A pior separação da minha vida - Parte 2

Fiquei muito mal com aquele par de vídeos que no dia seguinte nem falei nada com ela. Ela também não me escreveu, claro. Ainda por cima, tinha perdido 70 mil pesos. Entrei feito um otário. Sim, ela foi uma merda, mas o otário fui eu. Não via muitas chances de recuperar, mas ia tentar mesmo assim. E também ia tentar falar com ela pessoalmente.

Deixei passar um dia. Nem escrevi porque sabia que ela não ia me responder nada. No segundo dia, fui até a casa dela à tarde. Pra piorar, não morávamos tão perto, mas fui mesmo assim. Toquei o interfone várias vezes e ninguém atendia. Com certeza não estava, então fiquei esperando ela lá feito um otário na porta do prédio, pensando uma e outra vez no que dizer.

Umas hora e meia depois, finalmente vi ela vindo andando. A uns dez metros mais ou menos, ela me viu e fez uma cara de bunda.

"O que você tá fazendo aqui?", ela disse quando se aproximou, procurando as chaves na bolsa.
Eu sorri de leve, "Oi, né?"
"Oi. O que você tá fazendo aqui?", ela repetiu.
"Vim falar com você, te ver."
"Eu te liguei, Mariano? Falei pra você vir?"
"Não... eu vim..."
"Então é porque não temos nada pra conversar.", ela disse seca, me olhando com raiva.
"Calma, meu amor, me escuta, tá? Só isso que eu peço...", tentei me aproximar pra dar um beijo no rosto dela, mas ela virou a cara. Ela riu e balançou a cabeça.
"Você continua me chamando de 'meu amor', pelo amor de Deus...", ela sorriu.
"É porque você é meu amor", eu falei.
"Você não percebe que já era, Mariano? Tô falando sério.", ela me olhou fixo, me analisando um pouco, "Já não estamos mais juntos, tem que parar com isso."
"Calma, Ayelén, sério... vamos conversar. Não quero que tudo termine e muito menos assim", eu implorei.
"E o que eu ligo pra como você quer que termine?", ela disse, "Já era, cara, chega. Entende isso."
"Não entendo. Não quero entender", falei suave, "Quero ficar com você..."

Ayelén deu um passo com as chaves na mão e eu não me mexi. Ela me olhou meio feio.
"Você me deixa “Passar?”
“Podemos subir e conversar um pouco? Só um minutinho, te peço.”
“Me deixa passar, idiota? Qual é o teu problema?”, ela disse irritada. “Vai sair da frente?”
“Podemos subir?”
“Não. Na minha casa você não entra, Mariano. Chega. Para com isso”, ela falou entre dentes cerrados. Eu não queria que ela surtasse ali na rua, já tava vendo a merda chegando, precisava acalmá-la.
“Vai, amor, por favor. Só quero conversar um pouquinho com você, nada mais. Preciso que a gente converse, preciso ficar com você…”, implorei baixinho pra não irritá-la.

Ela se irritou do mesmo jeito. Franzindo a testa, me encarou firme: “Ah… ah, agora você precisa de mim? Não vê que é um babaca, Mariano?” Eu fiquei calado olhando pra ela. “Primeiro me despreza, me fala que quer me ver com outro cara e quando eu faço isso, aí precisa de mim? Por que você não vai tomar no cu, Mariano.”
“… quando eu te desprezei, Ayelén? Nunca…”, falei, mas ela me interrompeu.
“Me fez sentir um lixo, idiota! Como se eu não valesse nada pra você.”
“Quando eu fiz isso?! Nunca!”, respondi.
“Ah, sei lá, talvez quando você disse que preferia me ver com outro. Imbecil”, ela rosnou. “Você acha que isso não é desprezo?”
“Você não entendeu nada…”, suspirei frustrado. “Interpretou errado…”
“Vai me dizer que eu não senti isso? Que não me senti assim?”
“Não, mas…”

Ayelén me interrompeu: “Agora aguenta, querido. Se eu sou tão pouca coisa pra você me largar desse jeito, agora aguenta, otário.”
“Meu amor…”
“Se eu não valho nada pra você, não sei por que tá se preocupando tanto comigo, né? Já era, acabou. Já não tô mais na sua vida, não sei o que te incomoda tanto! Não era o que você queria?”
“Não… calma… calma aí, me escuta”, falei, mas ela me ignorou.
“O que você quer subir pra conversar sobre o quê? Pra me dizer o quê? O quê, quer os setenta conto de volta? Tá fazendo esse circo todo por causa disso?”, ela disse.
“Não… não é isso…”, ela continuava me ignorando e desabafando com raiva.
“Enfia os setenta conto no cu, idiota!”, vi ela dar um sorrisinho por entre a raiva que tava sentindo. cara, “Fora que já quase gastei toda essa grana. Vai se foder.”
“Para, amor, não é isso…”

Vi ela sorrir mais. Um sorriso feio. Malvado. Me olhou fixo e disse, “O que sobrou dessa grana vou usar hoje, com certeza. À noite vou sair com o Iván.”
“C-com o encanador?”, fiquei meio gelado olhando pra ela.
“Ele se chama Iván, idiota. Não é ‘o encanador’”, ela sorriu pra mim, “E sim, hoje à noite a gente sai. Eu chamei ele pra sair.”
“Não faz isso comigo, Ayelén… meu amor, por favor…”, implorei. Deu um nó no meu estômago quando ouvi ela falar isso, mas ela continuou cravando a faca.
“Não tô fazendo nada com você, idiota. Tô vivendo minha vida.”
“Mas…”
“Mas nada, Mariano. Não era o que você queria? Então, tá aí. Hoje saio com o Iván. Que aliás é muito mais homem que você, otário. Já pelo pouco que conheço dele, dá pra perceber”, ela sorriu, “Agora se fode. Toma. Saio com outro cara, aguenta.”

Vi que ela ia cuspir mais alguma coisa feia, mas parou porque passava uma velha, devagar, do nosso lado, com o carrinho de compras. Ayelén esperou a senhora ir mais longe e ficou quase na minha cara, baixando a voz, com um sorrisinho feliz.
“Sabe que pau gostoso que o Iván tem? Viu? Hã? Viu os vídeos que te mandei, viado?”
“Ayelén… Não me chama disso… Não fala assim comigo, por favor. Tá doendo…”
Ela continuou, empolgada, “Você não sabe o quanto adorei chupar ele quando veio. É uma delícia.”
“Meu amor…”, eu gaguejava, olhando o fogo feio e malvado que tinha naqueles olhinhos lindos.
“Nunca tinha chupado um pau tão, tão gostoso. Nunca, juro. Como eu aproveitei!”, ela riu, “Mmm… dá até água na boca agora só de pensar naquele pau.”
“Ayelén…”
Ela sorriu mais, “E ainda é um amor, o Iván. Super gente boa. Pedi pra ele me gravar pra mandar pra você, pra me ver fazendo. Assim você aprendia a não me descartar tão fácil…”
“Nunca falei isso… não foi assim…”
“Ele topa tudo, o Iván, pelo que parece. Já vou descobrir”, ela disse com uma risadinha.
“Por favor… não…”, eu já tava quase chorando.
“E ainda Viu o tamanho dessa pica? Grande e dura que ele tem? Hã? Viu?", ela riu, "Claro que viu. Claro que viu bem. Claro que bateu uma pensando em chupar ela também do meu lado, viado. Bicha de merda. Como você deve ter gostado daqueles vídeos..."
"Ayelén, para... nada a ver..."

Ela riu, "Hoje à noite tomara que role. Vou te mandar mais vídeos, pra você se entreter batendo uma pra essa piquinha que você tem. Pelo menos vê o que é um homem de verdade, quem sabe aprende alguma coisa."
"Não seja filha da puta... você não é assim", eu falei.

Ayelén perdeu o sorriso na hora, me olhou com muita raiva por uns segundos, "Não acredito... não entra na minha cabeça o tempo perdido que foi ficar com você, Mariano. Como pude perder dois anos de merda do seu lado."
"Por que você diz isso..."
"Porque você é um idiota e um viado. Um cara de vinte e nove anos. Pode ter vinte e nove, mas por dentro continua sendo um cara idiota que ainda não é homem de verdade."
"E esse encanador de merda tem quantos?", perguntei.
"Trinta e oito."
"Ufa... qual é, Ayelén, com um cara desses? Mesmo que..."
"Mesmo que nada, imbecil. É MINHA vida, ok?", ela rosnou, "Não vou deixar você me dizer com quem eu tenho que ficar? Quem você pensa que é, seu idiota de merda?"
"É um velho!"
"Tô nem aí!", ela gritou, levantando bem a voz, "É mais homem do que você nunca foi, SEU CUZÃO! Pedaço de filho da puta... sabe que depois de dez segundos chupando ele, sabe o que ele fez? Sabe o que ele me disse?"
"Não... nem quero...", gaguejei, me sentindo mal. Enjoado.
"Ele disse que eu chupava gostoso. Que eu tinha uma boca divina. Que eu tava fazendo ele gozar tanto... e ele me acariciava", ela sorriu, "Dez segundos! E você, pedaço de filho da puta, nem em dois anos inteiros me disse algo assim."
"... eu disse sim..."
"NUNCA DISSE PORRA NENHUMA, SEU FILHO DA PUTA!", ela explodiu feio, "Agora quer falar? Agora precisa de mim? VAI TOMAR NO CU! Sabe o que, Mariano? Vou falar com o Ivan pra ver se ele... Claro, com certeza, porque ela é muito gente boa… vou te mandar mais vídeos, pra você ver o que eu faço com um homem de verdade."
"Ayelén, não… nem pense nisso", eu falei.
"Filho da puta… vou encher você de vídeos. Vou te afogar de vídeos. Pra você ver. Pra você aprender como é um homem de verdade… já vai ver."
"Me mandar isso e eu te bloqueio…", eu falei.

Ayelén reclamou e simplesmente me deu um encontrão com o ombro, enquanto passava pra abrir a porta e ir pro apartamento dela: "Cai fora, idiota. Se você não tem culhão. Não tem culhão pra me bloquear. Viadinho. Bicha. Me deixa em paz, quer? Me deixa viver."

Não consegui falar nada. Vi ela sumir, puta da vida e irritada, pelo hall do prédio dela, entrar no elevador e subir pro apartamento. Eu voltei pra casa, me sentindo enojado e doente. Tava com uma dor de estômago dos nervos que não era brincadeira. Até vomitei e tive que deitar quando cheguei em casa.

O que acabou de me quebrar foi quando, já tarde da noite, fiel à promessa, Ayelén me mandou os vídeos que tinha dito. E não perdeu a chance de me xingar e me humilhar no chat. Eu nem respondia, porque o que eu ia responder?



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1 comentários - A pior separação da minha vida - Parte 2

Bien loca salió la tipa 😊 cuanto es 70 mil pesos en dólares? Es mucha plata para mantener a un plomero? Milei como tienes a Argentina 😁😁