Nos prédios de apartamentos, não era incomum estender a roupa na laje. Havia pouco espaço nos andares e poucos podiam ter as modernas secadoras em casa. Com dois filhos e um marido, Claudia costumava subir todo dia para a laje, e Ignacio sabia disso. A valenciana mexeu o púbis, toda provocante, enquanto olhava com luxúria para o vizinho na sala das máquinas de lavar.
—Você não consegue aguentar nem dois dias, né? —ela acusou, engolindo em seco e suspirando de tesão.
Já eram seis da tarde e Claudia tinha tomado banho horas atrás. Naquele momento, ela vestia apenas uma calça jeans simples, mas Ignacio a puxou de uma vez, junto com a calcinha, deixando a jornalista com a buceta à mostra. Claudia soltou um suspiro e o engenheiro segurou a mulher pela bunda, enfiando as mãos por baixo da virilha e aproximando o púbis dela do seu rosto. Imediatamente depois, chupou a xota da valenciana e começou a lamber toda a vulva.
A Claudia raramente haviam lambido sua buceta, e todas as vezes tinham sido na última semana e por obra do Ignacio. Ela sempre sentia uma cócegas que dava um pouco de desconforto, mas logo se acostumava e o prazer era embriagador. O engenheiro enfiou a língua na sua vagina, e apertou sua bunda enquanto fazia isso, como se fosse a polpa de uma laranja que quisesse espremer.
A sala das máquinas de lavar mal tinha uns dez metros de comprimento por doze de largura, com uma única porta de entrada e uma grande janela para ventilação. As paredes eram caiadas, mas não pintadas. E, além de seis máquinas de lavar, uma mesa central e algumas prateleiras com sabão e prendedores de roupa, não havia muito mais mobília.
A valenciana esticou as pernas e ficou na ponta dos pés de tanta excitação, enquanto se segurava nos ombros fortes dele. Sentiu a sensação inconfundível de dormência na sua virilha, que longe de insensibilizar, expandia o prazer. Ela suspirou entrecortadamente e começou a desabotoar a camisa rosa de manga longa. Sentia seu clitóris sensível pelos movimentos e como os lábios de sua buceta respondiam aos do seu amante. Era tanto o êxtase que os dedos de Claudia tremiam e ela precisou de várias tentativas para desabotoar cada botão. Quando chegou embaixo, sua bunda lisa e pálida como a de um bebê já estava avermelhada pelos apertões das mãos grandes do seu amante.
Depois de desabotoar os botões, Claudia não tirou a camisa, mas se livrou do sutiã e deixou os peitos à mostra. A camisa aberta deixava visível sua barriga e seus seios. A pele era muito branca. Não só por genética, mas por seu hábito conservador arraigado de usar roupas que mal mostravam carne. Seus mamilos tinham uma cor rosa escuro e estavam tão duros que doíam ao mínimo toque de seus cabelos loiros. A valenciana os afastou e ajustou a presilha do cabelo para que ele ficasse preso às suas costas.
Ignacio afastou a boca enquanto lambia os próprios lábios e aproveitou a posição das mãos na bunda dela para erguê-la, segurando-a pelas coxas com os antebraços. Claudia foi levantada do chão quase um metro de repente e quase bateu a cabeça no teto da lavanderia. Sua buceta se abriu completamente nessa posição, formando um buraco impudico e úmido coroado por um pequeno tufo loiro de pelos do púbis, que estava encharcado pela saliva do amante. O pau empalmado do engenheiro ficou ereto como uma grande estaca de madeira nos limites de um exército de infantaria medieval. E ele a baixou suavemente até que a buceta dela se encaixou no membro ereto. A valenciana soltou um gemido tão erótico que quase fez as forças dele fraquejarem.
As penetrações se sucediam com intensidade e o engenheiro aproveitou a parede para apoiar parte do peso dela. Eram fortes e profundas, já que a gravidade assim exigia, mas a valenciana não reclamava, pois já estava acostumada às potentes investidas do seu amante depois de uma semana frequentando sua cama. Os peitos macios de Claudia balançavam com o movimento diante do rosto dele, e sem conseguir evitar, Ignacio meteu um deles na boca e o chupou com voracidade. Eram muito macios e suaves, com mamilos pequenos e rosados.
A jornalista gemía com discrição, mas sem contenção. O barulho da máquina de lavar agitando as roupas abafava os gemidos o suficiente para ela não precisar ser tão comedida. Isso era muito atraente para ela, pois ela sempre cuidava do detalhe do barulho. Não só com o amante, mas também com o marido, já que tinha filhos em casa. Sempre tinha sido fácil para ela ser discreta, e até mesmo era algo que ela buscava, mas com o Ignacio ela tinha dificuldade de se conter. E não precisar se segurar totalmente estava a deixando muito excitada.
—Você tá soltinha, hein... —disse o engenheiro ao ouvi-la tão fogosa.
Claudia olhou para seu amante com um rosto lascivo e mostrou a língua de forma obscena, só para se sentir mais promíscua. Para ele, pareceu um gesto pueril, mas para ela, sempre tão recatada e seguindo o protocolo social à risca, foi muito significativo.
—Acende outra —ele disse com um tom lascivo.
— O quê?
—Outra máquina de lavar. Liga ela.
Ignacio sorriu e a puxou para si, erguendo-a e segurando-a pelas costas. Ela o envolveu com seus membros, agarrando-o pela cintura e pelos ombros, e começou a chupar seu pescoço e orelha enquanto ele ligava a próxima máquina de lavar, sem ter colocado roupa alguma dentro.
—Já tá —ele disse enquanto Claudia gemía sem controle no seu ouvido.
—Acende todas elas —ela sussurrou, num tom de voz que deixava claro que estava completamente na vontade.
O engenheiro colocou sua amante sobre a ampla mesa no meio do quarto, que servia para acomodar os cestos de roupa, e tirou seu pênis viscoso como se tivesse estado enfiado na lama. Ela ficou de pernas abertas, tocando a própria buceta e um peito enquanto olhava para Ignacio, completamente empinado, fazer o que ela havia pedido. Uma a uma, as outras quatro lavadoras foram ligadas e entraram em funcionamento em poucos segundos. O barulho ficou ensurdecedor e Claudia sorriu com descaramento.
—Todas acesas —ele disse ao chegar até ela.
— Me come — disse em voz alta. — Me come como uma puta!
Ignacio ficou com tanto tesão que foi até ela com a impetuosidade de um touro e bateu a coxa na mesa, mas não ligou e ignorou a dor. Ele abriu as pernas dela e enfiou o pau na buceta sem cerimônia. As enfiadas começaram direto na potência máxima e Claudia começou a gemer como uma possessa, sem freio nem medida. Quanto mais ela gemia, mais forte ele metia, e a mesa começou a balançar com tanto ímpeto que por um momento pareceu que ia quebrar. Os gritos de Claudia vinham do diafragma, e estavam tão carregados de êxtase e indecência que fariam até um eunuco ficar de pau duro.
— Você gosta? — perguntou Ignacio com a voz entrecortada, enquanto enfiava seu pau como uma metralhadora.
—Sim! —exclamou Claudia, alongando a vogal por vários segundos —. Eu quero esse pau grosso e grande dentro da minha buceta.
—Você quer que eu foda sua buceta de casada como se fosse a de uma puta barata? —ele cravou, mantendo o ritmo apesar da intensidade e dos rangidos da mesa.
— Me come bem. Eu sou sua puta, sua vadia! — ela cuspiu enquanto fechava os olhos e ofegava como uma porca —. Eu sou sua vagabunda!
Claudia estava solta. Como se sua parte racional estivesse escondida num canto escuro, presa com grilhões, e a mais passional tivesse tomado o controle total do seu corpo. Tão fora de si que ela nem ouviu os primeiros batidas na porta.
A sala das máquinas de lavar era muito disputada nos fins de semana, então Claudia tinha trancado a porta deixando a chave na fechadura, por precaução. Mas a porta estar trancada não impedia que as pessoas subissem, e ela foi sacudida pela necessidade de uma vizinha de lavar sua roupa. Ela tentou abrir, mas como não conseguiu, continuou batendo. Ouviu-se uma voz atrás da porta, mas era quase imperceptível.
Os gemidos da Claudia, por sua vez, eram excitantes e carregados de uma luxúria contida durante anos. A valenciana nunca tinha gemido daquela maneira em toda a sua vida. Ela se soltou por um instante sem pensar em nenhuma consequência, e o prazer foi tão intenso que uma sucessão de vários orgasmos curtos começou a sacudi-la. O pênis do Ignacio invadia cada centímetro cúbico do seu interior. Ela sentia a pressão na sua virilha, e por um momento parecia que ia se romper, mas a valenciana não cedeu nem se deixou amedrontar.
— Eu sou uma puta — disse com a voz muito entrecortada pelos gemidos contínuos da garganta. Os orgasmos começaram, e subiram e desceram em intensidade —. Uma puta suja e fedorenta. Meu Deus!
Depois da enorme descarga, as forças de Claudia estavam diminuídas, mas Ignacio continuava investindo com potência e agora as penetrações lhe pareciam muito incômodas, então ela parou o amante com as mãos. Ele começou a frear, com baba nos lábios pelo esforço. Foi então que ela conseguiu ouvir, bem ao fundo, a voz de uma de suas vizinhas atrás da porta.
A valenciana se alarmou e endireitou o tronco de repente. Livrou-se de Ignacio com empurrões ajudados pelos pés e se moveu em direção à porta. A dois passos, cambaleou, pois a tinham enchido bem. Por suas coxas escorria o líquido vaginal, se ramificando como rios que serpenteiam um vale. Sua presilha de cabelo estava prestes a cair e se segurava de forma frágil. O cabelo loiro, portanto, estava quase completamente solto. A mulher foi se aproximando da porta e encostou o ouvido o máximo que pôde. Rapidamente ouviu uma voz familiar.
—Oi… alguém quer abrir a porta?
Claudia tinha certeza de ter ouvido a voz da Valentina, apesar do barulho das máquinas de lavar. A vizinha tinha um tom inconfundível, e se entrasse, ligaria os pontos em um segundo. Imediatamente, ela checou a chave da fechadura e viu que ela tinha se movido um centímetro, então empurrou-a o máximo que pôde. Não podia deixar ninguém entrar.
Então Ignacio a segurou pela cintura, levou-a até a parede e encaixou a bunda dela contra o suporte sólido. Ele ergueu sua perna direita, deixando sua buceta novamente exposta.
—Espera… O que você tá fazendo?
—Eu tô quase gozando. Não me deixa assim.
Claudia engoliu em seco e olhou com malícia para a cabeça da rola do seu amante, que se agitava inquieta com fome de buceta. Ela não queria deixá-lo no meio do caminho, mas também não queria ficar perto da porta. Então, se soltou do abraço dele e foi para o outro lado do quarto. Em seguida, apoiou as costas na parede, abriu as pernas e esticou a vulva para que sua vagina ficasse totalmente aberta. Ignacio se atirou até ela e deixou que ele levasse seu pênis até a buceta impudente. O membro dele entrou com muita facilidade dentro dela, enquanto a vizinha voltava a bater na porta.
— Por que essa bruxa não vai embora logo? — perguntou a valenciana.
O engenheiro começou a penetrá-la com intensidade crescente, fitando os olhos da amante. Seus rostros se uniram e eles começaram a se beijar apaixonadamente. Claudia envolveu seu pescoço com os braços e fechou os olhos. Sua buceta estava ardendo pelas penetrações intensas anteriores, mas não demorou muito para ela voltar a sentir prazer. Logo percebeu como Ignacio começou a acelerar o ritmo freneticamente, fazendo aquela careta lasciva que sempre fazia antes de gozar. No entanto, diferente de outras vezes, o engenheiro não retirou seu pau de dentro dela. A intensidade aumentou, mas o pau não abandonou o buraco confortável e quente que era a buceta de Claudia. Então ela começou a se preocupar e, justo quando pressentiu que os espasmos viriam, empurrou o amante com todas as suas forças.
Ignacio tropeçou e caiu de bunda para trás. Antes mesmo de tocar o chão, ele já havia começado a gozar, deixando um fio de porra no ar que se espalhou pelo chão e, depois, como se fosse uma fonte, o resto da porra saiu em jatos curtos. Claudia rapidamente inspecionou com os dedos o interior de sua buceta e, aparentemente, não viu nenhum vestígio de sêmen.
— Você ia gozar dentro? — questionou ela com um rosto preocupado. A voz dela soou abafada pelo barulho das máquinas de lavar, mas foi ouvida com clareza. — Nós combinamos que faríamos sem preservativo, mas só se você tirasse antes de gozar — lembrou ela. Ignácio fez menção de querer dizer algo, mas as palavras não saíram de sua boca. Cláudia balançou a cabeça, tentando dar uma explicação por ele. — Eu sei que você quer gozar dentro, por isso tinha pensado naquelas pílulas que estão tão na moda agora… Sempre achei que fosse furada, mas algumas no jornal dizem que funciona…
—Eu quero um filho, meu amor —a interrompeu Ignacio, com sua voz grave e segura, erguendo-se acima do barulho das máquinas de lavar.
Claudia ficou paralisada. Era a primeira vez que ele a chamava de "amor", e isso a deixou indefesa por um instante.
— Um filho?
—No Retiro você disse que ia ter.
A valenciana negou imediatamente, cobrindo os seios enquanto fechava a camisa rosa.
— Não, não. Eu te disse que eu teria, sem dúvida, se não fosse casada — ela disse, enfatizando a última palavra —. Não posso machucar minha família desse jeito. Não posso fazer isso com meus filhos, nem com meu marido. O que iriam dizer de mim… não.
—Eu não estou pedindo para você deixar seu marido —disse Ignacio enquanto se levantava—. Pelo contrário. Se eu tiver um filho, quero que ele esteja com uma família como a sua. Com irmãos tão legais quanto Emma e Eric, e com pais como você e Pedro.
—Não te entendo.
—Todos nós podemos partir desse mundo a qualquer momento. E eu não deixei nenhum legado. Tenho trinta e oito anos e ainda não tenho filhos. E se eu não tiver tempo…?
—Mas… eu sou casada.
—Com você eu sei que essa criança estaria segura, protegida e feliz.
Claudia olhou para seu amante sem entender completamente um pedido tão incomum. Mas manteve o olhar fixo nele tempo suficiente para saber que ele falava sério.
— Você quer me engravidar e fazer meu marido acreditar que o filho é dele?
—Sim. Quero que você tenha um filho do meu sangue.
Claudia recuou, mas a parede a impediu de se afastar. Ela tirou o cabelo do rosto e prendeu de novo, deixando-o preso outra vez.
—Ignacio. Isso é uma puta loucura. Eu nem quero ter um filho agora.
— Por que não?
Claudia soltou um gemido sarcástico.
—Que fácil é pra vocês, caralho. Eu já tenho dois filhos quase criados, e me custou o que me custou. Não tenho tempo de passar por tudo isso de novo. Ficar quase inválida por um ano, pra depois voltar a trocar fraldas e não conseguir dormir à noite — respondeu estressada —. Eu perderia meu emprego se engravidasse, tenho certeza.
—Não se preocupe com o dinheiro. Tenho o suficiente para que não lhes falte nada, e poderia dar a você de um jeito que seu marido não soubesse…
Claudia interrompeu o engenheiro com um sibilo tão alto e enérgico que superou o barulho das máquinas de lavar. A proposta a tinha estapeado, e ela não era capaz de digerir e responder com razão ao mesmo tempo. Só conseguia pensar que aquilo era uma loucura.
— Minha resposta é não — ela afirmou com seriedade —. E, sinceramente. Agora que você me propôs isso, acho que se quisermos continuar, vai ter que ser com camisinha. Vou dar uma olhada nessa pílula, mas até eu me informar direito… vai ter que ser assim.
Ignacio pegou suas calças do chão e começou a vesti-las. Seus olhos estavam marejados e ele olhava para Claudia com um ar de temor.
—Eu te entendo. Mas acho melhor, então, que a gente pare de se ver.
A valenciana franziu a testa, genuinamente magoada com aquelas palavras. Por alguns segundos, pareceu estar em choque. Então, encolheu os ombros com uma indiferença forçada, antes de apontar para a janela.
—Você consegue sair por aí? Dá pra descer pelo beiral e cair na escada do prédio. Assim a vizinha não vai nos ver descendo juntos.
O engenheiro assentiu em silêncio, com os olhos fixos no chão. Os dois começaram a se vestir apenas com o barulho das máquinas de lavar ao fundo. Para a Claudia, agora aquele barulho parecia irritante, e ela achava que ia ficar com dor de cabeça. Poucos minutos atrás, ele era confortável, já que abafava sua paixão desenfrenada, mas agora era chato e desagradável.
Ignacio terminou de se vestir e se dirigiu à janela. Olhou para baixo e viu que sair por ali era viável, e não havia ninguém. Virou a cabeça para olhar nos olhos de Claudia, e desenhou um leve sorriso triste. Ela não deixou que seus olhos soltassem uma única lágrima até que ele se foi.
Tendo ficado sozinha, já vestida, ela se dirigiu à porta e a abriu. Diante dela estava Valentina, exatamente como Claudia havia imaginado. A mulher alta tinha os cabelos castanhos presos e vestia um vestido leve com suéter azul. A valenciana não conseguia acreditar que aquela vadia ainda estivesse ali. Mas a encarou com um rosto aterrorizado, ajudada pelas lágrimas que agora escorriam sozinhas pelo vapor de tristeza que a cobria.
—Que vergonha — começou dizendo —. Não sei como todas as máquinas de lavar foram ligadas e não consigo desligá-las.
Valentina olhou primeiro para ela, sem acreditar, e depois espiou dentro da lavanderia. Vendo, de fato, que todas as máquinas estavam ligadas.
—Todas já ficaram durinhas? Sozinhas?
—É, eu tava checando uma coisa que me falaram e… sinto muito mesmo. Agora você vai ter que esperar até elas terminarem.
Valentina suspirou, evitando reprimir sua raiva. Resmungou algo baixinho e arqueou uma sobrancelha.
— Foi por isso que você fechou? Por que tinha vergonha da bagunça? — perguntou a vizinha, para finalmente dar de ombros —. O que está feito, está feito. Volto mais tarde.
—Desculpa —repetiu a valenciana.
Claudia se virou e olhou para a janela aberta. Ficou alguns segundos absorta e finalmente foi para casa.
Espero que vocês tenham gostado. Esse é um capítulo de um dos meus livros, que você pode baixar completo e de graça no meu Patreon: patreon.com/JTyCC
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—Você não consegue aguentar nem dois dias, né? —ela acusou, engolindo em seco e suspirando de tesão.
Já eram seis da tarde e Claudia tinha tomado banho horas atrás. Naquele momento, ela vestia apenas uma calça jeans simples, mas Ignacio a puxou de uma vez, junto com a calcinha, deixando a jornalista com a buceta à mostra. Claudia soltou um suspiro e o engenheiro segurou a mulher pela bunda, enfiando as mãos por baixo da virilha e aproximando o púbis dela do seu rosto. Imediatamente depois, chupou a xota da valenciana e começou a lamber toda a vulva.
A Claudia raramente haviam lambido sua buceta, e todas as vezes tinham sido na última semana e por obra do Ignacio. Ela sempre sentia uma cócegas que dava um pouco de desconforto, mas logo se acostumava e o prazer era embriagador. O engenheiro enfiou a língua na sua vagina, e apertou sua bunda enquanto fazia isso, como se fosse a polpa de uma laranja que quisesse espremer.
A sala das máquinas de lavar mal tinha uns dez metros de comprimento por doze de largura, com uma única porta de entrada e uma grande janela para ventilação. As paredes eram caiadas, mas não pintadas. E, além de seis máquinas de lavar, uma mesa central e algumas prateleiras com sabão e prendedores de roupa, não havia muito mais mobília.
A valenciana esticou as pernas e ficou na ponta dos pés de tanta excitação, enquanto se segurava nos ombros fortes dele. Sentiu a sensação inconfundível de dormência na sua virilha, que longe de insensibilizar, expandia o prazer. Ela suspirou entrecortadamente e começou a desabotoar a camisa rosa de manga longa. Sentia seu clitóris sensível pelos movimentos e como os lábios de sua buceta respondiam aos do seu amante. Era tanto o êxtase que os dedos de Claudia tremiam e ela precisou de várias tentativas para desabotoar cada botão. Quando chegou embaixo, sua bunda lisa e pálida como a de um bebê já estava avermelhada pelos apertões das mãos grandes do seu amante.
Depois de desabotoar os botões, Claudia não tirou a camisa, mas se livrou do sutiã e deixou os peitos à mostra. A camisa aberta deixava visível sua barriga e seus seios. A pele era muito branca. Não só por genética, mas por seu hábito conservador arraigado de usar roupas que mal mostravam carne. Seus mamilos tinham uma cor rosa escuro e estavam tão duros que doíam ao mínimo toque de seus cabelos loiros. A valenciana os afastou e ajustou a presilha do cabelo para que ele ficasse preso às suas costas.
Ignacio afastou a boca enquanto lambia os próprios lábios e aproveitou a posição das mãos na bunda dela para erguê-la, segurando-a pelas coxas com os antebraços. Claudia foi levantada do chão quase um metro de repente e quase bateu a cabeça no teto da lavanderia. Sua buceta se abriu completamente nessa posição, formando um buraco impudico e úmido coroado por um pequeno tufo loiro de pelos do púbis, que estava encharcado pela saliva do amante. O pau empalmado do engenheiro ficou ereto como uma grande estaca de madeira nos limites de um exército de infantaria medieval. E ele a baixou suavemente até que a buceta dela se encaixou no membro ereto. A valenciana soltou um gemido tão erótico que quase fez as forças dele fraquejarem.
As penetrações se sucediam com intensidade e o engenheiro aproveitou a parede para apoiar parte do peso dela. Eram fortes e profundas, já que a gravidade assim exigia, mas a valenciana não reclamava, pois já estava acostumada às potentes investidas do seu amante depois de uma semana frequentando sua cama. Os peitos macios de Claudia balançavam com o movimento diante do rosto dele, e sem conseguir evitar, Ignacio meteu um deles na boca e o chupou com voracidade. Eram muito macios e suaves, com mamilos pequenos e rosados.
A jornalista gemía com discrição, mas sem contenção. O barulho da máquina de lavar agitando as roupas abafava os gemidos o suficiente para ela não precisar ser tão comedida. Isso era muito atraente para ela, pois ela sempre cuidava do detalhe do barulho. Não só com o amante, mas também com o marido, já que tinha filhos em casa. Sempre tinha sido fácil para ela ser discreta, e até mesmo era algo que ela buscava, mas com o Ignacio ela tinha dificuldade de se conter. E não precisar se segurar totalmente estava a deixando muito excitada.
—Você tá soltinha, hein... —disse o engenheiro ao ouvi-la tão fogosa.
Claudia olhou para seu amante com um rosto lascivo e mostrou a língua de forma obscena, só para se sentir mais promíscua. Para ele, pareceu um gesto pueril, mas para ela, sempre tão recatada e seguindo o protocolo social à risca, foi muito significativo.
—Acende outra —ele disse com um tom lascivo.
— O quê?
—Outra máquina de lavar. Liga ela.
Ignacio sorriu e a puxou para si, erguendo-a e segurando-a pelas costas. Ela o envolveu com seus membros, agarrando-o pela cintura e pelos ombros, e começou a chupar seu pescoço e orelha enquanto ele ligava a próxima máquina de lavar, sem ter colocado roupa alguma dentro.
—Já tá —ele disse enquanto Claudia gemía sem controle no seu ouvido.
—Acende todas elas —ela sussurrou, num tom de voz que deixava claro que estava completamente na vontade.
O engenheiro colocou sua amante sobre a ampla mesa no meio do quarto, que servia para acomodar os cestos de roupa, e tirou seu pênis viscoso como se tivesse estado enfiado na lama. Ela ficou de pernas abertas, tocando a própria buceta e um peito enquanto olhava para Ignacio, completamente empinado, fazer o que ela havia pedido. Uma a uma, as outras quatro lavadoras foram ligadas e entraram em funcionamento em poucos segundos. O barulho ficou ensurdecedor e Claudia sorriu com descaramento.
—Todas acesas —ele disse ao chegar até ela.
— Me come — disse em voz alta. — Me come como uma puta!
Ignacio ficou com tanto tesão que foi até ela com a impetuosidade de um touro e bateu a coxa na mesa, mas não ligou e ignorou a dor. Ele abriu as pernas dela e enfiou o pau na buceta sem cerimônia. As enfiadas começaram direto na potência máxima e Claudia começou a gemer como uma possessa, sem freio nem medida. Quanto mais ela gemia, mais forte ele metia, e a mesa começou a balançar com tanto ímpeto que por um momento pareceu que ia quebrar. Os gritos de Claudia vinham do diafragma, e estavam tão carregados de êxtase e indecência que fariam até um eunuco ficar de pau duro.
— Você gosta? — perguntou Ignacio com a voz entrecortada, enquanto enfiava seu pau como uma metralhadora.
—Sim! —exclamou Claudia, alongando a vogal por vários segundos —. Eu quero esse pau grosso e grande dentro da minha buceta.
—Você quer que eu foda sua buceta de casada como se fosse a de uma puta barata? —ele cravou, mantendo o ritmo apesar da intensidade e dos rangidos da mesa.
— Me come bem. Eu sou sua puta, sua vadia! — ela cuspiu enquanto fechava os olhos e ofegava como uma porca —. Eu sou sua vagabunda!
Claudia estava solta. Como se sua parte racional estivesse escondida num canto escuro, presa com grilhões, e a mais passional tivesse tomado o controle total do seu corpo. Tão fora de si que ela nem ouviu os primeiros batidas na porta.
A sala das máquinas de lavar era muito disputada nos fins de semana, então Claudia tinha trancado a porta deixando a chave na fechadura, por precaução. Mas a porta estar trancada não impedia que as pessoas subissem, e ela foi sacudida pela necessidade de uma vizinha de lavar sua roupa. Ela tentou abrir, mas como não conseguiu, continuou batendo. Ouviu-se uma voz atrás da porta, mas era quase imperceptível.
Os gemidos da Claudia, por sua vez, eram excitantes e carregados de uma luxúria contida durante anos. A valenciana nunca tinha gemido daquela maneira em toda a sua vida. Ela se soltou por um instante sem pensar em nenhuma consequência, e o prazer foi tão intenso que uma sucessão de vários orgasmos curtos começou a sacudi-la. O pênis do Ignacio invadia cada centímetro cúbico do seu interior. Ela sentia a pressão na sua virilha, e por um momento parecia que ia se romper, mas a valenciana não cedeu nem se deixou amedrontar.
— Eu sou uma puta — disse com a voz muito entrecortada pelos gemidos contínuos da garganta. Os orgasmos começaram, e subiram e desceram em intensidade —. Uma puta suja e fedorenta. Meu Deus!
Depois da enorme descarga, as forças de Claudia estavam diminuídas, mas Ignacio continuava investindo com potência e agora as penetrações lhe pareciam muito incômodas, então ela parou o amante com as mãos. Ele começou a frear, com baba nos lábios pelo esforço. Foi então que ela conseguiu ouvir, bem ao fundo, a voz de uma de suas vizinhas atrás da porta.
A valenciana se alarmou e endireitou o tronco de repente. Livrou-se de Ignacio com empurrões ajudados pelos pés e se moveu em direção à porta. A dois passos, cambaleou, pois a tinham enchido bem. Por suas coxas escorria o líquido vaginal, se ramificando como rios que serpenteiam um vale. Sua presilha de cabelo estava prestes a cair e se segurava de forma frágil. O cabelo loiro, portanto, estava quase completamente solto. A mulher foi se aproximando da porta e encostou o ouvido o máximo que pôde. Rapidamente ouviu uma voz familiar.
—Oi… alguém quer abrir a porta?
Claudia tinha certeza de ter ouvido a voz da Valentina, apesar do barulho das máquinas de lavar. A vizinha tinha um tom inconfundível, e se entrasse, ligaria os pontos em um segundo. Imediatamente, ela checou a chave da fechadura e viu que ela tinha se movido um centímetro, então empurrou-a o máximo que pôde. Não podia deixar ninguém entrar.
Então Ignacio a segurou pela cintura, levou-a até a parede e encaixou a bunda dela contra o suporte sólido. Ele ergueu sua perna direita, deixando sua buceta novamente exposta.
—Espera… O que você tá fazendo?
—Eu tô quase gozando. Não me deixa assim.
Claudia engoliu em seco e olhou com malícia para a cabeça da rola do seu amante, que se agitava inquieta com fome de buceta. Ela não queria deixá-lo no meio do caminho, mas também não queria ficar perto da porta. Então, se soltou do abraço dele e foi para o outro lado do quarto. Em seguida, apoiou as costas na parede, abriu as pernas e esticou a vulva para que sua vagina ficasse totalmente aberta. Ignacio se atirou até ela e deixou que ele levasse seu pênis até a buceta impudente. O membro dele entrou com muita facilidade dentro dela, enquanto a vizinha voltava a bater na porta.
— Por que essa bruxa não vai embora logo? — perguntou a valenciana.
O engenheiro começou a penetrá-la com intensidade crescente, fitando os olhos da amante. Seus rostros se uniram e eles começaram a se beijar apaixonadamente. Claudia envolveu seu pescoço com os braços e fechou os olhos. Sua buceta estava ardendo pelas penetrações intensas anteriores, mas não demorou muito para ela voltar a sentir prazer. Logo percebeu como Ignacio começou a acelerar o ritmo freneticamente, fazendo aquela careta lasciva que sempre fazia antes de gozar. No entanto, diferente de outras vezes, o engenheiro não retirou seu pau de dentro dela. A intensidade aumentou, mas o pau não abandonou o buraco confortável e quente que era a buceta de Claudia. Então ela começou a se preocupar e, justo quando pressentiu que os espasmos viriam, empurrou o amante com todas as suas forças.
Ignacio tropeçou e caiu de bunda para trás. Antes mesmo de tocar o chão, ele já havia começado a gozar, deixando um fio de porra no ar que se espalhou pelo chão e, depois, como se fosse uma fonte, o resto da porra saiu em jatos curtos. Claudia rapidamente inspecionou com os dedos o interior de sua buceta e, aparentemente, não viu nenhum vestígio de sêmen.
— Você ia gozar dentro? — questionou ela com um rosto preocupado. A voz dela soou abafada pelo barulho das máquinas de lavar, mas foi ouvida com clareza. — Nós combinamos que faríamos sem preservativo, mas só se você tirasse antes de gozar — lembrou ela. Ignácio fez menção de querer dizer algo, mas as palavras não saíram de sua boca. Cláudia balançou a cabeça, tentando dar uma explicação por ele. — Eu sei que você quer gozar dentro, por isso tinha pensado naquelas pílulas que estão tão na moda agora… Sempre achei que fosse furada, mas algumas no jornal dizem que funciona…
—Eu quero um filho, meu amor —a interrompeu Ignacio, com sua voz grave e segura, erguendo-se acima do barulho das máquinas de lavar.
Claudia ficou paralisada. Era a primeira vez que ele a chamava de "amor", e isso a deixou indefesa por um instante.
— Um filho?
—No Retiro você disse que ia ter.
A valenciana negou imediatamente, cobrindo os seios enquanto fechava a camisa rosa.
— Não, não. Eu te disse que eu teria, sem dúvida, se não fosse casada — ela disse, enfatizando a última palavra —. Não posso machucar minha família desse jeito. Não posso fazer isso com meus filhos, nem com meu marido. O que iriam dizer de mim… não.
—Eu não estou pedindo para você deixar seu marido —disse Ignacio enquanto se levantava—. Pelo contrário. Se eu tiver um filho, quero que ele esteja com uma família como a sua. Com irmãos tão legais quanto Emma e Eric, e com pais como você e Pedro.
—Não te entendo.
—Todos nós podemos partir desse mundo a qualquer momento. E eu não deixei nenhum legado. Tenho trinta e oito anos e ainda não tenho filhos. E se eu não tiver tempo…?
—Mas… eu sou casada.
—Com você eu sei que essa criança estaria segura, protegida e feliz.
Claudia olhou para seu amante sem entender completamente um pedido tão incomum. Mas manteve o olhar fixo nele tempo suficiente para saber que ele falava sério.
— Você quer me engravidar e fazer meu marido acreditar que o filho é dele?
—Sim. Quero que você tenha um filho do meu sangue.
Claudia recuou, mas a parede a impediu de se afastar. Ela tirou o cabelo do rosto e prendeu de novo, deixando-o preso outra vez.
—Ignacio. Isso é uma puta loucura. Eu nem quero ter um filho agora.
— Por que não?
Claudia soltou um gemido sarcástico.
—Que fácil é pra vocês, caralho. Eu já tenho dois filhos quase criados, e me custou o que me custou. Não tenho tempo de passar por tudo isso de novo. Ficar quase inválida por um ano, pra depois voltar a trocar fraldas e não conseguir dormir à noite — respondeu estressada —. Eu perderia meu emprego se engravidasse, tenho certeza.
—Não se preocupe com o dinheiro. Tenho o suficiente para que não lhes falte nada, e poderia dar a você de um jeito que seu marido não soubesse…
Claudia interrompeu o engenheiro com um sibilo tão alto e enérgico que superou o barulho das máquinas de lavar. A proposta a tinha estapeado, e ela não era capaz de digerir e responder com razão ao mesmo tempo. Só conseguia pensar que aquilo era uma loucura.
— Minha resposta é não — ela afirmou com seriedade —. E, sinceramente. Agora que você me propôs isso, acho que se quisermos continuar, vai ter que ser com camisinha. Vou dar uma olhada nessa pílula, mas até eu me informar direito… vai ter que ser assim.
Ignacio pegou suas calças do chão e começou a vesti-las. Seus olhos estavam marejados e ele olhava para Claudia com um ar de temor.
—Eu te entendo. Mas acho melhor, então, que a gente pare de se ver.
A valenciana franziu a testa, genuinamente magoada com aquelas palavras. Por alguns segundos, pareceu estar em choque. Então, encolheu os ombros com uma indiferença forçada, antes de apontar para a janela.
—Você consegue sair por aí? Dá pra descer pelo beiral e cair na escada do prédio. Assim a vizinha não vai nos ver descendo juntos.
O engenheiro assentiu em silêncio, com os olhos fixos no chão. Os dois começaram a se vestir apenas com o barulho das máquinas de lavar ao fundo. Para a Claudia, agora aquele barulho parecia irritante, e ela achava que ia ficar com dor de cabeça. Poucos minutos atrás, ele era confortável, já que abafava sua paixão desenfrenada, mas agora era chato e desagradável.
Ignacio terminou de se vestir e se dirigiu à janela. Olhou para baixo e viu que sair por ali era viável, e não havia ninguém. Virou a cabeça para olhar nos olhos de Claudia, e desenhou um leve sorriso triste. Ela não deixou que seus olhos soltassem uma única lágrima até que ele se foi.
Tendo ficado sozinha, já vestida, ela se dirigiu à porta e a abriu. Diante dela estava Valentina, exatamente como Claudia havia imaginado. A mulher alta tinha os cabelos castanhos presos e vestia um vestido leve com suéter azul. A valenciana não conseguia acreditar que aquela vadia ainda estivesse ali. Mas a encarou com um rosto aterrorizado, ajudada pelas lágrimas que agora escorriam sozinhas pelo vapor de tristeza que a cobria.
—Que vergonha — começou dizendo —. Não sei como todas as máquinas de lavar foram ligadas e não consigo desligá-las.
Valentina olhou primeiro para ela, sem acreditar, e depois espiou dentro da lavanderia. Vendo, de fato, que todas as máquinas estavam ligadas.
—Todas já ficaram durinhas? Sozinhas?
—É, eu tava checando uma coisa que me falaram e… sinto muito mesmo. Agora você vai ter que esperar até elas terminarem.
Valentina suspirou, evitando reprimir sua raiva. Resmungou algo baixinho e arqueou uma sobrancelha.
— Foi por isso que você fechou? Por que tinha vergonha da bagunça? — perguntou a vizinha, para finalmente dar de ombros —. O que está feito, está feito. Volto mais tarde.
—Desculpa —repetiu a valenciana.
Claudia se virou e olhou para a janela aberta. Ficou alguns segundos absorta e finalmente foi para casa.
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