Coração de Ouro - Parte 3

Naquela noite, lá pelas duas da manhã, não aguentei mais. Sem acordar a Betina, fui pro banheiro e fiz a punheta que tava devendo há horas. Pensando no que tinha visto, lembrando de novo e de novo. Imaginando como devia ter sido poder ver com mais luz, com mais detalhe... minha linda Betina, minha mulher gostosa, chupando o pau de outro escondida, enquanto ele curtia aquele rabão divino com a mão, a buceta molhada com os dedos dele...Coração de Ouro - Parte 3Depois de gozar e relaxar um pouco, eu não sabia de onde vinham esses pensamentos. De onde eles saíam, já que eu nunca antes tinha fantasiado com esse tipo de coisa de ser traído ou corno. Nunca. Na verdade, se alguém tivesse sugerido eu pensar nisso, teria sentido nojo ou raiva. Não sei. Algo teria sentido, mas não isso. Não essa tesão absurda que eu tive que aliviar. De onde vinha?

Será que era porque meu casamento com a Betina estava estagnado? Pra mim não parecia. A gente se dava super bem, éramos um casal jovem que tinha acabado de começar. Não tínhamos nem perto do tédio ou da rotina que casais mais antigos poderiam ter. E o sexo um com o outro agradava aos dois. Agradava aos dois mesmo? Pra mim sim, eu tinha certeza absoluta. E pra ela? Eu sabia que sim, ou só acreditava?

Ou será que era porque de repente tinha aparecido na nossa vida outro cara, com quem a gente criou intimidade rápido? Não só isso, um cara decididamente mais masculino que eu. Mais alto, mais forte, mais macho. A Betina teria notado também? Tinha certeza que sim. Se eu, que sou homem, notei, ela com certeza notou semanas antes de mim. Talvez até na primeira vez que viu ele, quem sabe? Será que por isso ela teria se mandado fazer o que fez na caminhonete, pensei?

Deitei de novo do lado da minha mulher, que dormia tranquilamente, alheia a tudo isso na minha cabeça. Eu sabia o que tinha acontecido na caminhonete. Sabia bem. Tão certo que era como um filme que eu estava vendo na minha cabeça. Eles devem ter passado essas horas ali na feira, conversando, se divertindo. A Betina feliz que o Mario tinha ido ajudar ela em vez do marido. O marido era legal, mas esse era um homem novo, que causava sensações novas que talvez ela não soubesse lidar.

E o filho da puta do Mario com certeza viu a oportunidade também. Algo ele deve ter notado ou sentido, talvez viu que a Betina dava uma abertura e se mandou. Tinha certeza de como tudo aconteceu. Ele deve ter estacionado a caminhonete ao chegar, ficaram conversando pra se despedir, Betina deve ter agradecido e esse otário provavelmente começou a chorar, figurativamente. De tão bem que se sentiu compartilhando algumas horas com uma mulher. Algo que não fazia desde que a esposa dele estava viva. De quanto sentiria falta dela, de estar a sós com uma mulher linda... Talvez até de quanto Betina o fazia lembrar dela. Tudo isso.

E a trouxa da minha mulher entrou como um cavalo, porque não existe história triste de alguém que não faça ela cair. Só precisa choramingar um pouco que ela dá tudo. O resto era história e sombras vagas, vistas de uma janela durante um apagão. Meus olhos podem não ter visto tudo direito, mas meu pau sabia bem o que os olhos estavam vendo.

Não sei como consegui dormir.

No dia seguinte, graças a Deus, não tinha nenhum dos Tonelli em casa, como costumava acontecer. Algum tomando café da manhã, vindo buscar alguma coisa ou o que fosse. Éramos Betina e eu, como éramos até pouco tempo atrás, pelo menos por enquanto. Ela claro que não disse nada do que aconteceu. Só me contou como foi bem na feira, quanto vendeu e o quanto Mario a ajudou.

Eu sorri e a parabenizei, principalmente pelo último, mas isso só pensei. Minha mulher estava normal, como sempre, como todos os dias. Tinha chupado o pau de outro cara há poucas horas, escondido, e nem sinal tinha. Nada diferente se via nela. Nem nervosismo, nem vergonha, nem relutância em falar algo. Nada. Tanto tinha mudado a garota religiosa com quem me casei? Tanto tempo tinha passado e tanto ela se acostumou com as coisas do mundo?

Decidi observá-la com cuidado durante o dia. Para ver o que fazia. Mas foi um dia normal. Chato, de tão normal que era. Ela me disse à tarde para sairmos para dar uma volta, nos darmos o prazer de tomar um sorvete com um pouco da grana que ela tinha feito na feira. Sorri para ela e fomos felizes, de mãos dadas, como namoradinhos. Nos divertimos.

Mas no dia seguinte sim, notei que ela estava um pouco... diferente. Não estranha, não. Ainda era A Betina de sempre, mas um pouco diferente. Ela estava muito vidrada no celular. Eu via ela digitando e digitando mais que o normal. Num momento eu disse pra ela como é que tava mandando ver no celular… ela só riu e disse que estavam fazendo muitos pedidos de comida pro dia seguinte. Que era bom isso e ela tinha que atender os clientes.

É, ela tinha razão. Fazendo de bobo, umas duas vezes passei discretamente por trás dela enquanto ela digitava, focada na tarefa, e ela não tinha mentido. Vi alguns nomes de vizinhos e gente do bairro que tinham feito alguns pedidos. Pelo menos quando eu passava e dava uma espiada rápida. Mas mesmo assim, eu a sentia estranha. Tipo grudada no telefone. Na verdade, à tarde ela levou o celular pro banheiro e ficou um tempinho lá. Não muito, mas o suficiente pra eu perceber a ausência dela. Quando ela saiu, não falei nada. Ela saiu normal, continuando com as coisas do dia.

Também achei um pouco estranha a ausência de algum dos Tonelli. Ou de todos. Nem apareceram em casa como costumavam fazer, e acho que não os vi na casa deles nas vezes que olhei. Devem ter saído todos pra fazer alguma coisa, imaginei.

Mas já tinha aprendido a lição naquela noite do apagão. Uma coisa é imaginar coisas, outra bem diferente é saber. Tinha que pensar em alguma forma de investigar o que estava acontecendo, nem que fosse pra satisfazer a necessidade mais básica de saber se de fato estava rolando alguma coisa.

Durante o dia fui matutando. Talvez, pensei, tinha que parar de frescura. Sim, foi chocante aquela noite. Sim, foi inesperado ver aquilo rolar. Tudo bem. Mas também não sei se valia a pena se afogar num copo d'água. Porque talvez fosse só isso mesmo, um copo d'água, não o tsunami de drama que alguns maridos poderiam sentir. Se a Betina naquela noite tava com tesão, e o outro também tava com tesão, pegaram uma química, minha mulher chupou uma rola, saciaram as vontades e pronto. Ficou por isso mesmo. Também não era algo tão grave a ponto de... Começar uma inquisição. Foi inesperado? Sim. Nunca imaginei que Betina pudesse fazer algo assim? Nunca. Mas será que uma punheta era algo TÃO grave? A verdade é que eu não sabia. Para alguns poderia ser, para outros não. Eu simplesmente não sabia. Tinha sentimentos conflitantes.

Agora, se por trás daquele boquete daquela noite tinha algo mais, isso sim eu precisava saber. Porque se a coisa continuasse escalando e continuasse rolando, eu teria que fazer algo para parar. Ou pelo menos, era o que esperavam de mim.

E como eu ia fazer para descobrir? Tinha que esperar pegar eles de novo? Tinha que prestar mais atenção no que Betina fazia e dizia? E o Mário? Tinha que virar vigia de todo mundo e de tudo. Só a ideia já me parecia exaustiva. Algo que eu não queria fazer. Para piorar, em breve eu ia começar a dirigir aquele táxi durante o dia. Caiu como uma luva pela questão do dinheiro, era um trabalho. E também veio na pior hora, já que eu não ia estar tanto em casa.

Não queria ficar paranóico, mas quanto mais eu tentava me forçar a não ficar, mais eu precisava saber se tinha algo rolando pelas minhas costas. Tinha que pensar em algo. Alguma solução. Finalmente encontrei. Talvez não fosse a ideal, tinha certeza que não era, mas alguma coisa já era alguma coisa. Para começar, o mais imediato era descobrir por que caralhos Betina ficou tão vidrada no celular o dia todo. Vamos começar por aí.

Fiquei meia hora pensando até chegar a uma solução. Betina estava na cozinha, como sempre fazendo alguma coisa. Realmente tinham caído tantos pedidos que ela estava bem ocupada. Era o momento perfeito.

Da sala, sem que ela me visse mas me certificando que ouvisse, levei meu celular até a orelha e fingi que estava recebendo uma ligação.

"Alô?... Alô, sim Maria, como vai... sim, diga... eh... não, espere que já passo para ela... o quê? Ah. Ah... ok. Ok, bom já digo então... sim, já digo. Obrigado. Não, obrigado você, Maria... até mais."

Me Fui até a cozinha. Betina estava de costas, vigiando umas coisas que tinha colocado no forno. Vi que ela tinha deixado o celular na bancada e, fazendo-me de bobo, coloquei um pano de prato por cima para tampar bem. “Amor, a Maria da esquina me ligou agora pouco…” “Que Maria? Qual?” “A loira, a senhora mais velha, não a outra, a morena. Ela disse se você pode dar uma passada na casa dela que tem umas peras para te dar.” “Aquela esquecida? Tem peras? Que bom…” “Sim, foi o que ela disse.” “Dá pra fazer uma torta linda com perinhas…”, ela sorriu enquanto olhava suas coisas. “Sim, mas ela disse para ir agora porque tem que sair. Que vá já.” “Ai… Deusssss…”, reclamou, “Tá bom… você olha os pastéis, por favor? Que não queimem. Tira se precisar.” “Ok, vai lá, se apressa…” “Sim, sim, vou…”, me disse e saiu apressando o passo. Deixando o celular esquecido. Quando ouvi a porta fechar, me joguei no celular da Betina. Não tinha muito tempo. Calculei uns cinco minutos, provavelmente menos. O tempo que ela levaria para andar até a outra esquina, tocar a campainha, perceber que ninguém tinha nenhuma puta de pera para ela e voltar, confusa. Abri rapidamente o WhatsApp dela e entre todas as mensagens dos vizinhos, encontrei o contato do Mario. Sim, eles tinham se falado recentemente. Estava bem no topo dos contatos. Seria durante o dia? Ou quando ela foi ao banheiro aquela hora? Pensaria depois, me disse, mas ao abrir aquele chat realmente não precisei pensar em nada.
esposa


Desculpe nao posso ajudar com


paraguaia


cuck


bissexualFoi até onde deu. Tava tirando foto do chat com o celular pra guardar, quando cheguei nesse ponto e ouvi a chave na porta. Desliguei tudo correndo e deixei o celular da Betina debaixo do pano de prato, sentando na mesa da cozinha. Com a cabeça girando.

"Ai, meu Deus, essa mulher... tá cada vez pior!", Betina entrou na cozinha reclamando, indo ver os pastéis no forno.
"O que ela te disse?"
"Nada me disse, amor. Toquei a campainha umas cinco vezes, viu, e não abriu a porta, tá maluca? Cada vez mais doida e mais perdida, coitada...", ela me falou.
"Ah... não me fode."
"Tá foda."
"Bom, depois eu vou e toco lá, não se preocupa... será que tava no banheiro justo?", perguntei.
"Sei lá... se vai pro banheiro, pra que me chama?", ela se perguntou e continuou preparando os pratos.
"Bom, depois eu vou, não se preocupa."

Pra disfarçar, depois saí, fui na quitanda da outra quadra e comprei umas peras, deixando pra Betina ali na bancada, com um beijinho de trás na bochecha enquanto ela cozinhava. Disse que a senhora, sim, teve que ir no banheiro na hora.

Fui fazer minhas coisas também, mas também pra pensar. Pensar bastante.

Era mais que óbvio que a Betina ficava muito excitada por se sentir desejada sexualmente por outro cara. Já conhecia bem o tom que parecia escorrer das coisas que ela dizia no chat. Até parecia ouvir na vozinha dela, na minha cabeça. E o Mario naturalmente aproveitava. Além de estar se metendo com a mulher dos outros, tirando isso, não podia culpá-lo como homem. Se você pede e te dão, vai continuar pedindo pra ver o que mais te dão. E se ainda por cima era uma gostosa como a Betina, pior ainda. Era lógico e natural. Quem devia ter parado tudo de verdade era ela e não fez. Não só não fez, como deu mais pro Mario do que ele provavelmente esperava receber.

Pelo menos fiquei um pouco tranquilo de que sexo, pelo menos até agora, não tinham tido. Mas também sabia que se a coisa continuasse escalando assim era questão de tempo. Se eu não interviesse de alguma forma, era inevitável. Entre esses chats que roubei e a brincadeira na caminhonete na outra noite, entre esses dois já havia muita tensão sexual. Me surpreendia com a Betina que tivesse se deixado enganar tão fácil pelo marido assim, mas com o Mário não. Um cara desses quando vê uma brecha, entra. Pouco podia culpá-lo, me colocando no lugar dele e tendo acesso a uma mulher… bah, uma menina em comparação com a idade dele, como a Betina. Que dava abertura e aparentemente dizia sim pra tudo.

Como ia resolver tudo isso… isso já era muito mais complicado.

Uma opção era diretamente sentar a Betina e contar. Que vi o que aconteceu na caminhonete. Talvez não confessar que espionei o celular dela, isso não, mas o da caminhonete sim. Dizer que estava muito triste com o que a vi fazer (mentira), que estava muito magoado e que se ela quisesse seguir em frente comigo, que cortasse. Que não continuasse com nada. Que isso, tristemente, dava pra perdoar, mas se fizesse qualquer outra coisa não.

Ela ia entender, com certeza. Eu não era de usar a religião dela e o quão ingênua a Betina podia ser com algumas coisas pra tirar vantagem. Nunca fiz, sempre me pareceu um pouco baixo. Mas sabia que se eu sugerisse algo por esse lado, insinuando que ela não se comportou como uma esposa fiel como marcam as escrituras e tudo mais, ia penetrar fundo e logo ela mudaria o comportamento. O que não sabia era como ficaria nossa relação depois disso. Talvez isso desembocasse na nossa primeira grande briga, nossa primeira grande discussão de casados e se isso tinha que acontecer, bom, que acontecesse. Mas preferia evitar.

Nem fudendo, mas nem fudendo, pensava em contar ou insinuar o quanto me excitou ver ela fazendo o que fez. Isso era só pra mim e nem eu mesmo conseguia entender. Eram sensações de tesão muito, muito fortes, que quase não conseguia me controlar. Muito menos entender.

A outra opção, claro, era o diabinho sentado no meu ombro esquerdo. Não fazer nada. Deixar que, se a Betina quisesse escalar a situação com meu vizinho, que escalasse. Alimentar ainda mais minha tesão e meu fetiche dessa maneira. Com algo tão pesado. E que acontecesse o que tivesse que acontecer. Fosse o que fosse, mesmo que sexualmente, eu ia curtir.

Me sentia como o viciado que, com a seringa na mão trêmula, debatia de novo e de novo se ia se picar e mandar aquela dose enorme que sabia que ia fuder com ele. Realmente não sabia o que fazer. Para piorar, em alguns dias eu já ia começar a trabalhar de táxi. Por sorte ia ser de dia. Não ia ficar rodando por aí de noite, com o perigoso que podia ser. Mas isso significava que eu não ia estar presente. E isso já estava me matando por dentro.

Quando comecei com o táxi, decidi focar nisso. No trabalho, prestando atenção nisso e não no que poderia ou não estar acontecendo em casa. Enquanto levava algum passageiro era fácil. A gente começava a conversar e minha mente ficava ali. Mas quando não levava ninguém, quando ficava rodando procurando alguém, minha mente inevitavelmente relaxava e infalivelmente voava pra casa. Pensando no que estaria acontecendo. No que estariam se falando, já. Ou no que estariam fazendo, diretamente.

Para me acalmar um pouco, de hora em hora eu mandava uma mensagem pra Betina. Para dizer por onde andava, perguntar o que ela fazia, tudo isso. E ela sempre respondia bem, na hora, nunca demorava. Eu imaginava ela em casa, descansando um pouco na sala ou preparando as comidas na cozinha. Me acalmava. Também para fazer de bobo, eu mandava, mas muito menos seguido, alguma mensagem pro Mário. Perguntando qualquer coisa. Ele também respondia bem rápido.

Parecia que não acontecia nada. Nada que eu pudesse ver ou notar, pelo menos. E quando eu voltava pra casa lá pelas cinco da tarde, estava tudo normal. Nunca peguei a... ninguém fazendo nada comprometedor. Até alguns dias depois, encontrei os caras do Mario em casa, tomando um café com leite e comendo pão de queijo que a Betina, tão amorosamente, oferecia. E depois disso, já à noite, minha relação com a Betina estava normal. Tão normal como sempre. Se o Mario tinha dito algo pra ela, ou se já tinham feito alguma coisa, não dava pra perceber nada.

Talvez fossem todas ideias minhas. Das minhas inseguranças, da minha paranoia. Talvez tudo tivesse ficado só naquela chupada na caminhonete naquela noite, naquelas fotos que ela tinha mandado pro Mario. Talvez até ela mesma tivesse se tocado e dado um basta sozinha. Devolvendo as coisas à normalidade por conta própria. Eu duvidava, mas tudo era possível. De qualquer jeito, eu precisava ter certeza. O celular dela eu já não podia mais fuçar. Bom, poderia, sim. Se quisesse, algum jeito eu daria, mas não queria. Não queria me guiar pelo que veria ou leria num chat de celular. Se tivesse alguma coisa, eu precisava ver com meus próprios olhos, como naquela noite em que a luz tinha caído.

Por sorte, ou por azar, só alguns dias depois eu consegui. E consegui de um jeito tão óbvio, tão na cara, que todas as minhas dúvidas sobre o que realmente estava acontecendo sumiram completamente.

Aquele dia aconteceu, por acaso, de eu levar um passageiro pra um destino que ficava perto de casa. Uns trinta quarteirões, mais ou menos. Eram só três da tarde. Quando deixei o cara e vi onde eu estava, a lâmpada acendeu na minha cabeça. Podia dar uma parada, ir pra casa mais cedo naquele horário e ver se tinha alguma coisa rolando. Se não tivesse nada, voltava pro trabalho até terminar meu horário. E se tivesse algo acontecendo… bom, aí eu veria o que fazer dependendo do que encontrasse.

Estacionei o táxi na esquina de casa pra ninguém ver e, andando atento, fui em direção à minha casa. Chegando lá, vi que não tinha ninguém dando sopa por perto. Os moleques do Tonelli não sei onde estariam, provavelmente enfiados na casa deles. Em vez de entrar em casa, eu O que eu fiz foi me esgueirar, sorrateiramente e com muito cuidado, pela graminha que cercava a casa. Espiando discretamente por cada uma das janelas que ia passando, pra ver o que conseguia enxergar de fora. Os corredores e a sala estavam vazios. O quartinho extra que a gente tinha, também. Quase chegando no pequeno jardim que tínhamos no fundo, chegou ao meu nariz o cheiro gostoso que sempre saía da nossa cozinha. Betina estaria cozinhando algum pedido delicioso. Imaginei que ela estaria na cozinha, então, com extremo cuidado, estiquei a cabeça pra fora da janela pra vê-la. Não queria que ela me visse justo naquela hora.

O que encontrei na cozinha me deixou gelado. Não só gelado, simplesmente incapaz de parar de olhar.

Vi tudo de lado pela janela, a apenas alguns metros de distância. Betina estava agarrada com as duas mãos na borda da bancada da cozinha. Tinha as costas curvadas e dobradas, empinando bem aquele rabo lindo. A legging justa que marcava tão bem ela estava puxada pra baixo, esticada pelos tornozelos. Em cima, ainda estava com seu vestidinho.

Atrás dela estava o Mário, também de camiseta, mas com a calça abaixada. Ele estava comendo ela por trás, mas de uma forma tão linda, tão maravilhosa. A cara de êxtase da Betina era incrível. Sua boca aberta, ofegante, buscando ar no meio do prazer. Seu cabelo longo caía em parte pelas costas, outra parte cobrindo um pouco seu rosto. Mário a segurava firme com seus braços grossos. Ele tinha colocado um braço em volta do abdômen da minha mulher, enquanto com o outro envolvia seu pescoço e ombros, apertando-a ali também. Os quadris dos dois se moviam juntos. Não parecia que ele estava dando socadas longas e fortes, não. Parecia que já estava todo enfiado dentro da minha esposa, só dando pequenas empurradinhas suaves e bem profundas, fazendo com que o rabo divino da Betina se esmagasse tão lindamente contra o corpo masculino dele.

Que lindo, que divino eles estavam... comendo um ao outro. Meu pau deu uma puxada dolorida, tive que tirá-lo para fora e começar a aliviar com a mão enquanto os observava, atordoado pelo que via.

Eu não os ouvia, é claro, do outro lado do vidro. Mas não parecia que estivessem conversando. Mario tinha o rosto ao lado do da minha esposa, descansando o queixo no ombro dela, os lábios perto de seu ouvido, mas não via nenhum dos dois falar ou se dizer coisas. Apenas se comiam, forte e lindo, ofegando seu prazer um para o outro. Por sorte não me viam, tão absortos que pareciam estar, queria ficar a vida toda vendo aquilo.

Depois de alguns momentos assim, com Mario continuando a meter forte nos quadris da minha esposa por trás, aí sim a ouvi. Baixinho, o som abafado pelo vidro que tínhamos entre nós, mas ouvi lindo o doce som que Betina fazia ao alcançar seu orgasmo, que eu tão bem conhecia e agora outro homem estava dando a ela. Mas não parecia parar, se deter. Ela gozava e gozava sublime, lindo. Vi que uma de suas belas coxas começou a tremer e quase ao mesmo tempo como que seus joelhos cederam, se dobraram de tão doce exaustão.

Mas Mario a segurou imediatamente e com facilidade em seus braços fortes. O corpinho magro de Betina não seria nenhum problema para ele. Vi que seus lábios disseram algo ao ouvido dela enquanto continuava a penetrá-la em seu ritmo. Betina virou o rosto o máximo que pôde para encará-lo e tentaram se beijar. Como não conseguiam, os dois deslizaram suas línguas para fora de suas bocas e se deram assim, como dois bichinhos, suas línguas lambendo e relambendo uma à outra no ar entre suas bocas.

Alguns momentos depois o ouvi, também abafado e suavizado pelo vidro, jogando a cabeça para trás e fechando os olhos. Deixou escapar um longo e trêmido rugido de prazer. Sem soltar Betina, segurando-a firme, protestou seu orgasmo longo e seus quadris davam empurrõezinhos curtos, breves e... profundos. Betina deixou a cabeça cair um pouco, o cabelo longo escondendo seu rosto, enquanto recebia tudo o que aquele macho dava. As costas macias e curvadas da minha esposa, sustentando o corpo mais robusto de Mário que a agarrava como um carrapato enquanto seus quadris queriam penetrar seu corpo a cada empurradinha.

Ficaram ali, assim, alguns segundos enquanto se recuperavam. Não os vi, muito menos ouvi, dizerem nada. Foi quando Mário se desgrudou um pouco, saindo lentamente de Betina, que me impressionou o verdadeiro pauzão que o cara carregava. Era reto, duro, grosso e venoso. Inclusive naquele momento, depois de ter esvaziado dentro da minha esposa, ainda parecia estar bem duro e sua cabeça roxa e inchada tinha um filete de porra fina pendurado. Se ele tinha enfiado tudo aquilo na Betina, se aquele pedaço de pica tinha entrado (e tudo que vi indicava que sim, ele tinha dado, e bem dado), isso explicava o orgasmo terrível que minha esposa teve. Deve ter se sentido penetrada tão forte e tão fundo. Cada pirocada deve ter tirado o ar do seu corpinho magro.

Meus olhos foram para Betina, que continuava inclinada com a bunda para fora, segurando-se agarrada à bancada da cozinha. Vi ela arquear a cintura um pouco mais, apenas, só dobrando os joelhos. Dos lábios úmidos e separados de sua buceta tão ricamente usada, vi sair um jorro do sêmen do Mário. Branco, grosso e brilhante. Saíram duas cusparadas de porra de seu interior, caindo suavemente no chão e formando uma poça entre suas pernas. E ainda parecia escorrer um pouco mais. Quanto esse homem gozou nela?

Vi que Betina tentou se esticar para pegar uma toalha de papel para se limpar, sem se atrever a mexer os quadris. Mário a alcançou, gentil, e ela levou várias entre as pernas, limpando-se e secando-se assim. E dessa maneira, como quem não queria nada, como se aquilo não tivesse acabado de acontecer, Mário subiu as calças. Betina fez o mesmo com sua bombacha e sua calça justa, puxando pra cima de novo e deixando a bunda bem marcada ao cobri-la. Mario sentou à mesa e eu vi ele jogar a cabeça um pouco pra trás, respirando fundo e suspirando satisfeito. Eles disseram algo que eu não ouvi, os dois se olharam e riram de onde estavam.

Betina só lavou as mãos e pareceu continuar cozinhando, enquanto Mario se serviu uma xícara de café ali sentado à mesa.

Foi aí que decidi ir embora. Lentamente recuei, mesmo que fosse um pouco, e limpei minha própria sujeira de porra que tinha na mão. Meu pau ainda estava pra fora, já mole, e minha mão toda melada com minha própria goza. Eu tinha me masturbado com tudo que vi quase automaticamente, sem perceber. Me limpei como pude e lentamente voltei andando pro táxi.

Fiquei sentado lá no táxi. Liguei o rádio nem sei pra quê. Mal escutava. Mal ouvia ou entendia o que o locutor dizia. Minha cabeça estava presa, como num loop, uma e outra vez revivendo como Mario comeu minha mulher, ali a três metros de mim, e a quantidade de porra que ele tinha deixado dentro da minha doce esposa.

Não conseguia tirar da mente essas duas imagens. A buceta linda da Betina, cheia e vazando a porra de outro homem, junto com a cara de êxtase maravilhoso que vi nela ao se sentir tão cheia de outro macho.

7 comentários - Coração de Ouro - Parte 3

Está muy bueno este relato, y por como va encaminado al loco lo van a dejar como la guayabera por fuera y pasado de moda como decimos en Venezuela.
Tiene pinta que hasta los hijos del otro loco se la van a comer, mientras el maneja el taxi.
Bizcko
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Ay, pero no lo diga tan brusco.
hermoso relato , que suerte tiene , de gozar de semejantes CUERNOS ¡¡¡¡
La llenaron lindo a la paraguayita !!!
De tan abierta que la dejaron no va a sentirlo màs al cornudo