A empresa onde trabalho me mandou cobrir uns dias de folga na base de Neuquén capital, e eu tinha que levar umas coisas pra um poço no coração de Vaca Muerta. Logo de cara, fui pelo diagrama (14x7), porque um dos motoristas escalado pra aquela área entrou de folga e férias.
Dia 1: me carregaram uns flanges num semi com hidro e saí umas 8h15. O GPS marcava 97 km (passando Añelo, a uns quilômetros), numa região de pasto, pomares e gado. Tinha duas minas pedindo carona, mas não parei porque a empresa proíbe pegar gente. Cheguei no destino e me encheram o dia todo pra descarregar, até que umas 20h me liberaram (e olha que nem levei comida, porque era ida e volta). Quando cheguei em Añelo, parei pra comprar comida num carrinho na beira da estrada e, na hora que me entregaram, vi a mesma mina que tava pedindo carona de manhã indo de novo pedir carona (já eram quase 22h). Uma guria bem novinha e gostosa. Assoviei pra ela, quando ela me olhou, cumprimentei e pedi desculpa por não ter parado pra levar elas, mas falei que era política da empresa. Ela disse que tudo bem, que sabia que a maioria das empresas tem essa regra. Perguntei se ela tava voltando pro mesmo lugar, e ela disse que sim, que ia pedir carona de novo, que a outra mina já tinha ido embora e que ela ficou até tarde procurando trampo, mas não teve sorte. Falei pra ela me esperar, comprei mais um pouco de comida e um refri, e disse: "Vamos, não tô nem aí se vão me foder, porque eu também tive um dia de merda". Fomos conversando até chegar no lugar, ela se despediu com um beijo na bochecha e desceu.
O segundo dia foi quase a mesma coisa, mas sem ninguém pedindo carona. No terceiro dia, me mandaram pra outro lugar um pouco mais longe, mas com o caminho parecido. Na volta, passei de novo por Añelo, parei pra comprar umas coisas e, quando tava saindo, vi alguém fazendo sinal. Pô, era ela de novo. Parei, ela me perguntou se eu podia dar uma carona, falei que sim. Na hora, ela contou que tinha conseguido um trampo numa padaria, tirou uma sacola cheia de sonhos e me deu de presente. Falei que não precisava, mas ela insistiu, dizendo que era pela boa energia e que sabia que eu tava me comprometendo. Eu falei: "Não, relaxa, sem problemas". Aí ela respondeu: "Tô te comprometendo com a empresa e com a sua mulher, então por favor aceita". Dei uma risadinha e falei que não tinha mulher. "TODO MUNDO FALA A MESMA COISA", ela disse, sorriu e me entregou um papelzinho, porque já tava chegando. Aí ela deu tchau meio apressada, me deu um beijinho bem gostoso que me deixou bobo, e desceu. Quando desceu, perguntou meu nome e falou pra eu mandar a solicitação. No papel tava o número do celular dela e o Instagram. No dia seguinte, adicionei ela e mandei um WhatsApp. Na hora, ela me colocou no Melhores Amigos e, puta merda, era uma gostosa.

Conversa vai, conversa vem, sempre muito respeitoso. A gente se provocava um pouco e, no penúltimo dia, fiquei até tarde de novo. Escrevi pra ela com a sorte de ter sinal, e ela respondeu que saía às 21h. Esperei até as 23h, compramos comida e fomos devagar. Num momento, parei no acostamento, nos beijamos e, bom, a gente se esquentou pra caralho. Era um fogo, uma boca macia, um corpo lindo e um perfume divino, mas aconteceu o que ninguém queria que acontecesse: "NÃO TINHA CAMISINHAAAAAAAA". Não tinha como convencê-la a rolar algo, mas terminamos num 69 magnífico. Uma gênia, uma loucura como ela fazia. Ela molhou todas as minhas bolas, saliva pra todo lado. Gozamos, ficamos exaustos, conversamos um pouco e fui embora. No dia seguinte, me mandaram pra outro destino. Depois, saí de folga e, quando voltei, me mandaram pra Santa Cruz. Fiquei destacado no Pico Truncado por um ano e, quando voltei pra Neuquén, ela já estava namorando. Então nunca mais rolou nada.




Dia 1: me carregaram uns flanges num semi com hidro e saí umas 8h15. O GPS marcava 97 km (passando Añelo, a uns quilômetros), numa região de pasto, pomares e gado. Tinha duas minas pedindo carona, mas não parei porque a empresa proíbe pegar gente. Cheguei no destino e me encheram o dia todo pra descarregar, até que umas 20h me liberaram (e olha que nem levei comida, porque era ida e volta). Quando cheguei em Añelo, parei pra comprar comida num carrinho na beira da estrada e, na hora que me entregaram, vi a mesma mina que tava pedindo carona de manhã indo de novo pedir carona (já eram quase 22h). Uma guria bem novinha e gostosa. Assoviei pra ela, quando ela me olhou, cumprimentei e pedi desculpa por não ter parado pra levar elas, mas falei que era política da empresa. Ela disse que tudo bem, que sabia que a maioria das empresas tem essa regra. Perguntei se ela tava voltando pro mesmo lugar, e ela disse que sim, que ia pedir carona de novo, que a outra mina já tinha ido embora e que ela ficou até tarde procurando trampo, mas não teve sorte. Falei pra ela me esperar, comprei mais um pouco de comida e um refri, e disse: "Vamos, não tô nem aí se vão me foder, porque eu também tive um dia de merda". Fomos conversando até chegar no lugar, ela se despediu com um beijo na bochecha e desceu.

O segundo dia foi quase a mesma coisa, mas sem ninguém pedindo carona. No terceiro dia, me mandaram pra outro lugar um pouco mais longe, mas com o caminho parecido. Na volta, passei de novo por Añelo, parei pra comprar umas coisas e, quando tava saindo, vi alguém fazendo sinal. Pô, era ela de novo. Parei, ela me perguntou se eu podia dar uma carona, falei que sim. Na hora, ela contou que tinha conseguido um trampo numa padaria, tirou uma sacola cheia de sonhos e me deu de presente. Falei que não precisava, mas ela insistiu, dizendo que era pela boa energia e que sabia que eu tava me comprometendo. Eu falei: "Não, relaxa, sem problemas". Aí ela respondeu: "Tô te comprometendo com a empresa e com a sua mulher, então por favor aceita". Dei uma risadinha e falei que não tinha mulher. "TODO MUNDO FALA A MESMA COISA", ela disse, sorriu e me entregou um papelzinho, porque já tava chegando. Aí ela deu tchau meio apressada, me deu um beijinho bem gostoso que me deixou bobo, e desceu. Quando desceu, perguntou meu nome e falou pra eu mandar a solicitação. No papel tava o número do celular dela e o Instagram. No dia seguinte, adicionei ela e mandei um WhatsApp. Na hora, ela me colocou no Melhores Amigos e, puta merda, era uma gostosa.

Conversa vai, conversa vem, sempre muito respeitoso. A gente se provocava um pouco e, no penúltimo dia, fiquei até tarde de novo. Escrevi pra ela com a sorte de ter sinal, e ela respondeu que saía às 21h. Esperei até as 23h, compramos comida e fomos devagar. Num momento, parei no acostamento, nos beijamos e, bom, a gente se esquentou pra caralho. Era um fogo, uma boca macia, um corpo lindo e um perfume divino, mas aconteceu o que ninguém queria que acontecesse: "NÃO TINHA CAMISINHAAAAAAAA". Não tinha como convencê-la a rolar algo, mas terminamos num 69 magnífico. Uma gênia, uma loucura como ela fazia. Ela molhou todas as minhas bolas, saliva pra todo lado. Gozamos, ficamos exaustos, conversamos um pouco e fui embora. No dia seguinte, me mandaram pra outro destino. Depois, saí de folga e, quando voltei, me mandaram pra Santa Cruz. Fiquei destacado no Pico Truncado por um ano e, quando voltei pra Neuquén, ela já estava namorando. Então nunca mais rolou nada.




2 comentários - El mismo camino, pin nqn destino vaca muerta