Gêmeas Zara e Kira - parte 1

Era uma tarde cinzenta de inverno quando Zara desceu do ônibus. O vento gelado a fez ajustar a roupa: esticou a saia preta curta que tinha subido pela coxa, arrumou a gola da camisa branca e fechou o zíper do casaco até o pescoço, mesmo ainda transpirando de calor e desejo pelo que tinha acontecido no busão. Atravessou a rua sem perder tempo, cumprimentando com um sorriso os vizinhos que, como de costume, a confundiam com a irmã gêmea:
—Oi, Kira!
Ela respondeu com um sorriso leve, sem parar para corrigi-los. Não tinha paciência para explicações; a única coisa que queria era falar com a irmã. Algo tinha acontecido naquela viagem, algo que a deixava ardendo por dentro.
Apertou a campainha do apartamento, mas não teve resposta. Pegou a cópia da chave que a irmã tinha dado e entrou. Mal fechou a porta, ouviu o som da água correndo no banheiro. A porta entreaberta deixava escapar vapor, e entre as frestas do batente, o corpo nu de Kira se deixava ver sob a névoa.
Zara ficou parada. Não a via pelada assim desde crianças, mas agora, talvez pelo calor que subia das entranhas depois do que tinha acontecido no ônibus, a cena pareceu hipnótica. Sensual.
Kira se deslizava pela água morna, completamente entregue. Passava uma esponja pelas pernas, devagar, como se acariciasse pensamentos escondidos. Depois subia pela barriga, pelos peitos, pelo pescoço. Tinha os olhos fechados, os fones de ouvido, e uma expressão tão íntima que Zara sentiu que não devia olhar... mas não conseguia parar.
Uma pontada atravessou a barriga dela. Mordeu o lábio, prendeu a respiração. A mão apoiou na coxa, as unhas cravaram de leve na pele. Um impulso quase involuntário quis levá-la mais longe... até que uma voz interna a parou de repente:
É a sua irmã! Como você pode olhar pra ela desse jeito?
Além disso, você gosta de homens... né?


Gêmeas Zara e Kira - parte 1Nesse exato momento, um celular vibrou em cima da mesa da cozinha. O zumbido fez cócegas na imaginação dela.
—Vibrador… —sussurrou, rindo sozinha—. Não posso estar tão tarada… que puta!

Ela se aproximou e viu que era o telefone da Kira. Tinha recebido várias chamadas ou mensagens. Por brincadeira — ou por desejo disfarçado de brincadeira — pegou o celular com a ideia de apoiá-lo no corpo, só pra sentir aquela vibração que tanto gostava.

Mas o telefone parou de vibrar, e a tela destravou. O reconhecimento facial não percebeu que era a Zara e liberou sem problemas. Ela hesitou por um segundo. Mas a curiosidade falou mais alto.

Abriu as notificações do WhatsApp e a primeira coisa que viu foi uma sequência de fotos explícitas: um pau ereto, fotografado de todos os ângulos, acompanhado de mensagens tão diretas que ela nem conseguiu ler direito. Não precisava. As imagens acenderam uma faísca que ligou direto com o que ela tinha sentido no ônibus. O corpo dela ardia.

Naquele mesmo instante, como se algo invisível as conectasse, Kira — ainda na banheira — sentiu uma onda de desejo percorrer a pele. Sem motivo aparente, voltou a se tocar como tinha feito poucos minutos antes, se deixando levar por aquela corrente intensa que vinha da água, da mente, do corpo dela.

Como se estivessem ligadas por um espelho invisível, as duas começaram a se mover. Uma na cozinha, outra no banheiro. Zara, sem pensar, se esfregou na cadeira; largou o celular na mesa e fechou os olhos. A mão dela subiu até os peitos. Ao mesmo tempo, Kira fazia a mesma coisa, perdida na própria fantasia.

As duas desciam pelas barrigas com carícias lentas, quase idênticas. Zara percorreu as coxas, tremendo. Kira, com os dedos molhados, se acariciava como se adivinhasse cada gesto da irmã. Não se falavam, não se viam, mas era como se uma soubesse exatamente o que a outra estava fazendo.

A respiração delas acelerava. Os movimentos eram um reflexo perfeito: suaves, íntimos, cheios de desejo reprimido. Como dois corpos pulsando no mesmo ritmo. Como se o fogo que as consumia viesse de uma mesma origem, de uma mesma memória, de um laço que ia além da lógica.

Entre o vapor do banho, Kira estava deitada na banheira, a água morna acariciando sua pele como um amante paciente. Seus dedos, escorregadios e exploradores, começaram a traçar círculos lentos ao redor dos mamilos, endurecidos pelo desejo. A cada carícia, sua respiração ficava mais profunda, mais intensa. Suas pernas se abriram levemente, convidando à exploração. A mão direita desceu pelo ventre liso, parando na borda do clitóris, brincalhona, tentadora. Com movimentos suaves e precisos, começou a esfregar, aumentando a pressão aos poucos, como se conhecesse cada curva e cada cantinho do próprio corpo.

Na cozinha, Zara, de olhos fechados, se deixou levar pela mesma corrente de desejo. A mão esquerda subiu até o peito, amoldando a mama, o polegar roçando o mamilo ereto. Com a outra mão, deslizou pela barriga, parando na borda da calcinha. Num movimento fluido, se livrou da barreira de tecido, deixando a buceta exposta e pulsante. Seus dedos, molhados e ansiosos, começaram a explorar, traçando círculos lentos e provocadores ao redor do clitóris, imitando os movimentos da irmã.

Ambas gemiam baixinho, seus corpos respondendo no mesmo ritmo, como se estivessem ligadas por um fio invisível. Kira, na banheira, enfiou dois dedos lá dentro, movendo-os num vai e vem lento e profundo. Zara, na cozinha, fez o mesmo, os dedos se curvando dentro dela, acariciando cada cantinho sensível. Suas respirações se sincronizaram, cada ofegante um eco do outro, cada gemido uma sinfonia de desejo compartilhado.

As mãos de ambas subiram para os peitos, apertando e amassando, os polegares roçando os mamilos com uma pressão perfeita. Seus quadris se moviam em uníssono, buscando mais atrito, mais profundidade. A água da banheira salpicava suavemente, acompanhando o ritmo dos seus movimentos. Na cozinha, Zara deslizou mais para baixo na cadeira, abrindo mais as pernas, convidando para uma exploração mais profunda.

Com cada carícia, cada gemido, cada movimento, Kira e Zara se aproximavam mais do clímax, seus corpos pulsando em perfeita sincronia. E então, num movimento simultâneo, um dedo de cada uma deslizou até a entrada do seu cu. Com as pontas dos dedos, percorreram suavemente o contorno, pressionando com uma delicadeza que beirava o insuportável. A pressão aumentou, e quase entraram, provocando um gemido mais profundo, mais primitivo. Sem parar de se masturbar, continuaram explorando, seus corpos tremendo de antecipação.

Finalmente, com um grito de prazer, ambas alcançaram o êxtase, seus corpos se contorcendo num êxtase compartilhado, apesar da distância que as separava. O orgasmo as percorreu como uma onda, se intensificando a cada movimento, até que, com um último gemido e um squirt explosivo, um jato líquido jorrou do seu centro com força, salpicando o chão da cozinha, molhando a madeira e suas pernas, como uma confissão incontrolável de prazer. Foi uma explosão silenciosa e selvagem, um deslize de pureza animal envolto em desejo puro.

"Porra, que delícia", pensou Zara, enquanto seu corpo tremia de êxtase, o prazer percorrendo-a em ondas que pareciam não ter fim. Kira, no seu estado de êxtase, se deixou levar pela sensação, seus gemidos ecoando no pequeno espaço do banheiro, se misturando com o som da água e o eco da sua própria respiração ofegante. Que masturbação gostosa! pensou... que horas são? Que estranho minha irmã ainda não chegou... (continua)


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