Fantasias de um gostoso

(Desculpa, estava meio ausente por causa das coisas da vida. Volto com os contos e, como sempre, espero que gostem)

Quando terminei o colégio em Lima, não tinha muito bem planejado o que faria depois. Nunca parei pra pensar qual era o caminho a seguir, estudar ou trabalhar?

Enquanto pensava, os dias passavam. Minha mãe me recomendou com uma das vizinhas e trabalhei vendendo café da manhã por Miraflores com ela. Saíamos cedo, bem cedo na verdade, pra chegar antes da concorrência. Parávamos na frente das obras e esperávamos pacientemente os primeiros compradores, na maioria senhores que trabalhavam como pedreiros.

A dona me contava que o negócio dela tava meio fraco, que as pessoas preferiam comprar da concorrência do que dela. Talvez porque preparavam mais gostoso ou era mais barato.

Mas com a minha chegada tudo mudou, os senhores desviavam o caminho e até passavam reto pelas outras donas pra se aproximar de nós duas e comprar.

— É nova sua ajudante? — Sim, é minha sobrinha que acabou de sair do colégio. — Que bom, que bom: me dá uma maca grande e dois pães com abacate. — Cinco, freguês. Pagou com 10 e o troco uma moeda de 5. — Valeu, linda. — Valeu você.

— Você tem sorte, mocinha, os senhores são meio enjoados e até galinhas, mas o importante é que comprem. — Sim, senhora, entendo.

— O que tem pra comer? — Frango frito, Lombo salteado e Salada russa. — Hummm, me dá uma russa — olhando pros meus peitos. — Dá uma russa, menina. — Sim, dona.

Por algum motivo a Salada russa acabou rápido, e os pães também.

Os dias passavam e eu me acostumava de certa forma com o tratamento e a rotina de olhares e cantadas dos senhores. Nossas vendas disparavam e as outras donas nos olhavam com um desprezo que queimava. Minha vizinha, como agradecimento, aumentou meu salário, e eu, obrigada, obrigada.

Foi quando chegou outra garota mais ou menos da minha idade que as vendas caíram, ela era um pouco mais velha, isso sim, vinha de legging e um top justo. Eu me perguntava como é que ela não morria com tanto frio que fazia nos invernos de Lima. Ela se abaixava de forma descarada mostrando a bunda pros compradores enquanto procurava os pães, entrava na onda dos senhores, dizia: pai, love, bebê, gato. O que vai levar hoje? Deixava tocarem nos braços dela e sorria de um jeito bem safado. Era isso que mais chamava a atenção.

Entendi ali que não importava se a comida era boa ou não, isso ficava em segundo plano e que o importante era o "trato" com o cliente.

Com uma certa inveja, e por ordem da minha vizinha, tentei fazer o mesmo que a outra garota, mesmo sendo meio desengonçada no começo, fui melhorando esse "trato" com os fregueses.

Usava minissaias, meia-calça que apertavam minhas coxas, e decotes que mostravam todos os meus dotes. Imitando a postura da outra garota, me inclinava e os senhores viam um pouco da minha bunda e da minha calcinha. Se sua mãe descobre, ela me mata, menina. Relaxa, vizinha, vai dar tudo certo.

O boato correu rápido por Miraflores, gente de outras obras desviava o caminho habitual só pra me ver com a desculpa de comprar. Inclusive já não era só gente operária, playboys branquelos e bem vestidos também apareciam pra comprar nosso café da manhã.

Era tanta gente se amontoando a cada minuto que os fiscais já tinham de olho na gente. Circulem, circulem que em Miraflores não é permitida a venda ambulante. E a gente tinha que se mandar, fugir daquele lugar.

Um dia, por distração, chegaram vários deles e apreenderam nossos cafés da manhã. No meio do empurra-empurra, a senhora tentou salvar a quantidade enorme de comida que ainda tínhamos.

Ai, menina, acho que é tudo por hoje. Vou ter que ir com eles e ver como faço pra recuperar nossas coisinhas. Vai pra casa mesmo, do mesmo jeito vou te pagar o dia, você me fez ganhar bem essas semanas.

Prédios enormes sem fim por causa da neblina, estradas sem buracos, a via expressa organizada, parques lindos e limpos, frio de rachar e ventos vorazes. Eu não tinha me dado lembro do tempo que trabalhava lá, como Miraflores era lindo comparado a outros bairros mais precários.
Olhando o mapa no meu celular, via um jeito de voltar pra casa, uma kombi talvez, mas onde pegar? O marido da patroa costumava deixar e buscar a gente no fim do expediente, então não tinha essa preocupação com transporte.

Paso Tejada, moças e rapazes vão trotando com fones de ouvido, seguindo a rotina diária de cardio. Tinham um corpo bonito, uma boa forma. Dava uma certa inveja ver que eles não se preocupavam com dinheiro, só queriam malhar, ficar gostosos, estudar e ser felizes, tinham a vida resolvida, cheia de luxos.

Paso 28 de Julio, um carro conhecido estaciona bem perto de mim e abaixa o vidro: "Moça, moça, me vende uns cafés da manhã." Me aproximei e expliquei o que tinha acontecido. Era um cliente habitual, um playboy de uns 30 anos, e a patroa sempre aumentava os preços quando ele comprava da gente. "Ele tem grana pra comprar tudo e jogar fora se quiser", ela dizia, "é só olhar o Audi dele."

— E o que você tá fazendo aqui andando sozinha? — disse o cara, esfregando as mãos.

— Perguntei pra uma senhora agora pouco e ela disse que em Benavides passam as kombis que podem me levar pro Evitamiento.

— Entendo, é sim. Em Benavides passam e te deixam na ponte. Mas vem, sobe que eu te levo. Sem compromisso.

Ele abriu a porta e senti a mudança de temperatura na hora, meu corpo se aliviou ao deixar pra trás o frio que arrepiava minha pele. Contando minhas moedas, vi que na minha bolsa não estava a chave de casa. Minha mãe trabalhava e meu padrasto também, como eu ia entrar? Subir no telhado e abrir as telhas de eternit seria difícil, não tinha escada; pedir pra entrar pelos buracos que ligavam a casa do vizinho com a minha ia encher minhas pernas e braços nus de feridas. Esperar e só isso, que saco.

Quantos anos você tem? Em 3 meses faria 17, e — Você? 32, tô velho. — Pois não parece, hein, tá bem conservado. — A academia ajuda muito, levei uma vida saudável por tempo demais. — Imagino, mas já não tão saudável, porque a gente compra os cafés da manhã e ainda pães com hambúrguer. — Tem razão, mas é que às vezes a gente tem uns desejos, o corpo é fraco.

Quando ainda tava no quinto ano do ensino médio, eu e minhas amigas fomos fazer trabalho voluntário no meu bairro. Nos mandaram pra praia catar lixo que ficava jogado, era um trampo pesado, porque a quantidade de porcaria era imensa. Minha amiga Tatiana era uma menina extrovertida, sempre se cercava mais de amigos do que de amigas, tinha facilidade nisso. Os colegas compravam comida pra ela quando ela não trazia lancheira, compravam refrigerante e doce sem ela nem pedir. Ela só falava com um tom triste: «Que calor que faz hoje, tô morrendo de sede» E sempre aparecia um com as moedas na mão. E quando terminamos de catar o lixo da praia, não tínhamos como voltar a não ser andando. Ela parou um carro e com um tom provocante começou a conversar com o motorista, e a gente entrou. Ela foi na frente e ficou dando mole pro cara, ria e se aproximava muito, como querendo seduzir ele, até passava a mão nas coxas dele perto da virilha, como se tivesse procurando alguma coisa. Na hora de descer, deu o número de telefone dela e ele nem cobrou a gente pela carona. Aprendi ali que as mulheres têm uma certa facilidade quando querem conseguir alguma coisa.

— Ei, e mais ou menos em quanto tempo a gente chega na ponte? — Umas 15 minutos, por quê? — É que tô morrendo de fome e não tomei café, quero chegar logo em casa. — Ah, olha, se fosse um pouco mais tarde eu te convidava, conheço um lugar bom pra caralho, mas como é muito cedo ainda não abriu. Só seria no meu apê se você topar. — Fica muito longe? — Muito perto, na verdade, a gente acabou de passar faz dois minutos.

Assim como com o professor de Oratória, eu peguei aquela experiência como se fosse um déjà vu. Entramos no apartamento dele, tomamos café da manhã, ele... Ela se insinuava, me tocava e eu deixava. O mais curioso é que ela não tentou transar comigo, só ficava beijando meus pés e subia devagar, parando antes de chegar na minha buceta. Ela me pedia pra fazer coisas estranhas, coisas que obviamente eu não aceitava. Até que começou a me oferecer dinheiro: "Te dou 50, 100, mas faz isso, por favor." Ela baixou a calça e se deitou no chão de barriga pra cima. Tinha um pau branco e minúsculo, ereto de um jeito engraçado, e os ovos dela praticamente escondiam o negócio. Era estranho pisar no pau dela e falar que ela não valia como homem, mas aquilo excitava ela. E eu feliz da vida com a grana que tava ganhando.

No dia seguinte, fui vender de novo com minha vizinha. Não deu problema, porque ouvi que ela tinha "resolvido" com o fiscal e assim ele não ia encher o saco, com a condição de a gente se mexer e vazar rápido. O marido dela pegou as coisas e esperaram eu subir no carro. "Dona, vou comprar uns livros, tem uma livraria ali perto. Pode ir na frente." Ela não perguntou nada e arrancou o carro.

Tinha combinado com Omar de nos vermos de novo. Ele ia me pegar depois que minha vizinha fosse embora. Entrei no carro e nos cumprimentamos com um beijo no rosto. Fizemos aquelas perguntas básicas depois do "oi", e finalmente ele me contou o plano. Tinha comprado umas roupas bem putaria: uma minissaia xadrez vermelha e branca, uma fio dental que mostrava a bunda toda, uma camiseta curta que deixava a barriga de fora — estilo colegial.

Ele me contou o plano fantasioso dele, e eu fiquei ouvindo, entretida, contanto que tivesse grana no meio, coisa que não faltava pra ele: íamos estacionar no subsolo do parque de Miraflores, esperar um homem passar perto do carro, e eu ia sair pra fazer uma encenação. Meu celular ia cair debaixo do carro do lado, e eu ia me abaixar pra pegar. Omar ia ficar assistindo tudo pelos vidros escuros.

"E se o cara tentar fazer alguma coisa comigo?" "Acho que não, porque aqui sempre passa segurança e eles iam perceber. E se rolar, é só você deixar. levar e pronto. Vou te pagar muito bem, mas por favor, realiza essa fantasia pra mim, tá?
Minha vida era meio sem graça depois do colégio, Miraflores era um lugar que eu não conhecia e ninguém me conhecia. Por que não fazer um monte de coisas assim?
Ao longe, dava pra ver um homem meio largo de corpo por causa dos músculos, um metro e setenta e poucos de altura, e talvez uns 40 anos. Ouviu-se o bipe ao fechar o carro dele e ele foi em direção à saída.
Desci do carro rapidamente, me ajoelhei e deslizei meu celular debaixo do carro até o ponto em que meus braços não alcançavam mais. Minha bunda exposta pela minissaia passou despercebida pelo senhor que avançava devagar, até que um gemido de esforço chamou a atenção dele pra mim.
— Moça, precisa de ajuda? Virei como se não esperasse a chegada dele e contei o que aconteceu. Ele se abaixou e pegou pra mim. Peguei meu celular e agradeci com um abraço provocante. Senti as mãos grossas de coroa apertarem minha cintura nua.
— O que fazia aqui sozinha? — Ah, tava saindo pra trabalhar e tropecei, meu celular ficou lá por isso. — Trabalhar? Te acho muito nova, quantos anos tem? — Tenho 21 (menti). — Ahhh, entendi. E então, com o que trabalhava uma moça tão linda como você? (Me olhando dos pés à cabeça com um sorriso safado) — Ora, cê sabe, não se faz de bobo. Me vendo aqui, no que diria que eu trabalho? — Ah é? Então faria um trabalho pra mim também. — Como o quê? O que cê quer dizer? Ele virou a cabeça de um lado pro outro pra ver se tinha alguém perto e baixou a calça: — Esse tipo de trabalho.
Dava pra ver um volume grosso por baixo da cueca dele listrada de mostarda e creme. — Depende se você tem como me pagar. — Dinheiro não é problema, é só falar um valor.
Ele me virou e me apoiou no carro. Pelas janelas, pude ver o rosto do Omar, que tava atento à cena.
Senti o senhor beijando minha bunda com calor, moveu minha calcinha fio dental pro lado e colocou o rosto entre minhas nádegas, respirando fundo. Ele se levantou e ficou me lambendo e mordendo a orelha enquanto apertava minhas nádegas como se quisesse abri-las.
Ele Ele girou de novo e fez com que eu me ajoelhasse na frente dele. A cueca dele esticava com a pressão da ereção. "Tira", ele disse. Os líquidos dele jorraram no meu rosto, o pau era grosso e pulsava, parecia que ele não transava há meses.
Eu chupava ele e minha boca enchia, com movimentos frenéticos a mão dele empurrava minha cabeça e eu acabava engasgando. Ele falava um monte de obscenidades enquanto eu fazia aquilo.
Ele sentou no chão e eu continuei com meu trabalho duro. Dessa vez, minha bunda descoberta estava do lado direito dele. Ele enfiou os dedos grossos na minha buceta e levou o líquido até meu cu. Lambeu meus lábios inferiores e os dedos dele iam dilatando meu rabo. Ele voltou pra trás de mim, agarrando minha cintura e puxando pra perto dele, o pau grosso dele enfiava no meu cu que ia se abrindo aos poucos. Quando conseguiu entrar, eu sentia uma vontade de mijar e ele não parou, mesmo eu pedindo pra ele parar. Depois de um tempo, ele tirou e gozou tudo na minha boca, era grosso e tinha um gosto azedo.
Naquele dia, eu tinha ganhado dinheiro equivalente a uns 3 meses de trabalho vendendo café da manhã.
Omar e eu continuávamos nos falando, já não com tanta frequência, mas toda vez que a gente se via, ele tinha uma ideia mais louca. Na maioria das vezes, o perigo era excitante, mas valia mais a pena pelo dinheiro rápido e fácil.

(Se quiserem que eu continue contando histórias, me avisem :3 vou tentar ficar mais ligada. Valeu por ler)

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