café na cozinha, notei que ela não estava no seu posto de trabalho, ao perguntar à Carla por ela.Carla:Olha, não é pela fofoca – ela disse baixando a voz – acho que a prima dela tem um problema sério e foi ao banheiro falar com ela por telefone.
Concordei, pisquei pra ela e voltei pro meu escritório pra ver se conseguia me atualizar no que estava rolando. Conectei pelo meu notebook e comecei a ver as mensagens dela no WhatsApp. Quando a gente levantou de manhã, o celular dela estava descarregado por falta de bateria e ela carregou na caminhonete, então só pôde ver as mensagens da prima quando chegamos na empresa. A verdade é que a situação da Maite era muito pesada. Ela tinha começado a escrever de madrugada, e escreveu mesmo porque não tinha mais ninguém pra contar.
Pra resumir, no domingo à noite o marido dela chegou em casa com uma mina muito nova grávida e botou ela pra fora, dizendo que tinha arrumado uma mulher mais jovem e fértil, não igual ela que estava "seca". Ela só com a roupa do corpo, só com a bolsa e o celular, foi pra casa dos pais a pé, que ficava a horas de distância. Ela tinha um relacionamento horrível com o pai, já que ele tentou abusar dela várias vezes, então assim que atingiu a maioridade foi morar com o namorado, o canalha que acabou de expulsar ela. Quando chegou na casa do pai, ele não a recebeu e disse que não era mais pai dela. Ela voltou pro centro da cidade a pé e ficou vagando até que a Ana atendeu. Elas conversaram um pouco, a Ana tentava consolar e oferecia soluções que eram pouco práticas ou impossíveis. Até que a Ana escreveu pra ela.Ana:A única coisa que me ocorre, prima, é falar com meu Amo e te oferecer como escrava no meu lugar. Me resta muito pouco tempo com ele, você poderia ocupar meu lugar. Assim, você teria um lar e meu Amo teria alguém para cuidar dele. - Eu não conseguia acreditar no que estava lendo.Maite:Prima, isso é uma coisa muito maluca, mesmo que fosse um sonho pra mim alguém me tratar assim, tão bem quanto ele te trata. Em primeiro lugar, você está apaixonada por ele. - um arrepio percorreu meu corpo. - e em segundo lugar, eu não sou nada pra ele, sou do interior, sou bruta e não posso dar filhos pra ele.Ana:Eu acho que posso convencê-lo, além do mais, o trabalho de escravas é ficar em segundo plano. Talvez mais pra frente ele se case com outra mulher e a gente cumpra o papel de amantes. Eu sou exclusiva do meu Dono, mesmo que ele possa ter outras mulheres. Não importam nossos sentimentos, temos que aceitar e ficar bem com isso.Maite:Eu estou disposta a fazer qualquer coisa, ser a segunda ou a terceira. Eu entreguei minha vida ao meu marido por muito menos do que você recebe dele.Ana:Agora vou ao banheiro e te ligo, assim podemos conversar tranquilas e planejar tudo.
Pra você entender o quão louco isso tudo era. Me pagaram parte de uma dívida com uma mulher que está gostosa pra caralho, essa mulher não só me deixou completamente maluco de amor, como também se apaixonou por mim. E pra que eu não sinta saudades ou fique tão sozinho, ela me arruma outra escrava. Isso parecia tirado de um filme, mas daqueles bem distorcidos e exagerados.
Eu tinha que resolver esse problema, primeiro porque a Ana podia fazer algo de que ia se arrepender. Segundo, não queria que meu relacionamento com ela acabasse ou mudasse. Terceiro, tinha que ver o que ela ia fazer, se queria ficar do meu lado. E por último, ver se podia ajudar a resolver o problema da prima dela.
Chamei a Ana no meu escritório, ela entrou um pouco nervosa e parecia que tinha chorado. Disse pra ela se preparar, que íamos almoçar em casa, que avisasse às meninas que ela tinha um problema e tinha me pedido pra levá-la. Saindo da empresa, vimos um carro à paisana com dois policiais, cumprimentei eles e ficaram colados atrás de nós. Chegando em casa, estacionaram do lado de fora. Desci diante do espanto da Ana e falei com eles, basicamente dei meu número e disse que o que precisassem a gente facilitava, ir ao banheiro, água ou café. Já dentro, sentei ela no sofá e fiquei de frente pra ela.Eu:Ana, preciso que a gente converse, algo muito grave está acontecendo e quero que você fique sabendo. Sei que você tem um problema, e vamos falar sobre isso depois. Mas agora preciso que você preste atenção, porque o resto da sua vida depende disso. - Ela me olhava confusa.Ana:Sim, amo.Eu:Olha, desde que fechamos o acordo... - parei e me sentei ao lado dela, precisava escolher as palavras certas - Tudo me pareceu muito estranho. Com base no que eu sabia sobre Juan Carlos e no que você me contou, descobri várias coisas. Primeiro, mandei investigar tudo relacionado à morte dos seus pais. A dívida que eles tinham estava sendo paga direitinho, em dia, graças aos bicos que ele fazia. Em pouco tempo, teria quitado tudo. O outro ponto foi o acidente. Por muito tempo, a polícia acreditou que a caminhonete em que eles viajavam tinha sido sabotada, e os principais suspeitos eram seu tio e Juan Carlos, mas nunca conseguiram provas concretas pra confirmar. - Tudo isso me foi passado pelos meus contatos na polícia.Ana:Não, não pode ser. Tem certeza, Amo? - seus olhos estavam cheios de lágrimas.EU:Sim, olha. — Estendi uma pasta que tirei da minha maleta. — Esta é a investigação da polícia de Santa Fe, atrás estão os extratos da dívida, e na investigação está detalhado para onde foi parar o dinheiro do seguro e da venda das terras: para seu tio e para Juan Carlos. Na época, ele fez você assinar muitos papéis, nesses estavam o recebimento do seguro pela morte dos seus pais, como não pôde ser classificado como homicídio por falta de provas, ficou como acidente. Também estava nesses papéis tudo relacionado à venda da fazenda.Ana:Não acredito. - uma lágrima escorreu por sua bochecha. - a vida toda pensei que Juan Carlos era meu salvador, que devia tudo a ele.Eu:Ana, tem mais. Preciso que você se recompõe e me escute. - disse, limpando suas lágrimas. - Tem algo que o Juan Carlos está fazendo agora e, se você não tomar uma decisão, isso vai mudar sua vida para sempre.Ana:Sim, amo. - ela inspirou e exalou profundamente. - continue, por favor.Eu:Quando eu pedi à polícia aquele relatório e vi do que o Juan Carlos era capaz, pedi que investigassem ele, desde então ele está sendo vigiado pela polícia. Desde que você saiu da casa dele, ele não parou de aumentar as dívidas e as cagadas. Hoje de manhã me mandaram uns áudios bem comprometedores e as pessoas que você viu lá fora são policiais que mandaram para nossa proteção.
Em seguida, coloquei meu celular sobre os joelhos da Ana e reproduzi os áudios que me haviam mandado, ela não demorou a reconhecer o Juan Carlos e o Miguel. Nos primeiros áudios, estes dois estavam planejando como me assassinar, as possíveis coartadas, se fingiriam um assalto, uma queda no banheiro, também detalhavam como me roubariam tudo que pudessem e como a Ana iria ajudá-los. Em outros áudios estavam o gordo Tony e o Juan Carlos, este último dizia que entregaria a Ana, como parte do pagamento, o gordo não economizou nos detalhes dizendo o que faria com ela, inclusive disse que quando se cansasse, a prostituiria para ganhar algum dinheiro. Ana tremia de medo, seu rosto estava em pânico.Eu:Tranquila.Ana:Eu juro por tudo, amor, que não te traí.Eu:Tranquila, eu sei. - falei, abraçando-a e falando quase no ouvido dela. - Preciso que você responda algumas perguntas, para definir como vamos terminar isso. É importante que você responda com a verdade e pensando em você. Não importa o que você decida, eu vou te proteger, você não vai ter problemas, eles não vão te tocar.Ana:Sim, amo.Eu:Você me ama?Ana:Sim, Amo, com todo o meu coração. - Dei um beijinho na testa dele.Eu:Você quer morar comigo pra sempre e ser minha mulher, minha amante e minha putinha?Ana:Sim.- ela acenou com a cabeça enquanto ria e chorava ao mesmo tempo.- sim, eu quero, Amo.Eu:Eu vou te proteger sempre.
Nos abraçamos, nos beijamos, ela chorou um pouco mais, acho que a carga emocional era muito grande para ela. Eu com minha língua recolhia suas lágrimas das bochechas.Ana:Eu juro, amor, que serei tudo para você, até que eu morra. Serei sua amiga, sua amante, sua empregada, sua escrava, sua puta, tudo. Você nunca terá motivos para reclamar de mim.Eu:Bom, vou te cobrar essa promessa. - eu disse, acariciando seu rosto. - E o que estava tão ruim com a minha mulher esta manhã? - um calafrio percorreu seu corpo ao ouvir a palavra mulher.Ana:Amor, acho que fiz merda, prometi algo sem te consultar e não sei se a gente consegue cumprir. Pra falar a verdade, nem sabia de toda essa informação que sei agora. - Ela se atropelava nas palavras, e ainda por cima, vi um pouco de medo da minha reação. - Juro que não foi minha intenção.Eu:Olha, se acalma e me conta tudo com calma que a gente busca uma solução.
Ela começou desde o começo a me contar toda a relação dela com a prima, coisas que eu já sabia por ela e outras que não. Também me contou da infância e adolescência difícil da Maite, de quando foram amantes, das tentativas de abuso que sofreu do pai, de como saiu de casa e foi morar com o primeiro namorado, dos abortos espontâneos que teve, e de que ela não podia ter filhos. Das humilhações, castigos e vexames que sofreu do marido, ou parceiro porque não eram casados. E do final, a amante grávida e ela sendo expulsa de casa.Ana:Amo, eu prometo que se você aceitá-la aqui, terá duas escravas à sua completa disposição, que farão até o impossível para satisfazê-lo.Eu:Beleza, primeiro vamos resolver a sua situação. Vou comprar uma passagem pra ela vir do norte de Santa Fe até a Capital, são umas treze horas de viagem. Quando ela estiver aqui, a gente decide o que é melhor. Liga pra ela e pede os dados dela pra comprar a passagem do ônibus.Ana:Sim, Amo, eu prometo que ela vai te agradar. - Acho que a Ana me entendeu errado, e ela pensou que talvez eu não gostaria dela como mulher, depois eu falo com ela.Eu:Não me chame de Amo, você sabe quem eu sou, o título é demais.
Fui ao escritório e comprei a passagem de ônibus, o único meio de transporte que havia para aquela região. O próximo ônibus sairia às 18h, e chegaria por volta das 7h do dia seguinte. Ana me pediu para transferir dinheiro para ela poder comer e comprar um carregador pro celular, que poderia descontar do salário dela, o que achei engraçado.
Ana preparou algo leve pra gente comer, porque com tudo isso a hora do almoço já tinha passado. Um momento depois, voltei pra empresa pra terminar de arrumar algumas coisas. Voltei pra casa já de noite, encontrei Ana sentada na sala com pouca luz, como se estivesse olhando pro nada e com sinais de que tinha chorado. Me aproximei devagar, sentei ao lado dela e a abracei.Ana:Se não tivesse me cruzado com você, viveria enganada a vida toda, e acabaria num buraco muito mais fundo do que já estive. - disse ela, apoiando a cabeça no meu ombro.Eu:Nada vai acontecer com você, eu vou te proteger sempre.Ana:e eu sempre vou te servir.
Ela estava radiante e feliz, tentamos fazer tudo que podíamos, ela queria ver e ir a todos os lugares. No sábado, assim que chegamos, fomos passear pela cidade, pela calçadão, pelo porto, e terminamos caminhando pela praia. O sorriso no rosto dela era resplandecente, nunca a vi assim. Ela tirou os tênis e andou descalça na areia, entrou no mar para molhar os pés e me pediu para fazer o mesmo. Nos molhamos um ao outro por um tempo e não parávamos de rir. As mudanças no jeito dela em tão poucos dias eram notáveis; antes ela nunca teria tido coragem de me pedir algo assim ou de me molhar. Também não se incomodou quando, caminhando pela praia, peguei a mão dela. Ela me olhou surpresa, mas não disse nada, apenas sorriu e seguimos. Fomos fazer compras, comprei alguns biquínis e roupas adequadas para a praia. E terminamos jantando na calçadão, com vista para o mar e os barcos que iam e vinham.
Voltamos caminhando para o hotel, passeando. Vendo as barraquinhas de rua, comprei mais algumas coisas que vi que ela gostou, mas não teve coragem de me pedir. Assim que chegamos ao hotel, ela ficou pelada como veio ao mundo e experimentou os biquínis, pedindo minha opinião. Um era azul claro e o outro vermelho. Escolhi o azul claro porque destacava mais o corpo dela, e meu amigo já estava ficando animado. Pensei que era hora de dar uma boa trepada. Mas ela saiu do banheiro com uma bolsa, toalhas, protetor solar e outras coisas, e me arrastou para a piscina do hotel. Não disse nada, porque, como falei, ela parecia uma criança aproveitando tudo.
O hotel era bom, eu podia pagar e queria curtir. A piscina ficava de frente para a praia, com vista completa do mar, palmeiras, lugares à Na sombra e ao sol, um bar instalado numa espécie de ilha com uma ponte e um balcão. Começamos a pegar sol, enquanto ela falava sobre tudo que tinha vivido, e tirava fotos que enviava para a prima. Depois de um tempo fomos nadar na piscina. Passamos a tarde toda lá, pegando sol, conversando, nadando e tomando sucos de fruta.
À noite fomos passear pelo centro noturno da cidade, jantamos num bom restaurante que tinha música ao vivo, o que foi muito agradável porque na verdade faziam um show, tocando grandes covers. Depois fomos a um bar onde tomamos um pouco de álcool, eu pedi drinks que não fossem muito fortes já que não estou acostumado a beber, Ana também não está acostumada, mesmo assim saímos um pouco alterados, voltamos alegres para o hotel. Íamos fazendo piadas bobas, abraçados ou de mãos dadas e ríamos o tempo todo. Já no quarto Ana me diz.Ana:Amor, por favor, deixa sua putinha te satisfazer.
Apenas acenei com a cabeça, ela desabotoou minha calça e a tirou, enquanto eu tirava a camisa. Ela deixou o vestido cair e estava usando um conjunto de lingerie de renda preta, que eu tinha comprado para ela, mas ela nunca tinha usado. Ela estava magnífica, era minúsculo, muito transparente, com renda em lugares estratégicos, o preto destacava ainda mais sua pele branca, e o sutiã levantava seus seios, exibindo-os. Eu já estava babando com toda aquela cena. Ela me empurrou levemente até que me sentei na cama, ela se ajoelhou e começou a beijar meu peito, colocando meus mamilos na boca e dando beijos suaves por todo o peito, sua mão encontrou meu pau e começou um jogo de toques e arranhões com as unhas, eram carícias que me davam um formigamento, a verdade é que eu gostava muito. Em um certo momento, peguei seu rosto e dei um beijo de língua. Enquanto isso, ela continuava me acariciando e massageando os próprios seios, que estavam com os mamilos duros.Ana:Sua putinha vai dar os mimos que você merece - me disse com os olhos vidrados.
Ela se agachou e começou a percorrer com a língua todo o comprimento do meu pau, uma e outra vez. Ao chegar na cabeça, dava uma sugadinha e voltava a começar, enquanto as mãos dela brincavam com as minhas bolas. Depois de um tempo nesse exercício, segurou meu falo firmemente com a mão e cuspiu para lubrificar. Começou a me masturbar devagar, mas com força, levou à boca e meteu uma das minhas bolas inteira nela, brincando com a língua, chupando e trocando para a outra. Era uma tortura muito gostosa. Quando percebeu que o pau não podia ficar mais duro e babado, ela me disse.Ana:Amo pude ir em cima, por favor.
Não coloquei objeção, apenas me deitei na cama, era a primeira vez que fazíamos algo assim. Na verdade, era algo que meu psicólogo tinha me falado, a forma dela demonstrar emoções era através do sexo, por isso eu tinha que saber interpretar suas ações. Ela tirou a calcinha e montou em mim, literalmente, se empalou. Ela estava muito molhada, seus quadris desenhavam um círculo, os dois estávamos muito excitados. Peguei seu cabelo e fiquei cara a cara, nos olhamos nos olhos, e ela continuava com aquele olhar vidrado, não conseguimos sustentar o olhar um do outro e nos beijamos, na verdade nos comemos de beijo, enquanto ela aumentava o ritmo. E o orgasmo nos arrasou aos dois, foi demolidor, ela apoiou o rosto no meu ombro enquanto gemía e tinha contrações na pélvis, enquanto meu pau buscava a profundidade da sua buceta para descarregar.
E dormimos assim, ela sobre mim, e eu com meu pau dentro dela, mesmo depois que perdeu a ereção. Acordei no meio da noite porque estava desconfortável, e ela continuava na mesma posição, sobre mim, abraçada, com a cabeça no meu peito e dormindo como um bebê. A única coisa é que meu pau já não dormia, tinha acordado. Então comecei a dar beijos suaves, acariciar seu corpo, me virei e fiquei eu em cima na posição papai e mamãe, comecei a me mexer e ela foi acordando, e também esquentando, me beijou e acariciava minhas costas já quando a coisa ficou quente, levei suas pernas aos meus ombros para aprofundar a penetração, gozamos em um momento foram menos de dez minutos, nos acomodamos assim como estávamos e dormimos de conchinha.
No outro dia eu estava acabado, entre a viagem, os passeios, o álcool e sexo. Mas Ana estava radiante, com um sorriso que iluminava tudo. Tomamos café rápido e fomos ao parque aquático, lá eu tinha preparado uma surpresa para ela. E era mergulhar com peixes, em um ambiente controlado, a verdade é que foi incrível para nós. Almoçamos no mesmo parque, e até fomos a uma peça de teatro, onde apresentavam a Pequena Sereia e Peter Pan, tudo aquático, fomos ao show dos golfinhos e mais. Já à tarde voltamos ao hotel e não tínhamos mais tempo, tínhamos que voltar, só demos uma rapidinha no chuveiro e pronto.
Já em casa ela foi para os quartos arrumar tudo que estava nas malas, e eu fui para o escritório ver o que tanto ela tinha escrito no celular. Na verdade ela mostrava tudo que tinha feito para a prima dela, e contava como estava feliz, era a primeira vez que ela expressava essa palavra.Maite:Prima, fico feliz que pelo menos uma esteja feliz, tenho uma invejinha saudável de você, mas tenho que te lembrar que essa felicidade tem data de validade.Ana:Eu sei, mas isso é um sonho pra mim, e eu vou aproveitar cada minuto que tiver. O Esteban é meu dono temporário, mas é a primeira vez na vida que vejo alguém se preocupar comigo, que toma decisões pensando em mim. Não lembro quando foi a última vez que me senti tão bem, talvez quando era criança e meus pais estavam vivos, essa foi a vez mais próxima.Maite:Ah, meu bem, acho que você se apaixonou e tenho medo que você sofra muito. Nós já estamos acostumadas com desilusões, mas essa pode ser bem pesada.Ana:Não sei, mas vou aproveitar cada minuto e não vou decepcionar, serei uma boa escrava.Maite:Confirmado, chegou até os ossos. Você nunca disse isso por causa do Juan Carlos. - Ana não respondeu mais.
Começamos a segunda-feira muito esmagados, carregando o peso de todo o fim de semana na praia. A manhã começou muito tranquila e monótona. Olhei o calendário e comecei a pensar em quanto pouco faltava para o prazo final, já eram 22 dias, também estava confuso com os sentimentos que a Ana tinha expressado pela prima dela. Não imaginei que ela tivesse sentimentos por mim tão rápido. Estava pensando em falar com ela, e perguntar se queria morar comigo definitivamente, se queria ser algo mais que minha escrava. A outra opção era me apegar ao plano e contar tudo quando o Juan Carlos caísse de vez.
Um pouco depois, fui interrompido por uma ligação do meu amigo Raúl.Raúl:E aí, mano, tenho novidades. Seu problema vai ser resolvido antes de você entregar a Ana. E não se assusta, o promotor designou um casal de policiais pra sua proteção. Eles vão te seguir de longe pra todo lado. Tô te avisando porque você é meio doido e se perceber, talvez puxe sua pistola e comece a distribuir chumbo. Ele me ajudou a escolher minha pistola, até íamos ao estande praticar às vezes, o que me pegou foi o tom.Eu:Que que foi, solta tudo, a gente se conhece há tempos. - Solto um suspiroRaúl:tem uma conversa entre Juan Carlos e o Gordo, e outras entre Juan Carlos e Miguel. Eles têm planos para você e Ana. Ela vai ser entregue como parte do pagamento para o Gordo Tony, e você vai sofrer um acidente fatal quando entregar a Ana. Vão roubar tudo que puderem da sua casa.Eu:É algo que a gente imaginava que meu amigo podia fazer.RaúlA Ana não está envolvida nesse plano, ela não sabe de nada. O promotor, ao ouvir a gravação, adiantou todos os planos. Diante do risco à sua vida e à segurança da Ana, vamos agir antes disso.Eu:De boa, isso é coisa da Ana. O que me surpreende é o nível de incompetência deles, acham que tenho a Ana trancada e ninguém me viu com ela, se me matassem o rastro iria direto pra eles. - Isso é algo que eu também já tinha previsto. Continuamos conversando um pouco, ele mais que nada me dava recomendações e conselhos. Também decidiu falar com a Ana. Faria isso na saída do trabalho sem falta. Quando fui pegar café na cozinha, notei que ela não estava no seu posto de trabalho, ao perguntar à Carla por ela.Carla:Olha, não é pela fofoca – ela disse baixando a voz – acho que a prima dela tem um problema sério e foi ao banheiro falar com ela por telefone.
Concordei, pisquei pra ela e voltei pro meu escritório pra ver se conseguia me atualizar no que estava rolando. Conectei pelo meu notebook e comecei a ver as mensagens dela no WhatsApp. Quando a gente levantou de manhã, o celular dela estava descarregado por falta de bateria e ela carregou na caminhonete, então só pôde ver as mensagens da prima quando chegamos na empresa. A verdade é que a situação da Maite era muito pesada. Ela tinha começado a escrever de madrugada, e escreveu mesmo porque não tinha mais ninguém pra contar.
Pra resumir, no domingo à noite o marido dela chegou em casa com uma mina muito nova grávida e botou ela pra fora, dizendo que tinha arrumado uma mulher mais jovem e fértil, não igual ela que estava "seca". Ela só com a roupa do corpo, só com a bolsa e o celular, foi pra casa dos pais a pé, que ficava a horas de distância. Ela tinha um relacionamento horrível com o pai, já que ele tentou abusar dela várias vezes, então assim que atingiu a maioridade foi morar com o namorado, o canalha que acabou de expulsar ela. Quando chegou na casa do pai, ele não a recebeu e disse que não era mais pai dela. Ela voltou pro centro da cidade a pé e ficou vagando até que a Ana atendeu. Elas conversaram um pouco, a Ana tentava consolar e oferecia soluções que eram pouco práticas ou impossíveis. Até que a Ana escreveu pra ela.Ana:A única coisa que me ocorre, prima, é falar com meu Amo e te oferecer como escrava no meu lugar. Me resta muito pouco tempo com ele, você poderia ocupar meu lugar. Assim, você teria um lar e meu Amo teria alguém para cuidar dele. - Eu não conseguia acreditar no que estava lendo.Maite:Prima, isso é uma coisa muito maluca, mesmo que fosse um sonho pra mim alguém me tratar assim, tão bem quanto ele te trata. Em primeiro lugar, você está apaixonada por ele. - um arrepio percorreu meu corpo. - e em segundo lugar, eu não sou nada pra ele, sou do interior, sou bruta e não posso dar filhos pra ele.Ana:Eu acho que posso convencê-lo, além do mais, o trabalho de escravas é ficar em segundo plano. Talvez mais pra frente ele se case com outra mulher e a gente cumpra o papel de amantes. Eu sou exclusiva do meu Dono, mesmo que ele possa ter outras mulheres. Não importam nossos sentimentos, temos que aceitar e ficar bem com isso.Maite:Eu estou disposta a fazer qualquer coisa, ser a segunda ou a terceira. Eu entreguei minha vida ao meu marido por muito menos do que você recebe dele.Ana:Agora vou ao banheiro e te ligo, assim podemos conversar tranquilas e planejar tudo.
Pra você entender o quão louco isso tudo era. Me pagaram parte de uma dívida com uma mulher que está gostosa pra caralho, essa mulher não só me deixou completamente maluco de amor, como também se apaixonou por mim. E pra que eu não sinta saudades ou fique tão sozinho, ela me arruma outra escrava. Isso parecia tirado de um filme, mas daqueles bem distorcidos e exagerados.
Eu tinha que resolver esse problema, primeiro porque a Ana podia fazer algo de que ia se arrepender. Segundo, não queria que meu relacionamento com ela acabasse ou mudasse. Terceiro, tinha que ver o que ela ia fazer, se queria ficar do meu lado. E por último, ver se podia ajudar a resolver o problema da prima dela.
Chamei a Ana no meu escritório, ela entrou um pouco nervosa e parecia que tinha chorado. Disse pra ela se preparar, que íamos almoçar em casa, que avisasse às meninas que ela tinha um problema e tinha me pedido pra levá-la. Saindo da empresa, vimos um carro à paisana com dois policiais, cumprimentei eles e ficaram colados atrás de nós. Chegando em casa, estacionaram do lado de fora. Desci diante do espanto da Ana e falei com eles, basicamente dei meu número e disse que o que precisassem a gente facilitava, ir ao banheiro, água ou café. Já dentro, sentei ela no sofá e fiquei de frente pra ela.Eu:Ana, preciso que a gente converse, algo muito grave está acontecendo e quero que você fique sabendo. Sei que você tem um problema, e vamos falar sobre isso depois. Mas agora preciso que você preste atenção, porque o resto da sua vida depende disso. - Ela me olhava confusa.Ana:Sim, amo.Eu:Olha, desde que fechamos o acordo... - parei e me sentei ao lado dela, precisava escolher as palavras certas - Tudo me pareceu muito estranho. Com base no que eu sabia sobre Juan Carlos e no que você me contou, descobri várias coisas. Primeiro, mandei investigar tudo relacionado à morte dos seus pais. A dívida que eles tinham estava sendo paga direitinho, em dia, graças aos bicos que ele fazia. Em pouco tempo, teria quitado tudo. O outro ponto foi o acidente. Por muito tempo, a polícia acreditou que a caminhonete em que eles viajavam tinha sido sabotada, e os principais suspeitos eram seu tio e Juan Carlos, mas nunca conseguiram provas concretas pra confirmar. - Tudo isso me foi passado pelos meus contatos na polícia.Ana:Não, não pode ser. Tem certeza, Amo? - seus olhos estavam cheios de lágrimas.EU:Sim, olha. — Estendi uma pasta que tirei da minha maleta. — Esta é a investigação da polícia de Santa Fe, atrás estão os extratos da dívida, e na investigação está detalhado para onde foi parar o dinheiro do seguro e da venda das terras: para seu tio e para Juan Carlos. Na época, ele fez você assinar muitos papéis, nesses estavam o recebimento do seguro pela morte dos seus pais, como não pôde ser classificado como homicídio por falta de provas, ficou como acidente. Também estava nesses papéis tudo relacionado à venda da fazenda.Ana:Não acredito. - uma lágrima escorreu por sua bochecha. - a vida toda pensei que Juan Carlos era meu salvador, que devia tudo a ele.Eu:Ana, tem mais. Preciso que você se recompõe e me escute. - disse, limpando suas lágrimas. - Tem algo que o Juan Carlos está fazendo agora e, se você não tomar uma decisão, isso vai mudar sua vida para sempre.Ana:Sim, amo. - ela inspirou e exalou profundamente. - continue, por favor.Eu:Quando eu pedi à polícia aquele relatório e vi do que o Juan Carlos era capaz, pedi que investigassem ele, desde então ele está sendo vigiado pela polícia. Desde que você saiu da casa dele, ele não parou de aumentar as dívidas e as cagadas. Hoje de manhã me mandaram uns áudios bem comprometedores e as pessoas que você viu lá fora são policiais que mandaram para nossa proteção.
Em seguida, coloquei meu celular sobre os joelhos da Ana e reproduzi os áudios que me haviam mandado, ela não demorou a reconhecer o Juan Carlos e o Miguel. Nos primeiros áudios, estes dois estavam planejando como me assassinar, as possíveis coartadas, se fingiriam um assalto, uma queda no banheiro, também detalhavam como me roubariam tudo que pudessem e como a Ana iria ajudá-los. Em outros áudios estavam o gordo Tony e o Juan Carlos, este último dizia que entregaria a Ana, como parte do pagamento, o gordo não economizou nos detalhes dizendo o que faria com ela, inclusive disse que quando se cansasse, a prostituiria para ganhar algum dinheiro. Ana tremia de medo, seu rosto estava em pânico.Eu:Tranquila.Ana:Eu juro por tudo, amor, que não te traí.Eu:Tranquila, eu sei. - falei, abraçando-a e falando quase no ouvido dela. - Preciso que você responda algumas perguntas, para definir como vamos terminar isso. É importante que você responda com a verdade e pensando em você. Não importa o que você decida, eu vou te proteger, você não vai ter problemas, eles não vão te tocar.Ana:Sim, amo.Eu:Você me ama?Ana:Sim, Amo, com todo o meu coração. - Dei um beijinho na testa dele.Eu:Você quer morar comigo pra sempre e ser minha mulher, minha amante e minha putinha?Ana:Sim.- ela acenou com a cabeça enquanto ria e chorava ao mesmo tempo.- sim, eu quero, Amo.Eu:Eu vou te proteger sempre.
Nos abraçamos, nos beijamos, ela chorou um pouco mais, acho que a carga emocional era muito grande para ela. Eu com minha língua recolhia suas lágrimas das bochechas.Ana:Eu juro, amor, que serei tudo para você, até que eu morra. Serei sua amiga, sua amante, sua empregada, sua escrava, sua puta, tudo. Você nunca terá motivos para reclamar de mim.Eu:Bom, vou te cobrar essa promessa. - eu disse, acariciando seu rosto. - E o que estava tão ruim com a minha mulher esta manhã? - um calafrio percorreu seu corpo ao ouvir a palavra mulher.Ana:Amor, acho que fiz merda, prometi algo sem te consultar e não sei se a gente consegue cumprir. Pra falar a verdade, nem sabia de toda essa informação que sei agora. - Ela se atropelava nas palavras, e ainda por cima, vi um pouco de medo da minha reação. - Juro que não foi minha intenção.Eu:Olha, se acalma e me conta tudo com calma que a gente busca uma solução.
Ela começou desde o começo a me contar toda a relação dela com a prima, coisas que eu já sabia por ela e outras que não. Também me contou da infância e adolescência difícil da Maite, de quando foram amantes, das tentativas de abuso que sofreu do pai, de como saiu de casa e foi morar com o primeiro namorado, dos abortos espontâneos que teve, e de que ela não podia ter filhos. Das humilhações, castigos e vexames que sofreu do marido, ou parceiro porque não eram casados. E do final, a amante grávida e ela sendo expulsa de casa.Ana:Amo, eu prometo que se você aceitá-la aqui, terá duas escravas à sua completa disposição, que farão até o impossível para satisfazê-lo.Eu:Beleza, primeiro vamos resolver a sua situação. Vou comprar uma passagem pra ela vir do norte de Santa Fe até a Capital, são umas treze horas de viagem. Quando ela estiver aqui, a gente decide o que é melhor. Liga pra ela e pede os dados dela pra comprar a passagem do ônibus.Ana:Sim, Amo, eu prometo que ela vai te agradar. - Acho que a Ana me entendeu errado, e ela pensou que talvez eu não gostaria dela como mulher, depois eu falo com ela.Eu:Não me chame de Amo, você sabe quem eu sou, o título é demais.
Fui ao escritório e comprei a passagem de ônibus, o único meio de transporte que havia para aquela região. O próximo ônibus sairia às 18h, e chegaria por volta das 7h do dia seguinte. Ana me pediu para transferir dinheiro para ela poder comer e comprar um carregador pro celular, que poderia descontar do salário dela, o que achei engraçado.
Ana preparou algo leve pra gente comer, porque com tudo isso a hora do almoço já tinha passado. Um momento depois, voltei pra empresa pra terminar de arrumar algumas coisas. Voltei pra casa já de noite, encontrei Ana sentada na sala com pouca luz, como se estivesse olhando pro nada e com sinais de que tinha chorado. Me aproximei devagar, sentei ao lado dela e a abracei.Ana:Se não tivesse me cruzado com você, viveria enganada a vida toda, e acabaria num buraco muito mais fundo do que já estive. - disse ela, apoiando a cabeça no meu ombro.Eu:Nada vai acontecer com você, eu vou te proteger sempre.Ana:e eu sempre vou te servir.
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