O vapor flutuava sobre a água como um lençol preguiçoso. As termas, no alto da serra, pareciam um refĂşgio de outro mundo. Aquele grupo de famĂlias — amigos de longa data, com seus filhos já adolescentes ou jovens — tinha se instalado nas cabanas de madeira prĂłximas, fugindo do calor do vale e buscando um descanso merecido.
Clara tinha 19 anos e estava mais gostosa do que nunca. O corpo recém-florescido tinha curvas que ela mal conseguia esconder, e um fogo interno que ninguém suspeitava. Filha única, rebelde em segredo, se entediava com os caras da idade dela. Na noite anterior, tinha dado em cima de um dos filhos dos amigos do pai, mas a atenção dela se desviou completamente na manhã seguinte.
Ela desceu cedo, enquanto os outros ainda dormiam, enrolada numa toalha curta e com um biquĂni minĂşsculo por baixo. Queria nadar sozinha nas águas fumegantes, curtir o silĂŞncio. Mas ao se aproximar da piscina natural, viu ele.
Alejandro.
O melhor amigo do pai dela.
Devia ter uns quarenta e poucos anos. Alto, corpulento, costas largas, cabelo escuro salpicado de grisalhos, uma sombra de barba, e um corpo trabalhado sem exagero, mas com força evidente. Estava de pé dentro da água, sozinho, com os olhos fechados, respirando o vapor com prazer. E estava completamente pelado.
Clara parou atrás de um arbusto de samambaias. O coração dela batia que nem louco. Algo naquele homem sempre a intrigava: a voz grave, o jeito de olhar pra todo mundo sem pressa, a confiança tranquila. Mas o que ela tinha diante dos olhos agora mudou o corpo dela pra sempre.
A ereção dele era bestial.
Emergia da água como uma lança, grossa, tensa, vibrante. Ele não tocava nela, não se mexia, simplesmente a carregava com uma naturalidade animal, como se não ligasse pro mundo. Clara engoliu saliva. Sentiu um tremor percorrer a barriga dela. Apertou as pernas, sentindo a umidade quente entre elas que não tinha nada a ver com as termas.
Ela ficou ali, espiando, atĂ© que ele finalmente mergulhou e saiu. caminhando sobre uma das pedras. A água escorria pelo peito dele, descia pelos abdominais, e o pau dele continuava lá, orgulhoso, balançando entre as pernas. Nunca a viu. Nem um olhar. Nem um sinal. Mas Clara já nĂŁo era a mesma. Naquela noite, na cabana, mal conseguiu dormir. Imaginou a pica dele roçando na boca dela, nos peitos, entre as coxas. Imaginou ele agarrando ela com aquela força calma e metendo sem aviso, sem palavras. Mordeu o travesseiro. Enfiou a mĂŁo entre as pernas e se masturbou como nunca antes, pensando nele. Alejandro. O amigo do pai dela. No dia seguinte, vestiu um biquĂni menor, vermelho fogo, e desceu sozinha para as termas. Sabia que ele costumava ir cedo, entĂŁo fingiu surpresa quando o encontrou lá. — TĂŁo cedo, Clara? — ele disse, gentil, sem malĂcia. — NĂŁo conseguia dormir — respondeu ela, baixando os olhos, mas deixando o corpo falar. Entrou na água devagar, deixando os peitos pularem sob o tecido molhado, e sentou perto. Muito perto. Ele nĂŁo olhava pra ela. Falava de bobeiras. Da paisagem. Das montanhas. Mas Clara decidiu nĂŁo desistir. Queria ele. Ia provocar atĂ© fazer ele ser dela. Chegou mais perto de novo, nadando como uma sereia. — E sua esposa? — perguntou de repente, com voz suave. Ele piscou, surpreso. — O quĂŞ? — Sua esposa… nĂŁo veio? — Nos separamos há um ano — respondeu ele, sem rodeios. Clara sentiu uma faĂsca no peito. — Sinto muito — disse, embora nĂŁo fosse verdade. — NĂŁo precisa. Foi o melhor. Fez-se um silĂŞncio. Ele se levantou. A sombra do corpo dele se impĂ´s de novo, e embora o short cobrisse, Clara percebeu o volume. NĂŁo tĂŁo evidente como naquele primeiro dia, mas presente. — Vou fazer um cafĂ©. Quer um? — Quero — disse ela na hora, aproveitando pra andar atrás dele ao sair da água. Subiu a pedra, molhada e escorregadia. Fingiu um tropeço. Caiu, bem contra as costas dele. — Uepa! Desculpa… — murmurou, rindo. O corpo dela encostou no dele por completo. O calor da pele dele, a firmeza dos seus mĂşsculos, o roçar da bunda dela contra a coxa dele. Por um segundo, ele nĂŁo se mexeu. Depois se afastou com cuidado.
—Calma. Você tá bem?
—Tô —ela sussurrou, olhando nos olhos dele pela primeira vez, de perto.
Ele sustentou o olhar… mas só por um segundo.
E desviou os olhos.
—Vamos.
No resto do dia, ela se dedicou a provocar ele de longe. Passava na frente da cabana dele de toalha, se abaixava demais quando pegava alguma coisa, falava com ele num tom mais baixo que com os outros. Alejandro não reagia. Mas também não fugia.
Parecia que tava esperando ela. Medindo ela. Deixando ela brincar com fogo pra ver se ela se queimava sozinha.
Clara tava no limite.
Naquela noite, enquanto todo mundo jantava na mesa comprida debaixo do toldo de madeira, ela chegou e sentou do lado dele, se apertando contra o braço dele enquanto falava. O pai dela, uns lugares pra lá, ria com os outros, sem notar nada.
Clara roçou ele “sem querer” com o peito enquanto passava uma taça. Depois com a perna debaixo da mesa.
Ele nĂŁo disse nada. Mas olhou pra ela. Finalmente. Um olhar longo. Fundo.
E Clara sentiu que alguma coisa acendia dentro dele.
Talvez ainda não fosse acontecer nada. Mas a caçada tinha começado.
A noite tava morna, carregada de umidade e cheiro de pinho molhado. O grupo continuava bebendo ao redor da fogueira, rindo com histórias velhas, alheios a tudo. Clara não tinha provado nem uma gota de álcool. Não queria perder o controle. Queria pegar ele.
Alejandro tinha ido pra cabana dele depois das dez, com uma xĂcara de chá na mĂŁo. Tinha dado tchau com aquele sorriso calmo, discreto, e ninguĂ©m pareceu notar. NinguĂ©m, exceto Clara.
Ela esperou uns minutos e também levantou. Fingiu que ia pro banheiro, mas em vez de ir pro módulo comum, caminhou descalça, com uma camiseta leve e um short branco que deixava as pernas de fora, rumo à porta da cabana dele.
Bateu uma vez.
—Sim?
—Sou eu —ela disse, segura.
SilĂŞncio.
Depois, a porta se abriu devagar.
Ele tava sem camisa, sĂł com uma calça de pijama folgada, o cabelo molhado do banho. Um Um cheiro limpo, masculino, tomou conta do ar. —Clara, tá acontecendo alguma coisa? —NĂŁo. Só… queria conversar —murmurou, baixando os olhos—. Posso entrar? Ele hesitou. Mas se afastou. Ela entrou, devagar. A cabana era pequena, com uma luz quente. A cama desarrumada, o vapor ainda no ar. Fechou a porta atrás de si. —E sobre o que vocĂŞ queria falar? —perguntou ele, se apoiando no batente, de braços cruzados. Ela se aproximou. Devagar. Seus pĂ©s descalços nĂŁo faziam barulho na madeira. —NĂŁo sei como dizer —sussurrou—. Mas acho que vocĂŞ já sabe. Olhou nos olhos dele. A tensĂŁo era elĂ©trica. Alejandro respirou fundo. —Clara… —disse, com voz grave—. VocĂŞ nĂŁo devia estar aqui. —Mas tĂ´. E entĂŁo ela fez. Sem aviso, sem hesitação, tocou ele. A palma da mĂŁo foi direto pro volume que pendia debaixo da calça. Quente, pesado, crescendo. Agarrou com firmeza, como se tivesse desejado aquilo por anos. Ele apertou a mandĂbula, mas nĂŁo a impediu. —Clara… nĂŁo fode… —murmurou, fechando os olhos, tenso. —NĂŁo fode? —sussurrou ela, se aproximando mais, o corpo colado no dele—. Eu te vi. Lá embaixo, nas termas. CĂŞ tava duro que nem pedra e nĂŁo tinha ninguĂ©m. SĂł você… e eu, olhando. Por trás dos arbustos. CĂŞ acha que esqueci? A mĂŁo dela continuava ali, acariciando, medindo a grossura, sentindo como crescia debaixo dos dedos. Alejandro respirava pesado. Mas nĂŁo dizia mais nada. —NĂŁo sou uma menininha, Alejandro. Tenho 19. E tĂ´ morrendo de vontade de sentir. De te ver pelado de novo. De te tocar sem roupa. De abrir as pernas e… —Chega! —disse ele de repente, segurando o pulso dela com força. Mas nĂŁo era rejeição. Os olhos dele queimavam ela. A ereção dele era brutal debaixo da calça, pulsando. Ela olhou pra ele, desafiadora, sem medo. —NĂŁo me para se vocĂŞ tambĂ©m quer. Ficaram em silĂŞncio. Ela, ofegando sĂł um pouco. Ele, com o peito agitado. —Vai embora —disse ele finalmente, com voz rouca, soltando o pulso dela—. Se ficar mais um segundo, nĂŁo me responsabilizo. Clara sorriu. E foi embora. Mas a Ăşltima coisa que fez, antes de cruzar a porta, ela lambeu a palma da mĂŁo. A mesma que tinha tocado ele. Como se fosse um manjar. Naquela noite, Clara nĂŁo dormiu. Deitada na cama, com o short molhado de tesĂŁo, nĂŁo pensava em outra coisa senĂŁo nele. Em como ele tremeu quando ela tocou o volume dele. Em como ele olhou pra ela, todo excitado, lutando contra algo que estava prestes a explodir. Ă€s trĂŞs da manhĂŁ, o silĂŞncio era absoluto. As outras cabanas apagadas, a montanha dormindo. Clara se levantou, nua, e se olhou no espelho. Os mamilos estavam duros, escuros, como se esperando uma lĂngua. Sua buceta, molhada e pulsando. Ela nĂŁo ia esperar mais. Vestiu sĂł um roupĂŁo curto, sem nada por baixo, e andou descalça atĂ© a cabana de Alejandro. Bateu, uma vez. SilĂŞncio. Bateu de novo. A porta se abriu. Ele estava com os olhos sonolentos, o torso nu, e a mesma calça de pijama folgada. Mas assim que a viu — sĂł o roupĂŁo, a respiração acelerada —, franziu a testa. — Clara… de novo? Ela nĂŁo respondeu. Empurrou a porta e entrou. — Te falei pra nĂŁo vir — murmurou ele, mas a voz já nĂŁo era firme. Estava rouca. Tentada. Clara parou no meio do quarto. Abriu o roupĂŁo. Deixou cair no chĂŁo. Ficou completamente nua na frente dele. A pele quente, macia, exposta. Os mamilos eretos. A pelugem aparada. As pernas ligeiramente abertas. O olhar fixo nele. — Quer que eu vá embora? — perguntou baixinho — EntĂŁo olha isso antes.
Ela se sentou na beira da cama, de pernas abertas. Uma mĂŁo foi direto pros lábios da buceta, separando eles sem vergonha. A outra subiu pros peitos, amassando o mamilo. — Olha como eu tĂ´ por sua causa… — sussurrou. Enfiou dois dedos na buceta, gemendo baixinho, e depois levou eles Ă boca, chupando devagar. Alejandro nĂŁo se mexia. Mas os olhos dele eram fogo. A respiração, ofegante. E o volume por baixo da calça já nĂŁo dava pra esconder. — Sonhei com vocĂŞ ontem Ă noite — continuou ela, se masturbando sem medo, ofegando a cada toque —. Que vocĂŞ me agarrava forte, que me arrebentava com aquela rola enorme. Que me fazia sua, sem parar, atĂ© eu chorar de prazer… Alejandro deu um passo. Depois outro. Quando chegou na frente dela, segurou o pulso dela com força. — VocĂŞ nĂŁo sabe no que tá se metendo, Clara. — Claro que sei — ela ofegou —. TĂ´ pronta. EntĂŁo ele se inclinou. Os lábios dele prenderam os dela num beijo selvagem, quente, desesperado. Jogou ela na cama num movimento sĂł, e as mĂŁos dele viraram bichos: peitos, cintura, coxas, boca, tudo ao mesmo tempo. Baixou a calça, liberando a ereção. Ela olhou, devorando ele com os olhos. — É maior do que eu lembrava — sussurrou, tremendo. Ele abriu as pernas dela sem delicadeza, esfregou a ponta da rola nos lábios molhados da buceta, e encarou ela. — NĂŁo tem volta — ele disse. — Me come — ela gemeu —. Agora. E ele penetrou ela com uma estocada funda, inteira, brutal. Clara arqueou as costas, gritando de prazer. O silĂŞncio da montanha se quebrou de vez. O primeiro empurrĂŁo foi um choque elĂ©trico. Clara sentiu tudo: a grossura, a dureza, o jeito que abria ela como nenhum garoto tinha feito antes. Alejandro nĂŁo tinha pressa, mas tambĂ©m nĂŁo tinha pena. Olhava ela com os olhos escuros, dominantes, e cada movimento dele era preciso, selvagem, inevitável. — Era isso que vocĂŞ queria? — murmurou ele, empurrando atĂ© o fundo da buceta, enquanto segurava os pulsos dela. — Sim! — gritou ela, com as costas arqueadas. pernas abertas, tremendo—. Mais… mais forte… Alejandro se inclinou, chupando o pescoço dela, descendo pros peitos. A boca dele prendeu um mamilo e chupou como se quisesse esvaziar ela. A lĂngua rodeou enquanto ela se sacudia debaixo dele, sem conseguir segurar os gemidos. —VocĂŞ tem uns peitos lindos, gostosa —sussurrou contra a pele dela—. Vou deixar eles cheios da minha saliva. Chupou os dois mamilos, mordeu, acariciou com a palma enquanto metia o pau dentro dela, cada vez mais fundo. Clara sentia atĂ© o fundo da barriga. Mas ele nĂŁo parou por aĂ. Se afastou de repente, deixando o pau pulsando, escorrendo desejo. Pegou ela pela cintura e virou de bruços. Levantou os quadris dela e abriu as nádegas com as mĂŁos. A boca desceu sem aviso.
—Ah! —gemeu Clara ao sentir a lĂngua dele percorrer sua bunda e depois o clitĂłris, molhada, precisa, brutal. Alejandro a devorou por trás, enfiando a lĂngua entre os lábios da buceta, lambendo devagar e fundo, acariciando-a com a barba. Ela se contorcia, gemendo contra o travesseiro. —VocĂŞ vai me fazer gozar com a lĂngua… —NĂŁo —respondeu ele, levantando a cabeça, com a boca brilhando—. NĂŁo tĂŁo rápido. Virou ela de novo e a fez ajoelhar na frente dele. —Agora chupa meu pau. Clara enfiou na boca com fome. A mĂŁo dele na base, a boca atĂ© o fundo, fazendo sons molhados, olhando pra ele de baixo. Alejandro gemia, com a cabeça pra trás, segurando o cabelo dela. —Assim… engole tudo… —rosnava—. VocĂŞ Ă© uma puta gostosa… Ela gemia com o pau na boca, mais tesuda do que nunca. Ele tirou de repente, todo babado. —Dá essa bunda —ordenou, sem rodeios. Clara olhou pra ele, entre assustada e excitada. Ele cuspiu na mĂŁo e lubrificou a entrada dela. —Vou te fazer minha por completo, Clara. E vocĂŞ nĂŁo vai esquecer essa noite. Ela concordou, ofegante. Ele pegou devagar no começo, depois mais fundo. Ela gritava, gemia, se agarrava aos lençóis enquanto ele a possuĂa por trás, segurando o pescoço, os peitos, as cadeiras. Comeu ela com as pernas no ombro. Sentou ela em cima do pau e deixou ela quicar enquanto se masturbava o clitĂłris. Colocou ela de lado, de costas, com as pernas abertas. Encheu ela de beijos, gemidos, ordens sujas. Clara gozou duas vezes, tremendo, chorando de prazer. E ele, no final, gozou nos peitos dela, ofegante, derramando o esperma quente nos mamilos dela. Os dois ficaram exaustos. Ela se aninhou no peito dele, ainda com o corpo tremendo. —Quero mais —sussurrou, sorrindo. Ele beijou a testa dela. —Isso tá sĂł começando, gatinha. O sol da manhĂŁ iluminava as termas, enchendo o ar de vapor e risadas. A famĂlia e amigos relaxavam, chapinhando, conversando despreocupados, enquanto Clara e Alejandro trocavam olhares carregados de promessas. Ele a observava de longe, com aquele sorriso quase imperceptĂvel, a testa levemente franzida como se quisesse provocá-la sem dizer uma palavra. Ela respondia com uma leve inclinação de cabeça, mordendo o lábio inferior, fingindo que ninguĂ©m notava o fogo que ardia em suas pupilas. Durante o almoço, as brincadeiras e conversas preenchiam a mesa, mas entre eles havia uma linguagem secreta. Um toque acidental de mĂŁos ao passar o sal. Uma risada abafada quando os olhos se cruzavam de soslaio. Pequenos carinhos nas costas que pareciam casuais, mas nĂŁo eram. Quando a famĂlia se espalhou para descansar, Clara procurou Alejandro com o olhar. Encontrou ele na cabana, com a porta entreaberta, deixando escapar um pouco do calor e do cheiro de pele. Sem hesitar, entrou. Seus corpos se encontraram num abraço urgente, o beijo foi breve, mas elĂ©trico. — NĂŁo podemos continuar assim — sussurrou Alejandro, tocando o rosto dela — Mas nĂŁo consigo parar de te querer. — EntĂŁo a gente tem que se esconder — respondeu Clara com um sorriso safado — E fazer cada momento valer a pena. Se olharam, sabendo que eram um segredo guardado na sombra da montanha. Os encontros se tornaram furtivos e apaixonados. No chuveiro coletivo, com o vapor cobrindo eles como um manto protetor. Na floresta prĂłxima, onde o barulho do rio abafava seus suspiros. Na escuridĂŁo da cabana, com a porta trancada, mas sem um Ăşnico som que denunciasse o amor deles.
Cada roçada, cada carĂcia, cada gemido era uma declaração silenciosa do desejo incontrolável deles. E assim, entre olhares cĂşmplices e encontros secretos, as fĂ©rias deles viraram um jogo de paixĂŁo e tesĂŁo que sĂł eles entendiam. As Ăşltimas horas nas termas pareciam um suspiro que escapa rápido demais. Clara e Alejandro sabiam que a volta Ă rotina tava chegando, mas nenhum dos dois queria apagar a chama que os consumia. Naquela noite, sozinhos na cabana, o clima tava carregado de eletricidade. Eles se olharam com fome e carinho, cientes de que aquela seria a Ăşltima noite juntos, pelo menos por um tempo. Alejandro pegou ela no colo e levou pra cama sem pressa, mas com a urgĂŞncia de quem sabe que o tempo tá acabando. Os corpos deles se encontraram numa dança frenĂ©tica: beijos que queimavam, mĂŁos que exploravam cada cantinho, respirações ofegantes. Clara mamou o pau dele com determinação, atĂ© deixar ele babado, subiu na cama, arqueou as costas, ficou de quatro, oferecendo a buceta e o cu dela, cada pedaço de si, entregue e desejada.
Ele enfiou no cu dela e comeu gostoso, tirou e meteu na buceta, socando fundo.
—Promete que não vai ser um adeus — ela sussurrou enquanto ele penetrava fundo, firme, com a força de tudo que tinham segurado.
—Vou te procurar — respondeu Alejandro, olhando nos olhos dela —. Eu juro.
Foram estocadas cheias de fogo e desespero. Entre gemidos e suspiros, gozaram juntos, uma explosĂŁo que parecia parar o tempo.
Quando finalmente ficaram exaustos, abraçados, o mundo exterior parecia distante, insignificante.
As férias terminavam, mas algo começava.
Clara tinha 19 anos e estava mais gostosa do que nunca. O corpo recém-florescido tinha curvas que ela mal conseguia esconder, e um fogo interno que ninguém suspeitava. Filha única, rebelde em segredo, se entediava com os caras da idade dela. Na noite anterior, tinha dado em cima de um dos filhos dos amigos do pai, mas a atenção dela se desviou completamente na manhã seguinte.
Ela desceu cedo, enquanto os outros ainda dormiam, enrolada numa toalha curta e com um biquĂni minĂşsculo por baixo. Queria nadar sozinha nas águas fumegantes, curtir o silĂŞncio. Mas ao se aproximar da piscina natural, viu ele.
Alejandro.
O melhor amigo do pai dela.
Devia ter uns quarenta e poucos anos. Alto, corpulento, costas largas, cabelo escuro salpicado de grisalhos, uma sombra de barba, e um corpo trabalhado sem exagero, mas com força evidente. Estava de pé dentro da água, sozinho, com os olhos fechados, respirando o vapor com prazer. E estava completamente pelado.
Clara parou atrás de um arbusto de samambaias. O coração dela batia que nem louco. Algo naquele homem sempre a intrigava: a voz grave, o jeito de olhar pra todo mundo sem pressa, a confiança tranquila. Mas o que ela tinha diante dos olhos agora mudou o corpo dela pra sempre.
A ereção dele era bestial.
Emergia da água como uma lança, grossa, tensa, vibrante. Ele não tocava nela, não se mexia, simplesmente a carregava com uma naturalidade animal, como se não ligasse pro mundo. Clara engoliu saliva. Sentiu um tremor percorrer a barriga dela. Apertou as pernas, sentindo a umidade quente entre elas que não tinha nada a ver com as termas.
Ela ficou ali, espiando, atĂ© que ele finalmente mergulhou e saiu. caminhando sobre uma das pedras. A água escorria pelo peito dele, descia pelos abdominais, e o pau dele continuava lá, orgulhoso, balançando entre as pernas. Nunca a viu. Nem um olhar. Nem um sinal. Mas Clara já nĂŁo era a mesma. Naquela noite, na cabana, mal conseguiu dormir. Imaginou a pica dele roçando na boca dela, nos peitos, entre as coxas. Imaginou ele agarrando ela com aquela força calma e metendo sem aviso, sem palavras. Mordeu o travesseiro. Enfiou a mĂŁo entre as pernas e se masturbou como nunca antes, pensando nele. Alejandro. O amigo do pai dela. No dia seguinte, vestiu um biquĂni menor, vermelho fogo, e desceu sozinha para as termas. Sabia que ele costumava ir cedo, entĂŁo fingiu surpresa quando o encontrou lá. — TĂŁo cedo, Clara? — ele disse, gentil, sem malĂcia. — NĂŁo conseguia dormir — respondeu ela, baixando os olhos, mas deixando o corpo falar. Entrou na água devagar, deixando os peitos pularem sob o tecido molhado, e sentou perto. Muito perto. Ele nĂŁo olhava pra ela. Falava de bobeiras. Da paisagem. Das montanhas. Mas Clara decidiu nĂŁo desistir. Queria ele. Ia provocar atĂ© fazer ele ser dela. Chegou mais perto de novo, nadando como uma sereia. — E sua esposa? — perguntou de repente, com voz suave. Ele piscou, surpreso. — O quĂŞ? — Sua esposa… nĂŁo veio? — Nos separamos há um ano — respondeu ele, sem rodeios. Clara sentiu uma faĂsca no peito. — Sinto muito — disse, embora nĂŁo fosse verdade. — NĂŁo precisa. Foi o melhor. Fez-se um silĂŞncio. Ele se levantou. A sombra do corpo dele se impĂ´s de novo, e embora o short cobrisse, Clara percebeu o volume. NĂŁo tĂŁo evidente como naquele primeiro dia, mas presente. — Vou fazer um cafĂ©. Quer um? — Quero — disse ela na hora, aproveitando pra andar atrás dele ao sair da água. Subiu a pedra, molhada e escorregadia. Fingiu um tropeço. Caiu, bem contra as costas dele. — Uepa! Desculpa… — murmurou, rindo. O corpo dela encostou no dele por completo. O calor da pele dele, a firmeza dos seus mĂşsculos, o roçar da bunda dela contra a coxa dele. Por um segundo, ele nĂŁo se mexeu. Depois se afastou com cuidado.
—Calma. Você tá bem?
—Tô —ela sussurrou, olhando nos olhos dele pela primeira vez, de perto.
Ele sustentou o olhar… mas só por um segundo.
E desviou os olhos.
—Vamos.
No resto do dia, ela se dedicou a provocar ele de longe. Passava na frente da cabana dele de toalha, se abaixava demais quando pegava alguma coisa, falava com ele num tom mais baixo que com os outros. Alejandro não reagia. Mas também não fugia.
Parecia que tava esperando ela. Medindo ela. Deixando ela brincar com fogo pra ver se ela se queimava sozinha.
Clara tava no limite.
Naquela noite, enquanto todo mundo jantava na mesa comprida debaixo do toldo de madeira, ela chegou e sentou do lado dele, se apertando contra o braço dele enquanto falava. O pai dela, uns lugares pra lá, ria com os outros, sem notar nada.
Clara roçou ele “sem querer” com o peito enquanto passava uma taça. Depois com a perna debaixo da mesa.
Ele nĂŁo disse nada. Mas olhou pra ela. Finalmente. Um olhar longo. Fundo.
E Clara sentiu que alguma coisa acendia dentro dele.
Talvez ainda não fosse acontecer nada. Mas a caçada tinha começado.
A noite tava morna, carregada de umidade e cheiro de pinho molhado. O grupo continuava bebendo ao redor da fogueira, rindo com histórias velhas, alheios a tudo. Clara não tinha provado nem uma gota de álcool. Não queria perder o controle. Queria pegar ele.
Alejandro tinha ido pra cabana dele depois das dez, com uma xĂcara de chá na mĂŁo. Tinha dado tchau com aquele sorriso calmo, discreto, e ninguĂ©m pareceu notar. NinguĂ©m, exceto Clara.
Ela esperou uns minutos e também levantou. Fingiu que ia pro banheiro, mas em vez de ir pro módulo comum, caminhou descalça, com uma camiseta leve e um short branco que deixava as pernas de fora, rumo à porta da cabana dele.
Bateu uma vez.
—Sim?
—Sou eu —ela disse, segura.
SilĂŞncio.
Depois, a porta se abriu devagar.
Ele tava sem camisa, sĂł com uma calça de pijama folgada, o cabelo molhado do banho. Um Um cheiro limpo, masculino, tomou conta do ar. —Clara, tá acontecendo alguma coisa? —NĂŁo. Só… queria conversar —murmurou, baixando os olhos—. Posso entrar? Ele hesitou. Mas se afastou. Ela entrou, devagar. A cabana era pequena, com uma luz quente. A cama desarrumada, o vapor ainda no ar. Fechou a porta atrás de si. —E sobre o que vocĂŞ queria falar? —perguntou ele, se apoiando no batente, de braços cruzados. Ela se aproximou. Devagar. Seus pĂ©s descalços nĂŁo faziam barulho na madeira. —NĂŁo sei como dizer —sussurrou—. Mas acho que vocĂŞ já sabe. Olhou nos olhos dele. A tensĂŁo era elĂ©trica. Alejandro respirou fundo. —Clara… —disse, com voz grave—. VocĂŞ nĂŁo devia estar aqui. —Mas tĂ´. E entĂŁo ela fez. Sem aviso, sem hesitação, tocou ele. A palma da mĂŁo foi direto pro volume que pendia debaixo da calça. Quente, pesado, crescendo. Agarrou com firmeza, como se tivesse desejado aquilo por anos. Ele apertou a mandĂbula, mas nĂŁo a impediu. —Clara… nĂŁo fode… —murmurou, fechando os olhos, tenso. —NĂŁo fode? —sussurrou ela, se aproximando mais, o corpo colado no dele—. Eu te vi. Lá embaixo, nas termas. CĂŞ tava duro que nem pedra e nĂŁo tinha ninguĂ©m. SĂł você… e eu, olhando. Por trás dos arbustos. CĂŞ acha que esqueci? A mĂŁo dela continuava ali, acariciando, medindo a grossura, sentindo como crescia debaixo dos dedos. Alejandro respirava pesado. Mas nĂŁo dizia mais nada. —NĂŁo sou uma menininha, Alejandro. Tenho 19. E tĂ´ morrendo de vontade de sentir. De te ver pelado de novo. De te tocar sem roupa. De abrir as pernas e… —Chega! —disse ele de repente, segurando o pulso dela com força. Mas nĂŁo era rejeição. Os olhos dele queimavam ela. A ereção dele era brutal debaixo da calça, pulsando. Ela olhou pra ele, desafiadora, sem medo. —NĂŁo me para se vocĂŞ tambĂ©m quer. Ficaram em silĂŞncio. Ela, ofegando sĂł um pouco. Ele, com o peito agitado. —Vai embora —disse ele finalmente, com voz rouca, soltando o pulso dela—. Se ficar mais um segundo, nĂŁo me responsabilizo. Clara sorriu. E foi embora. Mas a Ăşltima coisa que fez, antes de cruzar a porta, ela lambeu a palma da mĂŁo. A mesma que tinha tocado ele. Como se fosse um manjar. Naquela noite, Clara nĂŁo dormiu. Deitada na cama, com o short molhado de tesĂŁo, nĂŁo pensava em outra coisa senĂŁo nele. Em como ele tremeu quando ela tocou o volume dele. Em como ele olhou pra ela, todo excitado, lutando contra algo que estava prestes a explodir. Ă€s trĂŞs da manhĂŁ, o silĂŞncio era absoluto. As outras cabanas apagadas, a montanha dormindo. Clara se levantou, nua, e se olhou no espelho. Os mamilos estavam duros, escuros, como se esperando uma lĂngua. Sua buceta, molhada e pulsando. Ela nĂŁo ia esperar mais. Vestiu sĂł um roupĂŁo curto, sem nada por baixo, e andou descalça atĂ© a cabana de Alejandro. Bateu, uma vez. SilĂŞncio. Bateu de novo. A porta se abriu. Ele estava com os olhos sonolentos, o torso nu, e a mesma calça de pijama folgada. Mas assim que a viu — sĂł o roupĂŁo, a respiração acelerada —, franziu a testa. — Clara… de novo? Ela nĂŁo respondeu. Empurrou a porta e entrou. — Te falei pra nĂŁo vir — murmurou ele, mas a voz já nĂŁo era firme. Estava rouca. Tentada. Clara parou no meio do quarto. Abriu o roupĂŁo. Deixou cair no chĂŁo. Ficou completamente nua na frente dele. A pele quente, macia, exposta. Os mamilos eretos. A pelugem aparada. As pernas ligeiramente abertas. O olhar fixo nele. — Quer que eu vá embora? — perguntou baixinho — EntĂŁo olha isso antes.
Ela se sentou na beira da cama, de pernas abertas. Uma mĂŁo foi direto pros lábios da buceta, separando eles sem vergonha. A outra subiu pros peitos, amassando o mamilo. — Olha como eu tĂ´ por sua causa… — sussurrou. Enfiou dois dedos na buceta, gemendo baixinho, e depois levou eles Ă boca, chupando devagar. Alejandro nĂŁo se mexia. Mas os olhos dele eram fogo. A respiração, ofegante. E o volume por baixo da calça já nĂŁo dava pra esconder. — Sonhei com vocĂŞ ontem Ă noite — continuou ela, se masturbando sem medo, ofegando a cada toque —. Que vocĂŞ me agarrava forte, que me arrebentava com aquela rola enorme. Que me fazia sua, sem parar, atĂ© eu chorar de prazer… Alejandro deu um passo. Depois outro. Quando chegou na frente dela, segurou o pulso dela com força. — VocĂŞ nĂŁo sabe no que tá se metendo, Clara. — Claro que sei — ela ofegou —. TĂ´ pronta. EntĂŁo ele se inclinou. Os lábios dele prenderam os dela num beijo selvagem, quente, desesperado. Jogou ela na cama num movimento sĂł, e as mĂŁos dele viraram bichos: peitos, cintura, coxas, boca, tudo ao mesmo tempo. Baixou a calça, liberando a ereção. Ela olhou, devorando ele com os olhos. — É maior do que eu lembrava — sussurrou, tremendo. Ele abriu as pernas dela sem delicadeza, esfregou a ponta da rola nos lábios molhados da buceta, e encarou ela. — NĂŁo tem volta — ele disse. — Me come — ela gemeu —. Agora. E ele penetrou ela com uma estocada funda, inteira, brutal. Clara arqueou as costas, gritando de prazer. O silĂŞncio da montanha se quebrou de vez. O primeiro empurrĂŁo foi um choque elĂ©trico. Clara sentiu tudo: a grossura, a dureza, o jeito que abria ela como nenhum garoto tinha feito antes. Alejandro nĂŁo tinha pressa, mas tambĂ©m nĂŁo tinha pena. Olhava ela com os olhos escuros, dominantes, e cada movimento dele era preciso, selvagem, inevitável. — Era isso que vocĂŞ queria? — murmurou ele, empurrando atĂ© o fundo da buceta, enquanto segurava os pulsos dela. — Sim! — gritou ela, com as costas arqueadas. pernas abertas, tremendo—. Mais… mais forte… Alejandro se inclinou, chupando o pescoço dela, descendo pros peitos. A boca dele prendeu um mamilo e chupou como se quisesse esvaziar ela. A lĂngua rodeou enquanto ela se sacudia debaixo dele, sem conseguir segurar os gemidos. —VocĂŞ tem uns peitos lindos, gostosa —sussurrou contra a pele dela—. Vou deixar eles cheios da minha saliva. Chupou os dois mamilos, mordeu, acariciou com a palma enquanto metia o pau dentro dela, cada vez mais fundo. Clara sentia atĂ© o fundo da barriga. Mas ele nĂŁo parou por aĂ. Se afastou de repente, deixando o pau pulsando, escorrendo desejo. Pegou ela pela cintura e virou de bruços. Levantou os quadris dela e abriu as nádegas com as mĂŁos. A boca desceu sem aviso.
—Ah! —gemeu Clara ao sentir a lĂngua dele percorrer sua bunda e depois o clitĂłris, molhada, precisa, brutal. Alejandro a devorou por trás, enfiando a lĂngua entre os lábios da buceta, lambendo devagar e fundo, acariciando-a com a barba. Ela se contorcia, gemendo contra o travesseiro. —VocĂŞ vai me fazer gozar com a lĂngua… —NĂŁo —respondeu ele, levantando a cabeça, com a boca brilhando—. NĂŁo tĂŁo rápido. Virou ela de novo e a fez ajoelhar na frente dele. —Agora chupa meu pau. Clara enfiou na boca com fome. A mĂŁo dele na base, a boca atĂ© o fundo, fazendo sons molhados, olhando pra ele de baixo. Alejandro gemia, com a cabeça pra trás, segurando o cabelo dela. —Assim… engole tudo… —rosnava—. VocĂŞ Ă© uma puta gostosa… Ela gemia com o pau na boca, mais tesuda do que nunca. Ele tirou de repente, todo babado. —Dá essa bunda —ordenou, sem rodeios. Clara olhou pra ele, entre assustada e excitada. Ele cuspiu na mĂŁo e lubrificou a entrada dela. —Vou te fazer minha por completo, Clara. E vocĂŞ nĂŁo vai esquecer essa noite. Ela concordou, ofegante. Ele pegou devagar no começo, depois mais fundo. Ela gritava, gemia, se agarrava aos lençóis enquanto ele a possuĂa por trás, segurando o pescoço, os peitos, as cadeiras. Comeu ela com as pernas no ombro. Sentou ela em cima do pau e deixou ela quicar enquanto se masturbava o clitĂłris. Colocou ela de lado, de costas, com as pernas abertas. Encheu ela de beijos, gemidos, ordens sujas. Clara gozou duas vezes, tremendo, chorando de prazer. E ele, no final, gozou nos peitos dela, ofegante, derramando o esperma quente nos mamilos dela. Os dois ficaram exaustos. Ela se aninhou no peito dele, ainda com o corpo tremendo. —Quero mais —sussurrou, sorrindo. Ele beijou a testa dela. —Isso tá sĂł começando, gatinha. O sol da manhĂŁ iluminava as termas, enchendo o ar de vapor e risadas. A famĂlia e amigos relaxavam, chapinhando, conversando despreocupados, enquanto Clara e Alejandro trocavam olhares carregados de promessas. Ele a observava de longe, com aquele sorriso quase imperceptĂvel, a testa levemente franzida como se quisesse provocá-la sem dizer uma palavra. Ela respondia com uma leve inclinação de cabeça, mordendo o lábio inferior, fingindo que ninguĂ©m notava o fogo que ardia em suas pupilas. Durante o almoço, as brincadeiras e conversas preenchiam a mesa, mas entre eles havia uma linguagem secreta. Um toque acidental de mĂŁos ao passar o sal. Uma risada abafada quando os olhos se cruzavam de soslaio. Pequenos carinhos nas costas que pareciam casuais, mas nĂŁo eram. Quando a famĂlia se espalhou para descansar, Clara procurou Alejandro com o olhar. Encontrou ele na cabana, com a porta entreaberta, deixando escapar um pouco do calor e do cheiro de pele. Sem hesitar, entrou. Seus corpos se encontraram num abraço urgente, o beijo foi breve, mas elĂ©trico. — NĂŁo podemos continuar assim — sussurrou Alejandro, tocando o rosto dela — Mas nĂŁo consigo parar de te querer. — EntĂŁo a gente tem que se esconder — respondeu Clara com um sorriso safado — E fazer cada momento valer a pena. Se olharam, sabendo que eram um segredo guardado na sombra da montanha. Os encontros se tornaram furtivos e apaixonados. No chuveiro coletivo, com o vapor cobrindo eles como um manto protetor. Na floresta prĂłxima, onde o barulho do rio abafava seus suspiros. Na escuridĂŁo da cabana, com a porta trancada, mas sem um Ăşnico som que denunciasse o amor deles.
Cada roçada, cada carĂcia, cada gemido era uma declaração silenciosa do desejo incontrolável deles. E assim, entre olhares cĂşmplices e encontros secretos, as fĂ©rias deles viraram um jogo de paixĂŁo e tesĂŁo que sĂł eles entendiam. As Ăşltimas horas nas termas pareciam um suspiro que escapa rápido demais. Clara e Alejandro sabiam que a volta Ă rotina tava chegando, mas nenhum dos dois queria apagar a chama que os consumia. Naquela noite, sozinhos na cabana, o clima tava carregado de eletricidade. Eles se olharam com fome e carinho, cientes de que aquela seria a Ăşltima noite juntos, pelo menos por um tempo. Alejandro pegou ela no colo e levou pra cama sem pressa, mas com a urgĂŞncia de quem sabe que o tempo tá acabando. Os corpos deles se encontraram numa dança frenĂ©tica: beijos que queimavam, mĂŁos que exploravam cada cantinho, respirações ofegantes. Clara mamou o pau dele com determinação, atĂ© deixar ele babado, subiu na cama, arqueou as costas, ficou de quatro, oferecendo a buceta e o cu dela, cada pedaço de si, entregue e desejada.
Ele enfiou no cu dela e comeu gostoso, tirou e meteu na buceta, socando fundo. —Promete que não vai ser um adeus — ela sussurrou enquanto ele penetrava fundo, firme, com a força de tudo que tinham segurado.
—Vou te procurar — respondeu Alejandro, olhando nos olhos dela —. Eu juro.
Foram estocadas cheias de fogo e desespero. Entre gemidos e suspiros, gozaram juntos, uma explosĂŁo que parecia parar o tempo.
Quando finalmente ficaram exaustos, abraçados, o mundo exterior parecia distante, insignificante.
As férias terminavam, mas algo começava.
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