No capítulo anterior, recebi e respondi uns e-mails que o Dante me mandou, e eu tinha que decidir o que fazer. No dia seguinte, acordei num pulo quando vi que já eram quase 8 da manhã, preparei um mate com uns biscoitinhos que o Salvador tinha comprado e fui conferir se estava tudo pronto pra imprimir e entregar meu trabalho pro Salvador ou pro pai dele, o Rodas. Recebi uma nova mensagem do Dante, mas dessa vez veio com uma foto junto. "Bom dia, gostosa... dormi pouco e nada pensando em você. Essa foto foi uma das primeiras que tiramos juntos, lembra? Lembra onde a gente tava e pra onde ia? Te amo, minha linda Giuli". Aí fiz um esforço pra lembrar e respondi: "Oi, Dante. Essa foto a gente tirou no parque, a gente ia ver um show de uma banda de rock, não lembro o nome. Mas era o que a gente tinha em comum: sair pra ver bandas da região e ir em algum show de banda famosa de rock. Eu dormi a noite toda, sorte a minha. Se cuida". Terminei de tomar café. Arrumei a cama, organizei tudo e tava terminando de me trocar, quando ouço baterem na porta. Me deu um arrepio na espinha. Achei que podia ser o Dante que tinha conseguido o endereço. Quando olhei pelo vidro da porta, vi o Salvador parado esperando. Abri a porta. Salva: — Bom dia, gostosa Yulita. Eu: — Salvador... que surpresa... já tava saindo. Salva: — Trouxe uma coisa pra gente tomar café junto... Eu: — Já tomei café e tenho que sair cedo... Salva: — Espera... preciso falar com você. Só uns minutinhos... Eu: — Tá bom... — voltei pra cozinha — quer um café ou um mate? Salva: — Um mate tá bom — enquanto eu enchia a chaleira de novo e colocava no fogo — Yulita... preciso que você me diga o que a gente vai fazer. Eu: — Como assim? Salva: — Isso... essa possível relação nossa. Eu: — Olha... sei lá. É que... ontem à noite o Dante me escreveu e quer que a gente tente de novo... Salva: — Mas você já conhece o Dante, sabe do que ele é capaz e do que ele fazia... Você acha que ele vai mudar?
Eu: – Pois é... não sei... porque também não quero criar meu bebê sozinha, ficar sem a ajuda dele...
Salva: – Você estaria comigo, love... eu te ajudaria em tudo. Nunca te deixaria, nem olharia pra outras mulheres, só olhei pra você desde que te conheci...
Eu: – É verdade o que o Dante me disse, que você se apaixonou por mim antes dele?
Salva: – Sim... a verdade é que na primeira vez que te cruzei no colégio ou no bacharelado onde a gente estudava, foi amor à primeira vista, eu tava com o Dante e falei: "Essa mina é linda". E meu amigo me disse que você nunca ia dar bola pra mim, porque você era uma garota de bairro.
Eu: – Ah... sim, sim... algo assim eu sabia...
Salva: – O quê? Como você soube? O Dante te contou?
Eu: – Sim, ele me disse que apostaram pra ver quem dos dois teria coragem de falar comigo, e ele falou que ia conseguir me conquistar, porque você não ia ter coragem.
Salva: – Pois é... claro. Porque todo mundo me deu a fama de ser um playboy que procurava mulher pra pagar... e nunca foi verdade. Acho que essa versão quem espalhou foi o Dante ou algum amigo dele. Pra nenhuma garota chegar perto de mim... especialmente você.
Eu: – Algumas das minhas colegas me falaram essa versão, mas eu não tava muito afim de focar em ninguém, eu ia estudar, mesmo tendo visto muitos que namoraram naquele lugar e na minha sala.
Salva: – Sim... mas mesmo assim. O que quero dizer é que eu nunca fui, nem seria um cara ruim, mas sim um homem super amoroso e carinhoso com aquela mulher por quem me apaixonei. Sempre estive apaixonado por você, Yuli.
Eu: – Obrigada pelas suas palavras e pela sua sinceridade comigo... mas não posso fazer isso com o Dante... não dá mais. Não consigo. Vou tentar uma reconciliação.
Salva: – Tá falando sério?
Eu: – É que ele é meu marido, ele é o pai do meu bebê.
Salva: – Poderia ser eu. Eu poderia muito bem cumprir esse papel de marido e pai pro seu bebê... por favor, Yulita.
Eu: – Não... falo sério, Salva... obrigada por tudo, mas não, meu bebê tem pai e eu tenho marido...
Salva: – De novo eu tô destruído... de novo meu amigo ganhou e você escolheu ele.
Eu: – É... me desculpa. Mas eu tenho que ir. Assim te entrego o que você pediu e...
Salva: – Yulita minha... por favor, não vai... é você que eu quero na minha vida, você e seu bebê – enquanto acariciava minha barriga e sentiu o movimento do meu bebê – uauuuu... parece que ele acordou... – ele sorriu enquanto continuava acariciando devagar.
Eu: – É, é...
Salva: – Sabe de uma coisa?
Eu: – O quê? O que você tem pra dizer?
Salva: – Que uma vez eu ouvi num programa de pais e filhos que minha mãe via, que dizem que pros bebês enquanto tão dentro da barriga faz muito bem falar com eles, cantar pra eles, e assim eles reconhecem as vozes.
Eu: – Ah, sim, sim... sabia disso e já tínhamos feito com o Dante, de falar com ele, e faz tempo que a gente não conversa com nosso bebê.
Salva: – Ainda não escolheram o nome?
Eu: – Então, não... porque eu tinha muitos de menina, mas de menino não, não tenho nenhum em mente.
Salva: – Pois eu acho que te falei que se um dia eu tivesse um filho, ele se chamaria Jeremias ou Baltazar.
Eu: – É... siiiim, adoro os dois nomes. Pra chamar de Jere ou Balti... são muito fofos... opa, ele se mexeu... vamos ver... qual você prefere?? Oi, Baltazar, meu amor... não, não gostou?? Que tal Jeremias?? Esse você gosta mais? – ele se mexeu com muito mais força – uauuuu... ele escolheu o nome dele, graças ao "tio"!!
Salva: – Eu daria tudo pra ser o pai dele... você gostou do nome que seu futuro papai escolheu...?? – falando com a barriga.
Sentindo os movimentos dele de novo, Salvador sorriu.
– Esses nomes quando você falou ficam lindos na sua boca – ele se endireitou e acariciou meu rosto. Eu sorri e baixei o olhar. Ele levantou meu queixo de novo e me olhou nos olhos, se aproximou bem mais e me beijou. Me deu uns beijos curtos e depois foi aumentando um pouco a intensidade, e eu parei ele.
Eu: – Não, não... sério.
Salva: – Por favor... por favor, Yulita... meu amor...
Eu: – Não, não... preciso ir e com certeza mais tarde venho buscar minhas coisas...
Salva: – Não, não... fica uns dias. Mais pra cá... nesta casa e comigo
Eu: — Não, não por isso mesmo... não posso. Não consigo continuar com isso.
Salva: — Mas eu te amo, minha gostosa... você não sabe o quanto eu te amo
Eu: — Eu sei... e me dói não sentir o mesmo que você sente por mim. Obrigada por tudo isso. Mas preciso ir. Se cuida, Salvador...
Salva: — Precisa de mais alguma coisa?
Eu: — Não, não, obrigada... obrigada por tudo isso!
— me aproximei e abracei ele. Ele apoiou o rosto entre meu pescoço e meus ombros enquanto me abraçava e apertava mais contra ele
— bom... já chega — tentava me soltar dele, mas ele ainda me abraçava forte
— Vamos, Salvi... me solta... — eu ri
Ele me soltou e riu junto comigo
Salva: — Era assim que minha mãe e uma tia me chamavam quando eu era pequeno... me fez rir
Eu: — É, sim... eu também. Bom, "Salvi", tchau, se cuida
Fui até meu carro e fui pra gráfica imprimir.
CONTINUA...
Eu: – Pois é... não sei... porque também não quero criar meu bebê sozinha, ficar sem a ajuda dele...
Salva: – Você estaria comigo, love... eu te ajudaria em tudo. Nunca te deixaria, nem olharia pra outras mulheres, só olhei pra você desde que te conheci...
Eu: – É verdade o que o Dante me disse, que você se apaixonou por mim antes dele?
Salva: – Sim... a verdade é que na primeira vez que te cruzei no colégio ou no bacharelado onde a gente estudava, foi amor à primeira vista, eu tava com o Dante e falei: "Essa mina é linda". E meu amigo me disse que você nunca ia dar bola pra mim, porque você era uma garota de bairro.
Eu: – Ah... sim, sim... algo assim eu sabia...
Salva: – O quê? Como você soube? O Dante te contou?
Eu: – Sim, ele me disse que apostaram pra ver quem dos dois teria coragem de falar comigo, e ele falou que ia conseguir me conquistar, porque você não ia ter coragem.
Salva: – Pois é... claro. Porque todo mundo me deu a fama de ser um playboy que procurava mulher pra pagar... e nunca foi verdade. Acho que essa versão quem espalhou foi o Dante ou algum amigo dele. Pra nenhuma garota chegar perto de mim... especialmente você.
Eu: – Algumas das minhas colegas me falaram essa versão, mas eu não tava muito afim de focar em ninguém, eu ia estudar, mesmo tendo visto muitos que namoraram naquele lugar e na minha sala.
Salva: – Sim... mas mesmo assim. O que quero dizer é que eu nunca fui, nem seria um cara ruim, mas sim um homem super amoroso e carinhoso com aquela mulher por quem me apaixonei. Sempre estive apaixonado por você, Yuli.
Eu: – Obrigada pelas suas palavras e pela sua sinceridade comigo... mas não posso fazer isso com o Dante... não dá mais. Não consigo. Vou tentar uma reconciliação.
Salva: – Tá falando sério?
Eu: – É que ele é meu marido, ele é o pai do meu bebê.
Salva: – Poderia ser eu. Eu poderia muito bem cumprir esse papel de marido e pai pro seu bebê... por favor, Yulita.
Eu: – Não... falo sério, Salva... obrigada por tudo, mas não, meu bebê tem pai e eu tenho marido...
Salva: – De novo eu tô destruído... de novo meu amigo ganhou e você escolheu ele.
Eu: – É... me desculpa. Mas eu tenho que ir. Assim te entrego o que você pediu e...
Salva: – Yulita minha... por favor, não vai... é você que eu quero na minha vida, você e seu bebê – enquanto acariciava minha barriga e sentiu o movimento do meu bebê – uauuuu... parece que ele acordou... – ele sorriu enquanto continuava acariciando devagar.
Eu: – É, é...
Salva: – Sabe de uma coisa?
Eu: – O quê? O que você tem pra dizer?
Salva: – Que uma vez eu ouvi num programa de pais e filhos que minha mãe via, que dizem que pros bebês enquanto tão dentro da barriga faz muito bem falar com eles, cantar pra eles, e assim eles reconhecem as vozes.
Eu: – Ah, sim, sim... sabia disso e já tínhamos feito com o Dante, de falar com ele, e faz tempo que a gente não conversa com nosso bebê.
Salva: – Ainda não escolheram o nome?
Eu: – Então, não... porque eu tinha muitos de menina, mas de menino não, não tenho nenhum em mente.
Salva: – Pois eu acho que te falei que se um dia eu tivesse um filho, ele se chamaria Jeremias ou Baltazar.
Eu: – É... siiiim, adoro os dois nomes. Pra chamar de Jere ou Balti... são muito fofos... opa, ele se mexeu... vamos ver... qual você prefere?? Oi, Baltazar, meu amor... não, não gostou?? Que tal Jeremias?? Esse você gosta mais? – ele se mexeu com muito mais força – uauuuu... ele escolheu o nome dele, graças ao "tio"!!
Salva: – Eu daria tudo pra ser o pai dele... você gostou do nome que seu futuro papai escolheu...?? – falando com a barriga.
Sentindo os movimentos dele de novo, Salvador sorriu.
– Esses nomes quando você falou ficam lindos na sua boca – ele se endireitou e acariciou meu rosto. Eu sorri e baixei o olhar. Ele levantou meu queixo de novo e me olhou nos olhos, se aproximou bem mais e me beijou. Me deu uns beijos curtos e depois foi aumentando um pouco a intensidade, e eu parei ele.
Eu: – Não, não... sério.
Salva: – Por favor... por favor, Yulita... meu amor...
Eu: – Não, não... preciso ir e com certeza mais tarde venho buscar minhas coisas...
Salva: – Não, não... fica uns dias. Mais pra cá... nesta casa e comigo
Eu: — Não, não por isso mesmo... não posso. Não consigo continuar com isso.
Salva: — Mas eu te amo, minha gostosa... você não sabe o quanto eu te amo
Eu: — Eu sei... e me dói não sentir o mesmo que você sente por mim. Obrigada por tudo isso. Mas preciso ir. Se cuida, Salvador...
Salva: — Precisa de mais alguma coisa?
Eu: — Não, não, obrigada... obrigada por tudo isso!
— me aproximei e abracei ele. Ele apoiou o rosto entre meu pescoço e meus ombros enquanto me abraçava e apertava mais contra ele
— bom... já chega — tentava me soltar dele, mas ele ainda me abraçava forte
— Vamos, Salvi... me solta... — eu ri
Ele me soltou e riu junto comigo
Salva: — Era assim que minha mãe e uma tia me chamavam quando eu era pequeno... me fez rir
Eu: — É, sim... eu também. Bom, "Salvi", tchau, se cuida
Fui até meu carro e fui pra gráfica imprimir.
CONTINUA...
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