13h. A campainha tocou.
Era ele.
Eu sabia que ele viria. Tinha ouvido ele conversando com meu pai no dia anterior, combinando que passaria para deixar uns papéis. Meu pai não estava, mas eu estava, sozinha, completamente sozinha.
Me levantei do sofá. Eu estava usando uma blusa branca, fina, sem sutiã. E um shorts cinza. Algo casual e normal para uma garota jovem de 19 anos como eu.
Abri a porta.
Lá estava o Carlos, amigo do meu pai. Aquele que eu tinha visto tantas vezes em reuniões, aniversários. Ele estava de camisa aberta no peito, jeans, e a verdade é que nunca o tinha visto tão gostoso como naquela vez.
— Oi — ele me cumprimentou, com sua voz grave e tão masculina.
— Oi… — sorri para ele —. Veio deixar algo pro meu pai?
— Sim. Ele está?
— Não. Saiu há pouco. Mas se quiser, pode esperar um pouco lá dentro.
— Tá bom. Só um momento — ele aceitou, entrando.
Deixei ele entrar. Guiei ele até a sala e caminhei na frente dele, sabendo muito bem o que estava mostrando pra ele.
— Quer tomar alguma coisa? — ofereci, virando-me para ele com a cabeça inclinada e um sorriso.
— Sim, obrigado. Tá calor.
Fui até a cozinha, abri a geladeira e peguei uma jarra com água. Me inclinei para pegar um copo na prateleira baixa, e sabia que, da posição dele, ele podia ver perfeitamente como a blusa ficava justinha nos meus peitos.
Voltei com um copo na mão. Ofereci a ele e, ao entregar, nossas mãos se tocaram. Só por um segundo.
— Você sempre fica tão à vontade assim em casa? — ele perguntou.
— À vontade como?
— Você sabe. Com essa roupa tão… chamativa.
Ri baixinho, olhando nos olhos dele.
— Tô na minha casa. Você quem veio sem avisar.
— Avisei ontem.
— E mesmo assim não sabia que ficaria sozinho comigo.
Os olhos dele desceram pelo meu corpo, só por um instante, como se ele estivesse lutando consigo mesmo. E então ele levantou o olhar de novo.
— O que você estava fazendo antes de eu chegar?
— Lendo. Ouvindo música. Pensando.
— Pensando no quê?
Mordi o lábio levemente.
— Em coisas que talvez eu não devesse.
Ele ficou calado. Tomou um gole d'água. Me sentei na frente dele, recostada no sofá. Levantei uma perna, dobrando-a junto a mim. Sabia que aquela posição levantava um pouco mais a camiseta, deixando parte da minha barriga à mostra. Sentia ele me observando.
— Sabe que às vezes você me olha como se não quisesse estar olhando? — falei, depois de um tempo.
— E você se mexe como se soubesse que estou te olhando.
Ele me encarou diretamente. Já não evitava nada.
— E isso te incomoda?
— Me preocupa.
— Por quê?
— Porque você não sabe o quanto me custa não fazer nada.
O silêncio foi longo.
— E se eu dissesse que você não precisa resistir? — falei.
— Eu diria para não brincar comigo.
— Não estou brincando.
E me aproximei. Sentei ao lado dele. Suas costas estavam apoiadas, as pernas abertas, as mãos firmes sobre as coxas.
— Você não devia… — murmurou ele.
— E você? Deveria estar me olhando assim?
Me inclinei. Nossos lábios estavam a centímetros. Sua respiração batia na minha.
E então... ele me beijou.
No começo, suave. Como se ainda duvidasse. Mas meu corpo respondeu tão rápido, tão natural, que o beijo se intensificou. Sua mão me segurou pela cintura, sua boca buscou a minha com mais força. Me agarrei ao seu pescoço, senti ele rosnar baixo, se conter... e então se render completamente.
— Isso é um erro — ele disse.
— Então me diz para parar — respondi.
— Não consigo.
Sua boca era firme, segura. Seus lábios se moviam sobre os meus como se quisessem me decorar, e sua língua entrava, me provocando a me entregar mais, sem pensar.
Suas mãos subiram até minha cintura, me puxaram mais para perto dele. Senti seu corpo contra o meu: firme, largo, duro. Seu peito batia forte, sua respiração era rouca.
— Carlos... vamos pro meu quarto — falei, com voz baixa, quase tremendo.
Ele não disse nada, mas assentiu. E sua mão deslizou pelas minhas costas enquanto eu o guiava escada acima. Senti ele me observando por trás: minhas pernas, o movimento suave dos meus quadris sob o short, a camiseta colada nas minhas costas pelo calor.
Entramos no meu quarto, pequeno, com as cortinas fechadas e a luz mal entrando. Fechei a porta, e quando me virei, ele já estava ali, me olhando com aquela intensidade que parecia me derreter por dentro.
Ele se aproximou devagar. Levantou uma mão e acariciou meu rosto com suavidade.
— Você tá linda — disse, e me beijou de novo.
Dessa vez mais devagar. Mais íntimo. Seus lábios brincavam com os meus, sem pressa. Como se saborear fosse um prazer em si. Suas mãos se apoiaram nos meus quadris e depois subiram, entrando por baixo do tecido da minha camiseta. Riscaram a pele quente do meu abdômen, minhas costelas... até que, sem dizer uma palavra, ele a levantou.
Eu levantei os braços para deixá-lo tirar. E ali ele me teve, na frente dele, nua da cintura pra cima. Me olhou com uma fome animal que faz uma se sentir desejada de verdade.
— Porra... — sussurrou ele, enquanto suas mãos repousavam com ternura nos meus seios —. Você é perfeita.
Seus dedos brincaram suavemente com meus mamilos, duros de desejo. Ele inclinou a cabeça e sua boca desceu, até capturá-los com aqueles lábios quentes e aquela língua úmida que lambia devagar, saboreando cada reação minha.
— Deus... — gemi, agarrando sua nuca, sentindo meu corpo se arquear contra ele.
Ele me empurrou com suavidade para a cama. Deixei-me cair, ofegante, enquanto ele se ajoelhava diante de mim. Puxou meu short com delicadeza, deslizando-o pelas minhas pernas, beijando a parte interna das minhas coxas enquanto o fazia.
Eu já estava encharcada. Ele sabia. Eu sentia.
— Você está tão molhada... — sussurrou, com um sorriso torto enquanto abria minhas pernas.
Ele me olhava como se tivesse diante de si uma iguaria. Inclinou-se e deixou um beijo bem na minha intimidade, ainda coberta pelo tecido fino da minha calcinha rosa. Senti seu hálito quente contra mim. E então sua língua, lenta, arrastando-se pela umidade que eu já não conseguia esconder.
— Por favor… — sussurrei, com a voz embargada.
Ele não esperou mais. Baixou minha calcinha com uma lentidão torturante, e quando eu já estava completamente exposta, apoiou sua boca entre minhas pernas. Foi como uma explosão.
Sua língua se movia com uma precisão incrível, alternando entre movimentos circulares e lentos, e outros mais rápidos e profundos. Lambia com fome, com desejo, com aquela entrega que não se finge. Sua língua descia, explorava, depois subia de novo para o centro exato, bem onde eu mais precisava.
— Carlos… Deus… assim… que gostoso — arquejei, sentindo que estava me perdendo.
Suas mãos me seguravam firme pelos quadris, enquanto me devorava sem descanso. Ele fazia aquilo por mim. Para mim. Como se aquele prazer fosse seu propósito.
Meu corpo tremia, as costas arqueadas, as coxas trêmulas. Sua língua não parava, não consegui resistir mais.
Gozei na sua boca. Com força. Com um gemido que não consegui controlar, que saiu do mais profundo de mim.
— Era isso que eu queria para você. — disse, com aquela voz grave que me fez estremecer de novo.
E sem me dar trégua, ele se sentou e começou a desabotoar a camisa.
Vi seu peito: largo, forte, com pelos escuros. Seu abdômen era duro, definido, com uma leve linha que descia até a borda da calça. Mordi o lábio, desejando senti-lo em cima de mim, dentro de mim.
— Agora é a minha vez — falei, me ajoelhando na cama, pronta para satisfazê-lo como ele merecia.
Fiquei de joelhos na cama, ainda tremendo por dentro. Carlos desabotoava o último botão da camisa, sem tirar os olhos de mim. Seu torso era tudo que eu imaginava: largo, firme, com linhas bem definidas.
Me aproximei, segurei sua cintura e baixei o olhar até o botão da calça.
Ele não disse nada. Só ficou ali, respirando mais forte, me deixando fazer.
Desabotei o cinto devagar, brincando com a borda da calça. Abaixei o zíper lentamente, sentindo seu abdômen se tensionar sob meus dedos. Era delicioso sentir o poder que eu tinha naquele momento. Sua excitação era evidente: o tecido da cueca mal conseguia conter a ereção dura, latejante, que já queria sair.
Olhei para ele de baixo, mordendo o lábio.
Então, sem pressa, abaixei sua calça junto com a cueca. E o vi.
Grande, grosso, quente. Sua ereção se ergueu com força entre nós, e não pude evitar sorrir, desejando prová-lo.
Segurei com suavidade, sentindo sua dureza na minha mão. Ele fechou os olhos por um instante, exalando fundo. Mova a mão com calma no começo, só explorando, saboreando o peso e a forma.
— É assim que você gosta? — sussurrei.
— Demais — respondeu com voz rouca —. Sua mão… sua voz… tudo.
Então baixei a cabeça.
Dei um beijo suave na ponta, sentindo ele estremecer. Depois outro. E então deixei minha língua brincar com ele, rodeando com movimentos circulares lentos, molhados, sem pressa. Ouvi ele gemer, grave, contido, e isso me deixou ainda mais excitada.
Enfiei mais fundo na minha boca, devagar, sentindo o corpo dele reagir a cada movimento. A mão dele foi até meu cabelo, não para me guiar, mas como se precisasse de apoio, de algo para se segurar.
—Porra… você é… fodidamente incrível —ele murmurou, enquanto eu engolia até o fundo.
Subia e descia, usando a língua, a saliva, a vontade. Fazia ele gemer. Fazia ele respirar mais forte. As coxas dele se tensionavam, e os gemidos dele me enchiam de fogo por dentro.
Quando senti o corpo dele ficar mais tenso, parei.
Ele me olhou, ofegante, com a testa perlada de suor.
—Por que parou?
—Porque eu quero você dentro de mim —disse com um sorriso safado, lambendo lentamente uma última vez antes de me levantar.
Deitei na cama, abrindo as pernas para ele. Estava pronta. Mais que pronta. Precisava dele.
—Vem —sussurrei —. Me come.
Carlos se arrastou sobre mim, com aquele corpo grande e quente que me envolvia, que me fazia sentir pequena, desejada, segura. Me beijou de novo, fundo, enquanto uma mão descia pela minha coxa e a levantava com suavidade, se alinhando comigo.
—Vou devagar —ele disse —. Quero sentir cada parte de você.
E ele foi.
Me encheu aos poucos, com uma pressão deliciosa que arrancou um gemido longo de mim. Ele era grande. E estava levando seu tempo. Me olhava enquanto entrava, acariciava meu rosto, beijava meu pescoço, como se cada centímetro fosse sagrado.
—Você está tão apertada… tão quente… —sussurrou no meu ouvido —. Não sabe o quanto eu sonhei com isso, desde quando você era mais novinha.
Quando ele estava completamente dentro, parou. Ficamos assim por alguns segundos, conectados, respirando juntos, nos sentindo.
E então ele começou a se mover.
Bem devagar. Cadenciado. Fazendo eu sentir tudo. Cada enfiada era funda, certeira, como se ele conhecesse meu corpo desde sempre. Me segurava pela cintura com firmeza, e a boca dele percorria meu pescoço, meus ombros, meus peitos.
Eu o envolvia com minhas pernas, arranhava suavemente suas costas, pedia além disso, eu dizia o quão bem ele me fazia sentir. Era como se nossos corpos tivessem sido feitos para se encontrar naquele exato momento.
—Porra… você não tem ideia de como é gostoso —ele ofegava—. Não quero nunca sair de dentro de você.
—Então fica, hmm, assim, assim, assim —eu dizia
O ritmo aumentou. Nossos corpos suavam, se buscavam com urgência, com desejo puro. Ele me levou perto do limite mais uma vez, e dessa vez me fez gritar o nome dele, tremendo, sentindo o corpo dele contra o meu em uma explosão de prazer.
Ele não demorou a me seguir. Ficou tenso em cima de mim, ofegando forte, enterrando até o fundo.
E então tudo ficou em silêncio. Só nós dois, respirando entrelaçados, ainda dentro, ainda conectados, o pau dele dentro de mim.
Ainda estávamos ali, o corpo dele sobre o meu, meu peito subindo e descendo no mesmo ritmo que o dele. O quarto estava impregnado do calor do que havíamos acabado de fazer, dos gemidos que ainda flutuavam no ar como ecos de algo bom demais para acabar tão rápido.
Senti a respiração dele no meu pescoço, o peito dele ainda ofegante contra meus seios. O corpo dele, duro, quente, ainda estava dentro de mim, e com o movimento mais leve, percebi que ele ainda estava duro. Muito duro.
Eu sorri.
Ele ergueu a cabeça, com um olhar intenso, como se tivesse acabado de acordar de um sonho.
—Não terminei com você —murmurou com um sorriso sombrio—. Estou apenas começando.
Antes que eu pudesse responder, ele me agarrou pelos quadris com força e me virou, me deixando de joelhos, apoiada na cama, com o corpo inclinado para frente. Senti as mãos dele percorrerem minhas costas, minha cintura, descendo pelas minhas nádegas até separá-las com as palmas abertas.
—Olha só você —disse, com aquela voz grave que me fazia vibrar por dentro—. Tão molhada ainda… tão pronta.
Senti ele de novo me roçando, devagar, passando na minha entrada enquanto a mão dele me segurava com firmeza pela cintura. E então ele entrou de novo. Com um único movimento, profundo e brutal, me fazendo gemer alto, com a testa contra os lençóis.
— Ah… Carlos! — gritei, arqueando as costas.
— Isso… assim que eu gosto — rosnou ele, investindo contra mim uma e outra vez —. Não se segura. Quero te ouvir.
Seus movimentos eram rítmicos, intensos, mais selvagens. Ele me pegava com força, com fome, como se não pudesse mais se conter. Seu corpo batia contra o meu a cada estocada, e o som molhado, o vai e vem da nossa respiração e meus gemidos criavam uma sinfonia indecente que me deixava louca.
Uma de suas mãos deslizou para frente e encontrou meu clitóris. Começou a esfregá-lo com os dedos enquanto continuava dentro de mim, fundo, sem parar.
— Você vai gozar de novo para mim. E não vai se segurar. Entendeu?
Eu só consegui gemer alto. Meu corpo ardia, explodia, suplicava por mais.
E então gozei de novo, com uma força que me fez gritar o nome dele contra o travesseiro, enquanto meu corpo estremecia e se sacudia sem controle.
Mas ele não parou.
Me segurou com força e continuou empurrando, mais rápido, mais bruto, buscando seu próprio clímax. Meu corpo continuava tremendo, mais sensível que nunca, e ainda assim, eu adorava senti-lo assim, dentro de mim, dono de cada canto.
Finalmente, ouvi ele gemer, rouco, profundo, com um palavrão quebrado entre os dentes. Ele se enterrou até o fundo e se deixou ir, seu corpo tensionando atrás de mim enquanto gozava com força.
Nós caímos os dois, ofegantes, rindo baixinho, nossos corpos enroscados nos lençóis revirados.
Ele ficou sobre mim por alguns segundos, ofegante, seus quadris ainda empurrando devagar, como se não quisesse sair ainda. Eu sentia sua respiração no meu pescoço, pesada, profunda, e sua mão agarrando meu pulso com a força certa para que eu soubesse que ele ainda me dominava.
Meu corpo tremia. Eu não sabia se conseguia me mexer. Mas não queria me mexer. Queria que ele continuasse me usando.
Ele se levantou um pouco, me deitou de costas, me olhando de cima. Seu rosto tinha uma mistura perfeita de luxúria satisfeita e um novo desejo nascendo atrás dos seus olhos.
— Pensou que já tinha acabado com você… — murmurou —. Que fofa.
— Quero mais. Me faz gozar de novo…
— Você é deliciosa. Quero te ver perdendo o controle de novo e de novo.
Você vai subir em cima de mim. Quero que me monte como nunca montou.
Me acomodei sobre ele, sentindo ele duro de novo. Peguei com a mão, guiei, e desci devagar, gemendo enquanto ele entrava de novo.
— Isso… — ofegou —. Agora seja minha putinha.
Montei nele como se nada mais importasse. Como se meu mundo inteiro fosse aquele homem que um dia foi só amigo do meu pai… e agora era o dono absoluto do meu corpo.
Estava em cima dele, cavalgando com movimentos lentos e profundos, me sentindo tão dele que já não sabia onde eu começava e onde ele terminava. O corpo dele continuava duro, quente, como se nunca se cansasse de me ter.
Minhas mãos estavam apoiadas no peito forte dele, cheio de pelos, marcado pelos anos e pelo trabalho. Era um corpo de homem, daqueles que já viveram. E debaixo de mim, me sustentava com uma firmeza que me fazia sentir desejada de um jeito diferente, mais completo. Não era uma trepada qualquer. Era isso. Uma rendição mútua.
— Gosta assim? — murmurou, me olhando com os olhos escuros, meio fechados de prazer.
— Adoro — ofeguei —. Você me faz sentir uma gostosa safada.
Ele sorriu, com aquela mistura de ternura e malícia. Levantou o tronco sem sair de dentro de mim e me abraçou pela cintura, seus lábios beijando meus seios, mordendo com suavidade.
— Assim que eu gosto, que seja uma putinha safada.
Ele me derrubou com um movimento súbito, me deixando de costas novamente, e começou a se mover devagar, profundo.
Cada estocada era mais íntima. Não era brutalidade. Era desejo contido. Uma ternura agressiva. O tipo de sexo que te deixa com os olhos úmidos e o peito apertado.
Ele me encarou enquanto entrava e saía de mim.
—Você é linda… linda pra caralho. Não sei como vou esquecer isso. De você.
—Não esqueça —sussurrei.
O ritmo aumentou, e eu me agarrei a ele, me segurando, deixando ele entrar mais fundo. Eu o sentia na minha barriga. Na minha garganta. Na mente. Ele inteiro estava dentro de mim, não só o corpo.
Quando eu gozei pela última vez, foi diferente. Não foi um grito. Foi um gemido baixo, longo, com os olhos fechados e a pele arrepiada. Fiquei tremendo, sentindo ele gozar pouco depois, com um gemido abafado no meu pescoço, seu corpo desabando sobre o meu.
Ficamos assim… fundidos. Sem falar. Sem nos mover.
Passaram minutos. Talvez mais.
Até que ele falou.
—Isso não devia ter acontecido —murmurou, sem se mexer.
—Mas aconteceu —respondi, acariciando suas costas—. E não me arrependo.
Ele ergueu a cabeça. Me olhou. Seus olhos não tinham culpa, mas uma espécie de calma dolorosa. Como se entendesse que tínhamos acabado de cruzar uma linha que não dá pra desfazer.
—E agora? —perguntou, com a voz rouca.
Olhei para seus lábios, que ainda tinham vestígios de mim. Beijei-o devagar.
—Agora você vai embora… —disse—. Mas fica aqui —e peguei sua mão, colocando-a sobre meu peito.
Ele ficou em silêncio. Me abraçou forte, e beijou minha testa, meu pescoço, meu ombro.
Se vestiu, saiu. A porta se fechou.
O silêncio se fez no meu quarto.
Mas o cheiro dele, de sexo, de corpo, de encontro proibido ficou nos meus lençóis. E na minha pele.DEIXA PONTOS, ME SIGA E CURTE. EM BREVE MAIS HISTÓRIAS
Era ele.
Eu sabia que ele viria. Tinha ouvido ele conversando com meu pai no dia anterior, combinando que passaria para deixar uns papéis. Meu pai não estava, mas eu estava, sozinha, completamente sozinha.
Me levantei do sofá. Eu estava usando uma blusa branca, fina, sem sutiã. E um shorts cinza. Algo casual e normal para uma garota jovem de 19 anos como eu.
Abri a porta.
Lá estava o Carlos, amigo do meu pai. Aquele que eu tinha visto tantas vezes em reuniões, aniversários. Ele estava de camisa aberta no peito, jeans, e a verdade é que nunca o tinha visto tão gostoso como naquela vez.
— Oi — ele me cumprimentou, com sua voz grave e tão masculina.
— Oi… — sorri para ele —. Veio deixar algo pro meu pai?
— Sim. Ele está?
— Não. Saiu há pouco. Mas se quiser, pode esperar um pouco lá dentro.
— Tá bom. Só um momento — ele aceitou, entrando.
Deixei ele entrar. Guiei ele até a sala e caminhei na frente dele, sabendo muito bem o que estava mostrando pra ele.
— Quer tomar alguma coisa? — ofereci, virando-me para ele com a cabeça inclinada e um sorriso.
— Sim, obrigado. Tá calor.
Fui até a cozinha, abri a geladeira e peguei uma jarra com água. Me inclinei para pegar um copo na prateleira baixa, e sabia que, da posição dele, ele podia ver perfeitamente como a blusa ficava justinha nos meus peitos.
Voltei com um copo na mão. Ofereci a ele e, ao entregar, nossas mãos se tocaram. Só por um segundo.
— Você sempre fica tão à vontade assim em casa? — ele perguntou.
— À vontade como?
— Você sabe. Com essa roupa tão… chamativa.
Ri baixinho, olhando nos olhos dele.
— Tô na minha casa. Você quem veio sem avisar.
— Avisei ontem.
— E mesmo assim não sabia que ficaria sozinho comigo.
Os olhos dele desceram pelo meu corpo, só por um instante, como se ele estivesse lutando consigo mesmo. E então ele levantou o olhar de novo.
— O que você estava fazendo antes de eu chegar?
— Lendo. Ouvindo música. Pensando.
— Pensando no quê?
Mordi o lábio levemente.
— Em coisas que talvez eu não devesse.
Ele ficou calado. Tomou um gole d'água. Me sentei na frente dele, recostada no sofá. Levantei uma perna, dobrando-a junto a mim. Sabia que aquela posição levantava um pouco mais a camiseta, deixando parte da minha barriga à mostra. Sentia ele me observando.
— Sabe que às vezes você me olha como se não quisesse estar olhando? — falei, depois de um tempo.
— E você se mexe como se soubesse que estou te olhando.
Ele me encarou diretamente. Já não evitava nada.
— E isso te incomoda?
— Me preocupa.
— Por quê?
— Porque você não sabe o quanto me custa não fazer nada.
O silêncio foi longo.
— E se eu dissesse que você não precisa resistir? — falei.
— Eu diria para não brincar comigo.
— Não estou brincando.
E me aproximei. Sentei ao lado dele. Suas costas estavam apoiadas, as pernas abertas, as mãos firmes sobre as coxas.
— Você não devia… — murmurou ele.
— E você? Deveria estar me olhando assim?Me inclinei. Nossos lábios estavam a centímetros. Sua respiração batia na minha.
E então... ele me beijou.
No começo, suave. Como se ainda duvidasse. Mas meu corpo respondeu tão rápido, tão natural, que o beijo se intensificou. Sua mão me segurou pela cintura, sua boca buscou a minha com mais força. Me agarrei ao seu pescoço, senti ele rosnar baixo, se conter... e então se render completamente.
— Isso é um erro — ele disse.
— Então me diz para parar — respondi.
— Não consigo.
Sua boca era firme, segura. Seus lábios se moviam sobre os meus como se quisessem me decorar, e sua língua entrava, me provocando a me entregar mais, sem pensar.
Suas mãos subiram até minha cintura, me puxaram mais para perto dele. Senti seu corpo contra o meu: firme, largo, duro. Seu peito batia forte, sua respiração era rouca.
— Carlos... vamos pro meu quarto — falei, com voz baixa, quase tremendo.
Ele não disse nada, mas assentiu. E sua mão deslizou pelas minhas costas enquanto eu o guiava escada acima. Senti ele me observando por trás: minhas pernas, o movimento suave dos meus quadris sob o short, a camiseta colada nas minhas costas pelo calor.
Entramos no meu quarto, pequeno, com as cortinas fechadas e a luz mal entrando. Fechei a porta, e quando me virei, ele já estava ali, me olhando com aquela intensidade que parecia me derreter por dentro.
Ele se aproximou devagar. Levantou uma mão e acariciou meu rosto com suavidade.
— Você tá linda — disse, e me beijou de novo.
Dessa vez mais devagar. Mais íntimo. Seus lábios brincavam com os meus, sem pressa. Como se saborear fosse um prazer em si. Suas mãos se apoiaram nos meus quadris e depois subiram, entrando por baixo do tecido da minha camiseta. Riscaram a pele quente do meu abdômen, minhas costelas... até que, sem dizer uma palavra, ele a levantou.
Eu levantei os braços para deixá-lo tirar. E ali ele me teve, na frente dele, nua da cintura pra cima. Me olhou com uma fome animal que faz uma se sentir desejada de verdade.
— Porra... — sussurrou ele, enquanto suas mãos repousavam com ternura nos meus seios —. Você é perfeita.
Seus dedos brincaram suavemente com meus mamilos, duros de desejo. Ele inclinou a cabeça e sua boca desceu, até capturá-los com aqueles lábios quentes e aquela língua úmida que lambia devagar, saboreando cada reação minha.
— Deus... — gemi, agarrando sua nuca, sentindo meu corpo se arquear contra ele.
Ele me empurrou com suavidade para a cama. Deixei-me cair, ofegante, enquanto ele se ajoelhava diante de mim. Puxou meu short com delicadeza, deslizando-o pelas minhas pernas, beijando a parte interna das minhas coxas enquanto o fazia.
Eu já estava encharcada. Ele sabia. Eu sentia.
— Você está tão molhada... — sussurrou, com um sorriso torto enquanto abria minhas pernas.
Ele me olhava como se tivesse diante de si uma iguaria. Inclinou-se e deixou um beijo bem na minha intimidade, ainda coberta pelo tecido fino da minha calcinha rosa. Senti seu hálito quente contra mim. E então sua língua, lenta, arrastando-se pela umidade que eu já não conseguia esconder.
— Por favor… — sussurrei, com a voz embargada.
Ele não esperou mais. Baixou minha calcinha com uma lentidão torturante, e quando eu já estava completamente exposta, apoiou sua boca entre minhas pernas. Foi como uma explosão.
Sua língua se movia com uma precisão incrível, alternando entre movimentos circulares e lentos, e outros mais rápidos e profundos. Lambia com fome, com desejo, com aquela entrega que não se finge. Sua língua descia, explorava, depois subia de novo para o centro exato, bem onde eu mais precisava.
— Carlos… Deus… assim… que gostoso — arquejei, sentindo que estava me perdendo.
Suas mãos me seguravam firme pelos quadris, enquanto me devorava sem descanso. Ele fazia aquilo por mim. Para mim. Como se aquele prazer fosse seu propósito.
Meu corpo tremia, as costas arqueadas, as coxas trêmulas. Sua língua não parava, não consegui resistir mais.
Gozei na sua boca. Com força. Com um gemido que não consegui controlar, que saiu do mais profundo de mim.
— Era isso que eu queria para você. — disse, com aquela voz grave que me fez estremecer de novo.
E sem me dar trégua, ele se sentou e começou a desabotoar a camisa.
Vi seu peito: largo, forte, com pelos escuros. Seu abdômen era duro, definido, com uma leve linha que descia até a borda da calça. Mordi o lábio, desejando senti-lo em cima de mim, dentro de mim.
— Agora é a minha vez — falei, me ajoelhando na cama, pronta para satisfazê-lo como ele merecia.
Fiquei de joelhos na cama, ainda tremendo por dentro. Carlos desabotoava o último botão da camisa, sem tirar os olhos de mim. Seu torso era tudo que eu imaginava: largo, firme, com linhas bem definidas.
Me aproximei, segurei sua cintura e baixei o olhar até o botão da calça.
Ele não disse nada. Só ficou ali, respirando mais forte, me deixando fazer.
Desabotei o cinto devagar, brincando com a borda da calça. Abaixei o zíper lentamente, sentindo seu abdômen se tensionar sob meus dedos. Era delicioso sentir o poder que eu tinha naquele momento. Sua excitação era evidente: o tecido da cueca mal conseguia conter a ereção dura, latejante, que já queria sair.
Olhei para ele de baixo, mordendo o lábio.
Então, sem pressa, abaixei sua calça junto com a cueca. E o vi.
Grande, grosso, quente. Sua ereção se ergueu com força entre nós, e não pude evitar sorrir, desejando prová-lo.
Segurei com suavidade, sentindo sua dureza na minha mão. Ele fechou os olhos por um instante, exalando fundo. Mova a mão com calma no começo, só explorando, saboreando o peso e a forma.
— É assim que você gosta? — sussurrei.
— Demais — respondeu com voz rouca —. Sua mão… sua voz… tudo.
Então baixei a cabeça.
Dei um beijo suave na ponta, sentindo ele estremecer. Depois outro. E então deixei minha língua brincar com ele, rodeando com movimentos circulares lentos, molhados, sem pressa. Ouvi ele gemer, grave, contido, e isso me deixou ainda mais excitada.
Enfiei mais fundo na minha boca, devagar, sentindo o corpo dele reagir a cada movimento. A mão dele foi até meu cabelo, não para me guiar, mas como se precisasse de apoio, de algo para se segurar.—Porra… você é… fodidamente incrível —ele murmurou, enquanto eu engolia até o fundo.
Subia e descia, usando a língua, a saliva, a vontade. Fazia ele gemer. Fazia ele respirar mais forte. As coxas dele se tensionavam, e os gemidos dele me enchiam de fogo por dentro.
Quando senti o corpo dele ficar mais tenso, parei.
Ele me olhou, ofegante, com a testa perlada de suor.
—Por que parou?
—Porque eu quero você dentro de mim —disse com um sorriso safado, lambendo lentamente uma última vez antes de me levantar.
Deitei na cama, abrindo as pernas para ele. Estava pronta. Mais que pronta. Precisava dele.
—Vem —sussurrei —. Me come.
Carlos se arrastou sobre mim, com aquele corpo grande e quente que me envolvia, que me fazia sentir pequena, desejada, segura. Me beijou de novo, fundo, enquanto uma mão descia pela minha coxa e a levantava com suavidade, se alinhando comigo.
—Vou devagar —ele disse —. Quero sentir cada parte de você.
E ele foi.
Me encheu aos poucos, com uma pressão deliciosa que arrancou um gemido longo de mim. Ele era grande. E estava levando seu tempo. Me olhava enquanto entrava, acariciava meu rosto, beijava meu pescoço, como se cada centímetro fosse sagrado.
—Você está tão apertada… tão quente… —sussurrou no meu ouvido —. Não sabe o quanto eu sonhei com isso, desde quando você era mais novinha.
Quando ele estava completamente dentro, parou. Ficamos assim por alguns segundos, conectados, respirando juntos, nos sentindo.
E então ele começou a se mover.
Bem devagar. Cadenciado. Fazendo eu sentir tudo. Cada enfiada era funda, certeira, como se ele conhecesse meu corpo desde sempre. Me segurava pela cintura com firmeza, e a boca dele percorria meu pescoço, meus ombros, meus peitos.
Eu o envolvia com minhas pernas, arranhava suavemente suas costas, pedia além disso, eu dizia o quão bem ele me fazia sentir. Era como se nossos corpos tivessem sido feitos para se encontrar naquele exato momento.
—Porra… você não tem ideia de como é gostoso —ele ofegava—. Não quero nunca sair de dentro de você.
—Então fica, hmm, assim, assim, assim —eu dizia
O ritmo aumentou. Nossos corpos suavam, se buscavam com urgência, com desejo puro. Ele me levou perto do limite mais uma vez, e dessa vez me fez gritar o nome dele, tremendo, sentindo o corpo dele contra o meu em uma explosão de prazer.
Ele não demorou a me seguir. Ficou tenso em cima de mim, ofegando forte, enterrando até o fundo.
E então tudo ficou em silêncio. Só nós dois, respirando entrelaçados, ainda dentro, ainda conectados, o pau dele dentro de mim.
Ainda estávamos ali, o corpo dele sobre o meu, meu peito subindo e descendo no mesmo ritmo que o dele. O quarto estava impregnado do calor do que havíamos acabado de fazer, dos gemidos que ainda flutuavam no ar como ecos de algo bom demais para acabar tão rápido.
Senti a respiração dele no meu pescoço, o peito dele ainda ofegante contra meus seios. O corpo dele, duro, quente, ainda estava dentro de mim, e com o movimento mais leve, percebi que ele ainda estava duro. Muito duro.
Eu sorri.
Ele ergueu a cabeça, com um olhar intenso, como se tivesse acabado de acordar de um sonho.
—Não terminei com você —murmurou com um sorriso sombrio—. Estou apenas começando.
Antes que eu pudesse responder, ele me agarrou pelos quadris com força e me virou, me deixando de joelhos, apoiada na cama, com o corpo inclinado para frente. Senti as mãos dele percorrerem minhas costas, minha cintura, descendo pelas minhas nádegas até separá-las com as palmas abertas.
—Olha só você —disse, com aquela voz grave que me fazia vibrar por dentro—. Tão molhada ainda… tão pronta.
Senti ele de novo me roçando, devagar, passando na minha entrada enquanto a mão dele me segurava com firmeza pela cintura. E então ele entrou de novo. Com um único movimento, profundo e brutal, me fazendo gemer alto, com a testa contra os lençóis.
— Ah… Carlos! — gritei, arqueando as costas.
— Isso… assim que eu gosto — rosnou ele, investindo contra mim uma e outra vez —. Não se segura. Quero te ouvir.
Seus movimentos eram rítmicos, intensos, mais selvagens. Ele me pegava com força, com fome, como se não pudesse mais se conter. Seu corpo batia contra o meu a cada estocada, e o som molhado, o vai e vem da nossa respiração e meus gemidos criavam uma sinfonia indecente que me deixava louca.
Uma de suas mãos deslizou para frente e encontrou meu clitóris. Começou a esfregá-lo com os dedos enquanto continuava dentro de mim, fundo, sem parar.
— Você vai gozar de novo para mim. E não vai se segurar. Entendeu?
Eu só consegui gemer alto. Meu corpo ardia, explodia, suplicava por mais.
E então gozei de novo, com uma força que me fez gritar o nome dele contra o travesseiro, enquanto meu corpo estremecia e se sacudia sem controle.
Mas ele não parou.
Me segurou com força e continuou empurrando, mais rápido, mais bruto, buscando seu próprio clímax. Meu corpo continuava tremendo, mais sensível que nunca, e ainda assim, eu adorava senti-lo assim, dentro de mim, dono de cada canto.
Finalmente, ouvi ele gemer, rouco, profundo, com um palavrão quebrado entre os dentes. Ele se enterrou até o fundo e se deixou ir, seu corpo tensionando atrás de mim enquanto gozava com força.
Nós caímos os dois, ofegantes, rindo baixinho, nossos corpos enroscados nos lençóis revirados.
Ele ficou sobre mim por alguns segundos, ofegante, seus quadris ainda empurrando devagar, como se não quisesse sair ainda. Eu sentia sua respiração no meu pescoço, pesada, profunda, e sua mão agarrando meu pulso com a força certa para que eu soubesse que ele ainda me dominava.
Meu corpo tremia. Eu não sabia se conseguia me mexer. Mas não queria me mexer. Queria que ele continuasse me usando.
Ele se levantou um pouco, me deitou de costas, me olhando de cima. Seu rosto tinha uma mistura perfeita de luxúria satisfeita e um novo desejo nascendo atrás dos seus olhos.
— Pensou que já tinha acabado com você… — murmurou —. Que fofa.
— Quero mais. Me faz gozar de novo…
— Você é deliciosa. Quero te ver perdendo o controle de novo e de novo.
Você vai subir em cima de mim. Quero que me monte como nunca montou.
Me acomodei sobre ele, sentindo ele duro de novo. Peguei com a mão, guiei, e desci devagar, gemendo enquanto ele entrava de novo.
— Isso… — ofegou —. Agora seja minha putinha.
Montei nele como se nada mais importasse. Como se meu mundo inteiro fosse aquele homem que um dia foi só amigo do meu pai… e agora era o dono absoluto do meu corpo.
Estava em cima dele, cavalgando com movimentos lentos e profundos, me sentindo tão dele que já não sabia onde eu começava e onde ele terminava. O corpo dele continuava duro, quente, como se nunca se cansasse de me ter.
Minhas mãos estavam apoiadas no peito forte dele, cheio de pelos, marcado pelos anos e pelo trabalho. Era um corpo de homem, daqueles que já viveram. E debaixo de mim, me sustentava com uma firmeza que me fazia sentir desejada de um jeito diferente, mais completo. Não era uma trepada qualquer. Era isso. Uma rendição mútua.
— Gosta assim? — murmurou, me olhando com os olhos escuros, meio fechados de prazer.
— Adoro — ofeguei —. Você me faz sentir uma gostosa safada.
Ele sorriu, com aquela mistura de ternura e malícia. Levantou o tronco sem sair de dentro de mim e me abraçou pela cintura, seus lábios beijando meus seios, mordendo com suavidade.
— Assim que eu gosto, que seja uma putinha safada.
Ele me derrubou com um movimento súbito, me deixando de costas novamente, e começou a se mover devagar, profundo.Cada estocada era mais íntima. Não era brutalidade. Era desejo contido. Uma ternura agressiva. O tipo de sexo que te deixa com os olhos úmidos e o peito apertado.
Ele me encarou enquanto entrava e saía de mim.
—Você é linda… linda pra caralho. Não sei como vou esquecer isso. De você.
—Não esqueça —sussurrei.
O ritmo aumentou, e eu me agarrei a ele, me segurando, deixando ele entrar mais fundo. Eu o sentia na minha barriga. Na minha garganta. Na mente. Ele inteiro estava dentro de mim, não só o corpo.
Quando eu gozei pela última vez, foi diferente. Não foi um grito. Foi um gemido baixo, longo, com os olhos fechados e a pele arrepiada. Fiquei tremendo, sentindo ele gozar pouco depois, com um gemido abafado no meu pescoço, seu corpo desabando sobre o meu.
Ficamos assim… fundidos. Sem falar. Sem nos mover.
Passaram minutos. Talvez mais.
Até que ele falou.
—Isso não devia ter acontecido —murmurou, sem se mexer.
—Mas aconteceu —respondi, acariciando suas costas—. E não me arrependo.
Ele ergueu a cabeça. Me olhou. Seus olhos não tinham culpa, mas uma espécie de calma dolorosa. Como se entendesse que tínhamos acabado de cruzar uma linha que não dá pra desfazer.
—E agora? —perguntou, com a voz rouca.
Olhei para seus lábios, que ainda tinham vestígios de mim. Beijei-o devagar.
—Agora você vai embora… —disse—. Mas fica aqui —e peguei sua mão, colocando-a sobre meu peito.
Ele ficou em silêncio. Me abraçou forte, e beijou minha testa, meu pescoço, meu ombro.
Se vestiu, saiu. A porta se fechou.
O silêncio se fez no meu quarto.
Mas o cheiro dele, de sexo, de corpo, de encontro proibido ficou nos meus lençóis. E na minha pele.DEIXA PONTOS, ME SIGA E CURTE. EM BREVE MAIS HISTÓRIAS
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