1994. Sem querer, já tinham se passado quinze anos. Eu tinha mudado, meu entorno, tudo.
Assim que terminei o ensino médio, me mudei pra San Miguel e comecei a faculdade. Engenharia Civil. Fiquei três anos lá e, aos vinte e um, me mudei pra Buenos Aires pra continuar o curso. Meu pai tinha me colocado na empresa dele, primeiro como estágio pra eu ir aprendendo, e depois, quando me formei, já como engenheira. Ele já tinha se aposentado antes do tempo, no final dos anos 80, saindo como Vice-Presidente de uma das áreas. Contatos dentro da empresa sobravam pra ele, mesmo depois de aposentado, então não foi difícil me encaixar.
Me encaixar até certo ponto, porque eu era muito competente e tinha talento pro trabalho. Falava inglês perfeito, manjava de computação e era uma boa engenheira, além disso. Quase ninguém dos meus colegas lá nos escritórios de Buenos Aires sabia quem tinha sido meu velho. Só alguns VP's antigos, colegas dele, o conheciam e sabiam que eu era filha do Richard McKenzie. A empresa era bem grande e tinha muitos funcionários em vários países naquela época. Eu já era uma verdadeira mocinha. Uma mulher jovem, gostosa e inteligente. Uma profissional. Já calejada por todas as experiências que carregava comigo.
Meus colegas de trabalho e meus chefes imediatos não faziam muita ideia do meu parentesco. Não tive problema nenhum com eles. Bom, na verdade só um, que sempre tive. Tive quando entrei na empresa e também toda vez que algum funcionário ou funcionária nova chegava. Os portenhos metidos a besta não conseguiam acreditar que eu era tucumana. Não entrava na cabeça deles que uma garota como eu pudesse vir de lá. Achavam que minha amada Tucumã, sei lá, era um buraco no chão que só tinha empanada, vinho e cabeças pretas. Isso me enchia o saco pra caralho e eu via essa atitude o tempo todo. Em todos.
Em todos menos um. Um portenho que não parecia. Marcos, um cara mais ou menos da minha idade que tinha entrado uns meses depois de mim. Quando algum dos outros fazia uma piada, um comentário ou alguma zoação por eu ser tucumana, todo mundo ria e festejava. Menos Marcos. Não falava nada. Eu fingia que não me importava com aquilo, ria junto com eles, às vezes devolvia alguma pra gente continuar rindo e não criar problema. Me fazendo de forte. Mas eu via o Marcos, ele não entrava nessas zoações que faziam comigo. E só me olhava.
Eu não dava muita bola pra ninguém, incluindo ele. Quer dizer, tratava todo mundo bem por igual. Até que um dia Marcos veio até minha mesa e me perguntou se eu aceitava um convite pra tomar um café perto dali depois do trabalho. Perguntei por quê, e ele disse, sem hesitar e sério, que se sentia mal pelo tanto que os outros me zoavam às vezes. Que queria ter essa atenção comigo. Me deu uma ternura no peito de repente que me quebrou. Me matou.
Tomamos aquele café. Outros dias, outros mais. Viramos amigos, viramos namorados. Um ano e meio depois, marido e mulher.
Tínhamos um casamento jovem e, sinceramente, muito bom. Nos amávamos pra caralho e, por sorte, vivíamos bem. Mas tínhamos uma nuvem negra no nosso horizonte. Nós dois Queríamos ter um bebê, nós dois sonhávamos com isso, mas já estávamos juntos há três anos e eu não engravidava. E não era por falta de tentativa. Também não era por causa do Marcos. Eu já sabia, ele tinha me contado, que anos atrás uma das namoradas dele tinha engravidado acidentalmente.
O problema era eu. Isso explicava por que, em todas as minhas aventuras de garota, eu nunca tinha engravidado. Algo estava errado comigo. Eu tinha algum problema. Consultei um ginecologista e ele me encaminhou para uma especialista em fertilidade. Com essa médica, fiz um monte de exames e análises. No final, ela me disse que, felizmente, não era nada grave, que eu não me preocupasse. Eu só tinha um problema hormonal que não me deixava ovular direito. Comecei um tratamento com ela, de pílulas e injeções, junto com um regime de... tentativas, com o Marcos, pra ver se finalmente eu engravidava.
Graças a Deus, alguns meses depois finalmente aconteceu. Eu estava finalmente grávida, aos meus vinte e oito anos. Nos dois deu uma felicidade enorme, incrível. Depois nasceu a Mercedes, também graças a Deus bem saudável e linda.
Eu nunca tinha me esquecido de todas as coisas que fiz com o velho Carlos e com outros, naquela época de loucura e do meu despertar sexual. Sempre lembrava de coisas. Momentos. Sensações. Guardava pra mim, pra me confortar nos meus momentos íntimos. Eu já era uma jovem mulher. Feita e direita, e não era que eu sentia falta de fazer tudo aquilo de novo. De jeito nenhum. Eu era feliz com o Marcos. Mas uma garota não experimenta as coisas que eu experimentei sem ficar com marcas. Indeléveis e doces, na cabeça e no coração. Eu já não era mais a putinha de ninguém, mas no fundo do meu ser, sabia que sentia falta de ser.
Naquele ano, 1994, nossas férias com o Marcos não coincidiram. Sempre tirávamos juntos, pra ir pra algum lugar com a Mercedes, mas naquele ano não deu. Ele estava atolado de trabalho com um projeto e a empresa não deixou. Eu já tinha as minhas reservadas e tinha que tirar. Pensei em ficar em casa, mas o Marcos me insistiu pra eu ir pra algum lugar aproveitar. Que entre ele e minha sogra iam cuidar da Mercedes numa boa, que eu não me preocupasse. Aí pensei em voltar pra Tucumán, nem que fosse uma semaninha, pra visitar meus pais e minha terrinha. Eu não voltava desde que tinha ido embora, eles é que vinham sempre nos ver em Buenos Aires.
A verdade é que passei uns dias maravilhosos. De volta na minha querida terra, de volta em La Cocha na casa dos meus pais, que continuavam lá, curtindo a aposentadoria os dois. Andava horas inteiras pela minha cidade, que tinha crescido um pouco e ficado mais bonita. A modernidade da época tava chegando. Devagar, mas tava chegando. Um dia até voltei no Cardenal Manfredi, pra visitar. Do nada, assim numa manhã, porque me deu na telha. Que lembranças lindas! O terreno estava igualzinho. Idêntico, mas idêntico ao que eu tinha deixado.
Logo encontrei uma das freiras, a irmã Natália, que era da minha época. A gente se reconheceu na hora e se abraçou. Coitadinha, já tava bem velhinha. Mas claro que reconheceu a american. Ela me levou pra dar uma volta pelo terreno e bater um papo. Até me fez entrar numa aula, pra eu falar pras meninas e contar minhas coisas, minha experiência. Como eu tinha saído dali, do mesmo lugar onde elas estavam, e o que eu tinha conquistado na vida. Foi lindo. As meninas me olhavam, tão lindas e doces, prestando atenção em tudo que eu contava. Do meu trabalho, de Buenos Aires, dos meus anos no Manfredi. Adorei ver e sentir como eu inspirava elas, como fazia bem ouvirem eu falar. Me emocionei de verdade.
A irmã Natália me disse que não tinha mais ninguém daquela época. Só ela e mais umas duas irmãs. Tudo foi mudando. Os diretores… elas. Agora tinha até pessoal de limpeza de verdade pra cuidar do lugar. O velho Carlos tinha se aposentado há anos, lá pra metade dos anos oitenta. Tinha voltado pra Robles dele, ela me disse.
Carlos… Só de estar de volta lá no colégio e respirar aquele ar de novo. Aquele cheiro tão característico dos corredores. Sentir o nome dele na minha cabeça. Que lembranças lindas. Até me animei a dar umas voltas sozinha, descendo pro porão, só pra zuar. Pra fazer isso. Tava um pouco mais limpo, talvez, mas ainda assim. E todas as portas estavam trancadas. Quis entrar na que era a porta da salinha do Carlos, mas tava com cadeado. Andando devagar pela penumbra, cheguei até um dos banheiros, que continuavam sem uso. Fiquei na porta olhando pra dentro, na minha cabeça eu tava vendo a menina com o uniforme do colégio, de joelhos na frente do velho e curtindo tanto, mas tanto ter o pau dele na boca. E o velho acariciava ela e sorria pra ela de cima. Dizia umas coisas gostosas enquanto a garota chupava ele, cheia de amor.
E ele chamava ela de "sua putinha"...
Naquela noite na casa dos meus pais, antes de dormir e na solidão do meu quarto antigo, me masturbei gostoso pensando no Carlos. Na manhã seguinte, não hesitei. O tempo era meu. Pedi pro meu pai me emprestar o carro dele, falei que queria ir pra San Miguel, que trazia de volta à noite. Mentindo de novo, aos meus trinta e três anos, feito uma menininha.
Talvez não fosse encontrar nada, talvez fosse encontrar tudo, eu não sabia, mas mesmo assim peguei o carro e, depois de tantos anos, fui pra Robles. Fui bem elegante. Se encontrasse o Carlos, que era o que eu queria, queria que ele visse na mulher em que eu tinha me transformado.
Cheguei ao meio-dia, bem na hora do almoço. O sol queimava gostoso a terra e a pele naquela hora. Robles estava igual. A pouca modernidade que La Cocha tinha pegado naqueles anos, em Robles nunca tinha chegado, e eu já duvidava se um dia ia chegar. Encontrei a casinha que era do Carlos e parei o carro na frente. Olhei de fora e também estava igual. Humilde e bonitinha. Cuidada. Engoli seco, nervosa, e desci. Não sabia com o que ia me deparar e também não sabia com o que queria me deparar. Mas sabia que tinha umas coisas pra terminar de fechar, coisas minhas, depois de tantos anos.
A porta tinha mudado. Lá fora tinha uma tipo de tela, de plástico duro transparente, e atrás disso só uma cortina pra não ver lá dentro. Criando coragem, bati várias vezes bem rápido. La Cocha tinha campainhas, Robles só tinha inveja. Logo uma mina mais ou menos da minha idade puxou a cortina e falou comigo de trás da tela. Era uma cholita daqui, meio gordinha mas bonita de rosto. Tinha um pano de prato na mão. Me olhou sem entender muito o que uma mulher como eu fazia ali.
"Oi... oi, boa tarde", sorri pra ela.
"Oi, boa'...", ela disse, torcendo o pano que segurava.
"Eh... essa é a casa do Carlos?", perguntei.
A cholita concordou com a cabeça, "É... é aqui..."
Eu... Sorri suavemente, "Ele tá?"
"Sim, num vê... 'pera aí...", ela disse e virou pra dentro chamando ele meio alto, "Seu Carlo! Tão procurando o sinhô!"
Fiquei ali paradinha, debaixo do telhadinho de zinco corrugado que tinha. Elegante do jeito que tava. Sorrindo, mas meio nervosa. Um instante depois vi ele vindo de dentro. Meu velhinho. O andar já tava bem cansado e ele tinha envelhecido visivelmente. Tava um pouco mais curvado e já não tinha tanta barriga. O rosto tinha enrugado bem mais e ele já tava praticamente careca. Mas ainda mantinha boa parte da sua solidez, aquele corpo sempre foi forte e um pouco de força sempre ia sobrar, apesar dos trancos da vida.
Ele me olhou em silêncio atrás da porta de tela. Só uns dois segundos, e começou a desenhar um sorriso lento. Na cara e nos olhos. ".. Gringuinha?! Gringuinha... é você?!"
Eu sorri doce pra ele, "Oi Carlos.. Oi, como cê tá?"
"Gringuinha! Mas que puta que pariu...", ele riu alto e abriu a porta de tela. Nós dois nos fundimos num abraço enorme, ali na porta. E foi incrível sentir ele de novo. Ficamos assim nos braços um do outro. As mãos dele esfregavam minhas costas, me acariciavam com carinho. E minhas mãos também não conseguiram evitar sentir ele e confortar ele também, enquanto enfiava o rosto no ombro dele.
"Oi Carlos, querido... oi...", começou a subir uma vontade de chorar que quase não consegui segurar quando senti a enxurrada de beijos amorosos que ele tava deixando na minha bochecha. Enfiei o rosto no ombro dele. Fazia pior ouvir a alegria que o velho carregava na voz, no meu ouvido, tão suave.
"Ah, Gringuinha mas o que cê tá fazendo.... O que cê tá fazendo... não acredito, eu... o que cê tá fazendo aqui, meu amor!", ele disse e me soltou um pouco. Olhamos um pro outro ali abraçados, sorrindo um pro outro, "Olha só você, eu... como é que aparece assim... o que cê tá fazendo aqui?"
Eu sorri pra ele, "Vim te ver, pra ver se cê tava bem...". Olhei ele com doçura. A única coisa que realmente tinha mudado era que nós dois estávamos mais grandes e eu já era um pouco mais alta que ele agora. Só isso. O mesmo brilho nos olhos, o mesmo sorriso, o mesmo calor das mãos dele.
"Mas entra, uai! Hahaha!", ele riu alegremente e me pegou pelo braço, me fazendo entrar, "Entra, fica à vontade.. Que alegria, americana… que alegria!"
Entrei e estava tudo igual na salinha de estar. Quase tudo. Tinha uns móveis a mais, que eu não lembrava, e talvez estivesse no geral bem mais limpo, mas quase tudo igual. O velho baixou um pouco o volume da TV e me fez sentar com ele no sofá, "Vem, vem… Silvita!", chamou a moça que estava nos olhando da cozinha, "Silvita! Bota um mate pra gente, vai!"
"Tá bom, Seu Carlo'...", respondeu a moça, que parecia ainda não entender nada.
Ficamos lá no sofá, conversando. Grudadinhos e sem soltar as mãos. Nunca. Ele me fez contar tudo. Tudo daqueles anos que não o via, e eu também perguntava sobre ele. A guria veio com a chaleira e o mate e deixou na mesinha de centro. Depois voltou pra cozinha, sem dar muita bola, na dela, mas olhando pro nosso lado de vez em quando, ainda estranhando o que uma mulher assim tava fazendo ali.
Tomei um gole de mate e pisquei pro velho, apontando discretamente com a cabeça pra cozinha, "Arrumou uma namorada agora? Ela é gostosa", sorri.
Carlos riu, "Não… naaao… A Silvita cuida de mim… ajuda em casa, sabe… Eu já meio que não consigo."
Olhei pra ele com carinho, "Tá bem?"
Ele deu de ombros um pouco, mas sorria, "Ah… mais ou meno', sabe. Mas bem."
"O que cê tem? O que tá rolando?"
"Nada, tiraram umas coisinha' daqui", disse e deu uns tapinhas na barriga de leve pra indicar, "Tô com problema' no fígado… no coração… mas bem. Levando."
"Tá bom", concordei com um sorriso, "Mas cê tá bem."
"Sim, mocinha, não se preocupa' ", devolveu o sorriso.
"Pelo meno' tem alguém pra te ajudar aqui, não tá sozinho", Carlos concordou devagar.
Eu baixei a voz um pouquinho e me aproximei: "Tá se comportando direitinho, né?"
"Hã?", ele disse.
"Tô falando, com a guria.", eu sorri.
Carlos se cagou de rir e me deu um tapinha no braço, "Hahaha... siim, eu me comporto. Bom, às veiz’ a mão escapa... Mas fazer o quê...", ele piscou o olho. Eu sorri e balancei a cabeça, "O homem precisa de uma cholita em casa, american. Cê sabe."
"Sim, eu sei. Nem que nem eu.", falei.
"Cholita que nem você não tem.", ele sorriu pra mim, "Pode ter parecida’, mas nem que nem você não...".
Contei que morava em Buenos Aires, que era casada. Já com uma menina. Contei do Marcos. Tudo. O velho me escutava sorrindo. A gente se olhava doce, como sempre fez. Depois que o gelo do reencontro quebrou, depois de tantos anos, a gente recuperou a familiaridade que tinha um com o outro na hora. Como se tivesse passado uma semana e não quinze anos.
A gente conversou ali um tempão. Mais de uma hora a gente ficou. Contando tudo. Num momento a cholita veio e falou que ia pra casa dela, que voltava depois da sesta. Se despediu dele, mas de mim nem tanto. Ainda não entendia minha presença. Depois de mais um pouco de conversa, Carlos se levantou com dificuldade pra ir ferver mais água pro mate. Falei que fazia, mas ele não quis nem saber. Eu fiquei sentada ali, relaxada, curtindo o calorzinho da tarde na salinha de estar. Ficava olhando o velho na cozinha, sorrindo sozinha. Meus olhos foram parar nuns jornais e umas revistas que tinha ali num dos outros sofazinhos.
Peguei uma e comecei a folhear, sorrindo. Era uma Playboy meio velha e surrada que o velho tinha. Fiquei folheando, sentada ali, e o velho voltou com a chaleira fumegante. Já tava a sós, não precisava mais me cuidar ao falar.
"Vejo que cê continua o mesmo velho punheteiro, hein?", falei com um sorriso sem olhar pra ele. Olhando pras gostosas peladas que pareciam pular das páginas.
Carlos riu forte ao me ver e sentou de novo do meu lado, preparando um mate, "Hahaha! Igualzinho masturbador, não, Gringuita. Má’ ainda…”
“Você é terrível”, sorri olhando a revista, “A cholita não te atende de vez em quando?”
“Eh? A Silvita?”, ele perguntou, eu assenti, “Não… ela não quer sabe’ de nada. Ela ‘tá pra outra coisa’. Às veze’ um abraço desse’ bonito’ ou um beijinho eu tiro, mas a buceta me manda pastar”
“Olha só, como ela resiste aos seus encantos… bem feito pra ela”, sorri e joguei a revista de lado de leve. Carlos riu e eu olhei pra ele um momento, “Me deixa ir no banheiro? Pode?”, perguntei.
“Claro, pequena… vai”, levantei e fui pro banheiro, sentindo os olhos do velho cravados na minha bunda enquanto eu ia, “Sabe onde fica…”
“Sim, Carlos, sei muito bem onde fica…”, ri sozinha. As coisas que eu já tinha feito naquele banheiro.
Fiz minhas necessidades lá, que tava segurando desde de manhã, e me olhei no espelho por um tempo. Me vendo. Me examinando por trás dos meus olhos verdes. Respirei fundo e decidi que era hora de fazer o que tinha ido fazer.
Quando saí, voltei pra salinha de estar. Carlos tava lá com o mate dele. Sorriu pra mim ao me ver chegar. Tinha começado a me dizer algo, não lembro o quê, mas eu ignorei. Em vez de voltar pro meu lugar do lado dele, sem dizer nada, me ajoelhei na frente dele, abrindo as pernas dele e me acomodando ali. Olhamos nos olhos, ele tomou outro gole de mate.
“Uh… o que cê tá fazendo’, Gringuita…”
Eu só comecei a acariciar as pernas dele em silêncio, olhando pra ele, por cima da calça dele. Minhas mãos agradavam ele bonito e suave nas carícias, e logo levei uma em cima do volume dele. Pra sentir. Não tava duro, mas era volumoso como eu lembrava.
O velho soltou uma risadinha baixa, “O que cê tá fazendo’, pequena… ‘tá procurando alguma coisa?”
Acariciei o volume dele por uns segundos em silêncio. Séria. Sem parar de olhar pra ele. Por fim, falei, enquanto continuava tocando ele ali, “Quero te fazer uma pergunta, Carlos…”
“Vamo vê’... o quê....”, ele disse e esticou uma mão pra acariciar minha bochecha, como sempre fazia. Eu deixei. Apertei mais forte o volume dele, pra ele sentir, e com o tom mais sério que consegui, falei: “Pensa muito, mas muito bem no que vai me responder, hein?”
“Mmm… vamo vê...”
“Você me promete?”, perguntei.
“Sim, Gringuita, fala…”, ele sorriu pra mim, passando o polegar áspero no meu lábio. Eu ignorei.
Apertei bem o volume dele. Mas bem. Forte. Tirei um suspirozinho de surpresa e prazer. Olhei fixo pra ele: “Lembra daquele padre? Em La Cocha, naquela vez?”
“Que padre?”, ele perguntou.
“Aquele da vez no porão.”
“Sim… e daí?”
“E daqueles dois da safra, que vieram pra cá? E do outro, seu amigo, que veio aqui também?”
“Aham… o que que tem?”, ele me olhou com um sorrisinho.
Sentindo uma sensação estranha, metade fogo por dentro e metade raiva, tirei a língua da boca e dei uma longa e lenta lambida no volume do velho, por cima da calça. Se molhasse o pano, não tava nem aí. Aí, quando ele sorria safado me olhando, perguntei na cara, furando os olhos dele com o meu olhar.
“Você cobrava deles, né?”
Carlos ficou duro. Ficou sério de repente, enquanto me via continuar apertando o volume dele, e esfregar meu rosto nele, devagar, olhando atenta: “american…”, ele começou a falar, mas eu cortei.
“Pensa muito, mas muito bem no que vai me responder, seu filho da puta…”, falei suave mas firme, sem tirar os olhos dele, esfregando minhas bochechas e meu queixo no volume dele, que eu já sentia endurecer um pouco por baixo do pano, “E é melhor me dizer a verdade, porque disso depende como eu vou embora daqui.”
Carlos não falava nada. Tava sério, me olhando fazer o que eu tava fazendo. Apesar do tesão do que eu tava fazendo, os dois ficamos calados num silêncio tenso.
“E? Vai me responder? Cobrava ou não?”, falei.
Carlos me olhou por um longo, longo momento e acariciou minha bochecha: “… sim.”, ele falou baixinho.
Naquela hora, senti um fogo por dentro. Mas não sabia fogo de quê. Se de ódio, de raiva, querendo ali mesmo arrancar os ovos dele a puxões... ou se era fogo de sexo. De paixão. De love. De vontade de ter aquela cock de novo na boca. Me acalmando um pouco por dentro, sem dizer nada, encontrei o zíper da braguilha dele e abaixei devagar. Carlos reclamou quando sentiu meus dedos pescarem às cegas debaixo da calça dele e puxarem a cock pro ar. Tava mole. Do mesmo marrom, grossa e linda que eu lembrava, mas molinha na minha mão.
"Velho puto", falei baixinho, com raiva, enquanto meus dedos começaram a masturbar ele bem, bem devagar.
"american... que cê tá dizendo...", ele gaguejou.
Dei uma lambida na cock dele, mole na minha mão. Na hora me bateu na cabeça o gosto e o cheiro que sempre me deixavam louca de prazer, "Que que cê tem, hein?"
"Que que cê tem você...", ele falou.
Enfiei a ponta daquela cock mole na boca e dei umas mamadas fortes. O gosto me invadiu, mas tirei na hora, continuando com a atenção manual, suave e lenta, "Use a palavra: buceta da sua mãe. Velho puto, filho de mil putas...", falei.
"Não fala isso, Gringuita..."
"Que que cê tem? Com as novinhas você se faz de machão, né?", rosnei, "Com as novinhas você é bem pica, né? Mas chega uma mulher de verdade na sua frente e você caga tudo..."
"Guria, para... não exagera...", ele falou me olhando.
Lambi e chupei um pouco mais, só dois segundos, sem tirar os olhos dos dele. A cock dele já tava dando sinais de alerta, "Como você me usou, pedaço de filho da puta. Velho de merda. Como você me usou..."
"american ou você se acalma ou eu te expulso no chute...", ele rosnou.
Eu sorri, fazendo careta, "Mas vai expulsar o quê, seu... Cuzão. Filho da puta. Pedaço de maricona. Devia arrancar sua cock com os dentes..."
"Nem pensa nisso, girl... que merda cê tem?", ele falou, "Até porque você vem reclamar agora... depois de quinze anos..."
"A puta que te pariu!", cuspi com raiva.
Carlos franziu a testa e se sentou um pouco. Me agarrou forte pelo cabelo comprido e me Ele me deu um puxãozinho, “Cala a boca de uma vez, insolente. Mal-educada do caralho! Tá na minha casa, porra!”, eu olhei pra ele com raiva. Com raiva e com mais fogo ainda nos meus olhos verdes ao sentir ele me segurar assim pelo cabelo, “Se fez foi porque gostou! E se gostou é porque é uma puta do caralho! É puta, sim, bem puta!”
“E você é um filho da puta!”, levantei a voz.
O velho tirou minha mão do pau dele e segurou ele mesmo. Reclamando, me puxou o cabelo mais forte e enfiou o pau na minha boca. No começo fechei os lábios pra não deixar entrar, mas a verdade é que não me aguentei mais. Logo abri e senti de novo o pau dele encher minha boca. Tudo. Inteiro, do jeito mole que tava. Ele apertou tanto que amassou meu nariz contra a barriga dele.
“Aaah… vai indo… cala a boca de uma vez e chupa bem meu pau… puta do caralho… que veio se fazer de fina aqui…”
Eu sozinha comecei a chupar, entre gemidos. O velho não soltava meu cabelo e eu sozinha comecei a chupar forte, fundo, sentindo como ele ia ficando cada vez mais duro na minha boca. Logo, entre os gemidos dos dois, ele já tava bem duro. Bem rijo na minha boca molhada e quente, que tanto desejava ele.
“Ufff… isso… ahhh… aí tá a boquinha da puta…”
“Mmmhh!!!”, só consegui gemer. Segurei ele pelos quadris com força e continuei chupando.
Carlos curtia e gozava, como nos velhos tempos. Sem me soltar, continuava falando, “Veio aqui fazer de corno o seu marido… acha que não sei? Putinha linda… Aaahhh…”
“Mmmmh!!!”, eu já sentia entre minhas pernas o quanto tava molhada.
“Isso… aahhh… isso… cobrei de todos os machos que te comiam… e bem que você gostava de toda essa pica, puta… bem que gostava…”, ele ria, aproveitando minha boca.
Eu me soltei pra respirar, não aguentava mais. Fiquei com a boca aberta e enorme, ofegante, com um fio de saliva grossa que ligava como uma ponte nojenta da minha boca até o pau, grosso e moreno que tinha na minha frente. Os olhos de Carlos brilharam ao me ver assim. Ele me agarrou mais forte do cabelo e se ergueu mais, na borda do sofá. Apontou a pica na minha cara e se masturbou rápido e forte. Eu fiquei ali, ofegante e abrindo bem a boca, olhando pra ele como se estivesse pasma, minha buceta dando sinais suaves e doces de prazer sozinha.
Carlos gemeu fundo, rouco, umas duas vezes e fechou os olhos de prazer. A pica dele começou a cuspir porra quente na minha cara. Na minha boca, em cima de um olho, até no cabelo senti um jorro cair. Eu tava no céu do tesão. O touro velho já não gozava como antes, mas ainda naquela idade podia ser perfeitamente a inveja de muito cara mais novo. Quando terminou de gozar e pintar minha cara, sorriu e sem soltar meu cabelo começou a esfregar a pica na minha cara enquanto eu olhava pra ele com meus olhinhos verdes cheios de amor e paixão.
O velho ria baixinho, me olhando, "Que puta linda... não mudou nada, american... puta gostosa...", eu sorri um pouco. A raiva que eu tinha sentido, aquele fogo, tinha sido apagado pelos jatos de porra do velho na minha cara, "Como você gosta da minha pica... ha! Limpa ela, vai..."
Eu obedeci e levei ela de novo pra boca. Chupando e lambendo uma vez lá dentro, procurando com ansiedade cada resto de sêmen que tinha ficado, engolindo tudo gostoso enquanto o velho suspirava de prazer.
Ficamos assim um tempo, só um tempinho, eu ainda ajoelhada na frente dele, satisfazendo ele suavemente com meus lábios e minha língua enquanto conversávamos. As coisas que a gente disse... Eu ainda tava voando de tesão. Não conseguia pensar em muito mais do que ter aquela pica de novo, e como era lindo que tava acontecendo de novo. Pensava em tanta coisa. Tanta. E tão linda. Tão gostosa. Devo ter pensado tão alto que Carlos deve ter ouvido.
Reclamando um pouco, ele se levantou do sofá e me levantou também. Eu tava me limpando a porra da cara com um guardanapo de papel que tinha ali, quando ele me pegou pela cintura e me virou. Enfiou uma mão por baixo da saia e Senti ele apertando minha bunda, e também um dedo áspero e gostoso enfiado bem entre minhas nádegas, esticando minhas meias de nylon pra dentro. Ele me empurrou devagar, me fazendo andar.
"Vamo' pro quarto, gostosa...", ele disse.
Eu me segurei um pouco, mas ele continuou me levando, "Carlos... para..."
"Shh... fica quieta...", ele riu, "Agora você vai dar uma alegria pro velho e a gente vai terminar de fazer de corno esse marido que você tem".
Subiu um arrepio daqueles que eu conhecia tão bem. Tão gostoso. E me deixei levar pro quarto, sem dizer nada. Eu já tava em êxtase com a situação. Quando chegamos, o velho me colocou de quatro na beirada da cama e ele ficou em pé atrás de mim. Levantou meu vestido por cima do corpo e jogou pro lado.
Ele riu baixinho quando me viu. Senti as mãos dele amassando minhas costas, depois a bunda e a buceta.
"Que gostosa que você tá, americana... como você cresceu... tá mais gostosa que antes, viu. Que bunda boa que você tem..."
Eu ri sozinha, olhando pra ele por cima do ombro. O velho tava se masturbando de novo, com os olhos fixos na paisagem dos meus quadris oferecidos e entregues assim pra ele. Agora eram de mulher, não de menina. Minha bunda tinha terminado de crescer fazia tempo e tava mais larga, mas igualmente firme, "Obrigada...", falei baixinho.
Carlos baixou minhas meias de nylon e a calcinha até os joelhos, me cuidando e acariciando minha bunda com uma mão enquanto a outra trabalhava no pau dele. Senti ele começar a esfregar a ponta ainda molhada, pra cima e pra baixo entre minhas nádegas, às vezes roçando entre meus lábios da buceta. A sensação de estar ali, daquele jeito, com ele de novo era avassaladora. Eu só podia aceitar e gemer meu prazer, pra ele saber o quanto tava satisfazendo a putinha dele.
"Devia ter ficado e casado comigo, mocinha...", ele riu.
Eu também sorri de olhos fechados, "Que isso, Carlos...", sussurrei.
"Falo sério, eu. Com o quanto você gosta... com o quanto eu gosto de te dar..."
"Mmmh... não dá. Não dava, meu amor...", falei. Inclinei o tronco na cama e joguei minha cintura mais pra cima, arqueando as costas. Oferecida e entregue assim, docemente pro meu touro velho.
"Sabe o que eu teria adorado... ufff..."
"Eu também, meu amor...", sussurrei, já morta de antecipação.
"Bom... mocinha linda... minha putinha linda...", ele disse e eu gritei baixinho de prazer. Senti o pau dele procurar minha buceta com mais força e entrou. Entrou fácil, suave, eu tava tão, mas tão molhada já. Minha boceta tava faminta, desesperada pra sentir o macho dela uma última vez.
Ele apertou minha cintura como sempre fazia, como eu adorava, e começou a meter. Suave, gostoso, fundo e devagar. Nos nossos melhores tempos, seriam aquelas porradas que ele adorava me dar, mas agora os empurrões dele, embora mais lentos e delicados, não tinham perdido nada do prazer que me davam. E a tensão, a dureza que ele carregava no pau, mesmo que só naquele momento lindo, era como a de ontem. Como a de sempre. Gemi pra ele, longo e doce, me pressionando também com minha bunda pra me encontrar com ele. Pra começar a sentir aqueles ovos de touro, balançando como um badalo que fazia soar os sinos do meu clitóris naquela posição.
"Aaaah... mmmh... siiiim, meu amor... me come... Me come, me come...", eu gemia. O velho também gozava gostoso, me apertando mais forte e acelerando o ritmo, "Ai, Gringuita… como senti sua falta… a buceta da minha putinha… Aaaah…"
Ficamos uns bons cinco minutos trepando assim. Cinco minutos de paraíso na terra. Eu já sentia que ia gozar. Minha buceta se apertava sozinha em volta da rola marrom e dura do meu velho, como querendo espremer ela, "Me dá… me dá tudo… mmmm… por favor…"
Carlos riu entre os gemidos dele e me deu um tapa forte na bunda, sem parar de me comer, "Como você gosta… mmmh… o corno do seu marido te fode assim, cholita? Hein?"
"N-não… nãoooo… aaaahh…", eu senti meus dedos, como se tivessem vida própria, apertando o lençol da cama.
"Aaah… seu macho… seu macho danado vai te fazer bem agora, meu amor…", ele rosnou pra mim, a rola dele entrando tão incrível, tão grossa, "Bem cheia vai ficar essa buceta de putinha que você tem!"
"Siiim! Aaaah.. Sim, meu amor!", gritei pra ele. Me senti tremer, minhas costas se arqueavam sozinhas. Já estava gozando gostoso em volta daquela rola velha e sublime.
Quando Carlos me sentiu começar a gozar, ele também se agitou. Sem me dizer nada, me pegou pelo meu cabelo comprido e ruivo e, fazendo um punho, puxou forte pra trás, o que me fez gritar ainda mais de prazer. Que lindo era se sentir tão mulher. Tão comida. Finalmente. Finalmente de novo. Senti Carlos se tensar e começar a me meter forte e fundo, com longas estocadas até o saco, deixando a rola enfiada lá enquanto gemia alto. Ele despejou o esperma quente dele, bem fundo, bem gostoso, me enchendo do amor e da porra dele. Juro que senti cada jatinho, cada tensão, cada cuspida.
"Aaahhh.. Siiim … toma, putinha … toma tudinho!!! Ahhhh…", ele reclamou e cravou os dedos na carne do meu quadril e das minhas nádegas, fazendo dele mais uma vez o corpo da sua mulher.
Meu velho touro me serviu mais uma vez, como tantas vezes tinha feito. Me deixando cheia e completa. Me lembrando docemente o quanto eu era puta. O quanto eu adorava essa Pau de macho. O que me fazia vibrar ser comida assim, por um malandro daquele jeito.
E tudo era verdade.
Quando finalmente ele tirou de dentro de mim, senti ele ofegante e dando tapas na minha bunda. Eu fiquei naquela posição, de quatro e de pernas abertas pra ele. Também recuperando o fôlego. Parte do amor e do sêmen que o velho tinha deixado dentro de mim, entre jorros e barulhinhos de ar, escorria devagar da minha pussy, gotejando no lençol. Era nojento. Era lindo.
Por sorte a gente conseguiu terminar bem, antes da Silvita voltar. Ficamos mais um tempinho, conversando, e nos despedimos docemente. Muito docemente. Abraçados os dois atrás da cortina da porta dela. Nos beijando, trocando selinhos. As mãos dele aproveitando minha Booty por baixo da minha saia. O sorriso dele, perto do meu. A gente não queria se soltar.
Foi a última vez que eu vi ele. Voltei pra Buenos Aires e retomei meu trabalho. Uns dois meses depois, descobri com um certo espanto, com uma mistura de medo e excitação, que tinha engravidado de novo. Era muito, muito difícil que tivesse sido do Carlos. Ele, como sempre me dizia, tinha os cartuchos vazios. Mas será que ele sabia disso de verdade? Ou será que todo o tempo que eu não engravidei dele, quando era mais nova, era porque o problema era meu? Com o tratamento hormonal que, na teoria, já tinha terminado e tudo, mas e se…? E se ele tinha consertado tudo?
Naquela época não eram tão comuns os testes de DNA e de paternidade e tudo isso. Tinha, sim, mas eram caros e eu não sabia se realmente queria fazer. Pra que me arriscar a levantar a lebre do que eu tinha feito na minha última visita à minha terra? Pra que correr esse risco? As chances de ser do Carlos eram mínimas, quase inexistentes.
Sete meses depois nasceu o Marcelo. Um menino lindo. Quando tiraram ele de mim, limparam e finalmente trouxeram pra eu segurar no colo, fiquei tão emocionada. Que bebê lindo, meu Deus. Era lindo. Lindo e, já dava pra perceber, Bem paradinho. Com seu cabelinho preto macio. Aqueles olhinhos puxadinhos que agora estavam fechados, mas já iam abrir e me ver. Me ver sorrir pra ele. Me ver amá-lo. Com o formato do nariz e da boquinha dele, tão lindos e únicos, que tinha puxado do pai. Meu bebê lindo, chá com porra.
No ano seguinte, logo depois, me peguei lendo as notícias da minha terra. Tinham me mandado, como todo mês, a revista da associação de ex-alunas do Manfredi, que era editada por uma amiga minha de lá. Folheando distraída, me deparei com a notícia. Que com muita dor, as ex-alunas do Cardeal Manfredi se despediam de Carlos Gutierrez, que tinha colaborado e trabalhado pela manutenção e progresso do colégio durante tantos anos, e que hoje já estava na companhia do Senhor, agradecendo por todos os anos de trabalho. Que seus restos foram velados em...
Chorei por ele. Chorei ali sozinha na minha cozinha. Sem fazer barulho. Chorei por um bom tempo. Por sorte, Marcos não estava em casa. Quando consegui me recompor, fui até o berço onde estava Marcelito. Peguei ele no colo e, enquanto o segurava assim, contei tudo sobre o pai dele. Não me importava se ele ainda não entendia minhas palavras. Queria que ele entendesse o que a mãe dele sentia. Na verdade, se eu nunca explicasse com palavras, mais pra frente, pra mim estava de boa. Estava perfeito.
A única coisa que o bebê precisava saber, pensei, era realmente o quanto a mãe dele amou o pai dele.
Assim que terminei o ensino médio, me mudei pra San Miguel e comecei a faculdade. Engenharia Civil. Fiquei três anos lá e, aos vinte e um, me mudei pra Buenos Aires pra continuar o curso. Meu pai tinha me colocado na empresa dele, primeiro como estágio pra eu ir aprendendo, e depois, quando me formei, já como engenheira. Ele já tinha se aposentado antes do tempo, no final dos anos 80, saindo como Vice-Presidente de uma das áreas. Contatos dentro da empresa sobravam pra ele, mesmo depois de aposentado, então não foi difícil me encaixar.
Me encaixar até certo ponto, porque eu era muito competente e tinha talento pro trabalho. Falava inglês perfeito, manjava de computação e era uma boa engenheira, além disso. Quase ninguém dos meus colegas lá nos escritórios de Buenos Aires sabia quem tinha sido meu velho. Só alguns VP's antigos, colegas dele, o conheciam e sabiam que eu era filha do Richard McKenzie. A empresa era bem grande e tinha muitos funcionários em vários países naquela época. Eu já era uma verdadeira mocinha. Uma mulher jovem, gostosa e inteligente. Uma profissional. Já calejada por todas as experiências que carregava comigo.
Meus colegas de trabalho e meus chefes imediatos não faziam muita ideia do meu parentesco. Não tive problema nenhum com eles. Bom, na verdade só um, que sempre tive. Tive quando entrei na empresa e também toda vez que algum funcionário ou funcionária nova chegava. Os portenhos metidos a besta não conseguiam acreditar que eu era tucumana. Não entrava na cabeça deles que uma garota como eu pudesse vir de lá. Achavam que minha amada Tucumã, sei lá, era um buraco no chão que só tinha empanada, vinho e cabeças pretas. Isso me enchia o saco pra caralho e eu via essa atitude o tempo todo. Em todos.Em todos menos um. Um portenho que não parecia. Marcos, um cara mais ou menos da minha idade que tinha entrado uns meses depois de mim. Quando algum dos outros fazia uma piada, um comentário ou alguma zoação por eu ser tucumana, todo mundo ria e festejava. Menos Marcos. Não falava nada. Eu fingia que não me importava com aquilo, ria junto com eles, às vezes devolvia alguma pra gente continuar rindo e não criar problema. Me fazendo de forte. Mas eu via o Marcos, ele não entrava nessas zoações que faziam comigo. E só me olhava.
Eu não dava muita bola pra ninguém, incluindo ele. Quer dizer, tratava todo mundo bem por igual. Até que um dia Marcos veio até minha mesa e me perguntou se eu aceitava um convite pra tomar um café perto dali depois do trabalho. Perguntei por quê, e ele disse, sem hesitar e sério, que se sentia mal pelo tanto que os outros me zoavam às vezes. Que queria ter essa atenção comigo. Me deu uma ternura no peito de repente que me quebrou. Me matou.
Tomamos aquele café. Outros dias, outros mais. Viramos amigos, viramos namorados. Um ano e meio depois, marido e mulher.
Tínhamos um casamento jovem e, sinceramente, muito bom. Nos amávamos pra caralho e, por sorte, vivíamos bem. Mas tínhamos uma nuvem negra no nosso horizonte. Nós dois Queríamos ter um bebê, nós dois sonhávamos com isso, mas já estávamos juntos há três anos e eu não engravidava. E não era por falta de tentativa. Também não era por causa do Marcos. Eu já sabia, ele tinha me contado, que anos atrás uma das namoradas dele tinha engravidado acidentalmente.
O problema era eu. Isso explicava por que, em todas as minhas aventuras de garota, eu nunca tinha engravidado. Algo estava errado comigo. Eu tinha algum problema. Consultei um ginecologista e ele me encaminhou para uma especialista em fertilidade. Com essa médica, fiz um monte de exames e análises. No final, ela me disse que, felizmente, não era nada grave, que eu não me preocupasse. Eu só tinha um problema hormonal que não me deixava ovular direito. Comecei um tratamento com ela, de pílulas e injeções, junto com um regime de... tentativas, com o Marcos, pra ver se finalmente eu engravidava.
Graças a Deus, alguns meses depois finalmente aconteceu. Eu estava finalmente grávida, aos meus vinte e oito anos. Nos dois deu uma felicidade enorme, incrível. Depois nasceu a Mercedes, também graças a Deus bem saudável e linda.
Eu nunca tinha me esquecido de todas as coisas que fiz com o velho Carlos e com outros, naquela época de loucura e do meu despertar sexual. Sempre lembrava de coisas. Momentos. Sensações. Guardava pra mim, pra me confortar nos meus momentos íntimos. Eu já era uma jovem mulher. Feita e direita, e não era que eu sentia falta de fazer tudo aquilo de novo. De jeito nenhum. Eu era feliz com o Marcos. Mas uma garota não experimenta as coisas que eu experimentei sem ficar com marcas. Indeléveis e doces, na cabeça e no coração. Eu já não era mais a putinha de ninguém, mas no fundo do meu ser, sabia que sentia falta de ser.
Naquele ano, 1994, nossas férias com o Marcos não coincidiram. Sempre tirávamos juntos, pra ir pra algum lugar com a Mercedes, mas naquele ano não deu. Ele estava atolado de trabalho com um projeto e a empresa não deixou. Eu já tinha as minhas reservadas e tinha que tirar. Pensei em ficar em casa, mas o Marcos me insistiu pra eu ir pra algum lugar aproveitar. Que entre ele e minha sogra iam cuidar da Mercedes numa boa, que eu não me preocupasse. Aí pensei em voltar pra Tucumán, nem que fosse uma semaninha, pra visitar meus pais e minha terrinha. Eu não voltava desde que tinha ido embora, eles é que vinham sempre nos ver em Buenos Aires.
A verdade é que passei uns dias maravilhosos. De volta na minha querida terra, de volta em La Cocha na casa dos meus pais, que continuavam lá, curtindo a aposentadoria os dois. Andava horas inteiras pela minha cidade, que tinha crescido um pouco e ficado mais bonita. A modernidade da época tava chegando. Devagar, mas tava chegando. Um dia até voltei no Cardenal Manfredi, pra visitar. Do nada, assim numa manhã, porque me deu na telha. Que lembranças lindas! O terreno estava igualzinho. Idêntico, mas idêntico ao que eu tinha deixado.
Logo encontrei uma das freiras, a irmã Natália, que era da minha época. A gente se reconheceu na hora e se abraçou. Coitadinha, já tava bem velhinha. Mas claro que reconheceu a american. Ela me levou pra dar uma volta pelo terreno e bater um papo. Até me fez entrar numa aula, pra eu falar pras meninas e contar minhas coisas, minha experiência. Como eu tinha saído dali, do mesmo lugar onde elas estavam, e o que eu tinha conquistado na vida. Foi lindo. As meninas me olhavam, tão lindas e doces, prestando atenção em tudo que eu contava. Do meu trabalho, de Buenos Aires, dos meus anos no Manfredi. Adorei ver e sentir como eu inspirava elas, como fazia bem ouvirem eu falar. Me emocionei de verdade.
A irmã Natália me disse que não tinha mais ninguém daquela época. Só ela e mais umas duas irmãs. Tudo foi mudando. Os diretores… elas. Agora tinha até pessoal de limpeza de verdade pra cuidar do lugar. O velho Carlos tinha se aposentado há anos, lá pra metade dos anos oitenta. Tinha voltado pra Robles dele, ela me disse.
Carlos… Só de estar de volta lá no colégio e respirar aquele ar de novo. Aquele cheiro tão característico dos corredores. Sentir o nome dele na minha cabeça. Que lembranças lindas. Até me animei a dar umas voltas sozinha, descendo pro porão, só pra zuar. Pra fazer isso. Tava um pouco mais limpo, talvez, mas ainda assim. E todas as portas estavam trancadas. Quis entrar na que era a porta da salinha do Carlos, mas tava com cadeado. Andando devagar pela penumbra, cheguei até um dos banheiros, que continuavam sem uso. Fiquei na porta olhando pra dentro, na minha cabeça eu tava vendo a menina com o uniforme do colégio, de joelhos na frente do velho e curtindo tanto, mas tanto ter o pau dele na boca. E o velho acariciava ela e sorria pra ela de cima. Dizia umas coisas gostosas enquanto a garota chupava ele, cheia de amor.
E ele chamava ela de "sua putinha"...
Naquela noite na casa dos meus pais, antes de dormir e na solidão do meu quarto antigo, me masturbei gostoso pensando no Carlos. Na manhã seguinte, não hesitei. O tempo era meu. Pedi pro meu pai me emprestar o carro dele, falei que queria ir pra San Miguel, que trazia de volta à noite. Mentindo de novo, aos meus trinta e três anos, feito uma menininha.Talvez não fosse encontrar nada, talvez fosse encontrar tudo, eu não sabia, mas mesmo assim peguei o carro e, depois de tantos anos, fui pra Robles. Fui bem elegante. Se encontrasse o Carlos, que era o que eu queria, queria que ele visse na mulher em que eu tinha me transformado.
Cheguei ao meio-dia, bem na hora do almoço. O sol queimava gostoso a terra e a pele naquela hora. Robles estava igual. A pouca modernidade que La Cocha tinha pegado naqueles anos, em Robles nunca tinha chegado, e eu já duvidava se um dia ia chegar. Encontrei a casinha que era do Carlos e parei o carro na frente. Olhei de fora e também estava igual. Humilde e bonitinha. Cuidada. Engoli seco, nervosa, e desci. Não sabia com o que ia me deparar e também não sabia com o que queria me deparar. Mas sabia que tinha umas coisas pra terminar de fechar, coisas minhas, depois de tantos anos.
A porta tinha mudado. Lá fora tinha uma tipo de tela, de plástico duro transparente, e atrás disso só uma cortina pra não ver lá dentro. Criando coragem, bati várias vezes bem rápido. La Cocha tinha campainhas, Robles só tinha inveja. Logo uma mina mais ou menos da minha idade puxou a cortina e falou comigo de trás da tela. Era uma cholita daqui, meio gordinha mas bonita de rosto. Tinha um pano de prato na mão. Me olhou sem entender muito o que uma mulher como eu fazia ali.
"Oi... oi, boa tarde", sorri pra ela.
"Oi, boa'...", ela disse, torcendo o pano que segurava.
"Eh... essa é a casa do Carlos?", perguntei.
A cholita concordou com a cabeça, "É... é aqui..."
Eu... Sorri suavemente, "Ele tá?"
"Sim, num vê... 'pera aí...", ela disse e virou pra dentro chamando ele meio alto, "Seu Carlo! Tão procurando o sinhô!"
Fiquei ali paradinha, debaixo do telhadinho de zinco corrugado que tinha. Elegante do jeito que tava. Sorrindo, mas meio nervosa. Um instante depois vi ele vindo de dentro. Meu velhinho. O andar já tava bem cansado e ele tinha envelhecido visivelmente. Tava um pouco mais curvado e já não tinha tanta barriga. O rosto tinha enrugado bem mais e ele já tava praticamente careca. Mas ainda mantinha boa parte da sua solidez, aquele corpo sempre foi forte e um pouco de força sempre ia sobrar, apesar dos trancos da vida.
Ele me olhou em silêncio atrás da porta de tela. Só uns dois segundos, e começou a desenhar um sorriso lento. Na cara e nos olhos. ".. Gringuinha?! Gringuinha... é você?!"
Eu sorri doce pra ele, "Oi Carlos.. Oi, como cê tá?"
"Gringuinha! Mas que puta que pariu...", ele riu alto e abriu a porta de tela. Nós dois nos fundimos num abraço enorme, ali na porta. E foi incrível sentir ele de novo. Ficamos assim nos braços um do outro. As mãos dele esfregavam minhas costas, me acariciavam com carinho. E minhas mãos também não conseguiram evitar sentir ele e confortar ele também, enquanto enfiava o rosto no ombro dele.
"Oi Carlos, querido... oi...", começou a subir uma vontade de chorar que quase não consegui segurar quando senti a enxurrada de beijos amorosos que ele tava deixando na minha bochecha. Enfiei o rosto no ombro dele. Fazia pior ouvir a alegria que o velho carregava na voz, no meu ouvido, tão suave.
"Ah, Gringuinha mas o que cê tá fazendo.... O que cê tá fazendo... não acredito, eu... o que cê tá fazendo aqui, meu amor!", ele disse e me soltou um pouco. Olhamos um pro outro ali abraçados, sorrindo um pro outro, "Olha só você, eu... como é que aparece assim... o que cê tá fazendo aqui?"
Eu sorri pra ele, "Vim te ver, pra ver se cê tava bem...". Olhei ele com doçura. A única coisa que realmente tinha mudado era que nós dois estávamos mais grandes e eu já era um pouco mais alta que ele agora. Só isso. O mesmo brilho nos olhos, o mesmo sorriso, o mesmo calor das mãos dele.
"Mas entra, uai! Hahaha!", ele riu alegremente e me pegou pelo braço, me fazendo entrar, "Entra, fica à vontade.. Que alegria, americana… que alegria!"
Entrei e estava tudo igual na salinha de estar. Quase tudo. Tinha uns móveis a mais, que eu não lembrava, e talvez estivesse no geral bem mais limpo, mas quase tudo igual. O velho baixou um pouco o volume da TV e me fez sentar com ele no sofá, "Vem, vem… Silvita!", chamou a moça que estava nos olhando da cozinha, "Silvita! Bota um mate pra gente, vai!"
"Tá bom, Seu Carlo'...", respondeu a moça, que parecia ainda não entender nada.
Ficamos lá no sofá, conversando. Grudadinhos e sem soltar as mãos. Nunca. Ele me fez contar tudo. Tudo daqueles anos que não o via, e eu também perguntava sobre ele. A guria veio com a chaleira e o mate e deixou na mesinha de centro. Depois voltou pra cozinha, sem dar muita bola, na dela, mas olhando pro nosso lado de vez em quando, ainda estranhando o que uma mulher assim tava fazendo ali.
Tomei um gole de mate e pisquei pro velho, apontando discretamente com a cabeça pra cozinha, "Arrumou uma namorada agora? Ela é gostosa", sorri.
Carlos riu, "Não… naaao… A Silvita cuida de mim… ajuda em casa, sabe… Eu já meio que não consigo."
Olhei pra ele com carinho, "Tá bem?"
Ele deu de ombros um pouco, mas sorria, "Ah… mais ou meno', sabe. Mas bem."
"O que cê tem? O que tá rolando?"
"Nada, tiraram umas coisinha' daqui", disse e deu uns tapinhas na barriga de leve pra indicar, "Tô com problema' no fígado… no coração… mas bem. Levando."
"Tá bom", concordei com um sorriso, "Mas cê tá bem."
"Sim, mocinha, não se preocupa' ", devolveu o sorriso.
"Pelo meno' tem alguém pra te ajudar aqui, não tá sozinho", Carlos concordou devagar.
Eu baixei a voz um pouquinho e me aproximei: "Tá se comportando direitinho, né?"
"Hã?", ele disse.
"Tô falando, com a guria.", eu sorri.
Carlos se cagou de rir e me deu um tapinha no braço, "Hahaha... siim, eu me comporto. Bom, às veiz’ a mão escapa... Mas fazer o quê...", ele piscou o olho. Eu sorri e balancei a cabeça, "O homem precisa de uma cholita em casa, american. Cê sabe."
"Sim, eu sei. Nem que nem eu.", falei.
"Cholita que nem você não tem.", ele sorriu pra mim, "Pode ter parecida’, mas nem que nem você não...".
Contei que morava em Buenos Aires, que era casada. Já com uma menina. Contei do Marcos. Tudo. O velho me escutava sorrindo. A gente se olhava doce, como sempre fez. Depois que o gelo do reencontro quebrou, depois de tantos anos, a gente recuperou a familiaridade que tinha um com o outro na hora. Como se tivesse passado uma semana e não quinze anos.
A gente conversou ali um tempão. Mais de uma hora a gente ficou. Contando tudo. Num momento a cholita veio e falou que ia pra casa dela, que voltava depois da sesta. Se despediu dele, mas de mim nem tanto. Ainda não entendia minha presença. Depois de mais um pouco de conversa, Carlos se levantou com dificuldade pra ir ferver mais água pro mate. Falei que fazia, mas ele não quis nem saber. Eu fiquei sentada ali, relaxada, curtindo o calorzinho da tarde na salinha de estar. Ficava olhando o velho na cozinha, sorrindo sozinha. Meus olhos foram parar nuns jornais e umas revistas que tinha ali num dos outros sofazinhos.
Peguei uma e comecei a folhear, sorrindo. Era uma Playboy meio velha e surrada que o velho tinha. Fiquei folheando, sentada ali, e o velho voltou com a chaleira fumegante. Já tava a sós, não precisava mais me cuidar ao falar.
"Vejo que cê continua o mesmo velho punheteiro, hein?", falei com um sorriso sem olhar pra ele. Olhando pras gostosas peladas que pareciam pular das páginas.
Carlos riu forte ao me ver e sentou de novo do meu lado, preparando um mate, "Hahaha! Igualzinho masturbador, não, Gringuita. Má’ ainda…”
“Você é terrível”, sorri olhando a revista, “A cholita não te atende de vez em quando?”
“Eh? A Silvita?”, ele perguntou, eu assenti, “Não… ela não quer sabe’ de nada. Ela ‘tá pra outra coisa’. Às veze’ um abraço desse’ bonito’ ou um beijinho eu tiro, mas a buceta me manda pastar”
“Olha só, como ela resiste aos seus encantos… bem feito pra ela”, sorri e joguei a revista de lado de leve. Carlos riu e eu olhei pra ele um momento, “Me deixa ir no banheiro? Pode?”, perguntei.
“Claro, pequena… vai”, levantei e fui pro banheiro, sentindo os olhos do velho cravados na minha bunda enquanto eu ia, “Sabe onde fica…”
“Sim, Carlos, sei muito bem onde fica…”, ri sozinha. As coisas que eu já tinha feito naquele banheiro.
Fiz minhas necessidades lá, que tava segurando desde de manhã, e me olhei no espelho por um tempo. Me vendo. Me examinando por trás dos meus olhos verdes. Respirei fundo e decidi que era hora de fazer o que tinha ido fazer.
Quando saí, voltei pra salinha de estar. Carlos tava lá com o mate dele. Sorriu pra mim ao me ver chegar. Tinha começado a me dizer algo, não lembro o quê, mas eu ignorei. Em vez de voltar pro meu lugar do lado dele, sem dizer nada, me ajoelhei na frente dele, abrindo as pernas dele e me acomodando ali. Olhamos nos olhos, ele tomou outro gole de mate.
“Uh… o que cê tá fazendo’, Gringuita…”
Eu só comecei a acariciar as pernas dele em silêncio, olhando pra ele, por cima da calça dele. Minhas mãos agradavam ele bonito e suave nas carícias, e logo levei uma em cima do volume dele. Pra sentir. Não tava duro, mas era volumoso como eu lembrava.
O velho soltou uma risadinha baixa, “O que cê tá fazendo’, pequena… ‘tá procurando alguma coisa?”
Acariciei o volume dele por uns segundos em silêncio. Séria. Sem parar de olhar pra ele. Por fim, falei, enquanto continuava tocando ele ali, “Quero te fazer uma pergunta, Carlos…”
“Vamo vê’... o quê....”, ele disse e esticou uma mão pra acariciar minha bochecha, como sempre fazia. Eu deixei. Apertei mais forte o volume dele, pra ele sentir, e com o tom mais sério que consegui, falei: “Pensa muito, mas muito bem no que vai me responder, hein?”
“Mmm… vamo vê...”
“Você me promete?”, perguntei.
“Sim, Gringuita, fala…”, ele sorriu pra mim, passando o polegar áspero no meu lábio. Eu ignorei.
Apertei bem o volume dele. Mas bem. Forte. Tirei um suspirozinho de surpresa e prazer. Olhei fixo pra ele: “Lembra daquele padre? Em La Cocha, naquela vez?”
“Que padre?”, ele perguntou.
“Aquele da vez no porão.”
“Sim… e daí?”
“E daqueles dois da safra, que vieram pra cá? E do outro, seu amigo, que veio aqui também?”
“Aham… o que que tem?”, ele me olhou com um sorrisinho.
Sentindo uma sensação estranha, metade fogo por dentro e metade raiva, tirei a língua da boca e dei uma longa e lenta lambida no volume do velho, por cima da calça. Se molhasse o pano, não tava nem aí. Aí, quando ele sorria safado me olhando, perguntei na cara, furando os olhos dele com o meu olhar.
“Você cobrava deles, né?”
Carlos ficou duro. Ficou sério de repente, enquanto me via continuar apertando o volume dele, e esfregar meu rosto nele, devagar, olhando atenta: “american…”, ele começou a falar, mas eu cortei.
“Pensa muito, mas muito bem no que vai me responder, seu filho da puta…”, falei suave mas firme, sem tirar os olhos dele, esfregando minhas bochechas e meu queixo no volume dele, que eu já sentia endurecer um pouco por baixo do pano, “E é melhor me dizer a verdade, porque disso depende como eu vou embora daqui.”
Carlos não falava nada. Tava sério, me olhando fazer o que eu tava fazendo. Apesar do tesão do que eu tava fazendo, os dois ficamos calados num silêncio tenso.
“E? Vai me responder? Cobrava ou não?”, falei.
Carlos me olhou por um longo, longo momento e acariciou minha bochecha: “… sim.”, ele falou baixinho.
Naquela hora, senti um fogo por dentro. Mas não sabia fogo de quê. Se de ódio, de raiva, querendo ali mesmo arrancar os ovos dele a puxões... ou se era fogo de sexo. De paixão. De love. De vontade de ter aquela cock de novo na boca. Me acalmando um pouco por dentro, sem dizer nada, encontrei o zíper da braguilha dele e abaixei devagar. Carlos reclamou quando sentiu meus dedos pescarem às cegas debaixo da calça dele e puxarem a cock pro ar. Tava mole. Do mesmo marrom, grossa e linda que eu lembrava, mas molinha na minha mão.
"Velho puto", falei baixinho, com raiva, enquanto meus dedos começaram a masturbar ele bem, bem devagar.
"american... que cê tá dizendo...", ele gaguejou.
Dei uma lambida na cock dele, mole na minha mão. Na hora me bateu na cabeça o gosto e o cheiro que sempre me deixavam louca de prazer, "Que que cê tem, hein?"
"Que que cê tem você...", ele falou.
Enfiei a ponta daquela cock mole na boca e dei umas mamadas fortes. O gosto me invadiu, mas tirei na hora, continuando com a atenção manual, suave e lenta, "Use a palavra: buceta da sua mãe. Velho puto, filho de mil putas...", falei.
"Não fala isso, Gringuita..."
"Que que cê tem? Com as novinhas você se faz de machão, né?", rosnei, "Com as novinhas você é bem pica, né? Mas chega uma mulher de verdade na sua frente e você caga tudo..."
"Guria, para... não exagera...", ele falou me olhando.
Lambi e chupei um pouco mais, só dois segundos, sem tirar os olhos dos dele. A cock dele já tava dando sinais de alerta, "Como você me usou, pedaço de filho da puta. Velho de merda. Como você me usou..."
"american ou você se acalma ou eu te expulso no chute...", ele rosnou.
Eu sorri, fazendo careta, "Mas vai expulsar o quê, seu... Cuzão. Filho da puta. Pedaço de maricona. Devia arrancar sua cock com os dentes..."
"Nem pensa nisso, girl... que merda cê tem?", ele falou, "Até porque você vem reclamar agora... depois de quinze anos..."
"A puta que te pariu!", cuspi com raiva.
Carlos franziu a testa e se sentou um pouco. Me agarrou forte pelo cabelo comprido e me Ele me deu um puxãozinho, “Cala a boca de uma vez, insolente. Mal-educada do caralho! Tá na minha casa, porra!”, eu olhei pra ele com raiva. Com raiva e com mais fogo ainda nos meus olhos verdes ao sentir ele me segurar assim pelo cabelo, “Se fez foi porque gostou! E se gostou é porque é uma puta do caralho! É puta, sim, bem puta!”
“E você é um filho da puta!”, levantei a voz.
O velho tirou minha mão do pau dele e segurou ele mesmo. Reclamando, me puxou o cabelo mais forte e enfiou o pau na minha boca. No começo fechei os lábios pra não deixar entrar, mas a verdade é que não me aguentei mais. Logo abri e senti de novo o pau dele encher minha boca. Tudo. Inteiro, do jeito mole que tava. Ele apertou tanto que amassou meu nariz contra a barriga dele.
“Aaah… vai indo… cala a boca de uma vez e chupa bem meu pau… puta do caralho… que veio se fazer de fina aqui…”
Eu sozinha comecei a chupar, entre gemidos. O velho não soltava meu cabelo e eu sozinha comecei a chupar forte, fundo, sentindo como ele ia ficando cada vez mais duro na minha boca. Logo, entre os gemidos dos dois, ele já tava bem duro. Bem rijo na minha boca molhada e quente, que tanto desejava ele.
“Ufff… isso… ahhh… aí tá a boquinha da puta…”
“Mmmhh!!!”, só consegui gemer. Segurei ele pelos quadris com força e continuei chupando.
Carlos curtia e gozava, como nos velhos tempos. Sem me soltar, continuava falando, “Veio aqui fazer de corno o seu marido… acha que não sei? Putinha linda… Aaahhh…”
“Mmmmh!!!”, eu já sentia entre minhas pernas o quanto tava molhada.
“Isso… aahhh… isso… cobrei de todos os machos que te comiam… e bem que você gostava de toda essa pica, puta… bem que gostava…”, ele ria, aproveitando minha boca.
Eu me soltei pra respirar, não aguentava mais. Fiquei com a boca aberta e enorme, ofegante, com um fio de saliva grossa que ligava como uma ponte nojenta da minha boca até o pau, grosso e moreno que tinha na minha frente. Os olhos de Carlos brilharam ao me ver assim. Ele me agarrou mais forte do cabelo e se ergueu mais, na borda do sofá. Apontou a pica na minha cara e se masturbou rápido e forte. Eu fiquei ali, ofegante e abrindo bem a boca, olhando pra ele como se estivesse pasma, minha buceta dando sinais suaves e doces de prazer sozinha.
Carlos gemeu fundo, rouco, umas duas vezes e fechou os olhos de prazer. A pica dele começou a cuspir porra quente na minha cara. Na minha boca, em cima de um olho, até no cabelo senti um jorro cair. Eu tava no céu do tesão. O touro velho já não gozava como antes, mas ainda naquela idade podia ser perfeitamente a inveja de muito cara mais novo. Quando terminou de gozar e pintar minha cara, sorriu e sem soltar meu cabelo começou a esfregar a pica na minha cara enquanto eu olhava pra ele com meus olhinhos verdes cheios de amor e paixão.
O velho ria baixinho, me olhando, "Que puta linda... não mudou nada, american... puta gostosa...", eu sorri um pouco. A raiva que eu tinha sentido, aquele fogo, tinha sido apagado pelos jatos de porra do velho na minha cara, "Como você gosta da minha pica... ha! Limpa ela, vai..."
Eu obedeci e levei ela de novo pra boca. Chupando e lambendo uma vez lá dentro, procurando com ansiedade cada resto de sêmen que tinha ficado, engolindo tudo gostoso enquanto o velho suspirava de prazer.
Ficamos assim um tempo, só um tempinho, eu ainda ajoelhada na frente dele, satisfazendo ele suavemente com meus lábios e minha língua enquanto conversávamos. As coisas que a gente disse... Eu ainda tava voando de tesão. Não conseguia pensar em muito mais do que ter aquela pica de novo, e como era lindo que tava acontecendo de novo. Pensava em tanta coisa. Tanta. E tão linda. Tão gostosa. Devo ter pensado tão alto que Carlos deve ter ouvido.
Reclamando um pouco, ele se levantou do sofá e me levantou também. Eu tava me limpando a porra da cara com um guardanapo de papel que tinha ali, quando ele me pegou pela cintura e me virou. Enfiou uma mão por baixo da saia e Senti ele apertando minha bunda, e também um dedo áspero e gostoso enfiado bem entre minhas nádegas, esticando minhas meias de nylon pra dentro. Ele me empurrou devagar, me fazendo andar.
"Vamo' pro quarto, gostosa...", ele disse.
Eu me segurei um pouco, mas ele continuou me levando, "Carlos... para..."
"Shh... fica quieta...", ele riu, "Agora você vai dar uma alegria pro velho e a gente vai terminar de fazer de corno esse marido que você tem".
Subiu um arrepio daqueles que eu conhecia tão bem. Tão gostoso. E me deixei levar pro quarto, sem dizer nada. Eu já tava em êxtase com a situação. Quando chegamos, o velho me colocou de quatro na beirada da cama e ele ficou em pé atrás de mim. Levantou meu vestido por cima do corpo e jogou pro lado.
Ele riu baixinho quando me viu. Senti as mãos dele amassando minhas costas, depois a bunda e a buceta.
"Que gostosa que você tá, americana... como você cresceu... tá mais gostosa que antes, viu. Que bunda boa que você tem..."
Eu ri sozinha, olhando pra ele por cima do ombro. O velho tava se masturbando de novo, com os olhos fixos na paisagem dos meus quadris oferecidos e entregues assim pra ele. Agora eram de mulher, não de menina. Minha bunda tinha terminado de crescer fazia tempo e tava mais larga, mas igualmente firme, "Obrigada...", falei baixinho.
Carlos baixou minhas meias de nylon e a calcinha até os joelhos, me cuidando e acariciando minha bunda com uma mão enquanto a outra trabalhava no pau dele. Senti ele começar a esfregar a ponta ainda molhada, pra cima e pra baixo entre minhas nádegas, às vezes roçando entre meus lábios da buceta. A sensação de estar ali, daquele jeito, com ele de novo era avassaladora. Eu só podia aceitar e gemer meu prazer, pra ele saber o quanto tava satisfazendo a putinha dele."Devia ter ficado e casado comigo, mocinha...", ele riu.
Eu também sorri de olhos fechados, "Que isso, Carlos...", sussurrei.
"Falo sério, eu. Com o quanto você gosta... com o quanto eu gosto de te dar..."
"Mmmh... não dá. Não dava, meu amor...", falei. Inclinei o tronco na cama e joguei minha cintura mais pra cima, arqueando as costas. Oferecida e entregue assim, docemente pro meu touro velho.
"Sabe o que eu teria adorado... ufff..."
"Eu também, meu amor...", sussurrei, já morta de antecipação.
"Bom... mocinha linda... minha putinha linda...", ele disse e eu gritei baixinho de prazer. Senti o pau dele procurar minha buceta com mais força e entrou. Entrou fácil, suave, eu tava tão, mas tão molhada já. Minha boceta tava faminta, desesperada pra sentir o macho dela uma última vez.
Ele apertou minha cintura como sempre fazia, como eu adorava, e começou a meter. Suave, gostoso, fundo e devagar. Nos nossos melhores tempos, seriam aquelas porradas que ele adorava me dar, mas agora os empurrões dele, embora mais lentos e delicados, não tinham perdido nada do prazer que me davam. E a tensão, a dureza que ele carregava no pau, mesmo que só naquele momento lindo, era como a de ontem. Como a de sempre. Gemi pra ele, longo e doce, me pressionando também com minha bunda pra me encontrar com ele. Pra começar a sentir aqueles ovos de touro, balançando como um badalo que fazia soar os sinos do meu clitóris naquela posição.
"Aaaah... mmmh... siiiim, meu amor... me come... Me come, me come...", eu gemia. O velho também gozava gostoso, me apertando mais forte e acelerando o ritmo, "Ai, Gringuita… como senti sua falta… a buceta da minha putinha… Aaaah…"
Ficamos uns bons cinco minutos trepando assim. Cinco minutos de paraíso na terra. Eu já sentia que ia gozar. Minha buceta se apertava sozinha em volta da rola marrom e dura do meu velho, como querendo espremer ela, "Me dá… me dá tudo… mmmm… por favor…"
Carlos riu entre os gemidos dele e me deu um tapa forte na bunda, sem parar de me comer, "Como você gosta… mmmh… o corno do seu marido te fode assim, cholita? Hein?"
"N-não… nãoooo… aaaahh…", eu senti meus dedos, como se tivessem vida própria, apertando o lençol da cama.
"Aaah… seu macho… seu macho danado vai te fazer bem agora, meu amor…", ele rosnou pra mim, a rola dele entrando tão incrível, tão grossa, "Bem cheia vai ficar essa buceta de putinha que você tem!"
"Siiim! Aaaah.. Sim, meu amor!", gritei pra ele. Me senti tremer, minhas costas se arqueavam sozinhas. Já estava gozando gostoso em volta daquela rola velha e sublime.
Quando Carlos me sentiu começar a gozar, ele também se agitou. Sem me dizer nada, me pegou pelo meu cabelo comprido e ruivo e, fazendo um punho, puxou forte pra trás, o que me fez gritar ainda mais de prazer. Que lindo era se sentir tão mulher. Tão comida. Finalmente. Finalmente de novo. Senti Carlos se tensar e começar a me meter forte e fundo, com longas estocadas até o saco, deixando a rola enfiada lá enquanto gemia alto. Ele despejou o esperma quente dele, bem fundo, bem gostoso, me enchendo do amor e da porra dele. Juro que senti cada jatinho, cada tensão, cada cuspida.
"Aaahhh.. Siiim … toma, putinha … toma tudinho!!! Ahhhh…", ele reclamou e cravou os dedos na carne do meu quadril e das minhas nádegas, fazendo dele mais uma vez o corpo da sua mulher.
Meu velho touro me serviu mais uma vez, como tantas vezes tinha feito. Me deixando cheia e completa. Me lembrando docemente o quanto eu era puta. O quanto eu adorava essa Pau de macho. O que me fazia vibrar ser comida assim, por um malandro daquele jeito.
E tudo era verdade.
Quando finalmente ele tirou de dentro de mim, senti ele ofegante e dando tapas na minha bunda. Eu fiquei naquela posição, de quatro e de pernas abertas pra ele. Também recuperando o fôlego. Parte do amor e do sêmen que o velho tinha deixado dentro de mim, entre jorros e barulhinhos de ar, escorria devagar da minha pussy, gotejando no lençol. Era nojento. Era lindo.
Por sorte a gente conseguiu terminar bem, antes da Silvita voltar. Ficamos mais um tempinho, conversando, e nos despedimos docemente. Muito docemente. Abraçados os dois atrás da cortina da porta dela. Nos beijando, trocando selinhos. As mãos dele aproveitando minha Booty por baixo da minha saia. O sorriso dele, perto do meu. A gente não queria se soltar.
Foi a última vez que eu vi ele. Voltei pra Buenos Aires e retomei meu trabalho. Uns dois meses depois, descobri com um certo espanto, com uma mistura de medo e excitação, que tinha engravidado de novo. Era muito, muito difícil que tivesse sido do Carlos. Ele, como sempre me dizia, tinha os cartuchos vazios. Mas será que ele sabia disso de verdade? Ou será que todo o tempo que eu não engravidei dele, quando era mais nova, era porque o problema era meu? Com o tratamento hormonal que, na teoria, já tinha terminado e tudo, mas e se…? E se ele tinha consertado tudo?
Naquela época não eram tão comuns os testes de DNA e de paternidade e tudo isso. Tinha, sim, mas eram caros e eu não sabia se realmente queria fazer. Pra que me arriscar a levantar a lebre do que eu tinha feito na minha última visita à minha terra? Pra que correr esse risco? As chances de ser do Carlos eram mínimas, quase inexistentes.
Sete meses depois nasceu o Marcelo. Um menino lindo. Quando tiraram ele de mim, limparam e finalmente trouxeram pra eu segurar no colo, fiquei tão emocionada. Que bebê lindo, meu Deus. Era lindo. Lindo e, já dava pra perceber, Bem paradinho. Com seu cabelinho preto macio. Aqueles olhinhos puxadinhos que agora estavam fechados, mas já iam abrir e me ver. Me ver sorrir pra ele. Me ver amá-lo. Com o formato do nariz e da boquinha dele, tão lindos e únicos, que tinha puxado do pai. Meu bebê lindo, chá com porra.
No ano seguinte, logo depois, me peguei lendo as notícias da minha terra. Tinham me mandado, como todo mês, a revista da associação de ex-alunas do Manfredi, que era editada por uma amiga minha de lá. Folheando distraída, me deparei com a notícia. Que com muita dor, as ex-alunas do Cardeal Manfredi se despediam de Carlos Gutierrez, que tinha colaborado e trabalhado pela manutenção e progresso do colégio durante tantos anos, e que hoje já estava na companhia do Senhor, agradecendo por todos os anos de trabalho. Que seus restos foram velados em...
Chorei por ele. Chorei ali sozinha na minha cozinha. Sem fazer barulho. Chorei por um bom tempo. Por sorte, Marcos não estava em casa. Quando consegui me recompor, fui até o berço onde estava Marcelito. Peguei ele no colo e, enquanto o segurava assim, contei tudo sobre o pai dele. Não me importava se ele ainda não entendia minhas palavras. Queria que ele entendesse o que a mãe dele sentia. Na verdade, se eu nunca explicasse com palavras, mais pra frente, pra mim estava de boa. Estava perfeito.
A única coisa que o bebê precisava saber, pensei, era realmente o quanto a mãe dele amou o pai dele.
0 comentários - O Despertar da Americana - Parte 7 (fim)