Depois de um começo marcado por mistério e controle, ela começa a se entregar sem nem ter sido tocada.
Nesses capítulos, seu desejo fica mais agudo, mais profundo… mais mental.
A voz dele começa a habitar nela, a dominá-la à distância, guiando cada gemido, cada vibração, cada fantasia.
E o que no início parecia um jogo, se transforma numa rendição inevitável.
💥 Se você busca erotismo psicológico, sensualidade detalhada e uma conexão que se constrói com palavras, sem necessidade de contato físico…
te convido a continuar lendo.Sem Me Tocarnão é uma história de sexo. É uma história de poder, submissão e desejo contido. E estamos apenas começando.Capítulo 3 – Pensar em você foi me render
A partir daquela noite, meu corpo parecia outro.
Não era só a lembrança do orgasmo, nem a potência do brinquedo. Era ele.
A imagem dele se infiltrava nos meus pensamentos sem pedir licença. Antes, minha rotina era previsível: o café da manhã, o trabalho em frente ao computador, os banhos demorados pra tentar tirar o cansaço. Tudo era certo, organizado, quase automático. Agora, cada uma dessas ações se tingia com a sombra dele. Bastava pensar na voz dele, no jeito que ele pausava as frases, no espaço que deixava pra eu completar com fantasia, que meu pulso acelerava. Já não dava mais pra evitar: ele tinha reconfigurado meus hábitos sem nem me tocar.
Minha pele sentia falta dele sem nunca tê-lo conhecido. Uma contradição que me fazia sorrir sozinha. Não era amor. Era necessidade. Era uma fome diferente, que não se acalmava com palavras nem com carícias imaginadas. Era vício pelo seu controle, pela sua ausência calculada. Por aquele jeito que ele tinha de me dominar sem levantar a voz, só com uma ordem direta, com uma frase medida no momento exato. Pensar nele era me excitar. Lembrar dos seus silêncios era me derreter toda. A figura dele deslizava entre meus pensamentos com uma facilidade que assustava, e, ainda assim, eu me entregava feliz. Eu já era dele mesmo antes de saber.
As mensagens viraram rotina.
—Hoje pensei em você —ela me escreveu uma tarde.
—Em que exatamente? —eu entrei na brincadeira.
—Em como você soaria quando perdesse o controle.
A respiração travou. Uma descarga direta no ventre. Eu sentia o desejo apertando entre minhas pernas, insistentemente. Como se só de ler, ele soubesse exatamente qual tecla tocar.
Naquela noite, não resisti. Não queria fazer. Me entreguei com gosto.
Apaguei a luz, deslizei sob os lençóis e me entreguei a ele na minha cabeça.
Imaginei seus olhos fixos, seu peito colado nas minhas costas, seu hálito na minha nuca.
Não se mexe..." sussurrou em minha mente. Essa frase me quebrava por dentro. Me fazia sentir controlada, desejada, absolutamente exposta.
Só de pensar nessas palavras, meu corpo já ficou molhado sozinho. Desci a mão, roçando com a ponta dos dedos o tecido encharcado da minha calcinha. A umidade era intensa, um reflexo inegável de quanto eu o desejava. Desenhei círculos suaves, lentos, que mal roçavam meu clitóris através do tecido, prolongando a tensão, o jogo. Minha outra mão subiu pelo meu abdômen até meus seios, onde meus mamilos já estavam eretos, tensos, implorando por atenção. Apertei-os entre meus dedos, comprimindo suavemente primeiro, depois com mais firmeza, provocando ondas de prazer que se misturavam com o calor entre minhas pernas. Arqueei-me levemente, buscando mais contato, mais atrito, sentindo-me completamente entregue ao desejo que ele acendia em mim mesmo à distância.
Na minha mente, as mãos dele substituíam as minhas, firmes, me guiando. Sua boca descendo devagar pelo meu pescoço, saboreando cada centímetro da minha pele. Minhas pernas já se abriam para ele, mesmo que ele não estivesse ali.
Liguei o brinquedo. Apoiei bem onde o corpo pedia, com uma ansiedade quase animal. O primeiro contato foi imediato, uma explosão de eletricidade que percorreu da minha pelve até a nuca. Como se um fio invisível ativasse cada fibra do meu ser.
O material macio vibrava com uma intensidade rítmica, e cada pulsação parecia se conectar diretamente com minha mente. Eu estremeci. Era como se não apenas tocasse meu corpo, mas também os pensamentos mais ocultos, mais sujos, mais meus. Cada nova pulsação abria caminhos internos que eu nunca tinha sentido antes. Me arqueiei involuntariamente, o ar escapando dos meus lábios num suspiro entrecortado. Era uma recepção elétrica, sim, mas também uma declaração: "esse corpo já não pertence só a você.
Fechei os olhos. Aumentei a potência.
O gemido escapou sozinho. Minha coluna se arqueou enquanto eu imaginava ele me ordenando:
“Assim... não para...”
Cada vibração consumia minha sanidade, como se arrancasse camadas inteiras de juízo. Segurei o orgasmo por longos segundos, mordendo o lábio, arqueando as costas, apertando as coxas, brincando na beira de um delicioso vertigem. Era um mundo novo, um onde o prazer não era tímido nem passageiro, mas profundo, inegável. Pensava em como antes eu me tocava por hábito, com movimentos breves, apenas uma descarga rápida. Agora, cada segundo era uma cerimônia. Provocá-lo, mesmo sem ele me ver, me completava. O desejo não era só físico: era uma entrega mental, visceral, que não conhecia limites.
Até que eu explodi. O espasmo foi brutal. As pernas tremeram. Mordi o travesseiro para não gritar o nome dele. Mesmo que na minha cabeça, eu o tenha dito muitas vezes.
Fiquei quieta, respirando ofegante, sentindo os tremores ainda, como se cada vibração passada ainda estivesse reverberando nas minhas entranhas. O quarto estava em penumbra, com o leve perfume dos lençóis limpos misturado ao calor da minha pele. Meu peito subia e descia com força, e ainda conseguia sentir o formigamento na ponta dos dedos e em cada músculo que tinha respondido ao prazer. Fiquei assim, sentindo a umidade entre minhas pernas, o suave zumbido do silêncio interrompido apenas pela minha respiração. Era como acordar de um transe, mas sem querer sair dele.
E eu soube: ele não tinha me tocado. Ainda.
Mas já me tinha. Completamente. Irremediavelmente sua.
Capítulo 4 — Voz
Não vi ele a semana toda.
E, no entanto, ele ficou comigo todas as noites.
Tudo começou com uma mensagem inesperada:
Hoje eu não quero que você responda. Quero que escute.
Vinha com um arquivo de áudio.
Não era comprido. Três minutos, talvez um pouco mais. Mas bastaram cinco segundos para que meu corpo o reconhecesse.
A voz dela.
Grave, lenta, com aquela cadência quase hipnótica, como se cada palavra se apoiasse na seguinte com a precisão de quem não fala nada à toa.
Não era o que ele dizia. Era como ele dizia.
Não houve obscenidades. Não eram necessárias.
Só aquele tom, aquela forma de deixar os silêncios abertos, como se estivesse me olhando enquanto falava.
Quero que você se deite. Agora.
Fecha os olhos e deixa as mãos quietinhas por uns segundos.
Sinto sua respiração.
Eu quero que você sinta também.
Quero que você respire fundo, uma, duas vezes... e que cada exhalação te aproxime mais de mim.
Não abra os olhos. Não pense. Apenas siga o ritmo.
Seu corpo já sabe o que vem, mesmo que você ainda não tenha dito em voz alta.
Meu peito subia e descia rapidamente. Me surpreendi obedecendo. Sem pensar.
Como se uma parte de mim estivesse esperando por essas instruções desde sempre, agachada, desejando que alguém, algum dia, assumisse o controle com tanta precisão.
O ar parecia diferente, mais denso, carregado de eletricidade. Eu sentia a pele mais sensível, como se cada poro se abrisse para ouvir melhor. O atrito da roupa no meu corpo era uma provocação em si mesma. Uma corrente percorria meu ventre, descendo em espiral, apertando entre as pernas.
Não era só excitação. Era obediência vestida de desejo.
Meu corpo, que até pouco tempo parecia adormecido, agora respondia com uma precisão automática, quase devota.
Não se toque ainda.
Quero que você pense no que é mais difícil de controlar…
Pensa nele na sua mente. Aquela imagem, aquela lembrança, aquela cena que sempre volta quando você fecha os olhos. Aquela que te deixa com fogo mesmo quando você não quer. Mantém ela viva. Não foge. Sente como cresce dentro de você, e como seu corpo reage mesmo sem você se mexer.
Suas mãos paradas. Seu desejo despertado.
Sorri. O jogo começou.
E eu já não oferecia mais resistência.
Naquela mesma noite, depois do áudio, chegou a segunda mensagem.
Um número desconocido tocou o interfone.
Um pedido no meu nome.
Na caixa, outro estojo preto.
Dessa vez mais comprido. Mais ousado.
Um vibrador de dupla ponta. Curvado, textura aveludada, feito de silicone na cor vinho profundo. Elegante e silencioso, com um formato ergonômico que parecia antecipar o corpo. Uma extremidade ligeiramente mais fina que a outra, projetada para abraçar tanto o clitóris quanto o ponto G, com uma flexibilidade perfeita que o tornava tão adaptável quanto desafiador.
Ao lado dele, um pequeno controle remoto com botões minimalistas, de design discreto, pouco maior que uma moeda. E um bilhete escrito à mão:
Não precisa que eu te toque para te guiar. Você sabe quem manda.
Engoli em seco.
Minhas pernas já estavam tremendo antes mesmo de abrir o estojo.
Aquela noite, como as anteriores, fui pra cama de fones.
Mas algo era diferente.
A voz dela agora parecia mais perto.
Não acende ainda.
Primeiro, quero que imagine minha boca no seu ouvido…
Assim... bem pertinho.
Fechei os olhos.
O aparelho na minha mão, ainda desligado, já parecia estar funcionando dentro de mim.
Agora coloca no primeiro nível.
Devagar.
Aí.
Quero que você sinta como tudo começa. E não se apresse.
A vibração foi sutil.
Apenas uma carícia por baixo do tecido, mas suficientemente presente para arrepiar cada centímetro da minha pele. Um formigamento elétrico subiu pelas minhas coxas, desarrumando a respiração e despertando uma ansiedade doce que se instalou no meu ventre. A pressão exata, leve mas insistente, era como um sussurro que meu corpo ouvia com atenção, me deixando à beira do tremor. Eu sentia cada pulsação como uma promessa mal contida, como uma presença alheia que marcava o ritmo por dentro, exigindo minha entrega.
Mas com a voz dela, ficava impossível de ignorar.
Enfia bem aí.
Ainda de roupa.
Sente através do tecido.
Não dá ainda.
Aumenta um pouco.
Sim, assim…
Agora não fala. Sei que sua respiração acelerou, posso sentir. Mantém o ritmo. Quero que você se concentre só nisso: em como o tesão faz você tremer por dentro.
Suas cadeiras estão se mexendo, né? Não segura. Deixa seu corpo me responder, mesmo sem palavras.
Minha coluna já estava arqueando.
A calcinha, molhada, colava na pele.
As pernas se apertavam sozinhas.
As mãos, obedientes, seguiam cada palavra como se fossem ordens gravadas na pele.
Agora sim.
Tira tudo.
Mas não enfia. Ainda não.
Quero que você apoie bem na beirada, onde a espera começa a doer.
Sinta ele vibrar na sua pele nua. Essa vibração não é só sua, é minha.
Aperta as coxas, segura ele aí, não deixa ele escapar.
Deixa a ansiedade se meter entre as suas pernas, que o corpo trema de ansiedade.
Faz durar. Deixa a espera doer um pouquinho.
Quero que você pense em mim. Quero que você me sinta.
Que seu desejo grite meu nome sem precisar falar.
O calor subia devagar mas constante, como uma onda que arrastava tudo no caminho.
Mordi meu lábio até sentir a ardência, o leve sabor metálico se misturando com a umidade crescente do meu desejo. Cada batida do coração parecia ecoar na virilha, uma vibração paralela ao brinquedo que ainda não tinha penetrado completamente, mas que já me dominava.
Os mamilos, duros como pedras sob o tecido, exigiam uma atenção que eu mal podia dar, como se cada roçar do ar sobre eles fosse um pedido urgente. O contato com o vibrador estava ficando cada vez mais insuportável, mas não pela dor, e sim pelo desejo acumulado, por aquela doce tirania que a voz dele exercia pelos fones.
Eu me sentia dele. Não pela presença do seu corpo, mas pelo peso das suas instruções, por como ele modulava cada respiração minha, por como sabia quando eu suspirava mais forte, quando apertava as pernas ou tremia levemente. Eu estava completamente entregue à sua voz, àquele jeito exato em que ele me tomava sem me tocar.
E aí, como se soubesse:
Chupa eles. Com força.
Quero que você sinta como elas são minhas.
Hoje, toda essa buceta é minha.
Um gemido escapou de mim sem permissão.
O brinquedo vibrava fundo, como se estivesse sussurrando dentro de mim.
Cada batida era uma promessa.
E a voz dela, a sentença.
Quando você estiver quase chegando... não para.
Não fuja da beirada.
Fica aí, comigo.
Deixa o tremor te percorrer sem pudor, deixa seu corpo gritar o que sua boca ainda cala.
Quero te ouvir entregue, vulnerável e ardente, bem naquele limite onde você já não consegue fingir mais nada.
Goza pra mim. Com tudo. Sem reservas.
E foi como se o universo se contraísse.
O orgasmo me esvaziou por dentro como uma correnteza que arrasava tudo. Me deixou sem ar, com a garganta apertada num suspiro sufocado, o peito subindo e descendo como se eu tivesse corrido quilômetros. Perdi a noção do tempo. Perdi meu nome. Perdi até o controle dos meus músculos, que tremiam um por um como ondas encadeadas.
O quadril se levantou sozinho, buscando mais, se entregando. O grito ficou preso entre os lençóis, mordido, contido, mas vibrando em cada parte de mim.
As pernas tremeram como se fossem alheias, como se finalmente se libertassem de anos de desejos adormecidos. E senti algo novo: um eco que continuava vibrando por dentro, uma sacudida que não parava de todo, como se meu corpo ainda o procurasse, ainda precisasse dele, ainda se sentisse atravessado pela sua voz, pela sua presença invisível.
Fiquei apaixonada.
Aberta.
Desarmada.
E ainda com as palavras dela ecoando no meu ouvido:
Boa garota. Amanhã a gente continua.
Desliguei o aparelho.
O zumbido parou, mas meu corpo ainda vibrava em resposta a tudo que tinha vivido. O calor entre minhas pernas não baixava, o coração não encontrava seu ritmo. Cada parte de mim ainda pulsava com a mesma intensidade de minutos antes.
O fogo… ainda tava lá.
Como brasas escondidas sob a pele, como um eco que se recusa a se apagar. Latente. Persistente.
E o pior — ou o melhor — é que eu não queria que aquilo acabasse.
Porque mesmo que ele não estivesse…
meu corpo já não era mais meu.
Porque mesmo que ele não estivesse…
meu corpo já não era mais meu.----------------------------------------------------------------------------------------Você gostou dessa história?Deixa eu saber nos comentários.
Quero ler você, saber o que te provocou, qual cena ficou marcada na sua pele.
📌Novos capítulos em breve.Isso é só o começo. E ela ainda não sabe tudo o que vai sentir.Você tem coragem de seguir ela?Seu desejo… também pode virar parte da brincadeira.
Nesses capítulos, seu desejo fica mais agudo, mais profundo… mais mental.
A voz dele começa a habitar nela, a dominá-la à distância, guiando cada gemido, cada vibração, cada fantasia.
E o que no início parecia um jogo, se transforma numa rendição inevitável.
💥 Se você busca erotismo psicológico, sensualidade detalhada e uma conexão que se constrói com palavras, sem necessidade de contato físico…
te convido a continuar lendo.Sem Me Tocarnão é uma história de sexo. É uma história de poder, submissão e desejo contido. E estamos apenas começando.Capítulo 3 – Pensar em você foi me render
A partir daquela noite, meu corpo parecia outro.
Não era só a lembrança do orgasmo, nem a potência do brinquedo. Era ele.
A imagem dele se infiltrava nos meus pensamentos sem pedir licença. Antes, minha rotina era previsível: o café da manhã, o trabalho em frente ao computador, os banhos demorados pra tentar tirar o cansaço. Tudo era certo, organizado, quase automático. Agora, cada uma dessas ações se tingia com a sombra dele. Bastava pensar na voz dele, no jeito que ele pausava as frases, no espaço que deixava pra eu completar com fantasia, que meu pulso acelerava. Já não dava mais pra evitar: ele tinha reconfigurado meus hábitos sem nem me tocar.
Minha pele sentia falta dele sem nunca tê-lo conhecido. Uma contradição que me fazia sorrir sozinha. Não era amor. Era necessidade. Era uma fome diferente, que não se acalmava com palavras nem com carícias imaginadas. Era vício pelo seu controle, pela sua ausência calculada. Por aquele jeito que ele tinha de me dominar sem levantar a voz, só com uma ordem direta, com uma frase medida no momento exato. Pensar nele era me excitar. Lembrar dos seus silêncios era me derreter toda. A figura dele deslizava entre meus pensamentos com uma facilidade que assustava, e, ainda assim, eu me entregava feliz. Eu já era dele mesmo antes de saber.
As mensagens viraram rotina.
—Hoje pensei em você —ela me escreveu uma tarde.
—Em que exatamente? —eu entrei na brincadeira.
—Em como você soaria quando perdesse o controle.
A respiração travou. Uma descarga direta no ventre. Eu sentia o desejo apertando entre minhas pernas, insistentemente. Como se só de ler, ele soubesse exatamente qual tecla tocar.
Naquela noite, não resisti. Não queria fazer. Me entreguei com gosto.
Apaguei a luz, deslizei sob os lençóis e me entreguei a ele na minha cabeça.
Imaginei seus olhos fixos, seu peito colado nas minhas costas, seu hálito na minha nuca.
Não se mexe..." sussurrou em minha mente. Essa frase me quebrava por dentro. Me fazia sentir controlada, desejada, absolutamente exposta.
Só de pensar nessas palavras, meu corpo já ficou molhado sozinho. Desci a mão, roçando com a ponta dos dedos o tecido encharcado da minha calcinha. A umidade era intensa, um reflexo inegável de quanto eu o desejava. Desenhei círculos suaves, lentos, que mal roçavam meu clitóris através do tecido, prolongando a tensão, o jogo. Minha outra mão subiu pelo meu abdômen até meus seios, onde meus mamilos já estavam eretos, tensos, implorando por atenção. Apertei-os entre meus dedos, comprimindo suavemente primeiro, depois com mais firmeza, provocando ondas de prazer que se misturavam com o calor entre minhas pernas. Arqueei-me levemente, buscando mais contato, mais atrito, sentindo-me completamente entregue ao desejo que ele acendia em mim mesmo à distância.
Na minha mente, as mãos dele substituíam as minhas, firmes, me guiando. Sua boca descendo devagar pelo meu pescoço, saboreando cada centímetro da minha pele. Minhas pernas já se abriam para ele, mesmo que ele não estivesse ali.
Liguei o brinquedo. Apoiei bem onde o corpo pedia, com uma ansiedade quase animal. O primeiro contato foi imediato, uma explosão de eletricidade que percorreu da minha pelve até a nuca. Como se um fio invisível ativasse cada fibra do meu ser.
O material macio vibrava com uma intensidade rítmica, e cada pulsação parecia se conectar diretamente com minha mente. Eu estremeci. Era como se não apenas tocasse meu corpo, mas também os pensamentos mais ocultos, mais sujos, mais meus. Cada nova pulsação abria caminhos internos que eu nunca tinha sentido antes. Me arqueiei involuntariamente, o ar escapando dos meus lábios num suspiro entrecortado. Era uma recepção elétrica, sim, mas também uma declaração: "esse corpo já não pertence só a você.
Fechei os olhos. Aumentei a potência.
O gemido escapou sozinho. Minha coluna se arqueou enquanto eu imaginava ele me ordenando:
“Assim... não para...”
Cada vibração consumia minha sanidade, como se arrancasse camadas inteiras de juízo. Segurei o orgasmo por longos segundos, mordendo o lábio, arqueando as costas, apertando as coxas, brincando na beira de um delicioso vertigem. Era um mundo novo, um onde o prazer não era tímido nem passageiro, mas profundo, inegável. Pensava em como antes eu me tocava por hábito, com movimentos breves, apenas uma descarga rápida. Agora, cada segundo era uma cerimônia. Provocá-lo, mesmo sem ele me ver, me completava. O desejo não era só físico: era uma entrega mental, visceral, que não conhecia limites.
Até que eu explodi. O espasmo foi brutal. As pernas tremeram. Mordi o travesseiro para não gritar o nome dele. Mesmo que na minha cabeça, eu o tenha dito muitas vezes.
Fiquei quieta, respirando ofegante, sentindo os tremores ainda, como se cada vibração passada ainda estivesse reverberando nas minhas entranhas. O quarto estava em penumbra, com o leve perfume dos lençóis limpos misturado ao calor da minha pele. Meu peito subia e descia com força, e ainda conseguia sentir o formigamento na ponta dos dedos e em cada músculo que tinha respondido ao prazer. Fiquei assim, sentindo a umidade entre minhas pernas, o suave zumbido do silêncio interrompido apenas pela minha respiração. Era como acordar de um transe, mas sem querer sair dele.
E eu soube: ele não tinha me tocado. Ainda.
Mas já me tinha. Completamente. Irremediavelmente sua.
Capítulo 4 — Voz
Não vi ele a semana toda.
E, no entanto, ele ficou comigo todas as noites.
Tudo começou com uma mensagem inesperada:
Hoje eu não quero que você responda. Quero que escute.
Vinha com um arquivo de áudio.
Não era comprido. Três minutos, talvez um pouco mais. Mas bastaram cinco segundos para que meu corpo o reconhecesse.
A voz dela.
Grave, lenta, com aquela cadência quase hipnótica, como se cada palavra se apoiasse na seguinte com a precisão de quem não fala nada à toa.
Não era o que ele dizia. Era como ele dizia.
Não houve obscenidades. Não eram necessárias.
Só aquele tom, aquela forma de deixar os silêncios abertos, como se estivesse me olhando enquanto falava.
Quero que você se deite. Agora.
Fecha os olhos e deixa as mãos quietinhas por uns segundos.
Sinto sua respiração.
Eu quero que você sinta também.
Quero que você respire fundo, uma, duas vezes... e que cada exhalação te aproxime mais de mim.
Não abra os olhos. Não pense. Apenas siga o ritmo.
Seu corpo já sabe o que vem, mesmo que você ainda não tenha dito em voz alta.
Meu peito subia e descia rapidamente. Me surpreendi obedecendo. Sem pensar.
Como se uma parte de mim estivesse esperando por essas instruções desde sempre, agachada, desejando que alguém, algum dia, assumisse o controle com tanta precisão.
O ar parecia diferente, mais denso, carregado de eletricidade. Eu sentia a pele mais sensível, como se cada poro se abrisse para ouvir melhor. O atrito da roupa no meu corpo era uma provocação em si mesma. Uma corrente percorria meu ventre, descendo em espiral, apertando entre as pernas.
Não era só excitação. Era obediência vestida de desejo.
Meu corpo, que até pouco tempo parecia adormecido, agora respondia com uma precisão automática, quase devota.
Não se toque ainda.
Quero que você pense no que é mais difícil de controlar…
Pensa nele na sua mente. Aquela imagem, aquela lembrança, aquela cena que sempre volta quando você fecha os olhos. Aquela que te deixa com fogo mesmo quando você não quer. Mantém ela viva. Não foge. Sente como cresce dentro de você, e como seu corpo reage mesmo sem você se mexer.
Suas mãos paradas. Seu desejo despertado.
Sorri. O jogo começou.
E eu já não oferecia mais resistência.
Naquela mesma noite, depois do áudio, chegou a segunda mensagem.
Um número desconocido tocou o interfone.
Um pedido no meu nome.
Na caixa, outro estojo preto.
Dessa vez mais comprido. Mais ousado.
Um vibrador de dupla ponta. Curvado, textura aveludada, feito de silicone na cor vinho profundo. Elegante e silencioso, com um formato ergonômico que parecia antecipar o corpo. Uma extremidade ligeiramente mais fina que a outra, projetada para abraçar tanto o clitóris quanto o ponto G, com uma flexibilidade perfeita que o tornava tão adaptável quanto desafiador.
Ao lado dele, um pequeno controle remoto com botões minimalistas, de design discreto, pouco maior que uma moeda. E um bilhete escrito à mão:
Não precisa que eu te toque para te guiar. Você sabe quem manda.
Engoli em seco.
Minhas pernas já estavam tremendo antes mesmo de abrir o estojo.
Aquela noite, como as anteriores, fui pra cama de fones.
Mas algo era diferente.
A voz dela agora parecia mais perto.
Não acende ainda.
Primeiro, quero que imagine minha boca no seu ouvido…
Assim... bem pertinho.
Fechei os olhos.
O aparelho na minha mão, ainda desligado, já parecia estar funcionando dentro de mim.
Agora coloca no primeiro nível.
Devagar.
Aí.
Quero que você sinta como tudo começa. E não se apresse.
A vibração foi sutil.
Apenas uma carícia por baixo do tecido, mas suficientemente presente para arrepiar cada centímetro da minha pele. Um formigamento elétrico subiu pelas minhas coxas, desarrumando a respiração e despertando uma ansiedade doce que se instalou no meu ventre. A pressão exata, leve mas insistente, era como um sussurro que meu corpo ouvia com atenção, me deixando à beira do tremor. Eu sentia cada pulsação como uma promessa mal contida, como uma presença alheia que marcava o ritmo por dentro, exigindo minha entrega.
Mas com a voz dela, ficava impossível de ignorar.
Enfia bem aí.
Ainda de roupa.
Sente através do tecido.
Não dá ainda.
Aumenta um pouco.
Sim, assim…
Agora não fala. Sei que sua respiração acelerou, posso sentir. Mantém o ritmo. Quero que você se concentre só nisso: em como o tesão faz você tremer por dentro.
Suas cadeiras estão se mexendo, né? Não segura. Deixa seu corpo me responder, mesmo sem palavras.
Minha coluna já estava arqueando.
A calcinha, molhada, colava na pele.
As pernas se apertavam sozinhas.
As mãos, obedientes, seguiam cada palavra como se fossem ordens gravadas na pele.
Agora sim.
Tira tudo.
Mas não enfia. Ainda não.
Quero que você apoie bem na beirada, onde a espera começa a doer.
Sinta ele vibrar na sua pele nua. Essa vibração não é só sua, é minha.
Aperta as coxas, segura ele aí, não deixa ele escapar.
Deixa a ansiedade se meter entre as suas pernas, que o corpo trema de ansiedade.
Faz durar. Deixa a espera doer um pouquinho.
Quero que você pense em mim. Quero que você me sinta.
Que seu desejo grite meu nome sem precisar falar.
O calor subia devagar mas constante, como uma onda que arrastava tudo no caminho.
Mordi meu lábio até sentir a ardência, o leve sabor metálico se misturando com a umidade crescente do meu desejo. Cada batida do coração parecia ecoar na virilha, uma vibração paralela ao brinquedo que ainda não tinha penetrado completamente, mas que já me dominava.
Os mamilos, duros como pedras sob o tecido, exigiam uma atenção que eu mal podia dar, como se cada roçar do ar sobre eles fosse um pedido urgente. O contato com o vibrador estava ficando cada vez mais insuportável, mas não pela dor, e sim pelo desejo acumulado, por aquela doce tirania que a voz dele exercia pelos fones.
Eu me sentia dele. Não pela presença do seu corpo, mas pelo peso das suas instruções, por como ele modulava cada respiração minha, por como sabia quando eu suspirava mais forte, quando apertava as pernas ou tremia levemente. Eu estava completamente entregue à sua voz, àquele jeito exato em que ele me tomava sem me tocar.
E aí, como se soubesse:
Chupa eles. Com força.
Quero que você sinta como elas são minhas.
Hoje, toda essa buceta é minha.
Um gemido escapou de mim sem permissão.
O brinquedo vibrava fundo, como se estivesse sussurrando dentro de mim.
Cada batida era uma promessa.
E a voz dela, a sentença.
Quando você estiver quase chegando... não para.
Não fuja da beirada.
Fica aí, comigo.
Deixa o tremor te percorrer sem pudor, deixa seu corpo gritar o que sua boca ainda cala.
Quero te ouvir entregue, vulnerável e ardente, bem naquele limite onde você já não consegue fingir mais nada.
Goza pra mim. Com tudo. Sem reservas.
E foi como se o universo se contraísse.
O orgasmo me esvaziou por dentro como uma correnteza que arrasava tudo. Me deixou sem ar, com a garganta apertada num suspiro sufocado, o peito subindo e descendo como se eu tivesse corrido quilômetros. Perdi a noção do tempo. Perdi meu nome. Perdi até o controle dos meus músculos, que tremiam um por um como ondas encadeadas.
O quadril se levantou sozinho, buscando mais, se entregando. O grito ficou preso entre os lençóis, mordido, contido, mas vibrando em cada parte de mim.
As pernas tremeram como se fossem alheias, como se finalmente se libertassem de anos de desejos adormecidos. E senti algo novo: um eco que continuava vibrando por dentro, uma sacudida que não parava de todo, como se meu corpo ainda o procurasse, ainda precisasse dele, ainda se sentisse atravessado pela sua voz, pela sua presença invisível.
Fiquei apaixonada.
Aberta.
Desarmada.
E ainda com as palavras dela ecoando no meu ouvido:
Boa garota. Amanhã a gente continua.
Desliguei o aparelho.
O zumbido parou, mas meu corpo ainda vibrava em resposta a tudo que tinha vivido. O calor entre minhas pernas não baixava, o coração não encontrava seu ritmo. Cada parte de mim ainda pulsava com a mesma intensidade de minutos antes.
O fogo… ainda tava lá.
Como brasas escondidas sob a pele, como um eco que se recusa a se apagar. Latente. Persistente.
E o pior — ou o melhor — é que eu não queria que aquilo acabasse.
Porque mesmo que ele não estivesse…
meu corpo já não era mais meu.
Porque mesmo que ele não estivesse…
meu corpo já não era mais meu.----------------------------------------------------------------------------------------Você gostou dessa história?Deixa eu saber nos comentários.
Quero ler você, saber o que te provocou, qual cena ficou marcada na sua pele.
📌Novos capítulos em breve.Isso é só o começo. E ela ainda não sabe tudo o que vai sentir.Você tem coragem de seguir ela?Seu desejo… também pode virar parte da brincadeira.
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