Grávida e infiel. Parte 8

No dia seguinte, Dante estava bem dormindo e eu me viro pra olhar ele e acariciar, quando sinto o corpo dele roçando no meu, mas ele continuava assim quando ouço ele sussurrar baixinho Dante: - Mmmmmmmmmmm... ainda quer mais... me pede... me pede pra te foder... - eu só ficava acariciando ele e tentei aguentar um pouco mais pra ver até onde ele ia continuar falando e me pedindo algo - ai meu deus, putinha... você me deixa... me deixa louco... vou ter que te amarrar e açoitar você e a putinha da sua mãe - meu coração parecia que ia pular pela boca. Segurei a amargura e a angústia. Parei de tocar nele e me levantei devagar. Fui me vestindo, peguei algumas poucas coisas do meu lado do armário. Fui pro banheiro, peguei minhas coisas e fui com muita angústia pra cozinha, quando lembrei que tinha esquecido meu celular. Voltei devagar e vi Dante de barriga pra cima, parecia estar com uma puta excitação dormindo, e saí furiosa. Antes de guardar tudo, sinto a porta do quarto abrir e Dante vinha pra cozinha, atônito e estranhando me ver vestida e com minha bolsa na mão Dante: - Gostosa... mas o que cê tá fazendo, minha...?? Eu: - Você é um lixo...!!!!! - gritei pra ele Dante: - Que?? O que foi, Yuli, meu amor..?? Eu: - Já tava desconfiando... você... você me traía... me enchia de chifre... Dante: - Que?? Mas... de onde você tirou isso? Eu: - Eu já sabia faz tempo, mas hoje... hoje você mesmo me disse... ontem à noite percebi quando a gente transou... você sempre me traiu, Dante... você é... é o pior... Dante: - Não entendo de onde você tira essas coisas? Quem encheu sua cabeça de tanta mentira... Eu: - Não me faz passar por louca... a camisa manchada... sua falta de atenção comigo, suas ligações curtas... mas já era. Fala pra sua ou suas cachorras que você tá livre... Dante: - Não, não para Yuli... para, não... não vai embora... me deixa... me deixa explicar Eu: - Não, não... Dante... quero ir embora Dante: - Não, não... não quero que você me deixe... preciso que me escute...
Eu: — Não... não vou ouvir mais mentiras.
Dante: — Vem, senta e me escuta... — ele me olhou e eu me sentei no sofá — isso não é nada contra você... é mais uma coisa que aconteceu comigo... mas não sei... não sei como explicar, mas... quero que entenda que eu não quis te machucar nem mentir, mas tenho um grande tesão, uma grande loucura na minha cabeça — eu olhava pra ele em silêncio — porque na adolescência fiquei sem meu pai e fiquei só com minha mãe. Durante muito tempo, via ela chorando sozinha. Até que não aguentei mais e me aproximei dela. Naquele momento, ela estava deitada e fui abraçá-la. Enquanto a abraçava, senti algo diferente, algo que nunca tinha sentido antes, e tive uma vontade enorme de sentir o corpo dela mais perto do meu, e comecei a acariciá-la. Ela gemeu e, assim que senti isso, comecei a tocar o corpo todo dela, e nós nos despimos e, naquele momento, nos masturbamos... ela me beijava pelo rosto todo, e eu morria de vontade de beijar a boca dela...
Eu: — E... não sei o que te dizer... isso é... é realmente inexplicável... e por que você não transou com ela em vez de procurar outras mulheres ou a mim?
Dante: — É que eu não podia continuar com uma coisa daquelas... foi só aquela vez e tentei apagar tudo isso com outras mulheres, e passaram muitas, mas a que mais gostei foi a Fernanda, que era a ex-namorada do tio do Salvador...
Eu: — Ah, olha só...
Dante: — Mas isso não é tudo... é que eu estava furioso com o Salvador porque ele saía com mulheres jovens e muito gostosas. Uma vez ele me confessou que gostava de uma garota linda que estudava no mesmo colégio que a gente e...
Eu: — E... o quê? Quem era essa garota???
Dante: — Não, não importa...
Eu: — Siimm... claro que importa... quero saber quem era ela
Dante: — Era você! — eu fiquei paralisada — O Salvador me disse que desde que você entrou no colégio, ele estava muito apaixonado por você, e eu apostei com ele que ele não teria coragem, porque você nunca olharia pra ele, mas sim pra mim... e isso deixou ele furioso. Por isso que eu logo tomei as rédeas e fui atrás de te conquistar e te Consegui... Eu: — E você tá feliz então por ter conseguido esse objetivo? Dante: — Claro que sim... porque eu te quis desde o primeiro dia. Eu: — Mas não foi amor à primeira vista, foi mais pra mostrar que você conseguiu o que seu amigo não conseguiu. Dante: — Ele te quis, disso eu tenho certeza, mas eu venci... Eu: — Mas lamento te dizer que hoje você perdeu... Dante: — Não, não... por favor, gostosa... não, não vai embora... eu imploro... eu peço. Eu: — Me explica essa história da sua mãe e daquela puta que te deixa tão louco... Dante: — É muito longo pra explicar e... Eu: — Então eu vou embora e você fica livre pra ficar com elas... Dante: — Não, não quero elas, bom... sim... ou sei lá... mas eu quero você... preciso de você na minha vida. Eu: — Escolhe, Dante... aprende a soltar, aprende a perder uma vez na sua vida de puta. Dante: — Não posso te perder... Eu: — Por que eu não? Dante: — Porque ia dar o gostinho pro Salvador, e eu não quero, não conseguiria... não aguentaria te ver com ele. Eu: — Você é um idiota! Dante: — Me perdoa... Eu: — Chega, Dante... eu não quero te ver nunca mais. Dante: — Mas... e o nosso filhote? Eu: — Vamos fazer as coisas direito pela justiça e... Dante: — Nãaaaao, nãaaaao, Giuliana... não... não quero perder vocês... — ele desabou a chorar enquanto eu tinha lágrimas nos olhos de tristeza, raiva e decepção — não, não me abandona... por favor... Entre os soluços e o choro dele e minha raiva e tristeza por tudo isso. Ouviu-se a porta batendo e gritos do outro lado: Magda: — O que você tá fazendo com meu filho?? O que você tá fazendo??? — Eu abri e deixei ela entrar, ela ao ver o Dante naquele estado, achando que eu tinha feito alguma coisa pra ele, tenta partir pra cima de mim pra me bater — calma, mãe... calma... — Dante segurou ela — a Giuliana já sabe a verdade... Magda: — Não sei do que você tá falando, filho! Não tô entendendo... Dante: — Você já sabe, mãe... ela já sabe tudo... tudo que aconteceu um dia. Eu: — Vou deixar vocês, conversem, montem e desmontem uma vida boa sem mim... eu vou tentar fazer a minha com meu filho. Magda: — Viu o que eu te falei, filho... ela é uma... Mentirosa... se ele te larga é porque esse bebê não é filho teu... não é teu... abre os olhos!
Eu: - Quer duvidar da paternidade, melhor... não preciso nem de você nem dele... sigam a vida de vocês.
Magda: - Não vou permitir que...
Dante: - Mãe... já cala a boca... - gritou alterado - por favor, Giuli... - baixou a voz ao falar comigo - pelo que você mais ama... não vá... não me abandona...
Eu: - Você tá muito bem acompanhado... - peguei minha bolsa e minhas coisas e saí.

Atrás de mim, Dante me seguia, muito angustiado.
Dante: - Onde você vai ficar? Pra onde vai?
Eu: - Ora, não sei... mas pra onde quer que eu vá, nunca vou te contar, assim como se em algum momento eu estiver com alguém e...
Dante: - Não, fala sério, meu amor...
Eu: - Não, não... não me chama assim.
Dante: - Tá bom... pelo que você mais ama, pelo que você mais quer e mais ama nesse mundo: não fique com ninguém, porque isso ia me destruir completamente.
Eu: - E você fez isso, fez, e com duas juntas!! Que cínico você é!!! - deixei ele de boca aberta e ele não disse uma palavra.

Entrei e fechei a porta do meu carro, enxuguei as lágrimas, liguei o motor e fui embora.
Fui até a região da estação de trem, parei o carro e entrei num bar pra tomar um café. Enquanto esperava me trazerem, lembrei que hoje tinha que entregar o pedido pro Salvador e estava tudo salvo no meu computador, não tinha impresso nada daquilo e ia levar umas horas. Peguei o celular e fiquei na dúvida se escrevia pra ele ou não, se contava ou não. Nesse momento, me trazem o café e vejo que chega uma mensagem do Salvador: "Oi, Yulita linda, como você tá? Tomara que esteja bem. Meu amigo me ligou desesperado contando tudo e tá preocupado com você e com o bebê dele. Onde você está? Precisa de alguma coisa?" Tomei um gole de café com leite enquanto provava se o açúcar tava bom e respondi: "Tudo bem, fica tranquilo" - suspirei e enviei. Continuei tomando meu café da manhã sossegada. Não devem ter passado nem cinco minutos quando ouço meu celular tocar e, sem ver quem era, cortei. Tocou de novo, mas dessa vez olhei quem era e o coração começou... Meu coração disparou ao ver o número do Salvador, atendi meio nervosa:
Eu: - Alô... quem fala?
Salva: - Sou eu, Yulita gostosa...
Eu: - Olha, Salvador... se você está com meu marido, fala pra aquele infeliz não me encher o saco.
Salva: - Não, não... calma. Tô prestes a entrar numa reunião e quando meu amigo me ligou desesperado e me contou, pedi uns minutos pra saber se você tá bem mesmo, se não precisa de nada, um lugar pra ficar ou o que precisar...
Eu: - Não... não tá tudo bem. Agora tenho que resolver umas coisas e depois vou pra casa da minha irmã. Fica tranquilo.
Salva: - Tá bom... mas deixa eu te falar uma coisinha, pequena.
Eu: - Tá bem.
Salva: - Meu pai tem uns quitinetes mobiliados pra estudantes e se eu disser que é pra você, ele não vai negar.
Eu: - Não... não, não, não... tá tudo bem de verdade, muito obrigada, mas não... não conseguiria aceitar uma coisa dessas.
Salva: - Tá bom, se você mudar de ideia, tem essa opção.
Eu: - Tá bem e obrigada... - ouvi pelos alto-falantes um anúncio de chegada de um trem.
Salva: - Onde você tá?
Eu: - Tô na estação de trem, tomando café. Gosto de vir aqui.
Salva: - Ah, legal...
Eu: - Por favor, não aparece aqui...
Salva: - Adoraria, mas tão me esperando, senão já tinha ido te buscar - eu ri nervosa - adoro tanto ouvir você rir. Linda, tenho que ir. Qualquer coisa, se mudar de ideia, me manda mensagem e eu arrumo a chave daquela quitinete.
Eu: - Ok... valeu e obrigada... não, não, tá bem... obrigada. Tchau e se cuida.
Salva: - Se cuidem você e seu bebê. Tchau, Yulita linda.

Ele desligou e eu fiquei olhando pro meu celular, sorrindo.

Terminei de tomar café, paguei e fui pro meu carro.
Tentei pensar no que fazer: ir pra casa da minha irmã ou ir pra casa onde morava com o Dante pra pegar meu notebook e trabalhar com ele lá na casa da minha irmã. Decidi ir pra onde eu morava antes com o Dante. Quando cheguei, notei que parecia ter gente e, como não queria entrar sem bater pra não dar de cara com algo que não queria ver. Bati na porta. Ouvi a voz de uma mulher e, quando ela abriu, vi minha sogra, a mãe do Dante, usando uma roupa minha. Fiquei surpreso ao vê-la.
Eu:
— Oi, Magdalena.
Magda:
— Ahhh... durou pouco a sua raiva, querida!
Eu:
— Só vim pegar meu computador pra trabalhar... depois disso, não sobra mais nada meu nessa casa.
Magda:
— E claro, né, se é a casa do meu filho. Tudo que tem aqui é dele.
Eu:
— Tá bem. Com licença. Vou pegar minhas coisas e ir embora... O Dante tá?
Magda:
— Não, não... coitadinho... ainda bem que não tá aqui pra se acabar de ver você.
Eu:
— Pois é, claro... é melhor ele ver outras coisas... Com licença...

Fui, peguei meu computador junto com os cabos e carregadores.
— Muito obrigada e tudo de bom!
Magda:
— Claro... tudo vai ser mais fácil se você não estiver por aqui!

E bateu a porta na minha cara. Eu fui embora xingando baixinho, mais pela atitude da minha sogra do que por vê-la usando minha roupa.

CONTINUA...

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