Assim que vi ela, peguei a Ruby pelo braço e quis dar meia-volta, mas ela me segurou com amor entre as mãos e, me olhando com carinho, disse:
Ruby: Não tenha medo, estou com você, é hora de encarar ela…
Eu soube que tinha chegado o momento que eu temia há tanto tempo, então continuei andando com a Ruby e aí minha mãe nos viu e, assim que fez isso, se aproximou e disse:
Mãe: Filho, quanto tempo e vejo que não está sozinho
Eu, de má vontade, respondi:
— Ah, oi, é, que bom ver que você está bem
Então a Ruby me olhou com um pouco de tristeza, eu soube que ela tinha notado meu desconforto. Aquele cara olhava pra Ruby com olhos de desejo, dava pra perceber através dos óculos dele, ele sorria maliciosamente como quem diz “vou tirar ela de você, já ganhei uma vez e vou ganhar de novo”. Aí minha mãe quis me abraçar, mas eu parei ela e falei:
— Não ousa me tocar, te peço, por favor
Então minha mãe fez uma careta e disse:
— Você continua sendo o mesmo patético e rancoroso de sempre, vejo que não muda, não aceita que agora eu sou feliz… como nunca fui com o inútil do seu pai
Com essas palavras, eu soube que minha mãe continuava a mesma de sempre. Por um momento, guardei a esperança de que ela mudaria, mas parece que só piorou as coisas.
— Fico feliz que você não está mais em casa, agora sim posso ser livre
Então a Ruby interveio e, com energia, respondeu:
Ruby: E nós estamos felizes que a senhora libertou seu filho do inferno onde ele vivia
Aí minha mãe mudou a expressão para uma furiosa e tentou bater na Ruby, mas eu segurei ela e empurrei, fazendo com que ela caísse junto com o menino que carregava nos braços. O menino começou a chorar e então aquele cara partiu pra cima de mim e começou a me bater, mas dessa vez eu não fiquei parado e respondi com a mesma força, porque a academia tinha me ajudado a aumentar minha força muscular. O pessoal começou a nos rodear enquanto uns assobiavam, outros gritavam e outros só aplaudiam.
Mas aí, eu consegui ver a Ruby tentando me separar daquele cara e chorando. Desconsoladamente, assim que me afaste daquele sujeito, a Ruby me abraçou tentando me acalmar.
Ruby: — Por favor! Já chega, eu te imploro!
Aí aquele cara disse:
Ele: — Isso não vai ficar assim! Você vai me pagar, idiota!
Mas aí minha mãe falou:
Mãe: — Deixa ele, amor! Ele tá com ciúme porque você sempre vai ser superior a ele!
Então eu respondi:
— Espero que você seja feliz! Eu já tenho tudo que preciso com a Ruby!
Eu e a Ruby nos afastamos de volta pro nosso apartamento. Quando chegamos, ela cuidou dos meus ferimentos, porque eu tinha terminado bem machucado depois da briga com aquele cara.
Nos dias seguintes, não soube mais da minha mãe e me concentrei no meu mundo com a Ruby e em tudo que eu tinha pra fazer com minhas várias ocupações. Passou quase um ano e a Ruby me perguntou se não seria uma boa ideia denunciar o que tinha acontecido naquela noite. Eu não queria dar esse gosto pra aquele sujeito, porque sabia que só ia dar importância pra ele, mas ela disse que tinha investigado e encontrado muitos negócios ilícitos daquele cara, então decidi que seria uma boa ideia fazer a denúncia.
Uns dias depois, saiu nas notícias que aquele sujeito tinha sido preso durante uma operação policial e que o filho que ele teve com minha mãe tinha sido dado pra adoção, porque encontraram minha mãe em situações comprometedoras que não eram adequadas pra criança. No dia seguinte, recebi uma mensagem da minha mãe:
“Chegou a esse ponto o seu ódio, que você teve que tirar de mim a única felicidade que tive na vida. Espero que esteja feliz, sei que foi você quem denunciou meu amigo e namorado.”
Não liguei pra isso e decidi seguir em frente. Passaram quase cinco anos e não soube mais da minha mãe. Eu tinha começado a trabalhar depois de me formar na faculdade, aí um dos meus colegas de trabalho me disse que uma mulher estava me procurando e que era urgente eu ir. Pensei que fosse uma das minhas clientes ou alguma amiga da faculdade. Quando saí, me deparei com a minha mãe. O tempo tinha cobrado seu preço e ela estava acabada. Bastante acabada, quando me viu, se ajoelhou na minha frente e me pediu perdão enquanto chorava. Disse que a atitude dela de alguns anos atrás não existia mais, que estava muito arrependida e sentia minha falta. Falou que as substâncias que consumia fizeram ela agir daquele jeito e que não sabia o que tinha acontecido pra esquecer o amor que sentia por mim, mas que queria recuperar o tempo perdido. Disse que queria me convidar pra um café, e a Ruby também, que queria me mostrar o arrependimento dela e que faria de tudo pra recuperar minha confiança e amor.
Fiquei com tanta pena que aceitei o café, falei pra ela que avisaria assim que pudesse pra gente se encontrar. Quando cheguei em casa, a Ruby e nosso bebezinho estavam na sala dançando felizes. Quando me viu, a Ruby me abraçou e me beijou, e nosso bebê fez o mesmo enquanto soltava risadinhas. Eu cumprimentei os dois com a mesma emoção.
Naquela noite, comentei com minha esposa, e ela disse que, se eu topasse, não tinha problema nenhum e aceitaria de boa. No dia seguinte, liguei pra minha mãe e falei o dia e a hora em que a gente podia se encontrar.
Quando chegou o dia, eu e a Ruby chegamos na cafeteria onde a gente tinha marcado o encontro, e minha mãe já estava sentada lá, com aquele visual acabado. Ela nos cumprimentou com um sorriso e aí começamos a conversar. Ela contou que, desde que prenderam aquele sujeito e tiraram o bebê dela, se sentia sozinha, que tinham fechado a boate onde aquele cara era sócio e que, por causa disso, ela tinha perdido o emprego e não tinha muito dinheiro pra sobreviver. Disse que não tava falando aquilo pra dar pena nem pra gente ajudar, porque entendia que a atitude dela dos anos passados ia cobrar o preço e que entendia se a gente não quisesse ajudar, mas que só queria poder quebrar o rancor e ter uma boa relação com a gente.
A Ruby falou por mim, e a gente decidiu perdoar ela e ajudar com um apartamento e dinheiro pra ela poder viver. A relação com minha mãe voltou a ser como quando eu era criança, cheia de amor e tranquilidade. Minha mãe, com o passar dos anos... Continuou a terapia e o estado dela melhorou bastante.
Ruby: Não tenha medo, estou com você, é hora de encarar ela…
Eu soube que tinha chegado o momento que eu temia há tanto tempo, então continuei andando com a Ruby e aí minha mãe nos viu e, assim que fez isso, se aproximou e disse:
Mãe: Filho, quanto tempo e vejo que não está sozinho
Eu, de má vontade, respondi:
— Ah, oi, é, que bom ver que você está bem
Então a Ruby me olhou com um pouco de tristeza, eu soube que ela tinha notado meu desconforto. Aquele cara olhava pra Ruby com olhos de desejo, dava pra perceber através dos óculos dele, ele sorria maliciosamente como quem diz “vou tirar ela de você, já ganhei uma vez e vou ganhar de novo”. Aí minha mãe quis me abraçar, mas eu parei ela e falei:
— Não ousa me tocar, te peço, por favor
Então minha mãe fez uma careta e disse:
— Você continua sendo o mesmo patético e rancoroso de sempre, vejo que não muda, não aceita que agora eu sou feliz… como nunca fui com o inútil do seu pai
Com essas palavras, eu soube que minha mãe continuava a mesma de sempre. Por um momento, guardei a esperança de que ela mudaria, mas parece que só piorou as coisas.
— Fico feliz que você não está mais em casa, agora sim posso ser livre
Então a Ruby interveio e, com energia, respondeu:
Ruby: E nós estamos felizes que a senhora libertou seu filho do inferno onde ele vivia
Aí minha mãe mudou a expressão para uma furiosa e tentou bater na Ruby, mas eu segurei ela e empurrei, fazendo com que ela caísse junto com o menino que carregava nos braços. O menino começou a chorar e então aquele cara partiu pra cima de mim e começou a me bater, mas dessa vez eu não fiquei parado e respondi com a mesma força, porque a academia tinha me ajudado a aumentar minha força muscular. O pessoal começou a nos rodear enquanto uns assobiavam, outros gritavam e outros só aplaudiam.
Mas aí, eu consegui ver a Ruby tentando me separar daquele cara e chorando. Desconsoladamente, assim que me afaste daquele sujeito, a Ruby me abraçou tentando me acalmar.
Ruby: — Por favor! Já chega, eu te imploro!
Aí aquele cara disse:
Ele: — Isso não vai ficar assim! Você vai me pagar, idiota!
Mas aí minha mãe falou:
Mãe: — Deixa ele, amor! Ele tá com ciúme porque você sempre vai ser superior a ele!
Então eu respondi:
— Espero que você seja feliz! Eu já tenho tudo que preciso com a Ruby!
Eu e a Ruby nos afastamos de volta pro nosso apartamento. Quando chegamos, ela cuidou dos meus ferimentos, porque eu tinha terminado bem machucado depois da briga com aquele cara.
Nos dias seguintes, não soube mais da minha mãe e me concentrei no meu mundo com a Ruby e em tudo que eu tinha pra fazer com minhas várias ocupações. Passou quase um ano e a Ruby me perguntou se não seria uma boa ideia denunciar o que tinha acontecido naquela noite. Eu não queria dar esse gosto pra aquele sujeito, porque sabia que só ia dar importância pra ele, mas ela disse que tinha investigado e encontrado muitos negócios ilícitos daquele cara, então decidi que seria uma boa ideia fazer a denúncia.
Uns dias depois, saiu nas notícias que aquele sujeito tinha sido preso durante uma operação policial e que o filho que ele teve com minha mãe tinha sido dado pra adoção, porque encontraram minha mãe em situações comprometedoras que não eram adequadas pra criança. No dia seguinte, recebi uma mensagem da minha mãe:
“Chegou a esse ponto o seu ódio, que você teve que tirar de mim a única felicidade que tive na vida. Espero que esteja feliz, sei que foi você quem denunciou meu amigo e namorado.”
Não liguei pra isso e decidi seguir em frente. Passaram quase cinco anos e não soube mais da minha mãe. Eu tinha começado a trabalhar depois de me formar na faculdade, aí um dos meus colegas de trabalho me disse que uma mulher estava me procurando e que era urgente eu ir. Pensei que fosse uma das minhas clientes ou alguma amiga da faculdade. Quando saí, me deparei com a minha mãe. O tempo tinha cobrado seu preço e ela estava acabada. Bastante acabada, quando me viu, se ajoelhou na minha frente e me pediu perdão enquanto chorava. Disse que a atitude dela de alguns anos atrás não existia mais, que estava muito arrependida e sentia minha falta. Falou que as substâncias que consumia fizeram ela agir daquele jeito e que não sabia o que tinha acontecido pra esquecer o amor que sentia por mim, mas que queria recuperar o tempo perdido. Disse que queria me convidar pra um café, e a Ruby também, que queria me mostrar o arrependimento dela e que faria de tudo pra recuperar minha confiança e amor.
Fiquei com tanta pena que aceitei o café, falei pra ela que avisaria assim que pudesse pra gente se encontrar. Quando cheguei em casa, a Ruby e nosso bebezinho estavam na sala dançando felizes. Quando me viu, a Ruby me abraçou e me beijou, e nosso bebê fez o mesmo enquanto soltava risadinhas. Eu cumprimentei os dois com a mesma emoção.
Naquela noite, comentei com minha esposa, e ela disse que, se eu topasse, não tinha problema nenhum e aceitaria de boa. No dia seguinte, liguei pra minha mãe e falei o dia e a hora em que a gente podia se encontrar.
Quando chegou o dia, eu e a Ruby chegamos na cafeteria onde a gente tinha marcado o encontro, e minha mãe já estava sentada lá, com aquele visual acabado. Ela nos cumprimentou com um sorriso e aí começamos a conversar. Ela contou que, desde que prenderam aquele sujeito e tiraram o bebê dela, se sentia sozinha, que tinham fechado a boate onde aquele cara era sócio e que, por causa disso, ela tinha perdido o emprego e não tinha muito dinheiro pra sobreviver. Disse que não tava falando aquilo pra dar pena nem pra gente ajudar, porque entendia que a atitude dela dos anos passados ia cobrar o preço e que entendia se a gente não quisesse ajudar, mas que só queria poder quebrar o rancor e ter uma boa relação com a gente.
A Ruby falou por mim, e a gente decidiu perdoar ela e ajudar com um apartamento e dinheiro pra ela poder viver. A relação com minha mãe voltou a ser como quando eu era criança, cheia de amor e tranquilidade. Minha mãe, com o passar dos anos... Continuou a terapia e o estado dela melhorou bastante.
9 comentários - Minha mãe e o namorado negro (Cap. 21) Final