Aluna da faculdade dando (final)

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Aluna da faculdade dando (final)O que você queria"
Não estava pensando em vingança. Não exatamente. Também não em justiça. O que sentia era mais profundo, mais antigo. Uma raiva quieta que não precisava de barulho pra machucar. Tinha amado ele. Tinha perdoado tanta coisa. Repetiu pra si mesma durante anos que maturidade era aquilo: entender, apoiar, aguentar. Até que ficou insustentável. A imagem do Marcos com aquela garota a atormentava. Ela imaginou. E aquilo foi como ter vivido. Porque o corpo não distingue fantasia de certeza. E o corpo dela odiava ele.
Gonzalo estava na cozinha, lavando uma taça com paciência. Ela gostava disso nele. Que não apressava nada. Que não forçava. Que simplesmente estava ali, quando ela precisava. E agora, ela precisava.
— Obrigada por me fazer companhia, tô precisando agora — disse ela, com a voz baixa.
Gonzalo se virou.
— Sabe que gosto de estar com você.
Luciana assentiu. Não sorriu. Não teve cerimônia. Só uma mão que apagou a luz da cozinha. Uns passos que levaram os dois pro quarto. E o som leve de uma porta se fechando atrás.
Ele beijou ela como se tivesse esperado por anos. E talvez fosse verdade. Tinha algo contido naquele primeiro contato. Algo que não vinha daquela noite, nem daquele silêncio, mas de antes. De todas as vezes que se roçaram sem se tocar, de cada conversa no escritório, de cada olhar que durava meio segundo a mais do que era permitido.
Luciana se deixou beijar. Mas não estava entregue. Estava no comando. Tirou a camiseta sozinha. Não com sensualidade, mas com urgência. Não precisava seduzir. Sabia que ele já tava perdido.
Gonzalo olhou pra ela como se não pudesse acreditar no que via. Os peitos dela, firmes, naturais, tremiam com a respiração. As bochechas estavam coradas, o pescoço levemente suado, os olhos carregados. Não era uma mulher no cio. Era uma mulher em guerra.
Ele tirou a roupa como conseguiu. Desajeitado. Atrapalhado. Com a ansiedade de quem espera há muito tempo. Quando ela abaixou a calça dele, viu: a rola dele tava dura. Vermelha, grossa, esperando.
Luciana sorriu de leve. Não por ternura. Por poder. Ela se ajoelhou. E chupou sem olhar pra ele. Como se não precisasse. Como se já soubesse o que ele sentia. Enfiou inteira, sem nojo, sem pausa. Até o fundo. Lambeu com decisão, com ritmo, com domínio. Gonzalo gemeu. Mas baixinho. Como se não quisesse interromper. Como se entendesse que o silêncio era parte do ritual. Ela se levantou. Abaixou a calça. Não tava de calcinha. —Vai me comer ou não? Ele não respondeu. Pegou ela pela cintura. Empurrou de leve pra cama. Deitou ela. Abriu. E meteu. Assim. Direto. Sem brincadeira. Sem enrolação. Luciana soltou um grito seco. Não de dor. De algo mais parecido com alívio. A pica do Gonzalo preenchia diferente. Não era melhor. Não era pior. Era outra parada. Mais firme. Mais segura. Mais nova. Ele comia com ritmo. Com precisão. Como se tivesse estudado como ela queria ser comida. Como se soubesse o que Marcos já tinha esquecido, por rotina. Ela se arqueou. Abraçou ele com as pernas. Obrigou ele a meter mais fundo. —Não para —falou no ouvido dele—. Não para. Me faz de merda. E ele obedeceu. Comia com o corpo inteiro. O quadril marcava o ritmo. As bolas batiam nos lábios dela. As mãos seguravam a bunda dela, as costas, o pescoço. Luciana se agarrava nele como se o prazer pudesse apagar tudo. E por um instante… conseguiu. Pensou no Marcos. Em como ele olhava pra ela ultimamente. Como se ela fosse parte do cenário. Como se não tivesse carne. Como se não incendiasse ele. E ali, com Gonzalo metendo com fúria, ela pensou: “Era isso que você queria.” Gritou. Gozou. Com um orgasmo longo, molhado, único. Mas não foi o único. Luciana não tinha terminado. Não queria terminar. Quando Gonzalo tentou se soltar um segundo, ela segurou firme os pulsos dele e cravou ele de volta no colchão. —Fica aí —ordenou, com uma voz que ela mesma não conhecia. Firme. Baixa. Sem negociação. Gonzalo obedeceu. Ofegava, finalmente se entregava. Finalmente tinha ela. Luciana montou nele com determinação. Se acomodou por cima, molhada, aberta, Tremendo. Ela roçou a própria buceta no pau dele e molhou mais ainda com os próprios fluidos. Um vai e vem lento, animalesco. Buscou ele de novo, e meteu sem pedir permissão. Até o fundo. Com um gemido grave que saiu do estômago. Começou a se mover. Primeiro devagar. Não pra provocar ele: pra saborear. Tinha algo quase espiritual naquele ato. Não era descarga. Era vingança. Não contra ele. Contra o outro. Contra quem tinha desejado vê-la assim só nos sonhos. E agora, era real. Agora, era ela quem decidia. Cavalgou o pau dele como se fosse a última noite. Como se não existisse depois. Como se a dor se lavasse a cada batida de quadril. Se inclinou pra frente, os peitos balançando na cara de Gonzalo. Ele beijou eles como se fossem um sacramento. Lambeu com fome, enquanto ela gemia palavras que nunca tinha dito. — Como você gosta das minhas tetas, filho da puta. — São lindas. — Seus olhos iam longe no escritório, era isso que você queria? — Sim, assim que eu queria. Dentro da minha boca. Ela olhou pra ele, sorrindo. Um sorriso quebrado. Triste. Indomável. — Fico muito puta quando chupam minhas tetas assim, sabia? — É? — respondeu ele, rouco. Luciana aumentou o ritmo. As investidas eram mais firmes. Mais molhadas. Acariciava o peito dele. Marcava a pele com as unhas. Suavam. Gemiam. Não tinha mais controle. E quando sentiu que o segundo orgasmo chegava, não parou. Sentou bem ereta em cima dele, as mãos na cintura de Gonzalo, cavalgando como se domasse um bicho. E aí gozou. Com um grito agudo. Um espasmo longo. A cabeça pra trás. As costas arqueadas. A carne vibrando. Mas não desceu. Continuou em cima, se movendo mais devagar, mais fundo, enquanto sentia que ele ainda tava duro. — O que você quer? — perguntou ela, com os olhos fixos nos dele. — Quero que você vire. — Assim? E se ofereceu — Me come como imaginou todo esse tempo. Gonzalo se levantou. Agarrou ela com força. Ajeitou. Levantou o quadril dela, de quatro. E meteu por trás com um Gemido abafado. Luciana mordeu o antebraço para não gritar. Ele estava abrindo a alma dela. —Assim! —ela ofegou—. Forte, Gonzalo! Ele agarrou ela pela cintura. Metia com tudo. Fazia a bunda dela estalar contra a barriga dele. Fazia ela tremer a cada golpe. Ela chorava. Não de tristeza. De algo mais fundo. Como se a cada estocada saísse um pedaço do que tinham quebrado nela. —Mais! —ela gritou—. Tudo! —Você é muito piranha. —Sou sua piranha! Mais! E ele obedeceu. Com força. Com fome. Com desejo contido de anos. As costas de Luciana estavam molhadas de suor. As pernas dela tremiam. O corpo inteiro era uma oferenda. Quando ele estava quase gozando, ele tirou o pau. Mas ela não deixou. Ela se virou. Olhou nos olhos dele. Arrancou o pau dele com a mão e enfiou de novo, olhando pra ele. Provocando ele. —Quero a porra dentro. —Tem certeza? —Sim. Enche minha buceta de porra. E Gonzalo gozou com um rugido, apertando as coxas dela, enterrado até o fundo. Com espasmos que quebravam ele por dentro. Luciana recebeu ele com as pernas abertas e os olhos úmidos. Ele abraçou ela. Ficaram assim. Sem dizer uma palavra. Respirando. Suados. Com a certeza de que algo tinha mudado. De que o que era só um desejo tácito… agora tinha forma, cheiro e memória. Luciana apoiou a cabeça no peito dele. Pensou em Marcos. No olhar sujo dele. No ciúme dele. Na covardia dele. Mas já não doía igual. O corpo ainda vibrava. E naquele peito onde ela apoiava a cabeça, pela primeira vez em muito tempo, havia paz. Epílogo “Do outro lado do limite” A casa estava em silêncio. Mas não aquele silêncio plácido do descanso, e sim outro: o de depois do desabamento. O silêncio de uma casa em que alguém parou de esperar. Marcos tinha ido embora com uma mochila, um par de livros, e o carregador do celular. Não houve súplica, nem gritos, nem portas batendo. Só uma frase, com a voz grave de Luciana, que não era fúria, mas veredito: —Preciso que você vá. E ele foi. Como um garoto que sabe que foi descoberto. Não precisou que ela disse como é que tinha descoberto. Ela percebeu pelos gestos. Pelos silêncios. Pelos detalhes que antes passavam despercebidos. Tomás. O idiota despeitado que nunca terminou de fechar a história com a Josefina. Amigo da filha dela. Perto demais, machucado demais, estúpido demais pra guardar segredo. Uma conversa vazada. Uma mensagem lida. Um comentário fora de lugar. E tudo desabou. Luciana não precisou de provas. Tinha o tom. O jeito que ele piscava. O jeito que ele evitou olhar pra ela. E o jeito que ele nunca negou nada. Depois veio o resto. Mais sutil. Mais cruel. A faculdade. O boato. O corredor. A secretária do Decanato que deixou escapar um “me contaram uma coisa que não posso ignorar”. O reitor que chamou ele pra uma “conversa informal”. Não teve denúncia. Nem nome. Mas tava claro. Um professor veterano. Uma aluna jovem. Uma tese pessoal demais. Olhares na sala de aula. Um escândalo silencioso. Ofereceram, com cortesia hipócrita, que ele tirasse uma “licença breve, por questões pessoais”. Não foi punição. Foi um jeito de convidar ele a sumir. E ele sumiu. O apartamento de dois cômodos perto da faculdade tinha cheiro de mofo e móveis velhos. Não tinha quadros. Nem televisão. Nem cama. Só um colchão no chão, uma cadeira, e o computador dele apoiado numa caixa de livros que ele já não tinha vontade de abrir. Durante dias, não comeu direito. Não corrigiu provas. Não escreveu. Não se tocou. Só fumava. Tomava café frio. E olhava pra uma parede. Esperando algo que não ia voltar. Josefina escreveu pra ele. Primeiro com frases ambíguas. Depois, com raiva. Por último, com aquela mistura de despeito e orgulho ferido: “Achei que você fosse diferente. Sério. No fim, você foi só mais um cagão.” Ele não respondeu. Não porque não tivesse o que dizer. Mas porque tudo que ele sentia era vergonhoso. Ele tinha desejado a Josefina como se deseja o proibido. Com fome. Com tesão. Com uma intensidade quase adolescente. Tinha tido uma pele jovem, brilhante, suja e perfeita montando nele, lambendo ele, fodendo ele como se fosse a Última noite do mundo. E ele tinha sentido que aquilo justificava tudo. Mas não era amor. Nunca foi. Era fogo. Um vício físico. Uma miragem de poder que, no fundo, deixava ele mais sozinho a cada vez. Um dia, fuçando o Facebook antigo dele — aquele que ele não usava mais — descobriu que a Luciana não tinha bloqueado ele por lá, viu um story. Ela. Uma taça de vinho. Uma vela acesa. E um pé masculino junto ao dela. Só isso. Mas ele sacou. Pelo ângulo. Pelo tom. Por aquela luz quente que não era por acaso. Não era uma foto íntima. Era uma sentença. "Tô bem sem você." Pensou no Gonzalo. Não como nos sonhos dele. Não como na cena mórbida que tinha excitado ele. Pensou de verdade. Luciana montada nele. Gritando. Gozando. Recebendo o que ele já não sabia dar. E dessa vez… não excitou ele. Sentiu uma pontada seca. Final. Certeira. O desejo virado derrota. Apoiou o celular virado pra baixo. Acendeu outro cigarro. E não pensou mais. A vida seguia. A filha dele voltou dos EUA e pediu pra vê-lo. Se encontraram num bar do Parque Centenário. Ela pediu um café com leite. Ele não pediu nada. — Cê tá bem? — perguntou ela, com uma voz estranhamente firme. Marcos quis mentir. Não conseguiu. Não com ela. Não depois de tudo. — Não sei — falou. E baixou o olhar —. Só queria te ver. A filha dele observou ele por um tempão. Não com raiva. Não com pena. Com aquela mistura insuportável de decepção e amor que só os filhos conhecem. — Não sei o que cê fez, pai. Mas a mamãe tá destruída. E eu também. Ele engoliu seco. O mundo se fechou pra ele. — Me perdoa — disse, num fio de voz —. Pra você eu peço perdão. Ela não respondeu. Só baixou o olhar. Pagou o café dela. E foi embora. Não abraçou ele. Não xingou ele. Não olhou pra trás. E essa foi, talvez, a condenação mais pesada de todas. ASSIM TERMINA ESSA SAGA, ACEITO SUGESTÕES: QUE TEMA VOCÊS GOSTARIAM QUE EU ABORDASSE NA PRÓXIMA?

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