Yamila e Dardo: experts em swingers

Yamila e Dardo: começaram como observadores e hoje são donos de um clube de swing e experts em ménage.• O casal garante que ser swinger é um estilo de vida e uma cultura.
• Ela é a presidente da Associação Swinger Liberal Argentina.
• "O melhor de ser swinger é a cumplicidade que nos dá experimentar coisas novas juntos", disseram.

Yamila (45) e Dardo (43) estão juntos há oito anos. Moram em Mar del Plata e ambos têm dois filhos de relacionamentos anteriores. Mas se tem uma coisa que os define no jeito de se relacionar é que pertencem à comunidade swinger, algo que para eles vai muito além do sexo: "É um estilo de vida", garantiram.

Tudo começou pela curiosidade. Eram um casal monogâmico tradicional que buscava algo novo. No entanto, encontrar o que queriam não era tão fácil. No começo, não sabiam onde procurar, quem poderia ser o parceiro ideal nem se teriam coragem de entrar no mundo swinger.

Como se iniciar no mundo swinger
Os aventureiros começaram usando o Facebook. Lá encontraram os primeiros problemas: o que descobriram, lembraram, é que os casais que praticam a troca não usam o perfil convencional para esses fins; eles têm contas secundárias para entrar em contato com possíveis candidatos e candidatas.

"Começamos a procurar, procurar e procurar e não conseguíamos nada. Também era difícil ir a lugares para conhecer casais. Então dissemos: 'Podemos criar nosso próprio lugar'". E assim começaram, "sem conhecer o ambiente e como observadores", recordaram.

O que inauguraram foi um clube swinger que, segundo eles, "é um lugar onde vão casais, mulheres e homens sozinhos que compartilham a mesma cultura: ou seja, uma mente aberta, saber compartilhar, diferenciar sexo de amor. Tipo, você pode compartilhar várias coisas, mas sempre mantendo certas regras. É um lugar social onde normalmente tem música, você dança, bebe algo, conhece gente e vai vendo o que rola".Especialistas em ménage e "trocas softcoreJá como responsáveis pelo clube de swing, conseguiram ter acesso ao que desejavam. Descobriram suas preferências, desenvolveram suas próprias dinâmicas e estabeleceram regras, algo essencial dentro da comunidade swing.
“Aqui quem sempre segura as rédeas é a mulher. Nesse caso, ela decide o que quer fazer, quando quer fazer, e aí a gente conversa entre os dois. Na maioria das vezes, a gente faz ménage”, explicou Dardo.
Yamila, que também é presidente da Associação Swinger Liberal Argentina (ASLA), esclareceu que, embora já tenham feito “trocas softcore”, o que eles mais curtem são os ménages, tanto com homens quanto com mulheres. O que é uma “troca softcore”? “É quando no encontro não rola penetração. Tem brincadeira, sexo oral, tudo, mas depois cada um vai embora com seu parceiro”, disse a mulher.
Dentro da comunidade swing, costuma ter uma certa polêmica sobre quais práticas pertencem ou não ao swing. Os mais rígidos defendem que os solteiros, as solteiras ou quem faz ménage não deveria ser incluído na comunidade. Yamila e Dardo negaram essa teoria com toda a força.
“A comunidade swing abrange mais coisas: abrange os casais, os solteiros e as solteiras. Ou seja, toda a galera que compartilha a mesma cultura e jeito de viver a sexualidade”, garantiram. Especificamente sobre os ménages, mencionaram que “ao abrir o casal junto e incluir outra pessoa, sim, eles fazem parte da comunidade”.
“Por exemplo, eu com uma solteira já estou trocando meu parceiro, porque estou cedendo ele pra ficar com ela. Assim, mesmo sendo um ménage, também estamos fazendo uma troca”, completou a presidente da ASLA.
No entanto, não descartam incorporar outros tipos de trocas no futuro. “A gente tira um tempo pra conhecer, pra ir vendo as regras, pra testar nossos próprios limites. Amanhã, quem sabe, estando com um casal com quem a gente se sinta à vontade, podemos fazer outras coisas”, disseram.O melhor de ser swingerSe envolver na comunidade swing e voltar pra uma monogamia tradicional, o casal afirmou, é improvável. Às vezes rola de pessoas mais novas darem uma pausa, tipo quando têm um filho; mas depois voltam, mencionaram os entrevistados. Já Yamila e Dardo, por enquanto, não se imaginam vivendo de outro jeito. "É um estilo de vida que você acostuma", destacaram.

"A comunidade swing abrange toda galera que compartilha a mesma cultura e jeito de viver a sexualidade", disseram.

"Uma vez que você abriu a mente e conseguiu separar o sexo do amor, é difícil voltar atrás. Não é mais só uma prática, é uma cultura. Você iria contra o seu próprio ser, contra as suas próprias liberdades", expressou ele.

Por outro lado, ambos enfatizaram que a questão social que envolve o swinging é um dos grandes atrativos. "Além de ter sexo com gente que depois você acaba conhecendo, vai criando uma amizade. É todo um mundo social, não é só a parte sexual", sustentaram. E completaram: "Escolhemos nos cercar de gente que tem a mente aberta, que tem um pensamento parecido com o nosso".

Ao explicar o que é o melhor de ser swing pra eles, Yamila afirmou: "A cumplicidade que nos dá como casal experimentar coisas novas juntos e não ter que mentir um pro outro. Você tem outra confiança, te liberta de um monte de coisas (porque fantasia todo mundo tem)".

O marido dela, por sua vez, concordou: "Isso acho que é importante: poder falar tudo na cara é uma preocupação a menos na vida. Dizer 'vamos fazer algo' e fazer junto; deixar o celular na mesa destravado sem nenhuma preocupação. Isso é o que me agrada".Mamãe, papai: sou swingerO casal nunca teve dúvidas em se assumir como swingers para os outros. As famílias deles sabem, os conhecidos sabem e os vizinhos sabem. Nem sempre foi fácil, admitiram.
Há alguns anos, sofreram não só discriminação, mas também vários atos violentos. Segundo eles, vizinhos chegaram a quebrar os vidros tanto da casa quanto do carro quando abriram o primeiro clube swinger. “Eles não entendiam o que estava rolando e, por isso, atacavam”, lembraram. Quando tentam explicar do que se trata esse estilo de vida que levam, resumem: “A gente curte ver o outro curtindo”.
Yamila e Dardo, swingers: “Depois que você abre a mente e consegue separar o sexo do amor, é difícil voltar atrás”.
O desconhecimento, mencionaram, fazia com que os chamassem de “degenerados” ou de que participavam de um “vale-tudo” onde ninguém se cuidava. “A gente ter a liberdade de compartilhar certas coisas com o parceiro não significa que não tenha responsabilidade na hora de fazer: me cuidar, cuidar dele e cuidar da outra pessoa que está participando com a gente. E também a responsabilidade afetiva de ver se essa outra pessoa está se divertindo”, disse Yamila.
Como a família reagiu ao saber que eram swingers? A mulher lembrou: “Meu pai e minha mãe são idosos. Tive longas conversas com eles. Minha mãe me encheu de perguntas. Nunca na base do julgamento, mas na vontade de saber. E eles entenderam do que se trata”.
Sobre a mãe, que se casou com o único homem da vida dela, acrescentou: “Aos poucos foi compreendendo. Ela não compartilha, não faria, mas entende que a gente tem a liberdade de fazer”.
As experiências negativas que sofreram no começo foram o que convenceu Yamila a se tornar presidente da ASLA, a associação que reúne a comunidade swinger na Argentina. “Quando me chamaram, a primeira coisa que veio na minha cabeça foram os momentos de discriminação que a gente passou. Eu disse: 'Que triste foi estar sozinho em Naquele momento, como teria sido lindo ter alguém pra nos apoiar'".
Assim, ela completou: "A primeira coisa que pensei foi em poder defender um pouco a nossa cultura e a nossa gente, que muitas vezes passa por maus bocados. Achei que seria uma arma pra proteger o pessoal da nossa comunidade".
Por fim, na qualidade de presidente da ASLA, ela convidou para a festa que a associação vai realizar no segundo aniversário da sua fundação. A festa vai rolar no dia 15 de agosto no Moly Disco. "É uma boa oportunidade pra casais, solteiros e solteiras que têm curiosidade e querem conhecer um pouquinho do que se trata. É um lugar seguro, organizado por gente séria. E o observador também é bem-vindo, porque foi assim que todo mundo começou", finalizou.

Fonte: Clarin. 11 de agosto de 2025.

2 comentários - Yamila e Dardo: experts em swingers

Hola...escribo desde San Luis...tenemos curiosidad con mi pareja...pero no se donde aca podamos comenzar
gracias por pasar y comentar!! No soy ni me las doy de experto pero se comienza conociendo gente, viendo si hay onda, y luego se avanza, con los de mejor onda!! es el mejor camino, eso si, todos dicen que lleva tiempo!! pero rinde frutos ,dicen otros. Mucha Suerte!!
Si es la idea...pero San Luis es chico...te recontra conoces y el taboo es mas de las mujeres que nuestro
estimado, si te sirve, te paso ésta direccion http://www.poringa.net/comunidades/
Bueno, realmente no entiendo del todo salvo que lo del post es de un medio impreso (periódico) que andan compartiendo, a mi criterio creo que no va en offtopic dejo a criterio de moderación. Ahora si lo que andan buscando algo relacionado al mundo swinger existe comunidades en poringa.

http://www.poringa.net/comunidades/