69/3📑O Zelador ~ Parte 3

69/3📑O Zelador ~ Parte 3O silêncio no quarto pesava como uma laje. Valéria e Camila encaravam ele, o corpo ainda quente do que tinham acabado de viver, mas o olhar cheio de expectativa… e ciúme. Ricardo passou a mão no rosto. Respirou fundo. E falou:

—Escutem bem, as duas. Não gosto de brincar com ninguém. E muito menos de mentir. O que rolou hoje foi incrível… mas também me fez perceber uma coisa.

As duas observavam ele, tensas.

—Não quero um relacionamento sério com nenhuma — disse, firme —. Agora não. Não nesse prédio.

Camila franziu a testa. Valéria cruzou os braços, com a cara fechada.

—Eu sou o zelador. E sim, cuido de canos, chuveiros, elevadores… mas também de mulheres lindas, sozinhas, entediadas, carentes. Vocês sabem disso. Não tô aqui pra ser exclusivo de ninguém. Não vim pra casar nem pra morar com ninguém.

Valéria apertou a mandíbula.

—E o que você propõe, então?

Ricardo se acomodou na cama, com um meio sorriso.

—Simples: liberdade. Se alguma de vocês quiser me ver… perfeito. Agende. Aproveite. E depois, cada uma no seu mundo.

Camila levantou uma sobrancelha.

—Tipo encontros marcados?

—Tipo… turnos de manutenção — respondeu ele, piscando um olho.

As duas se entreolharam. A raiva se misturava com o desejo, com a safadeza, com o espanto. Porque no fundo… nenhuma podia negar que aquele cara sabia como marcar terreno.

—E se alguma não concordar — completou Ricardo —, eu entendo. Mas vou continuar vivendo sozinho, livre, e disponível. Porque tem muita mulher nesse prédio que ainda não provou meu trabalho… e dá pra ver que falta manutenção em vários andares.

Camila soltou uma risada curta e resignada.

Valéria estalou a língua, levantou, pegou a taça de vinho… e disse:

—Então que você se dê bem… mas não demora muito pra passar no 601. O chuveiro voltou a pingar.

Ricardo sorriu. Camila, enquanto se vestia, sussurrou no ouvido dele:

—Não se apaixona por nenhuma, zelador… senão você perde a sua magia.vadiaE com um portão suave, as duas foram embora. Ricardo ficou sozinho, olhando pro teto. Tranquilo. Sabia que não seria fácil. Mas tinha sido claro. Agora ele quem ditava as regras do jogo.

Ricardo estava na recepção revisando o relatório diário quando ouviu o elevador abrir. Levantou a vista… e o ar sumiu. Uma mulher alta, de pele lisa e cabelo preto azulado descia com passo firme. Vestia uma calça de tecido leve que deixava adivinhar as curvas redondas, e uma blusa justa que não escondia o generoso decote.

— É você o responsável por tudo isso? — perguntou com um sotaque coreano encantador, apontando pro prédio ao redor.

— Depende do que "tudo" inclui — disse Ricardo, sorrindo.

Ela estendeu a mão.

— Me chamo Min-Ji, acabei de chegar do 804. Preciso de… ajuda técnica. Em várias coisas.

Nas semanas seguintes, Min-Ji virou um mistério delicioso. Cada vez que o chamava, recebia ele com roupa mais provocante: às vezes de roupão aberto, às vezes de shorts mínimos. As curvas dela deixavam ele louco. E a atitude, direta e segura, desarmava ele.

Até que numa sexta, ela marcou por "um problema com o ar-condicionado".

Ricardo subiu com as ferramentas… mas ao chegar, Min-Ji já esperava com uma taça de vinho, e nada por baixo do roupão de seda.

— Tá calor — sussurrou, levando ele pro sofá.

Beijou ele com fome. Tirou a rola dele da calça e chupou com gosto. Tirou o roupão e montou em cima dele, descendo devagar, enfiando a rola na buceta molhada, enquanto sussurrava em coreano no ouvido dele.

Cavalgava com ritmo, como se marcasse uma dança erótica, profunda, ritmada.

Depois ele deitou ela no sofá, metendo tudo na buceta, a rola inteira bombando, com força controlada. Min-Ji gemia no idioma dela, olhando pro espelho, se excitando ao ver as próprias caras.

No meio do clímax, ela passou a mão por trás, enfiando o dedo no cu dele, provocando uma reação intensa, elétrica.

Ricardo soltou um gemido. ronco, surpreso pela sensação, pelo controle que parecia perder. —Você gosta de explorar… —murmurou ela, sorrindo—. Não é só você que sabe dar surpresas. Ricardo, suado, ofegante, olhou para ela com uma mistura de desejo e admiração. Min-Ji não queria só sexo. Queria dominá-lo… e estava conseguindo. Depois, deitados entre os lençóis bagunçados, ela o encarou com malícia: —Todas as mulheres do prédio são assim, ou sou a primeira que te leva mais longe? Ricardo sorriu, ainda sem fôlego. —Juro… que nunca senti nada igual com ninguém. E enquanto ela se aninhava no peito dele, ele percebeu uma coisa: Pela primeira vez, o zelador não só dava prazer… estava começando a perder o controle.cogidaAs paredes do prédio começaram a sussurrar. As vizinhas falavam. Umas com ciúmes, outras com curiosidade. E a Camila… com raiva. Da sacada dela, a gata do 702 tinha visto a Min-Ji, a nova inquilina do 804, entrando e saindo várias vezes. Sempre com a mesma cara de satisfação pós-visita. Uma noite, a Camila desceu sem avisar. Vestia um vestido curto, vermelho como o humor dela. Bateu na porta da Min-Ji, com a segurança de quem não vai voltar atrás. A coreana abriu a porta. O robe de seda dela, mal amarrado, deixava pouco pra imaginação. — Posso ajudar? — perguntou, sem disfarçar o sorriso. — Sim — disse a Camila, cruzando os braços — Vim falar do Ricardo. A Min-Ji inclinou a cabeça, divertida. — Ah… O zelador? Eu chamo ele pra manutenção. Só isso. — Não vem com joguinho — cuspiu a Camila — Sabe muito bem o que rola entre vocês. — E você também sabe, se veio até aqui só por isso. Te incomoda que ele esteja melhor atendido? As duas se encararam com fogo nos olhos. — O Ricardo não é troféu — rosnou a Camila — Mas se ele for escolher, que pelo menos saiba o que tá perdendo. — Ou você quer que ele escolha tudo de uma vez? — sugeriu a Min-Ji com malícia — Um quarto só, duas mulheres, uma noite… e ele decide. Horas depois, o Ricardo entrava no 804 sem saber que tava entrando no olho do furacão. As duas esperavam por ele na sala, cada uma com um vinho diferente, com um estilo diferente. Uma, sensual e selvagem. A outra, elegante e provocante. — Que porra tá rolando aqui? — perguntou ele, confuso e excitado ao mesmo tempo. — Tamo te dando o melhor serviço de manutenção… compartilhado — disse a Camila, se aproximando. — E depois… a gente quer teu veredito — completou a Min-Ji, abaixando o zíper da camisa dele. Não teve mais palavras. Só suspiros, pele, carícias cruzadas. As duas montavam nele de vez em quando. Beijavam ele em competição. Faziam ele se entregar ao prazer. Mas também trocavam olhares de matar entre si. O clímax foi brutal, suado, profundo. E no final, quando o Ricardo se deixou cair… cair entre as duas, exausto, fechou os olhos por um segundo… Mas quando os abriu, as duas o encaravam de frente, ainda sem fôlego. —Agora sim, zelador… —disse Camila—. Hora de decidir. —Quem fica com seus serviços exclusivos? —completou Min-Ji, cruzando as pernas devagar. Ricardo olhou para elas. As duas eram fogo, mas de um jeito diferente. E se tinha aprendido alguma coisa naquele prédio… É que brincar com fogo tem suas regras. E um descuido só pode queimar tudo. O sol de domingo caía sobre o prédio como um pano de fundo final. Cristian observava do último andar o lugar que tinha sido seu reino. Onde cada andar tinha uma história. Cada apartamento, um gemido. Cada mulher, uma marca que agora carregava no corpo e na memória. Mas uma ligação tinha mudado tudo. —“Queremos que você cuide de um prédio novo na zona nobre do norte. Dobro do salário. Condições melhores. E… muito mais inquilinas.” Era uma oferta impossível de ignorar. Naquela tarde, desceu até a recepção, vestindo pela última vez seu macacão de trabalho. Cada passo era uma despedida. Primeiro apareceu Valéria, com um vestido justo e uma taça de vinho: —Vai embora assim, sem mais nem menos? Sem um último conserto de torneira? Depois, Camila, mais séria, mas com os olhos brilhando: —Não pensei que alguém como você fosse me marcar tanto. Mais tarde, Min-Ji desceu de roupão, sem dizer nada. Só se aproximou, colocou a mão no peito dele… e sussurrou em coreano algo que ele não entendeu, mas que o arrepiou. Uma a uma foram chegando, algumas com desculpas, outras com saudade. Ricardo se despediu com abraços, beijos leves, promessas de “voltar se precisar de manutenção”. Até que apareceu a nova porteira, curiosa, novinha, perguntando: —E esse é o zelador de quem todo mundo fala? Valéria soltou uma gargalhada. —É. Mas a partir de amanhã a gente tem outro. Tomara que renda metade do Ricardo… porque ele deixou todas nós mal acostumadas. Riram. Brindaram. E enquanto Ricardo saía pela última vez pela porta da frente, se Ele se virou e disse: —Obrigado a todas. Pelo desejo, pela bagunça… e por me fazer sentir o homem mais útil do prédio. E foi embora. Livre. Sorrindo. Com as ferramentas no ombro… e as memórias bem guardadas.vadia



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